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Há remendo?

Há, hoje, nos grotões da vida em sociedade, uma espécie de tristeza mórbida, que só não alcança fanáticos ou alienados absolutos. No campo do fanatismo, vamos encontrar a direita renascida

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A prainha do coração

Croniketa da Burakera #34, por Ruben G Nunes Campanhas-de-copo-y-pasión! Brau! Algumas pessoas habitam minha praia interior. Aquela prainha que temos no coração. A Prainha do Coração… de brancareia, de brisasuave,

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Mostra individual de Janderson Azevedo mergulha em questões urgentes do presente

Redação

A Pinacoteca abre, neste sábado (9) às 10h, a exposição “Contra a Máquina de Moer Mundos”. Esta é a primeira mostra individual do artista visual potiguar Janderson Azevedo. A exposição reúne um conjunto inédito de trabalhos recentes e ocupa o espaço com obras que atravessam instalação, fotoperformance, videoperformance e objetos. A proposta é construir uma experiência imersiva e crítica, em que o público é atravessado por imagens, matérias e situações que tensionam o presente. Com curadoria de Sanzia Pinheiro, a mostra articula questões urgentes do presente, como disputa por território, exploração de recursos naturais, violência política e formas contemporâneas de controle da vida. O público é convocado a se implicar na experiência, a partir da escuta e da percepção. Ao mobilizar materiais como minerais, concreto, água e resíduos, o artista constrói obras que evidenciam processos históricos ainda em curso. A exposição se organiza em torno de ideias como corrosão, ruína e resistência. As obras tensionam permanência e colapso e revelam marcas de um mundo em disputa. Como afirma a curadora, a exposição “enfrenta as engrenagens que naturalizam a violência e transformam a vida em recurso, ao mesmo tempo em que cria imagens que interrompem esse fluxo e devolvem complexidade ao que se tenta simplificar”. “Contra a Máquina de Moer Mundos” não se limita ao diagnóstico da crise. A exposição propõe um encontro direto com as fraturas do mundo contemporâneo e com as forças que se recusam a ser absorvidas por elas. Entre desgaste e insurgência, o trabalho de Janderson Azevedo abre espaço para pensar outras formas de existência, relação e futuro. Sobre o artista Janderson Azevedo é artista visual, performer, diretor de arte e produtor cultural. É formado em Artes Visuais pela UFRN desde 2023. Sua prática articula criação artística e atuação técnica no campo da arte contemporânea. Atua com montagem, marcenaria e desenvolvimento de projetos, através da sua produtora, a Vermelho Arte Produção. Participou de exposições e ações artísticas no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste. Sua produção investiga relações entre matéria, território e processos sociais. Serviço: Exposição: Contra a Máquina de Moer MundosAbertura: 09 de maio de 2026, às 10hLocal: Pinacoteca do Estado do Rio Grande do NorteEndereço: Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal/RNEntrada: gratuita Ficha técnica Artista expositor: Janderson AzevedoCuradoria: Sanzia PinheiroProdução executiva: Paulo DemétrioAssistente de produção: Maria Júlia BarbosaExpografia e montagem: Vermelho Arte ProduçãoAcessibilidade: Recria Acessibilidade Esse projeto conta com a...

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Documentário resgata a memória de Parnamirim

