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Espetáculo “Nosso Bodó” celebra a cultura nordestina no TAM

Redação

Com referência na cultura e no povo nordestino, o espetáculo Nosso Bodó – O Retrato do Nordeste, está na sua sexta montagem para o teatro. A apresentação terá seu retorno aos palcos nesta sexta, 26 de junho, às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão com classificação indicativa livre e acessibilidade em Libras. A produção é idealizada e dirigida por Marcelo Pinheiro, com direção artística da professora e bailarina Tatyelli Raulino, produção de Émille Araújo e corpo de baile da Avivar Cia. Com foco em forró, o espetáculo passeia por diversos ritmos, com alegria e irreverência. Por meio da dança e teatro, ele passeia pelo cotidiano, costumes, fofocas, e história do povo nordestino com muito bom humor e sentimento. “É uma honra enorme poder fazer essa sexta remontagem no Teatro Alberto Maranhão e fazer mais uma entrega para o público. Vamos trazer a perspectiva de que o Bodó não é uma coisa velha, assim como a cultura, ele é vivo, sempre se reconstruindo e se reinventando a cada ano que passa”, comentou o diretor A diretora artística afirma que todos irão se identificar com a trilha e com as histórias contadas ao longo da obra. E comenta que nosso, palavra que dá título a apresentação, é tudo aquilo que nos pertence, são nossas dores e nossas alegrias que constroem nossa caminhada. Nesta sexta edição a produção veio com novidades “E o Bodó está de cara nova: nos figurinos, cenário, elenco e até mesmo nas coreografias, mas a nossa essência continua a mesma. No cenário e nos figurinos eu trabalhei um pouco do ar mais jovial e contemporâneo, trazendo a cor que representa força, terra, raízes, que é o que a gente tenta mostrar um pouquinho da nossa essência nordestina de ser e de viver”, ela relatou. O Nosso Bodó por meio do forró e da cultura nordestina permite que o Nordeste ocupe o lugar de protagonismo, dando importância e novos significados à cultura regional, visando valorizar, difundir e preservar a mesma, apresentando sua identidade, pluralidade e potência. Para Émille essa é a grande contribuição que a obra oferece para o cenário da arte, da dança e da cultura potiguar, demonstrando que temos algo que é nosso, identitário, e transformador, capaz de transpor limites sociais e geográficos, transformando a nossa região em bem simbólico brasileiro. Os ingressos podem ser adquiridos via sympla, com os bailarinos e também na bilheteria do teatro no dia...

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Motos na contramão da estrada

Milena Azevedo

O filme Sem Destino (Easy Rider), de 1969, exalta a contracultura, trazendo dois jovens que se rebelam contra o sistema, curtem ficar chapados e pegam a estrada para conhecer a América como ela é de fato. No entanto, perto do fim da jornada, um deles cai na real de que eles falharam, que a liberdade é ilusória e que estão prestes a se tornar o que mais desprezam. Porém, eles ainda exteriorizam os estereótipos da nova geração, da mudança que os agentes conservadores caretas temem e, por isso, são exterminados. Há um filme não muito conhecido, mas que se tornou cult nos anos 2000, que faz um contraponto excelente a Sem Destino, trazendo como protagonista os ditos “inimigos” dos hippies, os policiais. O filme é A Polícia da Estrada (Electra Glide in Blue), lançado mundialmente no Festival de Cannes de 1973, projeto do produtor musical do grupo Chicago, James William Guercio, que assina como diretor e produtor, acertando a mão de primeira (mas, infelizmente, esse foi seu único filme). Em A Polícia da Estrada, o protagonista é um policial baixinho, marrento e ambicioso, chamado John Wintergreen, que patrulha as rodovias do Arizona. Sendo ex-fuzileiro naval e veterano do Vietnã, ele é um sujeito extremamente correto, e não se deixa corromper. Apesar de fazer seu trabalho com eficiência, seu sonho é deixar a patrulha de moto na estrada para ser detetive da Homicídios. Ele não gosta muito dos hippies, tanto que no estande de tiro usa uma foto do Wyatt e do Billy como alvo, mas não chega a ver os hippies como ameaça, que é a forma como seu colega Zipper os enxerga, por isso não perde a oportunidade de metê-los em encrenca. O interessante é que Zipper, da mesma forma que o Billy, em Sem Destino, aparenta ser o mais descolado, gosta de ler HQs, de motos, e de fazer uma boquinha durante o expediente. John tem o colega em alta consideração, que parece ser seu único amigo. No entanto, o mundo de Big John cai quando descobre que seus colegas abusam do poder e se deixaram corromper. Embora se sinta deslocado, ele continua na polícia porque quer fazer a diferença, mas aí, os hippies que de tanto se ferrarem nas mãos dos colegas de John, vão entender que ele é igual e, num paralelo com o final de Sem Destino, terminam matando John com um tiro de espingarda....

