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Petrópolis: a nostalgia da realeza

O nome Petrópolis significa “cidade de Pedro”, justa homenagem ao Imperador Pedro II. Para fugir do calor do Rio, Sua Majestade veraneava na serra paradisíaca, acompanhado da corte. O palácio

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Filarmônica UFRN apresenta concerto que atravessa memória, violência e vertigem latino-americana

Redação

Concerto acontece no dia 06 de junho, em duas sessões gratuitas, com o violoncelista Fabio Presgrave e regência do maestro chileno Rodolfo Fischer A América Latina talvez seja uma das regiões onde modernidade e fratura histórica coexistiram de maneira mais intensa ao longo do século XX. Urbanização acelerada, instabilidade política, desigualdade estrutural e disputas permanentes de memória moldaram não apenas cidades e sociedades, mas também formas de sensibilidade e expressão artística. Em muitos momentos, a arte latino-americana deixou de buscar exclusivamente afirmações identitárias para transformar tensão histórica em linguagem estética. É desse território simbólico que emerge “América em Transe”, o concerto da Filarmônica UFRN que acontece no dia 06 de junho, às 18h e às 20h, no auditório Onofre Lopes, na EMUFRN. Os ingressos estarão disponíveis na Platea, a mais nova plataforma de acesso, ticket e engajamento de audiência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – EMUFRN. Um lote será liberado na quarta-feira, 03 de junho, às 8h https://platea.musica.ufrn.br/ e no local, no dia do evento, outro lote com distribuição 1h antes de cada sessão. O programa reúne obras de Astor Piazzolla, Alberto Ginastera e Silvestre Revueltas em uma curadoria que aproxima diferentes experiências sonoras latino-americanas atravessadas por intensidade, deslocamento, ritual, violência e permanência histórica. As composições parecem compartilhar uma mesma atmosfera: cidades em convulsão, memórias interrompidas, pulsos coletivos e formas de existência em que beleza e brutalidade coexistem de maneira inseparável. O concerto contará com o violoncelista Fabio Presgrave como solista em Le Grand Tango, de Piazzolla, sob regência do maestro chileno Rodolfo Fischer. Reconhecido como um dos principais violoncelistas brasileiros de sua geração, Fabio Presgrave possui formação pela Juilliard School, de Nova York, e doutorado pela UNICAMP. Sua trajetória reúne atuação internacional como solista, pesquisador e professor, além de um trabalho decisivo na consolidação da formação musical e da produção acadêmica da Escola de Música da UFRN. Já Rodolfo Fischer iniciou sua trajetória musical como pianista antes de dedicar-se à regência orquestral. Formado pela Universidade do Chile e pelo Curtis Institute of Music, na Filadélfia, estudou regência com Otto Werner Müller e consolidou uma carreira internacional marcada pela atuação em importantes teatros e orquestras da América Latina e da Europa. Foi maestro residente do Teatro Municipal de Santiago e atuou junto a instituições como o Teatro Colón de Buenos Aires, a Ópera Nacional Dinamarquesa e diversas orquestras sinfônicas europeias e latino-americanas. Atualmente,...

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Coletivo CIDA (RN) apresenta peça “CORPOS TURVOS” em São Paulo

26/10/2023|

O Coletivo CIDA (RN) chega a São Paulo neste sábado para apresentar o espetáculo “CORPOS TURVOS” de forma gratuita. A apresentação faz parte da programação da Mostra de Dança Itaú Cultural, que reúne espetáculos na sede e na calçada do Itaú Cultural, além de bate-papos e oficinas. Fundado em 2016 por Arthur Moura, René Loui e Rozeane Oliveira, artistas e produtores radicados no Rio Grande do Norte, o Coletivo CIDA é um núcleo artístico conhecido por sua produção contemporânea que incorpora recursos de Comunicação Assistiva, como audiodescrição e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais). “Corpos Turvos” teve sua pesquisa iniciada em 2019, a partir de uma residência artística na Odisha Biennale, na Índia. Inicialmente pensada como um espetáculo solo para apresentações presenciais, e a partir de outra residência artística virtual entre René Loui (MG/RN) e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança, se concretizou como uma obra de dança contemporânea. Esta é a primeira obra da trilogia em dança-tragédia criada pelo Coletivo CIDA. A peça coreográfica explora, por meio da dança, temáticas relacionadas à estigmatização, desumanização, extermínio e invisibilidade que afetam pessoas negras, a comunidade LGBTQIAPN+, indivíduos com deficiência, mulheres, povos originários e aqueles que convivem com o HIV...

