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Josué de Castro

Josué de Castro e a cátedra da fome

Em texto publicado há duas semanas, neste blog, abordei o tema que diz respeito às Cátedras Acadêmicas, com ênfase à Cátedra Lucasiana, localizada na Universidade de Cambridge – Reino Unido,

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Elis & Tom

Do documentário “Elis & Tom”

A música é meu arco, minha flecha, meu motor, meu combustível e minha solidão. Elis Regina   Difícil descrever a relação construída com alguns ídolos e as emoções que nos

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Luta de classes infantil

Com o advento do catolicismo, as crianças passaram a ser vistas como pequenos seres de pureza singular, verdadeiros anjinhos sem asas, após receberem as águas purificadoras do batismo. No entanto,

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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stouts

25/01/2023|

Saudações, a todos os cervejeiros! Do Ipeiro ao Stoutzeiro, e, claro, não podemos esquecer dos Sourzeiros também. Hoje vamos falar de um tema que o nobre David Godoy, amigo de longa data, rememorou-me. As Stouts tidas como “raiz”, ou seja, mais fiéis aos receituários mais antigos do estilo Stout, costumam ter gosto de “fundo de cinzeiro”. Vamos falar então da Stout Raiz e sua alta torra, ou suas cinzas. Em contraste com as Stouts mais, digamos, modernas, que possuem um dulçor mais proeminente e um perfil torrado bem mais aprazível, as Stouts com modelagem mais antiga costumam exibir notas de cinza muito fortes. Algo que beira a adstringência. O contexto dado me levou ao seguinte questionamento, o qual desenvolverei no decorrer do texto, tentando chegar a alguma conclusão plausível. A incorporação de notas extremamente torradas ainda é um requisito necessário para se produzir uma Stout? Se você ficou curioso, segue abaixo o fio da meada! A torra nas Stouts agride? Uma grande parcela dos degustadores de cerveja artesanais, principalmente aqueles mais focados em estilos claros, de IPA e de Sour, tendem a não gostar das Stouts. A principal reclamação, ou, melhor dizendo, o argumento mais contundente que eles trazem é...

Inscrições abertas para o Prêmio Sesc de Literatura

24/01/2023|

O Prêmio Sesc de Literatura, que chega à sua 20ª edição em 2023 como uma das mais importantes e consagradas premiações para reconhecimento de escritores estreantes no país, está com inscrições abertas até o dia 03 de fevereiro. O concurso nacional selecionará duas obras inéditas nas categorias conto e romance, a serem publicadas e distribuídas pela Editora Record, com uma tiragem inicial mínima de 2.500 exemplares. Em 2017, um autor potiguar venceu pela primeira vez o Prêmio Sesc de Literatura, o mossoroense José Almeida Júnior. Ele teve seu romance “Última Hora” selecionado entre outras 980 obras inscritas de todo o país e publicado com uma tiragem inicial de 2.000 exemplares. Após a repercussão da obra, o autor se sentiu motivado a continuar escrevendo, e já publicou outros dois livros de sucesso desde então. Para participar, o candidato deve acessar o site do projeto (www.sesc.com.br/premiosesc)  para conferir o edital completo e preencher o formulário de inscrição, que conta com um espaço para inserção da obra digitalizada. O autor pode concorrer nas duas categorias – conto e romance –, desde que tenha obras nunca publicadas em ambas, inclusive em plataformas online. Neste caso, as inscrições são realizadas separadamente. O processo de curadoria e...

