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são joão

Noites brasileiras

Sem entender bem a presença de alguns ritmos “alienígenas” que andam tocando nas festas juninas pelo Nordeste, suspiro e lembro de Luiz Gonzaga e Zédantas, que imortalizaram as lembranças dos

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jackson do pandeiro e elino julião

Um potiguar na história do forró

Quando ele surgiu imponente e paramentado na sacada do auditório da rádio Borborema de Campina Grande, em meados dos anos cinquenta, os meninos que passavam pelo calçadão da rua Cardoso

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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de hegel a nietzsche

16/11/2023|

De Hegel a Nietzsche: a ruptura revolucionária no pensamento do século XIX – Marx e Kierkegaard Autor: Karl Löwith Editora: UNESP Ano: 2014 Páginas: 441   Quem se interessa por filosofia alemã precisa realmente passar por esse livro, publicado pela primeira vez em 1939, quando seu autor (Karl Löwith) estava vivendo em Sendai e lecionando na Universidade Imperial do Japão a convite do seu amigo, o professor Kuki Shuzo. Löwith, um judeu alemão convertido ao protestantismo que foi obrigado a deixar, em 1934, sua terra natal para fugir da perseguição nazista, havia sido, entre 1919 e 1928, aluno de Edmund Husserl e Martin Heidegger. Aliás, Lōwith é um dos três autores a quem Heidegger faz referência em suas preleções sobre Nietzsche (os outros são, seu amigo, Karl Jaspers e seu adversário no campo da política acadêmica, Alfred Baeumler). Não sei se você sabe, amigo velho, mas nos anos de 1930, quando Heidegger começou a trabalhar em suas preleções sobre Nietzsche, havia uma peleja grande no âmbito da academia alemã em torno da figura do autor do livro Assim Falava Zaratustra. Alfred Baeumler (um dos filósofos que mais se identificava com o ideário nacional socialista), havia publicado um livro em 1931...

30 ANOS EM 30 HORAS

14/11/2023|

O renomado grupo de teatro Clowns de Shakespeare, de Natal, está completando 30 anos. Para celebrar em grande estilo, eles apresentam [30 ANOS EM 30 HORAS], uma virada cultural com 30 horas de programação gratuita a partir da próxima sexta-feira (17),  começando às 17h30 no TECESol, em Neópolis. A celebração segue até as 23h do sábado (18). Fundado em 1993, o Clowns de Shakespeare é um dos mais respeitados grupos de teatro da cidade de Natal. Eles já foram laureados com os Prêmios Shell de Teatro e da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), realizaram turnês por todo o Brasil e passaram por vários países da América do Sul e da Europa. “Comemorar esses 30 anos é uma mistura de emoções, todas positivas. Realizamos uma ação no nosso Instagram, contando em 30 publicações, 30 obras da nossa trajetória, o que nos fez relembrar o quão rica é a nossa trajetória. Ao ver pessoas que fizeram parte do grupo, parceiros e amigos contando essas histórias, percebemos o quão nossa narrativa continua em transformação e evolução, trazendo mais intercâmbio com outros artistas. Olhar para os 30 anos, além de celebrar, é também pensar no que está por vir, quais serão as...

Nordeste Psicodélico

14/11/2023|

Após o lançamento de 18 singles e do EP “O Novo Nordeste Psicodélico Volume I” (2022) – que levou os potiguares do Sample Hate à indicação ao Prêmio da Música Brasileira no Theatro Municipal do Rio de Janeiro – a banda lança agora o Volume II, representando um epílogo da proposta inaugurada no primeiro EP. O Novo Nordeste Psicodélico Volume II é a continuidade da fuga de vários estereótipos – temáticos, timbrísticos e estéticos – muitas vezes atrelados ao universo da música regional nordestina. Buscamos, assim, a apresentação de um nordeste diferente, já perceptível na arte da capa desenvolvida pelo artista Daniel Nec. O nordeste defendido no trabalho é de caráter urbano e cosmopolita. Não cabe falar em símbolos e códigos estereotipados e desgastados. O Novo Nordeste Psicodélico apresenta um nordeste onde pode-se cantar em inglês ou francês, por exemplo; onde o acordeon pode fundir-se a sintetizadores e guitarras; onde “O Guarani”, de Carlos Gomes, empodera-se com seu tema reorganizado sobre recortes eletrônicos e caóticos; onde rabecas sampleadas flutuam melodias acima de beats eletrônicos sincopados. Em um mesmo caldeirão musical, fundem-se violões, guitarras, synths, contrabaixos, bandolins, cavaquinhos, samples, a sabedoria de Ailton Krenak, clarinetas, sanfonas e naipes percussivos, cânticos indianos,...

