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O racismo no cordel brasileiro

Na Semana da Consciência Negra eu quero trazer aos leitores a forma como era apresentado o negro dentro do cordel brasileiro. O racismo era forte! A imagem do negro estava

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Mostra individual de Janderson Azevedo mergulha em questões urgentes do presente

Redação

A Pinacoteca abre, neste sábado (9) às 10h, a exposição “Contra a Máquina de Moer Mundos”. Esta é a primeira mostra individual do artista visual potiguar Janderson Azevedo. A exposição reúne um conjunto inédito de trabalhos recentes e ocupa o espaço com obras que atravessam instalação, fotoperformance, videoperformance e objetos. A proposta é construir uma experiência imersiva e crítica, em que o público é atravessado por imagens, matérias e situações que tensionam o presente. Com curadoria de Sanzia Pinheiro, a mostra articula questões urgentes do presente, como disputa por território, exploração de recursos naturais, violência política e formas contemporâneas de controle da vida. O público é convocado a se implicar na experiência, a partir da escuta e da percepção. Ao mobilizar materiais como minerais, concreto, água e resíduos, o artista constrói obras que evidenciam processos históricos ainda em curso. A exposição se organiza em torno de ideias como corrosão, ruína e resistência. As obras tensionam permanência e colapso e revelam marcas de um mundo em disputa. Como afirma a curadora, a exposição “enfrenta as engrenagens que naturalizam a violência e transformam a vida em recurso, ao mesmo tempo em que cria imagens que interrompem esse fluxo e devolvem complexidade ao que se tenta simplificar”. “Contra a Máquina de Moer Mundos” não se limita ao diagnóstico da crise. A exposição propõe um encontro direto com as fraturas do mundo contemporâneo e com as forças que se recusam a ser absorvidas por elas. Entre desgaste e insurgência, o trabalho de Janderson Azevedo abre espaço para pensar outras formas de existência, relação e futuro. Sobre o artista Janderson Azevedo é artista visual, performer, diretor de arte e produtor cultural. É formado em Artes Visuais pela UFRN desde 2023. Sua prática articula criação artística e atuação técnica no campo da arte contemporânea. Atua com montagem, marcenaria e desenvolvimento de projetos, através da sua produtora, a Vermelho Arte Produção. Participou de exposições e ações artísticas no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste. Sua produção investiga relações entre matéria, território e processos sociais. Serviço: Exposição: Contra a Máquina de Moer MundosAbertura: 09 de maio de 2026, às 10hLocal: Pinacoteca do Estado do Rio Grande do NorteEndereço: Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal/RNEntrada: gratuita Ficha técnica Artista expositor: Janderson AzevedoCuradoria: Sanzia PinheiroProdução executiva: Paulo DemétrioAssistente de produção: Maria Júlia BarbosaExpografia e montagem: Vermelho Arte ProduçãoAcessibilidade: Recria Acessibilidade Esse projeto conta com a...

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Documentário resgata a memória de Parnamirim

Redação

Qual a história da cidade de Parnamirim para além da ligação histórica com a Segunda Guerra? O documentário “Parnamirim na Memória do Povo”, surge para responder essa pergunta e para resgatar a história esquecida da cidade. A obra será exibida na Escola Estadual Roberto Rodrigues Krause às 18h30 e também contará com a exibição aberta no YouTube durante todo o final de semana (sexta, sábado e domingo).  Idealizado com o objetivo de preservar e valorizar a memória coletiva de Parnamirim, revelando aspectos culturais, tradições, costumes e eventos históricos que moldaram a identidade da cidade e promovendo o sentimento de pertencimento, o projeto busca não apenas resgatar a história local, mas também fortalecer a importância da preservação da memória cultural, incentivando a participação ativa dos cidadãos na construção da memória coletiva de Parnamirim. A escritora e produtora cultural Dandara Dias explica que o projeto surgiu a partir de uma inquietação pessoal diante da ausência de registros sobre a história da cidade. “A ideia do documentário nasce do fato de que a história de Parnamirim costuma ser contada quase exclusivamente a partir da Segunda Guerra Mundial, com foco nos militares e no ‘Trampolim da Vitória’, como se esse fosse o ponto de origem da cidade. No entanto, sabemos que, antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já existiam os povos originários. Em Parnamirim, essas histórias foram apagadas ou não foram registradas. O que havia antes da Segunda Guerra Mundial? O que acontecia nesse território? Temos poucas respostas, justamente pela falta desses recortes históricos”, aponta Dandara.  Segundo Dandara, o curta-documentário busca ampliar essa perspectiva e construir novas formas de memória. “A proposta é criar registros que não estejam centrados apenas em narrativas militaristas. Existe um cansaço em relação a esse olhar único sobre a cidade. Queremos novas memórias, outras formas de contar a nossa história, e isso é possível.” A produtora destaca que o projeto pretende funcionar como um registro de histórias frequentemente esquecidas, valorizando diferentes vivências e trajetórias. “A ideia é documentar a cidade a partir de pessoas que nem sempre ocupam cargos de destaque, mas que são fundamentais para a construção da identidade local, moradores de periferias, artistas e representantes de diversos segmentos.” Ela também afirma que espera que a iniciativa inspire outras cidades. “Se o projeto for bem recebido, a expectativa é que outras localidades desenvolvam propostas semelhantes, registrando suas histórias a partir de perspectivas mais plurais. É uma forma...

