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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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Garajal

08/11/2023|

A Garajal, feira de artesanato e gastronomia, comemora 70 edições em um evento especial neste domingo (12) no Shopping Cidade Verde. O evento será temático Anos 70 e contará, além dos expositores selecionados, muita música com Sueldo Soaress e bazar solidário do grupo Amor de 4 Patas, que resgata e trata cachorros abandonados. “Desde 2019 recebemos a Garajal e temos uma relação de muito afeto e parceria com a feira e os expositores. Ser palco da comemoração de 70 edições é motivo de muita alegria para o shopping, que investe cada vez mais em oferecer opções de lazer com qualidade para os clientes”, afirma Keila Araújo, gerente de marketing do mall. A Garajal é uma feira itinerante que acontece uma vez por mês, reunindo mais de 80 expositores com o melhor do artesanato local e gastronomia. O objetivo é fomentar o empreendedorismo e apoiar marcas locais. O evento é voltado para toda a família e será das 15h às 21h, com entrada gratuita e ainda vai contar com espaço kids para a criançada. QuinTÔ no CV Garden Sempre em movimento e buscando oferecer opções de lazer para os clientes e moradores da região, o Shopping Cidade Verde realiza todas as...

ufersa

08/11/2023|

Em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), a Sociedade Amigos da Pinacoteca retoma a partir do dia 28/11 o ciclo de oficinas sobre Gestão de Espaços Culturas, desenvolvidas pelo Projeto Arte que Inclui (leia mais AQUi). O primeiro encontro será com o historiador de arte e curador da Pinacoteca de São Paulo, Tierry Freitas, no dia 28, das 17h às 21h e, dia 29, das 14h às 17h, tratando do tema Curadoria. Recentemente, Tierry organizou a exposição sobre o artista cearense Chico da Silva. Nessas mesmas datas, o arquiteto e artista plástico Eduardo Falcão conduz o grupo, nos turnos da tarde e noite, em uma visitação pelos mais icônicos espaços culturais de Mossoró: a Casa de Câmara, Museu Lauro da Escossia, Biblioteca, Galeria Boulier, teatros e praças, exemplares típicos da arquitetura da cidade. A visita guiada acontece das 14h às 17h, do dia 28, e as 17h às 21h do dia 29. Na sequência, dias 5 e 6 de dezembro, as professoras universitárias, escritoras e doutoras de vasta produção literária assumem os temas: museus universitário, Gerciane Maria; e Memorial ESAM UFERSA, Kiara Maria de Almeida. Dias 11 e 12, as oficinas se voltam para o próprio espaço...

Divulgados os finalistas do 5º Concurso de Música do Festival Histórico de Natal

07/11/2023|

Nessa segunda-feira (06), o Concurso de Música da Cidade do Natal divulgou a lista com os finalistas da 5ª Edição. O concurso, que faz parte do projeto Festival Histórico do Natal, contou com a curadoria do cantor e compositor Mirabô Dantas, da Professora e compositora Eliene Albuquerque e do produtor Cultural e coordenador artístico do concurso, Marcelo Veni. A direção musical do Concurso é da BEJU dos irmãos Chico Bethoven e Jubileu Filho. Os 12 (doze) finalistas terão suas composições disponibilizadas nas plataformas digitais de música e concorrerão ao 1º, 2º e 3º lugar. Os intérpretes também concorrerão ao título de melhor Intérprete. Além do troféu Cantando a História, haverá um total de 7 mil reais em prêmios, que serão distribuídos da seguinte forma: R$ 2,5 mil para o 1º lugar; R$ 1,5 mil para o 2º lugar; R$ 1 mil para o 3º lugar; R$ 2 mil para o intérprete destaque. A final do concurso acontecerá no Centro Histórico da cidade, dia 30 de novembro (quinta-feira), no Espaço Ruy Pereira (Zé Reeira), com a apresentação dos 12 finalistas e um show especial de encerramento. Mais informações estão disponíveis no Instagram @concursomusicadenatal. “Mais uma vez o concurso acontece cumprindo seu objetivo...

