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Entenda o que são Odds em 5 Exemplos

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Zona de Interesse: um filme ou 8 ou 80

A sinopse resumida do filme Zona de Interesse (2023) é o cotidiano da convivência familiar na Alemanha de Hitler, em uma residência confortável situada ao lado de Auschwitz. O propósito

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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Grupo Galpão foto Beto Hektor

02/11/2023|

Em cartaz nos dias 4 e 5 de novembro, no Espaço Tecesol, nova peça da Companhia mescla dramaturgia, música ao vivo e dança como forma de reafirmar a arte como identidade, permanência e crítica social. Ingressos a partir de R$ 25 (meia). Ao percorrer o universo do cabaré, de Brecht à contemporaneidade, o novo espetáculo do Grupo Galpão, que chega a Natal, apresenta uma trupe envelhecida e decadente que, apesar das intempéries e dos revezes, reafirma a arte como lugar de identidade e permanência. Ao mesclar um repertório de músicas interpretadas ao vivo com números de variedades e danças, fragmentos de textos da obra de Brecht e cenas de dramaturgia própria, o Cabaré Coragem convida o público a uma viagem sonora e visual. Fiel às suas origens de teatro popular e de rua, o Grupo Galpão busca, na nova montagem, a ocupação de espaços alternativos, ao romper, uma vez mais, com a relação entre palco e plateia, numa encenação que incorpora, radicalmente, a presença do público, sempre convidado a compartilhar da encenação. As apresentações serão realizadas nos dias 4 e 5 de novembro, sábado às 20h e domingo às 19h, no Espaço TECESOL. Os ingressos, a R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia), estão à venda na plataforma Sympla e na bilheteria do teatro, 1h antes da apresentação. A Turnê Nordeste do Grupo Galpão é...

Doces ou travessuras no halloween cervejeiro?

01/11/2023|

Cumprimentos, cervejeiros! Hoje, no dia de todos os santos, em sucedâneo ao Halloween, recobrando o espírito desse dia tão especial, vamos de doces ou de travessuras? Traduzindo essa expressão do Halloween para o universo cervejeiro, podemos dizer: vamos de Pastry ou de algum estilo mais inusitado? A propósito, o que seria exatamente uma “travessura cervejeira”? Talvez o próprio termo “travessura” não seja exatamente a melhor tradução para o original em inglês “trick” (a expressão completa é “Trick or Treat?” – doce ou travessura). Uma tradução mais apropriada seria “truque”, ainda mais levando-se o contexto trazido comparativamente. É mais fácil uma cerveja ter um “truque” propriamente dito, que uma expressão “travessa”, certamente. Assim, pondo os termos em contextos, é mais fácil trazer a devida reflexão tendo como pano de fundo a temática do Halloween. Sigamos! Pumpkin Ale: uma travessura ultrapassada Ao se falar de Halloween, assim como da maioria das datas comemorativas ao longo do ano, é bom rememorar que ela possui um estilo cervejeiro próprio: o Pumpkin Ale (também conhecido como Yam Beer). Sobre o estilo em apreço, não vou tecer considerações conceituais propriamente ditas no texto de hoje, contudo, tais descrições podem ser consultadas nesse outro texto AQUI. O...

Falta menos de um mês para a grande celebração dos Titãs em Natal

31/10/2023|

Pela primeira vez em 30 anos, os Titãs saem juntos em uma turnê com a formação clássica da banda: Arnaldo Antunes, Branco Mello, Charles Gavin, Nando Reis, Paulo Miklos, Sérgio Britto e Tony Bellotto numa grande celebração, o Titãs Encontro. O espetáculo chega a Natal no dia 25 de novembro, na Arena das Dunas. Quem quiser garantir vaga na plateia do show histórico na carreira da banda, que se reúne com a formação original pela primeira vez em 30 anos, ou desde a saída de Arnaldo Antunes, deve se apressar. A venda de ingressos está sendo feita AQUI e na Osklen Natal Shopping. A produção local é da Viva Promoções. O novo nome adotado para a sequência é “Titãs Encontro – Pra Dizer Adeus”. Serão doze novos shows divididos entre Brasil, Portugal e Estados Unidos, e Londrina entrou no circuito. “Desde a estreia do Titãs Encontro, sempre soubemos que este era um projeto com início, meio e fim. E não por falta de demanda, que, desde o anúncio da turnê, foi insana. Mas pela multiplicidade artística que existe em cada um dos integrantes”, comenta Guss Luveira, Vice Presidente de Marketing da 30e . “Essas novas datas serão realmente as últimas....