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Caio Padilha lança campanha coletiva para viabilizar projeto musical Cordel de Couro e Crina

Redação

Um belo dia, dois rabequeiros — um do Norte de Minas e outro de Natal — descobriram, no Rio de Janeiro, quase por acaso, que moravam no mesmo prédio. O encontro no elevador entre Caio Padilha e Guilherme Pimenta não deu origem apenas a uma amizade, mas também a uma parceria musical que agora se concretiza no projeto Cordel de Couro e Crina. Com trajetórias consolidadas como compositores, pesquisadores e instrumentistas, os dois artistas se unem para investigar e reinventar o universo da rabeca e do forró pé de serra, colocando lado a lado repertórios tradicionais e criações inéditas. A crina dos arcos das rabecas se mistura ao couro das percussões para acompanhar e enfeitar a poesia das letras, criando uma sonoridade que dialoga com a tradição popular e ao mesmo tempo aponta para novos caminhos. Trançando uma rede O financiamento coletivo permitirá realizar um grande encontro musical no Rio de Janeiro, que culminará na gravação ao vivo do primeiro disco do projeto, reunindo convidados especiais e público presente. Mais do que um espetáculo, o projeto propõe uma experiência cultural completa, com atividades abertas ao público que exploram diferentes dimensões da rabeca brasileira: música, oralidade, memória e formação. Participar da campanha é ajudar a transformar esse encontro em disco, pesquisa e circulação cultural. Por que entrar nesse cordel? Desde que o escritor e pesquisador Mário de Andrade destacou a música como elemento central da cultura brasileira, o repertório de mestres rabequeiros passou a ser reconhecido como patrimônio cultural. Mais recentemente, a salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró pelo IPHAN reforçou a importância desse universo musical para a história da música popular brasileira. Nesse contexto, a rabeca permanece como instrumento fundamental nas formas de produção e circulação dessas tradições. Ao longo do século XX, a rabeca inspirou diferentes movimentos estéticos e artísticos ligados à ideia de brasilidade. Compositores e intérpretes como Guerra-Peixe, Antônio Nóbrega, Eduardo Gramani e diversos músicos populares dialogaram com essas tradições, expandindo o repertório e as possibilidades do instrumento. O projeto Cordel de Couro e Crina se insere nessa longa trajetória. Ao reunir pesquisa acadêmica, criação musical e performance, ele propõe atualizar a escuta destes repertórios no século XXI — valorizando tanto a memória dos mestres quanto a criação contemporânea. Seu apoio ajuda a registrar esse encontro em disco, ampliar o alcance dessas pesquisas e fortalecer a presença da rabeca na cena musical brasileira. Sua empresa no cordel...

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Casa Impacto Natal abre as portas para artistas como novo polo cultural em Ponta Negra