Redação

Qual a história da cidade de Parnamirim para além da ligação histórica com a Segunda Guerra? O documentário “Parnamirim na Memória do Povo”, surge para responder essa pergunta e para resgatar a história esquecida da cidade. A obra será exibida na Escola Estadual Roberto Rodrigues Krause às 18h30 e também contará com a exibição aberta no YouTube durante todo o final de semana (sexta, sábado e domingo).  Idealizado com o objetivo de preservar e valorizar a memória coletiva de Parnamirim, revelando aspectos culturais, tradições, costumes e eventos históricos que moldaram a identidade da cidade e promovendo o sentimento de pertencimento, o projeto busca não apenas resgatar a história local, mas também fortalecer a importância da preservação da memória cultural, incentivando a participação ativa dos cidadãos na construção da memória coletiva de Parnamirim. A escritora e produtora cultural Dandara Dias explica que o projeto surgiu a partir de uma inquietação pessoal diante da ausência de registros sobre a história da cidade. “A ideia do documentário nasce do fato de que a história de Parnamirim costuma ser contada quase exclusivamente a partir da Segunda Guerra Mundial, com foco nos militares e no ‘Trampolim da Vitória’, como se esse fosse o ponto de origem da cidade. No entanto, sabemos que, antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já existiam os povos originários. Em Parnamirim, essas histórias foram apagadas ou não foram registradas. O que havia antes da Segunda Guerra Mundial? O que acontecia nesse território? Temos poucas respostas, justamente pela falta desses recortes históricos”, aponta Dandara.  Segundo Dandara, o curta-documentário busca ampliar essa perspectiva e construir novas formas de memória. “A proposta é criar registros que não estejam centrados apenas em narrativas militaristas. Existe um cansaço em relação a esse olhar único sobre a cidade. Queremos novas memórias, outras formas de contar a nossa história, e isso é possível.” A produtora destaca que o projeto pretende funcionar como um registro de histórias frequentemente esquecidas, valorizando diferentes vivências e trajetórias. “A ideia é documentar a cidade a partir de pessoas que nem sempre ocupam cargos de destaque, mas que são fundamentais para a construção da identidade local, moradores de periferias, artistas e representantes de diversos segmentos.” Ela também afirma que espera que a iniciativa inspire outras cidades. “Se o projeto for bem recebido, a expectativa é que outras localidades desenvolvam propostas semelhantes, registrando suas histórias a partir de perspectivas mais plurais. É uma forma...

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Caio Padilha lança campanha coletiva para viabilizar projeto musical Cordel de Couro e Crina

Redação

Um belo dia, dois rabequeiros — um do Norte de Minas e outro de Natal — descobriram, no Rio de Janeiro, quase por acaso, que moravam no mesmo prédio. O encontro no elevador entre Caio Padilha e Guilherme Pimenta não deu origem apenas a uma amizade, mas também a uma parceria musical que agora se concretiza no projeto Cordel de Couro e Crina. Com trajetórias consolidadas como compositores, pesquisadores e instrumentistas, os dois artistas se unem para investigar e reinventar o universo da rabeca e do forró pé de serra, colocando lado a lado repertórios tradicionais e criações inéditas. A crina dos arcos das rabecas se mistura ao couro das percussões para acompanhar e enfeitar a poesia das letras, criando uma sonoridade que dialoga com a tradição popular e ao mesmo tempo aponta para novos caminhos. Trançando uma rede O financiamento coletivo permitirá realizar um grande encontro musical no Rio de Janeiro, que culminará na gravação ao vivo do primeiro disco do projeto, reunindo convidados especiais e público presente. Mais do que um espetáculo, o projeto propõe uma experiência cultural completa, com atividades abertas ao público que exploram diferentes dimensões da rabeca brasileira: música, oralidade, memória e formação. Participar da campanha é ajudar a transformar esse encontro em disco, pesquisa e circulação cultural. Por que entrar nesse cordel? Desde que o escritor e pesquisador Mário de Andrade destacou a música como elemento central da cultura brasileira, o repertório de mestres rabequeiros passou a ser reconhecido como patrimônio cultural. Mais recentemente, a salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró pelo IPHAN reforçou a importância desse universo musical para a história da música popular brasileira. Nesse contexto, a rabeca permanece como instrumento fundamental nas formas de produção e circulação dessas tradições. Ao longo do século XX, a rabeca inspirou diferentes movimentos estéticos e artísticos ligados à ideia de brasilidade. Compositores e intérpretes como Guerra-Peixe, Antônio Nóbrega, Eduardo Gramani e diversos músicos populares dialogaram com essas tradições, expandindo o repertório e as possibilidades do instrumento. O projeto Cordel de Couro e Crina se insere nessa longa trajetória. Ao reunir pesquisa acadêmica, criação musical e performance, ele propõe atualizar a escuta destes repertórios no século XXI — valorizando tanto a memória dos mestres quanto a criação contemporânea. Seu apoio ajuda a registrar esse encontro em disco, ampliar o alcance dessas pesquisas e fortalecer a presença da rabeca na cena musical brasileira. Sua empresa no cordel...

