Para amanhecer poesia de José Bezerra Gomes

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BALADA DO HOMEM PODRE RESSUCITADO

Estendo-me nos braços

Sou Ele… Sou Ele…

 

Deploro ressuscitado

o filho anjo desprotegido

morto insepulto pagão.

 

Choro ressuscitado

filha esquelética

desnaturada

órfã de pai vivo

nos braços da mãe viúva…

 

Covarde… Covarde…

 

Tenho sede

sede de sede

sede do próprio sangue…

 

Meu santo

São Sebastião…

 

Sou Ele… Sou Vós…

 

Bêbedo rindo chorando…

(José Bezerra Gomes)

Redação

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