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No novo tempo, apesar dos perigos

Minha mãe adorava Ivan Lins. Uma das coisas que mais nos unia era nosso gosto musical. Claro que cabia nela de herança uns 80% do mesmo amor que vovó cultivava

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O açúcar entre as páginas

Recebi mais de cem livros de um amigo que, assim como eu, também é professor. Antes de lê-los, folheei um a um, para devolver as fotos e os bilhetes esquecidos

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Maria Rita, Péricles e Délcio Luiz estão entre as atrações do 6º Festival de Samba Ribeira Boêmia

Redação

A Arena das Dunas recebe, no dia 7 de novembro, a 6ª edição do Festival de Samba Ribeira Boêmia. Com mais de 10 horas de música, o evento reúne grandes nomes do samba nacional, além de artistas que representam a força e a diversidade do gênero no Rio Grande do Norte. Entre os destaques da programação está a cantora Maria Rita, que chega a Natal com o projeto “Samba da Maria”, sucesso de público e crítica. O cantor Péricles, um dos grandes intérpretes do samba e do pagode brasileiro, também está confirmado na festa. Anfitriã do festival, a Roda de Samba Ribeira Boêmia representa o talento e a tradição do samba potiguar. A apresentação contará ainda com as participações especiais do compositor Délcio Luiz, autor de dezenas de sucessos gravados por grandes nomes do samba e do pagode nacional, e da cantora cearense Theresa Raquel, que ganhou projeção em todo o Brasil com seus vídeos, carisma e interpretação marcante do samba. A programação também terá a cantora potiguar Valéria Oliveira, que leva ao palco sua identidade musical marcada pelo samba com sotaque local, e o grupo O Pagode Taí Vai Quem Quer, com um repertório de clássicos do pagode que atravessam gerações. Para acompanhar os shows, o público poderá escolher entre duas opções de setores. A Área Pista é voltada para quem quer ficar mais perto da energia da festa e acompanhar as apresentações no centro da movimentação. Já a Área Lounge oferece mais conforto, visão privilegiada do palco, espaço amplo para circulação e acesso ao gramado sempre que desejar. Com assinatura da RB Produções, o Festival chega à sua sexta edição consolidado como um encontro dedicado ao samba, reunindo artistas consagrados, talentos potiguares e amantes da música brasileira em uma programação que promete movimentar Natal. SERVIÇO 6º Festival de Samba Ribeira Boêmia Data: 7 de novembro, a partir das 16h Local: Arena das Dunas Vendas: https://outgo.com.br/festival-ribeira-boemia Pontos físicos: Lojas Sem Etiqueta – Portugal Center e Shopping Cidade Jardim Mais informações: @ribeiraboemia

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TAM recebe ‘Uma Noite na Argentina’ nesta quarta

Redação

Projeto Movimento Sinfônico promove o concerto oficial da OSRN com regência do maestro argentino Martin Fraile Milstein; entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos A Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN) apresenta, nesta quarta-feira (28), às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão (TAM), o concerto “Uma Noite na Argentina”, sob regência do maestro convidado Martin Fraile Milstein. A apresentação é uma iniciativa do Projeto Movimento Sinfônico, idealizado e produzido pela MAPA Realizações Culturais, com patrocínio da Neoenergia e do Instituto Neoenergia, por meio da Lei Rouanet. A entrada é gratuita, e o público é convidado a contribuir voluntariamente com a doação de alimentos destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar. Os ingressos são disponibilizados em dois formatos: online, pela plataforma Sympla; e presencialmente, na bilheteria do TAM, uma hora antes do concerto, conforme disponibilidade. O programa “Caminhos Latino-Americanos” propõe um mergulho na música de concerto da Argentina e do Brasil, e reúne obras que exploram diferentes linguagens e referências culturais. Segundo o maestro convidado, a seleção passa por diferentes vertentes da produção musical argentina, da tradição sinfônica às influências da cultura popular, e estabelece um diálogo com a música brasileira. “Sempre me fascinou pensar em quanto as tradições musicais da Argentina e do Brasil têm em comum e, ao mesmo tempo, em como são diferentes suas formas de expressão. Compartilhamos histórias, territórios, influências europeias, indígenas e africanas, além de uma relação muito profunda entre a música e a nossa identidade. Por outro lado, cada país encontrou sua própria maneira de cantar, dançar, sentir o ritmo e transformar essas experiências em música”, destaca Martin. Entre os destaques estão duas composições de Astor Piazzolla, um dos principais nomes da renovação do tango: “Tangazo – Variações sobre Buenos Aires para orquestra” e “Escualo”. O repertório inclui ainda “Abertura de concerto”, de Alberto Williams; “Poema Sinfônico nº 1 – Sobre os Cristais do Mundo”, de Mauricio Charbonnier, e “Suíte Estância”, de Alberto Ginastera, inspirada na cultura gaúcha dos pampas, que une Argentina e Brasil  O encerramento fica por conta de “Dança Brasileira nº 1”, do compositor brasileiro Camargo Guarnieri. Ensaio Aberto e Concerto Didático O Projeto Movimento Sinfônico também contempla duas atividades formativas destinadas a estudantes, com propostas distintas de aproximação com a música de concerto. Na quarta-feira (28), às 14h, o Ensaio Aberto permite que os alunos acompanhem a preparação do concerto e os bastidores de uma apresentação sinfônica. Já na...