Espetáculo de dança une a música clássica de Bach com o breaking potiguar

07/11/2023|

O resultado único de “Mais que 6 Danças Para 1 Fuga” poderá ser visto na Casa da Ribeira e no TECESol nos dias 12 e 17, com entrada gratuita O que um bailarino de experiência nacional, acostumado aos palcos de grandes teatros, e um grupo de dança de rua formado no bairro de Felipe Camarão podem construir juntos? É o que poderão ver os espectadores das duas únicas apresentações de “Mais que 6 Danças Para 1 Fuga”, espetáculo criado pelo bailarino Willy Helm com o grupo de breaking Camarão Crew. O espetáculo mistura o movimento rápido e potente do break dance interpretado ao som de música barroca, aliado a elementos audiovisuais e dança contemporânea. É uma boa oportunidade de ver em um palco tradicional um estilo de dança tradicionalmente urbana. O título remete aos seis trechos que dividem o espetáculo e à “fuga”, estilo musical barroco trabalhado com maestria pelo compositor Johann Sebastian Bach. “Além disso, fuga é também o que o breaking propicia para quem o dança. É um escape da dureza de uma realidade”, reflete Willy Helm, referindo-se à origem desse tipo de dança, que se apropria de espaços públicos para acontecer e que é movido por pessoas...

Fernando Lucena

07/11/2023|

Pelo que, prezadíssimo lixeiro, estamos conversados e entendidos: você já sabe que é essencial à segurança nacional e, por que não, à segurança multinacional. Drummond Hoje é uma noite de festa e de celebração. Estamos celebrando a filiação de Fernando Lucena ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Estamos celebrando, também, e principalmente, a democracia, o direito de ir e vir, o direito de lutar por melhores condições de vida e de trabalho. Democracia que aliás tem sido ameaçada nos últimos tempos, mas que segue inabalável graças à defesa daqueles que acreditam num país mais justo e igualitário para todos os seus cidadãos e cidadãs. Uma luta que nosso homenageado conhece muito bem, tanto pelas suas origens quanto pela sua trajetória junto aos trabalhadores da limpeza urbana. Afinal, estamos celebrando a filiação de Fernando Lucena ao PSOL, mas também a luta e as conquistas dos trabalhadores apoiados pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza do Estado do Rio Grande do Norte (SINDLIMP-RN), entidade que preside há mais de três décadas com muita coragem e determinação. Uma gestão que é responsável, entre outras conquistas coletivas da categoria, pela construção de três conjuntos habitacionais e pela correção da...

Circuito Cultural Ribeira volta neste domingo; confira programação

06/11/2023|

O Circuito Cultural Ribeira chega à sua última edição de 2023, neste domingo, 12/11, celebrando a diversidade da Cultura Negra através do Cinema, da Dança, da Música, das Artes Visuais, entre outras. São mais de 15 atrações espalhadas por 8 espaços das ruas Chile e Frei Miguelinho, na Ribeira. Tudo começa a partir das 16h, com entrada gratuita graças aos recursos do Governo Federal via emenda parlamentar da Deputada Natália Bonavides. “Chegamos à última edição deste ano, mas já empolgados com a possibilidade da volta em 2024. Estamos na busca de patrocínios e acreditamos que podemos voltar muito em breve”, disse Henrique Fontes, diretor da Associação Circuito Cultural Ribeira. “Foram edições com gente de todas as idades circulando pela Ribeira, as pessoas comentaram como sentiram falta do circuito e do desejo que a Ribeira voltasse a ser palco cultural permanente”, disse Ana Morena, diretora da Associação Circuito Cultural Ribeira. CIRCUITO CULTURAL RIBEIRA PROGRAMAÇÃO – DOMINGO, 12/11/23 – 16h às 22h Entrada Gratuita   RUA FREI MIGUELINHO 16h às 22h – Feira do Kbça 18h – Encontro de Malabares.   CASA DA RIBEIRA (Rua Frei Miguelinho, 52, Ribeira) 16h às 21h – “A urbe que urge”(Exposição Fotográfica) – Vanessa de Souza...

