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O boêmio Itajubá

Por Manoel Onofre Jr Ferreira Itajubá é um dos maiores poetas do Rio Grande do Norte, em todos os tempos. Quem duvida? Com ele, a Poesia norte-rio-grandense atingiu, por assim

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revolução cultural nazista

BIBLIOBUNKER: A Revolução Cultural Nazista

A Revolução Cultural Nazista Autor: Johann Chapoutot Tradução: Clóvis Marques Editora: da Vinci Ano: 2022 Páginas: 262   Um dos maiores entraves para identificar a permanência das ideias nazistas (mesmo

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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Coletivo daFOTO! realiza live sobre as iniciativas das Fototecas do RJ e RN

12/10/2023|

Nesta sexta-feira, dia 13, às 19h, não perca a Live daFOTO! especial promovida pelo coletivo daFOTO!. O evento será focado nas iniciativas das FOTOTECAS dos Estados do Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Para assistir, clique AQUI. Durante a transmissão, será debatida a estruturação e execução dos projetos de lei, além dos caminhos que estão sendo traçados para fortalecer as FOTOTECAS. Serão discutidas também os aspectos e situações importantes enfrentadas por esses dois Estados. A live conta com a presença do fotógrafo e historiador Vitor Vogel, atual coordenador do Museu do Morro Palácio no MACquinho, em Niterói/RJ. O fotógrafo e mestre em memória social Bruno Bou, que foi um dos principais articuladores na implementação da lei 10.063/2023, responsável pela Fototeca Estadual do Rio de Janeiro. Além deles, a fotógrafa popular e mestre em ciências da informação Monara Barreto, que hoje é responsável pelos acervos fotográficos do Imagens do Povo. A cientista social Sônia Regina, membro do Poty Fotoclube. E os membros do Coletivo daFOTO! Vlademir Alexandre e Henrique José. Marque na sua agenda e acompanhe ao vivo através do canal do Coletivo daFOTO! Live daFOTO! Fototecas RJ – RN Data: 13/10/2023 Horário: 19h Local: Canal do Coletivo daFOTO!...

Dia das Crianças terá programação especial no Solar Bela Vista Cultura

11/10/2023|

O Solar Bela Vista Cultura terá uma programação especial, promovida pelo Sesi-RN, para o Dia da Criança. A programação nesta quinta-feira, será a partir das 16h, no evento “Solar dos Sorrisos”. A Oficina das Guloseimas terá a orientação da Chef Vivi Araújo e será voltada para crianças de 8 a 12 anos, que vão colocar a mão na massa ao preparar e finalizar cupcakes. Completam o evento, atividades lúdicas e recreativas para todas as idades. A programação do Solar dos Sorrisos será inteiramente gratuita, mas é necessário fazer a reserva antecipada AQUI e no dia da festa levar 1 kg de alimento não perecível, que será destinado a instituições de caridade. A oficina de guloseimas será limitada a 160 participantes, inscritos por ordem de chegada. A coordenação e execução das atividades culturais do Solar Bela Vista tem assinatura de Diana Fontes – Direção e Produção Cultural. SOLAR DOS SORRISOS Com oficina de Guloseimas e atividades recreativas Quinta, 12 de outubro, 16h Local: Solar Bela Vista –  Entrada pela Rua São Tomé – Cidade Alta Acesso gratuito mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível e reserva online de ingresso, disponível no http://sympla.com.br/solarbelavista

ponto de cultura berimbau

11/10/2023|

O Ponto de Cultura Berimbau promove, nesta quinta-feira, Dia das Crianças, um evento na praça do Cruzeiro na Vila de Ponta Negra com muita brincadeira e diversão para a criançada, das 8h às 10h. O Berimbau foi idealizado pela produtora, articuladora de projetos socioculturais e artista multifacetada Nathy Passos. A ideia surgiu quando ela transformou a sua casa em um espaço que agrega valores da cultura popular dos mestres, mestras e brincantes da Vila de Ponta Negra e da cultura urbana. Para tanto, o ponto de cultura estende as suas atividades não só aos territórios da Vila de Ponta Negra, mas também para todo o Estado, sendo o Ponto de Cultura o lugar de encontro desses mestres e mestras. Hoje o Berimbau está em plena atividade com o ateliê do mestre Arraía do Bambelô, e com exposição permanente aberta ao público sobre todos os mestre e mestras da Vila de Ponta Negra, sendo assim também um lugar de pesquisa. Além disso, o Berimbau abarca projetos na cultura urbana como o Cores da Vila que vem desde 2015. Dessa forma, o espaço é uma ponte de valorização e pertencimento territorial entre o protagonismo de jovens e crianças através da linguagem do hip...

