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Será que Smoothie Sour é cerveja?

Saudações, cervejeiros criativos! Se tem uma modinha que eu jurava que duraria pouco (ou quase nada) e para o meu espanto está resistindo mais tempo, muito mais tempo, do que

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O Dia Estadual do Brega

O cantor Carlos Alexandre nasceu em Nova Cruz (segundo ele mesmo afirmou na música Natal, Cidade Noiva do Sol) no dia 1º de junho de 1957. Tornou-se nacionalmente conhecido em

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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ex-rum

20/09/2023|

Ya, Mon! Wah Gwaan?! Traduzindo do “jamaicanês”: e aí, beleza! Tudo na paz? O tema do texto de hoje passa justamente por todo arcabouço cultural inserido a partir da cultura jamaicana em seu líquido alcoólico mais singular, o rum! Trazendo para a cultura cervejeira, ainda que um tanto quanto restrito, já se nota o uso de barril ex-rum em algumas cervejas, particularmente em Imperial Stout’s. Meu primeiro contato com uma cerveja nesse estilo foi a Odyssea da Trilha, que era ex-rum, mas não especificava se jamaicano. De toda forma, foi uma boa porta de entrada para o universo das cervejas que possuem esse toque singular do destilado em questão. Mais recentemente, tive a oportunidade de degustar uma cerveja que foi parcialmente envelhecida em barris ex-rum jamaicano, com uma outra parte envelhecida em barris ex-bourbon. Ainda que não seja uma “puro sangue”, isto é, envelhecida apenas em barris que contiveram um dia o destilado oriundo da ilha caribenha, ela foi um belo exemplar sensorial do que se pode esperar de cervejas desse naipe. Então, vamos discorrer um pouco mais sobre as características sensoriais das cervejas envelhecidas em barris ex-rum jamaicano para poder saber o que se pode esperar delas. Semelhanças e...

Governo lança Programa Câmara Cascudo com R$ 20 milhões

19/09/2023|

O Governo do Rio Grande do Norte publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (19/9) o Decreto 32.243, que destina R$ 20 milhões para a concessão de incentivos fiscais ao financiamento de projetos culturais disponíveis para o exercício financeiro de 2023. A partir do decreto, o Governo do Estado direciona o montante para projetos culturais através do Programa Cultural Câmara Cascudo, mais conhecido como Lei Câmara Cascudo (Lei N° 7.799), criado em 30 de dezembro de 1999 e que já beneficiou inúmeras iniciativas através de renúncia fiscal para as empresas que investem em cultura. O Programa é um instrumento de democratização do acesso à cultura no RN e consiste na renúncia fiscal do ICMS por parte do Estado para que o valor correspondente à contribuição seja investido em projetos artístico-culturais. Fluxo contínuo A operacionalização é realizada pela Fundação José Augusto (FJA), através da Comissão de Cultura. O artista, grupo de artistas ou instituição interessada na captação dos recursos inscreve seu projeto, que será analisado para que seja decidida sua aprovação. Nos 23 anos de existência, o Programa Câmara Cascudo disponibilizou cerca de R$ 100 milhões, beneficiando mais de 650 projetos culturais do RN.  A partir do primeiro semestre...

Solar Bela Vista Cultura retorna esta semana com Big Band e oficina

19/09/2023|

O Solar Bela Vista Cultura, promovido pelo SESI-RN, está de volta neste mês de setembro com dois eventos gratuitos. Dia 23, a partir das 19h, acontece a primeira edição da “Festa da Primavera”.  E no domingo, dia 24, às 16h, é a vez da criançada com a “Oficina de Guloseimas”. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível e reserva online de ingresso, disponível no sympla.com.br/solarbelavista Para animar a Festa da Primavera, a SESI Big Band apresenta um concerto com a participação do cantor Dudu Galvão. No repertório, a orquestra do Serviço Social traz uma proposta diferente de tudo o que já foi feito este ano, com uma apresentação animada, contagiante e com a presença de bailarinos disponíveis para dançar com o público. “Teremos um repertório diversificado, que inclui músicas autorais, passando por autores brasileiros e até uma interpretação da Valsa das Flores de Tchaikovski. Além, é claro, de muito jazz que é a nossa essência e onde o cantor convidado performa tão bem”, conta Eugénio Graça, maestro da SESI Big Band. Já no domingo, a criançada vai colocar a mão na massa preparando e finalizando doces e guloseimas. Completam a programação, atividades lúdicas...

