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françois silvestre

Nem acadêmico nem academia

Sérgio Vilar publicou no Papo Cultura uma hipotética academia de letras, em cuja relação consta meu nome. É uma brincadeira e encaro com tal. Mas foi assim que respondi a

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Mostra individual de Janderson Azevedo mergulha em questões urgentes do presente

Redação

A Pinacoteca abre, neste sábado (9) às 10h, a exposição “Contra a Máquina de Moer Mundos”. Esta é a primeira mostra individual do artista visual potiguar Janderson Azevedo. A exposição reúne um conjunto inédito de trabalhos recentes e ocupa o espaço com obras que atravessam instalação, fotoperformance, videoperformance e objetos. A proposta é construir uma experiência imersiva e crítica, em que o público é atravessado por imagens, matérias e situações que tensionam o presente. Com curadoria de Sanzia Pinheiro, a mostra articula questões urgentes do presente, como disputa por território, exploração de recursos naturais, violência política e formas contemporâneas de controle da vida. O público é convocado a se implicar na experiência, a partir da escuta e da percepção. Ao mobilizar materiais como minerais, concreto, água e resíduos, o artista constrói obras que evidenciam processos históricos ainda em curso. A exposição se organiza em torno de ideias como corrosão, ruína e resistência. As obras tensionam permanência e colapso e revelam marcas de um mundo em disputa. Como afirma a curadora, a exposição “enfrenta as engrenagens que naturalizam a violência e transformam a vida em recurso, ao mesmo tempo em que cria imagens que interrompem esse fluxo e devolvem complexidade ao que se tenta simplificar”. “Contra a Máquina de Moer Mundos” não se limita ao diagnóstico da crise. A exposição propõe um encontro direto com as fraturas do mundo contemporâneo e com as forças que se recusam a ser absorvidas por elas. Entre desgaste e insurgência, o trabalho de Janderson Azevedo abre espaço para pensar outras formas de existência, relação e futuro. Sobre o artista Janderson Azevedo é artista visual, performer, diretor de arte e produtor cultural. É formado em Artes Visuais pela UFRN desde 2023. Sua prática articula criação artística e atuação técnica no campo da arte contemporânea. Atua com montagem, marcenaria e desenvolvimento de projetos, através da sua produtora, a Vermelho Arte Produção. Participou de exposições e ações artísticas no Rio Grande do Norte e em outros estados do Nordeste. Sua produção investiga relações entre matéria, território e processos sociais. Serviço: Exposição: Contra a Máquina de Moer MundosAbertura: 09 de maio de 2026, às 10hLocal: Pinacoteca do Estado do Rio Grande do NorteEndereço: Praça Sete de Setembro, Cidade Alta, Natal/RNEntrada: gratuita Ficha técnica Artista expositor: Janderson AzevedoCuradoria: Sanzia PinheiroProdução executiva: Paulo DemétrioAssistente de produção: Maria Júlia BarbosaExpografia e montagem: Vermelho Arte ProduçãoAcessibilidade: Recria Acessibilidade Esse projeto conta com a...

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Documentário resgata a memória de Parnamirim

Redação

Qual a história da cidade de Parnamirim para além da ligação histórica com a Segunda Guerra? O documentário “Parnamirim na Memória do Povo”, surge para responder essa pergunta e para resgatar a história esquecida da cidade. A obra será exibida na Escola Estadual Roberto Rodrigues Krause às 18h30 e também contará com a exibição aberta no YouTube durante todo o final de semana (sexta, sábado e domingo).  Idealizado com o objetivo de preservar e valorizar a memória coletiva de Parnamirim, revelando aspectos culturais, tradições, costumes e eventos históricos que moldaram a identidade da cidade e promovendo o sentimento de pertencimento, o projeto busca não apenas resgatar a história local, mas também fortalecer a importância da preservação da memória cultural, incentivando a participação ativa dos cidadãos na construção da memória coletiva de Parnamirim. A escritora e produtora cultural Dandara Dias explica que o projeto surgiu a partir de uma inquietação pessoal diante da ausência de registros sobre a história da cidade. “A ideia do documentário nasce do fato de que a história de Parnamirim costuma ser contada quase exclusivamente a partir da Segunda Guerra Mundial, com foco nos militares e no ‘Trampolim da Vitória’, como se esse fosse o ponto de origem da cidade. No entanto, sabemos que, antes da chegada dos portugueses ao Brasil, já existiam os povos originários. Em Parnamirim, essas histórias foram apagadas ou não foram registradas. O que havia antes da Segunda Guerra Mundial? O que acontecia nesse território? Temos poucas respostas, justamente pela falta desses recortes históricos”, aponta Dandara.  Segundo Dandara, o curta-documentário busca ampliar essa perspectiva e construir novas formas de memória. “A proposta é criar registros que não estejam centrados apenas em narrativas militaristas. Existe um cansaço em relação a esse olhar único sobre a cidade. Queremos novas memórias, outras formas de contar a nossa história, e isso é possível.” A produtora destaca que o projeto pretende funcionar como um registro de histórias frequentemente esquecidas, valorizando diferentes vivências e trajetórias. “A ideia é documentar a cidade a partir de pessoas que nem sempre ocupam cargos de destaque, mas que são fundamentais para a construção da identidade local, moradores de periferias, artistas e representantes de diversos segmentos.” Ela também afirma que espera que a iniciativa inspire outras cidades. “Se o projeto for bem recebido, a expectativa é que outras localidades desenvolvam propostas semelhantes, registrando suas histórias a partir de perspectivas mais plurais. É uma forma...