Curso gratuito mostra como usar quadrinho na sala de aula

25/10/2023|

O Curso “Quadrinhos e Educação: possibilidades de aplicação” é uma das ações promovidas pela Gibiteca Potiguar do Centro de Estudos e Biblioteca Escolar Prof. Américo de Oliveira Costa (CEBE) e que conta a ministração do professor e historiador, Beto Potyguara, que se dedica à pesquisa deste tema desde 2007. Esta iniciativa recebeu o reconhecimento de sua relevância por parte da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura e do Lazer do Rio Grande do Norte, concedendo-lhe a Comenda “RN Mais Leitor”, no ano de 2018. A formação também faz parte das atividades comemorativas dos 15 anos da Gibiteca, em funcionamento desde 2008. Os cursos ofertados são gratuitos, possuem certificação de 40h e consistem em apenas quatro encontros presenciais quinzenais. A partir de 07 de novembro terá início o primeiro Módulo, com a possibilidade de formação de turmas nas terças ou quinta-feiras, tanto no turno matutino (8h30 às 11h), quanto no vespertino (14h30 às 17h). O Módulo 1, intitulado “INTRODUÇÃO ÀS HQs: DA TEORIA À PRÁTICA” apresentará a linguagem dos quadrinhos, seus diferentes tipos e gêneros, além de técnicas de sensibilização e de produção de histórias em quadrinhos que possam ser aplicadas na prática educativa. Este módulo é pré-requisito para a...

Cine Circo Potiguar

25/10/2023|

Democratizando o acesso à cultura e promovendo lazer, o Cine Circo Potiguar leva cinema e palhaçaria de forma gratuita à Vila de Ponta Negra e ao Leningrado nesta semana. As ações acontecem na quinta-feira (26) e no domingo (29), ambas às 18h30. Criado em 2022, em uma parceria entre o Palhaço Piruá e Kurta na Kombi, o Cine Circo Potiguar integra as linguagens do audiovisual e das artes cênicas em um produto cultural da economia criativa. Seu objetivo é popularizar o acesso ao cinema e à palhaçaria potiguar, mitigando a desigualdade socioeconômica. “A retomada do projeto Cine Circo Potiguar tem sido incrível! Iniciamos a segunda edição  circulando pelas quatro regiões administrativas  de Natal levando gratuitamente o audiovisual  e a palhaçaria potiguar para o público das comunidades periferias de Natal”, declara Marcelle Silva, uma das idealizadoras do projeto. “A nossa primeira parada foi no Passo da Passo da Pátria onde fomos calorosamente acolhidos por crianças e adultos de todas as idades. Recebemos também o apoio de lideranças sociais e agentes culturais da própria comunidade. Foi muito bonito ver o circo e o cinema transformando aquele cotidiano. O Cine Circo passou também pela comunidade da África, bairro da Redinha, e abriu espaço...

Um clube de cerveja para chamar de seu

25/10/2023|

Saudações, cervejeiros clubistas! Em um dos primeiros textos do blog, eu tratei do tema que voltarei a abordar novamente hoje: os clubes de cervejas artesanais. Contudo, diferentemente da ótica ofertada no texto anterior, o qual pode ser lido clicando AQUI, falaremos adiante da proliferação de clubes pelas próprias cervejarias. Algo que antes era a exceção e atualmente se tornou algo quase que mandatório. A mudança percebida também se reflete na forma como cada consumidor se relaciona com a cerveja artesanal, adequando-se a um perfil de cada cervejaria ao invés de se lançar a desbravar estilos diversificados e menos restritos a um nicho das artesanais. É como se cada cervejaria quisesse ter um clube para chamar de seu, fidelizando seus clientes a partir da assinatura, e, obviamente, capitalizando-se antes mesmo de ofertar um produto seu, seja ele exclusivo para os membros do clube ou não. Nesse embalo, no texto de hoje quero abordar principalmente esses dois pontos, a mudança na forma como os clubes de cerveja estão sendo pensados (ou seja, uma comparação de como era antes) e como a proposta da fidelização vem a reboque dessas novas perspectivas clubistas no mundo das cervejas artesanais. A mudança na perspectiva do cervejeiro assinante...

