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Como Gugu Liberato usou o “De volta para minha terra” para me sequestrar e enviar para o sertão da Paraíba

Joselito Muller

Alguns especialistas dizem que, somente ao superar um trauma, é possível relatar, com alguma veracidade, os eventos que o causaram. Embora concorde com tal raciocínio, abordei por esses dias um assunto cujo resultado traumático me perseguiu por toda a vida, embora naturalmente perca gradualmente a força ao longo dos anos, ainda continua vivo em minha memória. No último dia 23 deste mês completou-se vinte anos que o falecido Gugu Liberato – que Deus o tenha – me levou na marra para o sertão paraibano, onde permaneci por mais de uma década sem qualquer contato com meus familiares. O lamentável ocorrido – que não chamarei de rapto, por temer eventuais represálias judiciais – se deu por ocasião das filmagens do quadro “De volta para a minha terra”, que era transmitido em seu programa dominical. Tal quadro televisivo influenciou fortemente o programa de combate à imigração ilegal dos Estados Unidos. Naquela época, eu tinha 12 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro. Havíamos chegado há poucos meses em São Paulo, para onde fui com meus pais e meus quinze irmãos esperançosos de conseguir melhores condições de vida. Saímos do interior do Pará, do distrito de Arumanduba, atualmente extinto, pois foi engolido pelo rio Amazonas. Após uma desconfortável viagem de sete dias, chegamos a São Paulo e, sem auxílio governamental – inexistente na época – tive que trabalhar para ajudar nas despesas de casa, e encontrei emprego na construção civil. Eu ainda não era alfabetizado, e aproveitava os momentos de descanso na obra para estudar sozinho a cartilha Caminho Suave, que tinha ganhado de uma vizinha que já havia frequentado o supletivo na rede estadual de ensino. Esse hábito suscitava piadinhas maldosas dos meus companheiros de trabalho, sobretudo do encarregado, de quem não sei o nome civil, pois era conhecido pela alcunha de Bira. Sujeito altamente pernóstico e invejoso, desconfio até hoje, sem recear estar cometendo alguma injustiça, que foi ele quem me denunciou para a produção do Gugu. Já estava há alguns meses em São Paulo, mas ainda não havia regularizado minha situação. Por ser oriundo da parte de cima do mapa do Brasil, fui apelidado de Paraíba, sendo vãs as tentativas de esclarecer que Norte e Nordeste são regiões distintas. “Da Bahia pra cima é tudo Paraíba”, dizia Bira com desdém. Certo dia, perto da hora do almoço, fui abordado por cinegrafistas e pelo apresentador Gugu que, entusiasmado, anunciava que me...

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Novo curta-metragem de Luiza Gurgel traz alerta sobre os impactos da ação humana na natureza

Redação

Todos os dias, ela assiste ao sol nascer e se pôr. Nesse intervalo, vê o cotidiano acontecer: as crianças brincando, o cachorro farejando, uma vendedora passando, um casal se conhecendo. Ela os vê, escuta, acolhe… mas eles não. Apesar de sua beleza e de se doar pelos outros diariamente, sua existência passa despercebida. Isso porque, para o homem, seu valor é resumido a números. E se fosse você a passar por isso? Com direção de Luiza Gurgel, o filme A Mesa propõe um olhar profundo sobre uma sociedade gananciosa que despreza o meio em que vive, através da perspectiva da personagem principal, que sente a agonia e o desespero de ver sua vida ser moldada para atender aos interesses alheios. Trazendo à tona a pauta do meio ambiente, a narrativa mostra a banalização do homem quanto à natureza, fazendo um alerta sobre fatores como a crise climática, o desmatamento e o ecocídio. De forma crítica, o curta-metragem aponta como o egoísmo humano tem colocado em risco o planeta e faz o público se questionar sobre sua própria responsabilidade diante da catástrofe ambiental que estamos vivendo. Cineasta e jornalista, Luiza Gurgel conta que teve a ideia para o roteiro enquanto assistia a uma reportagem na televisão sobre desmatamento. O incômodo com a hipocrisia do ser humano — que, mesmo dependente da natureza, não a preserva — foi o que fez a história do curta nascer. “Comecei a pensar o quanto nós, seres humanos, somos egoístas. Esse filme fala principalmente sobre hipocrisia; essa palavra sempre guiou, de certa forma, o entendimento da narrativa para mim. A ideia é que repensemos cada vez mais sobre o nosso lugar aqui: quem nós somos, para onde nós vamos e quais as consequências das nossas ações e das nossas atitudes”, destaca a diretora. Mas, se a ação humana é a principal responsável por degradar o meio ambiente, ela também tem o poder de mudar essa realidade. Por isso, o filme também tem o objetivo de sensibilizar as pessoas em prol da preservação da natureza e de seus recursos. As gravações do curta aconteceram em junho de 2025. As locações foram em Mossoró (RN), trazendo cenários carregados de identidade regional. Um dos principais pontos de filmagem foi a Praça do Rotary, que por dois dias tornou-se um verdadeiro set de gravação. O assistente de direção, Plínio Sá, conta que as filmagens ocorreram em meio à rotina habitual...

