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Novos talentos e a melhoria do IDH

Há alguns dias, encontrei nas proximidades do Centro Comercial Samburá, no centro da cidade, um conhecido meu, prefeito de uma cidade do interior. Ele elogiou o programa Talento Potiguar e

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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A Revolução de 1817 em Martins

18/10/2023|

A Revolução de 1817, deflagrada em Recife sob a égide do Liberalismo, visava instaurar uma República independente de Portugal. Chefiou-a no Rio Grande do Norte, André de Albuquerque Maranhão, o rico Senhor do Engenho Cunhaú. Estendendo-se ao interior da Província, o movimento repercutiu em Martins, via Portalegre que era o epicentro na Zona Oeste. E persistiu por alguns dias, mesmo após a queda de André de Albuquerque. Segundo Câmara Cascudo, o governo da República de Portalegre “instalou-se a 10 de maio de 1817 e faleceu a 19 do mesmo mês (História do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, 1955). Com a derrocada, cinco moradores de Martins, revolucionários da linha de frente – Pe. Gonçalo Borges de Andrade, David Targini Leopoldo, João Saraiva de Moura, Manuel Joaquim Palácio, Agostinho Pinto de Queiroz (1) foram presos e condenados. (Da relação constante de Os Mártires Pernambucanos, do Pe. Joaquim Dias Martins, citada por Raimundo Nonato no livro Presença Norte-rio-grandense na Alçada Pernambucana. Rio de Janeiro: Editora Pongetti, 1971). Muniz Tavares, historiador da Revolução, dá o seguinte informe: “Alguns zelosos patriotas, que habitavam no interior da província em um lugar denominado Serra do Martins, não desesperando ainda da...

Design sem nome - 4

18/10/2023|

A cantora potiguar Simona Talma lançou em todas as plataformas digitais o EP “LADO A, LADO D – quarto lançamento “solo” dos seus 23 anos de carreira . A artista – ligada ao blues, jazz e rock, com cara brasileira – enfrentou um câncer de mama e está em remissão, e agora resolve mudar os rumos, os ritmos e a mensagem que sua música leva. O show de lançamento será nesta sexta (20), na sede DoSol, em Potilândia, e contará com convidados super especiais: Ângela Castro, Bruno Alexandre, Daniela Fernandes e Mariano Tavares. Este novo trabalho busca falar poeticamente sobre o câncer e as dificuldades emocionais e físicas enfrentadas durante o tratamento, oferecendo apoio às pessoas que estão passando pela doença. Além disso, através da campanha de lançamento do EP, a cantora quer conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, uma das medidas mais eficazes para evitar a mortalidade causada pela doença, pois a descoberta das células cancerígenas em estágio inicial possibilita um tratamento menos agressivo e mais efetivo. “A ideia do EP é inédita e de extrema importância social, econômica e que envolve uma questão de saúde de máxima relevância, já que o câncer é a segunda...

Artista premiado estreia exposição que une fotografia, vídeo e fotozine

18/10/2023|

Potiguar de Jucurutu, Max Pereira começou sua trajetória artística em Natal, no final da década de 90, mas de modo muito difuso. Somente a partir de 2008 que sua produção ganhou um ritmo mais sistemático. Foi quando começou a ganhar destaque com prêmios e participações em importantes mostras de arte pelo Brasil. Porém grande parte desses trabalhos nunca chegou a ser devidamente apresentada para o público natalense. Essa lacuna agora será resolvida com a exposição “Não há silêncio”, primeira individual do artista. Montada na Galeria Conviv’art, na UFRN, a mostra será aberta no dia 26 de outubro, às 19h. A visitação vai até o dia 23 de novembro, com acesso gratuito. Composta de trabalhos em fotografia, vídeo e fotozine, “Não há silêncio” permite diferentes percursos de leitura, onde as imagens se colocam como marcos narrativos que se desdobram em torno da passagem do tempo, do amor e da morte. A curadoria é de Sânzia Pinheiro. Um dos destaques da exposição, o vídeo “Se acabó lo mejor” foi premiado no 60º Salão de Abril, em Fortaleza, e nunca havia sido exibido no estado. Também inédito é o díptico de mesmo título, composto de imagens ambíguas do crepúsculo. A obra integra atualmente...

