Ele tinha apenas 11 anos quando ouviu a música Asa Branca pela primeira vez, cantada por Luiz Gonzaga em um showmício que se realizava em Mossoró. Em 1977, com apenas 16 anos foi morar no Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa ele começou a cantar no calçadão de Copacabana e, aos poucos, se destacou por seu carisma e sua musicalidade, conquistando turistas e cariocas. No calçadão ele conheceu muita gente, inclusive pessoas influentes do meio musical. Do seu pai que, além de radialista era poeta, repentista e cordelista, ele herdou um profundo desejo pela cultura nordestina, tornando-se um apaixonado pela obra dos repentistas, emboladores de coco, violeiros e cordelistas, figuras que sempre estiveram presentes na sua vida. Desde sua infância, ele foi como uma espécie de pesquisador precoce e ouvia tudo o que estivesse ao seu alcance, desde Jackson do Pandeiro, passando por Bob Dylan, Charles Aznavour e outros nomes da música internacional; posteriormente passou a admirar nomes da MPB, como Fagner, Raul Seixas e Ednardo. Com esforço, competência, talento e determinação, adotou o nome artístico de Marcus Lucenna e, com o passar do tempo, foi ganhando espaço e conquistando um público cada vez maior. No Rio de Janeiro, ele sempre foi um defensor ferrenho da Feira de São Cristóvão e dos interesses dos feirantes, o que lhe rendeu em 2009, durante o primeiro mandato de Eduardo Paes, o convite para se tornar o administrador da feira, cargo que ocupou até 2013. Ao longo da sua trajetória, o mossoroense acumulou na carreira diversas parcerias importantes como Luiz Vieira, Mirabô, Capinam, Mario Lago Filho, Vicente Telles, Zé Lima – também mossoroense – e Zé do Norte. Ingressou no rádio, onde dirigiu e apresentou os primeiros programas de Forró em horário nobre no Rio, em emissoras como Imprensa FM e Tropical FM. Também esteve à frente dos programas “Nação Nordeste”, na Rádio Viva Rio (do Sistema Globo) e “Marcus Lucenna – a Voz do Povo”, na Rádio Carioca AM. Na TV, dirigiu, produziu e apresentou “Marcus Lucenna De Repente”, programa da NGT. Assinou a coluna “Canto do Povo Nordestino”, do jornal o Povo do Rio e fundou o jornal Nação Nordeste. Também participou como entrevistado e artista convidado em importantes programas de TV, entre os quais Jô Soares e Domingão do Faustão. Marcus Lucenna ocupou por seis anos o cargo de gestor do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, (a feira...
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