Redação

A Casa Impacto Natal, o primeiro núcleo itinerante de design social do Brasil, anuncia a abertura de suas portas para artistas, produtores culturais, escritores, artesãos e criativos de Natal apresentarem seus projetos. Instalada em um contêiner marítimo artesanalmente repaginado na Avenida Praia de Ponta Negra, a Casa busca propostas que desejem ocupar esse espaço inovador com lançamentos e eventos culturais entre os meses de maio e junho de 2026, sem nenhum custo. Idealizada pela designer social e empreendedora Cris Ribeiro, a Casa Impacto funciona como uma “vitrine viva” da identidade potiguar. Após o sucesso da estreia com a mostra “Natal, Original é Ser”, o espaço agora convoca projetos que enalteçam a cultura local, o impacto social e a inclusão. Os interessados têm até o dia 07 de maio de 2026 para enviar suas propostas e projetos criativos. O foco são iniciativas que dialoguem com a essência do negócio social Lugares de Charme, que há 15 anos promove a prosperidade com dignidade através da economia criativa e do bem-estar. A Divulgação da agenda oficial acontecerá a partir de 09 de maio e o Contato para inscrições: pr********************@***il.com A Casa Impacto não é apenas um local de eventos, mas o ápice de 21 anos de experiência de Cris Ribeiro com comunidades e coletivos de mulheres. Única designer social em atividade no Rio Grande do Norte, Cris transformou o contêiner em um ponto de encontro que já reúne mais de 130 colaboradores diretos, entre artesãs e artistas. “A Casa Impacto é um convite para ‘ser’ conosco. Queremos projetos que tragam essa força da identidade natalense original, unindo o design autoral à nossa história”, afirma Cris Ribeiro. Atualmente, quem visita o local pode conferir peças em crochê, trançado de palha de coqueiro e bordados que contam a história de Natal, a “cidade dos encontros”, sob uma perspectiva de design afetivo e circular. A Cada Impacto Natal conta com o patrocínio da Prefeitura de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Funcart, Colégio CEI, UnimedNatal, Projeto Lugares de Chame. O apoio Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres – SEMUL; Restaurante Camarões; SESI/RN; SETUR; Tintas Suvinil; B3 Distribuições; Mercado da Agricultura Familiar; Predesign Premoldados e Brisanet.

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Xilo de corda: Monte das Gameleiras recebe projeto de valorização da xilogravura a partir desta segunda

Redação

Durante duas semanas, os artesãos de Monte das Gameleiras vão ter a oportunidade de aprender sobre a arte da xilogravura. O projeto “Xilo de Corda – Empreendendo pela Xilogravura”, inicia nesta segunda (4) na zona rural da cidade, uma série de oficinas formativas ministradas pelo arte educador e artista visual Douglas Buso. O projeto fortalece o processo de criação e produção, possibilitando a aplicação dessa técnica na elaboração de produtos como gravuras, camisetas e ecobags, ampliando as possibilidades de geração de renda e diversificação da produção artesanal local. A Xilogravura é a arte de entalhar com uso de madeira. Com ela é possível formar imagens, criar desenhos, onde os relevos que se formam podem imprimir como um carimbo a gravura no suporte. A primeira semana de oficinas acontece entre os dias 4 e 8 de maio, para o grupo de artesãos do Sítio Jacu de Órfãos, Zona Rural de Monte das Gameleiras. A segunda oficina acontece entre os dias 18 e 22 de maio, na Biblioteca Pública Municipal João Delmiro de Souza, Centro – Monte das Gameleiras. As inscrições estão sendo realizadas pela prefeitura municipal e são totalmente gratuitas. Ao todo, cerca de 30 artesãos (homens e mulheres) devem participar das atividades na cidade.

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Filarmônica UFRN reúne obras de Turina, Guerra-Peixe e Manuel de Falla em Natal neste sábado

