O vídeo ensaio sobre a obra do artista Sávio Araújo será lançado nesta sexta-feira (23), no canal Potiguararte Ensaios do Youtube. O projeto é uma série audiovisual sobre a temática da produção artística potiguar, desenvolvido pelos alunos do curso de Produção Cultural do IFRN, Arthur Jacques, Thácito Regies e Victor Augusto.

A equipe realizou uma edição piloto do projeto com duas produções. O primeiro vídeo foi publicado em 16 de abril, um vídeo ensaio sobre o livro Sombra Fria, de Christi Rochetô, artista natural da cidade de Jardim do Seridó, interior do Rio Grande do Norte. A publicação está disponível no canal do Youtube do Potiguararte.

Segundo os alunos, o projeto nasce com a perspectiva de divulgar as produções artísticas potiguares fora do circuito das mídias tradicionais.

O estudante Arthur Jacques comenta que o objetivo da ação é expandir o reconhecimento da produção artística da cidade, gerar um registro audiovisual de qualidade que possibilite a divulgação gratuita para os artistas e suas obras, promover e valorizar a identidade artística de Natal.

Arthur explicou que o formato de vídeo ensaio foi escolhido por facilitar a condução do tema dentro de uma perspectiva didática e acessível, utilizando cortes dinâmicos entre as falas e inserção de conceitos que valorizem a discussão que está sendo proposta, além de favorecer o diálogo com o público através da sessão de comentários a cada vídeo no Youtube.

Os responsáveis pelo projeto pretendem ao longo do tempo fomentar o diálogo e o engajamento junto a obras e artistas potiguares, com foco nas produções e na criação de uma comunidade de consumo mais ampla para a pluralidade de gêneros que escoam pela arte no estado.

Youtube https://www.youtube.com/channel/UCrtxWqf5QC_V_Vhz17LlLzg

Instagram @ensaios.potiguararte

O ‘Mulherio das Letras Em Pauta’ é mais um projeto pensado pela equipe do Mulherio das Letras Nísia Floresta RN que visa contribuir para a difusão da literatura potiguar feminina do RN. Incluindo as linhas de forças que fundamentam o Mulherio das Letras Nacional, a proposta do projeto é realizar mensalmente um evento.

Além de visibilizar a escrita de mulheres, também almeja incentivar os espaços de fala do gênero feminino nas diversas áreas do conhecimento; agregar ao evento valores e simbologias concernentes ao mês de sua realização; valorizar criações artísticas e literárias das autoras e divulgar campanhas que envolvam os direitos femininos e o incentivo das políticas de fomento do livro, leitura e bibliotecas públicas e comunitárias, entre outros.

Para o mês de abril, o Mulherio das Letras Nísia Floresta, que tem como coordenadora regional Rejane Souza, está lançando o Sarau Terceira Margem do Livro, em alusão à campanha contra a taxação dos livros. O evento ocorrerá nesta sexta (23), às 20h na página do facebook do Mulherio.

Marina Rabelo

A abertura do projeto Mulherio das Letras em Pauta tem como convidada e tema respectivamente “Marina Rabelo: uma poética de afetos”, que acontece dia 28 de abril, também às 20h com Transmissão pelo Facebook – Mulherio das Letras Nísia Floresta RN.

ABERTURA: Nourade Queiroz

MEDIADORAS: Conceição Flores & Rizolete Fernandes.

A Curadoria da proposta conta com equipe que já tem vasta experiência na área da literatura e produção cultural:

Conceição Flores

Eliete Marry

Ilane Ferreira Cavalcante

Nouraide Queiroz

Rejane de Souza

Rizolete Fernandes


CRÉDITO DA FOTO: Diogo Ferreira

A websérie AUTORRETRATO tem como objetivo principal colocar em pauta importantes nomes da fotografia no RN. Trata-se de uma serie documental com programas que mostram o perfil de fotógrafos potiguares e seus trabalhos autorais realizados em sua maioria no Rio Grande do Norte.

A primeira temporada foi lançada em agosto de 2019, sendo composta por 17 episódios de 3 minutos, que graças à persistência e disposição do Coletivo, produziu com recursos próprios e lançou em agosto de 2020.

A série contou com um número expressivo visualizações no Youtube e foi veiculada nos canais educativos da TVU e da TV Assembleia/RN, Isso animou os produtores para esta segunda temporada, produzida nos mesmos moldes da primeira onde cada programa mostrará o perfil de um fotógrafo ou fotógrafa e um ensaio fotográfico autoral.

A Série dá continuidade a uma ideia inédita no RN e valoriza a arte e a importância de fotógrafos e fotógrafas potiguares (nascido(a)s ou residentes no RN) cujos trabalhos demonstram pesquisa apurada, originalidade e linguagem estética bem definida.

Segunda temporada no Interior do RN

Nesta nova temporada serão 24 novos programas que dará prioridade a fotógrafos e fotógrafas do interior potiguar que, de acordo com a produtora Meysa Medeiros, existem grandes valores e excelentes trabalhos no interior do RN.

“Nesta segunda temporada fizemos viagens para região Oeste e Seridó, além de gravar com fotógrafos de Natal e Região Metropolitana. Em Mossoró por exemplo, gravamos com os fotógrafos Pacífico Medeiros, Marcão Melo e Márcio Barbosa”, lembrou Meysa.

Serão 25 programas inéditos, o programa zero com os bastidores da série e depoimento da equipe já está no ar e pode ser assistido.  A série Autorretrato foi pensada para ser simples e eficaz naquilo a que ela se propõe: estabelecer o necessário contato entre o público a arte fotográfica e seus autores, mostrando jovens valores e experientes fotógrafos que documentaram nosso estado ao longo dos anos.

“Queremos mostrar as imagens do passado, os fotógrafos do presente e gerar uma documentação necessária para divulgar e preservar nossa memória para as futuras gerações” afirma Vlademir Alexandre, que juntamente com o também fotógrafo Damião Paz e Meysa Medeiros, realizaram as gravações das entrevistas.

O formato curto de três minutos permite a fluidez necessária para visualização em smartphones, tablets, computadores ou como série de Interprogramas nas emissoras locais que tanto carecem de conteúdos de curta duração para ajustes em suas programações.

Alexandre Santos, idealizador da série, ressalta também o potencial didático desta série que poderá ser utilizada em salas de aula como recurso em disciplinas de educação artística, meio ambiente, ciências sociais, turismo e história, dentre outras.

A segunda temporada da Websérie AUTORRETRATO está sendo realizada com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Coletivo daFOTO!

O coletivo da Foto tem dois anos de existência dedicados à fotografia potiguar, O Coletivo já promoveu debates, feiras de fotografia, exposições, cursos, oficinas, produções audiovisuais e contribuído de forma efetiva com o cenário da fotografia potiguar.

Formado pelos fotógrafos Alexandre Santos, Damião Paz, Flávio Aquino, Henrique José, Meysa Medeiros e Vlademir Alexandre. Todos os membros do Coletivo também atuam profissionalmente com fotografia e como professores e pesquisadores que contribuem tanto academicamente, quanto empiricamente para preservação da memória cultural e fotográfica potiguar.

Além da série Autorretrato, nestes dois anos foram produzidos podcasts, livros, lives, programas especiais para web e em breve o Coletivo realizará o Festival de Fotografia daFoto!.

Serviço:

O quê? Lançamento da segunda temporada da série AUTORRETRATO

Quando? 23 de abril ás 19h

Onde? Canal do Youtube do Coletivo daFOTO!

A Sociedade Amigos da Pinacoteca vai realizar, com apoio da Lei Aldir Blanc, o “Festival As Cores do Interior” homenageando o artista plástico Antônio Rosendo, nascido em Alexandria, RN (*22/06:1926 + O6/1999), com a seguinte programação (preliminar);

1. CONFERÊNCIA DE ABERTURA: pelo professor doutor Geraldo Porto, da Unicamp.
TEMA: A Arte Bruta de Rosendo: de Alexandria para o Mundo.
(YouTube/Instagram/Facebook).
DATA: 25/05- 20h

2. LANÇAMENTO DA EXPOSIÇÃO VIRTUAL pelos canais da Sociedade Amigos da Pinacoteca das obras de artistas representando os 150 municípios potiguares.
DATA: 22/06 – 20h

3. LIVE- entrega da obra de Antônio Rosendo adquirida com recursos do Prêmio para a Pinacoteca com a participação do médico e presidente do Conselho Estadual de Cultura e Diretor da SAP, Iaperi Araujo, Isaura Amelia, Dione Caldas e secretários de Cultura.
Data 22/06- 20:30h

4. ABERTURA DO SALÃO AS CORES DO INTERIOR na Galeria Boulier as 18:30h
Curadoria Dione Caldas

Data 30/09- Mossoró

5. VI SALÃO DORIAN GRAY, em MOSSORÓ, às 20h
Curadoria: Dione Caldas

6. ABERTURA DA MOSTRA DE ARTE: AS CORES DO INTERIOR que homenageia o pintor e fotógrafo Antônio Rosendo
LOCAL: dependências da FJA
09/12 a 30/01/2022

7. Instalação do VI SALÃO DE ARTE POTIGUAR DORIAN GRAY – região metropolitana Local: FJA
PERIODO: 9/12 a 30/01/2022

8. Lançamento do catalogo impresso e entrega aos artistas participantes das exposições
AS CORES DO INTERIOR e
VI SALAO DORIAN GRAY

9. Participam do VI Salão Dorian Gray artistas da região metropolitana.

Olá, cervejeiros! Saudações!

Sem querer parecer um “beer chato” ou um “beer snob”, na coluna de hoje, trataremos de um tema correlato às cervejas: como deve ser feito o serviço do líquido precioso que arregimenta as multidões.

Beber cerveja não é apenas um evento cotidiano e corriqueiro (claro que também o é, mas é mais que apenas isso) e como se serve a cerveja é algo importantíssimo para a manutenção da sua qualidade.

Beber e degustar cervejas envolve algo mais litúrgico, e é nesse ponto que entra a questão de como a bebida é servida: isto é, vertida no copo ou acondicionada nos growlers (sobre esse tópico em específico, clique aqui).

Assim sendo, buscando trazer mais esse componente cultural que envolve o “ritual” de análise cervejeira trarei no texto de hoje duas situações que envolvem boas práticas cervejeiras, que são simples, mas, ou muitas vezes passam despercebidas por descuido, ou simplesmente são ignoradas pela pessoa que está efetuando o serviço.

Não obstante, as boas práticas sugeridas podem – e devem – também ser seguidas por quem está bebendo tranquilamente sua cervejinha no conforto do seu lar em tempos de pandemia.

As duas boas práticas que serão alvo de debate são: a correta higienização do copo ou taça, para que não se formem “bolhas” nas paredes do receptáculo, e a questão da “chuchada” (ato de inserir o bico da cervejeira dentro do copo a ponto de encostar no líquido servido) ao se encher growlers ou servir “chopps” em geral (embora seja possível se cogitar quem consiga tal façanha até mesmo com cervejas em garrafa… tudo é possível).

Então vamos aprender um pouco mais sobre essas boas práticas e como elas, sendo seguidas, incrementam ainda mais a análise sensorial da degustação cervejeira.

O famoso “copo sujo”

O tema de hoje parece ser algo deveras “básico”, ou totalmente despiciendo para quem é despretensioso na arte da degustação cervejeira.

Tais adjetivos parecem soar ainda mais triviais quando se fala que uma das boas práticas a serem abordadas tratam da questão do “copo sujo”, como se lavar um copo fosse algo muito complexo ou “extremamente relevante”. Complexo, talvez, não seja… mas, relevante, isso realmente é.

Culturalmente, é possível se dizer que “copo sujo” é uma entidade boêmia do folclore cervejeiro nacional, o “curupira” dos bares de calçadas. Tanto é que vários botecos e demais estabelecimentos pouco pomposos recebem a alcunha de “copo sujo”, sem que isso soe agressivo ou depreciativo. Certamente, são locais aconchegantes, onde a camaradagem do garçom e as dúvidas sobre a higiene do local são duas constantes indubitáveis.

Superando a simpatia do prosaísmo e o imaginário popular, a representação visual e mais forte que se pode ter de um “copo sujo” é quando o líquido sagrado é vertido no copo e em suas paredes várias bolinhas são formadas e a elas se agregam.

