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Motos na contramão da estrada

O filme Sem Destino (Easy Rider), de 1969, exalta a contracultura, trazendo dois jovens que se rebelam contra o sistema, curtem ficar chapados e pegam a estrada para conhecer a

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Cláudio Galvão - foto de Sergio Vilar

Entrevista com Cláudio Galvão: “Não sei mostrar pouco tendo muito a dar”

Thiago Gonzaga

O escritor e pesquisador Thiago Gonzaga presenteou nosso blog com esta entrevista inédita de Cláudio Galvão, na internet, feita em 2015. Um verdadeiro deleite. É o retrato vivo de uma Natal de nunca mais, saudosa, docemente provinciana. E Cláudio estava lá para nos repassar, neste relato, alguns registros primorosos. E Thiago esteve aqui, neste tempo mais contemporâneo, para provocar Cláudio a confessar, sem intenção alguma, todo o seu gabarito como pessoa e intelectual. Sua resposta para a pergunta 12, atesta isso. Boa leitura! 1- Claudio Galvão onde você nasceu? Conte-nos um pouco da sua infância e juventude. Nasci na Rua Ulisses Caldas – não vou dizer o ano porque você vai espalhar por aí, mas era um tempo em que o bonde subia a ladeira da Ribeira, dobrava à direita e passava em frente à minha casa. Eu botava tampinhas de garrafa nos trilhos para ele passar por cima, amassar, e eu ter moedas para brincar de dinheiro. Depois, meus pais se mudaram para a Rua João da Mata, em frente ao Potengi; tempo de medo dos blecautes durante a guerra. Depois, Rua Vigário Bartolomeu; lá, eu passava pela casa de Jorge Fernandes, ele na janela, pijama azul claro de mangas compridas. Eu nem imaginava quem era aquele homem. Joguei futebol na rua lateral sem calçamento, colecionei figurinhas, comprei revistinhas no “Zepelim”; saudades da banda da Polícia tocando Royal Cinema em frente à maçonaria “Evolução II”. Em seguida, as residências foram mais breves e menos marcantes. Minha primeira professora Maria do Carmo Navarro, em escola particular em sua própria casa. Depois, Beatriz Cortez, no Externato Monsenhor Pegado; ginasial do Ginásio 7 de setembro e colegial no Atheneu, já na sede da Rua Potengi. 2- Quais foram as suas primeiras leituras literárias? Li menos do que devia: Monteiro Lobato, muita revista em quadrinhos e uma série espetacular, a “Edição Maravilhosa”, que trazia romances clássicos em quadrinhos. 3- Quando jovem você já escrevia? Seus primeiros escritos falavam sobre o que? Escrevi um artigo sobre o rio Amazonas para um jornal estudantil.  Foi tudo copiado de alguma outra publicação. Estudava no Ginásio “7 de setembro”, que não existe mais e teve a fachada de seu prédio na Rua Seridó toda alterada pela UNP (pra que?). Começar mesmo a escrever foi durante meu primeiro emprego como controlista da Rádio Nordeste, depois de servir ao Exército; redigi diversos programas sobre assuntos diversos que foram encenados pelo...

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Décadas após uma planta medicinal virar caso de polícia, um documentário sobre o fato estreia em Cruzeta

