Eustachio é uma figura curiosa por si só. Mas sua trajetória rende mesmo um livro, que será lançado em 26 de agosto, no Temis Clube Balcão Bar (sede do América). E na obra, Eustachio conta a história do “conjunto” Os Vândalos, um dos grupos pioneiros da história do rock potiguar. E acreditem, é uma história curiosíssima de um tempo em que Natal era conhecida como Londres nordestina. Alguma coisa dessa história eu escrevi em uma matéria bacana, modéstia a parte, que você pode conferir AQUI. E para mais, confira abaixo a apresentação do livro, pelas letras de Lóla, músico, irmão de Eustachio e um dos membros d’os Vândalos. Por Luiz Galdino dos Santos Lima (Lóla) Por volta do ano 2000, Eustachio dos Santos Lima Filho, então com pouco mais de cinquenta anos de idade, teve a ideia de escrever um livro sobre a história d’Os Vândalos, a banda de rock que ele fundou, juntamente com Afonso (Fon) dos Santos Lima e João Bruno Pereira Correa, na segunda metade dos anos 1960, quando eles eram estudantes do ensino médio no Ginásio 7 de Setembro, em Natal. Era o auge da Beatlemania no mundo e da Jovem Guarda no Brasil. O texto de Eustachio, escrito num estilo em torno à prosa poética, narra a experiência da banda, bem como a do jovem adolescente de classe média em Natal naquela época. Além da narrativa central de Eustachio, o livro intercala outros textos de variadas extensões de outros integrantes da banda e também de alguns amigos que estiveram próximos ao grupo durante o período (1966-1971) em que o “conjunto” esteve em atividade. Antes de mais nada, é importante ressaltar que Os Vândalos não chegaram a superar a primeira fase de, digamos, um “projeto artístico-musical” propriamente entendido, ou seja, não chegaram a criar um repertório de composições originais ou mesmo arranjos próprios para as músicas que executavam. Com o final dos anos da escola do ensino médio, correspondendo ao final da adolescência, ante a necessidade de uma tomada de decisão quanto a uma profissão, um curso universitário a seguir, a música passou para um plano secundário e a banda praticamente se dissolveu. Dois dos que participaram daquela experiência juvenil, todavia, acabariam por continuar na música como atividade profissional: o guitarrista Prêntice Bulhões (integrante do grupo por um curto período em 1968) e eu, que escrevo estas linhas, irmão mais novo de Eustachio e Fon, e...
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