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Lançamento do Edital BNDES Periferias Fortes Nordeste será lançado nesta terça

Redação

O BNDES, em parceria com o Instituto Ekloos, fará o lançamento do BNDES Periferias Fortes Nordeste, o maior edital de apoio ao terceiro setor na região. A iniciativa foi criada para fortalecer organizações sem fins lucrativos e coletivos ainda não formalizados que atuam em favelas e comunidades urbanas de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Durante o evento, transmitido ao vivo de Recife na próxima terça (30), a partir das 14h, serão apresentadas as principais informações sobre o edital, critérios de participação, benefícios do programa e detalhes sobre o processo de inscrição. Serão 85 organizações beneficiadas com capacitações, mentorias, apoio financeiro e conexão com uma rede de impacto social. O evento de lançamento será gratuito, com participação presencial em Recife (vagas limitadas) e transmissão online aberta ao público geral pelo YouTube do BNDES.

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Chococorn and The Sugarcanes leva a turnê Operação Embaixo d’Água a Natal

Redação

A Chococorn and The Sugarcanes segue na estrada com a turnê Operação Embaixo d’Água, que apresenta o álbum Todos os Cães Merecem o Céu (2026), lançado pelo selo +um HITS. O grupo já percorreu diversas cidades do interior paulista e da região Sul, consolidando uma das agendas mais extensas de sua trajetória, e também irá ao Norte e ao Nordeste do país. Nesta sexta (26), o grupo formado por Alexandre Luz (bateria), Pedro Guerreiro (guitarra solo), Pietro Sartori (baixo) e Pipe Bacchin (guitarra base) chega a Natal, no Backstage Bar. Formada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), a banda se consolidou como um dos destaques da nova música brasileira ao desenvolver uma identidade própria dentro do que chamam de “emo caipira”. Influenciada por nomes como American Football e Radiohead, a Chococorn combina sensibilidade melódica com experimentação, em uma dinâmica que atravessa estúdio e palco, com todos os integrantes dividindo os vocais. A própria ideia de Operação Embaixo d’Água nasce dessa vivência contínua em turnê: um mergulho nas contradições da estrada, entre o desgaste físico, os deslocamentos constantes e a potência dos encontros. Ao longo das datas, o show vem se transformando, refletindo esse processo em tempo real. Esta segunda parte da turnê segue em ritmo intenso até julho, depois de ter passado, inclusive, por cidades de outros países, em Buenos Aires (Argentina) e em Montevidéu (Uruguai). SERVIÇOChococorn and The Sugarcanes @ Natal, RNData: 26 de junho (sexta-feira)Horário: A partir das 19hLocal: Backstage Bar – Rua Ulisses Caldas, 144, Natal (RN)Ingressos: https://blumie.com.br/event/QEBYWGWMPR

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São Julhão do Sesc Zona Norte terá Giannini Alencar e Íris Lima por ingressos a partir de R$ 25 