Redação

Trinta anos após uma investigação policial transformar uma planta medicinal em caso de polícia, os moradores de Cruzeta, pequena cidade do semiárido do Rio Grande do Norte, voltam a uma pergunta que atravessa gerações: afinal, era liamba ou maconha? Essa é a provocação central de “Liamba, um santo remédio”, documentário dirigido por Luara Schamó e Manoel Batista que revisita um dos episódios mais marcantes da memória coletiva do Seridó potiguar e que terá sua pré-estreia no próximo dia 18 de julho, no Balneário Público de Cruzeta-RN, a partir das 21 horas. Em 1996, uma planta cultivada há décadas em quintais, praças e espaços públicos passou a ser alvo de investigação policial após ser confundida com maconha. O episódio mobilizou autoridades, resultou em buscas, apreensões e na destruição de plantas utilizadas pela população em práticas medicinais e espirituais. A história ganhou repercussão nacional e, anos mais tarde, voltou a circular intensamente na internet, transformando-se em um “meme” nas redes sociais, conhecido por milhões de pessoas e perpetuando um estigma que seus moradores carregam até hoje. Partindo dessa memória coletiva, o documentário reúne moradores, familiares, pesquisadores, lideranças religiosas e especialistas para reconstruir os acontecimentos e compreender seus desdobramentos ao longo de três décadas. Entre arquivos, documentos, relatos e investigações, o filme busca compreender como uma narrativa pode ultrapassar os fatos e passar a definir a imagem de uma comunidade inteira. Ao longo da pesquisa, a equipe aprofundou estudos sobre a liamba (Vitex agnus-castus) e a maconha (Cannabis sativa), investigando suas diferenças botânicas, seus usos medicinais e suas relações com os saberes populares e a religiosidade brasileira. O filme também dialoga com um tema contemporâneo e cada vez mais presente no debate público: o avanço das pesquisas e das aplicações da cannabis medicinal na promoção da saúde e da qualidade de vida. Mais do que buscar respostas definitivas, “Liamba, um santo remédio” propõe uma reflexão sobre desinformação, preconceito, memória, saúde e pertencimento. Ao devolver aos moradores de Cruzeta a oportunidade de contar sua própria versão dos acontecimentos, o documentário transforma uma história conhecida nacionalmente em um convite à escuta, ao diálogo e à reparação. Luara Schamó, diretora da obra, destaca a equipe que participou do filme como uma “constelação de profissionais incríveis”, focadas na produção de uma história que merecia, há muito tempo, ser contada. “Foi um trabalho de coragem mexer numa ferida tão antiga. Toda vez que essa história volta a circular na internet vem cheia de erros e...

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“Leite em pó”, longa-metragem potiguar fará sua estreia no 54º Festival de Gramado

Redação

O filme é uma coprodução internacional entre Brasil e França (Vitrine Filmes, O Sopro do Tempo e Les Valseurs), com a produção associada da Casa da Praia Filmes “Leite em Pó” é o título do longa-metragem potiguar de Carlos Segundo que fará sua estreia em agosto de 2026 na competição oficial de longas-metragens do renomado Festival de Gramado. O filme é um drama urbano rodado em Natal que explora o luto, o amadurecimento tardio e a busca por identidade. Após conquistar o mundo com o curta-metragem “Sideral” (indicado à palma de ouro no Festival de Cannes de 2021 e pré-selecionado ao Oscar) e “Big Bang” (Pardino de ouro no Festival de Locarno de 2022 e melhor curta de ficção pela Academia Brasileira de Cinema), o premiado cineasta e professor da UFRN apresenta ao mundo seu mais novo projeto de longa-metragem. A obra é uma coprodução internacional entre Brasil e França (Vitrine Filmes, O Sopro do Tempo e Les Valseurs), com a produção associada da Casa da Praia e já nasce chancelado por importantes fundos globais, como o Hubert Bals Fund (Holanda) e o Berlinale Talents (Alemanha). O filme tem ainda o apoio da Prefeitura do Natal. Misturando drama, existencialismo e nuances de comédia ácida, “Leite em Pó” é um ficção protagonizada por Vinícius de Oliveira (Josué, de Central do Brasil) e narra a história de Vicente, um músico de limitado talento e obcecado por rock que vê sua vida desabar após uma perda familiar devastadora. Sozinho e sem dinheiro, ele aceita um novo trabalho que o força a circular pela cidade, onde cruza caminhos com as mais variadas pessoas que desafiam sua visão de mundo. Entre memórias incômodas e esses novos laços urbanos, ele inicia uma jornada errática e transformadora para confrontar seus próprios fantasmas e tentar se reconectar com a realidade. O filme conta ainda com um elenco formado por grandes nomes nacionais e regionais, como Antônio Pitanga, Zezita Matos, Rejane Faria, Titina Medeiros, Priscilla Vilela, entre outros.  “Esse é um momento muito importante para minha carreira como diretor. Depois de percorrer um caminho muito bonito com meus curtas-metragens, me sinto muito feliz e honrado de fazer a estreia brasileira do meu primeiro grande projeto de ficção no Festival de Gramado. “Leite em Pó” é um drama existencialista sobre o amadurecimento e as marcas do luto. É um filme sobre as cicatrizes históricas do patriarcado, e simbolicamente sobre a violência objetiva e...