Existem alguns elementos que contribuem para a formação desse fenômeno “cervejeiro”, mas, em regra, são cadeias lipídicas que ficam envoltas do gás carbônico desprendido da cerveja e acabam se depositando nas paredes do copo (mas também podem ser os pelinhos da toalha que enxuga os copos, então, não se deve, nunca, enxugar o copo por dentro com a toalha ou pano, o correto é deixar secar naturalmente, emborcado de cabeça para baixo).

Dito em português claro e direto: é a gordura contida no copo que acaba grudando nas paredes do copo, dando um aspecto embotado ao líquido que se forma.

São vários os problemas de um “copo sujo”, mas o mais claro e evidente é relativo à defectividade na formação e na retenção da espuma. Há uma má formação na espuma pela agregação do gás carbônico aos lipídios contidos no copo, o que faz com que o gás acabe por não subir devidamente, ficando adstrito ao fundo ou às paredes do copo, lugares aos quais ele não pertence.

Essa situação acaba por impedir a correta formação de espuma, o que por sua vez gera problemas na sua retenção, pois se o gás não se dissipa como deveria, toda a espuma fica comprometida, dando um aspecto irregular ao líquido, como se ele estivesse “mal formado”. Já que o correto seria que as bolhas sempre subissem em direção à espuma.

Além do aspecto visual, a cerveja servida em um copo sujo acaba sendo acometida de problemas de contaminação, já que a cadeia lipídica pode ser originária de restos de alimentos que ficaram no copo, bem como também pode ser advinda de resquícios de detergente que foi utilizado para “lavar” o copo, mas não foi devidamente retirado. Em ambos os casos, tanto o aroma quanto o sabor da cerveja tendem a ser muito afetados por essas partículas.

O correto, portanto, é sempre utilizar uma esponja apenas para os copos, apartada das demais peças de louça, e um sabão neutro. E enxaguar repetidas vezes, até que se certifique que não restou nada do detergente após o copo ou taça ter sido corretamente higienizado. Dessa maneira, garante-se que nenhuma bolha se grudará na parede do copo, o que denuncia clara e flagrantemente que ele está sujo. Essa boa prática é essencial e muito simples de ser realizada, tanto em estabelecimentos comerciais quanto em casa.

Uma das práticas comuns quando se formam bolhas no copo é “bater” o seu fundo para que as bolhas sumam. Isso realmente faz com que as bolhas esvaeçam, mas os danos já foram causados ao líquido (fora o risco de se quebrar o copo na batida).

Então, caso em um restaurante ou bar te sirvam em um “copo sujo”, não pense duas vezes em pedir para que o copo seja trocado e que uma nova cerveja seja servida adequadamente em um copo limpo e asseado. Não custa nada lavar um copo adequadamente de modo higiênico.

A “chuchada”: por que pouca gente se preocupa com ela?

Não sei exatamente se existe termo técnico para descrever o ato de inserir, deliberada ou acidentalmente, no todo ou em parte, o bico ou extremidade da torneira de onde se sai a cerveja (ou “chopp”) ao ponto de que ele chegue até a encostar no líquido que está sendo servido. Se há ou não o termo técnico, pouco importa, esse ato é comumente chamado de “chuchada”, e quem nunca presenciou uma “chuchada” em um bar ou em um restaurante que atire a primeira pedra.

Assim como no caso de a cerveja ser servida em um “copo sujo”, a famosa “chuchada” acaba por ter efeitos deletérios no líquido servido (ou até mesmo acondicionado em growlers, caso não seja na contrapressão – o que é o provável): a contaminação.

O bico ou a extremidade da torneira é um local sujo, e que pode ter muitos micro-organismos, e restos de cerveja ressecado, os quais você não gostaria que fossem transferidos diretamente para a sua cerveja ou para o seu growler.

Geralmente, os nefelibatas que acabam por incorrer nesse expediente ominoso o fazem para diminuir o ângulo de incidência do líquido com o copo ou taça e assim “poder controlar melhor a formação da espuma”.

Na verdade, ao “chuchar” o líquido se tenta fazer com que menos espuma seja formada, e assim, não se derrame ou se tenha uma “eficiência” maior no serviço.

Todavia, tal prática é nefasta, tem a alta probabilidade de contaminar a bebida servida, além de ser totalmente anti-higiênica. Literalmente enfiar a torneira na cerveja é algo tenebroso, de péssimo gosto e de pouco esmero. É um fato danoso e que não se restringe apenas aos bares mais populares, já que muitos estabelecimentos dedicados às cervejas artesanais acabam por cometer o pecado capital da “chuchada”.

Além da contaminação, são usualmente conferidos aromas e sabores metálicos ao líquido, advindos do material que compõe o bico da torneira.

Outrossim, não há serventia alguma ter uma boa cerveja, que foi bem acondicionada (por vezes, inclusive, transportada em cadeia refrigerada), o copo ou a taça estar devidamente lavado, e na hora de efetuar o serviço “afundar” o bico dentro da cerveja. Por causa do serviço executado de maneira errada e sem levar em conta as boas práticas, o líquido já sai contaminado e impróprio para o consumo.

“Tirar o chopp” não é algo que envolva um alto grau de complexidade, não são necessários anos de estudo para se conseguir fazer isso de maneira adequada. Todavia, exige certa atenção e paciência para que o líquido servido não seja contaminado de maneira tão prosaica.

O bico da torneira não pode nem deve de maneira alguma tocar o copo ou o líquido servido, sob pena de se ocasionar danos graves de natureza sensorial e microbiológica à cerveja.

A recomendação, caso você veja essa atrocidade sendo cometida, é solicitar que o serviço seja efetuado novamente, e com a indicação de que o bico não seja “atolado” na cerveja, ou seja, que a “chuchada” seja evitada para que o líquido precioso não seja contaminado. Essa é outra boa prática muito simples, mas, que nem sempre é observada pelos estabelecimentos cervejeiros.

Saideira

A cerveja e o seu serviço não são nenhum bicho de sete cabeças, todavia, o mínimo de atenção é necessário para que os copos e taças sejam bem lavados e para que os bicos não sejam inseridos de maneira errônea e anti-higiênica dentro do líquido servido.

Essas duas boas práticas são bastante simples, mas um leve descuido pode pôr tudo a perder: lavar bem o copo e não “chuchar” jamais!

Música para degustação

Infelizmente, nem sempre as boas práticas são seguidas, por vezes, acabam sendo “aquela mesma coisa chata”! São várias e várias vezes que vemos copos mal lavados ou cervejas sofrendo “chuchadas”…

Então, fica de recomendação musical o clássico Glam do Mötley Crüe que exprime esse mesmo sentimento: Same ol’ Situation (SOS).

Não à chuchada!!!

Saúde e copos bem lavados a todos!


Imagem: Patrick Fore/Unsplash

Nascido em Vernon, Texas, em 23 de abril de 1936, Roy Orbison começou sua carreira na Sun Records em meados de 1956. O lendário estúdio de Sam Phillips foi o berço de nomes como Elvis Presley, Carl Perkins, Jerry Lee Lewis e Johnny Cash.

Orbison, Johnny Cash e Elvis Presley
Roy Orbison, Johhny Cash e Elvis

No contexto dessa cena, Orbison entrou numa competente aventura rockabilly, mas ele não tinha a explosão rocker nem o carisma de seus contemporâneos e seu trabalho inicial se resumiu em singles que fizeram um sucesso menor como “Ooby Dooby” e “Rockhouse”.

Somente no início dos anos 60, Roy despontaria como compositor e cantor, assinaria com a Monument Records e gravaria discos sensacionais.

Apelidado de “The Big O”, com aparência envelhecida de senhor tímido, míope de óculos escuros e vestindo preto, Orbison era a antítese dos ídolos pop dos anos 60 e ficava, na maior parte do tempo, imóvel no palco.

A fórmula de sua consagração era mesmo sua poderosa voz de tenor que alcançava várias oitavas e desfilava potência e beleza em graves e agudos impressionantes.

De 1960 a 1964, ele se transformou num dos maiores hitmakers americanos. São dessa fase sucessos avassaladores como “Only The Lonely”, “Crying”, “In Dreams”, “Running Scared”, “Blue Angel”, “Blue Bayou”, “Falling”, “It’s Over”, “Lana”, “Dream Baby” e o megahit “Oh Pretty Woman”.

Invasão britânica e tragédias pessoais

Com a invasão do Rock britânico nos EUA, a trajetória de Roy sofreu um grande abalo e seguiu ao ritmo de álbuns irregulares lançados por seu novo selo, MGM, a partir de 1965. Depois da perda da esposa em 1966, num acidente de moto, e dois de seus três filhos, num trágico incêndio em sua casa no Texas em 1968, a carreira de Roy Orbison entrou num traumático declínio.

Apesar de manter sua obstinação em não abandonar a música, independentemente de seus dramas pessoais, ele não voltaria a frequentar os charts da década de 70. Seu único triunfo foi a conquista de um Grammy em 1980 num dueto com a cantora Emmylou Harris.

Sobrevivendo a problemas cardíacos, o cantor entrou nos anos 80 relegado a um esquecimento severo por boa parte de crítica e público.

Rock’n’Roll Hall Of Fame

Orbison, Bruce Springsteen e Elvis Costelo

A virada veio a partir de 1985, quando uma nova geração de músicos começou a citar Orbison como influência decisiva em seus trabalhos. Entre eles, U2, Bruce Springsteen, Elvis Costelo, Tom Petty, Tom Waits, Bonnie Raitt e kd lang, com quem ele fez uma emocionante releitura de “Crying”.

Este resgate artístico proporcionou um emocionante comeback, registrado num excepcional concerto filmado em preto e branco em 1987, “A Night in Black White Night” e na sua entrada no “Rock’n’Roll Hall Of Fame”.

Ainda em 87, Roy Orbison entrou no supergrupo Traveling Wilburys ao lado de George Harrison, Jeff Lynne, Tom Petty e Bob Dylan. O resultado foi um belo apanhado de pérolas, alavancado pela belíssima “Handle With Care”, que galgou as paradas numa rapidez meteórica.

Mystery Girl

O extraordinário sucesso do supergrupo aconteceu no mesmo momento em que Orbison registrava seu álbum de retorno: o histórico e sublime “Mystery Girl”.

mystery girlGravado com participação dos amigos dos Wilburys e dos Heartbreakers, a banda de apoio de Tom Petty, o trabalho foi produzido por uma tremenda equipe de produtores e engenheiros de som, entre eles T-Bone Burnett, Bono, Jeff Lynne, Phil MacDonald, Richard Dodd, Don Smith e Mike Campbell.

O álbum traz de volta o Roy Orbison clássico, o inspirado “songwriter” da década de 60. O incrível criador de baladas magistrais carregadas de dramaticidade melódica e lirismo triste.

Suas novas composições faziam uma ponte soberba com seu passado brilhante e as escritas por seus colaboradores se encaixaram com perfeição no processo criativo responsável pela incrível unidade do álbum.

Da abertura com a clássica “You Got It”, passando pelo lirismo de “The Comedians”, o incrível falsete de “She’s a Mystery To Me”, a delicadeza de “A Love So Beautiful”, as linhas melódicas de “Windsurfer” e “California Blue”, ao final com a dramática “Carelees Heart”, tudo transpira garra, energia e renovação.

O resultado dessa conjunção de belas canções e performances inspiradas, devolvia o lendário cantor ao primeiro time da música mundial. O álbum chegou ao Top 5 da parada 200 da Billboard.

Infelizmente, Roy não veria o estrondoso sucesso do disco.
Fulminado por um ataque cardíaco, ele partiria em 6 de dezembro de 1988.

Sua família ainda lançaria outro ótimo disco póstumo de inéditas: “King Of Hearts” (1992).

“Mistery Girl”, porém, é considerado seu verdadeiro “canto do cisne”.
Muito já foi indagado sobre a lenda de “The Big O”: A “voz mais sublime do planeta”? “O cantor predileto de Elvis Presley”? “O anjo que cantava como um condenado”?

Não importa. Roy Orbison marcou sua trajetória como um dos mais incríveis compositores e vocalistas da história do rock e todos os fundamentos do seu incrível legado estão cristalizados em sua última e mágica obra prima.

Mystery Girl – Faixa a Faixa

1. YOU GOT IT (J.Lynne-R.Orbison-T. Petty)

Abertura impactante com uma “parede” magistral de violões a cargo de Jeff Lynne e Tom Petty. Orbison canta com maestria num estilo que mistura o som do Traveling Wilburys com seu clássico “Pretty Woman”.

