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Pedalada de domingo

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Joao Gomes

Os encantos de João Gomes

Eu acredito que a música pode curar. As pessoas encontram paz na música. Paul McCartney Arroz de leite, feijão verde, paçoca, frango e salada. Suco de caju. Tudo pronto para

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Romaria: Márcio Benjamim lança novo romance de horror contemporâneo

Redação

Romaria: Um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi procura ajudar uma cidade vizinha a enfrentar o mesmo mal. Esse é o mote do novo livro do escritor Márcio Benjamin, intitulado Romaria, e representa a continuação do poderoso romance Fome, do mesmo autor. O lançamento será nesta sexta-feira (24), a partir das 19h, no Mahalila Café & Livros. Algumas desgraças não têm fim. Com uma prosa visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói, em Romaria, uma alegoria de nosso tempo: entre fantasia e horror, Romaria mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror contemporâneo. O profeta estava certo,  o Sertão virou mar. De sangue. Serviço O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO ROMARIA ONDE: MAHALILA 19H QUANDO: 24 04 GRATUITO

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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redinha velha

16/03/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. Após os primeiros arrendatários e compradores do “sitio da Redinha”, ainda no século 18, um hiato se seguiu até os primeiros veranistas e entusiastas do lugar, décadas mais tarde, quando a Redinha se tornaria “praia de recreio”. Segundo Cascudo, o bacharel Francisco Xavier Pereira de Brito (1818-1880) foi, possivelmente, um dos primeiros “enamorados” da praia, citado pelo então jornalista João Carlos Vanderlei como “Barão da Redinha”. Em Acta Diurna de 21 de janeiro de 1940, Cascudo relata que “Durante o século XIX Redinha se tornou a praia indispensável à vida social da Cidade. O antigo porto de pescarias era ponto de atração e veraneio. O dr. Francisco Xavier Pereira de Brito, foi possivelmente, o descobridor elegante da Redinha. Chefe de Polícia, Diretor...

CAMARÃO STREET: Por uma poética de novos espaços

16/03/2021|

Natal é cidade de rio e mar, dunas, sol, ar aprazível. Belezas naturais arquitetadas e esculpidas como dádiva. Mas o que torna Natal singular e senhora de si é sua arquitetura – reflexo vivo de sua história e de seu povo. Um passeio pelas ruas e avenidas em observância minuciosa do patrimônio histórico, cultural e artístico pode nos revelar segredos escondidos em edificações. E descobrir o significado de traços e formas de monumentos arquitetônicos é materializar a ideia de tempo. E o tempo-hoje tem assistido novos ditames paisagísticos. Traços para além da arquitetura, mas revestido de cores, texturas, ideologias. Arte para quebrar a fumaça, os ruídos e os tons cinzentos das pauliceias desvairadas. Arte urbana, arte sustentável, arte poética – carências de um mundo globalizado, cada vez mais uniforme e pasteurizado. Elementos de conexão e conforto visual, de empatia e identificação cultural. Arte como essência e voz da poética marginal e comunitária. E a quarta edição da revista Camarão Street vem amplificar essa necessidade de novos olhares, novas experiências e significados das práticas e dos desenhos urbanos. A equipe é formada não exatamente por arquitetos, mas por artistas e cientistas das formas que alimentam o elo entre pessoas e lugares,...

16/03/2021|

RIBEIRA: BAIRRO CANGULEIRO A gente era menino-homem-bobo Lá longe, uma igreja proibida Porque seu deus era a mulher da vida E a própria vida, Chapeuzim sem globo. Cada madona seminua, um lobo, Na verdade, uma ovelha a ser comida, Só pra gente dizer para a torcida, A minha foi melhor, a tua um roubo. Poucas luzes, escadas, maquiagens, Zona é sério, nobreza é ritual, Lindas putas, pinturas e paisagens, Ó Ribeira, inda guardo o teu postal. (Alex Nascimento)

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15/03/2021|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) promoverá, durante os dias 25 e 26 de março, o III Encontro Internacional “Direito, Cultura e Memória: Homenagem ao Professor Câmara Cascudo”. A transmissão será on-line, através do canal oficial do UNI-RN no Youtube. Haverá a participação de professores do Brasil, Portugal, Espanha e Chile, na homenagem ao professor Câmara Cascudo. O evento dá continuidade às exposições das duas últimas edições na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. A inscrição para participação no evento está disponível na Central de Eventos da Instituição.