Redação

A Filarmônica UFRN convida o público para o concerto “Candeias”, que será apresentado no próximo sábado, 9 de maio, em duas sessões, às 18h e às 20h, no Auditório Onofre Lopes, em Natal. Sob a regência do maestro André Muniz, a apresentação reúne um programa que articula referências da tradição musical ibérica com desdobramentos na música de concerto brasileira. Ingressos disponíveis pelo Sympla na quarta-feira, 06 de maio, às 8h sympla.com.br/evento/concerto-candeias-filarmonica-ufrn/3410896?referrer=www.google.com e no local, no dia do evento, com distribuição 1h antes de cada sessão.  Mais do que uma sucessão de obras, o concerto se configura como um percurso sensível de escuta, no qual memória, identidade e transformação dialogam de forma contínua. A proposta evidencia como as heranças musicais atravessam culturas e se reinventam, criando uma experiência que conecta o público tanto no plano cultural quanto no sensorial. A noite contará com a participação do violinista Rucker Bezerra como solista convidado. Reconhecido por sua expressividade e apuro interpretativo, o músico conduz o público por uma narrativa musical que valoriza nuances tímbricas e intensidade emocional. O repertório reflete diferentes formas de apropriação e reinvenção desse universo sonoro. A suíte Danzas fantásticas, de Joaquín Turina, abre o programa com uma escrita orquestral vibrante, marcada por ritmos incisivos e cores tipicamente espanholas. Em seguida, o Concertino para violino, de César Guerra-Peixe, desloca essa matriz estética para o contexto brasileiro, incorporando elementos populares a uma linguagem de concerto refinada. Encerrando a noite, El amor brujo, de Manuel de Falla, tensiona tradição e modernidade ao evocar o imaginário flamenco e a cultura andaluza. Mais do que evidenciar afinidades estéticas, “Candeias” organiza uma experiência de escuta pautada pelo reconhecimento e pela transformação. Gestos musicais recorrentes, como padrões rítmicos, inflexões melódicas e texturas sonoras, despertam no ouvinte uma sensação de familiaridade, mesmo diante do inédito. É nesse entrelaçamento entre herança histórica e memória afetiva que o concerto se estrutura, convidando o público a uma imersão que transita entre o campo cultural e o sensorial. As apresentações acontecem no Auditório Onofre Lopes, espaço vinculado à Escola de Música da UFRN, que vem se consolidando como um dos principais polos de difusão da música de concerto no Rio Grande do Norte. A Temporada 2026 é realizada pela Filarmônica UFRN, EMUFRN, UFRN e PROEX, com patrocínio da Caixa Assistencial Universitária do RN (CAURN) e do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), produção da Da Capo Produções...

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Vozes Femininas: projeto une arte, cultura e memória para homenagear mulheres potiguares

Redação

Valorizar e dar visibilidade às contribuições históricas e contemporâneas das mulheres do Rio Grande do Norte, destacando trajetórias que marcaram a cultura, a política, a educação e a vida social do estado. Esse é o objetivo do projeto Vozes Femininas, que será lançado na próxima terça-feira (5), no Hotel Senac Barreira Roxa, às 8h30, com a presença de autoridades e parceiros do projeto. Na ocasião, serão apresentados editais voltados às áreas de gastronomia, moda e artesanato, desenvolvidos em parceria com o Sebrae/RN, além do primeiro encontro do Ciclo de Palestras “Caminhos de Coragem”, com a participação de Márcia Maia e Magnólia Figueiredo, entre outras pioneiras da atualidade. As ações marcam o início de uma agenda que se estende ao longo de todo o mês de maio e compreende atividades culturais e formativas em diferentes espaços. O projeto conecta passado, presente e futuro por meio de iniciativas que envolvem artes visuais, música, moda, artesanato e gastronomia, além de palestras, rodas de conversa, oficinas e apresentações artísticas. A ideia, segundo Ana Maria Costa, é preservar memórias, reconhecer legados invisibilizados e inspirar novas gerações a partir de histórias de pioneirismo, coragem e transformação social. “Dar voz às mulheres do RN é honrar histórias silenciadas e acender futuros possíveis. Que cada mulher se reconheça nessa luta, se aproprie desse espaço e transforme sua voz em coragem, presença e legado”, diz Ana Maria Costa. Além dela, o Vozes Femininas é idealizado e realizado por Ana Guedes e Tatiane Fernandes, que assinam a concepção e coordenação do projeto.  A programação inclui a instalação “Legados de Coragem do RN – Vozes Femininas”, que vai destacar em informações e imagens a essência do legado de 12 mulheres potiguares pioneiras em diferentes áreas, como educação, literatura, política, cidadania, cultura e resistência indígena. A instalação de lançamento ficará em cartaz de 15 maio a 15 junho, no mall do Natal Shopping, com visitação gratuita. E depois seguirá para novos espaços, em Natal e nas cidades onde as homenageadas nasceram. A agenda também contempla outros dois encontros do ciclo de palestras, com debates sobre o legado feminino no estado em temas como artes, gestão pública, ancestralidade, pioneirismo, diversidade e empreendedorismo. Os encontros serão realizados em Natal e Mossoró, sendo uma edição voltada a mulheres empreendedoras, pioneiras nos mais diversos segmentos. No campo da formação, o projeto vai realizar um circuito de rodas de conversa com estudantes de escolas públicas potiguares, em...