Margens do Rio Grande

06/11/2023|

“Linda terra para a mãe gentil Belo cai o sol sobre esse rio E esse rio também está perto daqui Venha e veja tanto quanto é o nosso Potengi” (Trecho da música Linda Baby, de Pedrinho Mendes) Toda cidade importante tem seu rio. Paris tem o Rio Sena, Londres tem o Rio Tâmisa, Nova York tem o Rio Hudson, Recife tem logo dois rios, o Capibaribe e o Beberibe. Natal tem o Rio Potengi, banhando a cidade e cantado em verso e prosa pelos poetas ao longo dos anos.  Das águas e às margens do Potengi, flui a história do Rio Grande do Norte e de sua capital, Natal. O encantamento e a atração que o nosso Rio Grande exerce há séculos foram capturados pelas lentes dos fotógrafos do Poty Fotoclube e se transformaram numa exposição fotográfica intitulada: “Potengy – às Margens do Rio Grande”, que apresenta imagens de singular beleza. A exposição fotográfica acontecerá nas dependências do Iate Clube de Natal, cuja abertura se dará nesta quarta-feira (8), às 18:30. A exposição ficará aberta ao público, mediante solicitação de entrada, até o dia 19 do referido mês. Serão expostas 16 obras de vários autores e membros do Poty Foto...

E-book “Peço Desculpas por Esta Crônica (e por outras)” de Theo G. Alves é lançado

06/11/2023|

O escritor norte-rio-grandense, Theo G. Alves, lança seu novo e-book de crônicas, intitulado “Peço Desculpas por Esta Crônica (e por outras)”. Este livro é uma coletânea de textos publicados originalmente neste blog  “Papo Cultura” nos últimos anos. Este é o nono livro de Theo G. Alves, sendo o segundo de crônicas, e mergulha nas complexidades do cotidiano, convidando os leitores a refletirem sobre a vida contemporânea. Refletindo o tempo em que vivemos Theo G. Alves descreve sua obra como uma exploração dos “aspectos diários de nossas vidas, especialmente a falta e a necessidade de contemplação a respeito do que estamos vivendo.” Com uma prosa sensível, o autor lança um olhar atento sobre os acontecimentos e as emoções que permeiam nossa existência. Suas crônicas oferecem um espelho para a sociedade contemporânea, convidando-nos a questionar, a sentir e a entender o mundo à nossa volta. “Peço Desculpas por Esta Crônica (e por outras)” está dividido em duas partes, sendo “A Pedra de Exu”, que traz textos sobre aspectos da vida cotidiana e os acontecimentos que levam à reflexão acerca de questões que tocam a vida das pessoas. A segunda parte é intitulada “As Desculpas” e nela o autor reflete sobre a própria...

edson nery da fonseca

06/11/2023|

Nascido em Catolé do Rocha e criado em Lucrécia, quando Lucrécia ainda era vila, pertencente ao município de Martins, Dom Policarpo Ribeiro de Menezes é monge do Mosteiro São Bento, de Olinda. Grande figura humana. Conheci-o em Martins, há algum tempo, e desde então temos mantido correspondência epistolar à moda antiga, já que não utilizamos a internet. De uma das cartas que lhe enviei, em 25-11-2009, encontrada em meio a alguns papéis amarelecidos, numa gaveta com cheiro de naftalina, transcrevo o seguinte trecho: “Li de um fôlego o novo livro do Prof. Edson Nery da Fonseca, Vão-se os Dias e eu Fico, gentilmente enviado. Parece-me ser um dos melhores livros de memórias surgidos nas últimas décadas. Quantas revelações interessantes! E tudo numa prosa ágil e leve, que dá gosto. As confissões contidas nos dois últimos capítulos (páginas 147/163) somente o engrandecem, até porque deixam entrever um homem de coragem. Pedro Vicente, um dos seus amigos natalenses, é da mesma opinião”. De outra carta, datada de 26-04-2012: “Recebi o livro que o Sr. teve a gentileza de me enviar – Estão Todos Dormindo, de Edson Nery da Fonseca –, e fiquei no maior alvoroço, prelibando (o termo é bem este), prelibando...