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Coletiva Nísia Floresta lança 4ª edição de Coletânea com artigos de 32 mulheres

Redação

A história de mulheres potiguares, reflexões sobre a luta e os direitos femininos contados por elas e de forma contemporânea. É com essa premissa que será lançada a 4ª Edição da Coletânea da Coletiva Nísia Floresta com textos de 32 potiguares que são referência em suas áreas de atuação. O lançamento da obra acontecerá nesta terça (14), das 15h30 às 18h, no Complexo Cultural Museu da Rampa, em Natal, em um evento aberto ao público. A obra é uma homenagem às mulheres e também uma contribuição para o reconhecimento da importância do papel feminino na sociedade. Os textos trazem desde autobiografias a reflexões sobre a luta na defesa dos direitos das mulheres considerando contextos e conflitos da atualidade, ou mesmo questões antigas ainda não superadas. Nesta edição, o prefácio foi assinado pela promotora de Justiça Elaine Cardoso, primeira mulher a assumir o cargo de procuradora-geral de Justiça do RN. O objetivo da publicação é incentivar o debate sobre a igualdade de gênero, a valorização e o apoio às mulheres dando voz a personalidades que atuam nessa rede através da vida pessoal, pública ou privada. Entre as autoras, estão defensoras públicas, psicólogas, juristas, advogadas e legisladoras. VendaOs livros entrarão em pré-venda através do Instagram @coletivanisiaflorestaoficialrn. Aqueles que comprarem na pré-venda poderão retirar os livros presencialmente no dia do lançamento e já receberão as obras autografadas. Na ocasião, também será possível comprar os livros fisicamente, receber autógrafos e conversar com as autoras. Após o lançamento, a venda será feita através de uma parceria com o Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Rio Grande do Norte (Gacc/RN) que ficará com os valores levantados a partir das compras. Coletiva Nísia FlorestaA Coletiva Nísia Floresta foi criada em 2018 por um grupo de mulheres após identificara a necessidade de articular uma rede de referência na defesa dos direitos das mulheres no Rio Grande do Norte. Através de diversas frentes de trabalho, o grupo atua no fortalecimento da mulher e o resgate de sua cidadania com ações sociais, orientação jurídica e assistencial, proporcionando o atendimento e a orientação de forma voluntária. Com sua capilaridade, a Coletiva facilita conexões de serviços públicos municipais, estaduais e ainda da iniciativa privada assegurando às mulheres acesso a direitos fundamentais e proteção em casos de violência doméstica.

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TERRA ESTRANGEIRA: Um rio para o esquecimento

Pablo Capistrano

Ponte de Lima – Portugal, 28 de Janeiro de 2018. Descobri que o prédio vizinho a onde fica nosso apartamento alugado aqui em Santiago de Compostela é um bar. Ontem à noite, logo após voltarmos de La Corunha, teve até uma banda de rock tocando música ao vivo, o que me fez pensar que o espaço talvez seja frequentado por um público de mais de 30 anos, no mínimo. Da janela da cozinha pude ver o que parecia ser o quintal da edificação, no qual uma galera, com casacos e capuzes, bebia cerveja em pé, fumavam uma erva e batiam papo perto do que parecia ser o banheiro do lugar. Se esse agito estivesse acontecendo uns quinze anos atrás certamente teria ficado desolado por ter de me recolher tão cedo e colocar as crianças para dormir. Hoje, no entanto, me parece até um alívio não ter mais que correr urgentemente em busca da vida, sendo que a vida sempre se encontra e se impõe, mesmo quando parece tão distante. Mesmo assim, a festa da galegada roqueira do noroeste da península deve ter sido boa, porque, pela madrugada, cheguei a ouvir gritos de algum borracho que berrava aos quatro cantos da rua que era “espanhol”. A despeito da bagunça e dos gritos e cantos (que pareciam de torcida organizada), que seguiram madrugada adentro, acordamos hoje cedo para tomar a estrada de volta para o Porto. Optamos novamente por percorrer as estradas regionais e evitarmos as avenidas mais largas. Isso serviria não apenas para driblar os pedágios extorsivos, mas também, de quebra, como não tínhamos nenhuma pressa em chegar, dar uma parada em alguma das pequenas cidades da região, que se espalhavam aqui e acolá entre Santiago, Pontevedra e Vigo até o norte de Portugal. A opção pelas estradas regionais aumentou o tempo do nosso retorno em mais de uma hora, mas as vistas deslumbrantes da Baía de Vigo e das casas de pedra, sempre com seus chamativos alpendres, espalhadas aqui e acolá pelas colinas verdes, fez valer o percurso. Como nem Ana, nem Helena (nossa amiga alemã) queriam parar para comer na Espanha, inicialmente por causa do trauma da tal “siesta” e depois porque ambas concordaram que os garçons e os vendedores das lojas de Santiago e de La Corunha, eram excessivamente “rudes”, tanto para os padrões brasileiros quanto para os alemães, decidimos só comer quando atravessássemos a fronteira, e encontrássemos...