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Banda Jack Black celebra 21 anos com show especial na Black Sheep

Redação

A banda potiguar Jack Black sobe ao palco neste sábado (25), a partir das 22h, para comemorar 21 anos de trajetória com um show especial na Cervejaria Black Sheep. A apresentação promete uma imersão no universo do rock, reunindo grandes clássicos que marcaram gerações. Com um repertório extenso, show também terá participações especiais de músicos que já passaram pela formação do grupo, tornando a celebração ainda mais simbólica — um reencontro com diferentes fases dessa trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. Revisitando clássicos Formada em 2005, a Jack Black nasceu com a proposta de revisitar os grandes clássicos do rock’n’roll, sempre com identidade própria. Ao longo dos anos, consolidou seu espaço na cena musical do Rio Grande do Norte, destacando-se pela qualidade técnica, presença de palco e fidelidade à essência do gênero. Inspirada no espírito livre e intenso dos pioneiros do rock, a banda construiu uma sonoridade que passeia pelo blues, rock clássico, hard rock, soul e psicodelia — com forte influência dos anos 70 e interpretações marcadas por personalidade. O repertório é uma homenagem a grandes nomes da música mundial, como Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, The Beatles, Jimi Hendrix e Queen, entre outros ícones que ajudaram a moldar o rock’n’roll. Além dos clássicos, a banda também apresenta composições autorais, reforçando sua identidade artística e conexão com o público. Formação Atualmente, a banda é formada por músicos experientes da cena potiguar: Eduardo Azevedo (guitarra), Gil Oliveira (vocal), Wilton César (baixo) e Samir Santos (bateria). A sintonia entre os integrantes, construída ao longo dos anos, se traduz em apresentações marcadas por energia, técnica e forte interação com o público. Mais do que revisitar o passado, a Jack Black assume como missão manter o rock vivo e em movimento. A banda busca dialogar com diferentes gerações, atualizando a essência do gênero sem perder suas raízes — com mensagens que atravessam o tempo, como liberdade, atitude e expressão. O show de 21 anos promete ser mais do que uma apresentação: será um encontro entre história, música e público, celebrando a estrada percorrida e o espírito permanente do rock’n’roll. SERVIÇO: Jack Black – 21 anos Data: Sábado (25) Local: Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lamas, 1500, Candelária) 20h : Abertura: Alanny Dantas & projeto Velvet Acustic Ingressos no outgo: 20,00 individual, 35,00 casadinha e 65,00 ingresso + camisa da banda

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Curta-metragem filmado em Caicó e com Quitéria Kelly no elenco, é exibido em Portugal e EUA

