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jornalista carlos morais, por alberto leandro

Carlos Morais: um jornalismo esquecido

Quando comecei no jornalismo há trinta anos as máquinas de escrever – lendárias Remingtons e Olivettis – ensurdeciam as enfumaçadas redações pelos cigarros de nervosos redatores que corriam contra o

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Sabiá ou jegue?

“Cessem do sábio Grego e do Troiano/ as navegações grandes que fizeram;/ Cale-se de Alexandre e de Trajano/ A fama das vitórias que tiveram;/ Que eu canto o peito ilustre

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Mostra individual de Janderson Azevedo mergulha em questões urgentes do presente

Redação

A Pinacoteca abre, neste sábado (9) às 10h, a exposição “Contra a Máquina de Moer Mundos”. Esta é a primeira mostra individual do artista visual potiguar Janderson Azevedo. A exposição reúne um conjunto inédito de trabalhos recentes e ocupa o espaço com obras que atravessam instalação, fotoperformance, videoperformance e objetos. A proposta é construir uma experiência imersiva e crítica, em que o público é atravessado por imagens, matérias e situações que tensionam o presente. Com curadoria de Sanzia Pinheiro, a mostra articula questões urgentes do presente, como disputa por território, exploração de recursos naturais, violência política e formas contemporâneas de controle da vida. O público é convocado a se implicar na experiência, a partir da escuta e da percepção. Ao mobilizar materiais como minerais, concreto, água e resíduos, o artista constrói obras que evidenciam processos históricos ainda em curso. A exposição se organiza em torno de ideias como corrosão, ruína e resistência. As obras tensionam permanência e colapso e revelam marcas de um mundo em disputa. Como afirma a curadora, a exposição “enfrenta as engrenagens que naturalizam a violência e transformam a vida em recurso, ao mesmo tempo em que cria imagens que interrompem esse fluxo e devolvem complexidade ao que se tenta simplificar”. “Contra a Máquina de Moer Mundos” não se limita ao diagnóstico da crise. A exposição propõe um encontro direto com as fraturas do mundo contemporâneo e com as forças que se recusam a ser absorvidas por elas. Entre desgaste e insurgência, o trabalho de Janderson Azevedo abre espaço para pensar outras formas de existência, relação e futuro. Sobre o artista Janderson Azevedo é artista visual, performer, diretor de arte e produtor cultural. É formado em Artes Visuais pela UFRN desde 2023. Sua prática articula criação artística e atuação técnica no campo da arte contemporânea. Atua com montagem, marcenaria e desenvolvimento de projetos, através da sua produtora, a Vermelho Arte Produção. Participou de exposições e ações artísticas no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste. Sua produção investiga relações entre matéria, território e processos sociais. Serviço: Exposição: Contra a Máquina de Moer MundosAbertura: 09 de maio de 2026, às 10hLocal: Pinacoteca do Estado do Rio Grande do NorteEndereço: Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal/RNEntrada: gratuita Ficha técnica Artista expositor: Janderson AzevedoCuradoria: Sanzia PinheiroProdução executiva: Paulo DemétrioAssistente de produção: Maria Júlia BarbosaExpografia e montagem: Vermelho Arte ProduçãoAcessibilidade: Recria Acessibilidade Esse projeto conta com a...

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Documentário resgata a memória de Parnamirim