Redação

O clima de São João continuará firme em Natal. No dia 10 de julho, o Sesc Zona Norte realiza mais uma edição do seu tradicional São Julhão, reunindo música, dança e muita animação em uma programação pensada para toda a família. A festa começa às 18h e integra o São João do Comércio, promovido pelo Sistema Fecomércio RN, por meio do Sesc e do Senac. Entre os destaques da noite está o cantor Giannini Alencar, um dos nomes mais queridos do forró potiguar, que sobe ao palco para embalar o público com sucessos do gênero e muito arrasta-pé. A programação também contará com show da cantora Íris Lima, além de uma divertida quadrilha improvisada comandada pelos integrantes da tradicional Quadrilha Balão Dourado, convidando todos os presentes a participarem da brincadeira. Com ingressos a preços acessíveis, o evento é uma oportunidade para quem deseja prolongar as comemorações juninas sem pesar no bolso. Os valores são de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) para comerciários e seus dependentes, e R$ 40,00 (quarenta reais) para o público em geral. Os ingressos já estão à venda nas Centrais de Atendimento do Sesc RN. A expectativa é reunir famílias, grupos de amigos e amantes da cultura nordestina em uma noite marcada pela música, pela tradição e pela alegria das festas juninas. Sobre o São João do Comércio  O São João do Comércio é uma iniciativa do Sistema Fecomércio RN, Sesc e Senac que une a valorização da cultura popular nordestina ao fortalecimento do comércio nos bairros do Alecrim e da Cidade Alta, à qualificação profissional e ao estímulo da atividade econômica durante o período junino.  As ações acontecem em parceria com a Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba), a Associação Viva o Centro (Avicen), a Prefeitura do Natal, o Governo do Rio Grande do Norte e a Zurich Airport Brasil.  A programação completa está disponível no site da Fecomércio RN (www.fecomerciorn.com.br). Serviço: O que: São Julhão do Sesc Zona Norte Data: 10 de julho de 2026 (sexta-feira) Horário: 18h Local: Sesc Zona Norte (R. Paranduva, 2.873, Conjunto Santa Catarina, Potengi – Natal/RN) Atrações: Giannini Alencar, Íris Lima e Quadrilha Improvisada com a Balão Dourado Ingressos: à venda nas Centrais de Atendimento do Sesc RN Valores: R$ 40,00 – Usuários e público em geral R$ 25,00 – Comerciários e dependentes

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Feira do Vinil & Afins

6ª Feira do Vinil & Afins reúne colecionadores, lojas especializadas e cultura independente em Natal

Redação

Os amantes da música em formato físico já têm encontro marcado no próximo dia 4 de julho. A 6ª edição da Feira do Vinil & Afins acontece no Shopping Center Natal Sul, em Natal, reunindo colecionadores, lojistas, expositores e apreciadores da cultura analógica em um evento gratuito e aberto ao público. Consolidada como um dos principais encontros dedicados ao universo do vinil no Rio Grande do Norte, a feira vem fortalecendo a cena cultural independente da capital potiguar ao promover a circulação de discos, itens colecionáveis, cultura pop e experiências ligadas à memória musical. Nas edições anteriores, o evento atraiu público de diferentes gerações, desde colecionadores experientes até pessoas que estão iniciando suas coleções de LPs e compactos. Durante todo o dia, os visitantes poderão garimpar discos novos e usados, raridades, lançamentos, livros, itens de colecionismo, produtos relacionados à música e à cultura pop, além de conhecer o trabalho de expositores e lojas especializadas do segmento. A feira também se destaca por estimular a troca de experiências entre colecionadores e contribuir para a valorização da música em formatos físicos, em um momento de renovado interesse pelo vinil em todo o Brasil. Entre os participantes confirmados estão Art’Zans, Beto’s Analogic Sounds, Blasphemy Productions, Blue Cheer Discos, Sebo Acesso e Compre, Dirt Discos, Espaço Música, Liberta Sons, Livroterapia, Loki Discos, Sebo Toca Disco, Sunrise, Titan Vinyl Store, Valew Plásticos, Walmir Vinis, Garagem Geek RN e Seburubu. A programação contará ainda com espaço gastronômico, oferecendo opções para quem deseja passar o dia no evento. Os stands do Nenhum Café e da Feijuca Vegan estarão presentes com comidas e bebidas para o público. A trilha sonora da feira ficará por conta da discotecagem em vinil comandada pelo DJ Jofles, proporcionando uma experiência musical totalmente analógica e reforçando o clima de celebração da cultura do disco de vinil. A presença da discotecagem ao vivo tornou-se uma das marcas do evento, contribuindo para a atmosfera de convivência e descoberta musical que caracteriza a feira. A expectativa é de mais uma edição com intensa movimentação de colecionadores, músicos, curiosos e apaixonados pela música, reafirmando a Feira do Vinil & Afins como um importante ponto de encontro da cena cultural alternativa de Natal. Serviço 6ª Feira do Vinil & Afins  Data: 04 de julho (sábado)  Horário: 9h às 17h  Local: Shopping Center Natal Sul  Entrada gratuita Discotecagem em vinil: DJ Jofles Gastronomia: Nenhum Café e Feijuca Vegan Expositores:...