monalise

31/10/2023|

A cantora e compositora Monalise se inspira pelos tons sombrios e noturnos no seu primeiro single. “Midnight Muse” mescla referências do synthwave com uma estética retrô para criar uma atmosfera misteriosa. Uma parceria com o produtor Ankh Wave, o single já está disponível nas principais plataformas de streaming e seu vídeo, inspirado na tradição dos anos 90 e começo dos anos 2000 dos vídeos com imagens de anime, no YouTube. Monalise – Midnight Muse feat. Ankh Wave (AMV Legendado PT/BR) – YouTube Ouça “Midnight Muse”: https://bit.ly/MidnightMuseSingle “Midnight Muse” é uma canção que mergulha nas complexidades da vida de uma mulher em busca do estrelato, revelando a perda da inocência, o lado obscuro da fama, a hiper-sexualização e a dor oculta da prostituição e até mesmo do estupro. Essa jornada difícil é expressa através da música, que captura a transformação de algo brilhante em perigoso. “Mas mesmo com uma letra dolorida, compor esta música foi uma viagem. Ao criar a melodia pude ‘ouvir’ o instrumental em minha mente, eu sabia exatamente como queria que a música soasse, deveria ser como um passeio à noite pelas luzes da cidade”, recorda Monalise. Para isso, o produtor Ankh Wave incorpora a energia noturna e urbana reminiscente da faixa “Nightcall” de Kavinsky, juntamente com a...

Fundada a Academia Acariense de Letras

31/10/2023|

Recentemente, tivemos notícia da fundação da Academia Acariense de Letras, o que muito nos alegrou. Ultimamente temos observado, nos quatro cantos do Estado, uma efervescência cultural intensa, inclusive com outros tradicionais polos culturais implantando instituições para preservação de sua memória cultural, vide exemplo das cidades de Macau, Currais Novos, Ceará-Mirim, Apodi, Martins, dentre outras, que já criaram suas respectivas academias de letras e artes. Importante cidade do Seridó, Acari já deu ao Rio Grande do Norte figuras notáveis, e realmente merecia uma agremiação cultural para honrar seus valores do passado e do presente. Observamos, no próprio ato de constituição da entidade, nomes de peso da nossa literatura, na atualidade, como Jeanne Araújo, poeta, cronista e ficcionista, e Humberto Hermenegildo de Araújo, poeta, ensaísta e ficcionista, que possuem longa experiência e bagagem cultural e literária, sendo Hermenegildo inclusive membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras. A seguir, publicamos documento referente à fundação, assinado pelo escritor Cícero Araújo: A CRIAÇÃO DA ACADEMIA ACARIENSE DE LETRAS: UM MARCO CULTURAL EM NOSSA CIDADE No último sábado, 12 de agosto, um evento histórico ocorreu em Acari. Enquanto a cidade celebrava a festa da padroeira Nossa Senhora da Guia, quatro nomes notáveis se reuniram no Mercado do...

alessandra augusta

30/10/2023|

As inscrições estarão abertas de 27 de outubro a 06 de novembro e as vagas são limitadas Se você gosta de teatro, é mulher que se autodeclara negra ou parda, atriz ou não, e tem mais de 18 anos de idade e quer experimentar a prática teatral, partindo de temas como a memória e ancestralidade para escrita criativa autoral e criação de cenas curtas, o momento é agora. Em Natal, será realizada a partir do dia 8 de novembro, na Casa da Ribeira, a Residência Artística “A Autora Sou Eu”, com Alessandra Augusta, atriz, graduada em licenciatura em teatro (UFRN) e produtora cultural. Aprovado pelo Edital de Economia Criativa do Sebrae RN 2023, o projeto tem inscrições gratuitas, mas as vagas são limitadas. A Residência Artística “A Autora Sou Eu” terá 25 mulheres participantes durante o período de 40h (20h presencial, 20h online e estudos individuais), no qual haverá o compartilhamento de processos, trocas diárias, exercícios voltados para a investigação de si na relação com o mundo, estudos e apreciações de autoras de diversas áreas que tratam da mesma temática. O projeto compreende uma prática decolonial, quando objetiva tratar sobre a autoria das mulheres negras no cenário do teatro local....