Graffiti Expo Natal celebra 10 anos reunindo mais de 30 artistas em exposição gratuita

14/11/2023|

A  maior exposição coletiva de arte urbana da cidade, a Graffiti Expo Natal celebra 10 anos reunindo mais de 30 artistas em exposição gratuita. O evento será realizado nesta terça-feira (14), a partir das 19h, reunindo 30 artistas das mais diversas linguagens na Galeria Newton Navarro (sede da Secretaria de Cultura (Secult-Funcarte). A exposição reúne desde 2013 dezenas de artistas visuais da cidade e apresenta seus trabalhos dentro de uma galeria de arte, mas sem perder a essência das ruas. MC’s, Djs e as performances de B-boys e B-girls conectam ambientes e proporcionam um importante momento para jovens artistas e para o público que poderá visitar a exposição até o início de dezembro. “Em 2023, celebramos 10 anos da Graffiti Expo Natal proporcionando um diálogo entre a arte urbana, a xilogravura e o cordel a partir da instalação do ato criativo de cada participante. 30 expositores apresentarão suas obras, interagindo com homenagens especiais, entrega de certificados e shows”, declara Marcelo Veni, produtor e idealizador da exposição coletiva. A Graffiti Expo Natal propõe nesta edição a inspiração em linguagens artísticas que transitam pela cultura popular, como a xilogravura, a tradição dos cordéis com o grafite, expressão urbana e transgressora em um...

Mostra de Cinema de Gostoso anuncia selecionados em edição comemorativa de 10 anos

13/11/2023|

Evento será realizado de 24 a 28 de novembro, com a exibição de longas e curtas-metragens ao ar livre na praia do Maceió, em São Miguel do Gostoso Ao longo desta última década, a Mostra de Cinema de Gostoso se consolidou como um evento único em todo o Brasil, ao promover a exibição de filmes a céu aberto na sala de cinema montada na paradisíaca praia do Maceió, em São Miguel do Gostoso (RN), aliando conforto e alta qualidade de projeção. Uma realização da Heco Produções e do CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania, e com direção geral e curadoria de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld, a 10ª Mostra de Cinema de Gostoso é apresentada pela Petrobras e Salinor, através da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura. Todas as sessões da 10ª Mostra de Cinema de Gostoso serão realizadas na sala ao ar livre montada na praia do Maceió, onde ocorrerão as sessões da Mostra Competitiva, trazendo de volta a experiência imersiva em uma sala de cinema de alta tecnologia. Mas de 1.700 pessoas comparem por noite, todas as cadeiras e as faixas de areia ficam ocupadas pelo público, proveniente de várias pessoas do Rio Grande do Norte e de diversas pessoas do estado...

Festival de Samba Ribeira Boêmia agita a Arena das Dunas neste sábado

13/11/2023|

A terceira edição do Festival de Samba Ribeira Boêmia, promete contagiar os potiguares amantes do samba, no dia 18 de novembro, na Arena das Dunas. Seguindo o padrão Ribeira Boêmia de qualidade, a festa oferecerá  uma superestrutura, proporcionando conforto e segurança ao seu público. As atrações farão uma verdadeira maratona de samba, pra ninguém ficar parado! Trazendo o seu talento e doçura, Roberta Sá apresenta o seu show “Samba Sá” – no roteiro, as canções do repertório da cantora se mesclam a alguns sucessos de nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Martinho da Vila. A força feminina no samba é lembrada e reafirmada através de clássicos de Dona Ivone Lara, Alcione, Jovelina Pérola Negra e Beth Carvalho. Jorge Aragão dispensa apresentações! Dono de um talento incomum, além de romântico e espirituoso, Jorge tem canções gravadas por quase todos os grandes intérpretes de samba (Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho, Martinho da Vila) . No repertório o poeta vai interpretar clássicos de sua autoria, presentes nas rodas de samba de todo o Brasil, como “Lucidez” e “Eu e você sempre”. Toninho Gerais tem centenas de canções na voz de nomes como:  Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Beth carvalho, Agepê, Jovelina Pérola Negra, Neguinho da Beija-Flor...

