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Augusto Cury

Augusto Cury, um mentiroso

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta, professor e um dos escritores mais lidos do Brasil, com mais de 35 milhões de exemplares vendidos no país e publicados no exterior. Candidato a

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Não gosto de fofoca

É mentira! Eu gosto de fofoca. Tem gente que diz que não gosta de fofoca, mas eu acho que é mentira! Eu não estou falando de gente maledicente, invejosa e

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“O Retorno de Maria Boa”: espetáculo de pole dance chega ao TAM nesta terça

Redação

Dançarinas ocuparam a fachada do Teatro Alberto Maranhão para ensaio fotográfico inspirado no espetáculo, que revisita a trajetória de Maria Boa e será apresentado às 19h Maria Boa está de volta ao imaginário de Natal, desta vez por meio do pole dance. Na próxima terça-feira, 13 de outubro, às 19h, o Teatro Alberto Maranhão (TAM) recebe “O Retorno de Maria Boa”, espetáculo do Pole Estúdio, Educação, Corpo e Arte, que revisita a trajetória de uma das personagens mais emblemáticas da Natal dos tempos da Segunda Guerra Mundial. Como uma prévia do encontro com o público, as dançarinas que integram a montagem realizaram, no último sábado (3), uma intervenção artística em frente ao Teatro Alberto Maranhão. O espaço que receberá o espetáculo se transformou em cenário para uma série de fotografias das artistas, aproximando a proposta da montagem da paisagem histórica de Natal. A ação levou para fora do palco elementos que estarão presentes na apresentação do dia 13. Por meio dos corpos, figurinos e performances das dançarinas, a intervenção estabeleceu um diálogo entre o espetáculo, o patrimônio cultural da cidade e a memória de Maria Boa. A montagem é inspirada na trajetória de Maria Oliveira Barros, a Maria Boa, figura que ganhou notoriedade em uma Natal atravessada por profundas transformações sociais e culturais durante os anos 1940. Sua história serve como ponto de partida para uma criação que aborda o feminino, o corpo, a liberdade, o desejo e a autonomia. No palco, o pole dance conduz a narrativa e se encontra com teatro, dança, música, poesia, burlesco e performance. As alunas do Pole Estúdio dão corpo à montagem, explorando força, sensualidade, vulnerabilidade e movimento para construir uma leitura contemporânea da mulher e do imaginário que se formou em torno de Maria Boa. Do estúdio para as ruas e o palco A apresentação no Teatro Alberto Maranhão é resultado de um processo artístico que foi construído em diferentes frentes. Durante o mês de setembro, o Pole Estúdio realizou uma programação especial de oficinas que apresentou diferentes possibilidades do corpo em movimento, passando pelo esporte, pela performance e pela criação coreográfica. O projeto também chegou ao audiovisual. Em parceria com a equipe do Nav Noar, foi produzido um curta-metragem sobre Maria Boa e a feminilidade, ampliando para as telas as reflexões que atravessam a montagem. Oficinas, audiovisual, intervenção artística e espetáculo passam, assim, a compor diferentes etapas de um mesmo projeto. A...

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A sutileza do amor queer em A História do Som

Sheyla de Azevedo

É comum vermos nas plataformas de streaming a etiqueta de temática LGBT nos filmes que tratam de relações homossexuais. E sempre pensei por que havia essa espécie de “marcador de gênero” não binário para alguns filmes. Será que tem alguém que escolhe não ver um filme só porque ele narra histórias que não são heteronormativas? Pois bem, se você, leitor, não faz distinção entre histórias de amor binárias ou não-binárias, ou mesmo que faça, sugiro que assista ao filme, A História do Som (2025), dirigido por Oliver Hermanus, exibido no Festival de Cannes entre outras mostras internacionais de cinema, disponível no Prime Vídeo. Como já deixei claro que é uma mera sugestão e discordando totalmente da revista Rolling Stone, que disse que é um filme que “decepciona pelo romance contido” dos personagens Lionel Worthing (Paul Mescal, o mesmo de Hamnet) e David White (interpretado por Josh O’Connor, que fez o jovem príncipe Charles na série The Crow), a película baseada no conto de Ben Shattuck, também responsável pela adaptação do roteiro, trata de uma história de amor entre dois jovens nos Estados Unidos, durante a 1ª Guerra Mundial. Lionel é um caipira tímido e reservado, confinado em seu próprio mundo em que é capaz de ver cores e formas e sentir o cheiro dos sons. David, extrovertido e mais experiente, é um professor pesquisador de músicas folclóricas. Ao se encontrarem numa escola para jovens virtuosos, as afinidades ocorrem de maneira instantânea. É logo a partir daí que é possível deixarmos de lado as etiquetas e enxergarmos uma história de amor entre duas pessoas, contada pelos gestos e, sobretudo, pelas pausas silenciosas e os olhares que falam mais que mil palavras. O desejo sendo apresentado em suas sutilezas e intensidades. Como em qualquer outro amor. A guerra e seus estertores atravessam a primeira fase desse encontro. Ao retornar do front, David convida Lionel para fazer uma espécie de etnomusicografia pela região do Maine, onde vão mapear antigas canções folk, que serão gravadas em cilindros de cera. É quando nos deparamos com a segunda história de amor do diretor: a história da música e a sua tradução na vida das pessoas mais pobres e negras nos EUA. A segunda parte da história é uma espécie de encontro entre o poder transformador da música e a busca por respostas que ficaram abafadas no passado. A expedição e as canções catalogadas por eles dois...