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Caio Padilha lança campanha coletiva para viabilizar projeto musical Cordel de Couro e Crina

Redação

Um belo dia, dois rabequeiros — um do Norte de Minas e outro de Natal — descobriram, no Rio de Janeiro, quase por acaso, que moravam no mesmo prédio. O encontro no elevador entre Caio Padilha e Guilherme Pimenta não deu origem apenas a uma amizade, mas também a uma parceria musical que agora se concretiza no projeto Cordel de Couro e Crina. Com trajetórias consolidadas como compositores, pesquisadores e instrumentistas, os dois artistas se unem para investigar e reinventar o universo da rabeca e do forró pé de serra, colocando lado a lado repertórios tradicionais e criações inéditas. A crina dos arcos das rabecas se mistura ao couro das percussões para acompanhar e enfeitar a poesia das letras, criando uma sonoridade que dialoga com a tradição popular e ao mesmo tempo aponta para novos caminhos. Trançando uma rede O financiamento coletivo permitirá realizar um grande encontro musical no Rio de Janeiro, que culminará na gravação ao vivo do primeiro disco do projeto, reunindo convidados especiais e público presente. Mais do que um espetáculo, o projeto propõe uma experiência cultural completa, com atividades abertas ao público que exploram diferentes dimensões da rabeca brasileira: música, oralidade, memória e formação. Participar da campanha é ajudar a transformar esse encontro em disco, pesquisa e circulação cultural. Por que entrar nesse cordel? Desde que o escritor e pesquisador Mário de Andrade destacou a música como elemento central da cultura brasileira, o repertório de mestres rabequeiros passou a ser reconhecido como patrimônio cultural. Mais recentemente, a salvaguarda das Matrizes Tradicionais do Forró pelo IPHAN reforçou a importância desse universo musical para a história da música popular brasileira. Nesse contexto, a rabeca permanece como instrumento fundamental nas formas de produção e circulação dessas tradições. Ao longo do século XX, a rabeca inspirou diferentes movimentos estéticos e artísticos ligados à ideia de brasilidade. Compositores e intérpretes como Guerra-Peixe, Antônio Nóbrega, Eduardo Gramani e diversos músicos populares dialogaram com essas tradições, expandindo o repertório e as possibilidades do instrumento. O projeto Cordel de Couro e Crina se insere nessa longa trajetória. Ao reunir pesquisa acadêmica, criação musical e performance, ele propõe atualizar a escuta destes repertórios no século XXI — valorizando tanto a memória dos mestres quanto a criação contemporânea. Seu apoio ajuda a registrar esse encontro em disco, ampliar o alcance dessas pesquisas e fortalecer a presença da rabeca na cena musical brasileira. Sua empresa no cordel...

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Casa Impacto Natal abre as portas para artistas como novo polo cultural em Ponta Negra

