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Dona Francisca e o poder da palavra

Por Andréia Braz Esperar ônibus pode ser algo entediante em certas ocasiões. Não quando se encontra alguém interessante para uma boa conversa. E foi exatamente isso que aconteceu hoje de

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longes da infância

Nos longes da infância

Da minha vida qual o fato mais remoto que me ficou na memória?… Uma imagem esgarçada surge lá nos confins do tempo: vejo-me, menino novo, deitado em uma rede quase

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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2º Baile do Txio Paulinho será neste sábado na Cidade Alta

07/10/2023|

Em junho deste ano, a música potiguar ficava órfã de um dos seus grandes artistas, Paulo Souto – o Txio Paulinho, como ficou mais conhecido o instrumentista, cantor, compositor e produtor musical, fundador do grupo DuSouto, ao lado de Gabriel Souto e Gustavo Lamartine, e baixista da icônica banda de rock natalense General Junkie. Para celebrar sua memória e a força de sua música, será realizado neste sábado, dia 7, das 17h às 23h, o II Baile do Txio Paulinho, no Espaço Cultural Ruy Pereira – Zé Reeira, na av. Rio Branco, 726, Cidade Alta. Para interpretar as canções e sucessos de Txio Paulinho, com o DuSouto e de sua carreira solo, foi formada a Banda do Txio Paulinho, com Opa Bruno no vocal, Zé Caxangá na guitarra e DJ Samir nas picapes – que receberão como convidados os grupos Skarimbó  e Rosas na Cartola, em uma grande homenagem. O II Baile do Txio Paulinho é uma realização dos produtores culturais Jana Paiva, Diogo Bernardo e Sarita Monthiel, companheira de vida e viúva de Paulo. A ideia é relembrar vários momentos de sua carreira, a força de sua energia criativa e seu protagonismo musical na cena natalense. O acesso aos shows é gratuito. O Espaço Cultural Ruy Pereira fica ao lado do IFRN da Cidade Alta. Paulo Souto fez...

5ª Feira Multicultural no Mercado de Petrópolis chega é neste sábado

07/10/2023|

O Mercado de Petrópolis, um dos locais mais tradicionais de Natal, terá uma programação especial neste fim de semana. O Projeto “Sábado no Mercado” chega em sua 5ª edição no próximo sábado (7), sendo mais uma opção de lazer para os natalenses e turistas. O evento é aberto ao público e acontece das 10h às 16h. Fruto de uma parceria entre os sebos de livros Gajeiro Curió, Cata Livros e Sunrise Discos, o projeto reunirá leitura, artesanato, gastronomia, galeria de artes, ateliês e audiovisual. Além disso, diversos serviços também estarão disponíveis, como barbearia, floricultura e antiquários. Também como destaques da programação, acontecerá uma exposição do artista plástico Avelino Pinheiro, durante todo o dia, e uma apresentação da Banda Anos 60, com o músico Reinaldo Azevedo, partir das 13h. Esta edição conta com a parceria da Livraria Cooperativa Cultural. Para o livreiro Oreny Júnior, proprietário do Sebo Literário Gajeiro Curió, o principal objetivo do evento é atrair o público e dar visibilidade para um dos mercados mais antigos e conhecidos da cidade do Natal. “A última edição da feira aconteceu no mês de agosto e foi um verdadeiro sucesso, com centenas de pessoas marcando presença no local. O principal intuito é...

Inscrições prorrogadas para 5º Concurso de Música do Festival Histórico de Natal

06/10/2023|

As inscrições do 5º Concurso de Música a Cidade do Natal, que integra a programação do Festival Histórico de Natal, foram prorrogadas. Podem participar compositores residentes no Rio Grande do Norte que tenham interesse em compor e interpretar temas em homenagem ao Centro Histórico e às referências culturais da capital potiguar. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia 16 de outubro enviando um e-mail para co***********************@***il.com com os seguintes dados: título da obra, autor(es), letra da composição, gravação em formato MP3, endereço e telefone para contato. Confira o edital AQUI. O concurso que busca promover compositores e artistas locais faz parte do projeto Cantando a História, com produção artística de Marcelo Veni. Os 12 finalistas participarão com suas composições no CD Cantando a História. Os três primeiros colocados recebem premiação em dinheiro: R$ 2,5 mil para o 1º lugar; R$ 1,5 mil para o 2º lugar; R$ 1 mil para o 3º lugar. O intérprete destaque ganha R$ 2 mil. “O Concurso de Música do Natal já deixou 36 composições de legado para a nossa cidade, prova do talento dos nossos artistas. Essa quinta edição vem para contribuir ainda mais no nosso cenário musical”, disse Jarbas Filho, idealizador...

