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PLURIBUS me enganou

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos

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“Terrivelmente evangélico”

Houve um tempo – faz tempo! – que “evangélico” significava “que traz a boa nova”. O tempo passou, surgiu uma tal “teologia da prosperidade”, e a “boa nova” rendeu-se (ou

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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oásis natural

Oásis Natural fica em 2º lugar do Nordeste no Prêmio iFood de Super Restaurantes 2026

Redação

Restaurante 100% plant-based de Ponta Negra, em Natal, foi reconhecido na categoria Culinária Revelação, anunciada durante o iFood Move, em São Paulo O Oásis Natural, restaurante especializado em alimentação saudável e 100% à base de plantas, conquistou o 2º lugar da região Nordeste na categoria Culinária Revelação do Prêmio iFood de Super Restaurantes 2026. O resultado foi anunciado durante o iFood Move, maior evento de delivery da América Latina, realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo. O Oásis Natural foi o único empreendimento do Rio Grande do Norte premiado nesta edição. Em sua terceira edição, o Prêmio iFood de Super Restaurantes reconhece estabelecimentos que se destacam pela qualidade do serviço de delivery e pela experiência do cliente, com base em avaliações, consistência operacional e volume de pedidos ao longo do último ano. A categoria Culinária Revelação reúne restaurantes de comida saudável/natural, italiana e padarias/cafés. À frente do Oásis Natural está Adriana Amorim, que fundou o restaurante em dezembro de 2023 e é conhecida no meio como Chef Adrih Amor. O Oásis é um restaurante vegano: prepara refeições frescas, feitas no dia, sem refinados, sem frituras, sem trigo, com folhagens colhidas no mesmo dia em hortas parceiras de Pium e sem nada de origem animal. “Ser o único restaurante do Rio Grande do Norte reconhecido neste prêmio mostra que dá para fazer comida saudável, ética e de origem local com o mesmo nível de excelência operacional que o mercado de delivery exige. É um reconhecimento pra toda a equipe do Oásis”, afirma Chef Adrih Amor. Sobre o Oásis Natural O Oásis Natural é um restaurante vegano, 100% plant-based, localizado em Ponta Negra, Natal/RN, que funciona de quinta a domingo com cardápio fixo diário. Fundado em dezembro de 2023 por Chef Adrih Amor, o restaurante tem como pilares a alimentação funcional, o uso de ingredientes locais e a colheita do mesmo dia em hortas parceiras de Pium. Contato Instagram: @oasisnatural.natal WhatsApp: (84) 99663-7635

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“Terrivelmente evangélico”

Edrisi Fernandes

Houve um tempo – faz tempo! – que “evangélico” significava “que traz a boa nova”. O tempo passou, surgiu uma tal “teologia da prosperidade”, e a “boa nova” rendeu-se (ou vendeu-se) ao “Mercado”, o grande deus que contraria o mandamento “Não terás [outro] deus diante de mim” (Êxodo 20:3). Recorde-se que a única ocasião bíblica na qual Jesus perdeu a paciência foi quando confrontou em Jerusalém os mercadores no Templo [Mateus 21:12-17, Marcos 11:15-19 e Lucas 19:45-48 situam esse evento na semana que antecede a crucificação; em João 2:13-17, a expulsão dos mercadores ocorre no início do ministério de Jesus, logo após o milagre no casório em Caná]. João descreve Jesus fazendo um chicote de cordas, expulsando os mercadores e seus animais, virando as mesas dos cambistas e derramando o dinheiro. Nos Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos, Lucas), Marcos e Lucas, para indicar uma ação reiterada ou vigorosa, empregam o tempo verbal imperfeito contínuo – Jesus entra em Jerusalém, vai ao Templo e “começa a expulsar” dali aqueles que ali negociavam; ele derruba as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas sacrificiais. Nos Sinópticos, Jesus evoca os profetas Isaías (56:7, “Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações”) e Jeremias (7:11, “Mas vocês a transformaram num ‘covil de ladrões’”), enfatizando seu ataque à corrupção e à deturpação do propósito do Templo (Jeremias 7:11 diz: “É pois esta casa, que se chama pelo meu nome, um covil de ladrões aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o Senhor”). Séculos se passaram. Ensinamentos de Jesus foram (e seguem sendo) deturpados e mercantilizados, e em Belo Horizonte (o nome parece bíblico), em 2004, Henrique Vorcaro, filho-herdeiro do pastor Serafim Vorcaro, acolhe o filho-herdeiro Daniel Vorcaro na incorporadora Mercatto (em italiano, “Mercado”) e noutros negócios da família. Jesus serenou procelas e andou sobre as águas no Mar da Galiléia; os Vorcaro criaram um maremoto a partir da congregação batista Lagoinha (“megaigreja evangélica neocarismática”, conforme a Wikipedia), para a qual Daniel Vorcaro já chegou a apresentar um programa na Rede Super (canal de TV ligado à igreja). O pastor-empresário Fabiano Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do mafioso ex-banqueiro Daniel Vorcaro, e líder religioso da Igreja Batista da Lagoinha no bairro Belvedere, BH, entregou-se às autoridades policiais em São Paulo em 04/03/26, após ter a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal. Tudo isso me faz...