Curso de Direito do UNI-RN mais uma vez entre os melhores do país

03/11/2023|

O UNI-RN celebra mais uma vez seu ótimo desempenho na área da graduação. O curso de Direito ofertado pela Instituição obteve nota 4 no Enade, o  Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, de 2022, figurando, desta forma, entre os melhores cursos de graduação do país. O INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação, divulgou o resultado do Enade 2022 na terça-feira, dia 31 de outubro. Entenda o Enade O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes é uma avaliação realizada periodicamente pelo Inep para mensurar a qualidade dos cursos de graduação no Brasil, considerando critérios como: desempenho dos estudantes, corpo docente, infraestrutura, projeto didático-pedagógico, entre outros. As notas variam de 1 a 5, sendo 5 a pontuação máxima, que indica excelência. “Este resultado é o reflexo do esforço, comprometimento e dedicação de nossos alunos, professores e gestores da Instituição na busca constante por resultados positivos nas avaliações não só do curso de Direito, mas de todos os cursos ofertados pelo UNI-RN”, enfatizou o reitor do UNI-RN, professor Daladier Pessoa Cunha Lima.

Confira a programação completa do Burburinho Festival de Artes neste FDS

03/11/2023|

O Burburinho Festival de Artes, um dos eventos culturais mais aguardados da cidade, está de volta com sua 7ª edição e promete uma experiência única para os amantes da arte e da cultura. Com uma programação repleta de diversidade e inovação, o festival acontecerá nos dias 04 e 05 de novembro, das 15h às 21h, no novo e acessível local, o Aeroclube, situado na Av. Hermes da Fonseca, ao lado do Museu Câmara Cascudo. O destaque do festival vai para a ampla gama de talento local e a mistura de expressões artísticas que caracterizam o Burburinho. Este evento, conhecido por seu compromisso com a promoção da produção artística local, apresentará mais de dez atrações nesta edição. Uma das inovações deste ano é a adição de mini-conferências, no estilo “tedtalks”, que acontecerão diariamente às 17h. A neurocientista Dra. Geissy Araújo abordará  o tema “O Futuro da Criatividade está no Presente”, enquanto a psicóloga Alynne Gonçalves discutirá “O Poder do Afeto nas Relações”. Essas palestras proporcionarão uma dimensão educativa ao festival. O Burburinho também continua a ser uma iniciativa para toda a família, com atividades paralelas, incluindo recreação, oficinas, jogos de mesa, oficinas, feirinha com marcas locais e uma praça de alimentação....

Inauguração do Atelier Afeto Cultural: celebrando a cultura e a comunidade de Ponta Negra

02/11/2023|

A inauguração do Atelier Afeto Cultural, um espaço dedicado à arte, cultura e criatividade, como parte das ações do Berimbau Produções Culturais, será inaugurado no próximo domingo (5). O Atelier nasceu da necessidade de produzir e apoiar projetos de forma colaborativa, dando suporte técnico para artistas e empreendedores culturais e sociais do território da Vila de Ponta Negra. O Berimbau Cultural tem três eixos de atuação: • “As Cores da Vila”, que busca mobilizar jovens por meio do sincretismo da cultura Hip Hop e da cultura popular para preservar as brincadeiras ancestrais; •”Berimbau Audiovisual”, uma produtora de vídeos que registra acontecimentos e contribui para a construção da memória do território da Vila de Ponta Negra; •”Afeto Cultural”, que valoriza os mestres da cultura popular, como Bambelô Cajueiro Abalô, Bambelô  Maçariquinho da Beira da Praia, Boi de Reis, Congos de Calçola e Coco de Roda, Pastoril, Lapinha… No dia 5 de novembro, que marca o Dia Nacional da Cultura Popular, será realizada a abertura oficial do Atelier Afeto Cultural, na rua do Corrupio e na Praça do Cruzeiro. A programação inclui: 17:00 – Clamor de Tambores com Mestre Arraia e Abertura dos portões do Atelier Afeto Cultural (Rua do Corrupio 210)...

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