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Chico César fará em Natal show de lançamento de seu novo disco, “FOFO”

Redação

Apresentação será dia 8 de maio, 21h, no Teatro Riachuelo. Décimo primeiro álbum da carreira do artista traz canções nunca gravadas, compostas em sua juventude Após dez trabalhos autorais, “FOFO” é o primeiro disco em que o cantor e compositor Chico César volta ao tempo de sua juventude, dando voz a composições escritas em sua passagem pela banda Jaguaribe Carne, quando morou em João Pessoa, e também na chegada a São Paulo. O show, com Chico e seu violão em cena, será dia 8 de maio no Teatro Riachuelo. Com seu 11º álbum gravado em estúdio, o músico celebra um marco pessoal e artístico que sintetiza vivências, conquistas e redescobertas. Nunca gravadas, todas as 16 faixas do projeto – letra e música – são assinadas por ele. Exceto três: uma parceria com Pedro Osmar, outra com Paulo Ró (integrantes do Jaguaribe Carne). A terceira é em parceria com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Do livro dela Americanah, Chico tirou o mote da canção que dá título a seu disco: “Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida”. O disco “FOFO”, ainda sem data de lançamento, chega em formato voz e violão, assim como foi gravado “Aos Vivos” (1995), álbum que marcou a estreia de Chico César na música brasileira e o consolidou como um dos grandes nomes da música nacional e internacional, levando suas composições para palcos de diferentes partes do mundo. A sonoridade do álbum é densa, marcada pelo experimentalismo e uma certa angústia típica da juventude em meio ao ambiente político e existencial da época Sabendo disso, “FOFO” termina por ser uma reverência do artista, agora em sua maturidade, ao jovem e inquieto Chico César. É um convite para seu público conhecer suas origens nessa viagem musical com ele. Chico César Chico César é um dos nomes mais inventivos e multifacetados da música brasileira. Cantor, compositor, escritor e jornalista, ele desafia rótulos e convenções, criando uma obra singular que mistura ritmos regionais, poesia afiada e uma visão de mundo profundamente humanista. Emergiu no cenário musical brasileiro nos anos 1990, trazendo uma sonoridade fresca e uma abordagem lírica que trazia humor, crítica social e uma profunda sensibilidade poética. Seu álbum de estreia, “Aos Vivos” (1995), já anunciava sua originalidade, com canções como “Mama África” e “À Primeira Vista”, que se tornaram hinos de resistência e celebração da diversidade cultural. Sua música...

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A história do Cinema Rex e os melhores filmes vistos nos anos 60 em Natal

16/02/2019|

Por Anchieta Fernandes O cinema Rex, situado no espaço, à Av. Rio Branco, onde hoje estão as lojas Insinuante e Express, teve uma bonita história na vida cultural de Natal. Idealizado e concretizado por Enéas Reis e Francisco Nogueira do Couto (Xixico, conhecido capitalista nos anos 30), ficou como mais um cinema da empresa Rex, administradora também dos cinemas Rival (na Ribeira), Royal Cinema (na Rua Ulisses Caldas) e cinema São Pedro (no bairro do Alecrim). O Rex seria o primeiro cinema no Grande Ponto, ao lado do prédio da representação da Cruz Vermelha na cidade. Sua planta foi traçada pelo arquiteto Heitor Maia Filho e a construção do prédio esteve sob a direção do engenheiro Omar O`Grady, que já havia sido prefeito de Natal, criando o seu primeiro Plano Geral de Sistematização. O novo cinema foi inaugurado a 18 de julho de 1936 com o divertimento musical “Melodias da Broadway de 1936”, produção da Metro Goldwyn Mayer, enviada pela referida companhia, por via aérea, especialmente para a inauguração da nova casa de espetáculos cinematográficos de Natal. Na tela do Rex, depois, foram mostradas muitas obras-primas da Sétima Arte. Vejamos algumas, ou que pelo menos se aproximam desta categoria, e...

yourselfie store

16/02/2019|

O que Andy Wahrol diria da notícia de que foi inaugurada em Natal uma loja exclusiva para você tirar sua selfie perfeita? E a ainda que a loja, já em funcionamento no Natal Shopping, segue uma tendência mundial? Hoje já não temos mais a ilusão dos 15 minutos de fama, mas 15 minutos da tentativa de fama, ou de likes e comentários. Não duvido que essa YourSelfie Store seja sucesso entre adolescentes e até adultos com seus sete ambientes “instagramáveis”. São ambientações temáticas projetadas por arquitetos potiguares. Tem o espaço “Recorte de Memórias”, que convida a refletir sobre a frase estampada ‘Celacanto provoca maremoto’, com o vermelho marcante ao fundo. Logo após, surge o espaço “Isso Tudo é Fake”, com uma tigela de ração rosa de um cão. Aí a diversão é gravar boomerangjogando os flocos para cima. Na sequência está o ambiente “Sunset e Ilusão”, um espaço praiano com piscina de espumas coloridas, ao lado de dunas que promovem ilusão de ótica. Em frente à praia, está o “Lá No Meu Sertão”, para um passeio entre rendas, cordéis e expressões tipicamente nordestinas, e um convite para se jogar na rede. O “Selfie Arena”, em tom de rosa neon, apresenta...