Redação

O curta-metragem Ressonância, que tem Soia Lira como protagonista e Quitéria Kelly no elenco, foi filmado em Caicó e teve sua estreia em agosto de 2025 na 36ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, tendo circulado por diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. De 22 a 25 de abril, o filme é um dos poucos brasileiros no 9º Porto Femme (Portugal) e no 42º Festival de Cinema Latino de Chicago (EUA); e terá ainda exibição no 3º Copaoba – Festival de Cinema de Serra da Raiz, que acontece no berço da Paraíba. Escrito e dirigido pela norte-rio-grandense Anna Zêpa, inspirado por um sonho de sua avó caicoense, o filme é uma ficção e traz como personagem principal Margarida (Soia Lira). Ela passa por um conflito com o seu entorno familiar, que insiste que ela deve parar de trabalhar. Isso não faz parte dos seus planos e a narrativa nos apresenta uma mulher forte, decidida e que busca seus movimentos de vida, dando exemplos para sua neta. O curta nos traz ainda aspectos da geografia urbana da região e alguns costumes culinários. Com duração de 20 minutos, a obra também apresenta a atriz Amora Maux em sua primeira participação no audiovisual potiguar no papel de Ana, neta de Margarida, com quem tem uma relação de admiração e espelhamento. Sinopse: O desejo de autonomia ainda ressoa em Margarida e a ideia de ficar presa em uma rotina cotidiana a deixa sufocada. Duração: 20’. Classificação: Livre. Realizado pela Rabo de Olho Filmes em parceria com o Sesc RN, o filme tem a produção local, em Caicó, da Referência Comunicação. A Rabo de Olho Filmes (https://www.instagram.com/rabodeolhofilmes/) é uma produtora fundada em Natal pelos realizadores Anna Zêpa e Carlos Segundo, carregando assim as experiências e histórico de produções dos dois artistas. Cronograma das Exibições 22/04/26 – 9º Porto Femme, no Batalha Centro de Cinema https://portofemme.com/batalha-centro-de-cinema-2026-4896 24 e 25/04/26 – 42º Festival de Cinema Latino de Chicago, Landmark’s Century Centre Cinemahttps://chicagolatinofilmfestival.org/  25/04/26 – 3º Copaoba – Festival de Cinema de Serra da Raiz, ao ar livre na Praça Iniguaçu https://www.instagram.com/copaobafestcine Festivais e Premiações Anteriores – 36º Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Kinoforum  – 17º San Francisco Latino Film Festival  – 12ª Mostra de Cinema de Gostoso – Prêmio DOT de Finalização – 20º Comunicurtas – 3º Festival de Cinema de São Bernardo do Campo – 2º Curta...

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Bardallo’s celebra 21 anos de resistência e arte no Centro Histórico

Redação

O Bardallo’s Comida & Arte celebra 21 anos de resistência e arte em uma programação especial com exposição coletiva e muita música. A programação começa no dia 23 de abril e segue até o dia 25. Toda a programação é gratuita.  Localizado na rua Gonçalves Lêdo, na Cidade Alta, o espaço integra o perímetro cultural do Beco da Lama. O Bardallo’s foi criado pelo empreendedor e carnavalesco Lula Belmont com o objetivo de ser um reduto das artes. “A necessidade de criar o bar veio através do meu envolvimento com a arte e com a cultura. A ideia era ter um espaço que abraçasse a música, as artes plásticas, a literatura e outras expressões artísticas e chegar aos 21 anos de história é uma alegria muito grande, principalmente pela pluralidade da programação e do público que frequenta”, declara Lula Belmont. A festa intitulada “Badalar”, uma chamada para despertar os sentidos e inicia nesta quinta-feira (23) com uma Vernissage a partir das 19h reunindo o talento de 15 artistas do RN. Participam: Bia Rocha, Capivart, Cíntia de Andrade, Cristal Moura, Cristian Miranda, Damião Paz Pixoré, Erre, Fábio Eduardo, Olympia Bulhões, Paulo Nobrega, Pincelada Nômade, Régio Potiguar, Rita Machado, Vanessa Mendes e Vendaval. A noite encerra com discotecagem do DJ Samir com set que costuma transitar muito bem entre brasilidades. Na sexta-feira (24), a festa continua a partir das 20h com Mont Samba e Choro, trazendo a elegância e a força do samba, celebrando os clássicos com aquela interpretação visceral.  No sábado (25) é dia de celebrar a música potiguar com a banda DuSouto, que mistura ritmos eletrônicos como drum’n’bass e dub com influências brasileiras e nordestina. A noite conta ainda com discotecagem de DJ Samir, DJ Carlota e DJ Ilton.  Apoio Cultural: Fundação José Augusto, Prefeitura do Natal, Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte e Governo do Rio Grande do Norte. Mais informações através do perfil no Instagram: @bardallosnatal. BARDALLO’S 21 ANOS De 23 a 25 de abril  Acesso gratuito Bardallo’s Comida & Arte – R. Gonçalves Lêdo, 678 – Cidade Alta