Diretor e coreógrafo potiguar fará residência artística na Costa Rica

23/01/2023|

Na próxima quarta-feira (25), o artista Anderson Leão, diretor e coreógrafo do grupo Movidos Dança Contemporânea, embarca para uma residência artística na Costa Rica. A convite do diretor Lucho Flores, da Asociación Desamparados Inclusivo – que trabalha a inclusão social de corpos diversos na dança – Anderson mergulhará em vivências e experiências coreográficas durante 60 dias. Junto da companhia Ya danza, sediada em San José, Costa Rica, o diretor do Movidos participa da criação do terceiro espetáculo do grupo, intitulado ‘Cuerpo Libre’. A proposta da companhia é defender e promover um movimento na dança contemporânea que vai além da autoaceitação dos corpos, proporcionando liberdade aos indivíduos. “Trata-se da poética de sermos seres visíveis para que outros corpos busquem a satisfação de ter um corpo livre”, explica Leão. Além da participação na montagem, o coreógrafo ministrará a oficina ‘Corpos Coreográficos’ para os alunos do curso de Dança da Universidade Nacional da Costa Rica. Trajetórias Internacionais Antes de ser convidado para este trabalho, Anderson já havia estado em San José em 2018, a convite do mesmo diretor, para a montagem da sua primeira coreografia internacional: Nubes de Pájaros, que se inspirou no movimento migratório dos pássaros em busca de sobrevivência e envolveu oito bailarinos da Ya Danza. Já...

Documentário “Meu Professor Antônio” estreia nesta quinta

23/01/2023|

Nessa quinta (26) vem ao público o documentário Meu Professor Antônio, dirigido por Meysa Medeiros. A estreia será online no canal da fotógrafa e documentarista, e poderemos acompanhar gratuitamente CLICANDO AQUI. Meysa, que além de dirigir fez o roteiro do filme, narra a história pessoal dela como ex-aluna da Escola Municipal Profª Iapissara Aguiar, no bairro Potengi, nos meados dos anos 90. Através de uma fotografia que explora uma memória afetiva, a diretora busca homenagear um educador como forma de agradecimento pela sua dedicação, ensinamentos e sentimentos positivos gerados em sua infância. O documentário ressalta, portanto, a valorização da educação, com entrevistas de professores e ex-alunos que trazem em seus depoimentos suas recordações e vivências em sala de aula, como também oportuniza homenagens a outros educadores. Como ressalta uma das entrevistadas, a diretora de produção e apresentadora Érica Lima: “Acho importante um documentário dessa natureza, principalmente porque evoca em nós as lembranças do nosso tempo de estudante. E o quanto são importantes os professores e professoras em nossas vidas. Então, esse documentário é uma oportunidade de prestar uma justa homenagem aos educadores. E foi uma satisfação poder participar”. Meysa diz que sua intenção é apresentar o documentário em escolas públicas...

Festival reúne bandas de rock no Centro de Natal

23/01/2023|

Para quem curte rock ‘n’ roll, os alunos do IFRN Campus Natal – Cidade Alta, promovem a primeira edição do Festival Rock Reeira. O evento gratuito acontece no dia 26 de janeiro, a partir das 18h, no Espaço Cultura Ruy Pereira, o Bar do Zé Reeira, no Centro de Natal. A abertura da programação fica por conta da banda Simiodes. Na sequência sobem ao palco a banda Thee Automatics, que está na estrada há 20 anos, a cantora Juliana G, a banda Bellanave e por fim, Luan Bates encerra o evento. Rock Reeira é uma realização da turma de Produção Musical do curso de Produção Cultural do IFRN Campus Natal – Cidade Alta, em parceria com o projeto Som Potiguar, que visa promover a divulgação de bandas de rock locais, além de estimular a prática profissional dos estudantes e futuros produtores. Confira a programação: 18h – Banda Simioides 18h55 – Thee Automatics 19h50 – Juliana G. 20h40 – Bellanave 21h30 – Luan Bates Serviço: Festival Rock Reeira Quando: 26 de janeiro Local: Bar do Zé Reeira – Cidade Alta

sideral-foto-ruben-dos-anjos

23/01/2023|

Por Brisa Bracchi, vereadora de Natal/RN Os últimos anos não têm sido fáceis para a cultura, mas o audiovisual natalense tem mostrado sua capacidade de resistência artística e de superação das adversidades. A produção de um curta-metragem com chances de concorrer ao Oscar é uma entre tantas outras obras premiadas que são frutos da luta, a qual temos nos esforçado para somar e contribuir enquanto parlamentar, de um segmento que estadualmente mostra que fora do centro do país também há produção do cinema nacional. Que a pandemia de Covid impactou a vida de todos e todas nós já estamos cansados de repetir, mas é importante mencionar que foi um período ainda mais desafiador para a cadeia produtiva criativa e da cultura, haja vista as restrições de distanciamento social que impossibilitaram por um período a realização de diversas atividades do setor. A luta organizada do audiovisual natalense pelo fomento à cultura pelo Poder Público foi fundamental para manter viva essa cadeia, todavia a disputa de recursos para essa garantia não foi fácil, sobretudo pelo fato de que estava na presidência um projeto de sociedade que via a cultura como sua inimiga. Se no cenário nacional a cultura teve de unir forças...