Lucia-Helena-Galvao

30/10/2023|

Despertar no ser humano o interesse pela filosofia como um modo de vida, essa é a proposta do tema “Filosofia em ação”, escolhido pela Organização Internacional Nova Acrópole para celebrar a Semana da Filosofia deste ano. Em Natal, a data será lembrada com uma semana de programação. O ponto alto será a palestra da filósofa Lúcia Helena Galvão, no dia 16 de novembro, quando ela abordará o tema: “Filosofia: lucidez para enfrentar os desafios do mundo atual”. “A filosofia como modo de vida pode nos ajudar a colocar luz em tudo que fazemos e nos ajudar a tomar decisões mais conscientes”, esclarece a filósofa, que é uma das mais respeitadas pensadoras do Brasil. Programação gratuita Além da palestra da filósofa Lúcia Helena, que é um fenômeno na internet, a semana de filosofia contará com uma extensa programação gratuita no período de 13 a 17 de novembro, o único momento com venda de ingressos será com a referida filósofa. A programação será abertamente dia 13 com a palestra: “Como transformar desafios em oportunidades”, na Nova Acrópole de Nova Parnamirim. Na terça, 14 de novembro, a programação continua com a palestra intitulada “Como a história pode nos ensinar a superar os nossos...

o reinado de carcosa

30/10/2023|

Lançado em 2022 pela Editora Draco, O Reinado de Carcosa é um quadrinho de horror escrito pelo roteirista e dramaturgo Marcos Guerra e desenhado pelo designer gráfico e ilustrador Will Silva, baseado no livro O Rei de Amarelo, de Robert W. Chambers. Na história, Cássia decide aceitar o convite para assistir a estreia no Teatro Alberto Maranhão da peça homônima ao quadrinho escrita por sua ex-namorada, Camila. Ela embarca em uma narrativa onírica e vertiginosa nas entranhas do Teatro momentos antes do início da apresentação. Nesse primeiro segmento da HQ, o leitor se encontra em um local realista, repleto de elementos que despertam curiosidade sobre como serão articulados. As referências são expostas de modo evidente através de uma foto de H. P. Lovecraft na segunda página e a menção ao Rei de Amarelo na sexta página. Em paralelo, vemos o Teatro Alberto Maranhão e menções a Câmara Cascudo e à Natal. Assim, o quadrinho diz ao leitor de onde está partindo e deixa claro que esses dois pólos temáticos distintos, o horror cósmico e a cidade, possuem o mesmo valor e serão trabalhados em conjunto. Essa introdução, portanto, é eficaz ao apresentar, de modo direto e sucinto, os temas do...

Tem ensaio aberto do FullChico neste domingo

29/10/2023|

Bloco carnavalesco em homenagem a Chico Buarque inicia ensaios com artistas convidados no pátio da Funcarte Os clássicos buarquianos em ritmo de carnaval. Essa é a proposta do novo bloco carnavalesco de Natal, o FullChico. Os ensaios semanais iniciados em junho têm afinado o batuque para o período momesco de 2024. E a partir deste domingo, artistas potiguares emprestarão suas vozes para compor a festa. O cantor Eugênio Bezerra é quem abre os trabalhos a partir das 16h, no pátio da Fundação Capitania das Artes. Todos os domingos o bloco receberá um artista diferente. Os ensaios são abertos ao público. O FullChico desfilará na sexta-feira de carnaval pelas ruas do Pólo Petrópolis. Dezenas de mulheres são as responsáveis pela percussão do bloco, orquestradas pelo mestre Jorge Negão. No dia do desfile se juntam a elas a orquestra formada pelo Ong Ilha de Música, comandada pelo maestro Gilberto Cabral, numa fusão de metais e percussão para alegrar o folião e o fã da boa música. E para engrossar o caldo, esses artistas que participarão dos ensaios a partir deste domingo se juntam ao bloco durante a concentração. “Teremos um bloco animado com percussões, metais e agora com a participação de artistas...