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Casa Impacto: primeiro núcleo itinerante de design social do Brasil apresenta exposição em Ponta Negra

Redação

Natal ganha uma novidade imperdível: a Casa Impacto Natal, idealizada por Cris Ribeiro, Designer Social, Designer de Produto Artesanal, Administradora e Empreendedora Social. Idealizadora do Negócio de impacto social “Lugares de Charme” há mais de 15 anos, Cris é a única Designer Social em atividade no Rio Grande do Norte e uma das poucas no Brasil. Com 21 anos de experiência em comunidades potiguares e coletivos de mulheres, ela promove a valorização dos seres junto a sua essência e os saberes para gerar prosperidade com dignidade de forma sustentável.  O negócio já beneficiou mais de 600 artesãos em 17 municípios potiguares, por meio do design social, design afetivo, economia criativa, circular e do bem-estar. A Casa Impacto marca uma nova etapa na trajetória do Lugares de Charme: o primeiro núcleo itinerante de design social do país. Instalada em um contêiner marítimo repaginado artesanalmente e transformado em uma “vitrine viva”, a iniciativa percorre comunidades levando formação, criação e experiências culturais imersivas. Nesta estreia, em abril, no bairro de Ponta Negra (Avenida Praia de Ponta Negra, calçadão em frente ao Curió Restaurante), reúne mais de 130 pessoas, incluindo mulheres artesãs, artistas e estudantes. A Mostra Artística “Natal, Original é Ser” revela, por meio de expografia artesanal, design autoral e criatividade local, as histórias da origem da cidade de Natal, a “cidade dos encontros” – com objetos em crochê, trancado de palha de coqueiro, bordado, homenageiam a identidade Natalense original de ser.  A história da cidade é contada através do design que leva o visitante numa breve viagem a saber mais sobre a capital. A Cada Impacto Natal conta com o patrocínio da Prefeitura de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Funcart, Colégio CEI, UnimedNatal, Projeto Lugares de Chame. O apoio Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres – SEMUL; Restaurante Camarões; SESI/RN; SETUR; Tintas Suvinil; B3 Distribuições; Mercado da Agricultura Familiar; Predesign Premoldados e Brisanet.  Mais do que uma exposição, é um convite para uma experiência cultural memorável, celebrando a identidade Natalense como “cidade de encontros” e gerando impacto social positivo. Natalenses e turistas, venham visitar a Casa Impacto! Embarquem nessa viagem autêntica pela essência da capital potiguar, sintam a criatividade local e se conectem com histórias que inspiram pertencimento e originalidade. Afinal, Original é ser! programe sua visita e viva essa transformação cultural única! “Queremos que cada pessoa se sinta parte de um movimento de transformação, um espaço onde o...