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Casa Impacto Natal abre as portas para artistas como novo polo cultural em Ponta Negra

Redação

A Casa Impacto Natal, o primeiro núcleo itinerante de design social do Brasil, anuncia a abertura de suas portas para artistas, produtores culturais, escritores, artesãos e criativos de Natal apresentarem seus projetos. Instalada em um contêiner marítimo artesanalmente repaginado na Avenida Praia de Ponta Negra, a Casa busca propostas que desejem ocupar esse espaço inovador com lançamentos e eventos culturais entre os meses de maio e junho de 2026, sem nenhum custo. Idealizada pela designer social e empreendedora Cris Ribeiro, a Casa Impacto funciona como uma “vitrine viva” da identidade potiguar. Após o sucesso da estreia com a mostra “Natal, Original é Ser”, o espaço agora convoca projetos que enalteçam a cultura local, o impacto social e a inclusão. Os interessados têm até o dia 07 de maio de 2026 para enviar suas propostas e projetos criativos. O foco são iniciativas que dialoguem com a essência do negócio social Lugares de Charme, que há 15 anos promove a prosperidade com dignidade através da economia criativa e do bem-estar. A Divulgação da agenda oficial acontecerá a partir de 09 de maio e o Contato para inscrições: pr********************@***il.com A Casa Impacto não é apenas um local de eventos, mas o ápice de 21 anos de experiência de Cris Ribeiro com comunidades e coletivos de mulheres. Única designer social em atividade no Rio Grande do Norte, Cris transformou o contêiner em um ponto de encontro que já reúne mais de 130 colaboradores diretos, entre artesãs e artistas. “A Casa Impacto é um convite para ‘ser’ conosco. Queremos projetos que tragam essa força da identidade natalense original, unindo o design autoral à nossa história”, afirma Cris Ribeiro. Atualmente, quem visita o local pode conferir peças em crochê, trançado de palha de coqueiro e bordados que contam a história de Natal, a “cidade dos encontros”, sob uma perspectiva de design afetivo e circular. A Cada Impacto Natal conta com o patrocínio da Prefeitura de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Funcart, Colégio CEI, UnimedNatal, Projeto Lugares de Chame. O apoio Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres – SEMUL; Restaurante Camarões; SESI/RN; SETUR; Tintas Suvinil; B3 Distribuições; Mercado da Agricultura Familiar; Predesign Premoldados e Brisanet.

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Xilo de corda: Monte das Gameleiras recebe projeto de valorização da xilogravura a partir desta segunda

Redação

Durante duas semanas, os artesãos de Monte das Gameleiras vão ter a oportunidade de aprender sobre a arte da xilogravura. O projeto “Xilo de Corda – Empreendendo pela Xilogravura”, inicia nesta segunda (4) na zona rural da cidade, uma série de oficinas formativas ministradas pelo arte educador e artista visual Douglas Buso. O projeto fortalece o processo de criação e produção, possibilitando a aplicação dessa técnica na elaboração de produtos como gravuras, camisetas e ecobags, ampliando as possibilidades de geração de renda e diversificação da produção artesanal local. A Xilogravura é a arte de entalhar com uso de madeira. Com ela é possível formar imagens, criar desenhos, onde os relevos que se formam podem imprimir como um carimbo a gravura no suporte. A primeira semana de oficinas acontece entre os dias 4 e 8 de maio, para o grupo de artesãos do Sítio Jacu de Órfãos, Zona Rural de Monte das Gameleiras. A segunda oficina acontece entre os dias 18 e 22 de maio, na Biblioteca Pública Municipal João Delmiro de Souza, Centro – Monte das Gameleiras. As inscrições estão sendo realizadas pela prefeitura municipal e são totalmente gratuitas. Ao todo, cerca de 30 artesãos (homens e mulheres) devem participar das atividades na cidade.