Redação

A Casa Impacto Natal, o primeiro núcleo itinerante de design social do Brasil, anuncia a abertura de suas portas para artistas, produtores culturais, escritores, artesãos e criativos de Natal apresentarem seus projetos. Instalada em um contêiner marítimo artesanalmente repaginado na Avenida Praia de Ponta Negra, a Casa busca propostas que desejem ocupar esse espaço inovador com lançamentos e eventos culturais entre os meses de maio e junho de 2026, sem nenhum custo. Idealizada pela designer social e empreendedora Cris Ribeiro, a Casa Impacto funciona como uma “vitrine viva” da identidade potiguar. Após o sucesso da estreia com a mostra “Natal, Original é Ser”, o espaço agora convoca projetos que enalteçam a cultura local, o impacto social e a inclusão. Os interessados têm até o dia 07 de maio de 2026 para enviar suas propostas e projetos criativos. O foco são iniciativas que dialoguem com a essência do negócio social Lugares de Charme, que há 15 anos promove a prosperidade com dignidade através da economia criativa e do bem-estar. A Divulgação da agenda oficial acontecerá a partir de 09 de maio e o Contato para inscrições: pr********************@***il.com A Casa Impacto não é apenas um local de eventos, mas o ápice de 21 anos de experiência de Cris Ribeiro com comunidades e coletivos de mulheres. Única designer social em atividade no Rio Grande do Norte, Cris transformou o contêiner em um ponto de encontro que já reúne mais de 130 colaboradores diretos, entre artesãs e artistas. “A Casa Impacto é um convite para ‘ser’ conosco. Queremos projetos que tragam essa força da identidade natalense original, unindo o design autoral à nossa história”, afirma Cris Ribeiro. Atualmente, quem visita o local pode conferir peças em crochê, trançado de palha de coqueiro e bordados que contam a história de Natal, a “cidade dos encontros”, sob uma perspectiva de design afetivo e circular. A Cada Impacto Natal conta com o patrocínio da Prefeitura de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Funcart, Colégio CEI, UnimedNatal, Projeto Lugares de Chame. O apoio Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres – SEMUL; Restaurante Camarões; SESI/RN; SETUR; Tintas Suvinil; B3 Distribuições; Mercado da Agricultura Familiar; Predesign Premoldados e Brisanet.

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Xilo de corda: Monte das Gameleiras recebe projeto de valorização da xilogravura a partir desta segunda

Redação

Durante duas semanas, os artesãos de Monte das Gameleiras vão ter a oportunidade de aprender sobre a arte da xilogravura. O projeto “Xilo de Corda – Empreendendo pela Xilogravura”, inicia nesta segunda (4) na zona rural da cidade, uma série de oficinas formativas ministradas pelo arte educador e artista visual Douglas Buso. O projeto fortalece o processo de criação e produção, possibilitando a aplicação dessa técnica na elaboração de produtos como gravuras, camisetas e ecobags, ampliando as possibilidades de geração de renda e diversificação da produção artesanal local. A Xilogravura é a arte de entalhar com uso de madeira. Com ela é possível formar imagens, criar desenhos, onde os relevos que se formam podem imprimir como um carimbo a gravura no suporte. A primeira semana de oficinas acontece entre os dias 4 e 8 de maio, para o grupo de artesãos do Sítio Jacu de Órfãos, Zona Rural de Monte das Gameleiras. A segunda oficina acontece entre os dias 18 e 22 de maio, na Biblioteca Pública Municipal João Delmiro de Souza, Centro – Monte das Gameleiras. As inscrições estão sendo realizadas pela prefeitura municipal e são totalmente gratuitas. Ao todo, cerca de 30 artesãos (homens e mulheres) devem participar das atividades na cidade.

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Filarmônica UFRN reúne obras de Turina, Guerra-Peixe e Manuel de Falla em Natal neste sábado

Redação

A Filarmônica UFRN convida o público para o concerto “Candeias”, que será apresentado no próximo sábado, 9 de maio, em duas sessões, às 18h e às 20h, no Auditório Onofre Lopes, em Natal. Sob a regência do maestro André Muniz, a apresentação reúne um programa que articula referências da tradição musical ibérica com desdobramentos na música de concerto brasileira. Ingressos disponíveis pelo Sympla na quarta-feira, 06 de maio, às 8h sympla.com.br/evento/concerto-candeias-filarmonica-ufrn/3410896?referrer=www.google.com e no local, no dia do evento, com distribuição 1h antes de cada sessão.  Mais do que uma sucessão de obras, o concerto se configura como um percurso sensível de escuta, no qual memória, identidade e transformação dialogam de forma contínua. A proposta evidencia como as heranças musicais atravessam culturas e se reinventam, criando uma experiência que conecta o público tanto no plano cultural quanto no sensorial. A noite contará com a participação do violinista Rucker Bezerra como solista convidado. Reconhecido por sua expressividade e apuro interpretativo, o músico conduz o público por uma narrativa musical que valoriza nuances tímbricas e intensidade emocional. O repertório reflete diferentes formas de apropriação e reinvenção desse universo sonoro. A suíte Danzas fantásticas, de Joaquín Turina, abre o programa com uma escrita orquestral vibrante, marcada por ritmos incisivos e cores tipicamente espanholas. Em seguida, o Concertino para violino, de César Guerra-Peixe, desloca essa matriz estética para o contexto brasileiro, incorporando elementos populares a uma linguagem de concerto refinada. Encerrando a noite, El amor brujo, de Manuel de Falla, tensiona tradição e modernidade ao evocar o imaginário flamenco e a cultura andaluza. Mais do que evidenciar afinidades estéticas, “Candeias” organiza uma experiência de escuta pautada pelo reconhecimento e pela transformação. Gestos musicais recorrentes, como padrões rítmicos, inflexões melódicas e texturas sonoras, despertam no ouvinte uma sensação de familiaridade, mesmo diante do inédito. É nesse entrelaçamento entre herança histórica e memória afetiva que o concerto se estrutura, convidando o público a uma imersão que transita entre o campo cultural e o sensorial. As apresentações acontecem no Auditório Onofre Lopes, espaço vinculado à Escola de Música da UFRN, que vem se consolidando como um dos principais polos de difusão da música de concerto no Rio Grande do Norte. A Temporada 2026 é realizada pela Filarmônica UFRN, EMUFRN, UFRN e PROEX, com patrocínio da Caixa Assistencial Universitária do RN (CAURN) e do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT/RN), produção da Da Capo Produções...