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Cláudio Galvão

Cláudio Galvão: um dos maiores intelectuais do RN nos deixa

Sérgio Vilar

Cláudio Galvão foi, antes de tudo o que sua vasta biografia mostra, um asceta. Longe de buscar status ou riquezas, se doou a servir de diferentes maneiras. Penso que deixar um legado de pesquisa inigualável na história potiguar, tenha sido o maior deles. Conheci Cláudio na primeira década deste século, quando entrevistei sua mulher, Mailde Pinto Galvão para uma entrevista sobre mulheres perseguidas no período ditatorial. Mailde foi uma grande companheira de Cláudio e sua morte em 2013 foi um grande choque para ele. Visitei seu apartamento no Barro Vermelho duas vezes para outras matérias, sendo uma delas na Revista Palumbo, que eu editava. Muitas das fotos que circulam pela internet, com Cláudio em frente à estande de livros é minha. Depois estive com ele quando dei a ideia da homenagem do Troféu Cultura pelo seu legado, acho que em 2021, o qual fez longo discurso no palco do Teatro Riachuelo. Era uma figura encantadora. Um dos maiores intelectuais vivos do nosso Estado. Poliglota, lia partituras de músicas e nos deixou livros e biografias riquíssimas de informações sobre outros grandes nomes do nosso Estado. Tinha algumas rusgas do passado com Diógenes da Cunha Lima e nunca sequer foi cogitado para uma cadeira na Academia de Letras. Nada que altere sua imortalidade nos tantos livros deixados. Ou mais ainda: imortalizado na mente e nos corações de quem o conheceu. Desconheço a causa da morte de Cláudio ou sua idade. Apenas li a notícia no zap. Penso que tinha uns 87 anos ou mais. Cláudio Galvão deixou livros sobre o músico macauense Waldemar de Almeida, resgatou 300 modinhas antigas cantadas em Natal no início do século passado, trouxe à tona a vida do maestro potiguar Oswaldo de Souza, de fama internacional e pouco reconhecido em seu chão, detalhou a vida do autor do clássico Royal Cinema, Tonheca Dantas, entre outras dezenas de obras. Para escrever A Modinha Norte-rio-grandense (2000), pesquisou a existência de descendentes e velhos seresteiros, e entrevistou cada um acompanhado de gravador e violão. Enquanto ouvia a cantoria, anotava as notas, tocava no violão e gravava. Em casa, transcrevia tudo em formato de partitura de música – conhecimento restrito a músicos eruditos. “Não havia copista à época. Havia uma máquina datilográfica no Rio de Janeiro capaz dessa transcrição para partitura, mas custava um salário e meio do meu ordenado. Não dava”, me disse certa vez. O legado literário deixado por...

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Sandro Azevedo

Sandro Azevedo leva show que une poesia, memória e música ao Figa Bar nesta sexta