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Filarmônica UFRN reúne obras de Turina, Guerra-Peixe e Manuel de Falla em Natal neste sábado

Redação

A Filarmônica UFRN convida o público para o concerto “Candeias”, que será apresentado no próximo sábado, 9 de maio, em duas sessões, às 18h e às 20h, no Auditório Onofre Lopes, em Natal. Sob a regência do maestro André Muniz, a apresentação reúne um programa que articula referências da tradição musical ibérica com desdobramentos na música de concerto brasileira. Ingressos disponíveis pelo Sympla na quarta-feira, 06 de maio, às 8h sympla.com.br/evento/concerto-candeias-filarmonica-ufrn/3410896?referrer=www.google.com e no local, no dia do evento, com distribuição 1h antes de cada sessão.  Mais do que uma sucessão de obras, o concerto se configura como um percurso sensível de escuta, no qual memória, identidade e transformação dialogam de forma contínua. A proposta evidencia como as heranças musicais atravessam culturas e se reinventam, criando uma experiência que conecta o público tanto no plano cultural quanto no sensorial. A noite contará com a participação do violinista Rucker Bezerra como solista convidado. Reconhecido por sua expressividade e apuro interpretativo, o músico conduz o público por uma narrativa musical que valoriza nuances tímbricas e intensidade emocional. O repertório reflete diferentes formas de apropriação e reinvenção desse universo sonoro. A suíte Danzas fantásticas, de Joaquín Turina, abre o programa com uma escrita orquestral vibrante, marcada por ritmos incisivos e cores tipicamente espanholas. Em seguida, o Concertino para violino, de César Guerra-Peixe, desloca essa matriz estética para o contexto brasileiro, incorporando elementos populares a uma linguagem de concerto refinada. Encerrando a noite, El amor brujo, de Manuel de Falla, tensiona tradição e modernidade ao evocar o imaginário flamenco e a cultura andaluza. Mais do que evidenciar afinidades estéticas, “Candeias” organiza uma experiência de escuta pautada pelo reconhecimento e pela transformação. Gestos musicais recorrentes, como padrões rítmicos, inflexões melódicas e texturas sonoras, despertam no ouvinte uma sensação de familiaridade, mesmo diante do inédito. É nesse entrelaçamento entre herança histórica e memória afetiva que o concerto se estrutura, convidando o público a uma imersão que transita entre o campo cultural e o sensorial. As apresentações acontecem no Auditório Onofre Lopes, espaço vinculado à Escola de Música da UFRN, que vem se consolidando como um dos principais polos de difusão da música de concerto no Rio Grande do Norte. A Temporada 2026 é realizada pela Filarmônica UFRN, EMUFRN, UFRN e PROEX, com patrocínio da Caixa Assistencial Universitária do RN (CAURN) e do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), produção da Da Capo Produções...

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Vozes Femininas: projeto une arte, cultura e memória para homenagear mulheres potiguares

Redação

Valorizar e dar visibilidade às contribuições históricas e contemporâneas das mulheres do Rio Grande do Norte, destacando trajetórias que marcaram a cultura, a política, a educação e a vida social do estado. Esse é o objetivo do projeto Vozes Femininas, que será lançado na próxima terça-feira (5), no Hotel Senac Barreira Roxa, às 8h30, com a presença de autoridades e parceiros do projeto. Na ocasião, serão apresentados editais voltados às áreas de gastronomia, moda e artesanato, desenvolvidos em parceria com o Sebrae/RN, além do primeiro encontro do Ciclo de Palestras “Caminhos de Coragem”, com a participação de Márcia Maia e Magnólia Figueiredo, entre outras pioneiras da atualidade. As ações marcam o início de uma agenda que se estende ao longo de todo o mês de maio e compreende atividades culturais e formativas em diferentes espaços. O projeto conecta passado, presente e futuro por meio de iniciativas que envolvem artes visuais, música, moda, artesanato e gastronomia, além de palestras, rodas de conversa, oficinas e apresentações artísticas. A ideia, segundo Ana Maria Costa, é preservar memórias, reconhecer legados invisibilizados e inspirar novas gerações a partir de histórias de pioneirismo, coragem e transformação social. “Dar voz às mulheres do RN é honrar histórias silenciadas e acender futuros possíveis. Que cada mulher se reconheça nessa luta, se aproprie desse espaço e transforme sua voz em coragem, presença e legado”, diz Ana Maria Costa. Além dela, o Vozes Femininas é idealizado e realizado por Ana Guedes e Tatiane Fernandes, que assinam a concepção e coordenação do projeto.  A programação inclui a instalação “Legados de Coragem do RN – Vozes Femininas”, que vai destacar em informações e imagens a essência do legado de 12 mulheres potiguares pioneiras em diferentes áreas, como educação, literatura, política, cidadania, cultura e resistência indígena. A instalação de lançamento ficará em cartaz de 15 maio a 15 junho, no mall do Natal Shopping, com visitação gratuita. E depois seguirá para novos espaços, em Natal e nas cidades onde as homenageadas nasceram. A agenda também contempla outros dois encontros do ciclo de palestras, com debates sobre o legado feminino no estado em temas como artes, gestão pública, ancestralidade, pioneirismo, diversidade e empreendedorismo. Os encontros serão realizados em Natal e Mossoró, sendo uma edição voltada a mulheres empreendedoras, pioneiras nos mais diversos segmentos. No campo da formação, o projeto vai realizar um circuito de rodas de conversa com estudantes de escolas públicas potiguares, em...

