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Daniel César

Incongruências de um artista abstrato

Em sua nova exposição, a partir de sábado, no Seburubu, o artista Daniel César evidencia a desarmonia como característica do abstracionismo. Harmonia e desarmonia coexistem, ou melhor, são intrínsecas na

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Cátedras acadêmicas

Localizadas no IEA da USP, várias cátedras universitárias têm seus titulares entre nomes que se destacam em suas atuações nas áreas para as quais se dedicam. A Cátedra Otávio Frias

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Carnaval renasce em Natal através de temática inovadora

09/01/2023|

O Carnaval é um momento bastante ansiado por muitos natalenses, brasileiros e até turistas. Curtição, alegria e festividades são os sinônimos dessa época tão aguardada. Outro lugar que tem um evento bastante parecido é Nova Orleans, no estado da Louisiana (EUA) chamado Mardi Gras. Bandas de sopro, trio elétrico, marchinhas e baile de máscaras são itens presentes neste estilo clássico de carnaval. O Mardi Gras foi iniciado durante a Europa medieval, sendo realizado em Roma e Veneza durante os séculos XVII e XVIII até a Casa dos Bourbons, na França. Em 2 de março de 1699, o explorador franco-canadense Jean Baptiste Le Moyne Sieur de Bienville chegou no Sul de Nova Orleans e nomeou aquele local de “Pointe du Mardi Gras”, já que percebeu que era véspera do feriado festivo. Em 1703, o pequeno assentamento de Fort Louis de la Mobile celebrou o primeiro Mardi Gras da América. A data coincide com a do Carnaval brasileiro, porém, os eventos começam um mês antes. A festividade é conhecida pelos desfiles de rua, fantasias engraçadas, muitas cores e, principalmente, pelos colares que decoram os pescoços dos foliões. Há uma tradição em que os participantes da festa realizam troca de colares e se beijam....

Roberto Taufic

04/01/2023|

Depois de uma pequeno recesso devido às comemorações de Natal e Ano Novo, o projeto Concertos Potiguares inicia suas atividades deste ano no sábado (7), às 16h, no auditório do Parque da Cidade com a apresentação de Roberto Taufic, guitarrista e violonista hondurenho que chegou com sua família ao Brasil aos seis anos de idade, e assim iniciou aos doze seus estudos em violão e teoria musical na Escola de Música da UFRN. Roberto gravou seu primeiro disco com o grupo Cantocalismo (1985) e a partir de 1990 passou a residir na Itália onde estudou improvisação, harmonia e história do Jazz. De 1995 em diante, passou a colaborar com shows e gravações de vários artistas da música instrumental, pop, jazz e étnica na Europa. Sua trajetória musical é marcada por diversas obras como “Eles & Eu”, seu primeiro CD de violão solo, “Contigo en la distancia” (2010), “Bate Rebate” com o Duo Taufic (2011), “Um Brasil Diferente”, “Atlanticos” (2014), “Todas as cores”, “Viaggiando” (2015), “Core/Coração”, “Nítido e obscuro” “D’Anima”, “Tudo será como antes” (entre 2016 e 2018). Em 2021 realizou com o grande guitarrista potiguar Jubileu Filho o EP “Cor das Cordas”. Ainda no mesmo ano publicou o CD “Entrelaços”,...

Perspectivas cervejeiras para 2023: o que esperar?

04/01/2023|

Feliz ano novo, cervejeiros! Um 2023 muito próspero e feliz a todos! Contando de hoje, dia 4 de janeiro, teremos mais 361 novas oportunidades de provar boas cervejas! Ou, ao menos, de experimentar alguma cerveja diferente em 2023, por que não? No texto de hoje vou trazer 3 pitacos (ou, palpites intrometidos) meus do que eu imagino que pode ser uma tendência no ano de 2023. Algo totalmente sem embasamento científico ou estatístico algum! Aproveitem que essas previsões são de graça! Brincadeiras à parte, em um exercício de tentativa e erro, vamos tentar antever o que poderá ser a tendência a ser bebida no decorrer do próximo ano! Mais uma vez, um Feliz 2023! Saúde! Pitaco 1: Mais cervejas lagers! No ano de 2022, pudemos ver que algumas boas Lagers começaram a povoar o cenário cervejeiro nacional. Claro que o predomínio da dobradinha das Sours com as IPA’s continua sendo prevalente, contudo, há espaço para algumas coisinhas mais diferentes. As Lagers tendem a ter seu nicho na preferência do cervejeiro quando se trata de preencher a lacuna das cervejas mais leves, mais descomplicadas, mas, nem por isso, de qualidade inferior. Ainda que não se dediquem ativamente ao rigor dos estilos...