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Josimey Costa apresenta ‘Quase conto’ – a literatura que se lê com os olhos

Redação

Lançamento acontece dia 16 de outubro, das 17h às 20h, no Babalu Cozinha, em Natal-RN Há livros que se leem. E há livros que se contemplam. “Quase conto”, da jornalista e escritora Josimey Costa, carrega as duas essências; e a nova edição, que chega às livrarias pelo selo da EDUFRN (Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte), prova que uma boa obra não envelhece: ela se reinventa. Com lançamento para o dia 16 de outubro, das 17h às 20h, no Babalu Cozinha (Rua Ipanguaçu, 1147, bairro do Tirol, em Natal), a nova edição chega em dois formatos, digital e impresso, cada um com apresentação própria, o que torna a obra única em cada versão. Originalmente publicada em 2014, a coletânea reúne contos que nasceram nas páginas do jornal Tribuna do Norte e, desde o início, carregavam algo de experimental. A escrita de Josimey transita por gêneros diversos, em diálogo com a linguagem de outros campos, uma prosa de fronteira, que não se deixa prender em uma só forma. A primeira edição, hoje esgotada, já valia a leitura. A segunda vai além: transformou o livro em experiência. A renovação vem das mãos de dois artistas consagrados. Rafael Sordi Campos e Lucca Medeiros assinam as intervenções estéticas que dão à obra sua nova expressão visual, um design ousado atravessado pela fotografia. O resultado se dá em dois movimentos: a disposição gráfica dos textos, que em alguns casos permite novas leituras de uma mesma abordagem, e a inserção fotográfica, que insinua mais do que mostra, preferindo o sugerido ao óbvio. É um processo de significação cúmplice, em que cada elemento agrega uma camada de sentido ao texto original. A prosa subjetiva da autora encontra, aqui, uma transcriação. Quem assina os contos não é estreante em nada disso. Josimey Costa é ensaísta, poeta, ficcionista e co-letrista de diversas músicas, com sete livros autorais publicados, três em coautoria, poemas em três coletâneas e textos em outras 14. Seu primeiro livro, “Casa de Penhores” (PRAEU/UFRN, 1982), a insere no movimento da poesia marginal potiguar. Entre as obras mais recentes estão “A ancestral: dona Lourinha e suas histórias” (Escribas, 2024) e “Ilustríssimo jornalismo: a notícia em desenho satírico e o Cartão Amarelo” (Sulina, 2025).  Doutora em Ciências Sociais pela PUC/SP e pós-doutora em Comunicação e Cultura pela Eco.Pós/UFRJ, Josimey pesquisa no grupo Marginália/UFRN, integra o Conselho Estadual de Cultura do RN e os coletivos feministas...

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Esso Alencar estreia show em homenagem a Renato Russo nesta sexta