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Programa Djalma Maranhão aprova 27 novos projetos e prorroga um

Sérgio Vilar

A Comissão Normativa do Programa Djalma Maranhão aprovou diversos projetos culturais de Natal na última sexta-feira (23): Pagodini, Domingo na Arena, Bosque Encena, Som da Mata, Encanta Natal, Feira de Livros e Quadrinhos de Natal – FLIQ, entre outros, e a prorrogação do projeto Ação Leitura 2026 da Editora Jovens Escribas. Para conferir a lista completa, clica AQUI e vai até o final do arquivo, em Outras Publicações.

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No novo tempo, apesar dos perigos

Sheyla de Azevedo

Minha mãe adorava Ivan Lins. Uma das coisas que mais nos unia era nosso gosto musical. Claro que cabia nela de herança uns 80% do mesmo amor que vovó cultivava por Roberto Carlos. E quem não amou o Roberto Carlos a partir dos anos 1960? Até ele descer ladeira abaixo na banguela, eu super entendo esse amor. Pois bem, lá pelos idos dos anos 1990, ela vibrou quando eu levei um CD de uma coletânea do Ivan Lins, que eu comprei nas Americanas (bem antes da febre de se comprar DVD de filmes), para ouvirmos no nosso primeiro toca-CD da vida. A primeira canção do álbum é aquela que foi massacradamente utilizada pela Rede Globo de Televisão, nas campanhas publicitárias de fim de ano: No novo tempo/ Apesar dos castigos/ Estamos crescidos/ Estamos atentos/ Estamos mais vivos/ Pra nos socorrer. Fato é que, apesar da Globo, essa música é muito massa e precisamos lembrar dela. Dona Dulce também gostava de Cazuza, Cássia Eller e Chico Science (que ela confundia com o Supla). E, nessas últimas semanas que passamos — e acho que ninguém passou incólume, a não ser os adoradores do Trump —, lembrei muito dela e desses artistas, porque eles faziam a nossa liga musical. Lembrei com admiração de como ela não se incomodava com beijo entre homens. Envergonhava-se quando lembrava das falas racistas de nossos antepassados (jamais violaria a saudosa memória de minha avó, nomeando-a). Saltou-me à memória como ela gostava de ser gentil com todas as pessoas. Lembrei que minha geração foi politizada em parte pela música dos artistas que atravessaram os anos de chumbo. E que eu às vezes tentava explicar para ela algumas letras e tal. Lembrei do povo de novo na rua recentemente; das 100 mil pessoas nas principais avenidas do Alecrim no dia 10 de outubro. E, enfim, lembrei de como ela também fazia uns sucos de frutas misturadas, cujos sabores eu jamais consegui identificar É bom salientar que eu estou escrevendo para a coluna antes do domingo, 25 de outubro. Portanto, escrevo antes de pisar no chão concreto desse “novo tempo” que se anuncia. Após as eleições mais desastrosas e corrompidas em termos de representação política no Legislativo que já vivemos neste país. Desse novo e velho tempo que não dá a mínima para nossas rugas, nossas dores no joelho e inflamações no nervo ciático, para quem já passou das cinco décadas....