Redação

Qual a história da cidade de Parnamirim para além da ligação histórica com a Segunda Guerra? O documentário “Parnamirim na Memória do Povo”, surge para responder essa pergunta e para resgatar a história esquecida da cidade. A obra será exibida na Escola Estadual Roberto Rodrigues Krause às 18h30 e também contará com a exibição aberta no YouTube durante todo o final de semana (sexta, sábado e domingo).  Idealizado com o objetivo de preservar e valorizar a memória coletiva de Parnamirim, revelando aspectos culturais, tradições, costumes e eventos históricos que moldaram a identidade da cidade e promovendo o sentimento de pertencimento, o projeto busca não apenas resgatar a história local, mas também fortalecer a importância da preservação da memória cultural, incentivando a participação ativa dos cidadãos na construção da memória coletiva de Parnamirim. A escritora e produtora cultural Dandara Dias explica que o projeto surgiu a partir de uma inquietação pessoal diante da ausência de registros sobre a história da cidade. “A ideia do documentário nasce do fato de que a história de Parnamirim costuma ser contada quase exclusivamente a partir da Segunda Guerra Mundial, com foco nos militares e no ‘Trampolim da Vitória’, como se esse fosse o ponto de origem da cidade. No entanto, sabemos que, antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já existiam os povos originários. Em Parnamirim, essas histórias foram apagadas ou não foram registradas. O que havia antes da Segunda Guerra Mundial? O que acontecia nesse território? Temos poucas respostas, justamente pela falta desses recortes históricos”, aponta Dandara.  Segundo Dandara, o curta-documentário busca ampliar essa perspectiva e construir novas formas de memória. “A proposta é criar registros que não estejam centrados apenas em narrativas militaristas. Existe um cansaço em relação a esse olhar único sobre a cidade. Queremos novas memórias, outras formas de contar a nossa história, e isso é possível.” A produtora destaca que o projeto pretende funcionar como um registro de histórias frequentemente esquecidas, valorizando diferentes vivências e trajetórias. “A ideia é documentar a cidade a partir de pessoas que nem sempre ocupam cargos de destaque, mas que são fundamentais para a construção da identidade local, moradores de periferias, artistas e representantes de diversos segmentos.” Ela também afirma que espera que a iniciativa inspire outras cidades. “Se o projeto for bem recebido, a expectativa é que outras localidades desenvolvam propostas semelhantes, registrando suas histórias a partir de perspectivas mais plurais. É uma forma...

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Caio Padilha lança campanha coletiva para viabilizar projeto musical Cordel de Couro e Crina

Redação

Um belo dia, dois rabequeiros — um do Norte de Minas e outro de Natal — descobriram, no Rio de Janeiro, quase por acaso, que moravam no mesmo prédio. O encontro no elevador entre Caio Padilha e Guilherme Pimenta não deu origem apenas a uma amizade, mas também a uma parceria musical que agora se concretiza no projeto Cordel de Couro e Crina. Com trajetórias consolidadas como compositores, pesquisadores e instrumentistas, os dois artistas se unem para investigar e reinventar o universo da rabeca e do forró pé de serra, colocando lado a lado repertórios tradicionais e criações inéditas. A crina dos arcos das rabecas se mistura ao couro das percussões para acompanhar e enfeitar a poesia das letras, criando uma sonoridade que dialoga com a tradição popular e ao mesmo tempo aponta para novos caminhos. Trançando uma rede O financiamento coletivo permitirá realizar um grande encontro musical no Rio de Janeiro, que culminará na gravação ao vivo do primeiro disco do projeto, reunindo convidados especiais e público presente. Mais do que um espetáculo, o projeto propõe uma experiência cultural completa, com atividades abertas ao público que exploram diferentes dimensões da rabeca brasileira: música, oralidade, memória e formação. Participar da campanha é ajudar a transformar esse encontro em disco, pesquisa e circulação cultural. Por que entrar nesse cordel? Desde que o escritor e pesquisador Mário de Andrade destacou a música como elemento central da cultura brasileira, o repertório de mestres rabequeiros passou a ser reconhecido como patrimônio cultural. Mais recentemente, a salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró pelo IPHAN reforçou a importância desse universo musical para a história da música popular brasileira. Nesse contexto, a rabeca permanece como instrumento fundamental nas formas de produção e circulação dessas tradições. Ao longo do século XX, a rabeca inspirou diferentes movimentos estéticos e artísticos ligados à ideia de brasilidade. Compositores e intérpretes como Guerra-Peixe, Antônio Nóbrega, Eduardo Gramani e diversos músicos populares dialogaram com essas tradições, expandindo o repertório e as possibilidades do instrumento. O projeto Cordel de Couro e Crina se insere nessa longa trajetória. Ao reunir pesquisa acadêmica, criação musical e performance, ele propõe atualizar a escuta destes repertórios no século XXI — valorizando tanto a memória dos mestres quanto a criação contemporânea. Seu apoio ajuda a registrar esse encontro em disco, ampliar o alcance dessas pesquisas e fortalecer a presença da rabeca na cena musical brasileira. Sua empresa no cordel...

