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O Jogador de Xadrez, Satyajit Ray

O jogo dos reis

O filme RRR (Revolta, Rebelião, Revolução) fez o mundo se apaixonar por Tollywood (filmes indianos em língua bengali) e descobrir que o cinema indiano é incrivelmente vasto, não se resumindo

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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quinteto violado

16/01/2023|

No dia 8 de fevereiro o Projeto Seis e Meia inicia sua Temporada 2023. A primeira edição do ano receberá o grupo Quinteto Violado e, para abrir a noite, a cantora potiguar Khrystal. O grupo nordestino com mais tempo em atividade ininterrupta desembarca em Natal com o show Tempo — 50 Anos do Quinteto Violado. No palco, Marcelo Melo (vocal e violão), Ciano Alves (flauta), Roberto Medeiros (bateria e voz), Dudu Alves (teclado e voz) e Sandro Lins (baixo). Multi-instrumentista, compositora, intérprete e atriz, Khrystal tem 18 anos de estrada. A cantora potiguar trabalhou no filme “A luneta do Tempo”, de Alceu Valença, do qual recebeu indicação ao Kikito como melhor atriz coadjuvante, tem três discos lançados e já dividiu o palco com artistas como Elba Ramalho e Chico César. O show será no Teatro Riachuelo. Os ingressos custam a partir de R$ 30,00 e estão à venda na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 14h às 20h) e no site uhuu.com. Quinteto Violado A trajetória do grupo foi iniciada em Fazenda Nova, no teatro Nova Jerusalém, onde foi batizado de Quinteto Violado por Robinson Pacheco, filho de Plínio Pacheco, idealizador, construtor e criador da cidade-teatro. Assim o público...

Portugal: livros, escritores e um encontro com Saramago

16/01/2023|

A Feira do Livro de Lisboa realiza-se, anualmente, ou no final da primavera, ou em começos do verão. Por duas vezes tive a satisfação de visitá-la, percorrendo as dezenas e dezenas de barracas armadas no Parque Eduardo VII, todas elas repletas de livros. Inúmeras editoras, livrarias, e se bem me lembro, alfarrabistas (assim denominam-se, lá, os que, no Brasil, se chamam, de modo bem menos apropriado, sebistas) participam do grande evento. Certa vez, deparei-me com um senhor idoso, de paletó, sentado a uma mesa, solitário, parecendo estar ali de plantão para conceder autógrafos. Pouca gente o procurava. Aproximei-me. Com pouco veio um jovem e estendeu-lhe um livro, em que ele, gentilmente, apôs dedicatória. Não tive dúvidas: aquele senhor, de aparência tão simples, era José Saramago. Àquela altura já se formara pequena fila diante da mesa. Fiquei, por alguns instantes, apreciando a cena, mas não achei motivos para lhe falar. Prêmio Nobel de Literatura, Saramago tornou-se uma celebridade internacional; sua fama, há muito, transpôs as fronteiras de Portugal. Dentre os escritores portugueses contemporâneos ele é, no Brasil, o mais conhecido. BÊNÇÃO À LITERATURA PORTUGUESA Até começos do século XX, a literatura brasileira tomava a bênção à literatura portuguesa… Nossa primeira peça...

Confira a programação completa do Pôr do Som & Dosol neste sábado e domingo

13/01/2023|

A quinta edição do Festival Pôr do Som & Dosol está chegando para movimentar o verão potiguar.A programação acontece nos dias 14 e 15 de janeiro no pátio externo da Funcarte (Capitania das Artes) com shows gratuitos começando às 16h e indo até as 22h. O patrocínio é da Devassa, Lei Câmara Cascudo e Governo do RN com apoio da Prefeitura do Natal. O Pôr do Som é uma ação complementar ao Festival Dosol que tem como principal objetivo promover a música potiguar. “O verão de Natal é um dos mais concorridos do Brasil. Pessoas do mundo inteiro circulam pela cidade e pelas praias em volta e é uma excelente janela de promoção da música potiguar nesse período. Vai ser uma série espetacular de shows priorizando os artistas do RN”, comenta Anderson Foca. Todos os artistas do lineup são do nordeste com 11 atrações do RN, 2 da PB e 1 da BA. ACESSO E DIVERSIDADE Um ponto importante da programação do Festival Pôr do Som & Dosol 2023 é que ele vai ter entrada totalmente gratuita, com distribuição de ingressos. O acesso prioritário com ingresso é até às 18h, depois disso a entrada é por ordem de chegada, de acordo com a...