Redação

Sandro Azevedo leva seu show O Jardim Secreto de Stéhpan Dehmia ao palco do Figa Bar nesta sexta-feira (10), a partir das 21h. O espetáculo é um trabalho que convida o público a caminhar por paisagens sonoras onde poesia, memória e música se encontram. Ao lado de Bruno de Lira, Silvio Franco e Zé Fontes, a noite promete ser um mergulho em composições que nascem da delicadeza, da amizade e da potência da criação coletiva. Em um tempo em que o mundo parou e as ruas se esvaziaram de pressa, de vida, de gente, mas não de esperança, surge uma história delicada e poderosa sobre a persistência da vida, da arte e do afeto. “O Jardim Secreto de Stéhpan Dehmía” funde a força da declamação poética com a beleza de um repertório autoral e releituras tocantes e criativas de canções consagradas. A narrativa nos conduz a um solitário jardineiro e um jardim secreto fértil, onde brotaram encontros musicais improváveis, além de impetuosas, hortaliças e flores musicais: das raízes profundas de nossa MPB ao vigor energético do rock, cada planta era uma melodia, uma letra, um fragmento de alma. Com a chegada da pandemia e o silêncio forçado das cidades, o jardineiro percebeu que sua colheita não podia ficar trancada a sete chaves. E para minorar as dores do isolamento compulsório, passou a compartilhar seus frutos artísticos. E assim, em noites serenas e silenciosas, ele percorria as ruas desertas, como semeador anônimo. Na porta das casas das pessoas deixava suas preciosas mudas: uma canção de esperança, um rock de resistência, uma poesia de abraçar a alma. O Espetáculo Por meio de uma narrativa sensível, esse jardim secreto é representado no palco, com declamações poéticas que acompanham uma execução musical primorosa, que convida o público a adentrar esse universo metafórico, originado do ato silencioso de cuidar e do gesto ousado de presentear o mundo com beleza em tempos sombrios. O Repertório é uma jornada em si. Canções autorais de Sandro Azevedo (algumas em parceria com poetas locais), compostas como frutos diretos desse jardim imaginário, dialogam com releituras criativas de canções consagradas. Músicas cuidadosamente escolhidas para dialogar com os temas da saudade, de encontros improváveis, da resistência e, sobretudo, do amor que nos sustenta. Preparem-se para reconhecer clássicos sob uma nova luz, intercalados com canções autorais que soam como velhas conhecidas da alma. “O Jardim Secreto de Stéhpan Dehmía” é mais do que um show; é uma experiência catártica. Sua qualidade o fez indicado...

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Ilustralu lança novo livro neste sábado e mostra que não existe nada que uma menina não possa fazer

Redação

Neste sábado (11) vai rolar o lançamento de Faísca, novo livro de Luíza de Souza (@ilustralu). A obra sai pela Cia das Letrinhas. Será no Lado B da Discol (@ladobdadiscol), a partir das 9h30. E com direito à conversa com Aureliano (@oiaure) sobre o livro e o processo criativo pra chegar até ele. Em Faísca, Ilustralu conta a história de Didi, uma personagem tão carismática quanto o de seu best-seller Arlindo. seu protagonista que lhe rendeu o CCXP Awards 2022 e destaque no HQMix 2022. Apaixonada por Festa Junina, Didi vive uma aventura cheia de humor e coragem enquanto mostra que ser quem a gente é de verdade é um verdadeiro estouro! Didi é uma menina que adora Festa de São João. Mas não da parte dos vestidos cheios de babados e fitas. O que ela gosta mesmo é de observar a fogueira, comer milho, macaxeira e canjica, e ver os meninos soltando fogos. Porém, quando ela pede para brincar com eles, ninguém leva a sério: dizem que não é brincadeira de menina. Oxe! Didi não vai aceitar essa história: a garota está disposta a provar que não existe coisa que uma menina não possa fazer! Ao lado de sua nova amiga Ninha, Didi parte em uma aventura para curtir ao máximo sua noite de São João enquanto dança, foge das meninas que a chamam de esquisita, ouve as histórias de seu padrim e, claro, tenta realizar seu sonho explosivo! Com muito humor, carisma e um sotaque bem seridoense, Ilustralu cria uma história em quadrinhos ágil, divertida e emocionante. Com Didi, Ilustralu conversa diretamente com leitores mais novos, sem deixar de encantar quem já acompanha seu trabalho. Esta história é um convite para entrar na festa, descobrir que podemos ser como queremos ser e que basta uma faísca para iluminar os mistérios mais inesperados. Indicado para a infância que existe dentro de todo mundo, leitores dos 9 aos 99 anos.