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Casa Impacto Natal abre as portas para artistas como novo polo cultural em Ponta Negra

Redação

A Casa Impacto Natal, o primeiro núcleo itinerante de design social do Brasil, anuncia a abertura de suas portas para artistas, produtores culturais, escritores, artesãos e criativos de Natal apresentarem seus projetos. Instalada em um contêiner marítimo artesanalmente repaginado na Avenida Praia de Ponta Negra, a Casa busca propostas que desejem ocupar esse espaço inovador com lançamentos e eventos culturais entre os meses de maio e junho de 2026, sem nenhum custo. Idealizada pela designer social e empreendedora Cris Ribeiro, a Casa Impacto funciona como uma “vitrine viva” da identidade potiguar. Após o sucesso da estreia com a mostra “Natal, Original é Ser”, o espaço agora convoca projetos que enalteçam a cultura local, o impacto social e a inclusão. Os interessados têm até o dia 07 de maio de 2026 para enviar suas propostas e projetos criativos. O foco são iniciativas que dialoguem com a essência do negócio social Lugares de Charme, que há 15 anos promove a prosperidade com dignidade através da economia criativa e do bem-estar. A Divulgação da agenda oficial acontecerá a partir de 09 de maio e o Contato para inscrições: pr********************@***il.com A Casa Impacto não é apenas um local de eventos, mas o ápice de 21 anos de experiência de Cris Ribeiro com comunidades e coletivos de mulheres. Única designer social em atividade no Rio Grande do Norte, Cris transformou o contêiner em um ponto de encontro que já reúne mais de 130 colaboradores diretos, entre artesãs e artistas. “A Casa Impacto é um convite para ‘ser’ conosco. Queremos projetos que tragam essa força da identidade natalense original, unindo o design autoral à nossa história”, afirma Cris Ribeiro. Atualmente, quem visita o local pode conferir peças em crochê, trançado de palha de coqueiro e bordados que contam a história de Natal, a “cidade dos encontros”, sob uma perspectiva de design afetivo e circular. A Cada Impacto Natal conta com o patrocínio da Prefeitura de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Funcart, Colégio CEI, UnimedNatal, Projeto Lugares de Chame. O apoio Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres – SEMUL; Restaurante Camarões; SESI/RN; SETUR; Tintas Suvinil; B3 Distribuições; Mercado da Agricultura Familiar; Predesign Premoldados e Brisanet.

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Xilo de corda: Monte das Gameleiras recebe projeto de valorização da xilogravura a partir desta segunda

Redação

Durante duas semanas, os artesãos de Monte das Gameleiras vão ter a oportunidade de aprender sobre a arte da xilogravura. O projeto “Xilo de Corda – Empreendendo pela Xilogravura”, inicia nesta segunda (4) na zona rural da cidade, uma série de oficinas formativas ministradas pelo arte educador e artista visual Douglas Buso. O projeto fortalece o processo de criação e produção, possibilitando a aplicação dessa técnica na elaboração de produtos como gravuras, camisetas e ecobags, ampliando as possibilidades de geração de renda e diversificação da produção artesanal local. A Xilogravura é a arte de entalhar com uso de madeira. Com ela é possível formar imagens, criar desenhos, onde os relevos que se formam podem imprimir como um carimbo a gravura no suporte. A primeira semana de oficinas acontece entre os dias 4 e 8 de maio, para o grupo de artesãos do Sítio Jacu de Órfãos, Zona Rural de Monte das Gameleiras. A segunda oficina acontece entre os dias 18 e 22 de maio, na Biblioteca Pública Municipal João Delmiro de Souza, Centro – Monte das Gameleiras. As inscrições estão sendo realizadas pela prefeitura municipal e são totalmente gratuitas. Ao todo, cerca de 30 artesãos (homens e mulheres) devem participar das atividades na cidade.