Adaptação nordestina a um clássico de Shakespeare tem apresentação neste sábado

13/01/2023|

A reestreia do espetáculo “Julieta mais Romeu” traz de volta o trabalho inaugural do Grupo Asavessa, com Paula Queiroz, integrante do grupo Clowns de Shakespeare, assinando a direção. O espetáculo será apresentado neste sábado na sede do Tecesol, às 19h. A montagem é uma adaptação, pensada para as ruas, de um dos maiores clássicos de Shakespeare no cenário do interior nordestino e em um universo da comédia popular. A peça é narrada por seis convidados da grande festa que celebra a trégua entre as famílias de Romeu e Julieta, os Montéquio e os Capuleto. Os narradores relembram toda a história do casal símbolo universal do amor eterno, ilustrando as cenas vividas com muita música e dando pitaco na relação proibida dos dois. Espetáculo “Julieta mais Romeu” REESTREIA: 14 de janeiro Sábado às 19h No Tecesol – Av. Governador Valadares, 4853, Neópolis Classificação livre INGRESSOS: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia) Vendas pelo Sympla ou por pix – Link na bio do @grupoasavessa REALIZAÇÃO: Grupo Asavessa   APOIO:  Sebrae RN e Tecesol AGRADECIMENTO: Grupo Estação de Teatro, Grupo Facetas, Mutretas e Outra Histórias, Grupo Clowns de Shakespeare DESIGN GRÁFICO: @sofiaoh   Ficha técnica: Direção: Paula Queiroz Orientação de direção: Fernando...

Receita de Ano-novo

13/01/2023|

Para Izala Sarah Os últimos dias de 2022 foram marcados por algumas surpresas, reencontros, passeios, samba, cerveja, praia, abraços, sorrisos. E foi pensando nesse período festivo e em todas as alegrias experimentadas nele que cheguei a uma conclusão: desejo que 2023 seja exatamente assim, cheio de afetos, música, bons papos, livros, café, amigos, viagens. Quero, principalmente, que em 2023 não me falte o bom e velho samba e aquela praia em dia de sol, com direito a banho de mar, água de coco e ginga com tapioca. Aliás, essa será a tônica para este novo ano e suas inúmeras possibilidades de felicidade. Que assim seja. Se existe uma receita de Ano-novo, por assim dizer, a minha será esta: samba, literatura e praia. Esses três ingredientes não poderão faltar ao novo ano que se inicia e com ele traz a esperança de dias melhores e a certeza de que temos coisas novas por viver. Isso inclui o amor e a amizade, ingredientes que não podem faltar a uma receita de vida mais leve/saudável, cheia de afeto, afagos, esperança. Quero viver a divina comédia humana onde nada é eterno, pois meu coração selvagem tem essa pressa de viver, como diria Belchior. As...

Projeto Rampa é retomado e terá ação no final de janeiro

12/01/2023|

O Espaço Cultural Casa da Ribeira tem a imensa satisfação de comunicar ao público que retomará suas atividades no âmbito do Projeto Rampa – arte.museu.paisagem. A notícia é proveniente do Ofício enviado pela Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer – SEEC, em dezembro de 2022. O trabalho terá o prosseguimento permitido uma vez que, conforme entendimento do Estado, através da sua Procuradoria Geral do Estado, bem como da Casa da Ribeira, seu processo ocorreu pautado na legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. O ofício autoriza que sejam tomadas as providências necessárias para a continuidade da execução do Plano de Trabalho do Acordo de Cooperação n°01/2022 pactuado entre a SEEC, a Secretaria de Estado do Turismo – SETUR e o Espaço Cultural Casa da Ribeira, na condição de parceiro privado do Estado do Rio Grande do Norte (parceiro público), publicado no Diário Oficial do Estado do RN em março de 2022. Na oportunidade, também informamos que a Fundação José Augusto – FJA, em parceria com o Complexo Cultural Rampa, vai realizar no dia 28 de janeiro de 2023, o Evento Comemorativo aos 80 anos da Conferência do Potengi, que contará a história local, incluindo a Rampa e,...