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Brasil x Escócia terá evento com entrada gratuita, quatro telões de LED e shows na Prainha Via Costeira

Redação

A contagem regressiva já começou. Nesta quarta-feira (24), a Seleção Brasileira entra em campo para enfrentar a Escócia pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026 e os torcedores potiguares terão um espaço especial para acompanhar a partida em clima de festa. O projeto Pra Cima Brasil promove uma grande transmissão gratuita na Prainha Via Costeira, reunindo futebol, música e entretenimento em um dos cenários mais privilegiados da capital potiguar. A programação terá início às 16h e foi planejada para proporcionar ao público uma experiência completa durante mais um compromisso do Brasil no Mundial. Além da transmissão do jogo em 4 telões de LED, o evento contará com estrutura temática, espaço de convivência, ativações e atrações musicais que prometem manter a animação antes, durante e depois da partida. Entre os nomes confirmados estão os grupos Sambar & Love, Mesa Doze e o DJ DK, que será responsável por manter a energia do público em alta durante toda a programação. As atrações vão embalar os torcedores ao longo da tarde e transformar a transmissão em uma verdadeira celebração da paixão brasileira pelo futebol. Conhecido pela versatilidade e por estar sempre conectado às tendências musicais do momento, DJ DK chega ao Pra Cima Brasil com um repertório que mistura diferentes estilos e promete garantir a animação da galera do começo ao fim do evento. Com sets dinâmicos e leitura de pista apurada, ele será responsável por manter o clima de festa entre um gol e outro da Seleção. O confronto contra a Escócia marca o encerramento da participação brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo. A expectativa é de mais uma grande mobilização dos torcedores, repetindo o clima de celebração que tem acompanhado os jogos da Seleção em todo o país. A proposta do Pra Cima Brasil é transformar cada partida do Brasil em uma experiência coletiva, reunindo famílias, amigos e apaixonados por futebol em um ambiente descontraído, seguro e com vista para o mar. A expectativa da organização é receber um grande público para mais uma edição do projeto. Os ingressos são gratuitos e seguem disponíveis para retirada antecipada na plataforma Outgo https://outgo.com.br/pra-cima-brasil. A organização recomenda que o público garanta o acesso com antecedência, já que a capacidade do espaço é limitada. O evento conta com apoio da Lei Municipal Djalma Maranhão, da Prefeitura do Natal e da Unimed Natal. Mais informações: @pracimabrasilrn Serviço:Pra Cima...

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TERRA ESTRANGEIRA: Um mar galego

Pablo Capistrano

La Coruña – Espanha, 27 de Janeiro de 2018. Hoje, Santiago de Compostela amanheceu sobre uma densa névoa. Toda cidade parecia coberta por esse véu de branco cinza que cai por sobre os prédios sem conseguir molhar o chão, como se a umidade abraçasse a paisagem em uma bolha. Ontem, ao chegarmos no finzinho da tarde, já havíamos visto uma Santiago completamente diversa daquela de 2006 e não me pareceu ser isso apenas sintoma do inverno.   Pelas ruelas medievais haviam muitas lojas e cafés, mas a minha impressão era a de que os produtos vendidos não eram mais os mesmos de doze anos atrás. Se naquela Santiago de verão a quinquilharia turística parecia atender os anseios de um público “alternativo” do final dos anos 90 e do começo do século, uma passada rápida de olhos nas vitrines das lojas, me indicou que as preferências dos clientes haviam migrado para marcas sofisticadas e elitistas. A Santiago que encontramos não era mais uma cidade luminosa, cheia de gente colorida pelas ruas, com aquele ar neo hippie que embalou a virada do milênio. A Santiago daquele verão de 2006 me pareceu com a Cuzco que encontrei em 1995 ou com a Pipa da minha juventude. Com as ruas entupidas de música e lojas vendendo lembranças turísticas e peças que simulavam o artesanato galego, cheios de referências à cultura pagã dos antigos celtiberos, aquela Santiago de verão parecia fazer parte de uma rede invisível que juntava lugares distantes do mundo através de nódulos de turismo New Age. Agora, essa Santiago de inverno me pareceu, por sua vez, muito mais sisuda, fria e europeia, com suas lojas de roupa de estação vendendo joias caretas e brilhantes caros feitos para madames de nariz empinado da zona do euro. Em seus supermercados, suas lojas de conveniência e suas galerias de arte,  tudo soava modernoso, processado, embalado em pacotes industrializados. Tudo excessivamente kitsch ou simplesmente clássico demais para alguém como eu, nascido e criado na beira do mar, imprensado entre as dunas do Atlântico Sul e as águas salobras do Potengi. As referências ao paganismo celta pareciam ter desaparecido, junto com as bandeiras da “pátria galega” que ficavam estendidas nas sacadas dos edifícios residenciais. No lugar, referências muito mais marcantes ligadas ao catolicismo ibérico e ao culto à realeza da casa de Aragão e Castela. Seria isso apenas uma mudança no perfil dos turistas que visitam a cidade?...