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Filarmônica UFRN reúne obras de Turina, Guerra-Peixe e Manuel de Falla em Natal neste sábado

Redação

A Filarmônica UFRN convida o público para o concerto “Candeias”, que será apresentado no próximo sábado, 9 de maio, em duas sessões, às 18h e às 20h, no Auditório Onofre Lopes, em Natal. Sob a regência do maestro André Muniz, a apresentação reúne um programa que articula referências da tradição musical ibérica com desdobramentos na música de concerto brasileira. Ingressos disponíveis pelo Sympla na quarta-feira, 06 de maio, às 8h sympla.com.br/evento/concerto-candeias-filarmonica-ufrn/3410896?referrer=www.google.com e no local, no dia do evento, com distribuição 1h antes de cada sessão.  Mais do que uma sucessão de obras, o concerto se configura como um percurso sensível de escuta, no qual memória, identidade e transformação dialogam de forma contínua. A proposta evidencia como as heranças musicais atravessam culturas e se reinventam, criando uma experiência que conecta o público tanto no plano cultural quanto no sensorial. A noite contará com a participação do violinista Rucker Bezerra como solista convidado. Reconhecido por sua expressividade e apuro interpretativo, o músico conduz o público por uma narrativa musical que valoriza nuances tímbricas e intensidade emocional. O repertório reflete diferentes formas de apropriação e reinvenção desse universo sonoro. A suíte Danzas fantásticas, de Joaquín Turina, abre o programa com uma escrita orquestral vibrante, marcada por ritmos incisivos e cores tipicamente espanholas. Em seguida, o Concertino para violino, de César Guerra-Peixe, desloca essa matriz estética para o contexto brasileiro, incorporando elementos populares a uma linguagem de concerto refinada. Encerrando a noite, El amor brujo, de Manuel de Falla, tensiona tradição e modernidade ao evocar o imaginário flamenco e a cultura andaluza. Mais do que evidenciar afinidades estéticas, “Candeias” organiza uma experiência de escuta pautada pelo reconhecimento e pela transformação. Gestos musicais recorrentes, como padrões rítmicos, inflexões melódicas e texturas sonoras, despertam no ouvinte uma sensação de familiaridade, mesmo diante do inédito. É nesse entrelaçamento entre herança histórica e memória afetiva que o concerto se estrutura, convidando o público a uma imersão que transita entre o campo cultural e o sensorial. As apresentações acontecem no Auditório Onofre Lopes, espaço vinculado à Escola de Música da UFRN, que vem se consolidando como um dos principais polos de difusão da música de concerto no Rio Grande do Norte. A Temporada 2026 é realizada pela Filarmônica UFRN, EMUFRN, UFRN e PROEX, com patrocínio da Caixa Assistencial Universitária do RN (CAURN) e do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), produção da Da Capo Produções...

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Vozes Femininas: projeto une arte, cultura e memória para homenagear mulheres potiguares

Redação

Valorizar e dar visibilidade às contribuições históricas e contemporâneas das mulheres do Rio Grande do Norte, destacando trajetórias que marcaram a cultura, a política, a educação e a vida social do estado. Esse é o objetivo do projeto Vozes Femininas, que será lançado na próxima terça-feira (5), no Hotel Senac Barreira Roxa, às 8h30, com a presença de autoridades e parceiros do projeto. Na ocasião, serão apresentados editais voltados às áreas de gastronomia, moda e artesanato, desenvolvidos em parceria com o Sebrae/RN, além do primeiro encontro do Ciclo de Palestras “Caminhos de Coragem”, com a participação de Márcia Maia e Magnólia Figueiredo, entre outras pioneiras da atualidade. As ações marcam o início de uma agenda que se estende ao longo de todo o mês de maio e compreende atividades culturais e formativas em diferentes espaços. O projeto conecta passado, presente e futuro por meio de iniciativas que envolvem artes visuais, música, moda, artesanato e gastronomia, além de palestras, rodas de conversa, oficinas e apresentações artísticas. A ideia, segundo Ana Maria Costa, é preservar memórias, reconhecer legados invisibilizados e inspirar novas gerações a partir de histórias de pioneirismo, coragem e transformação social. “Dar voz às mulheres do RN é honrar histórias silenciadas e acender futuros possíveis. Que cada mulher se reconheça nessa luta, se aproprie desse espaço e transforme sua voz em coragem, presença e legado”, diz Ana Maria Costa. Além dela, o Vozes Femininas é idealizado e realizado por Ana Guedes e Tatiane Fernandes, que assinam a concepção e coordenação do projeto.  A programação inclui a instalação “Legados de Coragem do RN – Vozes Femininas”, que vai destacar em informações e imagens a essência do legado de 12 mulheres potiguares pioneiras em diferentes áreas, como educação, literatura, política, cidadania, cultura e resistência indígena. A instalação de lançamento ficará em cartaz de 15 maio a 15 junho, no mall do Natal Shopping, com visitação gratuita. E depois seguirá para novos espaços, em Natal e nas cidades onde as homenageadas nasceram. A agenda também contempla outros dois encontros do ciclo de palestras, com debates sobre o legado feminino no estado em temas como artes, gestão pública, ancestralidade, pioneirismo, diversidade e empreendedorismo. Os encontros serão realizados em Natal e Mossoró, sendo uma edição voltada a mulheres empreendedoras, pioneiras nos mais diversos segmentos. No campo da formação, o projeto vai realizar um circuito de rodas de conversa com estudantes de escolas públicas potiguares, em...