Encontro dos ex-alunos do IFRN, CEFET, ETFRN e Escolas Industriais ocorre neste sábado

06/10/2023|

Após uma lacuna de três anos, imposta pela pandemia de covid-19 e suas consequências, a Associação dos Ex-alunos das Escolas Federais Industriais e Técnicas do Rio Grande do Norte – ASSEFIT/RN – realiza, neste sábado, o XV Encontro dos Ex-alunos IFRN, CEFET, ETFRN e Escolas Industriais. Uma festa para rever amigos, professores e funcionários que ajudaram a construir histórias e memórias. Momento de confraternização, afetividade e muita emoção; tudo isso para manter viva, na mente e no coração, a lembrança da ‘ESCOLA’ que foi (e sempre será) tão importante para cada um dos seus ex-alunos. A associação está preparando um grande reencontro, temperado com uma saudade que já não cabe mais no peito. E para embalar essa festa tão especial, o samba do grupo Rosas na Cartola, o agito de Sueldo Soaress e o rock sensacional da banda Uskaravelho. O evento contará ainda com uma feira de empreendedorismo e negócios, com stands de ex-alunos e parceiros. O Encontro tem o patrocínio da FUNCERN (Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte); CRT/RN (Conselho Regional dos Técnicos Industriais do Rio Grande do Norte); SINDIPETRO/RN (Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte) e...

Segunda edição do Samba no Solar apresenta show de Valéria Oliveira e convidados

06/10/2023|

O evento Samba no Solar, realizado pelo projeto Solar Bela Vista Cultura, no Centro Histórico de Natal, está de volta. Dessa vez, com a roda de samba “Cores do Nosso Samba” com a cantora Valéria Oliveira. O evento acontece no domingo, dia 15 de outubro, a partir das 16h. A entrada é 1kg de alimento. A festa é promovida pelo Serviço Social da Indústria no Rio Grande do Norte (SESI-RN) – entidade do Sistema FIERN. No repertório do show de Valéria Oliveira & banda, o público vai poder ouvir e cantar junto obras de grandes compositores, passeando pelo samba em suas diversas vertentes, afoxés, ijexás e chorinho. Tudo isso costurado por canções autorais de Valéria e parceiros. Para o show no Solar Bela Vista, a cantora contará com as participações especiais de Dani Cruz e de seu parceiro de roda, Kelliney Silva. O show “Cores do Nosso Samba” tem direção musical de Raphael Almeida (cavaco); e a banda que acompanha Valéria Oliveira reúne o multiinstrumentista Jubileu Filho (7 cordas e vocal), Jane Eyre (sax e flauta), Aluízio Pizão (percussão), Ninho Brasil (percussão) e Kelliney Silva (percussão e vocal). O evento terá cunho solidário, com entrada simbólica: a doação de 1...

Cantora potiguar é indicada ao Prêmio Multishow

05/10/2023|

A cantora potiguar Tanda Macêdo foi indicada para representar o Rio Grande do Norte no Prêmio Multishow 2023, com a canção “Nossa rotina”. Ela participa da categoria Brasil, uma das novidades da premiação, com um representante de cada estado brasileiro. A música “Nossa rotina” foi lançada por Tanda e o artista cearense Waldonys em junho como single, acompanhada de um clipe (assista aqui). A composição da canção é assinada por Daniel Pina, da Paraíba. Na primeira fase de votação do prêmio, foram indicadas livremente as músicas que estão se destacando em cada estado do país. Desta etapa, saíram as 27 mais citadas – uma por estado – e agora o público deve votar para ajudar a reconhecer, impulsionar e apoiar artistas que merecem destaque nacional. As músicas mais votadas por região irão para a próxima e última etapa, na qual cinco finalistas concorrerão ao troféu do Prêmio Multishow 2023. Os nomes serão revelados no dia 15 de outubro e os vencedores também serão escolhidos por voto popular. O público pode votar em Tanda Macêdo através do link: https://gshow.globo.com/multishow/premio-multishow/2023/noticia/votacao-premio-multishow-vote-nos-indicados-da-categoria-brasil.ghtml Para Tanda, a indicação por si só já é um prêmio. “Fui surpreendida com essa indicação, pois nunca imaginei concorrer a algo...