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A lição do carnaval

27/02/2020|

As ruas estão cheias. Onde chove ou onde não chove. Em todas as cidades a festa do povo derrete em cinzas a máscara da hipocrisia. O Brasil tem tão poucos evangélicos assim? Pergunto por que com tantas igrejas fanáticas, vendendo milagres, era de se esperar um país recolhido ao retiro. (aqui, excluo da crítica os evangélicos luteranos, das igrejas protestantes que merecem meu respeito, trato das “igrejas” empresas da picaretagem dos Malafaias, Edir Macedo, Romildo Soares, Valdomiro e et caterva.) Mentiram. Tem retiro nenhum. Ou “evangélicos” de mentira no meio da esbórnia. Onde estão os evangélicos do poder? Farreando nos escombros. Quantos blocos ou movimentações de ruas são movidos por “artistas” vinculados ao fascismo? Ou ao humor? Quantos? Nenhum. Por quê? Porque o fascismo não tem graça. É uma nojeira fantasiada de ordem, de sossego, de união. Sem ordem legal, sem sossego pessoal, sem união social. Isso é o fascismo.

bode expiatório

20/02/2020|

O carnaval de Ponta Negra começa nesta sexta-feira (21) e quem abre os festejos é o Bode Expiatório. A orquestra do bloco, composta de 40 músicos, levará o público para o show de Alceu Valença pelas ruas do bairro até chegar ao palco principal. Em sua 5a edição, o bloco explora a temática “Em defesa da causa indígena”, apresentando na avenida uma orquestra de metais e percussâo, sob a regência do maestro Mateus Daniel. “Estamos felizes com a evolução do bloco. Começamos na avenida com 13 componentes, depois 26, e agora contratamos, através de seleção pública no edital da FUNCARTE, uma orquestra com 40 músicos. Isso só mostra que o grupo do Bode Expiatório está no caminho certo para fazer história no carnaval da cidade”, disse Henrique Cavalcanti, coordenador do bloco. A concentração está marcada para começar às 17h horas e terá a presença da Bateria da Escola de Samba Acadêmicos do Morro com suas passistas, em frente ao estacionamento do Praia Shopping, na avenida Praia de Ponta Negra. A previsão de saída é às 19h30 em direção ao palco no qual o cantor pernambucano Alceu Valença vai fazer seu show.

Cellina Muniz lança hoje romance sobre jornalista na 2ª Guerra

19/02/2020|

A escritora Cellina Muniz lança, nesta quarta-feira (19) seu primeiro romance, após publicação de uma trilogia de contos. O livro “O Bombo: guerra e paz em Natal. 1945” pode ser comprado e autografado pela autora a partir das 18h no Bardallos Comida e Arte, com acesso livre. Trata-se de uma narrativa meio ficção, meio não: a história de um jornalista/escritor/boêmio que queria lançar em Natal seu jornal de humor no tempo em que a cidade estava ocupada pelos americanos na Segunda Guerra. O anti-herói dessa história tem mil jeitos de se nomear: sua mãe o batizou José Fagundes. Nas colunas de humor ele assinava Zé do Frevo. Suas amizades e credores o chamavam de Fafá. E a narradora o conhecia por José. Ele era jovem, lia e escrevia, amava a cidade e tinha fé na vida, apesar de seu amor secreto gostar de outro, um tal de Johnatan, mais um “galado” gringo que circulava entre a Ribeira e Parnamirim em meados dos anos de 1940. Esta é a história de José, que com seu grande amigo Chico sonhou um dia em editar o “O Bombo”. Este primeiro romance de Cellina Muniz conta então as (des)aventuras de Zé do Frevo para...