2. IN THE REAL WORLD (W. Jennings-R. Kerr)

Abertura sutil com Roy em falsete frágil. Bonita poesia sobre o despertar dos sonhos com camadas de violões e esplendoroso crescendo vocal no final.

3. ALL I CAN DO IS DREAM YOU (B. Burnette-D. Malloy)

Um dos temas mais recorrentes do trabalho de Roy, o mundo dos sonhadores, está de volta. Batida de rock clássico com violões e guitarras acústicas e nostálgicos backing vocais femininos.

4. A LOVE SO BEAUTIFUL (J. Lynne-R. Orbison)

Balada redentora conduzida pelo violão do beatle George Harrison e perfeitas camadas de órgão de Benmont Tench. Roy supremo em seu habitat natural com arranjo tristonho de cordas pontuando a melodia.

5. CALIFORNIA BLUE (R.Orbison-J.Lynne-T. Petty)

Parceria com Tom Petty e Jeff Lynne, a canção remete à fase havaiana de Elvis e imprime mais nostalgia a uma melodia tão bonita quanto irresistível.

6. SHE’S A MISTERY TO ME (P. Hewson-D. Evans)

Composta por Bono e The Edge (U2), a faixa é uma das mais sublimes do trabalho. Começa com um belo dedilhado da guitarra de Bono, com lindos arremates de piano e segue num vocal suave até desaguar num refrão arrebatador e agudos celestiais em seu final. Um dos pontos mais altos de toda a carreira de Orbison.

7. THE COMEDIANS (E. Costelo)

Batida marcial que remete ao clássico “Running Scared”, guitarras com trêmulo e a voz de Orbison brilhando em doses operísticas. Um grande presente de Elvis Costelo.

8. THE ONLY ONE (W. Orbison-C. Wiseman)

Linda balada no estilo Motown com acompanhamento de metais. Presença da bela guitarra de Steve Crooper, num estilo imortalizado por Otis Redding nos sixties. Lindo piano de Tench e backing vocals arrepiantes amparando a interpretação emocional de Roy.

9. WINDSURFER (R. Orbison-B. Dees)

Rock irresistível com guitarra slide reinando suprema na camada de violões de Jeff Lynne. Orbison impecável de novo numa retomada de parceria com o velho amigo Bill Dees. Ideal para um “moonlight drive”.

10. CARELEES HEART (D. Warren-A. Hammond-R. Orbison)

Balada confessional com violões e um vocal dramático de Roy. Um fechamento digno para um dos mais especiais álbuns da extensa discografia do mestre.

Principais músicos em Mystery Girl:

Roy Orbison: vocais e guitarra.
Jeff Lynne: guitarras, baixo, teclados, backing vocals.
Mike Campbell: guitarras.
George Harrison: violões.
Tom Petty: violões e backing vocals.
Jim Keltner,
Phil Jones, Ray Cooper: bateria e percussão.
Howie Epstein: Baixo
Benmont Tench: pianos, teclados.
Al Kooper: órgão.
Bono: guitarra.
Steve Crooper: guitarra.
T Bone Burnett: violões.
Louis Clark, Sid Page, Mike Utley: arranjos de cordas.

Produção: Jeff Lynne, Mike Campbell, Bono, T Bone Burnett, Bárbara Orbison, Roy Orbison.


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Nossa identidade se ancora naquilo que é construído na cidade. “Lugares onde nos encontramos, onde festejamos e onde cultivamos nossas memórias coletivas. Tudo aquilo que lembramos como referência de onde viemos. Caicó, enquanto espaço geográfico, é o solo que fornece a seiva das nossas histórias”, destaca a arquiteta Lívia Nobre no prefácio do Álbum Caicó Ontem e Hoje.

A publicação será lançada pela Referência Comunicação nesta quarta-feira, 21 de abril, e traz a comparação de cenários de Caicó em três décadas diferentes. A live será a partir das 16h, pelo YouTube e Facebook da Referência.

A publicação também é uma homenagem a José Ezelino, fotógrafo responsável pelas fotos mais antigas do Álbum. Textos do professor Adauto Guerra completam a publicação, destacando algumas personalidades que dão nome às ruas de Caicó.

O evento virtual contará com a participação de Ana Zélia Maria Moreira, sobrinha-neta de José Ezelino, arquiteta, socióloga e doutora em Educação; da arquiteta Lívia Nobre, pesquisadora sobre patrimônio cultural e arquitetônico; e do fotógrafo e oficineiro Jefferson Dutra.

O Álbum é uma reedição da publicação da década de 90 feita pelo jornalista Madureira. As fotos atuais partiram de uma oficina virtual de fotografia promovida pela Referência.

“Esse é mais um projeto da campanha de 10 anos da agência Referência. Com apoio da Lei Aldir Blanc, buscamos elaborar um projeto que contribuísse com a valorização do patrimônio da nossa cidade e onde fosse possível compreendermos a mudança do cenário urbano durante o tempo”, destaca Diego Vale, diretor da Referência.

A publicação estará disponível na internet e exemplares serão doados para bibliotecas e escolas municipais. A Associação dos Ex-alunos do CDS e a ACAPAM receberão exemplares impressos para comercialização e a receita será revertida para os projetos sociais das instituições filantrópicas.

Tive a oportunidade hoje de conhecer o poeta, escritor, professor e historiador Djalmir Arcanjo da Costa. O encontro foi propiciado pelo amigo em comum Fábio Lima Pinto – que agradeço – com o qual, algumas semanas atrás, estava conversando a propósito do pai de Djalmir, o poeta popular Rafael Arcanjo, uma figura ímpar na região de São Rafael, Jucurutu e cercanias; conhecido também pela temática de revolta social à construção da barragem contida em seus poemas.

Eles foram pra minha casa quando eu tinha saído e na volta pra cidade, Fábio reconheceu minha bicicleta na frente de um mercadinho. Assim, invadimos a casa, pouco distante, de dona Edileuza, que nos recebeu com café quente e tapioca. Fantástico! Conversamos quase duas horas sobre muitos assuntos, inclusive um novo livro dele que já imaginamos lançar na próxima edição do flipAut!

Como sou um cabra sortudo, acabei ganhando dois livros dele hoje: “Laços da Poesia Popular”, coletânea poética, e “São Rafael – A História da Cidade que o Progresso Naufragou”, um estudo exaustivo sobre a antiga cidade às margens do rio Piranhas/Assu. Cidades, a velha e a nova, que eu conheço um pouco e frequento durante minhas aventuras em canoa nas águas da famigerada barragem, maior reservatório do RN.

A coletânea poética é de 2018; quanto ao livro sobre São Rafael é de 1995 e eu recebi hoje um exemplar da segunda edição, ocorrida em 2020. Já peguei no livro depois do almoço e à noite vou ler mais. Gosto muito desse tipo de publicações porque é nelas que a gente lê toda a “História que não está nos livros de História”. E isso, quem me conhece sabe que é um tema de meu interesse particular, ao qual dedico tempo para leituras e pesquisas …

* Agradeço o amigo Djalmir pela gentileza e espero em breve encontrá-lo novamente para conversar mais e mais.

MULHERES DO RIO DO FOGO

Existe um encontro diário entre o mar

e as mulheres do Rio do Fogo.

O mar oferece algas marinhas,

as mulheres as buscam na praia.

 

Pela praia, elas seguem catando

as algas e cantando mágoas.

O mar responde

com o murmúrio das ondas.

 

A música delas fala da vida,

de seus problemas e dilemas.

A sinfonia do mar é acalanto.

 

As algas são importantes para as mulheres.

As mulheres são vitais para o mar.

Dia após dia, maré após maré,

o mar não descansa,

e as mulheres não cansam.

 

As mulheres tiram

das águas seus sustentos.

O mar recebe, em troca,

a companhia amiga.

 

Algumas esperam, na mesma praia,

que o mar devolva seus companheiros.

E eles voltam, crestados pelo sol,

com peixes e saudades.

 

Chamam-nas “marisqueiras”.

Marisqueiras da praia do Rio do Fogo.

 

Mas, em verdade, em verdade,

elas são mulheres! Mulheres valentes!

Mulheres do Mar, do Rio, do Fogo.

(David de Medeiros Leite)

 

A memória e o protagonismo do circo do RN ganharão destaque em duas edições do projeto Varieté VRTL. Ambas serão transmitidas pela internet nesta sexta e sábado, às 20h.

Os espetáculos contarão com a participação de 20 artistas circenses convidados que irão apresentar um apanhado histórico e representativo do fazer circense na capital potiguar. A transmissão será feita pelo canal no Youtube: @EPMcirco.

Cada edição terá um tema e duas apresentações: “Memória Potiguar”, que vai retratar o trabalho dos artistas de rua e de lona, e “Um Outro Protagonismo!”, que vai destacar a arte das mulheres e da comunidade LGBT no universo circense.

Serão vários números em 12 modalidades como: acrobacias aéreas, malabarismos, mágica, equilibrismo, palhaçaria, performance, percha, lira, poesia, diabolo, tecido acrobático, entre outros.

Memória Potiguar do Circo do RN

Na noite dedicada à “Memória Potiguar”, na sexta, a artista de rua Aranha trará um freestyle com o malabar swing poi; o malabarista venezuelano Xavier Ruiz fará performance com aros, bastão e diabolô; o Palhaço Fino, o grupo Os Ladrões de Sorrisos e o Palhaço Piruá, revelarão a comicidade nessa edição, que conta também com a poesia regional do artista Vitor Bitola.

Os artistas de lona não ficarão de fora e estarão representados pelos artistas Yuri Cinderley, o Palhaço Pitoquinha, o monociclista Junior Moura, o mágico Rian Razzani que apresentará mesclagem de manipulação, levitação e grande ilusão; além das duplas de irmãos do Empyre Circus, Nalanda e Nalbert Ramos; no malabarismo, Evaldo; e Evely Lisboa, no tecido aéreo.

Um Outro Protagonismo

Já no sábado, a temática “Um Outro Protagonismo!” trará as apresentações de artistas LGBTQI+ através da performer Íguia com elementos ritualísticos e futuristas e um questionamento de gênero enquanto pessoa não-binária; do acrobata Weller Alves trazendo a leveza e a precisão dos seus movimentos aéreos em seu número na lira; da perfomance da artista visual Marxine que utiliza o corpo como objeto viável de ruptura da norma social de sexo/gênero; da artista Geisla Blanco que vai explorar as flags com foco na performatividade do corpo transgênero em cena; do mágico de palco e escapista potiguar Horus, do ilusionista e do aerialista Guilherme Melo que trará a apresentação com tecido acrobático voltada para a temática das violências que podem ocorrer dentro de uma relação.

A presença das mulheres na cena também será ressaltada na edição “Um Outro Protagonismo!”, com participação da malabarista Nalanda Ramos, que nasceu no circo e pratica os malabares desde os três anos; da acrobata Almog Griner que em seu número de dança aérea em tecido contará uma história cheia de elementos de humor e drama; de Leticia Razzani que, içada apenas pelos cabelos, vai apresentar uma mistura de dança, contorcionismo e pirofagia nas alturas, e da bailarina contemporânea Margoth Lima que com o número de single percha vai transmitir leveza, dança e harmonia, buscando movimentos num fluxo contínuo.

Tudo isso com a apresentação da artista e pole dance Andressa Oliveira.

Varietés

“As Varietés são espetáculos de variedades artísticas e nesta edição tem o circo do RN como protagonistas. Com a realização da Varieté VRTL pretendemos fazer um registro dos artistas circenses itinerantes e independentes que têm vínculo com a cidade de Natal e sua história””, explicam Marcio Sá, artista e produtor do projeto e Renata Marques, coprodutora..

A ideia é oferecer uma oportunidade de trabalho para a classe artística do circo que está enfrentando muitas dificuldades com a pandemia

A Varieté VRTL é uma realização do Encontro Potiguar de Malabarismo e Circo – EPMCIRCO e coprodução da Remar Produções e Cia Bordo.

Um projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Prefeitura de Natal, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

EPMCirco

Em Natal, o Encontro Potiguar de Malabarismo e Circo – EPMCirco é um dos realizadores desse formato de espetáculo, com a finalidade de contribuir com a fruição de trabalhos dos profissionais circenses e preservar a memória do fazer artístico circense nas vias públicas da cidade.

Em 2019, foram realizadas quatro edições em praças públicas nos bairros de Pirangi e Ponta Negra.