Roda Potiguar de Forró

24/10/2023|

Criado para exaltar a música nordestina e um dos ritmos mais amados pelos norte-rio-grandenses, o Projeto Roda Potiguar de Forró completa 5 anos de existência. Para celebrar a data, a idealizadora da iniciativa, Tanda Macêdo, sobe ao palco do Teatro Riachuelo, dia 26 de outubro, às 19h30, com mais seis convidados. O show terá acesso gratuito, com distribuição de ingressos antecipada. Entre os convidados desta edição comemorativa está a cantora vencedora do prêmio Grammy Latino 2020, Mariana Aydar, que tem o forró como a influência musical mais marcante em sua carreira. Mas ela não será a única mulher a dividir o palco e reforçar a presença feminina no forró com Tanda, as potiguares Dodora Cardoso e Nara Costa também estarão na Roda 2023. Completam o time de artistas, o cearense Luciano Moreno, que segue os passos do pai, o cantor e compositor Waldonys; e o potiguar Severo Ricardo, conhecido pelo Forró do Severo em Olho D’água do Borges, Mossoró e região. A noite vai contar ainda com uma atração especial surpresa, muito querida pelos amantes do forró. O repertório da noite deve passear por clássicos do gênero musical, de Elino Julião ao forró das antigas. “Muitas canções potiguares são conhecidas...

valeria-oliveira-por-brunno-martins

24/10/2023|

Sob o comando da anfitriã Valéria Oliveira, a “roda mais colorida da cidade”  volta neste sábado ao Espaço Cultural D’Praia, em Ponta Negra, a partir das 17h, com muito samba, alegria, diversão, comida boa e cerveja gelada. Nesta edição, Valéria reúne antigos e antigas colegas de palcos e de composições, como também com artistas que vêm se revelando na cena do samba potiguar, para celebrarem a riqueza do samba brasileiro, em suas diversas vertentes: Deny Nascimento, Mariângela Figueiredo, Jôsy Ribeiro, Sueldo Soaress e a cantora carioca Will Barros. E os intervalos da programação contarão com uma dose a mais de alegria, sob o comando da DJ Amanda Lisboa. Do repertório dessa edição, Valéria Oliveira destaca os sambas de roda e partidos (Roda Ciranda, Ouvi Dizer, Coisa da antiga, Na linha do mar, Encanteria) os ijexás (Reza, Canto pra Nanã, Gente) e os sambas imortalizados por ícones da chamada MPB (Madalena, Serrado, O bêbado e a equilibrista, O amanhã). Além das surpresas nos, sempre delicados e alegres, duetos que a anfitriã promove junto aos seus convidados. Na banda, Raphael Almeida – o professor, que vem dirigindo a roda Cores do Nosso Samba há 9 anos, desde o seu início, sendo reconhecido...

Bardallos recebe show em homenagem a Gal Costa nesta sexta

23/10/2023|

Um dos points culturais das adjacências do Beco da Lama, o Bardallos Comida e Arte, receberá, nesta sexta-feira (27), um tributo a Gal Costa, uma das vozes femininas mais influentes da MPB, com o show “Em Nome de Gal”. A cantora e professora de canto Rê Graças (Rouxinol), natural de São Paulo, é quem fará o tributo. E vem acompanhada dos músicos Fernandinho Régis (violão) e Rafaela Brito (percussão). O show tem início às 21h e couvert a R$ 15. Bardallos Comida e Arte (Rua: Gonçalves Lêdo, 678, Cidade Alta_ @re.rouxinol

Estranha-forma-de-vida

23/10/2023|

Coração independente Coração que não comando Vives perdido entre a gente Teimosamente sangrando Coração independente Os versos de lamento do fado de Amália Rodrigues informam de antemão os conflitos internos de dois homens que se amam, mas se comportam de maneiras opostas, no curta Estranha forma de vida (Strange Way of Life, Espanha, 2023), novo trabalho do cineasta Pedro Almodóvar. Almodóvar levou seu colorido habitual ao western, agora moldado pela grife Saint Laurent (o grande patrocinador do projeto), para contar a história de dois ex-pistoleiros, Jake (Ethan Hawke) e Silva (Pedro Pascal), que 25 anos depois de um tórrido e curto relacionamento, voltam a se encontrar em posições distintas da lei; enquanto Jake é um xerife, Silva é um caubói cujo filho cometeu assassinato. A iniciativa do reencontro parte de Silva, que cruza o deserto cheio de saudade por Jake, mas se depara com um homem cauteloso, que procura esconder seus sentimentos sob o manto da moralidade, da lei e da ordem. As cores que Almodóvar faz seus protagonistas usarem, revelam as intenções ocultas de cada um. Silva ostenta um vistoso casaco verde, enquanto Jake usa terno preto. Por baixo do casaco de Silva há uma camisa xadrez, em tons...