Redação

Dentre todos os poetas do rock brasileiro, Renato Russo desponta entre os que cantaram toda uma geração de brasileiros. Sua obra marcou os anos finais do século XX e ressoa até hoje, como uma das mais notáveis da época, marcando a saída do país da repressão e os horizontes da juventude daquele período. O vocalista da banda Legião Urbana foi autor de uma série de sentenças cheias de poesia que moldou o pensamento de parte da sociedade brasileira até a sua morte, em 1996. Suas letras marcantes ajudaram a constituir o perfil dos jovens que estavam saindo de uma ditadura grotesca e violenta que havia sido exercida pelos militares por mais de duas décadas.    Trinta anos depois, para relembrar a obra inesquecível do cantor e compositor da Legião Urbana, o músico Esso Alencar abre uma circulação pelo circuito noturno de Natal e região metropolitana, fazendo uma releitura de grandes sucessos da banda em versões acústicas, para ser cantado junto com o público em cada lugar. Estão no repertório algumas das faixas icônicas de vários álbuns lançados pelos brasilienses, especialmente as clássicas canções do disco Dois, lançado em 1986 e que completa 40 anos agora (Quase sem Querer, Acrilic on Canvas, Daniel na Cova dos Leões, Fábrica etc). Mas também estarão contempladas parcerias como ‘Mais Uma Vez’, com Flávio Venturini, gravada originalmente pelo 14 Bis. Para além das mais conhecidas, faixas como ‘A Fonte’, ‘Se Fiquei Esperando meu Amor Passar’ e ‘Marcianos Invadem a Terra’ também integram essa mostra que se presta a refletir, cantar e aplaudir um dos compositores mais influentes da música brasileira no século passado, sem deixar de destacar sua verve interpretativa em performances memoráveis. Mas o grosso do conteúdo é bem manjado (Ainda é Cedo, Faroeste Caboclo, Tempo Perdido) e os arranjos foram adaptados para permitir uma interação da plateia, cantando e vibrando junto com a música. O local escolhido para a estreia é o Bar do Coelho, tradicional reduto da boemia natalense há exatamente meio século, e que justamente por estar comemorando o seu cinquentenário foi eleito para sediar este evento com tantas celebrações. O local fica atrás da histórica Igreja do Galo, à Rua Padre Pinto – 705, no centro da Cidade Alta. O evento será nessa sexta (09/10), com início às 19h.As entradas poderão ser adquiridas no local ($15). Crédito da foto: Marcelo Barroso

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Artemilson Lima e Antônio Ronaldo

Artemilson Lima e Antônio Ronaldo apresentam “ÓTIMO”: música, poesia e ironia no palco do TAM

Redação

Álbum reúne 12 canções que transitam entre rock, blues, MPB, humor e crítica social. Show acontece em Natal, com entrada gratuita. Há palavras que afirmam, outras interrogam. Algumas escondem ironias. Outras, diante dos absurdos do mundo, parecem ser a única resposta possível. “ÓTIMO”, título do álbum que une os músicos e compositores Artemilson Lima e Antônio Ronaldo, pertence a todas essas categorias. É afirmação e provocação, humor e inconformismo, um modo de rir das contradições da vida sem desistir de compreendê-las. É nesse território de encontros entre música e palavra que os dois artistas apresentam, nesta quarta-feira (14/10), a partir das 20h,  no Teatro Alberto Maranhão, em Natal, o show de lançamento do disco, que reúne 12 canções e percorre diferentes paisagens sonoras, tendo o rock como fio condutor. A apresentação tem entrada gratuita. Lançado nas plataformas digitais em 26 de setembro, o álbum é resultado de uma parceria construída ao longo do tempo, alimentada pelo compartilhamento de poemas, textos e composições. Desse diálogo entre dois criadores nasceu um repertório que observa o cotidiano por suas frestas, reconhece o absurdo escondido na rotina e transforma inquietações individuais em matéria musical. Com produção e direção musical de Donizete Lima, “ÓTIMO” percorre caminhos que passam pelo rock, pelo blues e pela MPB, sem se prender a fronteiras de gênero. A música acompanha a palavra, mas também abre espaço para o inesperado: a ironia que desarma, o humor que revela, a poesia que desloca o olhar e a crítica que dispensa o tom de sermão. As 12 faixas — “Província Moderna”, “Pobres”, “Ilha dos Homens Bons”, “O Mundo”, “Periferia”, “Por Acaso, a Providência”, “Sigamos”, “Barganha”, “Questão de Tempo”, “Eu Não”, “Rebossa Nessa Joça” e “ÓTIMO!” — compõem um painel de observações sobre a sociedade, a política, as relações humanas e os paradoxos do tempo presente. A canção que dá nome ao álbum nasceu de um texto de Artemilson Lima musicado por Antônio Ronaldo. A palavra, aparentemente simples, ganha camadas de significado ao longo do trabalho. Pode expressar contentamento, carregar sarcasmo ou funcionar como uma resposta atravessada diante de situações que, de tão absurdas, quase dispensam comentários. Entre uma acepção e outra, permanece a possibilidade de encontrar no humor uma forma de resistência e na arte um espaço para a esperança. Entre a crítica e o riso O conteúdo social e político atravessa o repertório, mas não se apresenta como palavra de ordem. Em...