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Vozes Femininas: projeto une arte, cultura e memória para homenagear mulheres potiguares

Redação

Valorizar e dar visibilidade às contribuições históricas e contemporâneas das mulheres do Rio Grande do Norte, destacando trajetórias que marcaram a cultura, a política, a educação e a vida social do estado. Esse é o objetivo do projeto Vozes Femininas, que será lançado na próxima terça-feira (5), no Hotel Senac Barreira Roxa, às 8h30, com a presença de autoridades e parceiros do projeto. Na ocasião, serão apresentados editais voltados às áreas de gastronomia, moda e artesanato, desenvolvidos em parceria com o Sebrae/RN, além do primeiro encontro do Ciclo de Palestras “Caminhos de Coragem”, com a participação de Márcia Maia e Magnólia Figueiredo, entre outras pioneiras da atualidade. As ações marcam o início de uma agenda que se estende ao longo de todo o mês de maio e compreende atividades culturais e formativas em diferentes espaços. O projeto conecta passado, presente e futuro por meio de iniciativas que envolvem artes visuais, música, moda, artesanato e gastronomia, além de palestras, rodas de conversa, oficinas e apresentações artísticas. A ideia, segundo Ana Maria Costa, é preservar memórias, reconhecer legados invisibilizados e inspirar novas gerações a partir de histórias de pioneirismo, coragem e transformação social. “Dar voz às mulheres do RN é honrar histórias silenciadas e acender futuros possíveis. Que cada mulher se reconheça nessa luta, se aproprie desse espaço e transforme sua voz em coragem, presença e legado”, diz Ana Maria Costa. Além dela, o Vozes Femininas é idealizado e realizado por Ana Guedes e Tatiane Fernandes, que assinam a concepção e coordenação do projeto.  A programação inclui a instalação “Legados de Coragem do RN – Vozes Femininas”, que vai destacar em informações e imagens a essência do legado de 12 mulheres potiguares pioneiras em diferentes áreas, como educação, literatura, política, cidadania, cultura e resistência indígena. A instalação de lançamento ficará em cartaz de 15 maio a 15 junho, no mall do Natal Shopping, com visitação gratuita. E depois seguirá para novos espaços, em Natal e nas cidades onde as homenageadas nasceram. A agenda também contempla outros dois encontros do ciclo de palestras, com debates sobre o legado feminino no estado em temas como artes, gestão pública, ancestralidade, pioneirismo, diversidade e empreendedorismo. Os encontros serão realizados em Natal e Mossoró, sendo uma edição voltada a mulheres empreendedoras, pioneiras nos mais diversos segmentos. No campo da formação, o projeto vai realizar um circuito de rodas de conversa com estudantes de escolas públicas potiguares, em...