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Anchor Brewing

26/07/2023|

Saudações, cervejeiros vivos! Abram o olho! Hoje vamos falar de uma seara um tanto quanto controversa do cenário das cervejas artesanais denominado de mercado secundário. Mais especificamente, vamos comentar algumas práticas um tanto quanto duvidosas ocorridas nesse mercado, acerca da sobrevalorização de cervejarias em seu post-mortem (após o encerramento de suas atividades). O cerne da questão, que me levou a escrever sobre o tema, foi o anúncio feito alguns dias atrás (dia 14 de julho, para ser mais específico) que uma famosa cervejaria artesanal americana, a Anchor Brewing, estava por anunciar o fechamento de suas portas. A cervejaria em comento já estava em atividade há mais de 127 anos, sendo uma das mais longevas do mercado cervejeiro artesanal. Ela também contava em seu portfólio com alguns estilos de cervejas históricos, unicamente produzidos por ela, a exemplo da California Common (conhecido também como: Steam Beer), um estilo de cerveja rústico, de levedura Lager, mas fermentado em altas temperaturas (um contrassenso cervejeiro). Mais importante do que a história da cervejaria propriamente dita, ou de seus préstimos ao longo dos anos, é perceber o que aconteceu após a sua “morte”, e a agitação que ela causou no cenário cervejeiro artesanal. Esse será o...

clube elas por elas

25/07/2023|

O Clube Elas por Elas – Mulherio das Letras Nísia Floresta RN, em parceria com a Editora Nobel do Praia Shopping, a Cooperativa Cultural e Sebo Terceira Margem do Livro, vai explorar a literatura da poeta Gilvânia Machado e Vera de Azevedo através da obra “POETRIX ON THE ROCKS”. A reunião ocorre na Nobel do Praia Shopping, a partir das 15h e é aberta ao público, homens ou mulheres. Na visão da recepção estética:,”habilidade e talento necessários à escrita de poemas curtos, as poetas Gilvânia Machado e Vera Azevedo demonstram domínio do breve versejar, que fixa a poesia na memória dos leitores por meio de uma imagem. Esse traço de concisão foi inaugurado dentro da tradição modernista que permitiu serem geradas composições´pocket´, férteis de sentido, espécies de pílulas poéticas em versos instantâneos, algumas até usando o humor. Herdeiros dessa tradição, na contemporaneidade, encontramos como desdobramentos vanguardistas: o concretismo e o neoconcretismo, a poesia-práxis, a poesia marginal, o poema processo, que misturam tendências e são dados ao experimentalismo formal.”, prefaciou Kalina Paiva. Na ocasião, haverá também o lançamento do livro Transições em Maré Alta, obra que eleva o perfil de escritora da cantora e compositora Marieta Maia. Uma edição de julho...

Severino Ramos

25/07/2023|

Severino Ramos é das figuras mais queridas e unânimes do cenário artístico natalense. Comanda uma verdadeira entidade cultural da Cidade Alta há 25 anos: o Sebo Balalaika, também um estúdio badalado por músicos e instrumentistas. O produtor cultural está fincado há 45 anos no berço dos xarias. Viu, ouviu, presenciou e fez acontecer por aqueles chãos boêmios. E agora Ramos precisa do reconhecimento de amigos e voluntários; precisa arrecadar dinheiro para um procedimento cirúrgico. E para isso vai promover, neste sábado, um show com Franklin Nogvaes e Rachel Grossman, às 11h, em frente ao Balalaika (rua Vigário Bartolomeum 565, Cidade Alta). O Implacável do Vinil detona seus sons a partir das 14h. As contribuições são livres, na hora ou por pix 84 988670520. Ramos é um forrest gump da Cidade Alta. Assistiu o boom e a decadência do comércio na Cidade Alta. Viu o nascer de artistas, como Khrystal, foi ancoradouro da trajetória de outros, como Pedro Mendes, e teve até como garçonete e gerente em seu antigo bar, a cantora Cida Lobo e o artista plástico Pedro Pereira. É um Severino discreto, mas sempre presente, sempre amigo, sempre um boêmio e um comerciante da Cidade Alta. Hoje, o seu...