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Chico César fará em Natal show de lançamento de seu novo disco, “FOFO”

Redação

Apresentação será dia 8 de maio, 21h, no Teatro Riachuelo. Décimo primeiro álbum da carreira do artista traz canções nunca gravadas, compostas em sua juventude Após dez trabalhos autorais, “FOFO” é o primeiro disco em que o cantor e compositor Chico César volta ao tempo de sua juventude, dando voz a composições escritas em sua passagem pela banda Jaguaribe Carne, quando morou em João Pessoa, e também na chegada a São Paulo. O show, com Chico e seu violão em cena, será dia 8 de maio no Teatro Riachuelo. Com seu 11º álbum gravado em estúdio, o músico celebra um marco pessoal e artístico que sintetiza vivências, conquistas e redescobertas. Nunca gravadas, todas as 16 faixas do projeto – letra e música – são assinadas por ele. Exceto três: uma parceria com Pedro Osmar, outra com Paulo Ró (integrantes do Jaguaribe Carne). A terceira é em parceria com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Do livro dela Americanah, Chico tirou o mote da canção que dá título a seu disco: “Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida”. O disco “FOFO”, ainda sem data de lançamento, chega em formato voz e violão, assim como foi gravado “Aos Vivos” (1995), álbum que marcou a estreia de Chico César na música brasileira e o consolidou como um dos grandes nomes da música nacional e internacional, levando suas composições para palcos de diferentes partes do mundo. A sonoridade do álbum é densa, marcada pelo experimentalismo e uma certa angústia típica da juventude em meio ao ambiente político e existencial da época Sabendo disso, “FOFO” termina por ser uma reverência do artista, agora em sua maturidade, ao jovem e inquieto Chico César. É um convite para seu público conhecer suas origens nessa viagem musical com ele. Chico César Chico César é um dos nomes mais inventivos e multifacetados da música brasileira. Cantor, compositor, escritor e jornalista, ele desafia rótulos e convenções, criando uma obra singular que mistura ritmos regionais, poesia afiada e uma visão de mundo profundamente humanista. Emergiu no cenário musical brasileiro nos anos 1990, trazendo uma sonoridade fresca e uma abordagem lírica que trazia humor, crítica social e uma profunda sensibilidade poética. Seu álbum de estreia, “Aos Vivos” (1995), já anunciava sua originalidade, com canções como “Mama África” e “À Primeira Vista”, que se tornaram hinos de resistência e celebração da diversidade cultural. Sua música...

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florânia

13/02/2019|

O documentário ‘A família Giffoni no Seridó potiguar’, roteirizado e editado por Astrogildo Cruz, traz a curiosa história da família Giffoni na região, mais acentuadamente na cidade de Florânia. A história dessa família estava esquecida no tempo, entre outros motivos, em virtude da influência negativa que a participação da Itália fascista na Segunda Guerra Mundial, ao lado da Alemanha nazista, teve sobre as famílias italianas residentes no Brasil. Essa influência chegou ao ponto de as famílias, como é o caso dos Giffoni, se absterem de colocar o sobrenome Giffoni em seus descendentes. A pesquisa de Astrogildo trouxe à luz essa história, ressaltando as marcas importantes que a família Giffoni deixou, especialmente em Florânia, na arquitetura, no comércio, na política, nas artes e na cultura. Esse documentário que vocês assistem logo abaixo foi exibido no 1º Festival de Cinema de Florânia, no último dia 9 de janeiro e é fruto de pesquisa de três anos realizada por Astrogildo. Faz uns bons anos este editor realizou o mapeamento cultural em Florânia, pela revista Preá. E até onde lembro, não me foi passado nenhum registro dessa tão importante família para a cidade. Confiram aí:

Bloco As Kengas será mostrado em duas exposições fotográficas

13/02/2019|

A exposição do fotógrafo Hugo Macedo, em cartaz a partir desta quarta, será apenas a primeira a figurar nas paredes do Bardallos Comida e Arte. São telas clicadas na década de 90 e que já circularam por várias capitais do país, patrocinadas, à época, por edital da Caixa Econômica Federal. A novidade é que a partir da outra quarta-feira (20), outra exposição com a mesma temática estará aberta ao público, a do fotojornalista João Maria Alves, desta vez em preto e branco e com registros ainda mais antigos, ainda na década de 80. Vale ressaltar que o bloco As Kengas celebra este ano 36 anos de irreverência. E ainda que hoje, junto à vernissage da exposição, tem show com Dodora Cardoso e ensaio com a Orquestra de Frevo Papão. Tudo de graça! Sobre as Kengas Foi ainda como garçom da boate Broadway, que Lula Belmont fundou o bloco As Kengas, em 1983, numa época berço de reativação do carnaval de Natal, com sucesso da Banda Gália e fundação de inúmeros blocos e troças carnavalescas. Mas As Kengas se tornou ícone da irreverência e sucesso já no primeiro ano de desfile. “Iniciamos com uma charanga e média já de 200 a...

Meu-Serido-Credito-Bruno-Martins

13/02/2019|

O espetáculo Meu Seridó foi contemplado com um dos mais sonhados projetos de artes cênicas do país, o Palco Giratório, promovido pelo Sesc. Com isso, a peça produzida pela Casa de Zoé circulará por 21 estados e 46 cidades, em 55 apresentações. Será o Nosso Seridó assistido pelo Brasil, e um Brasil mais verdadeiro, não apenas de capitais. Meu Seridó foi um projeto sonhado por Titina Medeiros e é dirigido por César Ferrário. No elenco estão ainda Nara Kelly, Igor Fortunato, Caio Padilha – assinando também a trilha sonora – e Marcílio Amorim. No entanto, o elenco circulará com um desfalque significativo. O jornalista, produtor e agora também ator Marcílio, deixou pra trás mais de 60 quilos. Acredito que o público perceberá essa falta, mas verá um ator em forma para enfrentar essa empreitada. E outra novidade é que a dramaturgia do espetáculo, do autor Filipe Miguez, será contada também em livro editado pela Editora Escribas, com produção da Bobox Produções. Após o prêmio Cesgranrio para o espetáculo A Invenção do Nordeste, as artes cênicas potiguares começa 2019 com ótimas notícias. FOTO: Brunno Martins

13/02/2019|

Na piscina Aquém do mar, a piscina de águas azuis. As sombras, os ventos, as mesas, brancas, circulando a piscina. A suavidade da água de cocos. Ou o doce e fino sabor da água das fontes, após comer-se a leve gordura dos cascos, a clara carne das patas dos vermelhos caranguejos cozidos. Ainda, a carne seca, assada nas brasas, flamejando. Em copos de cristal, a tênue espuma do vinho branco ou tinto, com verdes-azeitonas boiando. Enterneciam a manhã os blues de Louis Armstrong. Aquém do mar, a piscina de águas azuis. De repente vinhas, a davas ao corpo a carícia das águas. Com o exíguo vestir, em relevo expunhas ao sol o viço da inapagável beleza do teu corpo. E do olhar nasciam-me salsas enlaçantes. Não te esqueças, portanto, girassol de dezembro, de que sempre volto a ver o azul dessas águas. (Gilberto Avelino)

Watchmen-HBO

12/02/2019|

Produtos com super-heróis sempre rendem à indústria do show business. As séries já entregues foram sucesso, com poucas exceções. De cá, assisti as três temporadas de Demolidor e a primeira recente dos Titãs. Mas a expectativa recai mesmo na vinda de Watchmen. A HQ icônica criada por Alan Moore chegará pela HBO, ainda sem data. Watchmen foi o melhor filme de super-heróis que assisti e espero não quebrar minha banca com a série. Mas quem assinará a direção é ninguém menos que Damon Lindelof, o mesmo de uma das melhores séries de todos os tempos: Lost. No elenco, o premiado ator britânico Jeremy Irons e a atriz Regina King, premiada em outras séries. Só pode vir coisa boa por aí.