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Chico César fará em Natal show de lançamento de seu novo disco, “FOFO”

Redação

Apresentação será dia 8 de maio, 21h, no Teatro Riachuelo. Décimo primeiro álbum da carreira do artista traz canções nunca gravadas, compostas em sua juventude Após dez trabalhos autorais, “FOFO” é o primeiro disco em que o cantor e compositor Chico César volta ao tempo de sua juventude, dando voz a composições escritas em sua passagem pela banda Jaguaribe Carne, quando morou em João Pessoa, e também na chegada a São Paulo. O show, com Chico e seu violão em cena, será dia 8 de maio no Teatro Riachuelo. Com seu 11º álbum gravado em estúdio, o músico celebra um marco pessoal e artístico que sintetiza vivências, conquistas e redescobertas. Nunca gravadas, todas as 16 faixas do projeto – letra e música – são assinadas por ele. Exceto três: uma parceria com Pedro Osmar, outra com Paulo Ró (integrantes do Jaguaribe Carne). A terceira é em parceria com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Do livro dela Americanah, Chico tirou o mote da canção que dá título a seu disco: “Eu não quero ser fofo, eu quero ser a porra do amor de sua vida”. O disco “FOFO”, ainda sem data de lançamento, chega em formato voz e violão, assim como foi gravado “Aos Vivos” (1995), álbum que marcou a estreia de Chico César na música brasileira e o consolidou como um dos grandes nomes da música nacional e internacional, levando suas composições para palcos de diferentes partes do mundo. A sonoridade do álbum é densa, marcada pelo experimentalismo e uma certa angústia típica da juventude em meio ao ambiente político e existencial da época Sabendo disso, “FOFO” termina por ser uma reverência do artista, agora em sua maturidade, ao jovem e inquieto Chico César. É um convite para seu público conhecer suas origens nessa viagem musical com ele. Chico César Chico César é um dos nomes mais inventivos e multifacetados da música brasileira. Cantor, compositor, escritor e jornalista, ele desafia rótulos e convenções, criando uma obra singular que mistura ritmos regionais, poesia afiada e uma visão de mundo profundamente humanista. Emergiu no cenário musical brasileiro nos anos 1990, trazendo uma sonoridade fresca e uma abordagem lírica que trazia humor, crítica social e uma profunda sensibilidade poética. Seu álbum de estreia, “Aos Vivos” (1995), já anunciava sua originalidade, com canções como “Mama África” e “À Primeira Vista”, que se tornaram hinos de resistência e celebração da diversidade cultural. Sua música...

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Camerata de Vozes do RN

25/10/2018|

A Camerata de Vozes do Rio Grande do Norte, grupo administrado pela Fundação José Augusto, apresenta neste sábado, 27 de outubro, às 20h, o concerto Melodias. Sob a regência da maestrina Tércia de Souza, o grupo executa canções que vão da obra de Bach e Palestrina a Caetano Veloso e Milton Nascimento. Os ingressos estão à venda a R$ 20 na Fundação José Augusto e, no dia do concerto, na Escola de Música da UFRN, onde acontece a apresentação. O valor do ingressos inclui ainda o CD da Camerata de Vozes do Rio Grande do Norte. CAMERATA DE VOZES DO RN Fundada em junho de 2012 pelo monsenhor Pedro Ferreira, a Camerata de Vozes do RN tem agenda voltada a concertos, oficinas e apresentações didáticas, sobretudo em Escolas da Rede Pública. Dentre suas atividades, participou do Festival Internacional de Coros em Londrina (Paraná), a partir do qual fora indicada pela Confederação Brasileira de Coros para realizar intercâmbio cultural com a Holanda e a Alemanha. Participou do XVII Nordeste Cantat em Maceió, em 2016, onde também foi convidada a participar de Encontro Internacional de Corais na África. Em outubro de 2017, representou o Estado do Rio Grande do Norte na Cerimônia...

tela de socorro evangelista

25/10/2018|

A artista plástica Socorro Evangelista já tem agendada sua próxima exposição individual, intitulada “Saberes de Tradição: Cores e Poesia de Socorro Evangelista’. A vernissagem acontece nesta terça-feira (30 de outubro), às 19h, na Galeria Conviv’Art, do Núcleo de Arte e Cultura da UFRN. A exposição permanece aberta à visitação até 16 de novembro, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h. Por Vicente Vitoriano Socorro Evangelista continua nos surpreendendo ao transformar-se em suas obras e manter-se inconfundível. Suas pesquisas sempre a levam à elaboração de imagens cheias de elementos que surgem de um universo em constante mutação, que é o próprio universo criativo da artista. Nesta exposição, Socorro faz uso destas formas, marcadamente expressionistas – tanto no sentido histórico e formal deste termo, quanto no sentido de que as obras são declarações sobre o que a artista percebe e sente do mundo, de suas histórias e de suas geografias. Com isto ela afirma sua relação com esse mundo, uma relação que remete a um certo romantismo ou mesmo se apresenta densa e poeticamente romântica. Mas não se trata de um romantismo nostálgico, pois o que é aludido pelo seu temário não é presentificado apenas pela memória, é tornado concreto pelo...