Rondônia: uma gente em busca de sua identidade

05/10/2023|

Se a primeira impressão é a que fica, certamente não vou morrer de amores pela capital de Rondônia. Ainda há pouco, dei um giro no centro da cidade e nada encontrei que me despertasse interesse. Surpreendido pela chuva, demorei-me sob uma marquise a remoer minha decepção. É claro que eu não alimentava grande expectativa, mas nunca pensei que essa cidade fosse tão sem graça. Que me perdoem os porto-velhenses. Com certeza, eles têm motivos para amar sua terra. Talvez até vejam beleza nela. “Quem ama o feio, bonito lhe parece” – diz a sabedoria popular. Mas devo convir que estou sendo um tanto ranzinza. Afinal, beleza é fundamental – concordo, Vinícius de Morais –, mas não é tudo. UM PARALELO INEVITÁVEL Comparo Porto Velho com Rio Branco, onde estive no mês passado. A comparação tem razão de ser. Trata-se de cidades de porte médio, situadas na Amazônia, e capitais de Estados vizinhos, antigos territórios federais. Do ponto de vista cultural e turístico, Rio Branco leva a melhor, sem dúvida alguma. Cabe a Porto Velho a supremacia econômico-financeira, a qual evidencia-se no seu comércio, por exemplo, bem mais movimentado e com melhores opções de consumo. Falta dizer que ambas as cidades...

podcasts

05/10/2023|

Os estúdios Showtime, capitaneado pelo vídeo maker e fotógrafo Henrique Concentino e pelo empresário e produtor Gladstone Cardoso Filho, o Cardozinho, tem concentrado uma série de podcasts de variados temas e tem agenda aberta para a novos projetos que queiram gravar seus podcasts, cursos on-line, lives e transmissões ao vivo de eventos. O nosso Papo Galado é o mais novo projeto deles, com seis episódios gravados (confira AQUI). E outros dois destaques são o You Podcast e o Ressaca Nerd. Vamos falar sobre cada um deles. Papo Galado O Papo Galado é um podcast semanal, uma extensão do blog Papo Cultura e do trabalho realizado por este editor que vos escreve. Uma alternativa audiovisual para levar informação e se inserir nos novos formatos midiáticos. Iniciamos em um estúdio amador e a partir do terceiro episódio passamos a gravar no Showtime Estúdios, com mais qualidade de áudio e imagem. A temática se insere tão somente no conceito “assunto ou pessoa interessante”. E assim o podcast já entrevistou o dono do Senzala, o mais luxuoso cabaré do Estado potiguar, Amy Trajano (clique AQUI); um dos mais influentes nomes da música potiguar nas últimas décadas, o produtor Anderson Foca (AQUI); um tema curiosíssimo...

coqui estúdio

04/10/2023|

Natal ganhou um novo projeto que agrega imensa potência ao desenvolvimento artístico dos adoradores da arte. Idealizado por Pedro Balduino e Beatriz Ferrario, artistas plásticos e produtores culturais, o Croqui Estúdio se apresenta como um estúdio de arte contemporânea com ampla programação para o cenário cultural da cidade. O projeto é motivado pelo desejo comum à dupla que o idealiza: uma possibilidade para pensar as artes visuais como incentivadoras de experiências integradas em lazer, entretenimento e conhecimento. Um dos idealizadores do projeto, o artista plástico e escritor Pedro Balduino, é figura conhecida em Natal, promovendo e realizando projetos culturais, lançamentos de livros, exposições de artes e outros eventos artísticos na cidade há mais de dez anos. “Minha experiência trabalhando com eventos artísticos mostrou que, dentre várias carências, existe uma mais latente em atividades fundamentadas em arte-educação na cidade. O nicho das artes plásticas, da literatura e do cinema é logicamente concentrado entre os próprios artistas e produtores culturais que se esforçam diariamente para dar continuidade à divulgação de um cenário artístico sólido. Por isso, eu e Beatriz, pensamos que o Croqui Estúdio é uma possibilidade de expandir esta divulgação e alimentar o cenário, democratizar a experiência artística também ao público...