É neste FDS! Pipa MPB Fest terá Lulu Santos, Nando Reis, Anavitória e Marcelo Falcão

11/10/2023|

Um festival incrível, cheio de experiências musicais diversas e o melhor, com show de Lulu Santos, Nando Reis, Anavitória e Marcelo Falcão. Esse é o Pipa MPB Fest que será realizado neste fim de semana, sexta (13) e sábado (14), na Praia da Pipa. O evento surgiu com o objetivo de celebrar a Música Popular Brasileira e o melhor que o Brasil tem e promover um evento de música boa que mescla artistas de grande porte e nomes locais. Os últimos ingressos estão à venda pelo site/aplicativo da Outgo https://outgo.com.br/pipa-mpb-fest23 e fisicamente na Lugano, do Natal Shopping, e Pipa Conceito, em Pipa. Além dos shows nacionais, o Pipa MPB Fest contará com shows de Mobydick e André Rangel e realizará o Festival de Videoclipes na Praia da Pipa que tem o objetivo de dar visibilidade e divulgar a produção de vídeos na categoria “Videoclipes” produzidos no Estado. O Céu Festival de Videoclipes se destina a pessoas físicas e jurídicas, realizadores, produtores, produtoras audiovisuais, videomakers músicos, bandas e demais profissionais criativos com produções de videoclipes de artistas potiguares nos últimos dois anos. O evento será na Arena Pipa Open Air. O festival é uma realização da Viva Entretenimento e Pipa Open Air. Siga...

Vintage Ale

11/10/2023|

Saudações, cervejeiros vintage! Hoje falaremos de um clássico cervejeiro, amado por uns, e por outros… nem tanto! Eu fico com o segundo grupo e argumentarei em prol desse pensamento. Estou falando da cerveja Vintage Ale, da cervejaria inglesa Fuller’s. A princípio, cabe fazer o comentário introdutório que, em regra, há algum tempo já, eu tenho evitado citar diretamente cervejas ou cervejarias, principalmente as nacionais, quando escrevo meus textos. Por mais que eu faça algumas inferências e deixe no ar algumas indiretas capazes de fazer com que os leitores mais perspicazes identifiquem de qual cerveja ou cervejaria estou falando, tento não citá-las diretamente. Contudo, no texto de hoje, suplantarei essa premissa básica, para que o texto possa fluir com maior direcionamento e para que o argumento baseado no entendimento que a Vintage Ale da Fuller’s é uma cerveja superestimada possa prosperar ao final desse escrito. Assim, convido-os, principalmente aqueles que tem alguma edição dessa cerveja guardada, a abri-la enquanto se deleitam com a leitura. Saúde! Constância e receita na clássica Vintage Ale: “Algo errado não está certo” O argumento mais forte em prol da Vintage Ale ser considerado um clássico cervejeiro reside na sua “consistência” ao longo dos anos. Ou seja,...

lee araújo

10/10/2023|

O cantor e compositor potiguar José Vanderli de Paula Araújo Junior, conhecido como Lee Araújo, faleceu hoje com apenas 40 anos de idade. A família ainda não tem a causa da morte. Lee morreu em Lisboa, Portugal, onde morava só há um ano. A família tem buscado ajuda para custear o traslado do corpo e enterrá-lo em sua cidade natal, Cruzeta, no Seridó potiguar. O corpo se encontra no IML da capital portuguesa. O valor para o traslado é de 5.600 euros (em torno de R$ 30 mil reais). Quem puder ajudar pode doar para o pix 84992300082 (chave pix celular), em nome do irmão de Lee, Alessandro Alberto da Silva Medeiros. Segundo outro irmão do músico, Fagner, a família tem até 10 dias para conseguir o recurso ou o corpo será enterrado em Lisboa. Lee Araújo era um violonista virtuoso e constantemente convidado para shows individuais e para acompanhar outros grandes músicos. Sobrevivia da música em terras lusitanas. Lee sofria de epilepsia e há suspeita de que essa pode ter sido um dos motivos do falecimento. Lee Araújo – Saudade (Clipe Oficial) – YouTube