Claudio-Galvao-by-Sergio-Vilar

15/02/2019|

Essa matéria abaixo, de autoria deste editor, foi publicada em 27 de novembro de 2011, no semanário O Poti. Foi provocada pela eminência do lançamento do livro biográfico do músico Waldemar de Almeida, pelo professor Claudio Galvão. Não só esse livro foi lançado, mas outros mais, no decorrer desse tempo, como o mais recente, sobre o lado musicista de Câmara Cascudo. Então, a reprodução desse título já está defasada. Mas há uma razão para eu republicar esse texto. Recebi email do professor Felipe Morais, de Língua Portuguesa e Literatura do IFRN Campus Pau dos Ferros. Em 2016 ele recorreu ao Arquivo Público do Estado para concluir sua pesquisa doutoral. Lá, teve contato com Claudio Galvão, então diretor do órgão. E dessa conversa, ele lembrou o seguinte: “Ele me disse uma coisa que não me saiu da cabeça: que, ao terminar minha tese, fizesse uma cópia e deixasse no Arquivo Público, inclusive como registro das serventias que esse arquivo a todos nos dá. Completou, ainda, que muitos utilizavam os tesouros da casa, mas poucos voltavam para a ela dar algum retorno”. Concluída a tese, o professor procurou Claudio Galvão no Arquivo Público, no Alecrim, mas soube que não só o Arquivo...

lula livre lula livro

15/02/2019|

O poeta, escritor, jornalista e letrista de música brasileira, Ademir Assunção, lança em Natal, nessa sexta-feira, a partir das 18h, no Bardallos Comida e Arte (Rua Gonçalves Ledo, 761, Cidade Alta) a publicação ‘Lula Livre – Lula Livro’ e seu premiado livro de poesias, ‘A Voz do Ventríloquo’. A publicação ‘Lula Livre – Lula Livro’ teve sua primeira edição em Julho de 2018 e conta com a organização editorial de Ademir Assunção e do escritor Marcelino Freire. A obra, de acordo com os organizadores, é uma clara tomada de posição de todos os autores pela liberdade de Lula. Ao todo são 90 poetas, cronistas, contistas, ensaístas e cartunistas. Já o livro ‘A Voz do Ventríloquo’, foi ganhador do Prêmio Jabuti 2013, eleito como o Melhor Livro de Poesia do Ano. O lançamento literário também contará com outro autor, participante do ‘Lula Livre – Lula Livro’, o poeta Lau Siqueira. Os autores falarão sobre as obras lançadas e recitarão poemas de livros já publicados. Serviço LULA LIVRE * LULA LIVRO, Organização Ademir Assunção e Marcelino Freire, R$ 20,00. A VOZ DO VENTRÍLOQUO, Poesias de Ademir Assunção, R$ 25,00. Data/Horário: Dia 15 de fevereiro, sexta-feira, de 18 às 21h. Local: Bardallos Comida...

15/02/2019|

O experiente cineasta paraibano Torquato Joel estará neste final de semana, em Caicó, para ministrar uma oficina de Roteiro Cinematográfico, primeira atividade de formação do 2º Curta Caicó – Festival de Cinema de Caicó. A oficina gratuita será realizada neste sábado (16) e domingo (17), no Centro Cultural Adjuto Dias, das 08 às 17h, com intervalo para o almoço. O Curta Caicó é uma realização da Agência Referência Comunicação. As aulas se destinam a realizadores, produtores audiovisuais, artistas e público em geral interessado no assunto. Além de Caicó, a oficina contará com alunos inscritos dos municípios de Natal, Acari, Cruzeta, Jardim do Seridó e Lagoa Nova. A oficina de Roteiro acontece graças a uma parceria entre a Referência Comunicação e ABOCA Audiovisual, com apoio da Fundação José Augusto e Centro Cultural Adjuto Dias.