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Augusto Cury

Augusto Cury, um mentiroso

Fernando Luiz

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta, professor e um dos escritores mais lidos do Brasil, com mais de 35 milhões de exemplares vendidos no país e publicados no exterior. Candidato a Presidente da República, no primeiro turno obteve pouco mais de três milhões de votos. Assim que o resultado das eleições foi conhecido, ele apressou-se em afirmar neutralidade no segundo turno. Curiosamente, ao tomar a decisão de ficar neutro, contrariou o que havia “ensinado” aos seus leitores em um dos seus livros de maior sucesso: Nunca Desista Dos Seus Sonhos. Atualmente o escritor está na Europa, ou seja: foi pra bem longe (aparentemente para manter a sua posição de neutralidade). Só que a máscara dele caiu: ele mudou de ideia, foi contra tudo o que apregoava nos seus livros e decidiu antecipar seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, indo contra a maioria dos dirigentes municipais do Avante – partido ao qual se filiou este ano (com certeza apenas para concorrer às eleições presidenciais) – cuja maioria manifestou apoio à reeleição do presidente Lula no segundo turno, entre eles, o presidente estadual da legenda, Gustavo Henrique e na Bahia, e o dirigente Ronaldo Carletto. Nos seus livros de autoajuda, Augusto Cury costumava citar ocasionalmente trechos do novo testamento. Todos sabem que a mensagem do Cristo era dirigida aos “pobres de espírito” (os pobres de verdade), como está escrito no Sermão da Montanha que, como afirmou Ghandi, “Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade e só se salvasse ‘O sermão da montanha’, nada estaria perdido.” Com sua decisão de apoiar um Bolsonaro, Augusto Cury não foi apenas contra o que “ensinou” aos seus leitores: pior do que isso, mostrou que sua palavra não é confiável e, com certeza, traiu milhares de seus eleitores. Gosto muito de ler, mas nunca li um livro de Augusto Cury. Graças a Deus. Pra mim, Augusto Cury não passa de um mentiroso. Crédito da foto: Érico Andrade/g1

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Montmartre

TERRA ESTRANGEIRA: O calor que derrete a neve

Pablo Capistrano

Paris – França, 10 de Fevereiro de 2018.  Depois que chegamos do hospital ontem com Sarah, saímos, eu e Ana, quase meia noite, para procurar uma farmácia aberta pelas ruas de Montmartre. Como era sábado, o dia internacional do agito noturno, a vizinhança do edifício em que estávamos na Rue Victor Massé, 13, fervia com uma badalação que faria qualquer natalense afeito às atividades boêmias, chorar de emoção.   Bares, pubs, restaurantes, teatros, sex shops e ambientes com jeito de bordeis baratos (como um lugar com o curioso nome de Dirty Dick), sempre cheios de gente, se espalham pelas ruas ao redor do nosso hotel. Essa área da cidade, onde nos encontramos agora, lá por volta do século XIX, naquelas noites em que Baudelaire, Rimbaud e Paul Verlaine caminhavam sobre a terra, era famosíssima pelos seus cabarés e pelas apresentações de can can, que rolavam soltas nos teatros da vizinhança. Inclusive, bem em frente ao prédio onde fica a nossa hospedagem, no número 12 da mesma rua, ficava o primeiro endereço do Le Chat Noir, inferninho parisiense frequentado por Toulouse Lautrec, que sempre baixava por essas bandas transitando pelos becos daquela Montmartre de fim de século, em busca de personagens para suas pinturas. De fato, o espírito daquela zona de Paris me pareceu bem mais quente, diverso e efusivo do que a de outras capitais europeias que já pude frequentar. Mesmo a musical Praga ou a imponente Viena, me pareceram bem mais “frias”. Até a quente Lisboa (para os padrões aqui do norte global) me soou mais sóbria, quase fúnebre. Já a sofisticada Londres, se apresentou para nós, transeuntes desse mundo globalizado, egressos da Taba de Poty, bem mais fleumática do que a capital francesa, que ousa rimar a exuberância de uma arqueologia arquitetônica moderna, com um certo  “joie de vivre”, que me fez lembrar o “amundiçamento” latino que captei nas ruas de Nápoles, no finalzinho do século passado. Um outro detalhe curioso é que aqui os casais se beijam, se abraçam e se tocam em público. Coisa que não me pareceu muito comum em outras capitais que visitei neste velho mundo. Guardada as devidas proporções momescas, embriaguez, amor e sexo parecem dar o tom nesse feriado, comemorado em meio à neve que derrete pelas calçadas de Montmartre. Algo, diga-se de passagem, que me faz ter uma boa nostalgia dos carnavais que passei em Salvador. Mesmo o frio sendo de rachar...