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Chico César fará em Natal show de lançamento de seu novo disco, “FOFO”

Redação

Apresentação será dia 8 de maio, 21h, no Teatro Riachuelo. Décimo primeiro álbum da carreira do artista traz canções nunca gravadas, compostas em sua juventude Após dez trabalhos autorais, “FOFO” é o primeiro disco em que o cantor e compositor Chico César volta ao tempo de sua juventude, dando voz a composições escritas em sua passagem pela banda Jaguaribe Carne, quando morou em João Pessoa, e também na chegada a São Paulo. O show, com Chico e seu violão em cena, será dia 8 de maio no Teatro Riachuelo. Com seu 11º álbum gravado em estúdio, o músico celebra um marco pessoal e artístico que sintetiza vivências, conquistas e redescobertas. Nunca gravadas, todas as 16 faixas do projeto – letra e música – são assinadas por ele. Exceto três: uma parceria com Pedro Osmar, outra com Paulo Ró (integrantes do Jaguaribe Carne). A terceira é em parceria com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Do livro dela Americanah, Chico tirou o mote da canção que dá título a seu disco: “Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida”. O disco “FOFO”, ainda sem data de lançamento, chega em formato voz e violão, assim como foi gravado “Aos Vivos” (1995), álbum que marcou a estreia de Chico César na música brasileira e o consolidou como um dos grandes nomes da música nacional e internacional, levando suas composições para palcos de diferentes partes do mundo. A sonoridade do álbum é densa, marcada pelo experimentalismo e uma certa angústia típica da juventude em meio ao ambiente político e existencial da época Sabendo disso, “FOFO” termina por ser uma reverência do artista, agora em sua maturidade, ao jovem e inquieto Chico César. É um convite para seu público conhecer suas origens nessa viagem musical com ele. Chico César Chico César é um dos nomes mais inventivos e multifacetados da música brasileira. Cantor, compositor, escritor e jornalista, ele desafia rótulos e convenções, criando uma obra singular que mistura ritmos regionais, poesia afiada e uma visão de mundo profundamente humanista. Emergiu no cenário musical brasileiro nos anos 1990, trazendo uma sonoridade fresca e uma abordagem lírica que trazia humor, crítica social e uma profunda sensibilidade poética. Seu álbum de estreia, “Aos Vivos” (1995), já anunciava sua originalidade, com canções como “Mama África” e “À Primeira Vista”, que se tornaram hinos de resistência e celebração da diversidade cultural. Sua música...

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20/02/2019|

A Casa de Cultura Popular de Macaíba Palácio Nair de Andrade Mesquita, apresenta nesta quarta-feira (20) a partir das 08:00hs o espetáculo de dança contemporânea ‘Desafio da Cadeira’, com o grupo corpo criativo. O Governo do Estado, com a Fundação José Augusto e através das Casas de Cultura Popular, proporcionando cidadania cultural ao povo do Rio Grande do Norte.