Dia das crianças tem Ilha de Música no Parque das Dunas

10/10/2023|

No próximo 12 de outubro, o Dia das Crianças terá comemoração ao som dos jovens da Ilha de Música. A apresentação acontece no anfiteatro do Parque das Dunas, às 16h30, dentro do Sonzinho da Mata.  O evento também celebra os 17 anos do Projeto Social Ilha de Música, que atende crianças e adolescentes na comunidade da África, Zona Norte de Natal. Com direção musical do maestro e também idealizador do trabalho, Gilberto Cabral, o grupo apresenta, neste show especial, composições próprias e clássicos da música brasileira. A Orquestra é composta por 24 crianças e adolescentes, integrantes do projeto Oficinas na Ilha, ação possibilitada pelo patrocínio da Cosern, Instituto Neoenergia, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da Fundação José Augusto,  via Lei Câmara Cascudo. Sobre a Ilha de Música: A Ilha de Música é uma Organização não Governamental, sem fins lucrativos, instituída como projeto social de musicalização infanto-juvenil. Idealizado por Gilberto Cabral e Inês Latorraca, o projeto nasceu na comunidade da África, zona norte de Natal, em outubro de 2006. A Ilha é voltada para crianças e adolescentes de baixa renda, em situação de vulnerabilidade social, com todas as atividades oferecidas gratuitamente, tendo como exigência apenas que a...

Fórum de incentivo à Cultura do Minc será realizado em Natal

10/10/2023|

A Secretaria de Economia Criativa e Fomento Cultural do Ministério da Cultura, a Secretaria Extraordinária de Cultura e a Fundação José Augusto, convidam o setor cultural potiguar para o X Fórum de Incentivo à Cultura – O Produtor Cultural e a Lei Federal de Incentivo à Cultura, que se realiza nos dias 17 e 18 de outubro de 2023. A programação do evento será realizada no Auditório da Rampa e na Pinacoteca do Estado, além de contemplar visitas técnicas a projetos incentivados e outros passiveis de receberem o Incentivo fiscal federal. Inscrições As inscrições são gratuitas. Para garantir a sua vaga basta preencher o formulário de inscrição acessando o link bit.ly/cnicrn até às 14h de 16 de outubro de 2023. A confirmação da inscrição será enviada para o e-mail informado na inscrição e está sujeita à lotação. Entre os dias 17 e 19 de outubro de 2023, a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura – CNIC, órgão colegiado que subsidia o Ministério da Cultura quanto às decisões no âmbito do Incentivo Fiscal Federal, a Lei Rouanet, estará reunida em Natal – RN em sua 335ª reunião ordinária. É o retorno da CNIC ao seu formato itinerante, cobrindo todas as regiões do país,...

baile do txio paulinho

09/10/2023|

Tempos que não assistia uma vibe tão boa quando no 2º Baile do Txio Paulinho. Talvez por ter saído menos. Ou talvez por ter visto mesmo uma conexão singular de público e artistas. Opto pela segunda possibilidade. Havia algo diferente ali. Uma sopa regada a saudosismo pela memória de Paulo Souto, à energia de bandas e artistas empenhados na homenagem e um público realmente interessado naquela proposta. Resultado? Confiram o reels que fiz AQUI. Cheguei no meio pro fim do show da dupla sambista Rosas na Cartola. Já para um público animado. E não tem como reinar morgação no show dessas meninas. Na sequência, a banda montada para a homenagem a Pauleza e que irá se apresentar de forma regular muito em breve nos palcos de Natal. Opa Bruno trouxe à baila as canções do DuSouto, dividindo palco com o alquimista Zé Caxangá na guitarra e o DJ Samir. Showzaço. Público fã que cantava as canções. Já disse até em vídeo em meu canal no youtube. O Dusouto foi a primeira banda/artista a levar público fiel aos shows desde a década de 90, com o clássico álbum Malokero High Society (inclusive senti falta do hit Outro Par no set list...