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Milena Azevedo é homenageada em Congresso Nordestino de Quadrinhos

Sérgio Vilar

Encerra hoje, na UFRN, a primeira edição do Congresso Nordestino de Estudos Discursivos sobre Quadrinhos (1º CONEDQ), promovido pelo Departamento de Letras. E achei um gesto de justo registro por este blog. Dois, na verdade: o primeiro foi uma homenagem à trajetória de 21 anos na trincheira das Histórias em Quadrinhos empreendida por Milena Azevedo, e a segunda foi criar um prêmio com o meu nome. Milena é colunista deste blog e, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do RN nesta seara. E, ela foi ainda homenageada por tabela, pois o primeiro quadrinista a receber a Homenagem Milena Azevedo foi o grande amigo, colega e parceiro de tantos projetos, o quadrinista, artista plástico e inventor/designer de produtos, Wanderline Freitas. Parabéns, Milena!

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Quixote no RN: Exposição coletiva no Bar do Pedrinho traz os “Dons” Quixotes sob visão potiguar

Redação

Um dos mais tradicionais points culturais e boêmios da Cidade Alta, o Bar do Pedrinho fará a vernissagem da exposição “Os Dons”, com telas de Assis Marinho, Fábio Eduardo, Francisco Eduardo, Renata Lisieux, Lavosier Cunha, Túlio Ratto, Valderedo, e Verônica Maria. Será neste sábado, a partir das 12h. Quem fala sobre o assunto é o colecionador de arte Manoel Onofre Neto. Por Manoel Onofre Neto Quixote nas paragens potiguares E se Dom Quixote, em vez de atravessar os campos de La Mancha, tivesse tomado o rumo do Rio Grande do Norte? Talvez encontrasse nos sertões, nas praias, nos ventos, nas cidades e personagens potiguares matéria suficiente para alimentar suas aventuras. E, chegando a Natal, não seria improvável que terminasse sua jornada no Bar do Pedrinho, em pleno coração boêmio da cidade. É desse encontro imaginário que nascem Os “Dons” do Bar do Pedrinho. Aqui, o cavaleiro de Cervantes deixa de pertencer apenas à literatura universal para ganhar sotaque, paisagem e espírito potiguares. Moinhos, cavalos, lanças e delírios atravessam um território reconhecível, transformados pelo olhar de artistas que frequentam, convivem ou dialogam com esse universo tão particular. O título guarda ainda um divertido duplo sentido. Estes são os “Dons” que cada artista inventa, mas são também os “Dons” do Bar do Pedrinho: criadores que fazem da arte exercício de liberdade, imaginação, humor e resistência. Assis Marinho, Fábio Eduardo, Francisco Eduardo, Lavoisier Cunha, Renata Lisieux, Túlio Ratto, Valderedo e Verônica Maria constroem, cada qual à sua maneira, novos capítulos dessa improvável travessia quixotesca. No entorno do Beco da Lama, onde a cidade histórica encontra a boemia e a cultura pulsa fora dos circuitos convencionais, Quixote parece estar em casa. Afinal, há algo profundamente quixotesco em continuar acreditando na arte, em defender seus espaços e em transformar, pela imaginação, a realidade que nos cerca. Manoel Onofre NetoProcurador de Justiça, Curador e Colecionador de Arte.