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Espetáculo “Nosso Bodó” celebra a cultura nordestina no TAM

26/06/2026|

Com referência na cultura e no povo nordestino, o espetáculo Nosso Bodó – O Retrato do Nordeste, está na sua sexta montagem para o teatro. A apresentação terá seu retorno aos palcos nesta sexta, 26 de junho, às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão com classificação indicativa livre e acessibilidade em Libras. A produção é idealizada e dirigida por Marcelo Pinheiro, com direção artística da professora e bailarina Tatyelli Raulino, produção de Émille Araújo e corpo de baile da Avivar Cia. Com foco em forró, o espetáculo passeia por diversos ritmos, com alegria e irreverência. Por meio da dança e teatro, ele passeia pelo cotidiano, costumes, fofocas, e história do povo nordestino com muito bom humor e sentimento. “É uma honra enorme poder fazer essa sexta remontagem no Teatro Alberto Maranhão e fazer mais uma entrega para o público. Vamos trazer a perspectiva de que o Bodó não é uma coisa velha, assim como a cultura, ele é vivo, sempre se reconstruindo e se reinventando a cada ano que passa”, comentou o diretor A diretora artística afirma que todos irão se identificar com a trilha e com as histórias contadas ao longo da obra. E comenta que nosso, palavra que dá...

Motos na contramão da estrada

26/06/2026|

O filme Sem Destino (Easy Rider), de 1969, exalta a contracultura, trazendo dois jovens que se rebelam contra o sistema, curtem ficar chapados e pegam a estrada para conhecer a América como ela é de fato. No entanto, perto do fim da jornada, um deles cai na real de que eles falharam, que a liberdade é ilusória e que estão prestes a se tornar o que mais desprezam. Porém, eles ainda exteriorizam os estereótipos da nova geração, da mudança que os agentes conservadores caretas temem e, por isso, são exterminados. Há um filme não muito conhecido, mas que se tornou cult nos anos 2000, que faz um contraponto excelente a Sem Destino, trazendo como protagonista os ditos “inimigos” dos hippies, os policiais. O filme é A Polícia da Estrada (Electra Glide in Blue), lançado mundialmente no Festival de Cannes de 1973, projeto do produtor musical do grupo Chicago, James William Guercio, que assina como diretor e produtor, acertando a mão de primeira (mas, infelizmente, esse foi seu único filme). Em A Polícia da Estrada, o protagonista é um policial baixinho, marrento e ambicioso, chamado John Wintergreen, que patrulha as rodovias do Arizona. Sendo ex-fuzileiro naval e veterano do Vietnã, ele...

25/06/2026|

O BNDES, em parceria com o Instituto Ekloos, fará o lançamento do BNDES Periferias Fortes Nordeste, o maior edital de apoio ao terceiro setor na região. A iniciativa foi criada para fortalecer organizações sem fins lucrativos e coletivos ainda não formalizados que atuam em favelas e comunidades urbanas de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Durante o evento, transmitido ao vivo de Recife na próxima terça (30), a partir das 14h, serão apresentadas as principais informações sobre o edital, critérios de participação, benefícios do programa e detalhes sobre o processo de inscrição. Serão 85 organizações beneficiadas com capacitações, mentorias, apoio financeiro e conexão com uma rede de impacto social. O evento de lançamento será gratuito, com participação presencial em Recife (vagas limitadas) e transmissão online aberta ao público geral pelo YouTube do BNDES.

Chococorn and The Sugarcanes leva a turnê Operação Embaixo d’Água a Natal

25/06/2026|

A Chococorn and The Sugarcanes segue na estrada com a turnê Operação Embaixo d’Água, que apresenta o álbum Todos os Cães Merecem o Céu (2026), lançado pelo selo +um HITS. O grupo já percorreu diversas cidades do interior paulista e da região Sul, consolidando uma das agendas mais extensas de sua trajetória, e também irá ao Norte e ao Nordeste do país. Nesta sexta (26), o grupo formado por Alexandre Luz (bateria), Pedro Guerreiro (guitarra solo), Pietro Sartori (baixo) e Pipe Bacchin (guitarra base) chega a Natal, no Backstage Bar. Formada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), a banda se consolidou como um dos destaques da nova música brasileira ao desenvolver uma identidade própria dentro do que chamam de “emo caipira”. Influenciada por nomes como American Football e Radiohead, a Chococorn combina sensibilidade melódica com experimentação, em uma dinâmica que atravessa estúdio e palco, com todos os integrantes dividindo os vocais. A própria ideia de Operação Embaixo d’Água nasce dessa vivência contínua em turnê: um mergulho nas contradições da estrada, entre o desgaste físico, os deslocamentos constantes e a potência dos encontros. Ao longo das datas, o show vem se transformando, refletindo esse processo em tempo real. Esta segunda parte da...