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15/03/2021|

A Sociedade Amigos da Pinacoteca tem se destacado na cena cultural norte-rio-grandense como um agrupamento de pessoas interessadas em apoiar e fomentar atividades intelectuais e artísticas como o anual Salão Dorian Gray de Arte Potiguar, mas também no apoio aos iniciantes ou talentosos nos seus diversos ofícios das múltiplas formas de artes. E para celebrar o Dia Nacional da Poesia, comemorado ontem (14), apresenta oito vídeos onde alguns poetas declamam um poema de sua lavra. Tendo aderido gentilmente ao projeto por meio de convite feito por Iapery Araújo e Márcio de Lima Dantas. “Percebemos, por apenas um recorte de um meio onde afloram tantos poetas, que chantamos na planície da poesia qualidade que nada fica a dever, nem por perto, nem alhures”, comentou a professora Isaura Rosado. Os vídeos vão circular no instagram @amigosdapinacoteca e no youtube da Sociedade Amigos da Pinacoteca e conta com a Participação de: Adriano de Sousa, Antônio Ronaldo Carito Cavalcanti Márcio Simoes Márcio de Lima Dantas Oreny Júnior Thiago Alves Victor H de Azevedo Confiram o vídeo de Carito:

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15/03/2021|

Se todo carnaval tem seu fim, a segunda temporada do Papo Cultural também se encerra nesta terça (16) com a exibição, ao vivo, de seu 4º e último episódio com mais um bate-papo sobre o fazer cultural neste momento de isolamento social. E neste final de temporada o projeto traz como convidados este jornalista que escreve estas mal traçadas, editor deste blog Papo Cultura, e também artista visual e produtor cultural Daniel Torres. A conversa começa a partir das 20h com transmissão pelo youtube do Goto Seco. Projeto Papo Cultural O Papo Cultural foi recebido com carinho em 2020, como espaço de diálogo, construção e disseminação de saberes culturais. O projeto conta com mediação e produção de Carlos Henrique Araújo (PaCHa) e do Coletivo Cultural GOTO SECO – Movimento Alternativo, que completa 17 anos em 2021. O projeto mantém o entusiasmo em face do apoio de todos que estiveram em sua primeira edição interagindo nas mais de 20h de muita cultura. Portanto, encontro marcado nesta terça, às 20h. Serviço O que? Programa Papo Cultural segundo episódio da 2ª temporada Quando? terça dia 9 de março às 20h Onde? plataforma Facebook @GotoSeco Informações: (84)99936-8584 ou go******@*******om.br Apoio: Jornal O Litoral e...

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15/03/2021|

Não era a leveza do radinho FM, nem a rebeldia tipo zona sul, tampouco o colorido da tv pré-MTV ou o último refrão da banda mais recente a subir ao pódio do hit parade brazuca. A partir de mais ou menos 1983 uma energia diferente, renovada, consumista sim, mas não só isso, irresponsável, mas tomada por um sentimento de entrega que justifica todas as tomadas de posição, entrava em cena no meu, no seu rádio, aparelho de tevê, escada de prédio popular, elevador de burguês, calçada ou o que fosse. Entrava em cena o que você pode chamar de Geração 80, Brock, juvenília de butique, o que quiser, desde que reconheça uma contribuição que aquela gente, hoje um bando de cinquentões como eu e como você, estimulou ou recebeu, consagrou ou propagou, acendeu ou turbinou com certa liberdade que esse tempo sombrio de Covid, arma oficial no cinturão e ignorância bossal na cachola solapou: a coragem. Falta coragem, e como falta, de uns tempos pra cá. O que fizemos com a nossa ousadia, nosso peito à prova de velhas ameaças, nossa até falta de senso de perigo? Penso nisso após assistir a meros 15 minutos do documentário no acervo do...

15/03/2021|

SER POETISA É… Ter a ousadia da Simone de Beauvoir! E, como Clarice Lispector, viver a sonhar! E, assim como Hilda Hilst, querer voar! Ser realista como Maria de Jesus, a Carolina! Ser como a rainha dos Reis, Maria Firmina! Ser simples e leve como Cora Coralina! Ser Ana Maria Machado, infanto-juvenil Ser Elvira Vigna, afável e varonil. Como Myriam Coeli, uma cabeça febril. Não ser alegre nem ser triste como Meireles, a Cecília! Ser livre, na correria dos prados, como Adélia! Sem nunca ter sido espancada, ser Florbela! (Tereza Custodio)