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“Terrivelmente evangélico”

17/09/2026|

Houve um tempo – faz tempo! – que “evangélico” significava “que traz a boa nova”. O tempo passou, surgiu uma tal “teologia da prosperidade”, e a “boa nova” rendeu-se (ou vendeu-se) ao “Mercado”, o grande deus que contraria o mandamento “Não terás [outro] deus diante de mim” (Êxodo 20:3). Recorde-se que a única ocasião bíblica na qual Jesus perdeu a paciência foi quando confrontou em Jerusalém os mercadores no Templo [Mateus 21:12-17, Marcos 11:15-19 e Lucas 19:45-48 situam esse evento na semana que antecede a crucificação; em João 2:13-17, a expulsão dos mercadores ocorre no início do ministério de Jesus, logo após o milagre no casório em Caná]. João descreve Jesus fazendo um chicote de cordas, expulsando os mercadores e seus animais, virando as mesas dos cambistas e derramando o dinheiro. Nos Evangelhos sinópticos (Mateus, Marcos, Lucas), Marcos e Lucas, para indicar uma ação reiterada ou vigorosa, empregam o tempo verbal imperfeito contínuo – Jesus entra em Jerusalém, vai ao Templo e “começa a expulsar” dali aqueles que ali negociavam; ele derruba as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas sacrificiais. Nos Sinópticos, Jesus evoca os profetas Isaías (56:7, “Minha casa será chamada casa de oração para...

17/09/2026|

Encerra hoje, na UFRN, a primeira edição do Congresso Nordestino de Estudos Discursivos sobre Quadrinhos (1º CONEDQ), promovido pelo Departamento de Letras. E achei um gesto de justo registro por este blog. Dois, na verdade: o primeiro foi uma homenagem à trajetória de 21 anos na trincheira das Histórias em Quadrinhos empreendida por Milena Azevedo, e a segunda foi criar um prêmio com o meu nome. Milena é colunista deste blog e, sem dúvida, um dos nomes mais importantes do RN nesta seara. E, ela foi ainda homenageada por tabela, pois o primeiro quadrinista a receber a Homenagem Milena Azevedo foi o grande amigo, colega e parceiro de tantos projetos, o quadrinista, artista plástico e inventor/designer de produtos, Wanderline Freitas. Parabéns, Milena!

Quixote no RN: Exposição coletiva no Bar do Pedrinho traz os “Dons” Quixotes sob visão potiguar

16/09/2026|

Um dos mais tradicionais points culturais e boêmios da Cidade Alta, o Bar do Pedrinho fará a vernissagem da exposição “Os Dons”, com telas de Assis Marinho, Fábio Eduardo, Francisco Eduardo, Renata Lisieux, Lavosier Cunha, Túlio Ratto, Valderedo, e Verônica Maria. Será neste sábado, a partir das 12h. Quem fala sobre o assunto é o colecionador de arte Manoel Onofre Neto. Por Manoel Onofre Neto Quixote nas paragens potiguares E se Dom Quixote, em vez de atravessar os campos de La Mancha, tivesse tomado o rumo do Rio Grande do Norte? Talvez encontrasse nos sertões, nas praias, nos ventos, nas cidades e personagens potiguares matéria suficiente para alimentar suas aventuras. E, chegando a Natal, não seria improvável que terminasse sua jornada no Bar do Pedrinho, em pleno coração boêmio da cidade. É desse encontro imaginário que nascem Os “Dons” do Bar do Pedrinho. Aqui, o cavaleiro de Cervantes deixa de pertencer apenas à literatura universal para ganhar sotaque, paisagem e espírito potiguares. Moinhos, cavalos, lanças e delírios atravessam um território reconhecível, transformados pelo olhar de artistas que frequentam, convivem ou dialogam com esse universo tão particular. O título guarda ainda um divertido duplo sentido. Estes são os “Dons” que cada...