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Pau e Lata

Pau e Lata completa 30 anos e celebra com seminário e baile festivo

Redação

Com programação gratuita, o grupo celebra três décadas no IFRN Cidade Alta e encerra as comemorações no Espaço Zé Reeira com o projeto pernambucano Som na Rural O Pau e Lata: Projeto Artístico-Pedagógico completa 30 anos de história ocupando ruas, praças, becos e terreiros, fazendo de cada território uma escola viva de resistência cultural. Nascido em Maceió/AL, em 1996, e com 29 anos de atuação contínua no Rio Grande do Norte, o grupo construiu uma trajetória de transformação social que alcança crianças, jovens e adultos no RN e no Sertão de Alagoas. Pautado na educação popular e tendo Paulo Freire como baluarte, o coletivo celebra essa marca simbólica com uma extensa programação aberta ao público ao longo de todo o mês de outubro. O Seminário de Extensão e Democratização da Cultura – Sedec 30 Anos é a parte central dessa celebração e acontece neste sábado (24), no Centro de Tecnologia e Cultura Luiza Vieira de França – IFRN Cidade Alta, sob o tema “Pau e Lata – 30 anos de Histórias, Memórias e Afetos”. O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita. Criado originalmente na antiga Cientec da UFRN, onde o Pau e Lata atuou como projeto de extensão por mais de 12 anos, o Sedec se consolida como um espaço fundamental de parada, escuta e aprofundamento do fazer político-pedagógico. “Trinta anos não são três dias. São três décadas de militância, de aprendizado, de afeto e de lutas. Sem modéstia, o nosso fazer mudou a vida de muita gente. Tem gente que passou pelo grupo e diz que cresceu e se reconheceu no mundo por causa dessa experiência. Isso é muito gratificante. E o público se encanta ao ouvir o som de uma lata amassada, de um tambor ou copo plástico, do corpo como instrumento. Nossos cantos carregam nossa cultura e nossa ancestralidade. O nosso forte é a rua, onde nos sentimos em casa. Ocupar esse território com a nossa arte é a maneira de representá-lo”, destaca Danúbio Gomes, idealizador e coordenador do projeto. Programação do SEDEC: Baile com Som na Rural e Convidados Para coroar a celebração das três décadas, no dia 31 de outubro, a partir das 18h, será realizado o Baile dos 30 e o Som na Rural. O evento festivo acontecerá no Espaço Zé Reeira, na Cidade Alta, e contará com a presença especial do projeto Som na Rural, comandado por Roger de Renor...

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Parnamirim sedia 2ª edição do projeto de resistência cultural Roda de Choro “Me armo com arte”

Redação

O Palco do Caminhódromo da Cohabinal recebe, nesta sexta-feira (23), a partir das 18h13, a segunda edição do Projeto Roda de Choro “ME ARMO COM ARTE”. O evento é caracterizado por um formato aberto e democrático, permitindo que qualquer músico profissional ou estudante de música participe livremente integrando a roda com seus próprios instrumentos. A iniciativa partiu de um coletivo de músicos locais e tem como objetivo central reforçar a importância da defesa das políticas públicas voltadas para a cultura brasileira. De acordo com os organizadores, a ação destaca conquistas estruturadas durante o Governo Lula. O professor Armando Souza, músico e vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura de Parnamirim, é um dos idealizadores do evento e defende o posicionamento político da mobilização. “Uma provável vitória da extrema-direita nesta eleição é, sem dúvida, uma derrota para todos os brasileiros”, declarou. História e resistência O Chorinho é reconhecido como um gênero musical genuinamente brasileiro, nascido a partir da fusão de matrizes europeias com os elementos rítmicos da música africana. O estilo tem como precursores históricos nomes de perfil abolicionista como Joaquim Callado e Chiquinha Gonzaga, cujas composições popularizaram o ritmo e desafiaram as estruturas do período imperial. Historicamente, o Choro consolidou-se em ambientes comunitários, como quintais, praças e varandas, impulsionado por trabalhadores. O processo ajudou a moldar a identidade cultural e social do país, conferindo ao gênero um caráter de forte resistência. Atualmente, a sobrevivência e o fortalecimento do Chorinho dependem do esforço de músicos integrados ao movimento e do suporte de políticas institucionais. Segundo o coletivo organizador, os editais culturais, as leis de incentivo e a implementação do Sistema Nacional de Cultura desempenham um papel fundamental para alavancar projetos artísticos de todos os gêneros no país. Fonte: Frente Ampla de Músicos de Parnamirim pela Democracia SERVIÇOEVENTO: Roda de Choro “Me Armo com Arte”LOCAL: Palco do Caminhódromo da Cohabinal/Parnamirim(RN)DATA: 23 de outubro de 2026HORA: 18h 13