Cine Circo Potiguar

04/10/2023|

Está aberta a chamada de filmes para o Cine Circo Potiguar 2023, um evento que celebra a união das artes cênicas e o cinema potiguar. Se você é um cineasta potiguar e tem um filme para mostrar, esta é mais uma chance de aparecer no telão! Inscrições abertas até 12 de outubro de 2023, neste link AQUI. Serão aceitas inscrições de curtas-metragens potiguares com duração de até 25 minutos, com classificação etária livre e sem restrição de gênero. Este projeto tem o patrocínio da Prefeitura do Natal, Programa Djalma Maranhão e UNIMED NATAL, apoio do SEBRAE/RN, através do Edital de Economia Criativa 2023. Uma realização do Kurta na Kombi e Palhaço Piruá, com produção da TAYÓ Produções.

Pipa MPB Fest

04/10/2023|

Nesta quarta-feira (04) tem virada de lote do Pipa MPB Fest. Não deixe a oportunidade passar, compre agora o seu ingresso. As vendas estão acontecendo pelo site/aplicativo da Outgooficial (https://outgo.com.br/pipa-mpb-fest23), no Lugano do Natal Shopping, Pipa Conceito, em Pipa, e com o comissário oficial @galeguinhodapipa. Um festival incrível, cheio de experiências musicais diversas e o melhor, com show de Lulu Santos, Nando Reis, Anavitória e Marcelo Falcão. Esse é o Pipa MPB Fest, que será realizado dias 13 e 14 de outubro, na Praia da Pipa. Além dos shows nacionais, o Pipa MPB Fest realizará o Festival de Videoclipes na Praia da Pipa que tem o objetivo de dar visibilidade e divulgar a produção de vídeos na categoria “Videoclipes” produzidos no Estado. O evento será na Arena Pipa Open Air. O festival é uma realização da Viva Entretenimento e Pipa Open Air. Siga o perfil oficial no instagram e acompanhe todas as novidades: @pipampbfest. O Pipa MPB Fest tem patrocínio da Prefeitura de Tibau do Sul, Governo do RN, Lei Câmara Cascudo, Lei Djalma Maranhão, Riograndense Distribuidora e Coca Cola. Apoio do Hotel Sunbay,

Barril bom não salva cerveja de base ruim

04/10/2023|

Saudações, nobres cervejeiros! Tal como um tema recorrente nos textos aqui do blog, quando se trata de cervejas artesanais, mais uma vez, vamos falar sobre cervejas envelhecidas em barris. O tema de hoje se enquadra no contexto do crescimento e na disseminação desse tipo de produção cervejeira, no aumento de sua oferta e em uma relativa queda de qualidade, quando observamos alguns exemplares. O título é bastante claro, ainda que algumas cervejarias tentem em nadar contra a corrente da obviedade. Não basta apenas ter um bom barril (isso é, um barril que já conteve, em algum tempo pretérito, uma bebida de qualidade) para envelhecer as cervejas. É necessário que se tenha uma cerveja de base à altura. Ou seja, é necessário se ter a compatibilidade entre três fatores. Uma boa base, que seja robusta por si só para que depois se possa pensar em envelhecê-la em barris. É necessário, obviamente, ter um bom barril, com um perfil de destilado e de tosta para o serviço. E por fim, o fator síntese entre os outros dois fatores: um estilo base que faça sentido ser envelhecido, e mais ainda, faça sentido após o envelhecimento. Com base nessa tríade, vamos debater um pouco...

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Blog do Sérgio Vilar

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O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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