duSouto celebra 20 anos do álbum de estreia com festa especial na Rua Chile neste sábado

16/09/2026|

A celebração dos 20 anos do álbum “duSouto” acontece neste sábado (19), em frente ao Clube Frisson, com show especial da banda, participações de Taj Ma House, LEOA, Pretta e MC Priguissa, que também fará um pocket show, e os DJs Samir e Gabriel Souto, que assumem a pick-up na programação da festa. O local do show faz parte da história da banda: a Rua Chile, na Ribeira. E a festa será a céu aberto, em frente ao Clube Frisson, reunindo música, memória e diferentes gerações da cena potiguar. A escolha da Rua Chile para receber a celebração não é por acaso. A Ribeira é um território historicamente ligado à vida cultural e noturna de Natal, e a rua faz parte da trajetória do duSouto. Levar a festa para esse espaço reforça a relação da banda com a cidade onde sua história começou e transforma a comemoração dos 20 anos em um encontro com o público em um lugar carregado de memória cultural. O principal momento da noite será o show especial “duSouto 20 anos”, que revisita o repertório do álbum de estreia da banda, lançado pelo selo Nikita Music. O disco apresentou uma sonoridade que misturava música eletrônica, reggae,...

Filme brasileiro indicado ao Oscar na tarde de hoje tem roteiro de aluno egresso da UERN

16/09/2026|

O filme “Feito Pipa” foi escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação a Melhor Filme Internacional no Oscar 2027. A informação foi divulgada no início da tarde de hoje pela Academia Brasileira de Cinema e conta com o talento fundamental de um ex-aluno da UERN. O drama é dirigido por Allan Deberton e escrito por André Araújo, em parceria com Deberton. O roteiro é inspirado nas memórias de infância de ambos quando eram crianças em Russas, interior do Ceará. Anos depois, André se formou em Comunicação Social pela UERN, em Mossoró. A trama do filme acompanha Gugu, um menino de quase 12 anos que vive no sertão do Ceará com a avó Dilma. Apaixonado por futebol, maquiagem e dança, ele é criado de forma livre e afetuosa pela avó, mas enfrenta a rejeição do pai, Batista, interpretado por Lázaro Ramos. O roteiro foi idealizado por André em 2019 e desenvolvido no Laboratório de Cinema da Escola Porto Iracema das Artes, em Fortaleza. Foram cinco anos até a fase de filmagem. Sob a direção do também cearense Allan Deberton, o filme foi gravado em 2024 na paisagem de Quixadá, Ceará. O longa foi escolhido entre seis finalistas. Também...

Hesha Roberto lança videoclipe de “Entre Os Homens” com exibição e noite cultural no Bardallo’s

15/09/2026|

O cantor, compositor e produtor musical natalense Hesha Roberto estreia, no tradicional polo de resistência cultural Bardallo’s Comida & Arte (Cidade Alta), o videoclipe oficial de “Entre Os Homens”. O evento marca a apresentação audiovisual do universo estético de Andrômeda, seu terceiro álbum autoral de estúdio. Com trajetória iniciada ainda na adolescência, Hesha produziu vídeos independentes como A Isca e Bitch Boy, este último premiado no festival Urbano Cine, Hesha atua como vocalista e produtor musical desde 2009. Sua discografia inclui os álbuns Degenerado (2011) e Festim (2021), além do videoclipe de Serpente, que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Hangar de Música em 2022.  O Clipe Longe do formato audiovisual tradicional de faixa única, o videoclipe foi concebido como um medley que costura as músicas mais físicas e sensoriais de Andrômeda: “Até Falhar”, a faixa-título do clipe “Entre Os Homens” e “Deixa…”. O clipe traduz em imagens a urgência dos corpos se movimentarem e a cumplicidade de encontros sem amarras. Com pulsação direta e hipnótica do eletrofunk da faixa título, a produção constrói um paradoxo entre violência e cuidado mútuo, transformando o “segredo entre os homens” em uma metáfora crua sobre vulnerabilidade, resiliência e pactos masculinos. O Álbum: O...