Camomila Chá lança novo single e convida para meditar ao som do mar

19/01/2023|

A Banda Camomila Chá lança no dia 25 de janeiro, em todas as plataformas de streaming,  seu novo single “Brisa”, segundo single do terceiro álbum de estúdio da Camomila Chá que será lançado em junho de 2023. Embalada pela força das águas e o frescor da brisa do verão, a música é um convite a olhar para dentro de nós com um olhar de amor, sabendo que temos força para superar obstáculos dando passos em direção ao nosso desenvolvimento como ser contando com nossa força. Tudo isso embalado pelo barulho do mar e da brisa que passa. “Brisa vem nos mostrar que a vida não é linear, temos curvas, declives e ascensão, e são exatamente estes movimentos que nos fazem crescer, nos desenvolver, criar coragem e confiança para extrair nosso potencial. Com leveza e confiança na vida. ‘Brisa’ vem soprando suave como a beleza de um entardecer na beira do mar.” (Juliana Furtado) “Tudo começou no violão, em 2021. A pandemia estava dando uma trégua e nós estávamos em Guaíba (RS) passando uma temporada. A Ju chegou já com a melodia do início e depois fui tentando encaixar a letra na ideia. A saudade do mar estava grande, e o...

Evite comprar cervejas artesanais em promoções! (antes de ler esse texto)

18/01/2023|

Calma, querido leitor! Sei que à primeira vista o título do texto de hoje pode soar bombástico, mas não é o caso de celeuma ou preocupação. Contudo, evite comprar cervejas artesanais em promoções! O escrito de hoje é mais uma dica de compras. Ou melhor, duas dicas de compras envolvendo promoções de cervejas e quando comprar (isto é, quando não comprar também). Apesar de o título soar definitivo, não tenho nenhuma intenção de escrever contra ou advogar em desfavor de promoções de cervejas! Muito pelo contrário, eu mesmo adoro uma (boa) promoção cervejeira e acho mais do que justo pagar um preço a menor por elas. As dicas vão trilhar um bom caminho para que as promoções de cervejas que valem a pena sejam aproveitadas, e para que aquelas promoções que parecem mais pegadinhas do Sérgio Mallandro sejam evitadas. Assim, são basicamente dois tipos de promoções que vamos debater: as promoções de cervejas com data de validade próxima e as promoções de cervejas encalhadas. Cada uma delas possui uma dinâmica própria e que varia muito em função do estilo de cerveja, então vamos esmiuçar cada uma delas para um melhor entendimento. Saúde! A Promoção mais Comum: Evite a Compra de Cervejas...

na varanda

17/01/2023|

Varandas são molduras da paisagem lá fora. Onde se encontra um sopro de alívio ao caos da rotina do apartamento, ou o alívio de enxergar o caos da rotina apenas ao longe. Varandas são fugas, são fugazes. Onde se encontra a paz das redes de dormir. Onde o tempo se arrasta ao sabor do vento, no ritmo das conversas que parecem mais leves na varanda. Nela crianças brincam sem hora, aviões de papel ganham o mundo e o tempo se arrasta, preso na tarde mansa. Palavras passeiam leves porque a única pressa é a de ficar. Varandas são moradas do crochê, das serenatas e também do silêncio. São enamoradas das estrelas e confidente da lua, com quem conversa todas as noites durante sua vigília. De tanto abrigar os ventos, as varandas têm vocação à liberdade. Mesmo estáticas, se alimentam do balanço lânguido das redes, das flores e da vida solta das conversas de alpendre. E apesar do sonho de ir ao encontro ao mar, as varandas se satisfazem com o efêmero ou a constância do perfume do jasmim, da festa dos pássaros ao clarear do dia e da interceção com o sol durante as manhãs. Varandas são atemporais. Nelas tudo...