vicente+vinicius

13/03/2021|

O duo Vicente+Vinícius apresenta neste fim de semana a performance em formato de álbum visual Chá de Bebê. A estreia acontece nos dias 13 e 14 de março, através da plataforma Zoom e coloca família e o erotismo em pauta. CHÁ DE BEBÊ nasce do desejo do casal Vinicius Dantas e Vicente Martos de criar uma zona de intimidade para partilhar com os espectadores seus esforços, prazeres e delírios conjugais. O projeto work in progress é também um encontro com a música eletrônica e conta com a contribuição de Bruno de Oliveira (RN), EX PUNK ME (SP), Hanging Freud (SP/Escócia), Raiany Sinara (MS) e Tinoc (RN). Há também participação especial da atriz Luciana Ramin (SP). Corpos pulsando amor “O projeto foi pensado para o vídeo ser muito mais do que a transmissão de algo presencial. São oito células performáticas que formam um álbum visual que desdobra-se do espetáculo homônimo. Chá de Bebê é um mergulho autobiográfico em representações de casais, um convite para tensionar modelos de família e erotismo, reunindo música eletrônica, vídeos e dois corpos pulsando imagens absurdas sobre o amor”, declara o duo Vicente+Vinicius. Além da exibição das 8 células performáticas, a transmissão de estreia do CHÁ DE...

Cine Terreiro - Rodrigo Sena

13/03/2021|

Estão abertas as inscrições para o Festival Cine Terreiro para filmes que tenham algum elemento ligado à temática de religiosidade dos povos de matrizes afro-indígenas. Os realizadores interessados poderão inscrever seus trabalhos, até o próximo dia 21 de março, em formulário disponibilizado no site do festival https://cineterreiro.com.br/. O objetivo do festival é fortalecer a memória e preservação de comunidades religiosas com matrizes afro-indígenas, usando como ferramenta o audiovisual. Através de mostras cinematográficas, debates e oficinas, que potencializam os mais diversos diálogos, buscando construir pontes entre pessoas que se interessam por essas temáticas. O evento será realizado no período de 9 a 18 de abril em ambiente online, através da plataforma de streaming do festival, no site CINE TERREIRO O Cine Terreiro reiniciou suas atividades em 2021 por meio de uma mostra retrospectiva com dez filmes que marcaram as edições anteriores do projeto, desde 2015. A Mostra contou com patrocínio da Prefeitura do Natal e FUNCARTE, por meio do Edital de Expressões Religiosas. O Festival contará com as seguintes mostras competitivas: MAR – MOSTRA CONTEMPORÂNEA – É a mostra competitiva principal do festival, sendo composta por filmes finalizados a partir de 2018. E com premiação de R$ 2.000,00 para o filme...

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12/03/2021|

O Sesc RN recebe até o dia 5 de abril inscrições para mediadores em artes visuais da Galeria Sesc, localizada no Sesc Cidade Alta, em Natal. São ofertadas seis vagas e os interessados deverão enviar os currículos para o e-mail mediaçã*@*********om.br. Os selecionados receberão remuneração de R$ 1.500,00 (bruto) para cumprir a jornada de 5 horas por dia, de segunda a sexta-feira (com possibilidade de realização de ações em finais de semana e feriados, mediante acordo prévio). São disponibilizadas duas opções de horário: das 9h às 14h (primeiro turno) e das 14h às 19h (segundo turno). As vagas são para o período de junho a dezembro e podem inscrever-se pessoas físicas e jurídicas, graduados e alunos (a partir do 3º período) dos seguintes cursos: Educação Artística, Artes visuais, Artes cênicas, História e Produção Cultural. Também artistas ou curadores com atuação nas referidas áreas de conhecimento ou áreas afins, residentes no RN O mediador será o elo entre as exposições artísticas e o público visitante. Além de contextualizar o espectador, o profissional desenvolverá ações de arte-educação com o público, incluindo grupos escolares. A lista com os selecionados será divulgada dia 19/04 no site do Sesc RN, o www.sescrn.com.br. A Galeria Sesc...

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12/03/2021|

A 3ª edição da Incubadora Preta oportuniza a criação de espaço virtual de formação para novos agentes culturais negres, com ações de articulação e formação para o mercado de produção cultural brasileiro, desenvolvendo conceitos de pré-produção, produção e pós-produção, fomentando a criação de projetos artísticos para editais de captação de recursos. O projeto selecionará 30 participantes de todo o território nacional e tem como ação afirmativa a reserva de 70% das vagas para mulheres cis/trans e pessoas LGBTQIAP+ negras. Tendo 20 horas de carga horária do curso. As aulas acontecem todos os sábados do mês de abril, das 10h às 12h, via Google Meet. “Somos agentes mobilizadores de cultura dentro do nosso território. O meu maior desafio é ter legitimada a minha trajetória enquanto articulador na resolução dos problemas identificados e em proposições culturais que geram nova perspectiva para a vida da comunidade negra”, acredita o coordenador e ministrante da Incubadora Preta, Emiade. O projeto conta com a produção de Emiade, ator, músico, compositor e produtor cultural e da assistência em produção Rosy Nascimento, cineasta e curadore potiguar, e é realizada com recursos da Lei Aldir Blanc, Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais (SECULT). INCUBADORA PRETA O projeto “Incubadora...

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