Rompendo com o copia e cola: Emanuismo estreia como rapper em novo álbum

15/09/2026|

Nenel se volta para dentro e lança disco de rap orgânico, gravado ao vivo com músicos de sólida experiência na música potiguar. Pré-save já disponível. Depois de oito anos atuando intensamente no audiovisual independente do Rio Grande do Norte, dirigindo e captando videoclipes de diversos músicos em Natal e na Região Metropolitana, Emanuismo (ou Nenel, para os íntimos e nem tão íntimos) aponta as câmeras para si mesmo. Na quarta-feira (16), o artista lança Manual de Como Perder Amigos, sua estreia como rapper, cantor e compositor. O disco reúne retratos da vida urbana e da intimidade de Emanuismo que assina a fatura lírica do trabalho, com o apoio de uma banda formada por nomes de peso da música potiguar. Pré-save disponível: o álbum já pode ser salvo antecipadamente em todas as plataformas de streaming pelo link [https://ditto.fm/manual-de-como-perder-amigos]. Nenel vive o ambiente da música e circula pela cena rapper de Natal há bastante tempo. Aos 16 anos, quando se mudou da capital para Parnamirim, encontrou nas batalhas de rima uma segunda escola e fincou raízes no polo cultural do hip-hop local, construindo conexões que atravessam sua trajetória até hoje. É desse percurso, entre beats e a repetição de samples, que seu...

Festa “Uma Noite Vice & Versa” volta ao Bardallo’s e celebra legado da boate que fez história nos anos 80

15/09/2026|

Festa reúne DJs e artistas para homenagear o espaço que foi referência na cena cultural, na diversidade e na vida noturna da capital potiguar. A memória de um dos espaços mais emblemáticos da vida cultural e noturna de Natal volta a ser celebrada no próximo dia 19 de setembro. A festa Uma Noite Vice & Versa convida o público para um reencontro com a atmosfera da lendária Boate Vice-Versa, criada por Lula Belmont em 1984, no Centro Histórico da capital potiguar. Muito mais do que uma casa noturna, a Vice-Versa marcou época ao se tornar um espaço de convivência, liberdade e expressão artística. Instalada na Rua Vigário Bartolomeu, na Cidade Alta, a boate consolidou-se, especialmente a partir de 1988, como um dos principais pontos de encontro da cena alternativa de Natal, reunindo música, teatro, artes visuais e manifestações culturais diversas. Durante seus oito anos de funcionamento, entre 1984 e 1992, promoveu festivais de rock, concursos como Mister Vice-Versa e Mais Bela Gay, além de abrir espaço para exposições, espetáculos teatrais e importantes debates sobre diversidade e prevenção ao HIV, tornando-se um símbolo de acolhimento, respeito e resistência. Para o produtor cultural Lula Belmont, idealizador da casa, a festa retorna para...

marize castro

14/09/2026|

A poeta e jornalista Marize Castro lança, no dia 18 de setembro, das 17h às 20h, na Pinacoteca Potiguar, em Natal, O salão de Alice B. Toklas, publicado pela Una. A obra reúne vozes de escritoras de diferentes épocas, países e tradições literárias em uma construção que desloca hierarquias e propõe uma leitura da história da literatura a partir das margens. No livro, Marize Castro assume a voz de Alice B. Toklas, companheira de Gertrude Stein e presença fundamental no célebre salão da Rue de Fleurus, em Paris. Ao colocá-la no centro da narrativa, a autora inverte uma posição historicamente secundária e transforma Alice em observadora, anfitriã e guardiã das mulheres que atravessam o salão. “A estrutura é simples: mulheres entram. Dizem. Partem.” O movimento, entretanto, constrói aquilo que a própria autora chama de uma “dramaturgia da memória”. Safo, Emily Dickinson, Virginia Woolf, Anna Akhmátova, Gabriela Mistral, H.D., Mina Loy, Sophia de Mello Breyner Andresen, Gilka Machado, Louise Glück, Ana Cristina Cesar e Alejandra Pizarnik estão entre as muitas mulheres que atravessam o salão. Entre as potiguares, aparecem Nísia Floresta, Auta de Souza, Myriam Coeli e Zila Mamede, aproximando a memória literária do Rio Grande do Norte de uma constelação...