Bloco do Magão e Bloco de Petrópolis se unem em prévia carnavalesca nesta sexta

19/02/2019|

Tradicional prévia do carnaval natalense, o Bloco de Petrópolis resolveu convocar a turma que comanda a Ala Ursa de Caicó para um encontro de blocos, como preza a tradição dos melhores entrudos. O resultado é uma prévia que contará com desfile aberto e festa de clube, na próxima sexta-feira, dia 22 de fevereiro, a partir das 18h na av. Rodrigues Alves, Tirol. A parceria entre o Bloco do Magão e o Bloco de Petrópolis contará com concentração aberta ao público em frente à sede social do América, às 18h, e depois cortejo até a festa no Clube de Radioamadores. A trilha sonora ficará por conta do forró da banda Circuito Musical, o pagode do Grupo Mesa Doze e os frevos da Orquestra do Magão. Já o desfile será com a Banda do Magão, com presença do fundador do bloco. Os ingressos estão à venda na loja Bransk Midway e na plataforma www.outgocom.br. Até esta terça-feira (19/2) o valor com desconto é, inteira: R$ 80 | Meia/social + 1kg de feijão ou arroz (R$ 40,00). Na Bransk Midway ou Outgo. Info.: 9418-9794. BLOCO DO MAGÃO O Bloco do Magão é uma tradição do carnaval de Caicó desde os anos 80 e...

duo cello e piano

19/02/2019|

Clássicos do rock e do pop executados no violoncelo e no piano é o que promete o Duo Rock Cello & Piano, no Som da Mata no final da tarde deste domingo (24), às 16h30. O evento é gratuito, mas para ter acesso ao Parque das Dunas é cobrado a taxa de R$ 1. Formado pelo violoncelista Júlio Freitas e pelo pianista Thiago Santos, o duo foi idealizado para inovar o cenário artístico-musical de Natal ao interpretar clássicos de bandas como Queen, Guns in Roses, Beatles e Coldplay por meio desses instrumentos, que são mais utilizados na música erudita. Nesse show, a dupla conta com a participação do percussionista Fernando Menino. Já vi o show deles, sem a inserção dessa percussão, e naquela aura verde, com aquela acústica do Parque das Dunas, deve casar muito bem. SERVIÇO Show: Duo Rock Cello & Piano Local: Anfiteatro Pau-Brasil | Parque das Dunas Onde: AV. Alexandrino de Alencar, S/Nº – Tirol Dia: 24 de fevereiro Hora: 16H30 Acesso ao Parque: R$ 1,00 (UM REAL) – o espetáculo é gratuito FOTO: Tiago Lima

19/02/2019|

Pelo terceiro ano consecutivo ocorrerá na próxima quinta-feira (21), às 9h, no Hospital Infantil Varela Santiago, o projeto Folia Viva, idealizado pela Fundação José Augusto (FJA) e que leva um pouco da folia de Momo para as crianças que estão em tratamento no hospital filantrópico que é referência no Estado no tratamento de câncer infantil. Nesse ano os responsáveis pela animação serão a Banda Clarin Kids e KL Animações Artísticas e também haverá maquiagem facial, realizada pela funcionária da FJA, artista plástica e voluntária do projeto Socorro Soares. O Projeto Vila Folia é integrado ao Carnaval da Meninada, que ocorrerá na semana seguinte, na Cidade da Criança. “As crianças que precisam de tratamento tendem a ficar isoladas das festividades e de grandes aglomerações. Então, essa iniciativa é um modo que encontramos de lhes oferecer um pouco de alegria, sem que elas precisem se expor. Para nós esse é um projeto que nos traz muita satisfação”, afirmou Áglia Revoredo, subcoordenadora da Cidade da Criança. O Carnaval da Meninada ocorrerá no dia 24 de fevereiro, a partir das 15h, na Cidade da Criança. E contará com as atrações para animar o Bloco Pintando o Set: Banda Clarin Kiss, Clube de Frevo Aurora...