Kashink

13/11/2023|

Kashink, uma das referências na arte urbana europeia, mostra a arte de rua ao lado da potiguar Sun Sarara, por meio do projeto INarteurbana A partir desta terça-feira (14/11) a Vila de Ponta Negra será o terreno para intervenção visual urbana, por meio do projeto INarteurbana, que traz a Natal a artista francesa Kashink, uma das referências na arte urbana europeia, e mostra a arte de rua com a potiguar SunSarara. O evento integra o Laboratório Lab Urbano Paris 2024, projeto franco-brasileiro das culturas urbanas olímpicas, cujo objetivo é desenvolver a relação entre a arte, o esporte e o público, em parceria com o Instituto Francês, assim como do Consulado da França em Recife. Além de Natal, Kashink vem percorrendo desde 7 de novembro capitais nordestinas como Recife, Teresina e Fortaleza para mostrar sua arte urbana. A ação será iniciada nesta terça com a visita das artistas ás ruas da Vila de Ponta Negra para a construção de uma cartografia sensível da comunidade, e Roda de Conversa “Arte Urbana no Cotidiano” a partir das 15h no auditório do Centro de Educação da UFRN. A intervenção das duas grafiteiras será realizada em murais e performances, localizados na Rua Manoel Coringa de Lemos de quarta (15)...

Consciencia Negra

13/11/2023|

No mês da Consciência Negra, mergulhamos em um universo de expressão, resistência e sensualidade, onde a exposição “Cores da Alma. Pérolas de Ébano”, do fotógrafo Flávio Aquino, nos convida a explorar a riqueza da cultura negra em toda a sua magnificência. Esta exposição de técnica mista, que incorpora fotografia, pintura e colagem, ocorrerá no Bardallos, nesta quinta (16), a partir das 20h. Esta exposição não é apenas uma celebração da estética negra, mas também uma homenagem à coragem, sensualidade e resiliência das pessoas negras. Cada obra é uma jornada visual que nos leva a mergulhar nas histórias e experiências que moldaram a identidade afrodescendente. À medida que percorremos as obras, somos cativados em capturar não apenas a beleza física, mas também a profundidade da alma negra. A fotografia nos apresenta olhares carregados de significado, enquanto a pintura dá vida a essas narrativas, preenchendo-as com cores vibrantes e uma sensação palpável de criatividade. Cada pincelada e clique da câmera é um ato de coragem, um grito de resistência que transcende os limites do tempo e abraça a sensualidade intrínseca à experiência negra. Em “Cores da Alma. Pérolas de Ébano.”, somos lembrados da importância de reconhecer, honrar e celebrar a contribuição inestimável da...

Odair José, Nação Zumbi e outras 20 atrações no Festival do MST em Natal

10/11/2023|

O Festival do MST: por Terra, Arte e Pão chega na cidade de Natal (RN) nos dias 30 de novembro, 1 e 2 de dezembro de 2023 com extensa programação musical. O festival faz parte da primeira Feira Potiguar da Agricultura Familiar e Economia Solidária que é uma realização do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, executada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (SEDRAF-RN). Para Matheus Mendes, do Coletivo de Cultura do MST, a realização do Festival na cidade de Natal tem uma importante simbologia para o conjunto do Movimento Sem Terra: “Com este festival pretendemos discutir a necessidade da Reforma Agrária Popular, a produção de alimentos saudáveis e o fortalecimento da cultura popular nordestina”, explicou Matheus. “O MST se opõe ao avanço do uso de agrotóxicos, com uma produção diversificada e saudável em seus 40 anos de experiência na luta contra o agronegócio. Nossa programação dialoga com isso a partir das feiras com produtos da agricultura familiar camponesa, exposições, comidas regionais, espaços formativos e shows com grandes artistas locais e de renome nacional”. O Festival faz parte, junto com diversas outras atividades realizadas desde o começo deste ano de 2023, tanto nos estados em que...