Filme do Rio Grande do Norte é premiado no FAM 30 anos

14/09/2026|

Uma noite de emoção, homenagens e celebração do cinema marcou a cerimônia de encerramento do 30º Festival Internacional de Cinema Florianópolis Audiovisual Mercosul – FAM 2026, realizada na última semana, em Florianópolis. O encerramento da edição comemorativa de 30 anos do festival também revelou os vencedores das principais categorias da competição, que receberam o Troféu Panvision e prêmios de empresas apoiadoras. Um filme do Rio Grande do Norte, em coprodução com Espírito Santo, foi premiado com duas menções honrosas.  Presente na Mostra Infantojuvenil, Nosso Tempero, de alunos e alunas da Escola Municipal João Victor, Equipe Animazul, recebeu do Júri Oficial da mostra e do Júri Especial do Prêmio Recam, menção honrosa. Na animação, em um pequeno povoado dominado pelo caju, no interior do Rio Grande do Norte, uma menina nascida e criada ali confessa que detesta o fruto. O filme foi realizado a partir de oficina de cinema do Projeto Animação (IMA). A edição especial do FAM 30 anos chegou ao fim após sete dias de programação, reunindo mais de  5 mil pessoas, 200 horas de atividades, 20 sessões de cinema, participação de mais de 50 filmes, representantes de 16 países, sete mostras competitivas e produções convidadas. A programação inclui...

14/09/2026|

Após apresentações no Teatro Alberto Maranhão, o grupo Netinho de Adelaide e os Inimigos do 8/1 levará a aula-espetáculo “Memória, Educação e Canções de Resistência pela Democracia” ao Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró. O repertório traz canções que criticaram o estado autoritário e sofreram, de alguma forma, com as arbitrariedades da censura. A partir da contextualização dessas produções musico-poéticas serão abertas frentes de discussão sobre a repressão, torturas, prisão, exílio e morte ou desaparecimento de homens e mulheres que resistiam e combatiam a ditadura. No repertório, Tom Zé, MPB4, Secos e Molhados, Chico Buarque, Belchior, Almir Sater, Dorival Caymmi, Gato Lúdico, Gonzaguinha, Erasmo Carlos e outros. A aula-espetáculo ocorre nesta terça (15), tem acesso livre e se inicia às 14h30.

Grupo Teart celebra 20 anos com nova sede em Natal

14/09/2026|

O Grupo Teart, que completa 20 anos de atuação e inaugura no próximo 19 de setembro sua nova casa.A inauguração acontece a partir das 12h, com uma Feijoada de Inauguração e programação cultural, reunindo música, teatro, contação de histórias, exposição, pintura facial, cinema e outras atrações. O novo espaço será dedicado a aulas, oficinas, ensaios, apresentações e encontros culturais, fortalecendo a formação artística e a produção cultural em Natal. A nova sede representa também um momento de reconstrução do grupo após perdas materiais provocadas por um furto ocorrido em uma antiga sede na Ribeira. O Espaço Cultural Teart conta ainda com a parceria do Imperiartt Estúdios, com estúdio de fotografia, filmagem, gravação e produção audiovisual, além de ser responsável pela identidade visual do Teart. “Essa nova sede representa muito mais do que um espaço físico. É a possibilidade de reconstruir, reunir pessoas, criar, ensinar e continuar fazendo teatro. Queremos que o Espaço Teart seja uma casa aberta para a arte e para a comunidade”, destaca Bárbara Cristina, atriz, diretora, professora de Artes, produtora cultural e presidente do Grupo Teart. Estamos preparando a inauguração do Espaço TEART e contamos com a colaboração de vocês!Teremos nossa Feijoada de Inauguração, com kits a...

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