lager

18/10/2023|

Complexidade, dogmatismo e determinismo no universo das cervejas artesanais Saudações, cervejeiros que evoluem! Pretendo no texto de hoje debater um tema que tem se apresentado no mundo cervejeiro com alguma persistência, o retorno das Lager’s e como isso acabou por ganhar uma aura de superioridade por seus defensores. Por incrível que pareça, algo que começou como uma brincadeira na internet, acabou de fato se tornando algo defensável. A princípio, não imagino que seja espantoso alguém ter predileção por Lager’s. De maneira alguma há de se ter essa recriminação. Até porque, o amplo leque de estilos que essa família engloba, vai muito além da usual cerveja de massa para ser bebida estupidamente gelada e em doses cavalares. Acredito que o maior equívoco nisso tudo, como argumentarei mais detidamente nas seções a seguir, é a defesa dogmática e quase determinística de quem acredita em haver uma “evolução” na escala cervejeira. Como se houvesse uma escalada entre estilos, dos mais básicos e de entrada até os mais complexos, evolutivamente. No entanto, quem assim advoga (que as cervejas Lager, na verdade, são o ápice evolutivo) subverte a ordem piramidal da evolução, colocando-as como o topo da cadeia cervejeira. Ou seja, o problema posto nessa...

Elis & Tom

17/10/2023|

A música é meu arco, minha flecha, meu motor, meu combustível e minha solidão. Elis Regina   Difícil descrever a relação construída com alguns ídolos e as emoções que nos invadem em determinadas situações. São diversos os sentimentos que nos envolvem quando estamos diante de certas obras e/ou artistas. E foi com essa sensação que saí do cinema depois de assistir o aclamado filme sobre os bastidores da gravação de um disco histórico da Música Popular Brasileira. Estou falando do documentário “Elis & Tom: só tinha de ser com você”, dirigido por Roberto de Oliveira e Jom Tob Azulay. O roteiro é de Nelson Motta. O disco foi gravado em 1974, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde morava o autor de “Águas de março”, “Garota de Ipanema” (em parceria com Vinicius de Moraes) e outros clássicos da MPB. Estas são algumas das canções do álbum, que está disponível na internet: “Soneto de separação”, “Corcovado”, “Fotografia”, “Chovendo na roseira”. O disco “Elis & Tom” foi um presente de André Midani (1932-2019), executivo da Polygram na época. O motivo: Elis estava completando dez anos na gravadora. O álbum tem 14 faixas e foi um sucesso de vendas. Estamos falando de um...

circuito ribeira por luana tayze

17/10/2023|

Depois da primeira edição realizada em Setembro, o Circuito Cultural Ribeira volta a ocupar oito espaços e duas ruas do bairro histórico da Ribeira neste domingo, 22 de outubro. Mais de 15 atrações entre Brinquedos e Brincadeiras, Teatro, Música, Performance, Cinema, Dança, Sarau Literário, etc… “Na primeira edição, em Setembro, a gente sentiu o quanto o Circuito fez falta para o público natalense. Foi uma grande celebração, mas também uma certa indignação com o abandono do bairro. Seguimos, nesta edição, com o intuito de dar visibilidade e valorização ao patrimônio cultural Material e Imaterial na Ribeira”, disse Henrique Fontes, diretor da Associação Circuito Cultural Ribeira. No próximo dia 22.10, o Circuito abre sua programação com uma tarde dedicada às crianças. Na rua Frei Miguelinho, a partir das 16h, o Coletivo de Artistas Indígenas – “Para Jaha Mbosarai” – realizará o “Aha Mbosarai: Inesquecível Mutirão De Brincadeiras Multicoloridas Para Demarcar A Ribeira Com Artes Indígenas”; às 17h30 tem a peça: “O Monstro da Lua” na Casa da Ribeira; às 18h, no Espaço Gira-dança, tem o solo de dança: “O Menino que Desaprendeu a Dançar” que é livre para todas as idades, assim como, às 20h, o Circo Razzani ocupará a Casa...