Inscrições abertas para Festival Parafolclórico e Batalha de Breaking na 28ª Fiart

03/01/2023|

Arte, costumes, tradição, gastronomia, história, conhecimento e as riquezas culturais do nosso Rio Grande do Norte. É diante de um cenário assim, repleto de movimento, cor e som que a 28ª Feira Internacional de Artesanato – FIART acontece de 20 a 29 de janeiro de 2023, no Centro de Convenções de Natal/RN. E, como pilar fundamental deste grande evento, está o Festival FIART Cultural com apresentações artísticas, mostras, dança, seminário, competição e muito mais. O Festival Fiart Cultural busca organizar uma programação para ser um palco para a maior diversidade das expressões da cultura popular, desde os brincantes àqueles que fazem a música de barzinho, que está no dia-a-dia das pessoas e nas mais diversas linguagens: literatura, dança, música e as manifestações das tradições populares de todos os tempos, sempre conectado com o hoje. A edição 2023 acolherá mais de 1 mil artistas e brincantes e espera um público diário de aproximadamente 3 mil, chegando a 30 mil nos dez dias de evento. A programação do Festival FIART Cultural integra quatro ações: Ação 1: Mostra de Arte e Cultura: com Mostra de Cordel, Mostra de Bandas, Mostra de João Redondo (Mamulengo), Batalha de Breaking e apresentações de dança e música durante todos os dias da...

laurence leite

03/01/2023|

Escritor, jornalista, psicólogo clínico e professor, Laurence Bittencourt Leite é graduado em Jornalismo e Psicologia. Além da vasta experiência na Comunicação Social, atuando sobretudo em jornais, assessoria e televisão. Laurence também escreveu artigos e ensaios para revistas, periódicos e sites sobre diversos temas, tais como Psicologia, Educação, Teatro, Literatura, Política. Publicou dois livros: Entre mares (poemas), Por que não o que é nosso? (ensaios); e possui colaboração em outros, além de participação em palestras, oficinas e seminários, sendo uma importante referência na sua área de atuação. O autor, nascido em Natal, surpreendeu recentemente seus leitores com a publicação do livro Os Re-Contos Escondidos da Alma (Edições Poeira do Céu, 2022). Embora Laurence Leite tenha toda uma vida dedicada à literatura, (começou ainda bem jovem publicando poemas) este é o seu primeiro livro de contos, o que de fato nos surpreendeu, não apenas pelo conjunto de narrativas da obra, mas, também pelo fato do autor fugir dos holofotes, lançando o livro discretamente. Pois bem, Laurence Leite oferece aos seus leitores uma obra interessante. Os Re-Contos Escondidos da Alma traz em seu conjunto uma instigante aproximação do mundo ficcional e do mundo real, com os dramas humanos, sobretudo do ponto de vista...

Vai ter The Fevers na praia de Pirangi esse mês

02/01/2023|

A banda The Fevers abre em grande estilo a programação de verão do Espaço Paçoca de Pilão, na praia de Pirangi, no dia 20 de janeiro às 21h e promete cantar os maiores sucessos de sua trajetória de quase seis décadas. A festa “Sexta de Verão” também conta com show do cantor Messias Paraguai.  The Fevers, formada no Rio na década de 60, associada ao movimento da Jovem Guarda, promete encantar o público relembrando sucessos como “Mar de Rosas”, “Agora Eu Sei”, “Vem Me Ajudar”, “Outra Vez”, “Guerra dos Sexos”, entre outros. A banda tem mais de 50 álbuns lançados e mais de 13 milhões de cópias vendidas. Vendas antecipadas no Hamburgão Lanches, na Av. Afonso Pena, 777, em Tirol (Natal), no Espaço Paçoca de Pilão na praia de pirangi e no site outgo. Informações pelo telefone (84) 99406.4142. A festa é uma realização da Show 30 Eventos. Serviço: Festa Sexta de Verão Atrações: Banda The Fevers e Messias Paraguai; Local: Espaço Paçoca de Pilão – praia de Pirangi; Horário: 21h; Vendas: Hamburgão Lanches – Natal                Espaço Paçoca de Pilão – praia de pirangi                 Site outgo Informações: (84) 99406.4142; Realização: Show 30 Eventos.