FREVO_SergioBernardo_PCR

18/02/2020|

“Pernambuco tem uma dança que nenhuma terra tem” Estes versinhos bem expressam a pernambucanidade do frevo. O legítimo, só made in Recife. Foi aí, que, no começo do século XX, ele nasceu, filho do maxixe e da habanera, segundo alguns estudiosos. Num excelente ensaio, já clássico, Valdemar de Oliveira, estudando as fontes do mais carnavalesco dos gêneros musicais, esclarece: “Recuando-se (…) de uma geração para outra – de pais, a avós, bisavós, trisavós, compreende-se a dificuldade em conceituar, rigorosamente, a origem do frevo, isto é, em abrir caminho na terra do Tempo para descobrir-se até onde vão suas radículas. De começo, é claro, não era maxixe, nem polca, nem quadrilha, nem dobrado ou modinha, e era tudo isso, no fim de contas, em solução perfeita.” (“Frevo, Capoeira e Passo” – 1971, pág. 33). Música popular (mas não folclórica) e forma de dança, o frevo, talvez a mais engenhosa expressão musical brasileira, ficou meio enjeitado. Perdeu terreno para o samba e a marchinha, por causa de sua regionalidade e do seu caráter estritamente carnavalesco.  Só nos últimos anos tem obtido maior difusão nacional, e é executado com mais frequência fora dos dias de Momo. Compositores como Alceu Valença e Morais Moreira...

racine santos

14/02/2020|

A Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ALRN) declarou vaga a Cadeira 16 da instituição. Dessa forma estão abertas inscrições pelo prazo de 60 dias, a partir da publicação, no último dia 11, aos candidatos que se sentirem habilitados a ocupar o posto, puderem realizar sua inscrição. Para tal, basta apresentar currículo atualizado e exemplares de suas obras publicados em formato de livro individual. A Cadeira 16 da ANLR tem como patrono o médico Segundo Wanderley. O fundador da cadeira foi o poeta Francisco Palma. E os ocupantes, até o momento, foram o professor Rômulo Wanderley, a poeta assuense Maria Eugênia Montenegro e, por último, o advogado Eider Furtado. Por enquanto, dois nomes prometem a disputa: o advogado Armando Holanda, e o dramaturgo e poeta Racine Santos. Racine, macaibense, tem longa trajetória de militância no teatro e na literatura. Ano passado lançou novo romance “…De susto, de bala ou vício”. Armando Holanda é mineiro, ex-presidente da OAB/RN e tem dois livros publicados de sua autoria na área do direito. Como se sabe, a Academia é formada por 40 nomes. Neste post AQUI, eu sugeri outros 40 nomes, afora os já nomeados imortais. E nesta lista já consta o nome de Racine. Sem dúvida, um intelectual...

Pastoril do Boi de Reis da Associação Cultural do Bom Pastor. Crédito Canindé Soares

14/02/2020|

Sete grupos culturais serão as grandes atrações do cortejo do bloco Se Parar Eu Caio, terça-feira (18) do Largo do Atheneu ao Clube de Rádio Amadores. São elas: Boi de Reis Bom Pastoril, Pastoril do Bom Pastor, Boi de Reis Mestre Manoel Marinheiro, Araruna, Cia Circo Ladrões do Sorriso, Cia All Hanna Dança do ventre e Trupe de Pernas pro Ar. Assim será a largada para a 6ª edição do bloco “Se Parar Eu Caio”, cujas as vendas do último lote de camisetas ocorre na Aerotur (Rua Apodi, 583 – Tirol, 3220-2999). A concentração do bloco será a partir das 17h, no Largo do Atheneu, com apresentação de Leandro (O Homem banda). O trio pranchão com o Frevo do Xico levará os foliões pelas ruas do bairro de Petrópolis até o Clube de Radioamadores para os shows de Márcia Freire e Banda Rojão. Márcia Freire foi vocalista durante 13 anos da banda Cheiro de Amor e tem muito folião na expectativa de reviver os tempos bons do Caju com Sal que este ano comemora 30 anos. Emplacou diversas músicas na banda entre elas: “Auê”, “Rebentão”, “Canto ao Pescador”, “É O Ouro”, “Doce Obsessão”, “Lero-Lero”, “Pureza da Paixão”, “Vermelho”, o Hino...