manoel onofre jr

25/07/2023|

Advogado, ainda muito jovem, e depois, por longos anos, magistrado, eu hoje me indago, às vezes, sobre os motivos que me levaram a seguir a carreira jurídica, embora sendo, vocacionalmente, voltado para as chamadas belas letras – escriba provinciano incorrigível. Creio que o fato de o meu pai e o meu avô materno serem magistrados, muito contribuiu para que eu me tornasse cultor do Direito. Não me considero jurista, nunca escrevi livro ou artigo de cunho jurídico, mas, enquanto juiz de Direito e desembargador, dei conta do recado, modéstia à parte. O Direito que eu sabia, dava para o gasto… No mais, cuidava de observar os prazos processuais, dentre outras obrigações no dia a dia do trabalho forense. O ideal de justiça sempre me fascinou. Como magistrado, ao longo de três décadas, eu me sentia intimamente gratificado em busca de realizar esse ideal. Mas, confesso que a burocracia e os formalismos do mundo jurídico, especialmente os de natureza processual, muito me desestimulavam. Devo dizer também que, no meu tempo, o Judiciário potiguar era mal aparelhado; muitas comarcas nem sequer tinham fórum. Quantas vezes despachei e realizei audiências em cartórios que não passavam de pequenas salas, em uns quase casebres de...

Biblioteca ceará-mirinense expõe livros de autores locais e de histórias da cidade

24/07/2023|

A Biblioteca Pública Municipal  Dr. José Pacheco Dantas e a Academia ceará-mirinense de Letras e Artes (ACLA) Pedro Simões Neto realizam de 31 de julho a 11 de agosto, uma exposição de livros, onde os autores são naturais de Ceará-Mirim ou escreveram sobre a cidade. O acervo da exposição cobre todos os gêneros: contos, biografias, ensaios, poesias, crônicas, etc. A abertura vai acontecer dia 31 de lulho, sempre das 8h às 20h, de segunda a sexta-feira. Nesta primeira etapa que vai até o dia 4 de Agosto, os autores agraciados são: Adelle de Oliveira Anete Varela Armando Holanda Francisca Lopes (ACLA) Francisco Martins Franklin Jorge Guilherme Luiz Barbosa de Queiroz Helicarla Morais Hélio Dantas Iran Costa (ACLA) Izulamar Bezerra Janilson  Dias de Oliveira (ACLA) Jeane Araújo (ACLA) Joventina Simões (ACLA) Júlio Gomes de Sena Leda Varela (ACLA) Madalena Antunes Margareth Pereira (ACLA) Maria da Conceição Cruz Spineli (ACLA) Maria das Graças Barbalho B. Teixeira (ACLA) Maria Heloísa Brandão (ACLA) Maria Lúcia de Oliveira Brandão Meira Pires Mucio Vicente (ACLA) Nilo Pereira Pedro Simões  (ACLA) Rodolfo Garcia Ruy Lima Vera Lúcia de Lima Barreto

Festival Internacional de Música de Novo Hamburgo conta com participação potiguar

24/07/2023|

O maestro Linus Lerner e Tatiane Fernandes, diretora da Mapa Realizações Culturais, estão nas terras sulistas realizando o I FeMusik – Festival Internacional de Música de Novo Hamburgo/RS, que ocorre de 22 a 30 de julho. O evento musical tem como objetivo integrar a programação anual dos grandes festivais internacionais de música de concerto. Linus Lerner é o idealizador do Festival e também responsável pela direção artística. Tatiane Fernandes integra a equipe de produção geral, coordenação artística e coordenação do Concurso Jovens Solistas. O Festival é uma realização do Ministério da Cultura, da Secretaria Municipal da Cultura de Novo Hamburgo e do Instituto Arlindo Ruggeri, e conta com a participação de brasileiros e estrangeiros ao longo dos nove dias de intensas atividades. É possível acompanhar a programação do FEMUSIK através do site oficial www.femusik.com