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As divas do teatro potiguar: Carminha Medeiros e Ana Francisca

Redação

A semana tem nesta quarta (7) um evento com importância histórica: o lançamento de dois curtas que documentam os percursos profissionais de duas atrizes potiguares atuantes no Teatro do RN há pelo menos meio século. Com direção de Bárbara Cristina, os filmes retratam as trajetórias de duas das principais artistas da cena teatral potiguar, Ana Francisca e Carminha Medeiros, que discorrem sobre os muitos momentos dedicados às suas atividades, desde que iniciaram a trabalhar na área. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor um pouco dessas duas mulheres que ajudaram a construir a história do teatro no estado, que terão suas vidas contadas por si mesmas, recebendo um merecido reconhecimento pelo que fizeram através da Arte. Bárbara, que também é atriz e produtora cultural, reforça a importância desse seu trabalho, que almeja construir uma memória para o universo feminino na área teatral a partir desses registros iniciais, com a ambição de se tornar uma série documental onde muitas outras atrizes possam ser também incluídas. A largada para ‘As Divas do Teatro Potiguar’ se tornou possível graças ao apoio do SEBRAE-RN, através do seu edital anual de Economia Criativa. As locações foram feitas no TAM – Teatro Alberto Maranhão e Teatro SESC Sandoval Wanderley, palcos onde as duas atuaram durante suas carreiras. O evento, com projeção da primeira exibição aberta ao público acontece no Auditório do CTC, o Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França, antigo IFRN da Cidade Alta, no endereço Rua Princesa Isabel – 758, a partir das 19h e tem entrada gratuita.

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Augusto Cury

09/10/2026|

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta, professor e um dos escritores mais lidos do Brasil, com mais de 35 milhões de exemplares vendidos no país e publicados no exterior. Candidato a Presidente da República, no primeiro turno obteve pouco mais de três milhões de votos. Assim que o resultado das eleições foi conhecido, ele apressou-se em afirmar neutralidade no segundo turno. Curiosamente, ao tomar a decisão de ficar neutro, contrariou o que havia “ensinado” aos seus leitores em um dos seus livros de maior sucesso: Nunca Desista Dos Seus Sonhos. Atualmente o escritor está na Europa, ou seja: foi pra bem longe (aparentemente para manter a sua posição de neutralidade). Só que a máscara dele caiu: ele mudou de ideia, foi contra tudo o que apregoava nos seus livros e decidiu antecipar seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, indo contra a maioria dos dirigentes municipais do Avante – partido ao qual se filiou este ano (com certeza apenas para concorrer às eleições presidenciais) – cuja maioria manifestou apoio à reeleição do presidente Lula no segundo turno, entre eles, o presidente estadual da legenda, Gustavo Henrique e na Bahia, e o dirigente Ronaldo Carletto. Nos...

Montmartre

06/10/2026|

Paris – França, 10 de Fevereiro de 2018.  Depois que chegamos do hospital ontem com Sarah, saímos, eu e Ana, quase meia noite, para procurar uma farmácia aberta pelas ruas de Montmartre. Como era sábado, o dia internacional do agito noturno, a vizinhança do edifício em que estávamos na Rue Victor Massé, 13, fervia com uma badalação que faria qualquer natalense afeito às atividades boêmias, chorar de emoção.   Bares, pubs, restaurantes, teatros, sex shops e ambientes com jeito de bordeis baratos (como um lugar com o curioso nome de Dirty Dick), sempre cheios de gente, se espalham pelas ruas ao redor do nosso hotel. Essa área da cidade, onde nos encontramos agora, lá por volta do século XIX, naquelas noites em que Baudelaire, Rimbaud e Paul Verlaine caminhavam sobre a terra, era famosíssima pelos seus cabarés e pelas apresentações de can can, que rolavam soltas nos teatros da vizinhança. Inclusive, bem em frente ao prédio onde fica a nossa hospedagem, no número 12 da mesma rua, ficava o primeiro endereço do Le Chat Noir, inferninho parisiense frequentado por Toulouse Lautrec, que sempre baixava por essas bandas transitando pelos becos daquela Montmartre de fim de século, em busca de personagens para...