Demolidor 3ª temporada

24/10/2018|

Como toda crítica, o texto contém alguns spoilers. Nada demais para o que vem a ser, talvez, a melhor das três temporadas da série Demolidor. Ou pelo menos a mais densa do ponto de vista psicológico e religioso, sem deixar as cenas de quebrapau de lado. Por essência, o advogado Matt Murdock, o Demolidor, é mentalmente perturbado pelo abandono durante a infância e adolescência. Isso ficou claro nas duas temporadas iniciais, mas nesta última, com 13 capítulos disponíveis na Netlix desde sábado, ganhou intensidade. Matt parece cansado e confuso sobre seu papel de justiceiro. A todo instante se martiriza sobre perdas de pessoas próximas e se isola com medo dos amigos Foggy e Karen também sofrerem o mesmo destino. Parece querer fugir da sua essência e, de fato, em nenhum episódio ele veste a farda do Demolidor. Na tentativa de reencontrar seu eu, ele se refugia no orfanato onde viveu sua infância. Enquanto isso, o Rei do Crime, Wilson Fisk arquiteta seu plano dominante com ajuda de um galado especialista em foder os outros por tabela, que viria a ser o Mercenário e durante boa parte da temporada, ele comanda geral. A aflição do espectador perdura bastante com esse crescimento...

franklin mário

24/10/2018|

Um grupo de artistas, entre cantores, poetas e compositores, todos com algum grau de envolvimento com a obra musical de Franklin Mário, apresentarão no palco do Acabou Chorare, neste sábado, às 20h30, o show Esperança! – Canções de Franklin Mário. Reunidos por afinidades com a obra do compositor, falecido em maio desse ano, se apresentarão individualmente ou em duetos, interpretando músicas do vasto repertório deixado pelo artista, sejam parcerias ou canções concebidas individualmente por ele. Estão elencados Samir Almeida, Antoanete Madureira, Donizete Lima, William Guedes, Antônio Ronaldo, Esso, Bob Bezerra e Amélia Freire, todos com uma relação de convívio bastante expressiva com o músico, o que resultou em muitas composições. FRANKLIN MÁRIO Franklin desenvolveu seu trabalho desde meados da década de 1980, radicado na Cidade da Esperança, zona oeste da capital potiguar, a quem retratou em muitas de suas letras, descrevendo seus tipos e aludindo a fatos e acontecimentos do lugar. Uma outra característica sempre lembrada é a importância que ele teve no estímulo ao surgimento de novos artistas no bairro, contribuindo decisivamente para o fomento ao movimento cultural que se desenrolou lá, num período efervescente que marcou época na festa da padroeira, com ações artísticas que atraíam toda a...

Espetáculo Goldfish

24/10/2018|

O espetáculo Goldfish estreia esta semana em dois locais de Natal: a Casa da Ribeira, nesta sexta-feira, e no Parque das Dunas, em formato de improvisação, no sábado. Goldfish deve ser o lembrete suave de que a violência entre os seres que respiram não justifica absolutamente nada. Esta ação é uma realização do Cena Cumplicidades com o apoio da Acción Cultural Española. O espetáculo é o resultado de uma experiencia de um e meio de convivência desenvolvido durante processo criativo dos Artistas Inflamables (Argentina, Cuba e Espanha) em Natal com o artista potiguar Alexandre Américo, resultado e objetivo da residência artística de intensa experimentação multidisciplinar (Dança, Teatro Físico, Audiovisual, Performance Arte e Música). Além do brasileiro, a apresentação conta com os bailarinos de renome internacional Luciana Croatto e Samuel Retortillo. A música será ao vivo e embalada por Oliver Ortiz. GOLDFISH NA CASA DA RIBEIRA Local: Casa da Ribeira (Rua Frei Miguelinho, Ribeira) Dia: sexta-feira (26) Hora: 20h Preço promocional: R$ 15 até o dia 25 pelo SYMPLA. No dia também será vendida inteira e meia 30/15 (Este somente no local). GOLDFISH NO PARQUE DAS DUNAS Formato experimental Local: Anfiteatro Pau-Brasil / Parque das Dunas (av. Alexandrino de Alencar, Tirol)...