gestão de espaços culturais

17/10/2023|

A Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar (SAPP) e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFERSA, em parceria, irão promover um ciclo de 10 oficinas sobre Gestão de Espaços Culturais. O primeiro encontro acontece nesta terça-feira, dia 17/10, às 14h, na Ufersa, Prédio Central, Lado Oeste, com a oficina “Estratégias para montagem do Memorial ESAM-UFERSA”, mediada pela professora Kadma Marques, da Universidade Estadual do Ceará. A convidada é Socióloga da Arte e especialista em curadoria. A programação com a professora segue no dia 19/10, quando o debate será a partir do tema “Colecionar e Expor”, às 18h, oportunidade em que a SAPP anunciará o cronograma das próximas oficinas. A UFERSA se prepara para abrir em grande estilo a PINACOTECA E MEMORIAL ESAM UFERSA MOSSORO, convidando interessados e instituições a pensar e repensar seus espaços culturais, tanto em Mossoró quanto em cidades circunvizinhas. Leia ainda: “Mossoró ganhará Pinacoteca e Memorial” Entre as temáticas da iniciativa, serão abordadas questões atinentes à curadoria, programação, financiamento, atividades educativas, montagem de exposição, mídias sociais, restauração de obras em cavalete e harmonização de molduras. Serviço Todas as oficinas serão oferecidas gratuitamente. Os interessas em participar podem se inscrever pelo e-mail am****************@***il.com. ———- CRÉDITO DA FOTO: Andrea Rego...

Burburinho Festival de Artes anuncia a sua 7ª edição para 4 e 5 de novembro

16/10/2023|

O Burburinho é um festival de artes integradas realizado desde 2017 em Natal. O evento é conhecido por sua capacidade de unir diferentes linguagens artísticas proporcionando ao público uma experiência imersiva, diversa e enriquecedora. O festival tem sua programação formatada apenas por artistas potiguares, reunindo nesta 7ª edição mais de dez atrações. Um dos principais objetivos do projeto é garantir uma plataforma perene que potencialize a difusão da produção artística local, assim como amplie as possibilidades do público ter uma oportunidade acessível de conhecer e se relacionar com o que vem sendo produzido na cidade. Uma das novidades desta edição é que o evento acontecerá em um novo local, o Aeroclube, um espaço de fácil acesso, localizado na Av. Hermes da Fonseca, 1296, no bairro do Tirol, ao lado do Museu Câmara Cascudo. Ainda como novidade, o Burburinho acrescenta em sua programação uma atividade que busca compartilhar conhecimentos a partir de mini-conferências, inspiradas no formato dos “tedtalks”. A cada dia de programação, sempre às 17h, o palco do festival receberá as palestrantes Geissy Araújo (sábado, dia 04) e Alynne Gonçalves (domingo, dia 05) para uma conversa generosa e leve com o público. A neurociestista Dra. Geissy Araújo, fará uma exposição...

Natal receberá grandes artistas da música em outubro

16/10/2023|

A iniciativa ‘MPB em Movimento’ percorre as grandes cidades do Brasil, levando música de alta qualidade a todos os cantos do país. E no próximo dia 28 será a vez de Natal. O Teatro Riachuelo terá a honra de receber os renomados artistas Toquinho e a talentosa cantora goianiense, Camila Faustino. Ainda falando sobre a efervescência da cultura popular, o projeto celebra artistas locais, como Samara Alves, uma talentosa cantora potiguar, cuja voz ressoa com potência e autenticidade. Natal é o berço de Samara, e foi em Rio do Fogo que ela deu os primeiros passos na sua fascinante história musical. “Ouço Toquinho desde que comecei a tocar minhas primeiras notas no violão. Vai ser uma grande honra e privilégio fazer parte dessa noite que tenho certeza de que será especial. Estou mega empolgada para ver todos e aproveitar o show desses dois grandes artistas. Grata demais pelo convite e agradecida a Petrobras pela valorização artística local’ explica a cantora Samara Alves. Essa iniciativa é realizada pela produtora baiana Caderno 2 Produções, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura do Brasil. o MPB em Movimento tem como objetivo promover o...