Teatro-da-cultura-popular-TCP

14/02/2019|

O Edital Pauta Livre de Ocupação do Teatro de Cultura Popular Chico Daniel recebeu 59 inscrições de apresentações artístico-culturais para o período de março a abril desse ano. O prazo se encerrou ontem (13) e a procura surpreendeu a organização do Edital. Teve inscrições nas mais diversas linguagens como teatro, dança, música, artes plásticas, artes visuais e circo. “O chamamento público é uma iniciativa que demonstra nossa forma de gestão, atendendo de forma democrática e transparente a classe artística. Sabemos da carência de espaços públicos que abriguem espetáculos e manifestações artísticas, então este será o primeiro de vários editais que deveremos dispor ao longo de nossa jornada. Esse edital oportuniza o acesso tanto para o artista quanto para o público”, disse o diretor geral da Fundação José Augusto (FJA), Crispiniano Neto. Para o diretor geral de Teatros da FJA, Ronaldo Costa, foi surpreendente a procura e a diversidade de inscrições. “O Pauta Livre é nossa contribuição para que os artistas se apresentem com isenção de pauta. Certamente teremos uma programação vasta e variada no nosso Teatro de Cultura Popular Chico Daniel e isso não deixa de ser motivo de reflexão – e de comemoração – dada a situação que nosso...

Rei Momo e Rainha do Carnaval serão decididos sexta com festa na Funcarte

14/02/2019|

Nesta sexta-feira (15), o Carnaval de Natal vai ter novo reinado. E a definição dos vencedores envolve sempre disputas acirradas, decididas muitas vezes por detalhes. A partir das 20h, no pátio da Funcarte, a Prefeitura do Natal promove mais uma edição do concurso para escolher Rei, Rainha e Corneteiro do Carnaval em Natal. A disputa será ao som de Fobica do Jubila e grupo “Pra Dançar” além das baterias das escolas de samba aquecendo as torcidas. A disputa terá três candidatas à Rainha e quatro a Rei Momo, que ao som do maestro Jubileu deverão mostrar suas qualidades no samba e frevo, além da obrigação de brilhar em quesitos como desenvoltura, empatia com o público, animação e presença de palco. As baterias das escolas de samba também se fazem presente apoiando suas candidatas. A comissão julgadora do concurso de Rei e da Rainha do Carnaval Multicultural é composta por especialistas em Dança, Carnaval e Figurinistas. REI MOMO E RAINHA DO CARNAVAL Estão concorrendo ao posto de Rei Momo 2019: Djalma Alves Júnior (Djalma Uyrande); José Rodolfo da Costa (Rodolpho Kostak); Rafael Oliveira da Silva (Rafael Oliveira); e Silvano Jeferson da Silva (Silvano Jeferson). Para Rainha estão concorrendo: Ana Karolina Rodrigues...

beco da lama grafite

14/02/2019|

Faz tempo não assistia uma ação do poder público ganhar tanta simpatia. E uma iniciativa simples, prática e barata que deu cor e vida ao renegado Beco da Lama. Com 20 latas de tinta látex de 18 litros, 25 latas de spray, andaimes, plataformas, escadas e 40 grafiteiros, o prefeito Álvaro Dias ganhou o maior holofote de sua curta administração. Uma enxurrada de fotos espalhadas nas redes sociais, cobertura maciça da imprensa e elogios dos próprios comerciantes ganharam Natal nos últimos dias. E nem foi preciso a estampa de um Banksy para a arte do grafite aproveitar a onda “publicitária” da Prefeitura e também ganhar espaço na mídia. Ganharam todos. É certo que o beco mais atrevido do mundo carece de muito mais. Mas há que se louvar o feito. A auto-estima é cara, valiosa. E o Beco cinza, depressivo, agora sai à rua maquiado, alegre. Mas por trás da maquiagem do palhaço, há sempre solidão e angústia. E assim é o Beco. Ainda inseguro, ainda carente e amparado na resistência de alguns comerciantes e entusiastas. Que o Centro Histórico, como um todo, seja reavaliado, revisitado, resgatado. A boemia é tradição, é história e atrativo turístico, também. E em Natal,...