São Julhão do Sesc Zona Norte terá Giannini Alencar e Íris Lima por ingressos a partir de R$ 25 

25/06/2026|

O clima de São João continuará firme em Natal. No dia 10 de julho, o Sesc Zona Norte realiza mais uma edição do seu tradicional São Julhão, reunindo música, dança e muita animação em uma programação pensada para toda a família. A festa começa às 18h e integra o São João do Comércio, promovido pelo Sistema Fecomércio RN, por meio do Sesc e do Senac. Entre os destaques da noite está o cantor Giannini Alencar, um dos nomes mais queridos do forró potiguar, que sobe ao palco para embalar o público com sucessos do gênero e muito arrasta-pé. A programação também contará com show da cantora Íris Lima, além de uma divertida quadrilha improvisada comandada pelos integrantes da tradicional Quadrilha Balão Dourado, convidando todos os presentes a participarem da brincadeira. Com ingressos a preços acessíveis, o evento é uma oportunidade para quem deseja prolongar as comemorações juninas sem pesar no bolso. Os valores são de R$ 25,00 (vinte e cinco reais) para comerciários e seus dependentes, e R$ 40,00 (quarenta reais) para o público em geral. Os ingressos já estão à venda nas Centrais de Atendimento do Sesc RN. A expectativa é reunir famílias, grupos de amigos e amantes da cultura nordestina em uma noite marcada...

Feira do Vinil & Afins

25/06/2026|

Os amantes da música em formato físico já têm encontro marcado no próximo dia 4 de julho. A 6ª edição da Feira do Vinil & Afins acontece no Shopping Center Natal Sul, em Natal, reunindo colecionadores, lojistas, expositores e apreciadores da cultura analógica em um evento gratuito e aberto ao público. Consolidada como um dos principais encontros dedicados ao universo do vinil no Rio Grande do Norte, a feira vem fortalecendo a cena cultural independente da capital potiguar ao promover a circulação de discos, itens colecionáveis, cultura pop e experiências ligadas à memória musical. Nas edições anteriores, o evento atraiu público de diferentes gerações, desde colecionadores experientes até pessoas que estão iniciando suas coleções de LPs e compactos. Durante todo o dia, os visitantes poderão garimpar discos novos e usados, raridades, lançamentos, livros, itens de colecionismo, produtos relacionados à música e à cultura pop, além de conhecer o trabalho de expositores e lojas especializadas do segmento. A feira também se destaca por estimular a troca de experiências entre colecionadores e contribuir para a valorização da música em formatos físicos, em um momento de renovado interesse pelo vinil em todo o Brasil. Entre os participantes confirmados estão Art’Zans, Beto’s Analogic Sounds,...

Brasil x Escócia terá evento com entrada gratuita, quatro telões de LED e shows na Prainha Via Costeira

24/06/2026|

A contagem regressiva já começou. Nesta quarta-feira (24), a Seleção Brasileira entra em campo para enfrentar a Escócia pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026 e os torcedores potiguares terão um espaço especial para acompanhar a partida em clima de festa. O projeto Pra Cima Brasil promove uma grande transmissão gratuita na Prainha Via Costeira, reunindo futebol, música e entretenimento em um dos cenários mais privilegiados da capital potiguar. A programação terá início às 16h e foi planejada para proporcionar ao público uma experiência completa durante mais um compromisso do Brasil no Mundial. Além da transmissão do jogo em 4 telões de LED, o evento contará com estrutura temática, espaço de convivência, ativações e atrações musicais que prometem manter a animação antes, durante e depois da partida. Entre os nomes confirmados estão os grupos Sambar & Love, Mesa Doze e o DJ DK, que será responsável por manter a energia do público em alta durante toda a programação. As atrações vão embalar os torcedores ao longo da tarde e transformar a transmissão em uma verdadeira celebração da paixão brasileira pelo futebol. Conhecido pela versatilidade e por estar sempre conectado às tendências musicais do momento, DJ...