Dodora Cardoso

12/02/2019|

A quarta-feira mais animada de Natal promove esta semana uma verdadeira prévia carnavalesca com show de Dodora Cardoso e Orquestra de Frevo do Papão dentro da programação do Quartas Konectadas, no Bardallos Comida e Arte. O acesso é livre, a partir das 19h, e contempla ainda a exposição do fotógrafo Hugo Macedo com imagens do bloco mais irreverente da cidade: As Kengas. DODORA CARDOSO A natalense Maria Cardoso da Cunha tem música nas veias. O pai militar era também era músico, poeta e repentista. E a mãe, coralista da Igreja de Sant’Ana em Caicó. Dodora morou no Rio de Janeiro por oito anos, ainda pequena. Mas sua mãe, já viúva, decide regressar a Caicó com sua família de sangue musical. E por lá vence o concurso “A mais bela voz de Caicó”. Seria apenas o começo de uma carreira de mais de 40 anos de música. De voz grave e interpretação cadenciada, Dodora Cardoso é comumente comparada à Alcione. Já com cinco CD’s gravados e mais de cinco mil cópias vendidas, tem sido constantemente convidada para projetos musicais e shows em inúmeros palcos do estado. EXPOSIÇÃO AS KENGAS Expor nas principais cidades do Brasil o estilo e a descontração dos...

cida estado transitório

12/02/2019|

Dando início às comemorações do terceiro ano de resistência do CIDA: Coletivo Independente Dependente de Artistas, neste sábado, dia 16, às 20h, será apresentado o espetáculo Estado Transitório. Indicado ao Troféu Cultura 2019, como melhor espetáculo de dança/performance, a obra é fruto da Residência Artística – Nu Escuro, que contou com o patrocínio da Prefeitura do Natal, contemplada através do Edital Cena Processo 2018. A apresentação única acontecerá na Casa Tomada e terá um público reduzido, portanto, reserve seu ingresso antecipadamente. SINOPSE Fragilidade, vulnerabilidade e ao mesmo tempo resistência. Uma metáfora sobre a vida do artista independente. A instabilidade como ponto de partida para a criação. O momento mais difícil é também o mais criativo. A fase mais conturbada é também a mais proveitosa. Sempre entre meios. Sempre em trânsito. Um transe que se repete. Um constante Estado Transitório. FICHA TÉCNICA Concepção: René Loui e Rozeane Oliveira Artista Convidado: Moisés Ferreira Artistas Residentes: Adelmo Do Vale, André Chacon e Patri D’ici Produção: René Loui Assistentes de Produção: Arthur Moura e Raquel Lucena Imagens: Diogo Ricardo Apoio: Casa Tomada e Sociedade T Patrocínio: Prefeitura do Natal / Funcarte Realização: CIDA: Coletivo Independente Dependente de Artistas SERVIÇO Espetáculo: Estado Transitório Local: Casa...

plutão já foi planeta

11/02/2019|

O disco A Última Palavra Feche a Porta (2017) é uma peça chave na carreira da Plutão Já Foi Planeta. Com ele, a banda potiguar tocou pelos quatro cantos do país e subiu a palcos de importantes festivais, como o Lollapalooza Brasil. Agora, o quinteto celebra este momento com show de despedida em Natal. A apresentação, a preços populares, está marcada para o dia 19 de março, no Teatro Riachuelo. A boa receptividade do álbum é o que dá gás para Natália Noronha (voz, violão, synth e baixo), Sapulha Campos (voz e guitarra), Gustavo Arruda (voz, guitarra e baixo), Vitória de Santi (baixo e synth) e Renato Lellis (bateria) darem o próximo passo da trajetória. Após o show de despedida, que tem apoio da Unimed Natal por meio da lei Djalma Maranhão, a Plutão Já Foi Planeta entra em estúdio para dar início aos trabalhos do próximo disco, previsto para 2019. SERVIÇO PLUTÃO JÁ FOI PLANETA Dia 19 de março Terça-feira, às 20h Duração: 80 min. Classificação: Livre INGRESSOS 1° Lote – R$30 (inteira) e R$15 (meia) 2° Lote – R$40 (inteira) e R$20 (meia)