Segunda de Vagabundo

29/12/2022|

Porque o samba é a tristeza que balança E a tristeza tem sempre uma esperança A tristeza tem sempre uma esperança De um dia não ser mais triste não Baden Powell / Vinicius de Moraes Vinicius de Moraes diz que o bom samba é uma forma de oração. Debinha Ramos e a turma que faz samba no bairro das Rocas, em Natal, tem levado ao pé da letra essa máxima do poetinha que exaltou o mais brasileiro dos gêneros musicais em “Samba da benção”, uma parceria com Baden Powell, que me emociona desde a primeira vez que escutei, ainda na juventude. Parceiro de Vinicius em muitas canções (afro-sambas), Baden é considerado um dos maiores gênios e virtuoses do violão mundial. Mas deixemos de enrolação e vamos falar de samba. Ou melhor, vamos falar do samba das Rocas. Afinal, “um samba quente, harmonioso e buliçoso, mexe com a gente, dá vontade de viver”, como diz a canção de Janet de Almeida interpretada por Roberta Sá. Depois de alguns convites do meu amigo Robertinho, servidor da UFRN, sindicalista atuante/apaixonado e defensor da educação pública e de qualidade, e de um convite mais recente de Leilson e seu companheiro Cleber, decidi conhecer o...

MPB, política no quartel e outros assuntos

29/12/2022|

Tenho em mãos uma obra de grande importância para o estudo da MPB, o Dicionário Houaiss – Música Popular Brasileira, criação e supervisão geral de Ricardo Cravo Albin, com a chancela do Instituto Antônio Houaiss. Um tijolaço contendo cerca de sete mil verbetes sobre compositores, intérpretes e musicólogos. Coube aos pesquisadores do Instituto Antônio Houaiss, com reconhecida experiência no campo da lexicografia, compactar os dados fornecidos, digamos, a granel, pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Como toda obra do gênero, esta também peca por omissões e falhas outras. Mas, quantos pecados mortais!… Estive folheando-a à cata de informações sobre nomes norte-rio-grandenses. Em primeiro lugar busquei o de Glorinha Oliveira. Todo mundo sabe que Glorinha é a nossa maior cantora, uma intérprete que nada fica a dever às estrelas da era do rádio, só que preferiu radicar-se em sua terra, e assim não teve a desejável projeção nacional. Pois bem, Glorinha não está no referido dicionário. Omissão gritante, imperdoável. Falha como esta deslustra o trabalho de pesquisa. Outra omissão não menos lastimável: Eduardo Medeiros e Othoniel Meneses, autores de “Serenata do Pescador” (“Praieira”), canção que está para Natal assim como “Cidade Maravilhosa” está para o Rio de Janeiro. Eu até compreenderia a...

Préveillon da Cidade traz atrações gratuitas ao Centro Histórico nesta quinta

29/12/2022|

Realizado desde 2009, a edição de 2022 do Préveillon da Cidade acontece nesta quinta-feira (29) a partir das 19h em três polos tradicionais do centro histórico, para juntar em uma grande confraternização especial os frequentadores do beco da lama e adjacências. A programação integra o calendário do Natal Em Natal da Prefeitura do Natal e Funcarte, e todo o acesso é gratuito. No Bardallos atrações em dose tripla e de estilos diferentes, com shows de Alan Persa (19h), Forró NaManha (21h) e MC Priguissa e DJ Alf (22h30). O Bar de Nazaré com a Quinta Que te Quero Samba e os anfitriões do grupo de samba Batuque de um Povo, iniciam a festa a partir das 19h. No Bar da Meladinha o DJ Pajux vai conduzir a noite a partir das 20h com muita música eletrônica regada a bebida mais famosa do centro da cidade: a meladinha. O tema do 14º ano do Préveillon é DOIS MIL e VIM TE TER, que busca fazer referências aos desejos para o ano de 2023 como TER respeito e ter tolerância, é necessário admitir que “tolerar” é primeiramente reconhecer a liberdade de “existir” do “outro”, desse “outro” ser diferente na maneira de agir,...