Prazo para votação do Troféu Cultura 2018 ganha mais uma semana

19/02/2019|

O prazo de votação para definir os cinco mais votados pelo público em cada categoria da 15ª edição do Troféu Cultura ganhará mais uma semana. O sistema de votação seria suspenso à meia noite desta terça-feira (19) e passa, agora, a valer até o dia 26 de fevereiro. O adiamento foi motivado por outra mudança. A solenidade de entrega dos troféus, antes anunciada para 12 de março, será realizada no dia 2 de abril, no mesmo palco do Teatro Riachuelo. Essa alteração foi necessária em razão de problemas médicos do idealizador do evento, o jornalista Toinho Silveira. “Para que a participação do público não fique tão longe da data de entrega dos troféus, a coordenação do evento achou melhor adiar pelo menos mais uma semana esse prazo de votação. Depois iremos confeccionar material de divulgação com os selecionados e correr atrás dos jurados para definir os vencedores”, frisou Toinho Silveira. As atrações, o formato e outros detalhes de produção ainda estão sendo definidos pela produção. Por hora, estão confirmados os homenageados deste ano: o ator e transformista Zezo, que dará nome ao Troféu, e a homenagem em vida para a cantora Glorinha Oliveira, no alto dos seus 93 anos. Patrocínio...

ompa top

18/02/2019|

A quarta-feira mais movimentada da cidade aumenta o ritmo nesta semana e adentra de vez à festa de Momo com várias atrações na programação do projeto Quartas Konectadas – as prévias carnavalescas antes do ponto máximo com a irreverências do bloco As Kengas, no domingo de carnaval. Para esta quarta (20), uma tríplice atração: o showzaço contagiante da cantora Jaina Elne, a animação com frevos e marchinhas da Orquestra do Papão, e ainda o lançamento do single ‘Me Conectar’, na voz da cantora trans Ompa Top. Tudo a partir das 20h no Bardallos Comida e Arte e com acesso gratuito. QUEM É OMPA TOP Ompa é a singularidade harmônica de todas as coisas e Top é a representatividade artística de como todas as coisas do universo são, Ompa Top. A sigla Ompa é o encontro híbrido entre a diversidade humana, o universo artístico cultural e o campo harmônico magnetizado por diversas habilidades divinas. O caminho dessa união torna claro a arte unificada no espaço e a utopia pelos sons reais que vem do universo ideológico. A Ompa Top é formada por bases cristalizadas de fogo que queima e bebe do poder da arte. Seu som no mundo ecoa infinitas vibrações...

entre nós coletivo

18/02/2019|

Nesta sexta-feira, a companhia de dança contemporânea, Entre Nós Coletivo de Criação, promove no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, ensaio aberto do novo trabalho assinado pelo premiado coreógrafo, Henrique Rodovalho. O ensaio acontece a partir das 18h. O coreógrafo da premiada Quasar Companhia de Dança (Goiânia) tem trabalhado na construção do trabalho intitulado ‘Querendo’ desde o começo de fevereiro. Nesta montagem, o Entre Nós Coletivo de Criação tem no elenco João Alexandre, Thazio Menezes, Anádria Rassyne e Ewerton Domingos. Somam-se aos potiguares, os bailarinos Rafael Abreu e Priscila Ribeiro da Virtual Companhia de Dança (São Paulo). QUERENDO ‘Querendo’ fala sobre a tentativa de construir um relacionamento amoroso, os encontros e desencontros, os interesses paralelos que atrapalham a jornada e a necessidade de entender o outro. O trabalho tem produção e iluminação de Marcelo Zamora, trilha sonora original de Danilo Guanais e direção de Diana Fontes. Os interessados em participar do ensaio aberto devem enviar nome completo para o email es*****************@***il.com até o dia 21. A estreia do espetáculo será dia 15 de abril no Teatro Riachuelo, na abertura do Encontro de Dança, ao lado da companhia Focus (Rio de Janeiro).