Cia PraDançar estreia peça que presta tributo à cultura do samba de Natal

26/10/2023|

A Cia PraDançar estreia na próxima quarta-feira (1) o espetáculo “Abel, um coração que não bate, samba!”, no Teatro Alberto Maranhão, às 20h. A obra é um tributo aos bairros e à cultura do samba de Natal e se baseia na história real de Abel Rodrigues dos Santos. Por meio da dança, com destaque para o samba de gafieira, música e dramaturgia o espetáculo conta a história desse personagem, um homem que era apaixonado pelo samba e pela vida militar, e mesmo sem seguir carreira encontrou uma forma de viver o seu sonho, junto das bandas marciais e de frevo. A Cia PraDançar é especialista em danças de salão e nesse espetáculo traz o samba de gafieira como protagonista, apresentando grandes sucessos desse gênero musical, que marcaram época e a vida de Abel. A produção é uma oportunidade única para o público mergulhar na cultura natalense e na magia do samba. O espetáculo é realizado pela Cia e conta com a participação especial dos alunos das turmas de samba de gafieira da Avivar Complexo Cultural. Para Marcelo, idealizador, diretor e sobrinho do personagem que inspira a obra, é uma grande emoção poder homenagear o seu tio com o samba, ritmo...

Thalisson Vaqueiro

26/10/2023|

O jovem Thalisson Vaqueiro, de um vilarejo próximo a Pedro Avelino, no Rio Grande do Norte, alcançou a importante marca de milhões de visualizações com seus vídeos no Tiktok, fato que viralizou na internet, lhe tornando um fenômeno de engajamento nas redes sociais e chamando atenção de artistas famosos como Vicente Nery, Braulio Bessa, Caninana, banda Araketu, Flávio José, Tribalhistas, entre outros. A capacidade de Thalisson de alcançar a aprovação das pessoas e de viralizar na internet, garantindo milhares de acessos com as suas postagens começou a chamar atenção em setembro de 2022, quando com o vídeo intitulado “Antes que alguém lhe conte a verdade, eu mesmo abro o jogo” alcançou a tão almejada marca de 1 milhão de visualizações. Daí em diante a história de sucesso foi construída degrau a degrau e essa publicação já conta hoje com mais de 6 milhões de views, além de várias outras com números impressionantes. O menino, que mora em uma simples casa de taipa, começou a se interessar pela música ainda criança na companhia do seu pai, seu grande incentivador. A morte do seu ídolo, em um acidente, o aproximou ainda mais da música e dos seus avós, que o criaram no...

TERRA ESTRANGEIRA: Na sombra da cordilheira

26/10/2023|

Santiago – Chile, 12 de Março de 2015 Eu nasci e cresci ao nível do mar, posto como uma oferenda do destino diante do sal do Atlântico Sul. Mesmo assim, tenho ramificações genealógicas com a altitude. Parte de minha família materna se instalou no Oeste potiguar em Serra Nova, distrito de Martins, em um momento ainda desconhecido pelas minhas incursões na história das famílias sertanejas de meu estado, mas que deve ter se situado lá pelo  século XIX. Esse dado de minha geografia afetiva nunca foi sufocado pela minha paisagem biográfica de escritor de província, enterrado até o talo, como um desses cajueiros que aparecem em cima das dunas, na areia porosa dessa Natal tão volúvel. Talvez por isso o meu primeiro grande alumbramento em terra estrangeira tenha se dado em 1995, justo quando atravessei, pela primeira vez, a cordilheira dos Andes a bordo de um voo da Varig em direção ao Peru. Enquanto nos preparávamos para descer no aeroporto de Lima, para de lá pegar um ônibus que nos levaria até Arequipa e depois um outro que subiria a serra em direção a Cusco, para o Inti Raymi, vi um colchão de nuvens sobre o estreito pedaço de chão que...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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