Luan Bates por Clara Cortêz

14/02/2020|

O cantor potiguar Luan Bates lançará, na próxima sexta-feira (14), a versão alternativa de “Damned Poetry”, último single do álbum “The Morning Sun”. A canção estará disponível em todas as plataformas via streaming. Luan Bates faz parte do atual cenário efervescente de Natal, trazendo um som distinto em relação às demais bandas da cidade, com influências do rock da década de 1990, folk e country alternativo, mas mantendo a tradição natalense/potiguar de letras escritas em inglês. A canção do “Damned Poetry” tem forte influência de bandas como New Radicals, Stone Temple Pilots, Oasis e dentre outros artistas que foram sucessos nos anos 90. “Damned Poetry é, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre os desafios da vida e o desejo de enfrentá-los, e uma homenagem às inspirações que me fizeram escrever todo o disco”, disse o cantor. Luan já conta com dois EPs lançados sob outros codinomes: o homônimo Scangledcrow (2014) e o Guia Prático Contra o Bloqueio Criativo, sob o nome Tendre (2016). Ainda em 2016, Luan lançou seu primeiro EP “apropriadamente” solo, “Listen Up, Mates”, com três faixas que elaboram o início de uma autobiografia entre o final de sua adolescência e o início de sua vida adulta. Seu...

comunidade cigana

14/02/2020|

Fotografar comunidades em situação de risco tem sido sempre uma experiência ambígua: um compadecimento pelo sofrimento em que vivem e alguma esperança que emana do acolhimento que oferecem. A Comunidade Cigana de Tangará, cidade do Trairi potiguar, a 82 quilômetros de Natal, está assentada próxima às margens da BR 226 há cerca de dezoito anos. São aproximadamente 50 pessoas vivendo em uma pequena área destinada pela prefeitura local. Entre os moradores, que ocupam algumas casas e várias tendas, estão pessoas de todas as idades, mas especialmente crianças. A comunidade de origem Calon, ciganos conhecidos como “ibéricos”, prefere falar sobre o presente em lugar do passado.

Gileno Escóssia bloco das Kengas_baixa

14/02/2020|

O fotógrafo Gileno Escóssia será homenageado pelo bloco Só Tem Artista em 2020 promovendo a sua primeira exposição que somará ao encerramento da programação do bloco neste domingo junto com banda de frevo, Hélia Braga e Roda de Samba das Moças. A minimostra exibirá registros do fotógrafo em eventos carnavalescos como o desfile das Kengas, a Banda Independente da Ribeira e o Carnaval Multicultural de São Gonçalo do Amarante. “Acho muito legal o foco da pluralidade artística na região de Morro Branco e adjacências e fiquei muito lisonjeado com a homenagem”, comenta Gileno Escóssia. SOBRE GILENO ESCÓSSIA Gileno é fotógrafo, ex-bancário e nasceu em Mossoró/RN, mas mora em Natal desde a década de 60 e no bairro de Morro Branco há mais de 30 anos. Seu interesse pela fotografia surgiu há pouco mais de 10 anos inspirado por uma ex-namorada fotógrafa. Participou de diversos cursos e workshops de fotografia em Natal/RN e teve fotos selecionadas para mostras fotográficas produzidas pelo Duas Estúdio (Expo Contemporâneo) e Movimento Lumiar de Fotografia (Encontro Sertões). Suas referências de fotografia em Natal/RN são os professores Hugo Macedo, Henrique José, Elisa Elsie, Mariana do Vale e o fotógrafo e amigo João Maria Alves. Admira também o...