Ficha Técnica

Realização: Encontro Potiguar de Malabarismo e Circo
Coprodução: Renata Marques e Marcio Sá
Assistente de Produção: Carol Carvalho
Designer: Gabi Mati
Fotografia: Diogo Mãozinha
Assessoria de Imprensa: Contexto Comunicação
Captação de Vídeo: Babi Baracho e Vitória Real
Edição de Vídeo: Vitória Real
Imagens Adicionais: Diogo Mãozinha

Serviço: 

Varieté Virtual
23 e 24 de abril – 20h
Transmissão: Youtube EPMcirco
Instagram: @epmcirco e @varietevrtl

Ocupar espaços e trazer visibilidade para as mulheres da cena musical independente: esse é o objetivo do Coletivo Desérticas, de Mossoró (RN).

Neste sábado (24), às 19h, terá início a segunda edição do Festival Desérticas, com transmissão no YouTube e pela emissora local, TCM (TV a Cabo Mossoró). O evento é gratuito e livre para todas as idades.

O destaque desta edição é a banda de uma mulher só, My Magical Glowing Lens (ES), que será acompanhada pelas bandas potiguares Hell Lotus, Lasting Maze, Potato Head, Arianne Oly, Black Witch e BOATS. E ainda, Corja (CE) e Dark Valley (RS).

My Magical Glowing Lens

A performance da My Magical Glowing Lens para o Festival Desérticas será repleta de surpresas para os fãs, fazendo um paralelo entre o início e a nova fase da carreira, acompanhada do seu baixo.

O projeto solo da multi-instrumentista e produtora capixaba apresentará no setlist novas versões de músicas já conhecidas e uma canção inédita.

A partir de sons analógicos e eletrônicos, Gabriela Terra, experimenta com arranjos de sintetizadores, guitarras, baixo, bateria, percussões e beats.

A MMGL chegou a tocar em festivais importantes do país, como Coquetel Molotov (PE), DoSol (RN), Bananada (GO), PicNik (DF), Morrostock (RS), Saravá (SC), Guaiamum Treloso (PE) e SIM São Paulo (SP).

Festival Desérticas

O Festival Desérticas é organizado e promovido pelo Coletivo Desérticas, composto integralmente por mulheres do alto oeste potiguar, criado com o intuito de divulgar, incentivar e promover a participação das mulheres na cena musical independente da cidade de Mossoró, tendo como bandeiras a luta feminista, LGBTQI+, antirracista e antifascista.

Esta 2ª edição tem patrocínio da Fundação José Augusto, Lei Aldir Blanc, Governo do Estado do Rio Grande do Norte/Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo, Governo Federal, e apoio da CYM – Iluminação e Design e da Cervejaria Nordestina, com realização do Coletivo Desérticas em parceria com a Alumiar – Produtora Cultural.

MMGL no Desérticas

Data: 24/04/2021 (sábado)

Horário: 19h

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCkSTnxODeHGxzNojlU_K97A

Instagram: https://www.instagram.com/coletivodeserticas/

Evento Gratuito

Classificação etária: Livre

Primeiro andar e térreo do SEBO VERMELHO E EDIÇÕES passaram por melhorias com recursos da Lei Aldir Blanc. Publicações viabilizadas também pelos editais da LAB do Estado e Prefeitura recuperam obras raras sobre o Rio Grande do Norte

Há mais de 30 anos presente no centro Histórico da Cidade Alta, o Sebo Vermelho localizado na av. Rio Branco, 705, recebe uma diversidade de leitores e amantes da literatura em busca de livros raros e de autores potiguares, sendo um ponto de encontro para lançamentos e bate-papos.

Segundo o editor e proprietário Abimael Silva, mais de 500 títulos de autores norte-rio-grandenses já foram lançados pelo selo editorial do Sebo Vermelho.

É na calçada que acontecem os lançamentos. Os fundos e o primeiro andar do sobradinho nunca foram utilizados pelo público, mas precisavam de um trato, só não havia folga no orçamento.

A oportunidade veio através da Lei Aldir Blanc via prefeitura de Natal, na categoria Espaços Culturais e outro pela Fundação José Augusto, com um prêmio de Empreendedorismo.

Agora, chegou a hora de reabrir mesmo em tempo de isolamento social. No dia 24 de abril será lançado um pacote de cinco livros editados com recursos dos Prêmios da Lei Aldir Blanc via Governo do Estado/Fundação José Augusto e Prefeitura de Natal/Funcarte. A Lei Aldir Blanc é um recurso do Governo Federal via Ministério do Turismo.

Novos livros editados pelo Sebo Vermelho

São eles: “O Rio Grande do Norte – Ensaio Chorographico”, de Manoel Dantas; “A Presença Norte-rio-Grandense na Alçada pernambucana”, de Raimundo Nonato; “Cartas Drummond a Zila Mamede”; “O Teatro de João Redondo”, de José Bezerra Gomes; “Indícios de Uma Civilização Antiquíssima”, de José Dantas, 1924.

No pacote ainda consta “Natal Colorida”, uma obra ilustrada, poética e bilíngue de Newton Navarro, que está na gráfica.

Passe e Leve

Por conta do decreto de combate à Covid, o qual não é possível a realização de eventos presenciais, o lançamento será feito no formato PASSE E LEVE.

Segundo Abimael, no dia 24 ele e a produtora Danielle Brito estão organizando o formato de aquisição dos livros com agilidade, dentro dos protocolos de segurança e higiene. O horário do Passe e leve é das 8h às 12h.

Espaço Gumercindo Saraiva

A repaginação possibilita também a abertura do espaço Gumercindo Saraiva, no primeiro andar do Sebo Vermelho.

A homenagem ao acadêmico da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras é mais do que merecida. Além de violinista, poeta, escritor e historiador, Gumercindo construiu, em 1942, o prédio onde hoje está o Sebo Vermelho.

Foi também o fundador da Casa da Música, um marco na divulgação da música brasileira e um dos primeiros comerciantes de instrumentos musicais no estado. Sua loja funcionou exatamente onde é o Sebo Vermelho.

“Ele frequentava o Sebo algumas vezes. Era uma pessoa simpática e culta, morreu em 1987 e chegou o momento de prestar essa homenagem”, disse Abimael.

O acesso ao primeiro andar será feito pela escada lateral. Na sala foram anexadas janelas e a claraboia que já existia no teto, por onde entra a luz natural, foi mantida. Também foi instalado um ventilador, mesas e cadeiras. No térreo ficará o guarda-volumes.

O espaço será destinado a leituras literárias, pesquisas, lançamentos e reuniões. Melhorias também foram feitas no térreo, como portas e pintura do banheiro, a reforma da cozinha e a troca das instalações hidráulicas e elétricas.

Serviço

Lançamentos do Sebo Vermelho “Passe e Leve”

Dia 24 de abril, das 8h às 12h, av. Rio Branco, 705, Cidade Alta

SOBRE OS LIVROS

“O Rio Grande do Norte – Ensaio Chorographico”, 1ª ed.:1917 | Autor: Manoel Dantas. R$ 40 

Obra pouco conhecida de Manoel Dantas, um dos intelectuais mais notáveis do Rio Grande do Norte. Foi lançado em 1919 como resultado de sua  participação no 5º Congresso Brasileiro de Geografia na Bahia, em 1916.

Trata-se de um profundo estudo sobre a história e a geografia do RN no início do século XX, quando não havia automóveis e estradas. O autor percorreu o estado no lombo de um cavalo.

O livro ganha primeira reedição após 104 anos. Manoel Dantas foi historiador, jornalista, fotógrafo e ensaísta. “Para mim uma das pessoas mais importantes do RN de todos os tempos”, justifica Abimael.

“Presença Norte-Rio-Grandense na Alçada Pernambucana”, 1ª ed.: 1971 | Autor: Raimundo Nonato (1907-1993). R$ 40. 

Nascido em Martins-RN, o escritor, memorialista e historiador Raimundo Nonato da Silva teve mais de 90 livros publicados. Nesta obra ele faz um recorte da participação de 42 potiguares na chamada Revolução dos Padres, em destaque o Padre Miguelinho e do proprietário de terra André de Albuquerque Maranhão, que pagaram com a vida em 1817.

Cartas de Drummond a Zila Mamede, 2000. R$ 30.

Volume 20 da coleção João Nicodemos de Lima, lançado pelo Sebo Vermelho, a obra traz 19 missivas, onze bilhetes e um cartão acrescido de um telegrama, esta última mensagem de Drummond lamentando a morte de Zila Mamede.

“Estava esgotado e decidi reeditar. O livro mostra a grandeza de Zila, uma escritora e poeta que se correspondia com autores tão ilustres”. As cartas são originais da Universidade do Texas e foram organizadas por Graça Aquino.

Indícios de uma Civilização Antiquíssima, José de Azevedo Dantas. R$ 50.

Seridoense de Carnaúba dos Dantas, José Azevedo Dantas deixou para as gerações futuras este clássico da arqueologia nordestina brasileira.

De 1919 a 1924, quando foi diagnosticado com tuberculose, na solidão do sertão, reproduziu todas as gravuras e pinturas pré-históricas dos municípios de Araci, Carnaúba dos Dantas Parelhas, Jardim do Seridó, Sanana do Matos, no Rio Grande do Norte. E também percorreu Flores em Pernambuco, Picuí e Campina Grande na Paraíba.

Após a morte do autor, em 1929, a família doou os manuscritos ao Instituto Histórico e Geográfico Paraíbano , que somente em 1994 publicou o livro com apresentação de Gabriela Martim Ávila, Presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

Teatro de João Redondo, 1975 João Bezerra Gomes. R$ 30.

José Bezerra Gomes é um escritor potiguar, nascido em 1911, na cidade de Currais Novos, interior do Rio Grande do Norte, e falecido em Natal em 1982.

A obra literária dele se constitui de três romances Os Brutos (1938), Por Que Não se Casa, Doutor? (1944), A Porta Vento (1974), e uma Antologia Poética publicada em 1975.

O Teatro de João Redondo, foi publicado em 1975, pela Fundação José Augusto. Nesse livro José Bezerra Gomes se volta para a cultura popular e antever o que hoje é Patrimônio Cultural do Brasil, O Teatro de bonecos do Nordeste do Brasil.

O teatro de João Redondo do Rio Grande do Norte, recebeu o título juntamente com os estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Pernambuco.


CRÉDITO DA FOTO: Magnus Nascimento

O que são filmes picantes? Seriam aqueles onde o sexo é, se não explícito, fortemente implícito na história? Seriam aqueles mais carnais mesmo, onde o sexo é o motor do roteiro e as imagens fazem o sangue ferver?

Um filme picante, em síntese, é aquele que provoca os sentidos. Alguns deles, por exemplo, nem precisam ter cenas de sexo. Um olhar pode ser muito mais potente do que uma roupa sendo rasgada. Um toque nas mãos pode fazer mais estrago do que qualquer exposição de nudez — gratuita ou não.

Pensando nisso, listar filmes picantes é um trabalho ainda mais subjetivo do que qualquer outra lista. Isso porque é muito claro que aquilo que é picante para uma pessoa pode ser um balde de água gelada para outra… e justamente um balde de água gelada pode ser excitante para uma terceira pessoa.

Somos todos muito diferentes e, não sendo o streaming do Telecine uma plataforma pornô, os filmes selecionados são completamente diferentes entre si. Um ou mais deles podem ter cenas mais explícitas, mas não é essa a questão… a intenção fala mais alto aqui.

Há um motivo sempre muito influente quando se tenta elencar filmes dessa forma: a identificação. Quando se trata de desejo, tudo ganha outras proporções, porque mexe com a imaginação… e isso é algo quase sagrado, além de ser, sobretudo, intransferível.

Pensando nisso, a ideia das nossas listas de cinema geralmente é indicar. Sem a menor pretensão de criar algo exato, definitivo ou qualquer coisa do tipo, os filmes citados e brevemente resenhados mais abaixo servem como indicações para quem não os assistiu ou para quem gostaria de reassisti-los.

No catálogo do serviço podem ser encontrados outros filmes tão bons quanto, mais picantes — que seja —, mas, como dito, isso vai depender de questões subjetivas do imaginário e, claro, do gosto pessoal (até por isso a lista é, apesar de curta, bem diversa).

Sem mais demora e dentro dessa abordagem sem verdades absolutas, vamos à lista dos 7 filmes mais picantes para assistir no streaming do Telecine (em ordem alfabética, sem contar os artigos).