Screenshot

06/10/2026|

A semana tem nesta quarta (7) um evento com importância histórica: o lançamento de dois curtas que documentam os percursos profissionais de duas atrizes potiguares atuantes no Teatro do RN há pelo menos meio século. Com direção de Bárbara Cristina, os filmes retratam as trajetórias de duas das principais artistas da cena teatral potiguar, Ana Francisca e Carminha Medeiros, que discorrem sobre os muitos momentos dedicados às suas atividades, desde que iniciaram a trabalhar na área. Trata-se de uma oportunidade para conhecer melhor um pouco dessas duas mulheres que ajudaram a construir a história do teatro no estado, que terão suas vidas contadas por si mesmas, recebendo um merecido reconhecimento pelo que fizeram através da Arte. Bárbara, que também é atriz e produtora cultural, reforça a importância desse seu trabalho, que almeja construir uma memória para o universo feminino na área teatral a partir desses registros iniciais, com a ambição de se tornar uma série documental onde muitas outras atrizes possam ser também incluídas. A largada para ‘As Divas do Teatro Potiguar’ se tornou possível graças ao apoio do SEBRAE-RN, através do seu edital anual de Economia Criativa. As locações foram feitas no TAM – Teatro Alberto Maranhão e Teatro...

maria liz

06/10/2026|

“Flerte Tropical” ganha edição limitada de 300 cópias em vinil vermelho 180g; projeto marca a transição poética e sonora da cantora e compositora potiguar. ​A Titan Vinyl Store orgulhosamente anuncia o lançamento da pré-venda do compacto em vinil (7″) Flerte Tropical, trabalho de estreia da cantora e compositora potiguar Maria Liz. O disco, que marca a gênese de uma trajetória musical pautada pela entrega e pela verdade, captura o rito de passagem de uma artista que transforma memórias afetivas e composições guardadas em uma obra tátil, poética e atemporal. ​Flerte Tropical é uma imersão poética por sentimentos, sonoridades e metáforas. O compacto transita pelas descobertas de quem explora a vida e suas diferentes formas de afeto — desde os desejos do corpo até os anseios mais profundos da alma, onde a própria música se faz refúgio. Sonoramente, Maria Liz une a frescura do novo pop à essência marcante da MPB e do indie, resgatando influências afetivas como os acordes que ouvia no carro da mãe durante a infância. “Mapeei com carinho tudo o que amei, senti e vi ao longo da vida: das coisas mais simples, como falar de amor e desejo, a devaneios mais complexos sobre nossos caminhos. Este...

Não gosto de fofoca

05/10/2026|

É mentira! Eu gosto de fofoca. Tem gente que diz que não gosta de fofoca, mas eu acho que é mentira! Eu não estou falando de gente maledicente, invejosa e ressentida que vibra com os infortúnios dos outros. Que fala coisas para difamar ou degradar, sem medir consequências e, às vezes, até mesmo sem provas. Só pelo simples fato de que gozar da desgraça alheia é a única maneira que elas têm para não encarar suas vidas vazias de sentido. Isso não é fofoca. Isso é maldade. Eu falo daqueles detalhes da vida alheia que ficamos sabendo e que é absolutamente divertido, improvável, surpreendente, ou até mesmo previsível, dentro das devidas circunstâncias. Mas é, digamos, um tempero da vida! Um momento para você sussurrar ao lado de uma amiga ou amigo aquela informação indiscreta – que não tem nada a ver com sua própria vida – mas, que você mergulha nessa clandestinidade; seja quando você é o interlocutor da fofoca, seja quando você é a pessoa escolhida para ouvir a fofoca. Se tiver um grupo animado conversando perto de você, pode ter certeza de que tem fofoca ali. Eu já fiquei ouvindo a conversa entre duas pessoas sentadas no ônibus....

Projeto Sesc Apresenta: Artes Cênicas contará com dez espetáculos gratuitos

05/10/2026|

O Sesc RN inicia em outubro a programação do “Sesc Apresenta: Artes Cênicas 2026”, projeto que reúne dez espetáculos produzidos por artistas e grupos potiguares. As apresentações são gratuitas e acontecem de 17 de outubro a 12 de dezembro, sempre às 19h, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, no bairro Alecrim, em Natal.  A programação reúne diferentes gêneros, estilos e formatos, com trabalhos que abordam temas ligados à cultura nordestina, identidade, memória, diversidade, infância, saúde mental, ancestralidade e cultura popular. Entre os espetáculos estão “Desassossego”, da Cia A Máscara de Teatro; “Missão: Matinê”, do Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare; “Candeia” e “No Coração da Lua”, do Grupo Estação de Teatro; “Nosso Bodó: O Retrato do Nordeste”, da Cia Aviar; “Chico Jararaca”, da Trapiá Cia Teatral; “Aparecida”, da Cia Escarcéu de Teatro; “A invenção do Nordeste”, do Grupo Carmin; “SER(tão)”, da Movidos Dança; e “Anavantú: Um passo pra frente e dois para trás”, do Grupo Rebuliço de Teatro. Para o público, os ingressos serão disponibilizados em dois lotes. O primeiro poderá ser retirado no Portal de Eventos do Sesc RN um dia antes de cada apresentação. O segundo estará disponível presencialmente no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, uma hora antes do início...

