ENTREVISTA com Thiago Galdino: “Valorizem o que é produzido no RN”

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1 – Em que momento você decidiu que deveria publicar seu novo trabalho literário?

Sobre Seres & Humanos é um projeto que estava em minha “gaveta” há alguns anos. A obra é composta por vinte contos, entre inéditos e publicados, que abordam temas e cenários do cotidiano, com especial enfoque para a miséria e a disfunção social. A decisão de publicá-la partiu da necessidade de se quebrar um hiato de aproximadamente doze anos sem lançamento de livro solo (desde 2017 voltava a atenção em organizar e coordenar coletâneas com textos de autores potiguares, com o objetivo de difundir e valorizar as letras locais)… Certa vez ouvi ou li a seguinte afirmação: publico para não passar a vida revisando originais!

2 – Como acontece o seu processo de criação? Qual o melhor momento para escrever? E o cenário e ambiente, contam muito?

Normalmente, escrevo no final da noite para o início da madrugada, quando não há ruídos externos que atrapalhem o raciocínio. E só inicio o processo de escrita quando já construí toda a narrativa, dia após dia, em minha memória. Sinto uma sensação de ansiedade que transpassa o emocional. Na maioria das vezes, as personagens já estão com nomes e densidade psicológica definidas quando ponho as palavras no papel. A primeira versão de qualquer texto é sempre feita à mão, com caneta. Depois, esqueço o material por alguns dias e retorno realizando cortes e supressões. Por fim, digito no computador onde, outra vez, vou realizando reparos.

3–E seus trabalhos inéditos, muita coisa na gaveta? Poesia, crônicas, ficção?

Mantenho inédito um livrinho de aforismos, que pretendo publicar em 2025. Em andamento, uma obra de poesia que dialoga, sobretudo, com o luto; uma reunião de entrevistas com escritores nacionais vários; um projeto de antologia com autores que abordam a temática do Rio Grande do Norte e, possivelmente, o terceiro volume da coletânea Novos Contos Potiguares.

4-Se fosse listar os grandes autores da sua vida, quem seriam eles?

Jack Kerouac, John Fante e Charles Bukowski, dos estrangeiros, foram os que mais me causaram impacto. Dos brasileiros, Dalton Trevisan e Luiz Vilela norteiam boa parte da minha escrita literária. Voltando os olhos para o Rio Grande do Norte, tenho especial apreço por Fagundes de Menezes.

5 – Quais os seus planos futuros com a literatura?

Pretendo, principalmente, fortalecer a difusão da cultura norte-rio-grandense através do audiovisual, com o Canal Potiratura, no Youtube. Temos, atualmente, pouco mais de mil inscritos, e uma média de 70 mídias disponíveis. É uma possibilidade de transitar entre a impressão e o vídeo e abraçar cada vez mais interessados pela literatura do nosso Estado. Tolstoi já dizia: se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia.

7 – Como se faz para adquirir seu novo livro?

O livro pode ser adquirido diretamente comigo (Instagram: @thi_galdino/ e-mail: thiago.jefferson@hotmail.com) ou através do site da Editora Penalux.

6- Gostaria de deixar um recado para os leitores?

Leiam, sobretudo, mas sejam seletivos. A vida é curta demais para que se perca tempo… E valorizem o que é produzido no RN. Há tantos bons autores esperando para serem lidos, que nada deixam a desejar se comparados ao que se produz no eixo Rio-São Paulo.

Thiago Gonzaga

Thiago Gonzaga

Pesquisador da literatura potiguar e um amante dos livros.

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