7. Azul é a Cor Mais Quente

A força imersiva de Azul é a Cor Mais Quente é especialmente válida pelo comprometimento das protagonistas. Se o diretor Abdellatif Kechiche talvez pouco consiga construir como unidade, deixando elementos agirem sem funcionarem dentro do conjunto – como a comentada percepção de que Kechiche acabou se empolgando em algumas cenas –, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos conseguem transpor um efeito emocional único no antes, no durante e no depois das cenas de sexo.

A história, que é baseada em um romance gráfico de Julie Maroh, contorna a vida de Adèle (homônima da atriz), que começa a mudar completamente quando ela conhece Emma (Seydoux).

6. Carne Trêmula

Pedro Almodóvar é um dos cineastas mais icônicos e celebrados e talvez um dos mais inimitáveis. Em Carne Trêmula, o diretor transforma uma história essencialmente pesada em algo de assimilação fácil que deixa todo o peso para o pós-filme… para quando se senta, enfim, para pensar no que foi assistido e nos seus subtextos.

O senso de ironia, aqui, é essencial para esse processo do espanhol, que, inclusive, interrompe uma luta para os brigões vibrarem com um gol da seleção espanhola de futebol em um jogo transmitido pela televisão.

Carne Trêmula segue Víctor (Liberto Rabal), ex-presidiário que permanece apaixonado por Elena (Francesca Neri). Mas ela é casada com um ex-policial, David (Javier Bardem), que ficou paraplégico após um tiro da arma de Víctor.

5. Um Estranho no Lago

É verão. Um cruzeiro para homens às margens de um lago. Franck (Pierre Deladonchamps) se apaixona por Michel (Christophe Paou), um homem atraente e letalmente perigoso. Franck sabe disso, mas quer viver sua paixão de qualquer maneira.

A completa falta de trilha sonora musical de Um Estranho no Lago é substituída por pássaros cantando, água batendo contra a costa e os amantes ofegando em êxtase.

Tudo isso, mais o clima de suspense, torna o filme algo mais do que exatamente um thriller. O trabalho do diretor Alain Guiraudie (de Le roi de l’évasion) é, sobretudo, uma meditação sobre a natureza da amizade e do desejo, bem como a incongruência enlouquecedora dos dois.

4. Love

love

É interessante que Love pode ser visto como o filme mais solto, livre, o trabalho menos transgressor de Gastar Noé. O diretor parece mais comedido, apesar da temática.

Na história, Murphy (Karl Glusman) é um americano que mora em Paris e mantém um relacionamento altamente sexual e emocionalmente carregado com Electra (Aomi Muyock). Sem saber do efeito que isso terá em seu relacionamento, eles convidam sua linda vizinha Omi (Klara Kristin) para dormir.

3. Magic Mike

Magic Mike é um filme potencialmente estranho, começa divertido e fica cada vez mais sombrio. Steven Soderbergh (do recente A Lavanderia e de Onze Homens e um Segredo) constrói uma história com uma sensação de realismo constante. Ao contrário do que pode parecer, trata-se de um filme humano, com o coração no lugar, mas que tem, claro, suas cenas mais quentes.

A premissa, que é bastante simples, segue um stripper que procura ensinar a um jovem como se divertir, pegar mulheres e ganhar dinheiro com facilidade. Mas vai muito além.

2. Ninfomaníaca (Volume 1 e Volume 2)

Há quem goste muito dos dois filmes. Há quem os veja como insuportáveis. Dito isso, Ninfomaníaca não saiu muito da assinatura de seu criador, o polêmico Lars von Trier (de A Casa que Jack Construiu).

Acompanhando uma ninfomaníaca autodiagnosticada que conta suas experiências eróticas para um homem que a salvou após uma surra, Trier constrói um filme poético-pornô.

Pode estar longe de ser seu melhor filme e funcionar como uma provocação à indústria, mas Trier controla tudo muito bem e as cenas de sexo, mesmo que não aconteça com o elenco de fato, são um tanto quanto realistas. E ainda conta com o protagonismo de Charlotte Gainsbourg, atriz que é das melhores da atualidade e permanece sem receber seu devido valor.

1. Tinta Bruta

De estrutura aparentemente solta, Tinta Bruta é um filme emblemático. Tanto porque seu formato é, na prática, uma metalinguagem para a vida de alguém LGBTI+ – em um caminho de vida pública mais incerto – quanto pela elegância da condução de Felipe Matzembacher e Marcio Reolom.

Paul O’Callaghan, um dos críticos americanos mais influentes da atualidade, comparou o filme gaúcho a dois petardos da filmografia mundial recente: O Reino de Deus (de Francis Lee) e Uma Mulher Fantástica (de Sebastián Lelio) – este vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro.

O final repentinamente otimista de Tinta Bruta é tratado com tanto carinho pelos diretores que, enfim, parece desagradável negar felicidade a quem passou por uma jornada tão pesada… Temos direito de negar felicidade a alguém?


Agora, ficam aí os comentários. Como sempre, foi difícil fazer uma lista com um material tão subjetivo, mas temos certeza que vocês podem complementar e enriquecer tudo. Ficaram filmes de fora, então vamos conversando, debatendo… de repente, aumentando a lista.


Este artigo foi publicado originalmente em Canaltech

A ilustração que estará presente no material de divulgação e nos souvenires da Festa de Sant’Ana 2021 surgirá de um concurso e o autor da obra campeã ganhará um prêmio de R$ 1.000,00. O edital foi divulgado nessa segunda-feira, 19 de abril, pela Paróquia de Sant’Ana de Caicó.

Qualquer pessoa natural de Caicó-RN ou residente em Caicó poderá participar do concurso. “Basta ser criativo e gostar de desenho e pintura. Não é obrigatório que seja profissional! Caicó tem muitos talentos e queremos dar oportunidade para que um deles ilustre o cartaz da Festa de Sant’Ana 2021”, explica padre Alcivan Tadeus, pároco de Sant’Ana.

A ilustração deverá ser colorida, feita à mão (sem ferramentas tecnológicas), em formato A3, e conter uma composição da imagem da padroeira de Caicó e alguns dos elementos citados no Dossiê do IPHAN como essenciais para a existência da Festa de Sant’Ana: procissão, ofício de bordadeira, culinária típica, Poço de Sant’Ana, cavalgada, entre outros.

A inscrição é gratuita e por e-mail: paroquiadesantanadecaico@hotmail.com, encerrando as 23h59 do dia 01 de maio. A comissão julgadora do concurso será formada por três membros, sendo um da Paróquia de Sant’Ana, um do IPHAN-RN e um da agência Referência. O resultado será divulgado no dia 03 de maio.

Depois da Ação Sesc Literatura Rosa de Pedra, realizada em março, o Sesc RN promove mais um evento virtual, só que desta vez, voltado prioritariamente ao público infantil. A Semana do Livro Infantil será realizada de 28 de abril a 3 de maio, no Youtube Sesc RN.

Com uma ampla programação, que contará com participação de convidados locais e nacionais, as inscrições são gratuitas e limitadas, e podem ser feitas pelo e-mail cultura@rn.sesc.com.br.

Em razão do período de isolamento social, o formato virtual possibilita transpor limites geográficos de exibição. O público poderá conferir: oficina literária, contações de histórias, debates e apresentações artísticas.

Entre os destaques, o grupo potiguar Clowns de Shakespeare com as “Caçadoras de histórias”; o Grupo Estação de Teatro com Nara Kelly; Oficinas com ilustradoras potiguares; debates com convidados nacionais, como o escritor e ilustrador pernambucano, André Neves, vencedor de dois Prêmios Jabuti (2011 e 2013); entre outros.

A atividade será realizada em horários diversos para atender a todo tipo de público. Durante o dia, possibilitará a participação dos alunos das Escolas Sesc e demais instituições de educação, caso queiram incluir a temática em seu programa de aulas. Também haverá programação durante a noite, com debates às 19h.

Programação da Semana do Livro Infantil

28 de abril | Youtube Sesc RN 

19h: Debate “Narrativas Visuais” com os pernambucanos: André Neves, Fábio Monteiro e Luciano Pontes

29 de abril | Youtube Sesc RN 

10h: Narração de histórias com Manu Azevedo (Grupo Estação de Teatro)

19h: Debate “A importância da Ilustração no livro Infanto-juvenil”, com os potiguares Luiza Souza, Jackie Monteiro, Filipe Marcus e Raissa Bulhões 

30 de abril | Youtube Sesc RN 

10h: Narração de histórias com “As Caçadoras de Histórias” (Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare/RN)

15h: Debate sobre Colo Literário – A literatura, o Livro e os Bebês com Delcio Agliardi (RS), Daniela Padilha (SP) e mediação de Luciano Pontes (PE)

1 a 3 de maio 

10h | Youtube Sesc RN: Narração de Histórias com Fafá Conta (PR)

19h | Google Meet: Oficina de Narração de Histórias com Mariane Bigio (Cordel Animado/PE). Inscrições gratuitas para oficina: cultura@rn.sesc.com.br. Vagas limitadas

Giancaldo fica bem distante de Império. Milhas e milhas e milhas. Não só no espaço, mas também no tempo. Estive nessas duas cidades e é bem possível que vocês que me leem também tenham passado por suas ruas – desertas e abandonadas num caso, pobres mas vibrantes no outro.

Giancaldo é uma cidade siciliana e quando lá estive, ou quando lá retorno, o que acontece sempre, posso estar nos anos 50 sob os efeitos da guerra encerrada em 45 ou no final dos anos 80. Império é um lugar que já foi rico, produtivo, abastado, modelo capitalista em algum ponto dos Estados Unidos. Mas quando lá estive, nesse fim de semana, encontrava-se largada por tudo e por todos desde que seu principal motivo de existir, uma fábrica de alguma coisa essencial, alguma matéria industrial vital para o país, perdeu a importância e foi fechada.

Não pego avião, navio, nave espacial, teletransporte ou qualquer outro meio de deslocamento desse tipo para estar nessas duas cidades. Minha passagem para ambas é uma sala de cinema ou um aparelho de blue-ray. A tela se ilumina e eis Giancaldo mais uma vez à minha frente. As luzes da sala de exibição se apagam e surgem a penumbra gelada do que restou de Império.

Na primeira, descer desse trem imaginário significa viver mais uma vez as aventuras de Totó e Alfredo, num dos melodramas mais completos que você poderia esperar de um cinema melodramático por natureza, o italiano. Na segunda cidade, parece que quase não há chão a pisar, como se a própria base física do lugar tivesse se exterminado ao mesmo tempo em que linhas de produção e sobretudo empregos desapareceram quando um sistema inteiro deu aquele piscar de olhos que delimita o fim de uma era de prosperidade e o início de tempos de absoluta decadência.

Vou para Giancaldo sempre que revejo Cinema Paradiso, filme de Giuseppe Tornatore, de 1988. Estive em Império a partir do momento em que entrei numa sala de exibição para assistir a Nomadland, concorrente ao Oscar 2021 dirigido por Chloé Zao com a sempre produtiva Frances McDormand.

Nomadland
Cena de Nomadland

Entre ambas, distantes no tempo e no espaço, descubro um outro paralelo que, contrariando a natureza dos paralelos, resulta em uma improvável união. Explico: se Cinema Paradiso é pra mim – e para muitos – um caso perfeito a evocar a natureza de deslumbramento que a sétima arte representa, Nomadland é o seu oposto. E no entanto, ambos são cinema: forte, expressivo, marcante.

Não importa se um é puro encantamento banhado com lágrimas e pra comprovar isso eu só preciso lembrar a cena final de Paradiso com aquela sequência de beijos vetados. Com também não importa se o outro é pura realidade sem disfarce ou camada de atenuante que o faça parecer menos incômodo, e para comprovar basta lembrar as cenas só aparentemente gratuitas em que McDormand exercita o mais primário dos atos humanos sem o qual é impossível permanecer vivo. Aqui temos McDormand defecando em cena de um filme que documenta o nomandismo econômico de populações empurradas do tabuleiro do mercado de trabalho convencional. Atores e não-atores da realidade social que mais parecem estampas desbotadas a ilustrar as fissuras de um capitalismo cruel.

Ali temos um cineasta consagrado retornando à cidade natal onde não pusera os pés por décadas apenas para renovar em si mesmo a qualidade mágica do cinema mais elementar, aquele que necessariamente trabalha com o encantamento de quem quer ir além do próprio povoado e para isso só conta com uma tela branca numa sala escura.

