O improviso do jazz se une ao volume orquestral no concerto Jazz Sinfônico nesta terça

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Conhece alguém que gosta de Jazz? Conhece alguém que gosta de música orquestral? Ou simplesmente gosta de curtir boa música e de graça? Então, se ligue nessa notícia: a Filarmônica UFRN vai realizar um concerto imperdível juntamente com jazzistas convidados. O improviso e a versatilidade do sax, piano, bateria e contrabaixo do jazz unem-se ao volume da orquestra para promover um espetáculo majestoso de Jazz Sinfônico.

Esse concerto faz parte da programação da Semana da Música da Escola de Música da UFRN e ocorre na noite da terça-feira, dia 19, a partir das 19h. Apesar de gratuito, há distribuição de ingressos, que acontece a partir de hoje (14) na secretaria da EMUFRN.

A Filarmônica contará com a colaboração de Instrumentistas como Anderson Pessoa (sax), Paulo César Vitor (piano),
Cleber Campos (bateria) e Airton Guimarães (contrabaixo).

Conheça mais sobre as obras a serem executadas neste Jazz Sinfônico:

Arroio (1971) Victor Assis Brasil (1945 – 1981) arranjo Anderson Pessoa (2011)

Arroio é uma composição de Victor Assis Brasil, gravada por Airton Moreira em 1971. O arranjo para orquestra de cordas e quarteto de jazz foi encomendado em 2011 pelo professor Mike Tracy para um concerto com a Orquestra Sinfônica de Loja, Equador. A temática nordestina, característica da composição (um baião), foi explorada na parte das cordas em combinação com a rítmica do quarteto. O arranjo ainda abre espaço para os improvisos do quarteto.

Adeus ao Velho Contador de Histórias (2010) Anderson Pessoa (1974)

Adeus ao Velho Contador de Histórias, escrita em janeiro e fevereiro de 2010 quando do falecimento do avô do autor, é uma homenagem a um velho mineiro que não se cansava de contar as histórias vividas por ele e por sua família quando viviam na ”roça”, no interior do estado de Minas Gerais, onde nasceu e viveu até a mudança pra Brasília.

Envolventes e excitantes para as os netos, suas histórias envolviam onças, serras, cavalos, disputas de terra, seres mitológicos, e tudo mais que um lavrador atento e criativo poderia contar para crianças da cidade grande. Assim, como nas histórias do velho, ao longo do tempo as melodias da peça, inicialmente apresentadas isoladamente e com limites claros, começam a se entrelaçar e se sobrepor, perdendo os limites óbvios entre uma e outra. Na fala do avô, a clareza nos limiares das histórias não fazia a menor falta, pois a cada vez que se entrelaçavam, suas histórias ficavam ainda mais
interessantes.

A peça tenta trazer para a música um pouco da sensação que o autor tinha ao perceber que uma história tinha se misturado com a outra, mas que, exatamente por causa disso, tinha se tornado ainda mais interessante.

Suíte para Orquestra de Câmara e Jazz Piano Trio (1983) Claude Bolling (1930)

I. Gracieuse
IV.Aria e Animie

A América do século XX exportou o Jazz para o resto do mundo, e a Europa o abraçou de todo coração. Um prodigioso pianista de jazz aos 14 anos, Claude Bolling tornou-se líder de um pequeno grupo que conquistou o primeiro lugar nos sondagens de jazz da Europa por cinco anos consecutivos. Ele gravou pela primeira vez aos 18 anos e continuou sua música underground durante a Segunda Guerra Mundial, pois o Jazz era proibido pelos nazistas. Essa experiência valeu a pena no final da guerra, quando muitos músicos de jazz chegaram a Paris. Ele rapidamente se tornou o pianista mais procurado para realizar concertos e gravação de discos.

Ao longo dos anos, Bolling fez amizade com muitos músicos clássicos que pediram que ele compusesse música para eles. Ele escreveu uma série de composições que justapõem os idiomas barroco e jazz, sendo o Suíte para Orquestra de Câmara e Jazz Piano Trio uma delas.

Na era barroca, uma suíte era uma composição instrumental com movimentos de dança. Nesta Suíte, no entanto, o termo é usado em sua aplicação moderna, significando uma composição instrumental com vários movimentos contrastantes. Há também uma grande flutuação de humor dentro dos movimentos causados ​​pelo diálogo constante entre o jazz e os elementos clássicos que parecem lutar, estimular, imitar e interromper um ao outro. A suíte tem cinco movimentos, mas apenas dois serão interpretados no concerto: ‘Gracieuse’, ‘Aria e Anime’.

Um americano em Paris (1928) George Gershwin (1898-1937)

Um americano em Paris é uma peça orquestral influenciada pelo jazz. Foi inspirada no tempo que Gershwin passou em Paris e evoca as vistas e a energia da capital francesa na década de 1920.

Naquela década o Walter Damrosch (Regente da Filarmônica de Nova York) pediu a Gershwin que escrevesse um concerto completo após o sucesso de Rapsódia in Blue (1924). Gershwin marcou a peça para os instrumentos padrão da orquestra sinfônica, além de celesta, saxofones e buzinas de automóveis. Ele trouxe quatro buzinas de táxi parisienses para a estreia em Nova York da composição.

As características mais atraentes da obra são suas maravilhosas melodias, tais como a seção central de blues com solo de trompete e sua orquestração brilhante, apresentando aquele quarteto chocante de buzinas de táxi parisienses. “Não é uma
sinfonia de Beethoven, você sabe”, comentou Gershwin, talvez em reação às reservas elitistas sobre a alegria predominante da obra. “Se agrada ao público da sinfonia como uma peça leve e alegre, uma série de impressões expressas musicalmente, ela
consegue”.

SERVIÇO

Evento: Concerto Filarmônica Jazz Sinfônico
Data: 19/11/2019 (TERÇA-FEIRA)
Local: Escola de Música da UFRN – Auditório Onofre Lopes
Horário: 19 horas
Entrada gratuita. (Ingressos quinta-feira, 14/11, a partir das 8h)


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Sérgio Vilar

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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