Abertas as inscrições para o 14º Festival de Cinema de Baía Formosa

21/10/2023|

Considerado um dos mais importantes festivais independentes do Nordeste, o  Festival Internacional de Cinema de Baía Formosa (FINC) segue até o dia 3 de novembro com inscrições abertas para a sua 14ª edição, que tem como tema “Retrospectiva”. Os interessados podem consultar o regulamento e fazer as inscrições pelo site www.fincbf.com . Esse ano, o Festival vai ser realizado pela primeira vez no Arteco Camp, espaço instalado na Fazenda Estrela em Baía Formosa/RN. Criado em 2019, o local tem se tornado referência quando o assunto é sustentabilidade e artes integradas. O FINC ocorre entre os dias 1 e 2 de dezembro e as inscrições são abertas ao público em geral. Podem participar do FINC, pessoas apaixonadas por audiovisual e sem necessidade de experiência prévia com a sétima arte. As inscrições são gratuitas e os interessados podem se inscrever em três categorias: “Curtas de 1 minuto – Meu primeiro filme”, Pérolas do RN e a Mostra Potiguar. Para participar do Festival de Curtas de 1 minuto, os interessados devem produzir vídeos de até 60 segundos, com apoio de qualquer tipo de equipamento audiovisual, com o tema central do festival: Retrospectiva. Não precisa ter experiência na área e os vídeos podem ser feitos com...

Novos grafites do espaço Zé Reeira começam nesta quinta

20/10/2023|

Na próxima quinta-feira, dia 26, a arte urbana de Natal entra em mais uma etapa no Centro Histórico de Natal. A Prefeitura do Natal, através da Secretaria de Cultura (Secult-Funcarte), inicia os novos trabalhos de grafite no Espaço Cultural Ruy Pereira (de 26 a 9 de novembro), popularmente conhecido como Zé Reeira e, a partir do dia 10 de novembro, as intervenções artísticas começam no Beco da Lama. Os artistas que irão dar uma cara nova ao Centro Histórico foram selecionados através de um Edital lançado pela Prefeitura do Natal. Para o Espaço Ruy Pereira serão nove artistas, cada um pintando 50 metros quadrados, num total de 440 metros quadrados. Concluído o trabalho no Espaço Cultural Ruy Pereira, 16 artistas estarão iniciando os grafites no Beco da Lama, num total de 400 metros quadrados a serem executados. A arte urbana do grafite é uma realidade da política pública em Natal. Através de editais, seleções e chamadas públicas, a Prefeitura do Natal contrata artistas para requalificar os pontos de interesse turístico, histórico e de grande circulação na capital. ———— CRÉDITO DA FOTO: Alex Régis

Cruzeiro terá ingressos a preço popular para reta final do Brasileirão

20/10/2023|

Para incentivar os torcedores a acompanharem a etapa final do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro anunciou com preço popular para torcedores. O clube contará com 5 mil entradas passaporte para os próximos seis jogos que serão disputados em casa no restante da temporada do Campeonato Brasileiro, com valores de R$120. Segundo o diretor de operações em entrevista à CNN, o time ouviu os torcedores e reconheceu a importância de ter uma passagem acessível para a presença das partidas. Por isso, o número de ingressos disponibilizados representa 10% da capacidade de ingressos do estádio Mineirão e 25% do Independência. Os setores no Mineirão vendidos a esse preço serão o Amarelo Superior e Amarelo Inferior. Enquanto no Independência, a oferta será válida para os setores Especial Minas e Especial Pitangui. O Estádio Independência receberá o jogo entre o Cruzeiro e o Vasco, que acontecerá no dia 8 de novembro, pela 33ª rodada da Série A. O pacote de ingressos custará R$ 120 para o público e R$ 60 para os sócios da categoria “Time do Povo”. Toda a transação de compra acontecerá pelo aplicativo “Nação Azul”. Para priorizar a venda desses ingressos a preço popular, o Cruzeiro adiou o início das entradas para...

thomas mann

20/10/2023|

Ouvintes alemães! Discursos contra Hitler Autor: Thomas Mann Editora: Zahar Ano: 2009 221 páginas Confesso que fiquei espantando quando li, na biografia que Peter Gay escreveu sobre Freud, notícia da adesão entusiasmada de Thomas Mann aos esforços alemães de guerra durante a conflagração mundial de 1914 à 1918. É certo que, quando o arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do império Austro-húngaro foi executado em um atendado terrorista, a euforia com a guerra contagiou corações e mentes por toda a Europa. Mesmo assim sempre me parece curioso quando pessoas do quilate intelectual de um Thomas Mann não percebem o caráter sombrio e sinistro de toda guerra e atendam ao apelo irracional da violência patriótica ao primeiro rufar dos tambores de Ares. O fato é que aquele que é considerado o maior romancista alemão do século XX caiu na falácia ideológica da guerra rápida, limpa e heroica, que tomou conta da Alemanha em 1914, mas, apesar disso, não continuou por muito tempo entorpecido pelo narcótico do nacionalismo germânico. Mesmo antes da ascensão de Hitler ao poder em 1933, o liberal Thomas Mann já se projetava como voz de oposição ao avanço do nazifascismo em sua terra Natal. Junto a seu irmão,...

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