o corvo

13/02/2020|

A HQ INSONHO (roteiro, Leander Moura e arte, Cristal Moura) será lançada, neste sábado (15), das 10h às 15h, no Seburubu, Av. Deodoro da Fonseca, 307 – Cidade Alta, Natal. A obra teve seu pré-lançamento no Butantã Gibicon, e o primeiro lançamento oficial na CCXP 2019. INSONHO Sinopse Em um edifício vivem isolados uma mãe e seu filho pequeno. Eles não sabem, mas algo está à espreita no escuro. Às vezes, o horror só precisa de certas condições para se instalar. Depois, toma conta de uma frágil realidade. Mas o que é real? Seria apenas tudo um sonho ruim? Manipulação? A resposta pode trazer um gosto amargo. A publicação no gênero terror foi feita de forma independente. A obra tem formato 20 x 27 cm, 32 páginas em papel offset 90gª, capa cartão e grampeada. Na mesma ocasião também será lançada a HQ O Corvo, baseada no poema de Edgar Allan Poe, por Leander Moura. Meses atrás saiu uma edição de forma independente, e pouco depois ganhou uma publicação ampliada pela editora Diário Macabro, a qual teve lançamento em outubro, na Horror Expo 2019, e depois no 1ª Butantã Gibicon. A nova edição tem 42 páginas), papel couchê, grampeada e...

10 prévias carnavalescas gratuitas para você curtir de quinta a domingo

13/02/2020|

QUINTA (13) SUBMARINO AMARELO O Bloco do Submarino Amarelo realiza sua última prévia antes do desfile nesta quinta-feira, em frente ao espaço Letra & Música, na Av. Floriano Peixoto, 284, entre 18h e 21h. O Bloco foi a grande novidade do Carnaval, ganhando o Prêmio Dosinho como Revelação do Carnaval Multicultural de Natal em 2018. A super banda do bloco é formada por: Paulo Henrique (cantor), Fernando Suassuna (bateria), Paulo de Oliveira (contrabaixo), Roberto Taufic (guitarra), Eduardo Taufic (teclados), Ramon Gabriel (percussão), Fábio Isaac (saxofone), Isaque Ferreira (trombone), Sylas Henrique (trompete), Luiz Cláudio e Bárbara Mattiuci (vocais). Para garantir a animação, o bloco executa músicas clássicas dos Beatles, transformadas pela direção musical em ritmos comuns nos bailes de Carnaval, como a Marchinha, o Frevo, o Axé, o Samba, etc. O bloco, promete muita diversão para um público de todas as idades. MUITOS CARNAVAIS Os saudosos foliões já podem comemorar, o tradicional bloco Muitos Carnavais comemora seus 25 anos em grande estilo e agitará mais uma terça-feira de carnaval, 25 de fevereiro de 2020, no Polo Petrópolis, dentro da programação oficial do Carnaval de Natal. E pra iniciar a festança, nesta quinta, a partir das 19h30, acontecerá uma prévia com a...

piabas magras

13/02/2020|

Hoje acordei com o meu joelho direito doendo um pouco. Deve ser a chuva, que diz que vem e não vem, deve ser a idade, também… Contudo, eu acredito que o dito-cujo fique doendo mais quando estou sentado que quando estou fazendo coisas, pedalando, andando etc. Assim, como hoje não fosse preciso ir na rua nem para comprar o coentro (rss), peguei a bicicleta e fui dar uma pedalada até o sangradouro da Barragem ARG. Como disse outro dia, o sertão está começando a mudar de cor, depois das chuvas de janeiro e fevereiro, mas não está todo verde ainda. Já desde o dia daquela chuva boa, que rolou duas semanas atrás, eu tinha ficado com vontade de ir tomar um banho no “secret point”. Passaram-se os dias; choveu de novo, outra chuva boa, anteontem. E hoje fui. Antônio, pescador do Sítio Araras, chama o meu “secret point” de “Lagoa das Piabas Magras”. Trata-se de uma lagoazinha que se forma, às escondidas, entre os maciços de pedra que do sangradouro descem até o vale. Quando chove muito, se forma uma pequena queda de água bem bonita, que abastece a lagoa. O local é muito pouco frequentado porque o acesso não...

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