O Jogador de Xadrez, Satyajit Ray

24/07/2023|

O filme RRR (Revolta, Rebelião, Revolução) fez o mundo se apaixonar por Tollywood (filmes indianos em língua bengali) e descobrir que o cinema indiano é incrivelmente vasto, não se resumindo apenas a Bollywood. O premiado cineasta indiano Satyajit Ray (falecido em 1992) foi o principal nome de Tollywood (conhecido pela “Trilogia de Apu”, com os filmes Pather Panchali, Aparajito e Apur Sansar), mas há uma pequena pérola entre seus filmes que acabou não tendo a atenção que merecia por aqui. Estou me referindo a O Jogador de Xadrez (Shatranj Ke Khilari/The Chess Players), produção do ano de 1977. O Jogador de Xadrez narra a história dos amigos Mirza (Sanjeev Kumar) e Mir (Saeed Jaffrey), membros da nobreza da cidade de Lucknow, que descobrem o jogo de xadrez e passam horas procurando fazer o movimento perfeito, disputando várias partidas durante o dia. O prazer do jogo os coloca num completo estado de torpor, fazendo com que negligenciem suas respectivas esposas e demais atividades, alienando-os dos acontecimentos políticos vigentes (a Índia está prestes a ser invadida pela Companhia das Índias Orientais, controlada pela Inglaterra, visando anexar o estado de Awadh). Quem detém o poder no estado de Awadh, cuja capital é Lucknow,...

manoel onofre neto

20/07/2023|

A abertura da exposição coletiva Chão dos Simples ocorre neste sábado, a partir das 10h, na Pinacoteca do Estado. Alguns dos maiores artistas plásticos potiguares farão homenagem ao livro de contos de mesmo título, escrito 40 anos atrás pelo escritor e crítico Manoel Onofre Jr. A exposição, um encontro das artes visuais com a literatura, tem curadoria de Ângela Almeida e Manoel Onofre Neto. Os artistas interpretarão, sob as artes visuais, os contos presentes na obra, considerada das mais bem sucedidas da literatura ficcional potiguar. Os artistas que formam a exposição, são: Ivanise, Sávio, Dorian Gray, Assis Marinho, Manoel Onofre Júnior, Ângela Almeida, Newton Navarro, Thomé, Dilson Oliveira, Novenil, Valderedo, Leolpoldo Nelson, André Barros, Etelanio, Fábio Eduardo, Francisco Soares, Joto, Arruda Sales, Francisco Eduardo, Carlos Sergio, Rosa MC, Arthuri, Estelo, Edilson Araujo, Carlos Gomes, Iaperi, Nilson, Azol, Eri Medeiros, Carlos Onofre, Dione, Fé Córdula, Hermann Gurgel, Levi Bulhões, Zaira Caldas, Tulio Fernandes, Monte, Paixão, Selma Gurgel, Flavio Freitas, Sônia Jacome, Jair Pení, Manxa, Fernando Gurgel, e Vicente Vitoriano.

Márcio Benjamin lança o livro Sina no 11º Cuscuz HQ neste FDS

20/07/2023|

Nesse fim de semana, durante a programação da 11ª Cuscuz HQ, o escritor Márcio Benjamin convida você para uma viagem assustadora pelos caminhos ensolarados do livro Sina, seu primeiro romance pela DarkSide Books. As histórias de Márcio Benjamin e seu porta-voz, Zé Trancoso, não habitam apenas o imaginário coletivo; elas fazem parte do cotidiano das regiões mais interioranas do país, de suas lendas, de seu folclore. O folk horror que o autor apresenta em Sina é exuberante, pungente e facilmente confundido com a realidade do interior nordestino. Para representar o Nordeste com propriedade precisamos experimentar a secura da terra, a amargura do sertão, a beleza que às vezes se esconde no meio da penúria. Para falar do Nordeste é preciso conhecê-lo, e Márcio Benjamin se mostra um especialista em cada palmo de chão que pavimenta seu novo livro. Um genuíno filho dessa terra. Cuscuz HQ O Instituto Metrópole Digital, da UFRN será a sede da 11ª edição do Cuscuz HQ, neste sábado e domingo, evento anual dedicado a quadrinhos e autores nacionais. A programação desde ano contará com uma série de atividades, como workshops e discussões centradas no mundo dos quadrinhos e da cultura pop. Durante todo o final de...