Livro sobre super herói potiguar já foi lido por mais de 10 mil pessoas

16/10/2023|

O autor e escritor potiguar Antenor Mario, chamou atenção com seu super herói durante a Good Game Convention (GGCON), no Centro de Convenções de Natal, realizada semana passada. LUMINITO é o jovem Lucas, de 21 anos, da cidade de Trampolim e tem uma grande missão a cumprir. A obra já foi lida por mais de 10 mil pessoas em formato e-book, distribuída gratuitamente através de e-mails e demais contatos. Curiosos para essa história? Nas profundezas do Universo, onde estrelas brilham em um espetáculo de luz, existia um planeta chamado Lumenara. Esse planeta era o lar dos Luminis, seres feitos puramente de energia luminosa. Eles eram pacíficos e sempre buscavam espalhar a luz por todo o cosmos. Mas em uma época de desequilíbrio, surgiu um vilão sombrio chamado Obscurus, um ser feito de pura escuridão que ameaçava o equilíbrio cósmico. Sua ânsia por poder e controle o levou a causar caos e tristeza onde quer que passasse. Os Luminis sabiam que precisavam de um herói para combater essa escuridão. Uma profecia antiga falava de um Luminis especial, nascido da energia pura das estrelas, que seria capaz de trazer a luz necessária para derrotar Obscurus. Esse Luminis nasceria na Terra, um planeta...

Luta de classes infantil

16/10/2023|

Com o advento do catolicismo, as crianças passaram a ser vistas como pequenos seres de pureza singular, verdadeiros anjinhos sem asas, após receberem as águas purificadoras do batismo. No entanto, quem lida com crianças durante um certo tempo sabe que elas são capazes de atos deveras cruéis e ofensivos, ora fruto da imitação dos adultos, ora como uma forma de chamar atenção ou já uma demonstração de uma característica de sua personalidade. Irei abordar dois filmes, um francês e um afegão, nos quais crianças de classes sociais mais abastadas estabelecem relações de posse, humilhação e exploração com crianças de classes sociais mais baixas, num perverso jogo de poder. Em Eu sou o senhor do castelo (Je suis le seigneur du château, 1989), filme francês dirigido por Régis Wargnier (Indochina), que adaptou o romance setentista I´m the king of the castle, da escritora britânica Susan Hill, mostra que uma criança mimada e rica é capaz de humilhar uma criança pobre simplesmente pelo prazer de pertencer a uma “classe superior”. Logo no início do filme, ao ler um poema para a sua mãe doente, Thomas (Régis Arpin) já diz a que veio: “não quero viver, quero reinar”. Com o falecimento da mãe,...

TERRA ESTRANGEIRA: Um apartamento em Viena

13/10/2023|

Viena – Áustria, 24 de Abril de 2014 Estava demorando, mas eu sabia que isso, inevitavelmente, iria acontecer. Não sei se foi o frio que desce dessas madrugadas alpinas ou a fumaça do cigarro dos austríacos, mas o fato é que meu nariz esquerdo, que já vinha dando, faz alguns dias, sinais da sua usual renite sazonal, amanheceu completamente tapado. Pra piorar eu comecei a sentir os calafrios e a pressão na cabeça que sempre antecipam minhas crises recorrentes de sinusite. Havia convencido Ana, na noite de ontem, a procurar um lugar para assistir a semifinal da Champions, afinal, a gente sai do Brasil, mas o futebol não sai da gente. Além do mais eu, que sou barcelonista por adesão ideológica, não iria perder a oportunidade de torcer pelo Bayer de Munique, atual campeão da competição, que iria visitar o Real Madrid no Santiago Bernabeu. No caminho de volta para o hotel acabamos entrando em um bar de estilo velho oeste norte americano, chamado Saloon, na Wiedner-Haupstrasse. Não lembro quantas cervejas derrubamos vendo o bombardeiro merengue contra a defesa dos bávaros, só sei que o lugar estava bem cheio, mas também bastante silencioso, com pessoas falando baixo e uma música...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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