Roberta Campos, tributos ao jazz e novas vozes: Fest Bossa & Jazz revela novas atrações para edição 2026

05/10/2026|

Mais uma vez, Pipa, no litoral Sul do Rio Grande do Norte, será palco de um dos encontros mais celebrados da música no estado. De 30 de outubro a 1º de novembro, o Fest Bossa & Jazz Pipa 2026 promove uma imersão musical com dezenas de shows gratuitos, reunindo artistas nacionais, regionais e locais em diferentes espaços do destino turístico. Entre as novas atrações confirmadas, o festival destaca a presença de Roberta Campos, um dos grandes nomes da música brasileira contemporânea. A cantora e compositora mineira apresenta em Pipa o espetáculo “Coisas de Viver”, em uma formação especial ao lado do violonista Guilherme Monteiro e do percussionista Danilo Moura. Com direção musical da própria artista, o show traz novas leituras para as canções de seu quinto álbum de estúdio, que reúne oito faixas inéditas e autorais, além de revisitar sucessos como “De Janeiro a Janeiro” e “Minha Felicidade”. A formação em trio combina o violão de aço de Roberta, o violão flamenco de Guilherme e a percussão criativa de Danilo, em uma sonoridade que passeia pela MPB e por diferentes referências da trajetória da cantora. Jazz e música instrumental A programação ganha ainda dois tributos especiais a grandes nomes da...

Concurso de Bandas

02/10/2026|

O Festival MPB84 conheceu, na noite desta quinta-feira (1º), os grandes vencedores do Concurso de Bandas – Edição Pop Rock 2026. Guilherme Mendez e Coletivo 3×4, de Santana do Seridó, conquistaram o primeiro lugar da competição e garantiram a oportunidade de abrir um show de Samuel Rosa, que será promovido pelo projeto em Natal. Os detalhes da apresentação serão anunciados em breve. A final foi realizada no Solar Bela Vista, em Natal, e reuniu 15 artistas e bandas de diferentes municípios do Rio Grande do Norte. Depois de uma noite marcada pela diversidade da produção autoral potiguar, Guilherme Mendez e Coletivo 3×4 ficaram com o primeiro lugar. A banda Truve, de Parnamirim, conquistou a segunda colocação, enquanto a Caridea, também de Parnamirim, terminou em terceiro. Guilherme Mendez recebeu ainda o reconhecimento de Melhor Intérprete da edição. A escolha dos vencedores ficou a cargo de uma comissão julgadora formada por profissionais ligados à música e à comunicação. Integraram o júri Simona Talma, cantora, compositora e produtora musical; Moisés de Lima, músico, compositor e jornalista; Luaz, cantora, compositora e integrante da Banda Luaz; Allan Persa, músico e compositor; e Sueldo Soaress, músico e compositor. O resultado encerra uma trajetória iniciada com mais...

Documentário potiguar sobre a história da Liamba em Cruzeta estreia em festival de cinema em SP

02/10/2026|

Selecionado para a Categoria Nacional Documentário do 11º Festival de Curtas-Metragens de Campos do Jordão, Liamba, um santo remédio terá sua primeira exibição em festival no dia 20 de outubro Uma história que há quase 30 anos marcou Cruzeta, no Seridó potiguar, chega agora ao circuito nacional de cinema. O documentário Liamba, um santo remédio, realizado no Rio Grande do Norte, foi selecionado para a Categoria Nacional Documentário do 11º Festival de Curtas-Metragens de Campos do Jordão, em São Paulo. A sessão acontece no dia 20 de outubro, às 20h, no Cine Glória do Espaço Cultural Dr. Além. Esta é a primeira seleção do filme em um festival de cinema e sua estreia nacional em circuito. Dirigido por Luara Schamó e Manoel Batista, o documentário revisita, quase três décadas depois, a história que marcou Cruzeta quando uma planta conhecida como liamba foi confundida com maconha. A partir das memórias de quem viveu aquele episódio, o filme atravessa questões de memória, território, saúde, saberes tradicionais e estigma, trazendo para o presente uma história que permaneceu no imaginário da cidade. Realizado no Rio Grande do Norte, o filme reúne uma equipe majoritariamente potiguar e tem produção da Nave Mãe Criações e Remar Produções,...