Heine

20/07/2023|

Heine hein? Poeta dos contrários  Autor: Heinrich Heine Tradução: André Vallias Editora: Perspectiva / Goethe Institut Ano: 2011 535 páginas   Tem um dito, bem sexista, diga-se de passagem, que sintetiza o drama de quem se aventura a traduzir poesias: “se é bonita não é fiel, se é fiel, não é bonita”. Esse dilema arcaico da tradução poética se torna mais grave ainda quando a tradução é do alemão para o português. Isso porque, para nós que falamos o idioma lusitano, o alemão é uma língua sem escoras. A língua de Lutero e Goethe, ao contrario do francês, espanhol, italiano e até inglês, tem poucos cognatos com o português, o que faz com que o significante, em uma tradução, seja, muitas vezes, sacrificado no altar do significado. Por isso a opção de André Vallias, nas traduções dessa coletânea de textos de Heinrich Heine, foi a de subverter esse entendimento intencionalista que põe a suposta “ideia que o autor tinha em mente” acima da musicalidade dos versos e da acústica das palavras. Vindo de uma escola de transcriação poética que tem no Brasil seus maiores expoentes nos irmãos Campos (Haroldo e Augusto), Vallias oferece pra gente uma atualização de Heine através...

Sabor e Som by Fest Bossa & Jazz acontece neste final de semana em Lagoa Nova-RN

19/07/2023|

O município de Lagoa Nova-RN realiza nos próximos dias 21 e 22 (sexta e sábado), o “Sabor e Som by Fest Bossa & Jazz”, com programação musical e muita gastronomia. Entre as atrações estão a cantora Joanna, que traz ao Rio Grande do Norte os seus clássicos, na segunda noite do festival. E, no primeiro dia, as cantoras potiguares Khrystal, com toda sua potência vocal e versatilidade na música brasileira, e Samara Alves, acompanhada da Terra do Sal Jazz Band. Durante os dois dias, cultura, entretenimento e gastronomia se somam. Para os apaixonados pela arte, uma oportunidade de aprimorar e desenvolver os dotes culinários, com as Oficinas Gastronômicas, coordenadas pelo Chef Marcelo Labre. O acesso é gratuito e os interessados podem se inscrever através do link da bio, disponível no perfil da Prefeitura de Lagoa Nova (@prefeituradelagoanova). Vagas limitadas! “O Festival se propõe a oferecer oficinas que irão ressaltar ingredientes típicos da região de Lagoa Nova, criando uma fusão entre a cozinha tradicional e a moderna. Levando, também, seus expectadores a vivenciarem uma experiência gastronômica em que, a culinária afetiva se unirá com receitas simples e técnicas de decoração de pratos, proporcionando um comfort food”, apresenta o chef Marcelo Labre. Oficinas Gastronômicas: Sexta (21) “Cozinha afetiva do sertão...

Glasses of  beer and ale barrel on the wooden table. Craft brewery.

19/07/2023|

Saudações, cervejeiros! Voltando à ativa com os textos do blog hoje após um tempo “de férias”, talvez o escrito tenha mais um tom de desabafo que propriamente de crítica (construtiva, por assim dizer). Certamente, deve haver um pouco de cada coisa, mas, cada um dá a sua perspectiva que melhor lhe convier ao final. Enfim, no texto de hoje, vamos falar sobre uma prática um tanto quanto comum das cervejarias, que, por vezes, pode passar despercebido da maioria dos consumidores, mas, que eu julgo ser um tanto quanto inconveniente. Ademais, é algo que prejudica bastante o resultado final, quando altas expectativas são criadas sobre uma cerveja ou sobre um pack especial de cervejas. A prática em relevo é o “reaproveitamento” de cervejas, que foram, inicialmente, concebidas para ser de um estilo, mas, que ao final da cadeia produtiva, por uma miríade de fatores diferentes, acaba se convertendo em algo diferente. A diferença do resultado final para aquilo inicialmente pensado pode ser mínima ou às vezes abissal, vai depender do quanto ela se afastou da ideia pensada anteriormente. De toda maneira, vamos debater um pouco sobre esse ponto e repensar como os modos agressivos de produção geram essa necessidade de reaproveitar...

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