Retrospectiva 2022: top 5 das melhores cervejas do ano

28/12/2022|

Saudações, cervejeiros retrospectivos! Mais um ano se passou e estamos na sequência dos dois tipos de texto que eu mais gosto: essa semana tem a retrospectiva 2022 e na semana que vem teremos as perspectivas 2023 (texto em que eu brinco de ser mãe Dinah e tentarei adivinhar quais serão as tendências do ano que vem sem nenhuma base científica para tanto, apenas no achismo presunçoso mesmo!). Apenas para reprisar o que já foi descrito nas retrospectivas anteriores (clique aqui para ler a de 2020; e aqui para a 2021). O texto a seguir vai buscar fazer um breve apanhado, em 5 atos, sobre as melhores cervejas do ano, com a devida recomendação musical dos melhores álbuns lançados. A metodologia é simples, é necessário que a cerveja seja nacional e tenha sido lançada em 2022 e tenha sido degustada (por mim, obviamente) no mesmo ano. Recorri aos meus alfarrábios estatísticos do Untappd para lhes trazer tal apanhado. Para as recomendações musicais os critérios são quase os mesmos, exceto que não precisa ser um lançamento nacional (vide acervo do Last.FM). Depois de mais de 360 cervejas diferentes provadas ao longo do ano (meu Untappd não me deixa mentir) e de mais...

crispiniano-neto

26/12/2022|

No dia 14 de dezembro de 2018 o Papo Cultura publicou, com exclusividade, a primeira entrevista do recém anunciado diretor da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto. Ele assumiria o posto da professora Isaura Rosado em uma “gestão de reconstrução” após herdar um órgão com clima de “terra arrasada”, como classificou. E não bastasse as dificuldades encontradas para início de trabalho, a escassez de recursos provocada pela herança da gestão passada e o fenômeno da pandemia dificultaram, sobremaneira, atender todos os desejos e necessidades do setor cultural. Ainda assim, muito foi feito, dentro das possibilidades e com a ajuda fundamental dos recursos do Banco Mundial. E o esforço hercúleo em gerir, com uma equipe reduzida a um terço, desde sua última passagem à frente da Fundação, o milionário recurso da Lei Aldir Blanc. Em mais uma entrevista exclusiva, Crispiniano fala das dificuldades, feitos, planos para o futuro, Casas e Pontos de Cultura, Fundo de Cultura, Lei Aldir Blanc 2 e Lei Paulo Gustavo, equipamentos culturais e muito mais. O engenheiro agrônomo, jornalista, cordelista, bacharel em direito Especialização em Leitura e Produção, Joaquim Crispiniano Neto, 66, pode assumir a FJA pela quarta vez. E com a experiência de gestão de quem passou...

Você já pode ouvir o novo EP de Ale Du Black, “Guetto é Luxo”

26/12/2022|

A artista Ale Du Black, 27, rapper/cantora, lançou o EP Guetto é Luxo em parceria com a gravadora KaliProd. O Projeto foi contemplado no edital de Economia Criativa do Sebrae-RN e já está disponível em todos os streamings de música. Ale nasceu em Areia Branca (RN) onde trilhou seus primeiros passos no rap. Participou do grupo ‘Rua de Cima’ apresentando suas rimas em batalhas e eventos. Desde 2020 vem se jogando no cenário musical potiguar e investindo em sua carreira com lançamentos de singles e colaborações com outros artistas. Misturando trap, no melody, R&B, reggae e dancehall, o EP conta com 6 canções autorais com participações especiais de Cazasuja, Sâmela Ramos, Nasal, Arcanjo Rass e Amém Ore, majoritariamente artistas da cena local potiguar. O trabalho ressalta a vivência da artista na periferia. “Cresci no Bairro dos Índios, uma área periférica em Areia Branca, interior do RN. Foi lá que construí minha base musical a partir do reggae e do rap. Então, nesse trabalho quis trazer minha força e vivência que vem desse local”, comenta a artista. “‘Guetto é Luxo’ traz as batidas que eu ouvi durante toda minha infância, juntamente com minhas dores, minha felicidade, minha intimidade. Tem muito de...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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