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O açúcar entre as páginas

Tatyanny Nascimento

Recebi mais de cem livros de um amigo que, assim como eu, também é professor. Antes de lê-los, folheei um a um, para devolver as fotos e os bilhetes esquecidos entre as folhas. Sem querer, fiz também outra coisa: li o leitor. Cada volume trazia o seu modo de estar com as palavras. Uns vinham sublinhados a lápis, grafite fino, como de quem conversa baixinho com o texto. Outros, cobertos de post-its, eram livros-arquivo, de um leitor que não suportava deixar nada sem resposta. E alguns, curiosamente, guardavam sachês de açúcar: dez, quinze por volume. O livro engordava onde o açúcar se acumulava e afinava onde a leitura passava depressa. O corpo do objeto mudara e, com ele, a memória de uma fase. A isso me atrevo a chamar de fisiologia do livro. Perguntei se ele queria adoçar a vida de alguém, a própria ou a leitura. Ele riu: lia em livrarias e usava o que havia no café para marcar o que importava. A poesia do gesto nasceu da falta. Manoel de Barros diria que o olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê, e foi isso que se passou comigo diante dos sachês: o que era açúcar virou travessia. Há fases inteiras nessa biblioteca: o período budista, o da sociologia, da filosofia, da educação, dos povos indígenas, da comunicação social, da literatura brasileira, da hispânica, etc. Ninguém muda de interesse por capricho. A vida pergunta outra coisa, e a gente responde, ou busca respostas: lendo. Cada fase é uma pergunta feita ao mundo. Carlo Ginzburg chamou de paradigma indiciário o gesto de quem lê o pequeno, o aparentemente irrelevante, como fazem o psicanalista, o detetive e o historiador da arte, porque é nos detalhes que o sujeito se trai, no melhor sentido da palavra. Um sachê de açúcar é um indício, e nenhum diagnóstico é preciso para escutá-lo. O livro foi, para ele, esse espaço entre o dentro e o fora, onde o sujeito brinca, se consola e se constitui. O açúcar entre as páginas faz parte desse brincar. E há o corpo: a leitura, na livraria, sem lápis, era um corpo habitando o texto com o que tinha à mão: sachês de açúcar.  Como terapeuta, tenho o ofício de escutar quem fala. Mas quase nunca estamos atentos aos trejeitos e às deixas dos amigos, nem aos nossos próprios, e muito menos ao que eles deixam quando...

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Espetáculo multissensorial “Saudade” realiza apresentações gratuitas em Natal nesta quarta

Redação

Montagem do Coletivo Olhos propõe uma experiência teatral que mobiliza sons, aromas, texturas e memórias. Sessões acontecem às 16h e às 19h, no Teatro Jesiel Figueiredo, na UFRN Como contar uma história sem recorrer às imagens? O espetáculo multissensorial “Saudade”, do Coletivo Olhos, parte dessa provocação para convidar o público a experimentar o teatro por outros caminhos sensoriais. Nesta quarta-feira, 21 de outubro, a montagem realiza duas apresentações gratuitas em Natal, às 16h e às 19h, no Teatro Jesiel Figueiredo, localizado no Departamento de Artes da UFRN. As sessões integram um projeto de circulação que também leva o espetáculo a municípios da Região Metropolitana e do interior do estado. Com direção artística de Kely Araújo, “Saudade” apresenta uma dramaturgia original inspirada nas lembranças da infância e nos afetos construídos entre um neto e seu avô marinheiro. A narrativa evoca paisagens da praia da Redinha, pescarias a bordo do barco Maria e memórias que atravessam gerações. Durante a apresentação, o público utiliza vendas nos olhos e acompanha a história por meio de estímulos sonoros, olfativos, táteis e gustativos, construindo mentalmente as cenas a partir das próprias sensações e lembranças. Para o professor Jefferson Fernandes, coordenador pedagógico do projeto de extensão “O que os Olhos Não Veem”, a experiência dialoga com a maneira como cada pessoa reconstrói suas memórias. “O espetáculo Saudade estimula justamente isso: que as pessoas acionem suas próprias lembranças para montar o espetáculo em suas respectivas mentes”, afirma. A proposta transforma o espectador em participante ativo da narrativa, que ganha imagens e significados particulares na imaginação de cada pessoa. A montagem também questiona a centralidade da visão na experiência teatral. “A gente convida o público a observar e sentir de outra forma”, destaca Kely Araújo. Para a diretora artística, o espetáculo busca romper com a compreensão de que o teatro depende necessariamente da visualidade, explorando outros caminhos estéticos e sensoriais para aproximar o público da obra. “Saudade” é desenvolvido no âmbito do projeto de extensão “O que os Olhos Não Veem”, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Centro de Educação e do Departamento de Práticas Educacionais e Currículo. O projeto é uma produção da Receia Acessibilidade e da Curumim Arte e Cultura e articula criação artística, acessibilidade e formação de público. A acessibilidade integra a própria concepção da montagem, que conta com audiodescrição incorporada à narrativa e interpretação em Língua Brasileira de...