Bailinho de carnaval exclusivo para crianças acontece neste domingo na AABB

11/02/2019|

O Bailinho Mamãe Eu Quero acontece neste domingo na AABB. Pensado para bruxinhas, palhacinhos, colombinas, super-heróis e todo o universo dos pequenos foliões, com muito confete e serpentina, bebês e crianças podem brincar bem à vontade em um baile de carnaval exclusivo pra eles. Já em sua quarta edição, a prévia carnavalesca infantil resgata as saudosas matinês que existiam nos salões natalenses nos anos 70 e 80. Com muita animação a alegrando a festa com um repertório de frevo, marchinhas clássicas e músicas infantis em ritmo de carnaval. A programação conta ainda com participação de personagens circenses, balas e pirulitos, desfile de fantasias (não competitivo) entre outras atrações que enriquecem a matinê. ​ A Orquestra de Frevo do Papão vai comandar a programação musical. E a ​Companhia Era Uma Vez ​com ​Lady Bug e Cat Noir e o ​Palhaço Piruá (Rodrigo Bruggemann) da Cia. ​Tropa Trupe​, comandará o palco do evento com sorteio de brindes, distribuição de balas e pirulitos e pinturas de rosto descoladas para os carnavalescos mirins se jogarem na pista. ESTRUTURA O evento será distribuído em dois salões da ​AABB, ​oferecendo ao público um ambiente seguro, climatizado e confortável com estrutura de praça de alimentação, com serviço...

Bazar Fora do Padrão

11/02/2019|

Na contramão dos anúncios de academia que dizem que é preciso deixar o corpo em forma para o carnaval, o Bazar Fora do Padrão promove neste sábado sua segunda edição na Natal Tattoo. O evento tem como objetivo pautar o empoderamento dos corpos e tem entrada gratuita. Idealizado por Luciene Ferreira, Carla Nogueira, Cecília Oliveira e Alana Cascudo, o bazar vem para mostrar mais uma vez que beleza não tem limite de peso. Serão vendidas peças de roupas a partir do tamanho 44 com preços que variam de R$ 1,00 a R$99,99 reais. Adereços carnavalescos também estarão à venda. Mais do que um bazar, o Fora do Padrão é um movimento. A programação conta com debate sobre autoestima com o título ‘Sobre ser gorda na sociedade: empoderamento e desconstrução’, além de discotecagem, foodtrucks, sorteios, apresentação de dança do ventre com Michele Oliveira e workshop de maquiagem carnavalesca com Ynna Borges. Fora do Padrão é promovido pelo blog Apartamento 702, e conta com apoio da Natal Tattoo, Massas Jucurutu, Bella Sempre Moda Grande, Amanditta Modas, Estúdio Carlota, Will Makeup, Que tal Lingerie, Pudim Artesanal e Doce Chocolates. Bazar Fora do Padrão Realizado pela primeira vez em setembro de 2018, o Bazar...

A dialética da mediocridade

11/02/2019|

Tempos de miséria dialética. A considerar-se tudo que se confronta, enfrenta-se, afirma-se ou se nega. Hegel resgata da era clássica a dialética empírica e lhe dá feição idealista. A lógica, então método usual, foi superada na investigação filosófica. Arquivamento dos silogismos. Um discípulo de Hegel, Karl Marx, repensou a dialética e contestou Hegel. Dizia ele que Hegel acertara na superação da lógica, mas pusera a dialética de cabeça para baixo. E quem fora discípulo, agora era revisor. Mesmo que os marxistas detestem o revisionismo, não foi outra coisa o que Marx fez com Hegel. Desvestindo a dialética do idealismo para dar-lhe compleição materialista. Aliás, nesse aspecto, Engels foi mais profundo do que Marx. A negação dos marxistas ao revisionismo vem dos diversos momentos em que foi preciso justificar o poder, mesmo negando princípios originários do próprio marxismo. Até Fustel de Coulanges, equivocadamente chamado de positivista, foi tachado de “precursor” do revisionismo. Daí negou-se a importância da sua obra clássica, “A Cidade Antiga”, que se debruçou sobre a religião, organização política e vida familiar nas Cidades-Estados da era Clássica. É verdade que a dialética tem vida muito mais antiga do que Hegel e Marx. Aristóteles, Demóstenes, Heráclito de Éfeso são alguns...

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