apenas juno

09/10/2023|

Apenas Juno lança seu novo single ‘Garrafa’, que marca o início de uma nova fase, após a sua estreia com ‘Mais Acesso que o Diabo’, lançada em 2021. Com uma sonoridade mais tranquila e intimista, a nova canção traz uma versão do artista mais melancólico e romântico. “Escrevi a música em um momento muito intenso, eu havia acabado de sair de um término que me pegou muito de surpresa. Era um relacionamento onde eu havia colocado diversas expectativas e de repente me vi diante de um rompimento. Esse término me trouxe diversas reflexões, que me levaram a compor essa música, que é meu primeiro lançamento romântico”, conta Juno sobre o processo de criação. Através de uma narrativa pessoal, a canção fala sobre o fim de um relacionamento e como essa experiência moldou partes de si. Sobre a letra o cantor traz uma reflexão “sobre as marcas que as pessoas e os relacionamentos deixam em nossas vidas, sejam eles românticos ou não. No fim somos a soma de todas as pessoas que passaram pelas nossas vidas, pois afinal todos os amores são pra sempre”. Apenas Juno, é um artista independente, nordestino e bissexual, que produz conteúdo sobre o tema na internet, busca criar...

Governo anuncia recursos para Edital do Audiovisual Potiguar

09/10/2023|

O Governo do Estado, por meio da Secretária Extraordinária da Cultura e da Fundação José Augusto (FJA), lançam nesta semana a Consulta Pública para o Edital Estadual de Fomento ao Audiovisual Potiguar que irá selecionar 14 iniciativas artístico-culturais, totalizando o valor e R$ 1 milhão para a Região Metropolitana de Natal e demais municípios do RN. Os recursos financeiros são provenientes do Governo do Estado do Rio Grande do Norte (R$ 500 mil,) cuja dotação orçamentária foi publicada no Diário Oficial do Estado do ultimo sábado (7/10) e da emenda parlamentar da Deputada Federal Natália Bonavides, (R$ 500 mil). A intenção é contemplar quatro produções de Curtas-metragens (iniciantes) com valor unitário de R$ 55 mil; quatro produções de curtas metragens no valor individual de R$ 85 mil; duas produções de pilotos de série no valor individual de R$ 80 mil e quatro projetos de Desenvolvimento de Roteiro de Longas Metragens e Séries no valor de R$ 70 mil cada. “Este edital estadual é muito importante para a nossa política pública, pois foi iniciado no ano passado. Com todos os desafios financeiros enfrentados pelo Estado, agora conseguimos construí-lo a através do diálogo e da parceria feita entre o poder público e...

The Wonderful Story of Henry Sugar. (L to R) Benedict Cumberbatch as Henry Sugar, Sir Ben Kingsley as Croupier and Wes Anderson (Director) in The Wonderful Story of Henry Sugar. Cr. Roger Do Minh/Netflix ©2023

09/10/2023|

O ano de 2023 colocou dois artistas na berlinda: o escritor Roald Dahl e o cineasta Wes Anderson. Para quem não está ligando o nome à pessoa, Roald Dahl é autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate, Matilda, James e o Pêssego Gigante, O Bom Gigante Amigo, Convenção das Bruxas e O Fantástico Sr. Raposo, todas adaptações bem-sucedidas para o cinema. No entanto, Dahl foi cancelado devido à polêmica sobre alterações em seus livros, pela editora Puffin Books, a qual pretendia editar algumas passagens racistas, antissemitas e com preconceito de gênero para adequarem-se às questões e terminologias contemporâneas.  A pressão foi tanta, tendo como críticos ferrenhos a essa postura o próprio Wes Anderson, o escritor Salman Rushdie e até o primeiro-ministro britânico Rishi Sunak, que a editora decidiu publicar duas versões dos livros de Dahl: versões originais, lançadas pelo selo Penguin, e outras editadas para “jovens leitores”, com o selo da Puffin. Já Wes Anderson teve uma enxurrada de IAs reproduzindo a sua estética pelas redes mundo afora, além de ter sido criticado como um cineasta que “perdeu a mão” por causa de seus dois últimos longas: A Crônica Francesa (2021) e Asteroid City (2023). Nada melhor do que colocar...

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