Paradiso é a mais bela e tocante ilustração do poder do cinema quando entra pelos olhos e causa aquele deslocamento definitivo na alma. Nomadland é o mais triste retrato a mostrar como este mesmo cinema, múltiplo, também se presta com poucas outras obras de arte a abrir os olhos e instalar no âmago de cada um a consciência de um mundo em desagregação. Uma nação dada por rica, primeiro mundo, mas onde se pode trabalhar uma vida inteira pra acabar com uma aposentadoria irrisória que não cobre nem mesmo o custo de um teto, um prato e um remédio no mesmo orçamento pessoal.

Há pobreza em ambos, sim, mas o grande cinema nunca é farisaico, insensível. Num caso, em Cinema Paradiso, nos imiscuímos numa comunidade sem recursos materiais e mesmo assim chegamos às raias do delírio – o paraíso perdido do clichê mais gasto. No outro, em Nomadland, apesar do poder comunitário que coliga e à sua maneira até renova os ejetados do sistema, contemplamos o incômodo mais perturbador – como se fora um filme de terror sem necessidade de monstros.

Um pêndulo invisível joga plateias atentas para lá e para cá ao ritmo do balanço de filmes como esses. E é possível rever Cinema Paradiso num dia e entrar numa sala que exibe Nomadland no outro. Sua cinemateca particular encontra lugar para todos – e sua humanidade se desdobra, seja na expansividade maravilhosa de um ou na concisão silenciosa e restritiva do outro.

Não há beleza em Nomadland: mesmo as paisagens que podem evocar algum enlevo a direção teve o cuidado de borrifar com uma camada de cor a menos, um borrão que descaracteriza. Não há um still de Cinema Paradiso, mesmo quando você já cansou de ver e rever o filme, ou sobretudo nessa situação, que não evoque na saturação de cor, na pigmentação viva das emoções, uma elevação audiovisual que deixa o espírito em festa. E mesmo tão diferentes, esses dois filmes podem estar tão próximos.

Amarguras diversas se comunicam, realidades sociológicas se deixam expressar, parábolas vagam na atmosfera que ambos projetam em torno do seu público.

Por isso a Giancaldo mediterrânea e sua girândola de fatos e pessoas pode estar tão perto, evocar por exemplo um Seridó arcaico a ponto de facilitar seu choro inevitável ao final da sessão. Assim como a dureza fria da Império norte-americana pode ser um vizinho incômodo prestes a se manifestar na desordem econômica que a própria pandemia aí fora veio colocar em questão de uma maneira jamais imaginada.

Em que planeta você vive? Que cidades passaram pela sua vida com o poder desses lugares que o cinema criou ou recriou à sua maneira? Sempre poderemos fugir para uma delas – ou tantas outras, como a Rimimi de Federico Fellini, ou a Porto Alegre remota de um velho episódio de Teixeirinha, permita – e lá identificar os encantos e as falências que nos cercam, nos aguardam, nos refestelam ou nos fazem chorar.

O cinema é esta cidade imaginária que nos serve de refúgio mas não nos deixa esquecer de todo o mal que por ventura tenha ficado além da bilheteria e das lindas salas de espera que nem existem mais.

Letrados natalenses têm polemizado sobre a origem da Coluna Capitolina – um pedaço da Roma antiga exposto numa praça de Natal. Afirma-se que seria proveniente do Templo Augusto de Júpiter, no Capitólio, daí o nome. Certo é que foi um presente do governo italiano à cidade, para assinalar o feito dos aviadores Arturo Ferrarin e Carlo Del Prete, pioneiros do ar, que, em 1928, fizeram a travessia do Atlântico a bordo de um pequeno avião, o Savóia 64, no raid Roma-Natal.

Vale salientar que essa façanha teve repercussão mundial. Era a terceira travessia aérea do Atlântico, segundo Paulo Viveiros, em seu livro “História da Aviação no Rio Grande do Norte” (Natal: Editora Universitária, 1974). Foram 7 158 quilômetros de distância, em 58 horas e 30 minutos de voo direto, a uma velocidade média de 175km/h.

Ferrarin e Del Prete sobrevoaram Natal, mas, devido à cerração, não divisaram o campo de pouso de Parnamirim, e foram aterrissar numa praia de Touros. Em nossa capital foram recepcionados festivamente. Banquete na Assembleia Legislativa, oferecido pelo Presidente do Estado (Governador), Juvenal Lamartine, discursos, brindes… A revista “Cigarra” apresenta um bom registro dos memoráveis fatos, inclusive com fotografias. Sob o título “A Águia Latina” começa nota nos seguintes termos:

“O avião que em uma tarde brumosa de julho passado singrou, numa expressiva trajetória de aço e alumínio, o céu potiguar, trazendo em suas asas gloriosas a afirmação mais robusta da vitória da latinidade, foi bem uma demonstração segura de que a Itália, a pátria mater dos guerrilheiros de Albalonga, ansiava por beijar os ares patrícios em uma caricia longínqua de fraternidade”. (!!) (“Cigarra”, nº 1, Natal, novembro de 1928).

Câmara Cascudo em seu livro “No Caminho do Avião… – Notas de Reportagem Aérea (1922-1933)”, ressalta a boa acolhida que Ferrarin e Del Prete mereceram:

“Os únicos a quem Natal concedeu oficialmente as honras de filhos, os dois italianos são inesquecíveis pela cordialidade fidalga, a palavra pronta, aproximação fácil e generosa.

“Os dias de Natal foram muitos e puseram os aviadores na vida pacata da província” (…) (“No Caminho do Avião…” Natal: EDUFRN- Editora da UFRN, 2007).

Dois anos depois, Benito Mussolini, chefe do Governo Italiano, mandou de presente aos natalenses a coluna comemorativa. Entregou-ao General Italo Balbo, Ministro da Aviação italiano, que aqui chegou em novo raid, desta feita espetacular: nada menos de quatro esquadrilhas de hidroaviões sob o seu comando.

Em cerimônia na esplanada do Cais do Porto, após missa campal, em ação de graças, às 7:30 horas do dia 8 de janeiro de 1931, procedeu-se à inauguração da coluna, tornada monumento, em cujo pedestal afixou-se epígrafe, em italiano, da lavra de Nello Quilici:

PORTATA IN VN BALZO

SOPRA ALI VELOCI

OLTRE OGNI TENTATA DISTANZA

DA

CARLO DEL PRETE

E ARTURO FERRARIN

ITALIA QVI GIVNSE

IL V LVGLIO MCMXXVIII.

L´OCEANO

NON PIV DIVIDE MA VNISCE

LE GENTI LATINE

D´ ITALIA E BRASILE*

(De fotografia publicada na revista “O Cruzeiro”, Rio de Janeiro,  17-01-1931)

Tradução de Paulo Viveiros, ob. cit.:

“Trazida de um só lance sobre asas velozes, além de toda a distância tentada, por Carlo Del Prete e Arturo Ferrarin, a Itália aqui chegou a 5 de julho de 1928. O oceano não mais divide e sim une as gentes latinas do Velho e Novo Mundo”

Noutra face do pedestal, uma placa referia-se ao feito das esquadrilhas italianas.

O bispo diocesano, D. Marcolino Dantas, deu a benção à coluna, seguindo-se os discursos de Italo Balbo e do Prefeito de Natal, em agradecimento.

Note-se que as referidas inscrições, constantes no pedestal do monumento, foram destruídas por uns vândalos, durante a Revolta Comunista de 1935.

Nenhum outro monumento natalense “perambulou” tanto como esta coluna. Da Esplanada do Cais do Porto foi removida para a Praça João Tibúrcio, na Cidade Alta, e de lá, após alguns anos, para a Praça Carlos Gomes, no Baldo, local inadequado, até que, finalmente, foi colocada na área ajardinada em frente ao Instituto Histórico e Geográfico, pouso definitivo, ao que parece.

*Na versão divulgada por Paulo Viveiros consta il figli de Roma del Vecchio e del Nuovo Mondo ao invés de le gente latine d´Itália e Brasile.

A Controladoria Geral do Município, em parceria com a equipe técnica da Secretaria de Cultura de Natal (Secult-Funcarte), lançou hoje (19) um Manual Prático voltado para a prestação de contas de projetos culturais inseridos na Lei Djalma Maranhão. O Manual está publicado no Diário Oficial do Município www.natal.rn.gov.br/dom e no www.blogadafuncarte.com.br

Na publicação, os empreendedores de projetos culturais através de incentivo fiscal encontram orientações sobre os procedimentos que deverão ser utilizados na prestação de contas dos recursos financeiros recebidos através do Programa Djalma Maranhão.

O uso de recursos públicos é regulamentado por complexa legislação, à qual se sujeitam tanto o Programa Djalma Maranhão, quanto instituições ou pessoas beneficiadas, sendo, portanto, de extrema conveniência observar cuidadosamente todas as normas e instruções contidas no Manual.

No Manual é explicado detalhadamente o passo a passo para a prestação de contas, desde a demonstração da realização do projeto cultural, passando por relatórios, Notas Fiscais, declarações, vídeos, registros fotográficos, Execução financeira e utilização adequada de cada  item listado no projeto.

“A publicação permite que o proponente cultural entenda o mecanismo de forma detalhada, com exemplos e ainda anexos e formulários que são necessários. Seguindo o Manual, o Proponente evita questionamentos que poderão inviabilizar a obtenção de futuros Projetos junto ao Programa Djalma Maranhão ou quaisquer incentivos fiscais”, comenta o Controlador Geral do Município, Rodrigo Ferraz Quidute.

“O trabalho é um marco inicial, sujeito a aprimoramentos e posteriores alterações, até mesmo pela dinâmica do tema, com ênfase na transparência pública”, avalia.

OLHA-ME DE NOVO

Olha-me de novo
Mais atento
Menos apressado
Amanhã fechados
Podem estar
Os meus
Os teus
Os nossos olhos.

Olha-me de novo
Antes que a vida
Leve embora
Mundo afora o desejo…

Antes que pereçam
Em confusas fronteiras
Os meus quereres
Nos breves fevereiros
Os quereres teus.

Olha-me de novo
Mais apressado
Menos desatento
Ao meu querer
Que resiste
Aos esgarçados limites
da erosão do tempo
Em descompasso.

(Diulinda Garcia)

A partir deste domingo (18) às 20h estreia no Youtube a ”des-memória live session”. Material audiovisual que apresenta  o produtor musical Walter Nazário em ação, se utilizando de uma série de instrumentos, programações eletrônicas e loops para compor 30 minutos de temas instrumentais inéditos. O lançamento é do selo Rizomarte Records.

Walter Nazário possui uma trajetória múltipla como produtor musical e nos últimos anos tem prestado excelentes serviços quando o assunto é música feita no RN.

Suas experiências já se transformaram em seis álbuns solo, trilhas para cinema, espetáculos de teatro, dança e também como produtor de excelentes álbuns dos projetos Mahmed, Igapó de Almas, Luísa e os Alquimistas, Potyguara Bardo, BEX, Mardub, Esquizophanque, Ópera Loki, dentre outros.

”des-memória”

Como efeito das medidas de isolamento social da pandemia, ao longo de 2020 o músico trabalhou no desenvolvimento e criação de um Live Set próprio, explorando um formato desafiador que lhe permite operar todos os elementos sonoros sozinho, espécie de banda de um homem só.

”des-memória” é uma apresentação única deste formato, não só em suas possibilidades sonoras, mas também visuais. A session retrata a desenvoltura criativa de Walter enquanto produtor, principalmente na escolha dos temas e timbres.

Diante de um mapa pré-estabelecido de sons, se trata de uma performance aberta a improvisações, que consegue captar a energia da música sendo feita ao vivo camada por camada. A estética visual – da cenografia à edição das imagens – atua em perfeita sintonia com a dinâmica musical, proporcionando uma experiência repleta de sensações.

Ficha Técnica:

Produção Musical, Performance, Mixagem e Masterização: Walter Nazário

Direção de Arte: Marília Lins

Cenografia: Jaiara Fontes

Imagens: Larinha Dantas e Gabriel Souto

Edição, Montagem e Finalização: Giovanna Brito

Locação: Seburubu

Produção Executiva: Henrique Lopes

Realização: Rizomarte Records

Agradecimentos: Eduardo Vinicius, Gabriel Gianni, Ian Medeiros, Igor Marcelino, Leandro Menezes, Mateus Zumba e Pedro Medeiros

Patrocínio: Lei Aldir Blanc, Rio Grande do Norte. Fundação José Augusto, Governo do RN. Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo.