Chegança de Barra de Cunhau

18/02/2019|

O diretor geral da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto se reuniu com integrantes do grupo Chegança de Barra do Cunhaú, em Canguaretama neste último domingo. Durante o encontro, que contou com a presença do pesquisador Severino Vicente, o gestor levantou as principais necessidades do grupo, beneficiado pelo Registro do Patrimônio Vivo (RPV), como transporte, incentivos, materiais, cursos de artes e inscrições em editais, além da situação da sede. Esse grupo de Chegança, assim como o Fandango também de Canguaretama e ainda o Caboclinhos de Ceará-Mirim, sempre foram muito enaltecidos pelo folclorista Deífilo Gurgel como os mais originais do Brasil. Faz uma década escrevi esse texto abaixo para o Diário de Natal. Visitei o grupo, acompanhado de Deífilo e também de Severino Vicente. E já naquela época a Chegança carecia de incentivos. Confiram: Lei do Patrimônio Vivo contempla a Chegança de Barra de Cunhaú Batalhas navais entre mouros e cristãos travadas no início do milênio passado ainda são encenadas no Rio Grande do Norte. A época das Cruzadas originadas na Península Ibérica é revivida em canto e enredo. E não provém da recriação pontual baseada em pesquisas históricas de algum grupo teatral ou mesmo da voz aguda da maior romanceira do...

burburinho festival de artes

18/02/2019|

O Burburinho Festival de Artes chega a sua terceira edição mantendo o foco na integração de diversos segmentos artísticos, oferecendo ao público potiguar uma programação cultural de qualidade, com acesso gratuito e de classificação livre. O festival acontece nesta sexta, sábado e domingo, no Bosque das Mangueiras, a partir das 14h. O Burburinho é mais do que um evento de entretenimento, o Festival busca a cada edição se renovar, pautar novidades em seu modo de produção e comunicação, pois a organização entende que o mais importante do projeto é proporcionar um ambiente de experiências, sejam elas artísticas, sociais, econômicas ou de lazer. A programação, selecionada via edital, terá espetáculos de dança e artes cênicas, atrações musicais, mostra de cinema (com curtas potiguares), sarau e oficinas de origami, stencil e turbante. Na categoria dança foram selecionados os espetáculos: Tromba / Salão – Entre Nós Coletivo de Criação, Sem Conservantes – Cia. Giradança e Um de Nós – Cia. de Dança do Teatro Alberto Maranhão. Na categoria Teatro foram selecionados os espetáculos: Mono Circo – Grock Entretenimento, Sal, Menino Mar – Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias e A Fuga do Espelho – Tropa Trupe. Na categoria audiovisual serão exibidos...

seu pernambuco, aos 90 anos

17/02/2019|

A mescla entre romance e realismo vivida pelo pescador Santiago consagrou O Velho e o Mar, de Hernest Hemingway. E se a arte imita a vida, aqueles mesmos mares literários do velho Santiago, que também já viram o capitão Ahab contra a grande baleia branca de Melville, deságuam em cada beirada de praia, onde pescadores da vida real lutam contra os dissabores do cotidiano. No caso de Edson Ferreira Machado, o mar sempre foi berço, herança e sustento. O apelido Pernambuco chegou depois, quando se acomodou ao Canto do Mangue. E nisso se vai mais de meio século de um velho e seu mar. Pernambuco – o Estado – ficou na lembrança e no nome, incorporado ao dia-a-dia na Praça do Sol. Também ficou para trás a infância, no município de Goiana; o tresmalho usado na pesca desde os sete anos; o sol a pino como teto da jangada do pai; a família de oito irmãos mais novos e a vida dura de menino-homem, de filho e neto de pescador. “Naquela época, em Goiana, a gente trocava peixe por café, farinha e açúcar porque não tinha a quem vender. Era uma ou duas casas de taipa e outras poucas mais...

17/02/2019|

Do galope alagoano. “Quando o sol vai se deitando Nas quebradas do Poente, E as nuvens cor de chumbo Tomam conta do Nascente, Eu penso na minha vida Mesmo sem estar doente, Que o fim da tarde parece O fim da vida da gente”. Pois é. Estamos todos, ou alguns poucos, a contemplar o ocaso da Inteligência que se debruça nas quebradas do Ocidente. E dá pena; não, cansaço, continuar a escrever na língua de Camões. “O fraco rei faz fraca a forte gente”. Quantos ocasos da forte gente? Inúmeros. Quantas auroras dos fracos reis? Incontáveis. Será mesmo que há forte Gente, seu Luiz de Vaz? Ou só fracos reis? “As coisas impossíveis, melhor esquecê-las do que desejá-las”. Disse você, negando a atração do pronome, para ganhar na sonoridade. Mas a fêmea do papa-sebo voltou ao ninho. E eu aqui triste, pensando na morte iminente dos filhotes.

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Sergio Vilar
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