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Parnamirim sedia 2ª edição do projeto de resistência cultural Roda de Choro “Me armo com arte”

22/10/2026|

O Palco do Caminhódromo da Cohabinal recebe, nesta sexta-feira (23), a partir das 18h13, a segunda edição do Projeto Roda de Choro “ME ARMO COM ARTE”. O evento é caracterizado por um formato aberto e democrático, permitindo que qualquer músico profissional ou estudante de música participe livremente integrando a roda com seus próprios instrumentos. A iniciativa partiu de um coletivo de músicos locais e tem como objetivo central reforçar a importância da defesa das políticas públicas voltadas para a cultura brasileira. De acordo com os organizadores, a ação destaca conquistas estruturadas durante o Governo Lula. O professor Armando Souza, músico e vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura de Parnamirim, é um dos idealizadores do evento e defende o posicionamento político da mobilização. “Uma provável vitória da extrema-direita nesta eleição é, sem dúvida, uma derrota para todos os brasileiros”, declarou. História e resistência O Chorinho é reconhecido como um gênero musical genuinamente brasileiro, nascido a partir da fusão de matrizes europeias com os elementos rítmicos da música africana. O estilo tem como precursores históricos nomes de perfil abolicionista como Joaquim Callado e Chiquinha Gonzaga, cujas composições popularizaram o ritmo e desafiaram as estruturas do período imperial. Historicamente, o Choro consolidou-se em...

O açúcar entre as páginas

22/10/2026|

Recebi mais de cem livros de um amigo que, assim como eu, também é professor. Antes de lê-los, folheei um a um, para devolver as fotos e os bilhetes esquecidos entre as folhas. Sem querer, fiz também outra coisa: li o leitor. Cada volume trazia o seu modo de estar com as palavras. Uns vinham sublinhados a lápis, grafite fino, como de quem conversa baixinho com o texto. Outros, cobertos de post-its, eram livros-arquivo, de um leitor que não suportava deixar nada sem resposta. E alguns, curiosamente, guardavam sachês de açúcar: dez, quinze por volume. O livro engordava onde o açúcar se acumulava e afinava onde a leitura passava depressa. O corpo do objeto mudara e, com ele, a memória de uma fase. A isso me atrevo a chamar de fisiologia do livro. Perguntei se ele queria adoçar a vida de alguém, a própria ou a leitura. Ele riu: lia em livrarias e usava o que havia no café para marcar o que importava. A poesia do gesto nasceu da falta. Manoel de Barros diria que o olho vê, a lembrança revê e a imaginação transvê, e foi isso que se passou comigo diante dos sachês: o que era açúcar...