MERCADO DA GINGA

“Eu julgo que esse Mercado tem uns 200 anos, por aí”. A estimativa é da saudosa comerciante do Mercado Público da Redinha, Francisca Florêncio da Silva, a “dona” Francisca, ainda em 2005, então com 66 anos. A especulação retrata a desinformação geral, de veranistas, de nativos ou das próprias comerciantes do Mercado sobre datas dos principais pontos históricos da praia e, principalmente, do Mercado da Redinha.

Registros na internet, sem fonte conhecida, datam a inauguração do Mercado pelo presidente da Intendência Municipal, Teodósio Paiva, em 1921. Já o Diário de Natal informa a data de 1937, erguido “ainda de madeira”. O jornal A República, em 8 de fevereiro de 1944 noticiava que o prefeito de Natal, José Augusto Varela, havia inaugurado o Mercado dois dias antes, em 6 de fevereiro.

Com três datas diferentes levantadas e nenhuma comprovação outra, a inauguração oficial do Mercado Público da Redinha permanecerá para sempre uma incógnita. Mas a maior probabilidade é de que seja a data de 1921. Isso porque, além da falta de qualquer vestígio de informação precisa, a estimativa de chegada dos primeiros proprietários dos 15 boxes mantidos hoje no recinto – já pela quarta geração de permissionários – se aproxima mais desta data.

O que se conta é que os primeiros permissionários do Mercado receberam os boxes de autoridades da Província à época, muitas vezes por intermédio de veranistas que intercediam por eles. Depois, muitos foram comprados ou repassados de geração em geração. O cenário mais comum é a da avó, que passou para a mãe até a atual filha. Mas a filha não sabe de quem a avó comprou, que seria provavelmente o primeiro proprietário daquele box.

Dona Francisca Florêncio, já falecida. (Foto: Sergio Vilar)

É o caso de Ivani Florêncio, 30 anos, que herdou da mãe, dona Francisca Florêncio (1940-2011), que por sua vez herdou da mãe, Joana Florêncio (1911-1999), que assumiu o box em 1950, não se sabe no lugar de quem. Ou o caso de Nô (-1965) para a mulher Benedita e dela para o filho Márcio, que hoje mantém a tradição e já pensa em passar para o filho, mas ninguém da família sabe de quem o patriarca Nô comprou.

Sabido mesmo é que nas primeiras décadas do século passado o Mercado da Redinha justificava a alcunha de mercado, com comércio de frutas, verduras, cuscuz, mugunzá, carnes, cafezinho, cocada, sementes e variedade de quitutes, além de produtos vindos das Rocas pelo barco à vela do senhor Biéca. Bebida alcoolica sequer era vista.

Ginga com tapioca

Hoje, o Mercado virou bar. Atrai veranistas e turistas pela cerveja gelada, pelo peixe frito (guaiuba, em maioria) e, principalmente, por uma iguaria do lugar: a ginga-com-tapioca.

Esses peixes minúsculos conhecidos como ginga, envoltos pela tapioca surgiram de uma ideia tão simples quanto seu preparo. A versão mais difundida é de que o dono do bar Aquele Abraço, conhecido como Geraldo Preto se cansou de ver cestos cheios de ginga desperdiçados. Um dia, ele enfiou as gingas em palitos de palha de coqueiro e depois fritou no óleo. “Aí ele mandou que minha mãe (Dalila Januário) fizesse tapiocas e colocou as gingas dentro. Todo mundo gostou”, recorda Ivanize Barbosa, filha de Geraldo e Dalila. O bar era situado ao lado do Mercado.

Preparo da ginga com tapioca (Foto: Sergio Vilar)

A ginga-com-tapioca é o maior atrativo no Mercado da Redinha há décadas. E pouco ou nada mudou de seu preparo ao longo dos anos. Os peixes utilizados na ginga, comprados aos marchants, ainda são os mesmos: manjubinha; a meia tainha, que tem tamanho maior; o arenque, sempre com mais espinha; e a sardinha legítima, geralmente a mais saborosa para a ginga. O preço para qualquer tipo é o mesmo e tabelado entre todos os boxes.

Nos freezers de cada ponto do Mercado, esses peixes ficam todos em ponto de preparo, já enfiados no palito. Ao pedido do cliente, o palito com a ginga é mergulhado no óleo de dendê na assadeira. A dica é não ferver demais. Com pouco tempo coloca a farinha de mandioca no peixe para não pregar na panela e pronto. Depois é colocar dentro da tapioca e degustar a única iguaria tipicamente natalense.

E no Mercado se degusta a ginga, se bebe a cerveja gelada quase debaixo da ponte Newton Navarro, se acompanha o movimento de pescadores, de gatos e de passantes, se enxerga a carcaça do trapiche para lembrar tempos idos da Redinha e relembrar um Mercado ainda com chão de areia, parede construída com tábuas de compensado e cobertura de palha de coqueiro, que abrigava os comércios de Nô, de Geraldo Preto e Dalila Januário, de Joana Florêncio, de Maria Catimbeba, dona Djanira, dona Birô, Nezinho, Maria Boinha, Francina, Seu Mário, Maria Pequena e tantos outros.

Reformas e descaso

Foram tempos de uma Redinha e um Mercado ainda mais provincianos, mas igualmente vítimas do descaso durante toda a sua trajetória. Em pelo menos 80 anos de história foram registradas seis reformas, em 1949, 1961, 1998 (quando o local fez parte do programa da então prefeita Wilma de Faria, de revitalização das feiras e mercados públicos de Natal), 2005 e 2008. Mas boa parte delas foram apenas paliativos para amenizar a falta de estrutura.

Em 20 de março de 2005, o Diário de Natal comprovava o desleixo com aquela gente: “Interditado há quase um mês por risco de desabamento do telhado, o prédio abrigava 13 pontos comerciais […] De acordo com comerciantes da área, o fechamento do mercado aconteceu porque as madeiras do telhado estão fazendo ruídos que demonstram a fraqueza da estrutura, a qual eles temem que desabe a qualquer momento”.

A última reforma aconteceu em 2015. A Prefeitura do Natal trocou o piso por azulejo, ergueu cerca de um metro também com azulejo a parede dos boxes, melhorou a situação caótica dos banheiros e pintou a parede externa. Nenhuma placa de inauguração dessa nova reforma foi colocada porque os três boxes com fachada para fora do Mercado sequer foram lembrados. A porta de acesso à área externa permaneceu quebrada e diariamente o Mercado é fechado com móveis de plástico escorando a porta. A cobertura de palhoça na área externa, inaugurada em 1982 nunca recebeu reparos.

Talvez o melhor período do Mercado tenha transcorrido a partir de 1963, quando assumiu o primeiro administrador do Mercado da Redinha, João Caetano – depois declarado Juiz de Paz do próprio bairro (uma espécie de presidente de Conselho Comunitário de atualmente). Ele cuidava da limpeza, dos reparos necessários e concedia mais autonomia às locatárias para gerir seus negócios.

Hoje tudo passa pela Prefeitura do Natal, via Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). É quem gere e possui a posse de cada ponto comercial; é quem dita padrões, regras e também quem fiscaliza. Apesar de algumas terem comprado o ponto décadas atrás, hoje ninguém pode vender. E todo o processo de aquisição ou repasse para herdeiro passa pelo crivo da Secretaria.

Ao lado do Mercado também há vários pontos comerciais. São peixarias também geridas pela Semsur, mas diferentemente dos boxes do Mercado, são propriedade dos próprios pescadores, obrigados apenas a manter o mesmo padrão estético.

O Mercado da Redinha é potencial ponto turístico de Natal. Mas como toda a Redinha e sua história, permanece sem atenção merecida. Nunca foi sequer incluído em roteiros turísticos.

Durante os primeiros dias da semana, gatos passeiam calmos entre mesas e cadeiras de plástico. O silêncio é quebrado apenas pelas conversas dos pescadores no corredor ao lado e pelo manuseio dos utensílios no trato com o peixe. Nos fins de semana ainda se vê algum movimento que justifica a permanência das permissionárias no local, mas já desgostosas do ofício e menos ainda de repassar o ponto aos filhos, quebrando uma tradição de pelo menos três gerações.


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“A biblioteca Perdida” é o mais novo livro do escritor potiguar Tullio Andrade. A obra foi selecionada pela Fundação José Augusto no edital da Lei Aldir Blanc e traz uma aventura cheia de referências históricas e culturais.

A obra conta a história de Caio e Lúcia, dois pré-adolescentes com personalidade completamente opostas, mas que, de repente, se veem obrigados a colocar em prática a empatia um pelo outro para poderem sobreviver na Biblioteca Perdida.

Nessa aventura, eles vão viajar literalmente pelos livros, se deparando com grandes nomes do conhecimento humano, como Einstein, Monteiro Lobato e Câmara Cascudo, ao mesmo tempo que tentam escapar de um grande vilão que os persegue.

Já à venda

Em razão das restrições advindas da pandemia, o livro foi lançado apenas nas redes sociais do autor. Ele publicou uma série de vídeos explicando seu processo criativo e convidando os leitores a conhecerem essa história inusitada.

“A leitura é mais que acúmulo de conhecimento. Ela é aventura, prazer, paixão, diversão, conhecimento e, principalmente, imaginação… Um misto de sensações que libertam o leitor”, comenta Tullio Andrade ao refletir sobre a metáfora abordada na obra.

“A biblioteca Perdida” está a venda nos perfis das redes sociais do autor ou diretamente no link: https://pag.ae/7X1hV2oB1, ao preço de R$ 25,00 + frete.

Tullio Andrade

Tullio Andrade publicou obras como: “Perto do Chão” (2015), “Morte Absoluta” (2016) e “As aventuras de Sarah – a fadruxa bebê” (2015), “O que seus olhos nunca me dizem”(2018).

Também foi agraciado com o 2º Lugar no Prêmio Nacional Monteiro Lobato de Literatura Infantil, promovido pelo Sesc-DF em 2007; Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Paulo Leminsk, promovido pela Prefeitura de Toledo em 2007; 5º colocado (Menção Honrosa) no “V Concurso Nacional Ruben Braga de Crônicas”, da Academia Cachoeirense de Letras, em 2005.

Serviço:

Instagram: @tullioandrade

Facebook: https://www.facebook.com/tullio.andrade.3/

Para adquirir o livro: https://pag.ae/7X1hV2oB1, (R$ 25,00 + frete)

Com alguns feitos a tiracolo, entre eles, agraciado com o prêmio de Melhor Curta Documentário no Festival Vercine (RJ), Melhor Ator (Kaiony Venâncio) no Cine Fest RN, prêmio Júri Popular no Cine Verão RN, e ter promovido a indicação dos seus diretores ao Troféu Cultura 2018, chegou a hora do curta-metragem potiguar [IN]SUSTENTÁVEL dar o ar da sua graça em caráter definitivo na internet.

Após rodar por festivais, em países como Áustria, Cabo Verde, Holanda, Itália, Uruguai e Brasil, a estreia no Youtube ocorre nesta sexta-feira (16), às 21h, no canal do combo cultural Mudernage

[IN]SUSTENTÁVEL

No curta-metragem, um acidente ambiental ocorre na praia de Ponta Negra em Natal, a tubulação de esgoto rompe e os dejetos passam a ser despejados diretamente na praia.

Em diálogo com imagens reais daquele período, uma nonsense equipe de TV investiga o acidente ambiental e realiza suas pautas, onde num híbrido de ficção, documentário e um certo toque de humor, parte dos personagens interpretam a si mesmo.

Elenco crazy

Finalizado em 2018, com direção de Seo Cruz e Júlio Castro, o filme tem no elenco Kaiony Venâncio, Dênia Cruz, Pedro Medeiros, Pedro Queiroga, Paulo Araujo, Adriano Azambuja, Marcelus Bob, Bob Crazy, Nelson Marques, Rosana Santos, Emerson Moraes, Winder Guedes, Eduardo Idalino, Riccardo San Martini, Diva Elcimar Macedo, Manoel Gomes, Maria Di Lia Oliveira e Vânia Maria.

A equipe dos bastidores conta com Karol Barreto (produção, arte) Rosana Santos (produção), Sidenei Junior (revisão de roteiro, continuidade, foley), Paolo Araújo (som), Rudá de Melo (câmera), Ricardo Pinto (imagens de arquivo), Jomar Dantas (colorização), Herik Fabricio (design), além dos próprios diretores que atuaram em outras frentes. Julio Castro (fotografia, edição, câmera), Seo Cruz (roteiro, produção, edição),

A Trilha sonora criada por Adriano Azambuja, Seo Cruz e Paolo Araújo, tem participações mais que especiais de Rivadávio Andrade, Paulo Araújo, Damião Paz e dos grupo rockers Jubarte Ataca, Bob Crazy Band e Febre.