TERRA ESTRANGEIRA: Um mar galego

23/06/2026|

La Coruña – Espanha, 27 de Janeiro de 2018. Hoje, Santiago de Compostela amanheceu sobre uma densa névoa. Toda cidade parecia coberta por esse véu de branco cinza que cai por sobre os prédios sem conseguir molhar o chão, como se a umidade abraçasse a paisagem em uma bolha. Ontem, ao chegarmos no finzinho da tarde, já havíamos visto uma Santiago completamente diversa daquela de 2006 e não me pareceu ser isso apenas sintoma do inverno.   Pelas ruelas medievais haviam muitas lojas e cafés, mas a minha impressão era a de que os produtos vendidos não eram mais os mesmos de doze anos atrás. Se naquela Santiago de verão a quinquilharia turística parecia atender os anseios de um público “alternativo” do final dos anos 90 e do começo do século, uma passada rápida de olhos nas vitrines das lojas, me indicou que as preferências dos clientes haviam migrado para marcas sofisticadas e elitistas. A Santiago que encontramos não era mais uma cidade luminosa, cheia de gente colorida pelas ruas, com aquele ar neo hippie que embalou a virada do milênio. A Santiago daquele verão de 2006 me pareceu com a Cuzco que encontrei em 1995 ou com a Pipa...

Mostra Macambira abre programação em Natal com filme inédito no RN

22/06/2026|

Natal recebe nesta semana, entre os dias 26 e 28 de junho, a quarta edição da Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero,  que visa difundir a produção audiovisual dirigida por realizadoras (cis, trans, travestis) e pessoas gênero-dissidentes. A programação acontece na Casa da Ribeira e reúne filmes potiguares e nacionais, oficinas e rodas de conversa, com acessibilidade comunicacional em todas as atividades, incluindo audiodescrição e tradução em Libras. Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos uma hora antes de cada sessão.  A abertura, na sexta-feira (26), às 19h, traz o longa-metragem “A Fabulosa Máquina do Tempo”, dirigido por Eliza Capai, em exibição inédita no Rio Grande do Norte. O filme, que acompanha meninas do sertão do Piauí em uma travessia entre a infância e a adolescência, vem acumulando premiações importantes desde sua estreia mundial na Berlinale 2026, reforçando seu lugar entre os documentários brasileiros de maior destaque no circuito atual. Na mesma sessão, será exibido ainda o premiado curta-metragem potiguar “Pupá”, dirigido por Osani.  No sábado e domingo, a programação inicia às 15h, com sessões especiais e rodas de conversa sobre experiências de pessoas com deficiência no audiovisual e cinema transcentrado. À noite, à partir das 19h, serão exibidas...

Pinacoteca do Estado recebe exposição Alfândega do artista potiguar Alcino Fernandes

22/06/2026|

A Pinacoteca do Estado (Palácio Potengi) recebe, a partir deste sábado (20) às 10h, a exposição Alfândega, do artista visual potiguar Alcino Fernandes. Com curadoria de Maria Sucar e Walter Arcela,  a mostra apresenta um conjunto de nove obras inéditas que investigam temas como racialidade, memória, imigração, morte e sexualidade, transformando a arte em um território de reflexão sobre os limites impostos aos corpos e às formas de existir. A exposição permanece em cartaz até 19 de julho. “Alfândega é um convite para pensar as fronteiras invisíveis que carregamos dentro de nós”, destaca Alcino. A partir de pinturas, símbolos e narrativas visuais, o artista cria uma espécie de território de passagem, onde sentimentos guardados, experiências interrompidas e memórias silenciadas encontram espaço para serem vistos e compartilhados. As obras nascem de inquietações pessoais e coletivas e dialogam diretamente com experiências de exclusão, pertencimento e resistência. Elementos recorrentes na produção de Alcino Fernandes, como paisagens secas, corpos em trânsito e objetos carregados de memória, ajudam a construir uma poética que atravessa questões urgentes da sociedade contemporânea. A exposição reafirma a potência da arte como ferramenta de encontro, escuta e transformação, convidando o público a refletir sobre uma pergunta simples e, ao mesmo...

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