Espetáculo multissensorial “Saudade” realiza apresentações gratuitas em Natal nesta quarta

21/10/2026|

Montagem do Coletivo Olhos propõe uma experiência teatral que mobiliza sons, aromas, texturas e memórias. Sessões acontecem às 16h e às 19h, no Teatro Jesiel Figueiredo, na UFRN Como contar uma história sem recorrer às imagens? O espetáculo multissensorial “Saudade”, do Coletivo Olhos, parte dessa provocação para convidar o público a experimentar o teatro por outros caminhos sensoriais. Nesta quarta-feira, 21 de outubro, a montagem realiza duas apresentações gratuitas em Natal, às 16h e às 19h, no Teatro Jesiel Figueiredo, localizado no Departamento de Artes da UFRN. As sessões integram um projeto de circulação que também leva o espetáculo a municípios da Região Metropolitana e do interior do estado. Com direção artística de Kely Araújo, “Saudade” apresenta uma dramaturgia original inspirada nas lembranças da infância e nos afetos construídos entre um neto e seu avô marinheiro. A narrativa evoca paisagens da praia da Redinha, pescarias a bordo do barco Maria e memórias que atravessam gerações. Durante a apresentação, o público utiliza vendas nos olhos e acompanha a história por meio de estímulos sonoros, olfativos, táteis e gustativos, construindo mentalmente as cenas a partir das próprias sensações e lembranças. Para o professor Jefferson Fernandes, coordenador pedagógico do projeto de extensão “O...

Banda potiguar Demonia apresenta nova formação e músicas inéditas na Casa da Ribeira

21/10/2026|

Depois de um período de pausa para reestruturação, a Demonia está de volta! Nesta quinta e sexta (22 e 23 de outubro), a banda potiguar retorna aos palcos de Natal com o show “Demonia – O retorno”, na Casa da Ribeira, com entrada gratuita. A apresentação integra a programação do edital Cena Aberta – De Volta pra Casa e marca uma nova fase do grupo, agora formado por Anny Rocha (baixo e vocal), Vitória Bessa (bateria) e a veterana Nandrill (guitarra e vocal). O show conta ainda com a participação de Aisha e Alê Du Black. A nova fase chega acompanhada de novidades: em setembro, a Demonia gravou um novo EP por meio do selo DoSol e as músicas inéditas serão apresentadas ao público durante o show, que marca não apenas a retomada das apresentações, mas também o início de um novo capítulo na trajetória da banda. Com uma história marcada pela irreverência, pela atitude punk e pela força da cena independente, a Demonia conquistou espaço no rock potiguar e ampliou sua circulação pelo país, passando por festivais como Bananada (GO), Abril Pro Rock (PE), DoSol e MADA (RN), além de apresentações em outras cidades brasileiras. Ao longo de sua...

Manifesta-2026

21/10/2026|

Com shows de Valéria Oliveira, Khrystal, Tanda Macêdo e Daniela Fernandes, além de sets de Carlota, Janvita e Jennify C, festival gratuito acontece em 14 de novembro, na Pinacoteca Potiguar, no Centro Histórico de Natal A segunda edição do Manifesta Festival já tem seu elenco confirmado. No dia 14 de novembro de 2026, a Pinacoteca Potiguar, no Centro Histórico de Natal, recebe uma programação musical inteiramente protagonizada por mulheres potiguares. Com acesso gratuito, o festival reúne diferentes gerações, sonoridades e expressões artísticas em uma celebração da música, da cidade e da potência criativa de suas artistas. Sob o conceito “Mulheres que Movem a Cidade”, a edição apresenta um line-up formado por Valéria Oliveira, Khrystal, Daniela Fernandes, Tanda Macedo, Janvita, Jennify C. e Carlota. Entre shows e sets de DJs, a programação percorre o samba, o forró, a música popular brasileira e sonoridades contemporâneas, evidenciando a pluralidade de uma cena musical construída a partir de diferentes repertórios, experiências e identidades. A escolha de um elenco exclusivamente feminino é também uma afirmação curatorial. Embora a contribuição das mulheres para a música brasileira seja histórica e incontestável, sua presença nos espaços de maior visibilidade e protagonismo dos festivais ainda enfrenta desigualdades. Ao reunir...

20/10/2026|

Mais uma edição do Festival Literário do Beco da Lama vem aí, agendado para o próximo dia 7 de novembro (sábado). Este humilde blogueiro foi convidado a participar da segunda mesa do dia, para tratar do tema “Crônica: a arte de transformar o dia a dia em literatura”, a partir das 13h30. Muito honrado pelo convite e por dividir a mesa com Carlos Fialho, Flávia Arruda, Josimey Costa e Natália Chagas. Nos próximos dias divulgo a programação completa aqui no blog. E por falar no tema, meu livro “Crônicas de Ontem” está à venda no Bardallos, ao valor de R$ 50. Restam dois exemplares por lá.