a mulher monstro

23/10/2018|

Após receber o Prêmio de Melhor Monólogo do Teatro Nacional, o polêmico espetáculo A Mulher Monstro estará em cartaz no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel nesta sexta e sábado, sempre às 19h. A tragicomédia fala do preconceito, trata a atualidade político-social do Brasil através da figura de uma burguesa perseguida pela própria visão intolerante da sociedade, sem saber lidar com a solidão e as relações num tempo de ódio e corrupção vistos sem vergonha. Os famosos “prints” das redes sociais foram partida para a construção do texto, uma colagem de falas reais de figuras públicas e de anônimos, atualizando o conto “Creme de Alface” do renomado escritor gaúcho Caio Fernando Abreu. A peça aborda as barbáries sempre lidas e ouvidas de forma tão escancarada no dia a dia e, agora, acentuadas nos últimos tempos não só na internet. A criação do espetáculo começou em 2015, na efervescente crise política, financeira, ética e moral do país e estreou em 2016. Inspirado nas suas memórias da “Mulher Monga” dos parques e circos nordestinos, José Neto Barbosa aborda a intolerância, decorrente da discriminação vista e sentida no convívio social. DITADURAS DE CADA ÉPOCA O conto de Caio F. foi escrito em plena...

Festival Internacional de Cinema Infantil - FICI

23/10/2018|

Pipoca, brincadeiras e uma tela de cinema gigante. Esse é o 16º Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI que chega à capital potiguar de 26 de outubro a 04 de novembro, no Cinemark, do shopping Midway Mall, com meia-entrada (R$ 12) para todos e também sessões gratuitas para escolas públicas e projetos sociais. O FICI reúne curtas, médias e longas-metragens nacionais e internacionais de recentes lançamentos para crianças e adolescentes, com eventos que estimulam a conhecer melhor o universo do cinema. Além da exibição de mais de 100 filmes de 26 países, o Festival promove ainda o encontro das crianças com algumas profissões que tangenciam o fazer cinematográfico. SESSÕES ESPECIAIS São diversas sessões especiais focando a transversalidade de temas que podem contribuir para a formação da criançada, como A Tela na Sala de Aula, Pequeno Cientista, Pequeno Jornalista e Mostra Novos Jovens, todas com espaço para bate papo entre público e cientista, jornalista e pedagogo. E o festival apresenta também sessões de dublagem ao vivo e de acessibilidade: com audiodescrição, libras e legenda descritiva. Além disso, o festival tem o orgulho de inaugurar o seu Prêmio Acessibilidade, em parceria com a ETC Filmes, empresa que cederá três pacotes de...

Câmara Cascudo

23/10/2018|

“A Pé com Cascudo”, minicurso ministrado dentro da programação do CONIC – Congresso de Iniciação Científica do UNI-RN, será um cortejo comemorativo aos 120 anos de Câmara Cascudo realizado por meio de uma caminhada histórica na Cidade alta e na Cidade baixa. A caminhada acontecerá nesta sexta-feira, às 14h30, com ponto de partida na Praça André de Albuquerque, em frente à Igreja Matriz. O percurso terminará no Ludovicus Instituto Câmara Cascudo. A atividade tem como objetivo tratar um pouco mais sobre a história e memória da cidade de Natal e conversar sobre a grande figura histórica, da nossa cidade, que foi Câmara Cascudo. O minicurso será ministrado por Haroldo Maranhão, professor do curso de Arquitetura e Urbanismo do UNI-RN e por Marcelo Maurício, professor do curso de Direito do UNI-RN e terá como ponto de partida a praça André de Albuquerque, em frente a Igreja Matriz, e destino final o Ludovicus Instituto Câmara Cascudo. Durante o percurso, os participantes devem estar com seus Smartphones ou câmeras fotográficas a postos para fotografar trechos de elementos que chamem a atenção, pois no final haverá um concurso fotográfico, cujo resultado será divulgado no evento Semana de Urbanismo (dia 7 de novembro) O “A...

antoanete madureira

23/10/2018|

Nesta quinta-feira ocorre mais uma edição do projeto Quinta Cultural. Desta vez com a presença da cantora e compositora Antoanete Madureira e do poeta e compositor Antônio Ronaldo. O show tem início às 19h na sede do Sindicato dos Bancários, na avenida Deodoro da Fonseca, 419, Petrópolis. O acesso é gratuito. ANTOANETE MADUREIRA Antoanete Madureira é mezzo-soprano com formação em canto popular. Realiza um trabalho musical caracterizado pela preocupação em recolher e evidenciar repertórios originais e que fujam de padrões comerciais e midiáticos. No ano de 2018, sob a direção musical do maestro Eduardo Taufic, lançou o seu primeiro álbum, intitulado Virou Flor. Através deste, a cantora buscou oferecer ao público o primeiro registro fonográfico deste trabalho de pesquisa em torno da canção potiguar, seu atual objeto de estudo e atuação artística. ANTONIO RONALDO Compositor e poeta, presente na cena cultural de Natal desde os anos 1970, com destaque no movimento de Poesia Marginal, em festivais de música e poesia (anos 1980), no coletivo de Música Popular TRAMPPO – Trabalho de Música Popular Potiguar (anos 1990), Antônio Ronaldo atuou no TONUS Teatro Novo Universitário, tem músicas gravadas por dezenas de intérpretes potiguares, livros de poesia editados e cds de música...