Circuito Cultural Ribeira

18/09/2023|

Ontem, depois de quase cinco anos parados, voltamos a realizar o Circuito Cultural Ribeira. Foi uma imensa cortina de alegria, festa e cultura que embalou o bairro num portal que botou abaixo qualquer realidade que insiste em bater à nossa porta todos os dias. No alto dos calos, cicatrizes, músculo e equilíbrio emocional desenvolvidos em quase 30 anos de vivência cultural, vi essa volta do CCR como uma oportunidade da comunidade lembrar porque a gente pensou numa atividade como essa há quase 15 anos. É simples: o Circuito Cultural Ribeira é um processo de indução não de como a Ribeira é, mas de como ela DEVERIA SER no seu dia-a-dia. Era assim quando idealizamos o projeto, é assim agora e a luta vai continuar nos altos e baixos do fluxo cultural do bairro. Na expressão jovem dá pra por o tal do “é sobre isso” nesse texto sem culpa. Quantas pessoas desceram pro bairro nesse domingo? Difícil calcular. Todas os atividades lotadas, numa (a)mostra do excelente desenvolvimento dos nossos artistas na labuta de suas atividades, de um bairro com predileção ao fazer cultural envoltos numa coordenação geral comprometida e atenta para que o ambiente magnético (mas também caótico) da Ribeira virasse...

criador x criatura

18/09/2023|

Um rei cumpre seu reinado, e depois morre. É inevitável. Os mitos de criação de diversos povos narram as muitas experiências que os deuses fizeram até chegar à forma humana, tida como perfeita, pois lhes prestavam total devoção, fazendo oferendas e sacrifícios em seus nomes, garantindo que eles, os deuses, jamais fossem esquecidos. Na verdade, os humanos concretizam (e legitimam) a imortalidade dos deuses ao divulgar seus feitos num ciclo ad infinitum de geração a geração. Quando o homem passa a querer obter a imortalidade dos deuses para si (vide a Epopeia de Gilgamesh), então os deuses revidam através de castigos, que também podem ser vistos como um ultimato a um dogma que não deve ser jamais contestado. Porém, a busca pela imortalidade continua viva dentro do ser humano. O ápice dessa busca é a noção de que ele pode, assim como os deuses, criar vida a sua imagem e semelhança, com o mesmo objetivo de subordinação e adoração: primeiro veio o golem, depois os robôs e seus derivados: autômatos, androides, replicantes, cylons… E, como precaução a um possível desejo dos autômatos em buscar a imortalidade eles mesmos, o homem cria as Três Leis da Robótica, atrelando totalmente “a criatura” ao seu controle....

Tallison Ferreira

16/09/2023|

O poeta Tallison Ferreira lança, pela Offset Editora, o livro Poemas Di-Versos, uma 2ª edição revisada e ampliada. O lançamento oficial será durante a Feira de Livros e Quadrinhos (Fliq), no próximo 23 de setembro, precisamente no estande da SPVA. Posteriormente ficará disponível na Livraria Nobel. O escritor assuense tem se destacado na literatura potiguar e já conta com nove livros publicados. Além de poemas, o autor se dedica à escrita de biografias e textos científicos. Nesta nova edição de Poemas Di-Versos (96 páginas), o também filósofo, traz em cada poema, de versos livres, uma pitada de filosofia, fé e amor. O valor do livro é R$30. Reservas pelo pix ta***************@***il.com

Confira os indicados ao Troféu Cultura 2023

15/09/2023|

No dia 30 de setembro o público potiguar irá votar nos selecionados de cada categoria escolhida pelos curadores e auditores da 20ª edição do Troféu Cultura. O sistema de votação será instalado, mais uma vez, no site Papo Cultura. A livre escolha do público permanecerá aberta por dois meses, até 30 de novembro. SELEÇÃO DOS INDICADOS AO TROFÉU CULTURA Artes Visuais – Ariel Guerra – Arthuri – Gabriel Fernandes (Biel Artlife) – João Andrade – Sônia Jácome – Victor Bulhões Literatura – A arte modernista de Erasmo Xavier (Rejane Cardoso) – A história da Ponte de Igapó (Manoel Negreiros) – Cabarés na cidade de Natal (Gutenberg Costa) – Cartas Obscenas de Linda Baptista (Carlos de Souza – Alex de Souza [org.]). – Cemitério do alecrim, chão sagrado (Abimael Silva & Danielle Brito) – Flor de Querosene (Carmem Vasconcelos) Melhor ator/atriz – Alice Carvalho – Badu Morais – Enio Cavalcante – Joriana Pontes – Marco França – Priscila Vilela Melhor espetáculo cênico – 1877 (Trapiá Companhia Teatral) – Aqui é meu lugar (Coletivo Artístico Comboio Potiguar). – Candeia (Grupo Estação de Teatro) – Graça (Giradança) – Mulheres à vista (Cia. Bagana de Teatro) – Nuvem de pássaros (Grupo Movidos) Melhor banda...

medicina

15/09/2023|

Em Hamlet – quarto ato, cena 3 – Shakespeare usou a expressão: “As doenças desesperadoras se curam com medicações desesperadas”.  Ao longo do tempo, a medicina parece mesmo seguir o grande bardo inglês, na busca de tratar os diversos tipos de cânceres.  São medidas heroicas que, se causam transtornos ao bom funcionamento de órgãos e tecidos, precisam ser usadas para combater um mal maior. Paracelso, médico do século XVI, que recebeu severas críticas mas também vivos aplausos, disse certa vez que todo remédio é veneno disfarçado.  O médico indiano Siddhartha Mukherjee, em seu livro “O Imperador de Todos os Males”, afirma que a quimioterapia do câncer, consumida pela feroz obsessão de eliminar a célula cancerosa, tem suas raízes na lógica contrária: todo veneno pode ser remédio disfarçado. Sabe-se que a terapia das doenças ditas malignas avançou muito, já tendo sido quebrado o tabu que as envolvia, embora ainda persista um certo temor. Porém, o temor é mais em relação aos efeitos colaterais das drogas usadas do que em relação à própria enfermidade. Até o século XIX, a medicina teve um avanço lento, no entanto com grande significação para algumas áreas. Basta citar a descoberta das vacinas e da anestesia, o mundo...