Sabores, sons e encontros: Claro Food & Jazz transforma Mossoró em palco de experiências

01/10/2026|

Mossoró será palco, de 8 a 17 de outubro, de uma experiência que coloca a gastronomia no centro de um encontro com a música, a cultura e a economia criativa. O Claro Food & Jazz 2026 chega à cidade com uma programação que reúne estabelecimentos gastronômicos, chefs, artistas, produtores e público em torno de sabores e experiências inspirados no tema “Entre a Caatinga e o Mar”. Realizado pela Juçara Figueiredo Produções, o projeto tem como proposta valorizar a produção cultural e gastronômica brasileira, estimular a circulação de público e fortalecer a cadeia produtiva local. Em 2026, o circuito será realizado em duas etapas: primeiro em Mossoró, de 8 a 17 de outubro, e depois em Natal, de 12 a 21 de novembro, totalizando 20 dias de programação. Em Mossoró, o ponto de partida da experiência será o Festival Gastronômico, que reúne 19 estabelecimentos da cidade. Durante os dez dias, cada participante apresentará uma receita exclusiva, criada especialmente para o Claro Food & Jazz a partir do conceito “Entre a Caatinga e o Mar”. Os pratos e produtos serão comercializados a preços fixos e promocionais, convidando o público a conhecer novas criações e, ao mesmo tempo, descobrir diferentes espaços e sabores...

Mostra Levante marca novo álbum de Simona Talma e singles das artistas Ângela Castro e Cinthia

01/10/2026|

As cantoras e compositoras Simona Talma, Ângela Castro e Cinthia sobem ao palco do Teatro Sesc Sandoval Wanderley, em Natal, no dia 02 de outubro, às 19h, para um lançamento coletivo, Simona lança o álbum “Forte Como o Fogo”, Ângela o single Brigadeiro Cafuné e Cinthia o single Prejuízo. O show integra a Mostra Levante, projeto que reúne mulheres da música potiguar e nasce com a proposta de fortalecer a produção artística feminina, criando espaços para apresentação, lançamento e circulação de novos trabalhos. Com entrada gratuita, mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível para o Sesc Mesa Brasil, a noite terá acessibilidade com tradução em libras e audiodescrição, além de reservar 20% dos lugares pra pessoas com deficiência e pacientes oncológicos. A Mostra Levante surgiu a partir da experiência de Simona Talma ao longo de mais de duas décadas de atuação na música e da percepção das dificuldades que ainda fazem parte do cotidiano de muitas mulheres que trabalham no setor. Para além da criação artística, questões como acesso a editais, produção, divulgação e circulação dos trabalhos também interferem diretamente na continuidade das carreiras. A proposta é justamente criar uma rede de apoio que vá além do...

9º Curta Caicó bate recorde de inscrições e anuncia filmes selecionados para a edição 2026

30/09/2026|

A organização do 9º Curta Caicó divulgou nesta terça-feira (29/09) os filmes selecionados para as mostras competitivas e paralelas do festival. O anúncio oficial ocorreu em uma live no canal do evento no YouTube, conduzida pelo jornalista e crítico de cinema Vitor Búrigo. Nesta edição, o festival consolidou seu crescimento ao alcançar a marca histórica de 1.310 curtas-metragens inscritos, oriundos de todas as regiões do Brasil. Desse montante, 43 obras foram selecionadas para compor a programação oficial, que também contará com a exibição especial dos filmes resultantes do 5º Laboratório de Roteiro do Curta Caicó. “Esse ano nós batemos recorde de inscrições. Teremos nove mostras exibidas nas universidades, em praças públicas e em outros espaços, fomentando o cinema na região do Seridó. É uma alegria imensa ver que o festival vem alcançando números cada vez melhores, estimulando a população local a se interessar pelo audiovisual e contribuindo para a formação do cinema brasileiro”, ressaltou o diretor do festival, Raildon Lucena. Para dar conta do volume expressivo de inscritos e avaliar os filmes com a atenção necessária, a equipe de curadoria foi ampliada e contou com dez profissionais de várias partes do Brasil. O coordenador curatorial do evento, Júlio Oliveira, destacou...

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