English IPA

11/01/2023|

Hello, mate! Cheers! Saudações, cervejeiros! Hoje vamos falar de um estilo que está ficando cada vez mais esquecido, tanto na mente dos cervejeiros, quanto nas prateleiras dos supermercados ou das lojas especializadas em cervejas artesanais. Refiro-me à precursora das India Pale Ale’s (IPA’s), ou a vovó IPA, a English IPA! O estilo IPA, e suas muitas variantes atuais, é bastante consumido, e até bem conhecido, mesmo por quem não é tão vidrado no mundo das cervejas artesanais. Após as cervejas de trigo alemãs (Weizen) e as belgas Witbier’s, é bem provável que as IPA’s mais fáceis de serem encontradas e bebidas sejam a porta de entrada pro mundo das artesanais. Contudo, o que pouca gente pode ter tido o interesse ou a oportunidade de provar é o estilo que deu origem a tudo isso, quando, como diz o ditado, “tudo isso era mato”. Certamente, foi a English IPA quem abriu alas para uma lupulagem mais robusta no meio cervejeiro. No entanto, o estilo anda bem esquecido na atualidade e tal consequência parece ser fruto dos estilos subsequentes, como explanaremos mais adiante. Então, repito a pergunta do tema, você recorda da última English IPA que teve a oportunidade de degustar? English...

tribo de jah taipa brasil

10/01/2023|

Regueiros guerreiros marcaram presença em dias mágicos de som e liberdade na “Casa do Reggae” em Pipa, durante a última semana. O Festival de Verão da Taipa Brasil trouxe atrações do gênero criado por Bob Marley praticamente todos os dias, encerrado no sábado com show da Tribo de Jah. A Taipa Brasil abriu em 2016 já com esse propósito: reverenciar o reggae, desde aquela época com pouco espaço em casas de show pelos chãos potiguares. Ou se for além, também para fincar morada e sonho de um argentino que encontrou em Pipa a sua “vibe” de vida. Mariano Hernan Murias traçou um roteiro no estilo Diário de Motocicleta, o filme que retratou as andanças do guerrilheiro Che Guevara pela Sul América. Foram cinco anos ininterruptos conhecendo países, culturas e paisagens. E entre esses recantos estava a praia de Pipa. O ano era 2009. Mariano já trabalhara com inúmeros projetos voltados à gastronomia, mas decidira se iniciar como artesão em prol de uma vida mais libertária. Criou a marca Frida LoKha, onde vendia seus produtos países afora até decidir voltar para sua terra, Mar del Plata. “Fiquem um ano na Argentina. E antes de pegar a estrada novamente, pensei: entre todos...

teago oliveira

10/01/2023|

O cantor e compositor Teago Oliveira faz show solo nesta quarta, 11 de janeiro, às 19h na Sede Cultural Dosol. O repertório se baseia nas canções do seu álbum solo “Boa sorte” e em canções que fez para o Maglore (banda que é cantor e principal compositor) ao longo da carreira. Lançado em 2019, “Boa Sorte” é o primeiro álbum de estúdio de Teago Oliveira. O disco, que teve o autor como principal instrumentista (voz, violões, guitarras, baixo, teclados e percussões) foi gravado em Belo Horizonte, no Estúdio Ilha do Corvo e foi produzido por Leonardo Marques (que recentemente mixou e/ou produziu discos de Bala Desejo, Maglore, entre outros). Em 2020, gravou a música “Esotérico” (Gilberto Gil) para a trilha sonora da minissérie “Amor e Sorte”, da Rede Globo. Em 2021, lançou seu mais recente single “Nada Se Repete”. O músico está em turnê pelo país, apresentando em formato solo e intimista com guitarras e violões, canções do seu primeiro disco, bem como músicas lançadas posteriormente e sucessos da sua banda Maglore. O músico prepara repertório para um novo álbum, previsto para o segundo semestre de 2023. Teago Oliveira no show “Boa Sorte” Onde? Sede Cultural Dosol, Rua Almira Melo do Amaral, 1963, Potilândia. Quando? Quarta, 11 de janeiro, 19h Ingressos? A venda na...