A disponibilização do filme no Youtube é contrapartida da premiação recebida pela Mudernage no edital nº 05/2020 – FJA – Programa de Apoio a Microprojetos Culturais da Lei Aldir Blanc

Estreia do curta-metragem [IN]SUSTENTÁVEL

Onde: canal da Mudernage no Youtube

link direto para o filme https://youtu.be/Dn37dPXpZt0

Quando: sexta-feira, 16/04/2021

Hora: 21h

“A poesia está guardada nas palavras – é tudo que eu sei”. E nesse pedaço do poema de Manoel de Barros, se percebe o quão abrangente é a poesia, o poema, guardado no universo infinito das palavras, sem significado certo, preciso, mas perfumada do abstrato dos sentidos, da imaginação, da compreensão.

E é essa cereja do bolo literário a protagonista desta quinto dia do Festival Livro Vivo, Cultura Viva (Flivivo). E para comentar o tema “Há um verso que se tece em fios de imaginação”, uma aranha seridoense, poeta universal Maria Maria Gomes, e ainda o poeta também das artes e telas, João Andrade.

Este quinto capítulo do livro da Flivivo, mediado pelo escritor e artistas plástico Aluísio Azevedo Junior, começa ao vivo a partir das 14h. Basta seguir o link abaixo no youtube para conferir. Mas toda a programação permanecerá no canal do Festival no youtube para livre acesso.

Lançamentos de livros, palestras e bate-papos farão parte da 5ª edição da Jornada Potiguar de Leitura e Educação. O evento é gratuito e acontecerá de forma virtual nos dias 8 e 15 de maio. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas clicando AQUI.

A Jornada valoriza a produção literária potiguar, trazendo ao público inscrito mais de 10 horas de interação com cerca de 20 autores, que irão lançar suas obras – todas produzidas no Rio Grande do Norte – durante os dois dias de evento.

Já estão confirmados para a 5ª edição os escritores Antônio Francisco, Danilo Fontenelle, Lia Cabral, Robson Renato, José de Castro e Manoel Cavalcante.

Jornada virtual

O evento acontecerá das 8h30min às 12h30 através da internet, com apresentações, encontros e bate-papos virtuais.

O objetivo da V Jornada é discutir a importância da literatura para o processo educativo dos alunos, fortalecer o trabalho diário em sala de aula e nas bibliotecas e promover o encontro e a troca de conhecimento entre professores e escritores do Rio Grande do Norte e de todo o Nordeste.

Tendo como público alvo professores, bibliotecários e estudantes de escolas públicas e privadas, as edições anteriores atraíram participantes também da Paraíba, São Paulo, Ceará e Minas Gerais. A previsão é que a quinta edição da jornada supere a marca de 1.500 participantes.

Sobre os Autores já confirmados

Antônio Francisco

Poeta e Cordelista da cidade de Mossoró. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na cadeira de número 15, cujo patrono é o poeta cearense Patativa do Assaré.

Em dezembro de 2018 recebeu a Comenda de Incentivo à Cultura Luís da Câmara Cascudo reconhecimento do Senado Federal a personalidades e instituições que tenham uma contribuição relevante ao registro da cultura e do folclore no Brasil.

Danilo Fonetenelle

Juiz federal, professor universitário, mestre e doutor em Direito. Autor de diversos livros jurídicos e do recente “o que a gente tem”, pela Editora M3.

Lia Cabral

Natural de Nisia Floresta- RN. Desde criança sempre gostou de ler e compor poesias. É professora graduada em Pedagogia e hoje leciona na rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte. Lançará no evento a obra Bichos do Mangue, pela Timbú Editora.

Robson Renato

Poeta e Professor, natural de Pau dos Ferros. Possui três livros lançados e mais de 20 cordéis publicados. Graduado em Geografia, amante da natureza e defensor da cultura, procura colocar poesia em tudo o que faz e colecionar amizades por onde passa. Lançamento: João Lave as Mãos (Editora M3).

José de Castro

Autor mineiro-potiguar, pois nasceu em Resplendor/MG e está no Rio Grande do Norte há mais de quarenta anos.

Na literatura infantil e infantojuvenil já publicou mais de dez livros. Pela Editora CJA publicou Poemas Brincantes, Apenas Palavras, O Palhaço e a Bailarina (em coautoria com Clécia Santos) e em 2019, Brincadeiras Poemantes ilustrado por Ivan Coutinho.

É membro da União Brasileira de Escritores – UBE/RN; da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte – SPVA/RN; e da Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas– SBPA, dentre outras entidades ligadas ao meio literário.

Manoel Cavalcante

Natural de Pau dos Ferros, possui 10 livros lançados e 21 cordéis publicados. Tem mais de 100 premiações em concursos literários no Brasil e até no exterior. É membro da Academia Norte-Rio-Grandense de Literatura de Cordel, da Academia de Trovas do RN e do Clube de Trovas do Seridó.

Serviço
5ª Jornada Potiguar de Leitura e Educação

Local: Ambiente Virtual – inscrições através do link https://www.even3.com.br/5jornadapotiguar/

Data: 08 e 15 de maio

Horário: Das 08h30min às 12h30


FOTO: Rio de Leitura

Sente-se ao longe cheiros de ervas, de velas queimando; de rezas em cânticos que nos fazem sentir uma candura de bênçãos. É noite, mas a luminosidade que se vê atravessa trevas e rompe silêncios. Nisto, aos poucos, percebemos um poder revolto matriarcal; pois quatro mulheres nos recebem em seu lar, nos levando em sonhos, por meio de histórias ao universo do resgatar almas.

Assim é o mote para o novo espetáculo do Grupo Estação de Teatro, dirigido por Titina Medeiros. A apresentação da peça ocorre neste sábado e domingo (17 e 18), às 20h, no Canal do Grupo Estação de Teatro no Youtube.

Candeia

“Candeia” é luz, guia e caminho; é um sublime feminino que se expande, pedindo licença pra lhe benzer com as forças da mata, das ervas e da fé. Esse pulsar de corações nos acende antigas chamas, porque somos levados a acessar nosso sagrado.

A equipe do espetáculo CANDEIA é, predominantemente, feminina, com elenco formado por Ananda K, Manu Azevedo, Múcia Teixeira, e Nara Kelly. A direção ficou por conta de Titina Medeiros; na dramaturgia, Cléo Araújo; na preparação corporal, Giovanna Araújo; músicas e preparação vocal, Ananda K. Na produção, Talita Yohana; na direção de arte, João Marcelino e nas fotos de divulgação, Brunno Martins.

O espetáculo seria presencial, porém, no momento, será transmitido no formato on-line, devido aos critérios pandêmicos. A Direção de fotografia; captação de imagens; edição e finalização; são de Rita Machado, finalizando com o som direto de Jonkat.

Confiram o teaser:

CANDEIA é uma realização do Grupo Estação de Teatro, com produção da TAYÓ Produções, viabilizado por meio dos recursos da Lei Aldir Blanc -Rio Grande do Norte; Fundação José Augusto; Governo do Estado do Rio Grande do Norte; Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo, e Governo Federal.

SERVIÇO

Espetáculo CANDEIA

Grupo Estação de Teatro

Data: 17 e 18 de abril de 2021

Horário: 20h

Local: Canal do Grupo Estação de Teatro no Youtube


CRÉDITO DA FOTO: Brunno Martins

O 1º Festival de Vozes do Vale está movimentando a cena musical potiguar. A iniciativa é do músico e produtor cultural Zelitto Coringa, através da ZCRIAR Projetos Culturais e Produções Artísticas, com o patrocínio da Lei Aldir Blanc.

A votação dos finalistas acontece no site do evento, que pode ser acessado através do endereço www.zcriar.com.br.

O Festival fará a escolha da mais bela voz Vale do Açu. Trata-se de uma iniciativa inédita que contou com a inscrição de cerca de 50 intérpretes dos nove municípios da microrregião que compreende os municípios de Carnaubais, Porto do Mangue, Alto do Rodrigues, Pendências, Ipanguaçu, Itajá, Açu, São Rafael e Jucurutu.

Seleção à capela

Na primeira etapa de seleção os cantores e cantoras enviaram um vídeo para organização do Festival interpretando uma música sem acompanhamento de instrumentos musicais (à capela). Foram selecionados 18 intérpretes, sendo dois de cada um dos municípios que compõe a microrregião.

Após nova rodada de avaliação que contou também com a votação popular, foi selecionado apenas um intérprete de cada município.

Os finalistas receberam ajuda de custo para realizarem suas gravações no Cine Teatro Pedro Amorim na cidade de Assu e contam com consultoria profissional em preparação vocal para sua apresentação na grande final que ocorre no dia 24, ás 19h, no Canal do Youtube do Festival.

Os três primeiros colocados receberão o troféu Núbia Lafayette e premiação em dinheiro.

Para o músico Zelitto Coringa, coordenador do Festival Vozes do Vale, “é uma satisfação poder contribuir com o desenvolvimento artístico e cultural da região, ainda mais homenageando  a cantora Núbia Lafayette com os troféus que levam o seu nome”.

Jurados

O Festival conta com um júri técnico formado por Berg Lima (ex- vocalista da Banda Calcinha Preta e Caviar com Rapadura). Khrystal, intérprete e compositora, e Leninha Campos, professora de canto e técnica vocal do Instituto de Música Valdemar de Almeida.

Os internautas podem votar e eleger o melhor intérprete de júri popular. através do endereço  http://zcriar.com.br. O mais votado pelo público receberá o troféu Núbia Lafayette e a quantia de R$ 500,00.

Confira a lista dos intérpretes finalistas

Rejanilson Paiva  (Alto do Rodrigues)

Dayane Martinelle  (Assu)

Elis Ângela (Carnaubais)

Kelly Marçal  (Ipanguaçu)

Bruna Lins  (Itajá)

Natally Araújo  (Porto do Mangue)

Aurenice Lima (Pendências)

Roberta Lúcida  (Jucurutu)

Jonas Cardoso  (São Rafael)

O Festival Vozes do Vale, está sendo realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Final do Festival de Vozes do Vale

Data e hora: 24 de abril de 2021. às 19h00

Local: Canal do Youtube

https://www.youtube.com/channel/UCZyuRMm0QL_C2atAkXZACNQ

Os produtores culturais baianos, Fernanda Sinhá e Anderson Gavião, são os convidados para a segunda live do projeto de cobertura nacional “Incubadora Preta”, que acontecerá neste sábado (17), às 19h, no Instagram do projeto, com o tema “Cultivando Produções Pretas”, contando com a mediação da poeta potiguar Rosy Nascimento.

A live visa discutir sobre as trajetórias, desafios e conquistas de ser um produtor negro dentro do cenário cultural no Brasil. A Incubadora Preta oportuniza a criação de um espaço virtual de formação para novos agentes culturais negros, com ações de articulação e formação para o mercado de produção cultural brasileiro.

A ideia é desenvolver conceitos de pré-produção, produção e pós-produção, fomentando a criação de projetos artísticos para editais de captação de recursos.

“Somos agentes mobilizadores de cultura dentro do nosso território. O meu maior desafio é ter legitimada a minha trajetória enquanto articulador na resolução dos problemas identificados e em proposições culturais que geram uma nova perspectiva para a vida da comunidade negra”. É o que acredita o coordenador e ministrante da Incubadora Preta, Emiade.

Nas duas primeiras edições, a Incubadora Preta já dialogou com 40 pessoas dos estados do Ceará, Sergipe, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, com o objetivo de desenvolver habilidades de produção e gestão cultural para editais de incentivo a partir da perspectiva afrocentrada.

A iniciativa “Emoriô – Projetos Culturais” foi convocada nesta edição de 2021, através da produtora Fernanda Sinhá, que atua em parceria com Anderson Gavião, com o objetivo de auxiliar no processo de democratização do acesso aos bens culturais brasileiros, através de ações que promovam formação, capacitação, instrumentalização de agentes culturais e lideranças negras mobilizadoras de projetos que difundem as manifestações culturais negras em comunidades periféricas brasileiras.

Serviço:

Data: 17 de abril de 2021

Horário: 19h

Local: @incubaorapreta (Instagram)