Big Band Jerimum Jazz

14/09/2023|

O Som da Mata desse domingo, às 16h30, no Parque das Dunas recebe a Big Band Jerimum Jazz, banda que realiza concertos de cunho artístico e didático, nos quais apresenta ao público importantes personagens da história da música popular e músicas que se tornaram conhecidas através do som das big bands. O conjunto também atua com importantes compositores e arranjadores brasileiros que por meio de seus trabalhos contribuem de forma efetiva para a consolidação do repertório da Jerimum Jazz. Ao longo de sua trajetória de 25 anos a Big Band tem desenvolvido várias ações relacionadas à prática, estudo e divulgação da música instrumental. Por meio dos ensaios e do repertório trabalhado, os estudantes participantes do projeto recebem um treinamento que reflete de maneira positiva na construção de suas carreiras como instrumentistas. A Jerimum Jazz tem como objetivos apresentar o repertório internacional escrito especificamente para esse tipo de conjunto e trabalhar a música brasileira, sobretudo a música composta por autores nordestinos. O grupo contribui com a formação de novas plateias, a divulgação de compositores e arranjadores da região e a formação e consolidação do repertório de música brasileira composta para essa formação instrumental. O projeto Som da Mata acontece graças à renúncia fiscal da...

Trapiá Semente

14/09/2023|

Cinco peças teatrais ganham vida no Seridó — um espetáculo de cada novo grupo teatral implantado neste ano de 2023. As trupes são formadas por adolescentes, nos municípios de São Fernando, Ipueira, São José do Seridó, Santana do Seridó e Ouro Branco, que participam do projeto “Trapiá Semente” — uma iniciativa da Associação Cultural Trapiá, de Caicó, com produção da Mapa Produções Culturais, voltada para a criação e profissionalização de grupos de teatro no interior do RN. O calendário de apresentações gratuitas inicia nesta sexta-feira (15) e segue até o dia 4 de outubro. O primeiro espetáculo a ser realizado será o “O boi encantado do Umarizeiro”, do grupo Sementes do Sertão, na cidade de São Fernando. A peça, que retrata uma história de perseverança e conexão com a natureza, conta a história de Alves, que decide vender seu boi, Mimoso, um animal carinhoso e inteligente. No entanto, o boi parece ser encantado, foge e resiste a todas as investidas de Vicente, o matador que quer sua vida em troca de dinheiro. Nesta jornada, Mimoso conta com diversas ajudas, até que um encontro inesperado define seu destino. Já no domingo (17), a programação teatral será em São José do Seridó,...

Feirona

14/09/2023|

A Feirona chega à 3ª edição neste sábado e vai reunir 18 expositores, muita roupa de brecbó, entre outros atrativos. Tudo animado ao som da DJ Elisa Bache. O evento ocorre no aprazível espaço do Goodala Burger, uma hamburgueria vegana e espaço cultural fincada no conjunto Ponta Negra. Início às 16h e acesso livre. “É uma evento para expandir horizontes com produtores e artistas independentes da região em um ambiente delicinha para curtir com a galera mais linda de Natal”, comenta Laís Britto, idealizadora da Feirona.

Viena

14/09/2023|

Viena – Áustria, 21 de Abril de 2014 Quando eu era moleque coloquei na cabeça que estaria fadado a não realizar certas coisas na vida: não teria filhos, não aprenderia a dirigir, nunca viajaria para fora do país, não falaria nenhum idioma estrangeiro e nunca seria rico. Para meu infortúnio, parece que apenas o último vaticínio é realmente o único que vai mesmo se cumprir. Desde que comecei a estudar francês com quinze anos (primeiro na Aliança Francesa, depois da ETFRN) praticar idiomas estrangeiros virou um passatempo pra mim, além de ser um ótimo exercício mental para não enferrujar as engrenagens neuronais que desempacotam a nossa linguagem. Por isso, após cinco dias em Praga, chegar em Viena foi como voltar a ouvir o sotaque de vovó. Comparado ao estranhamento linguístico do festival de sinais esquisitos em cima das letras que o idioma Tcheco produziu, o alemão austríaco fica até parecendo fácil. Em função disso, atravessar a fronteira da República Tcheca com a Áustria de ônibus e começar a compreender alguma coisa das placas, conseguir ler cartazes de rua, entender o letreiros das lojas pra saber o que elas vendem e entabular duas ou três palavrinhas com taxistas pra se localizar...

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