Nara Costa exalta a música potiguar com o show “Balaio Nordestino”, no Teatro Alberto Maranhão

19/10/2026|

“BALAIO NORDESTINO” é o novo show de forró tradicional da cantora Nara Costa, que chega ao Teatro Alberto Maranhão no dia 22 de outubro, às 19h30, exaltando com orgulho a riqueza e a força da música potiguar! Em um espetáculo que é um verdadeiro tributo às nossas raízes, Nara homenageia mestres como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos, mas faz questão de celebrar o talento do Rio Grande do Norte, resgatando a obra de Elino Julião e dando voz a compositores potiguares com as canções do seu novo EP “Raízes”. Com 1h30 de duração (repleto de xote, baião e arrasta-pé) e classificação livre, a cantora sobe ao palco bem acompanhada por Reynaldo Junior, Stallone Terto, Darlan Marley, Ramon Gabriel, Nael Lima, Beth Milanez e Jacy Lobo, além de contar com a direção musical de Wallyson Santos, Sonorização Paulo Milton, Iluminação Ronaldo Costa e as participações especiais de Íris Lima e Os Chicos. Uma noite imperdível que celebra o nosso Património Cultural Imaterial do Brasil Serviço: Nara Costa – Balaio Nordestino Dia 22 de outubro, às 19h30, no Teatro Alberto Maranhão Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) Apoio: Grupo Leão & Vila e Sanvalle Panificadora Assessoria de Imprensa: Sollar Comunicação

Mostra Levante reúne as cantoras Ângela Castro, Cinthia e Simona Talma, nesta sexta

19/10/2026|

As cantoras e compositoras Ângela Castro, Cinthia e  Simona Talma, realizarão nesta sexta-feira (23), às 19h, no Espaço Cultural Ruy Pereira, mais uma apresentação da Mostra Levante.  A Mostra Levante é um projeto que reúne mulheres da música potiguar e nasce com a proposta de fortalecer a produção artística feminina, criando espaços para apresentação, lançamento e circulação de novos trabalhos. O projeto marca o lançamento coletivo das artistas Simona com o álbum “Forte Como o Fogo”, Ângela Castro com o single Brigadeiro Cafuné e Cinthia com o single Prejuízo.  A Mostra surgiu a partir da experiência de Simona Talma ao longo de mais de duas décadas de atuação na música e da percepção das dificuldades que ainda fazem parte do cotidiano de muitas mulheres que trabalham no setor. Para além da criação artística, questões como acesso a editais, produção, divulgação e circulação dos trabalhos também interferem diretamente na continuidade das carreiras. A proposta é justamente criar uma rede de apoio que vá além do palco, reunindo estrutura técnica e ações voltadas à divulgação e ao fortalecimento da trajetória dessas artistas.  A iniciativa também busca ampliar a discussão sobre a presença feminina na música e no mercado cultural. Entre as ações realizadas está...

Inibidores de opinião e estimulantes de reflexão para o mundo virtual

19/10/2026|

Desde que nos percebemos fazendo parte de uma engrenagem na qual somos uma peça única, não sabemos ao certo se escolhemos nascer. Ao menos, a grande maioria de nós atribui esse fato a um fato anterior entre duas pessoas as quais, na melhor das hipóteses, se amavam e desejavam esse outro ser (nós). Muito embora, já depois descobertos humanos e falhos, a gente perceba que nem sempre é assim que a coisa funciona. O roteiro tem lá seus imprevistos e improvisos. De lá para cá, somos responsáveis por nossas escolhas. Até mesmo aquelas que chegam como um vento forte, nos tomando o corpo por completo, nos forçando a fechar os olhos, estender os braços para a frente e sair tentando tocar o ar e se agarrar ao próximo segundo que trará a calmaria de volta. Escolher é principalmente viver. E viver é inevitavelmente saber que nem sempre conseguimos fazer as escolhas certas. Viver não é certo. Nem certeiro. De vez em quando a coisa sai de controle. Difícil não é escolher. Difícil é estar pronto para encarar os dois movimentos que emolduram a decisão. Antes da escolha, a angústia da dúvida, a busca por respostas, as conjecturas, os sonhos decifráveis,...