Deífilo Gurgel

22/10/2018|

Não poderia deixar passar o aniversário de nascimento do mestre Deífilo sem a republicação desta grata entrevista que fiz com ele meses antes de sua morte, em 6 de fevereiro de 2012. Talvez a entrevista mais completa que fiz com ele. Mas o encontro que mais gosto se deu em abril de 2009, quando o pegamos em casa, no carro do Diário de Natal, para visitarmos dona Militana, romanceira descoberta por Deífilo e que ainda residia num oiteiro em São Gonçalo do Amarante. Mas a amizade com seu neto, Felipe, que morava vizinho à sua residência no Tirol, me levava sempre ao encontro dele. E foram momentos ímpares que guardo nos porões da alma com muito carinho, como foi também meu único encontro com Oswaldo Lamartine. Algum tempo depois dessa entrevista, ainda fiz outra, filmada, para um documentário sobre sua vida que nunca saiu. Talvez tenha sido a derradeira antes de seu descanso.  Por Sergio Vilar publicada em O Poti A brisa areiabranquense moldou a personalidade infantil de Deífilo Gurgel. Mas brotou dos serrotes verdejantes de Caraúbas o alumbramento poético adolescente. A sensação de vislumbre diante daquelas elevações e depressões distintas da paisagem plana de Areia Branca permanece mesmo aos...

E O GALO CANTOU

22/10/2018|

Integrando laboratórios de roteiro, mostras audiovisuais e painéis sobre o mercado cinematográfico, a primeira edição do Laboratório Criativo do Cinema Potiguar (LaP), começa nesta segunda-feira (22), no Laboratório de Comunicação da UFRN, com 5 dias intensos de programação: 17 filmes, 3 Mostras, 3 Laboratórios de Roteiro, 5 Painéis e a premiação de 15 roteiros inéditos. O destaque da edição vai para a realização dos 3 Laboratórios de Roteiro com os realizadores convidados Daniel Calil (GO), Matheus Arruda (PE), e Henrique Arruda (PE/RN), que vão orientar durante toda a semana, o desenvolvimento de 15 roteiros inéditos de jovens roteiristas. PROGRAMAÇÃO GRATUITA Na programação, aberta ao público e gratuita, o destaque vai para a quinta-feira (25), a partir das 14h, quando serão realizados os painéis sobre diversos setores do mercado cinematográfico, evidenciando temas, como “Produção Executiva e Suas Perspectivas” (Teca Duarte); “ Escrevendo para a TV: A Experiência de Telefilmes e Séries” (Daniel Calil) e “A Preparação de Elenco e seus Desafios” (Marcia Lohss). Entre as exibições, a Mostra #CineResistência, após receber 86 inscrições vindas de todo o país, leva até a tela do LaP, 11 curtas-metragens realizados por ou que dão voz à mulheres; negros; LGBTQ+; vidas periféricas, vítimas da Ditadura....

sergio caetano

22/10/2018|

O livro ‘A Maioria das Cores. Lamentos e Empoderamento’ foi concebido no início de 2014 e finalizado em 2018, idealizado e escrito por Sérgio Caetano. Propõe a ser uma obra colaborativa pois aglutina profissionais de outras áreas para que o resultado seja, além de um livro de poemas, um acervo de arte e cultura feito por muitas mãos e olhares. O livro traz poemas que retratam o dia a dia do negro na sociedade. Aborda através do olhar e da vivência do autor, bem como de relatos familiares e de amigos temas como o racismo no Brasil, o empoderamento feminino da mulher negra, a aceitação da beleza negra, a religião, e os costumes do povo negro. As cores dos Lamentos e do Empoderamento – O livro traz fotografias de Andrerson Manabull, fotógrafo baiano especializado em retratar o povo negro. – Fotografias também de Ernani Silveira, profissional de cinema e audiovisual do RN – as fotos cedidas por ele fazem parte do acervo do artista numa viagem que fez para Senegal, Cabo Verde e Angola. – Desenhos de Diana Campos, arquiteta, fomentadora e produtora de cultura na cidade de Natal através do Abayomi Espaços Compartilhados. – Ilustrações de Neyse Barros que...

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