bloco se parar eu caio

14/02/2019|

Depois do sucesso do primeiro ensaio na próxima quinta-feira (14), tem o segundo grande ensaio do bloco “Se Parar Eu Caio”, no Largo do Atheneu, com a Orquestra Frevo do Xico, às 19h. Os foliões ainda podem visitar a exposição temática de adereços carnavalescos do artista plástico Carlos Sérgio Borges e curtir os barzinhos do Largo. A entrada é franca para o público. Carlos Sérgio Borges foi responsável pela criação de cenários, figurinos e adereços dos autos de Natal e por duas vezes homenageado como artista criativo do Carnaval Multicultural de Natal, com o troféu Dosinho. Recentemente, o artista realizou seu grande sonho inaugurando o Atelier Carlos Sérgio Borges, com espaço de loja, galeria e espaço criativo. O atelier está localizado vizinho à Igreja Santo Antônio, onde nasceu e cresceu, sempre valorizando a cultura popular potiguar, sem perder o traço original que caracteriza, desde sempre, a sua arte. Agora a galeria será instalada no Largo do Atheneu, durante os ensaios do bloco “Se Parar Eu Caio!”, com muitos adereços de carnaval a disposição dos foliões para embelezar as fantasias de momo.

bibi ferreira

13/02/2019|

ela se foi. como uma incomparável dama cênica. como uma intransferível luz da ribalta por onde seus passos e voz, ecoaram, por sobre o horizonte da imortalidade dos seus gestos, sua expressão. com ela a teatralidade tropical se espalhou como um precioso, raro varal de invenções, criações, alumbramentos da alma. seu ciclo, círculo de exímia qualidade, deixou em todos nós, um ciclorama de profusão de inquebrantável perfeccionismo. pêndulo, matriz, belíssima flecha e facho. Bibi como dói seu alumbramento. como fere como um novelo de amor, sua ausência. como uma dama galopando canções, imortais melodias. por que você não permaneceu entre nós até amanhã? cintilante protagonista de inúmeros enredos e repertórios. refinada tela, raro camarim, inconfundíveis marcações. proscênio guardado de lustres e da sua língua, voz vida vela você. uma atriz. uma artista, não se encerra. ela prossegue como um inconfundível berço, embarcação cristalina de tantas paisagens e inteiriço amor. tudo do que o mais divino destino lhe reservou. como uma pétala, rosa rubra do bairro, da cidade, do país, do universo. não mais digo. só sonho com seu olhar e sua presença imortal, no horizonte por onde os mares dos seus passos jamais te esquecerão.

quiteria kelly

13/02/2019|

O ano começou bem para Quitéria Kelly, paraibana de nascimento e natalense desde pequenininha. A atriz, que já foi escalada para a próxima temporada de Malhação, na Rede Globo, concorre ao Prêmio de Humor pelo trabalho de direção no espetáculo A Invenção do Nordeste, do grupo de teatro Carmin. A peça é recém vencedora do prêmio Cesgranrio, uma das principais premiações do gênero no país, como o melhor espetáculo do Brasil. Três peças concorrem na categoria Melhor Direção. Além de Quitéria, por A Invenção do Nordeste, disputam ainda João Fonseca e Leandro Muniz, por A Vida Não É Um Musical – O Musical, e Pedro Bricio e Alcemar Vieira, por O Condomínio. A Invenção do Nordeste também concorre como melhor peça e melhor texto no mesmo prêmio, que promove este ano a sua terceira edição.

epitácio andrade

13/02/2019|

Epitácio Andrade relança nesta quinta-feira (14), o livro ‘Fui ao Croatá… – Uma Geolovehistory’. Será a partir das 19h no Bardallos Comida e Arte (Centro Histórico de Natal). Na sequência, a partir das 21h, tem início o Quinta Discow, com DJ Lemos e convidados. É a pedida para hoje. O romance é uma catarse pós-psicodélica delirante, não-esquizofrênica. Assim consta na contracapa do livro. O ensaísta de A Saga dos Limões-Negritude no Enfrentamento ao Cangaço de Jesuíno Brilhante (2011) volta a resgatar seus primeiros protagonistas. “Desta vez, ele próprio se insere na trama amorosa do casal Carolina e Pedrinho, num percurso romanesco em épocas transtemporais e espaços desterritorializados que promove no leitor a necessidade de um exercício intelectual que se faz necessário sempre uma tomada de posição quanto ao perfil psicológico dos personagens e à orientação temporal ao longo do caminho realístico-fantástico, dentro da dicotomia ou simbiose ficção/realidade”, conta o autor, que é médico psiquiatra e pesquisador social. Antes dessa idealização romanesca, a pequena comunidade rural Croatá foi o nascedouro de Almino Afonso – ¨O Tribuno da Abolição dos Escravos no Brasil¨. Propositalmente, a trama tem várias passagens por elementos culturais relacionados à negritude, porém o cenário temático dominante envolve as...

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