Premiado em Los Angeles, documentário do potiguar Joseh Garcia estreia no Brasil em outubro

16/10/2026|

Dirigido em parceria com Alan Baiss, “Who Do You Think You Are?” traz reflexões profundas com Patch Adams e inicia circuito nacional no dia 29/10. O público brasileiro está prestes a conferir um dos documentários mais impactantes do circuito independente atual. No dia 29 de outubro, estreia no Brasil o filme canadense Quem Você Pensa Que É?(Who Do You Think You Are?), codirigido pelos cineastas Alan Baiss e pelo potiguar radicado no Canadá, Joseh Garcia, também compositor da trilha sonora do filme. A obra chega ao país chancelada pelo prestigiado Awareness Film Festival em Los Angeles — festival dedicado a dar voz a produções que inspiram mudanças sociais e ecológicas —, onde foi consagrada com o prêmio mérito de conscientização. Além disso, o documentário também foi nomeado para melhor documentário pelo Montreal Independent Film Festival. O filme investiga as raízes mais profundas das crises sociais e ecológicas contemporâneas a partir de uma perspectiva espiritual. O filme convida à uma reflexão profunda e propõe que um dos maiores desafios da humanidade é não sabermos quem realmente somos. Um dos grandes trunfos da produção é o seu elenco de entrevistados de peso, que inclui o renomado médico, palhaço, e ativista Patch Adams, o autor do best-seller mundial Conversando com Deus, Neale Donald Walsch, e a...

Festival MADA reúne mais de 30 artistas em dois dias com diversidade de gêneros musicais em Natal

16/10/2026|

Do samba ao rap, reggae, pop, rock e música eletrônica, 28ª edição ocupa a Arena das Dunas nos dias 16 e 17 de outubro com encontros musicais e diferentes gerações da música brasileira. Natal, 14 de outubro de 2026 – O Festival MADA, Música Alimento da Alma, divulga a divisão das atrações por dia de sua 28ª edição, que acontece nos dias 16 e 17 de outubro, na Arena das Dunas, em Natal. A programação reúne artistas de diferentes gerações e estilos, do samba ao rap, passando pelo reggae, pop, rock, música eletrônica e sonoridades afro-brasileiras, com espaço para artistas potiguares e encontros especiais no palco. Na sexta-feira (16), o festival recebe no palco do gramado: Zeca Pagodinho, Marina Sena, Duquesa e Tribo de Jah, além de Karinah, convidada especial do show de Zeca Pagodinho. A noite também terá apresentações de Bia Soull; Soul Rebel, com participação de Núbia; e Célia Sampaio, que participa do show da Tribo de Jah. Completam a programação ainda neste dia Brime!!, Luiz Lins, RHR, Cabra Guaraná, Jader, RyanBnog, Metalluna, Leviathan e Belisa. No sábado (17), sobem ao palco Emicida, BaianaSystem e Gaby Amarantos, ao lado de Nanda Tsunami, Leoa, que convida Kaya Conky, Taj...

Bardallo’s celebra o legado da boate “Vice & Versa” que marcou os anos 80

16/10/2026|

Festa reúne DJs e performers para homenagear o espaço que foi referência na cena cultural da capital potiguar. Antes mesmo da diversidade se tornar uma pauta, a boate potiguar Vice-Versa já transformava a cena cultural potiguar acolhendo a comunidade LGBTQIAPN+ e apresentando uma programação multicultural em 1984. A festa “Uma Noite Vice & Versa” convida o público para um reencontro com essa atmosfera no próximo sábado, 17 de outubro, a partir das 21h, com entrada no valor de R$ 30.  Muito mais do que uma casa noturna, a Vice-Versa marcou época ao se consolidar como um espaço de convivência, liberdade e expressão artística. Localizada na Rua Vigário Bartolomeu, na Cidade Alta, a boate tornou-se, especialmente a partir de 1988, um dos principais pontos de encontro da cena alternativa de Natal, reunindo música, teatro, artes visuais e diversas manifestações culturais, além de promover importantes debates sobre prevenção ao HIV. Para o produtor cultural Lula Belmont, idealizador da casa, a festa *Uma Noite Vice & Versa* vem se consolidando como uma importante iniciativa de valorização da memória, da cultura e da história da comunidade LGBTQIAPN+ em Natal. “Celebrar nossas existências, nossos jeitos de amar e a força da nossa comunidade é também...

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