Escribas Editora retoma publicações e promove novas edições limitadas de livros

17/01/2023|

Em dezembro de 2021, a Escribas Editora anunciou através do seu editor Carlos Fialho, o iminente encerramento de suas atividades. O comunicado, feito originalmente no Twitter, causou grande comoção entre leitores, autores, e muitas pessoas que haviam tido contato com o trabalho realizado pela Escribas durante os seus 18 anos de atividade. Havia, no entanto, uma ponderação: seria necessário ainda trabalhar durante o ano de 2022 para poder vender os estoques e honrar compromissos que ainda precisavam ser pagos. Foi aí que, pouco a pouco, formou-se uma reviravolta na decisão tomada anteriormente. Com o retorno das atividades pós-pandemia, as vendas de livros também voltaram e a temporada de eventos e feiras de 2022 permitiram que a editora recuperasse o vigor de seus melhores anos. Por outro lado, nem o estoque está perto de esgotar e nem as dívidas foram equacionadas ainda. Com isso, o mais sensato a se fazer era dar continuidade ao trabalho e buscar desenvolver projetos rentáveis que possam dar sequência à recuperação iniciada no ano passado. Como perguntou recentemente o próprio editor Carlos Fialho, em suas redes sociais: “E se eu desistir de desistir?” A resposta para esta pergunta vem a seguir. LOJA VIRTUAL RETORNA COM PRÉ-VENDA...

Companhia Giradança volta aos palcos de Natal após 4 anos

17/01/2023|

Nesta sexta e sábado, a partir das 20h, na sede da CIA Giradança (Rua Rua Frei Migueilinho 100, Ribeira) acontece a pré-estreia da peça “SAL como durar no tempo”. A peça marca o retorno das apresentações presenciais do grupo em solo potiguar, além da “maioridade” do grupo que este ano completa 18 anos. O bailarino e diretor do espetáculo Alexandre Américo explica que a ideia de realizar este trabalho surgiu em meados do ano passado, em um cenário de poucas perspectivas para a arte, pois se tratava de um governo que pouco investia na cultura e que tinha grande descaso com os artistas em geral, principalmente com os que estão fora dos holofotes da mídia. “Criamos uma peça processual que trata de como nós, artista, sobrevivemos em cenários adversos e insalubres para a arte. Este trabalho é uma resposta à pergunta: como sobrevivemos, poeticamente e politicamente fazendo arte de forma sensível e estética? A resposta é: dançando”, explica Alexandre. A peça de dança teve a colaboração de artistas que estão sediados em outros países, outros estado e artistas do interior do RN. Contou ainda com a participação de artistas de outras áreas, como audiovisual, música e arte de rua. Alexandre...

Curso ‘Filosofia para Viver’ está com inscrições abertas

16/01/2023|

“Ano novo, vida nova”, esse é um ditado popular que nem sempre cumprimos. Todo início de ciclo as promessas de mudanças são muitas e em várias áreas da vida, mas em muitos casos as promessas não passam de promessas. É nesse momento que a filosofia pode fazer a diferença em sua vida, vai te ajudar a ter melhor clareza de quem você é e qual o seu papel no mundo, assim seu planejamento pode ser mais assertivo e efetivo. Para você entender um pouco mais sobre o curso de Filosofia para Viver, oferecido pela Organização Internacional Nova Acrópole de Natal, participe de uma das aulas experimentais que estão sendo oferecidas nesta e na próxima semana semana. Nesta terça-feira, dia 17, as unidades da Nova Acrópole localizadas em Nova Parnamirim (Rua Silvino José dos Santos, 182) e em Ponta Negra (Rua Porto das Oficinas, 8913) farão aulas inaugurais abordando as principais ideias do curso de filosofia. Na quarta, dia 18, a aula ocorrerá na unidade de Petrópolis (Rua Trairi, 516) e o tema abordado será “Ano novo e tudo novo? Dicas filosóficas para se renovar em 2023”. Já na quinta, dia 19, a aula ocorrerá na unidade de Morro Branco (Av....

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