Banda Boca Seca comanda baile da Sexta Black nesta sexta

10/11/2023|

Blues, soul, rhythm and blues, MPB, rock, samba, pop, reggae, samba rock, funk, brasilidades e muito balanço. Essa é a trilha da “Sexta Black”, que acontece nesta sexta-feira, 10, na cervejaria Black Sheep de Ponta Negra. A noite será aberta pelo trio Blues & Outras Intenções, às 20h, no pub da área externa da casa. A partir das 23h, a banda Boca Seca, atração principal da festa, se apresenta no palco interno, colocando todo mundo pra dançar. A Black Sheep abre às 18h, com happy hour estendido até 21h, e entrada gratuita para todos. A partir das 21h, os ingressos custam R$15 na portaria. Já na compra antecipada, através do site Outgo (outgo.com.br/blacksheeppn), o preço é R$10, sem limites de quantidade. O endereço é rua Manoel Soares Medeiros, 230, Ponta Negra (próximo à feira de artesanato). A primeira atração da noite, Blues & Outras Intenções, se apresenta em formato de trio, com Isaac Ribeiro (voz), Gustavo Lamartine (guitarra) e Jordan Santiago (baixo), integrantes da banda Sangueblues. O repertório, como o próprio nome do grupo indica, alterna interpretações para blues clássicos e canções de rock, pop e música brasileira de várias épocas. Já o Boca Seca apresenta um show super dançante, focado na mistura de ritmos como rock,...

TERRA ESTRANGEIRA: Um outro Pablo

09/11/2023|

Santiago – Chile, 13 de Março de 2015  O dia amanheceu frio, apesar de ainda ser verão no sul global. Isso acontece porque o sol, que nasce aqui atrás da cordilheira, parece que demora um pouco mais para afastar as sombras da madrugada que cai sobre Santiago. No aparthotel em que estamos, quase na esquina da avenida Pedro Valdívea com a rua Apoquino, o café da manhã é servido no quarto. A curiosidade é que trazem a comida na tarde anterior, obrigando a gente a guardar as coisas na geladeira e aquecer pela manhã no micro-ondas. Fiquei na dúvida se aquilo era um hábito gastronômico dos chilenos ou apenas um recurso operacional do Hotel RQ, que não nos pareceu ser muito bem conceituado nas listas de estrelas com padrão internacional (a despeito de dar para o gasto, se você, quando viaja, se interessa mais pela cidade em que está, do que pelo Hotel em que se hospeda). Sem perder tempo com especulações sobre a qualidade de nossa hospedagem, comemos depressa e descemos para estação a fim de pegar o metrô até a Plaza Baquedano, no pé do Cerro San Cristobal, no bairro de Bela Vista. O lugar me pareceu uma...

Gláucia Lidiane

08/11/2023|

Gláucia Lidiane desenvolveu um método que já chamou a atenção até da Fiocruz, por utilizar as letras e os clipes da artista norte-americana como facilitadores do ensino sobre as plantas. A professora Gláucia Lidiane, bióloga, mestra e doutoranda em Sistemática e Evolução pela UFRN, desenvolveu um método de ensino sobre botânica bastante inusitado: o “Método da Taylor”. A metodologia consiste em apresentar aos alunos, através dos clipes da cantora norte-americana Taylor Swift, que as plantas estão em todos os lugares, e que estuda-las pode ser prazeroso e bastante útil para a vida. Gláucia explica que o método surgiu em 2021, durante o período da pandemia, quando estagiava dando aulas para uma turma de ensino médio em uma escola pública em Natal, e se se deparou com uma resistência dos alunos com relação ao assunto. “Em todos os níveis de ensino existe uma grande porcentagem de alunos que detestam estudar plantas, pois consideram o assunto chato, desinteressante, que tem muitos nomes difíceis, e não conseguem relacionar com o nosso dia a dia”, pontua a bióloga. Para quebrar essa barreira, a professora teve a ideia de ensinar sobre as plantas de uma forma descontraída e que atraísse mais os alunos, utilizando os...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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