Potigás contempla 12 projetos no Edital Natural Como Fazer o Bem

10/01/2023|

A Companhia Potiguar de Gás (Potigás) divulgou a relação dos projetos aprovados no Edital Natural Como Fazer o Bem 2022/2023. Lançado em novembro de 2022, o programa tem como objetivo contemplar projetos socioculturais e esportivos que promovam a inclusão social e contribuam com o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte. Dentro do Programa de Incentivo RN + Esporte e Lazer Professor Sebastião Cunha foram selecionados os projetos: Transformando o Futuro através do Esporte; Circuito Arena do Sol; Intercampus; e Apoio à Formação de Atletas de Futebol nas Categorias de Base de Apodi e Região. Quanto à Lei Estadual de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo foram selecionados os projetos: Ecolorindo os Muros com Sustentabilidarte; Seridó Criativo; Demaré nas Escolas: Oficina Cinema | Produção de Micro Documentário; 1º Encontro Mossoroense de Cultura Popular; Cine Papai Noel em 3D; Amaro Bezerra e o Boi de Prata; Ubu: o que é Bom Tem que Continuar!; XVII FESTUERN (Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte). No total, 65 projetos foram inscritos e passaram por habilitação técnica, jurídica, fiscal e trabalhista. O resultado do edital está disponível AQUI. Para a seleção dos projetos, foram levados em consideração critérios como o...

Primeira história em quadrinhos é lançada em Areia Branca

09/01/2023|

.“Ana e a Baleia” é a primeira história em quadrinhos produzida na cidade potiguar de Areia Branca, escrita e ilustrada por artistas areia-branquenses. A estória é um suspense é ambientado no ano de 1895. A sinopse conta que o “Padre Tomé foi chamado para atender um caso incomum na vila de Areia Branca. Uma jovem marisqueira virou assunto local ao jurar de pé junto que viu e conversou com uma baleia mística. A criatura fez profecias e disse que iria aguardar em repouso embaixo da igreja matriz“. A trama é assinada por Jefferson Souza, com ilustrações de Soares Nascimento e Deyve Hellisson. A venda do quadrinho já iniciou. Para adquirir o pagamento pode ser feito em dinheiro ou via Pix: 064.580.794-00 ao preço promocional de R$ 30. Esse valor inclui a entrega da revista em sua residência sem custo adicional, mesmo para quem reside em outra cidade. Você pode adquirir o quadrinho Ana e a Baleia, através das redes sociais do @grupomaritacaca e/ou @soaresnascimento123, @alberto_jef, @deyve_h. Ou através dos números (84) 99475-4516 (Soares), (84) 99605-1435 (Deyve) ou (84) 98828-0570 (Jefferson). São unidades limitadas. .O projeto é contemplado pela Lei ALDIR BLANC DE EMERGÊNCIA CULTURAL.  

Prévia carnavalesca vai agitar Pipa no início de fevereiro

09/01/2023|

Sim, Pipa também terá um pré-carnaval para chamar de seu, no formato dos grandes carnavais. O Grito de Carnaval da Pipa chega com mais de seis horas de folia, embalado pelo DJ Guerreiro, bandinha carnavalesca tocando no meio do público e para coroar o evento uma super banda acompanhando Jaina Elne e Ju Santos arrepiando com hits carnavalescos. Os portões do Cavalo de Fogo, situado num delta com vista para a Lagoa de Guaraíras e para o mar serão abertos a partir das 16h30 para curtir boa música, com o melhor por do sol da região. É uma festa com assinatura da Festplural, produzida por Juçara Figueiredo (produtora de vários eventos, entre eles o Fest Bossa & Jazz) e Rosane (durante 15 anos esteve à frente do Feitiço Bar em Natal). “Depois de várias conversas sobre realizarmos alguma festa juntas, resolvemos organizar eventos em Pipa/Tibau do sul. Somos apaixonadas por essa região, pela beleza natural, a energia dos moradores e frequentadores e amamos organizar eventos. O Grito de Carnaval da Pipa nasce para preencher uma lacuna neste cenário, num ambiente com vista de tirar folego, aberto às várias tribos, embaladas por cerveja gelada, drinks e música de qualidade para se...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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