clara schumann

Filarmônica UFRN relembrará, neste sábado, o triângulo amoroso mais famoso da música clássica

Sérgio Vilar10 de setembro de 2019Agenda, , Image

A Filarmônica UFRN apresenta neste sábado um concerto especial em comemoração ao bicentenário de nascimento da compositora Clara Schumann, com a participação de dois músicos chineses. Clara Schumann é a metáfora perfeita da condição da mulher no século 19. Pianista prodígio, teve sua carreira prejudicada para ceder espaço ao marido Robert Schumann, um dos compositores mais famosos da época. Ainda assim conseguiu reconhecimento pelo trabalho genial e é considerada uma das melhores pianistas da Europa de seu tempo.

O concerto da Filarmônica UFRN acontecerá em duas sessões, às 18h e 20h, no Auditório Onofre Lopes da Escola de Música. O acesso é gratuito. A retirada dos ingressos acontecerá a partir das 17 horas do sábado, antes da primeira sessão, na recepção da EMUFRN. São limitados a dois ingressos por pessoa no local. Não é necessário documentação. A Filarmônica pede contribuição, ao retirar o ingresso, levar algum item de material de limpeza e higiene para doação ao Abrigo Juvino Barreto.

Entre os solistas convidados para este quinto concerto oficial da Filarmônica UFRN, estão os chineses Song Qiang (violino), e Zhang Yunxin (violoncelo), o renomado professor Durval Cesseti (piano) e ainda o Maestro Guilherme Bernstein (regente). Serão executadas as obras ‘Konzertsatz em fá menor’ de Clara Schumann (1819-1896), com Durval Cesetti como solista, e ‘Concerto Duplo em lá menor, Op. 1’ de Johannes Brahms (1933-1897), com os chineses Song Qiang e Zhang Yunxin na execução da peça.

Clara Schumann

Clara Wieck ou Clara Schumann foi uma menina-prodígio, que rapidamente tornou-se uma das melhores pianistas da Europa no século XIX. Ela conheceu Robert Schumann aos oito anos de idade, quando ele tinha 17, e era um dos alunos de seu pai, e após alguns anos, a amizade entre eles transformou-se em amor, a contragosto da família de Clara. Eles casaram-se mesmo assim e Robert tornou-se gradualmente um dos compositores mais famosos da época, além de importante crítico musical.

Muitos jovens compositores procuravam-no para conselhos e aulas, um dia apareceu à sua porta um jovem músico que muito impressionaria tanto a Robert quanto a Clara: Johannes Brahms. Desta forma, nasceria o triângulo amoroso mais famoso da história da música clássica – Clara Schumann, Johannes Brahns e Robert Schumann. E é sobre esse triângulo amoroso que a Filarmônica UFRN vai retratar em um espetáculo maravilhoso!

PROGRAMA

Konzertsatz em fá menor Clara Schumann (1819-1896)
Solista: Durval Cesetti (piano)

Concerto Duplo em lá menor, Op. 102 Johannes Brahms (1933-1897)
Solistas: 宋强 Song Qiang (violino), 张云昕 Zhang Yunxin (violoncelo)

I. Allegro
II. Andante
III. Vivace non troppo

BIOGRAFIAS

SONG QIANG (violino)

Nascido em Tianjin em 1980, Song Qiang iniciou seus estudos de violino aos quatro anos, tendo aos sete começado a ter aulas no Conservatório de Música de Tianjin. Na Alemanha, concluiu seu mestrado e realizou seu doutorado com o professor Hanns Eisler, que considerou-o um dos mais promissores violinistas de sua geração. Ganhou o 1o prêmio e um prêmio especial pela melhor interpretação de obra virtuosística no “Internationaler Königin Sophie Charlotte Wettbewerb für Violine” em 2004 e, em 2007, o 2o prêmio no “Concorso Violinistico Internazionale Andréa Postacchini”.

Realizou recitais em diversos países europeus e apresentou-se com orquestras como a RundfunkSinfonieorchester Berlin, a Brandenburger Symphoniker e a Berliner Symphoniker. Em 2007, apresentou-se com a Rundfunk-Sinfonieorchester Berlin em concerto no Grande Salão do Povo de Pequim. Em 2008, retornou à China em definitivo e tornou-se professor do Conservatório de Música de Tianjin.

Song Qiang dedica-se com frequência à música de câmara, como membro do Quarteto de Cordas Tianjin e do Trio do Conservatório de Música de Tianjin; com este último, recebeu 3o prêmio em concurso promovido pelo Conservatório de Música da São Petesburgo. Apresentou-se também recentemente no IX Festival Internacional de Composição da Tailândia e na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Brasil).

ZHANG YUNXIN (violoncelo)

Secretário da Associação de Violoncelo da China e chefe da cadeira de violoncelo e contrabaixo do Conservatório de Música de Tianjin, Zhang Yunxin obteve seu mestrado em 2002 e seu doutorado em 2005 no Hochschule für Musik Würzburg (Alemanha).

Participou de masterclasses com renomados cellistas. Em 2004, realizou recitais no Canadá, com o jornal “Mainz Post” escrevendo que “Zhang Yunxin possui uma bela e calorosa sonoridade e habilidades superhumanas”. Tocou por vários anos na Würzburg Philharmonic Orchestra, e na Würzburg city Orchestra, realizando turnês por diversos países europeus.

Em 2008, seu quinteto de cordas recebeu o 1o prêmio do Concurso Internacional de Música de Câmara Gnessin (Moscou, Rússia). Com o Quarteto de Cordas de Tianjin, formado em 2009, tem se apresentado por toda a China, com concertos em Pequim, Xangai, Shanxi, Xiamen e diversas outras cidades. Em 2012, recebeu bolsa do governo chinês para retornar a Alemanha por um ano como pesquisador visitante.

DURVAL CESETTI (piano)

Descrito como “um pianista de rara musicalidade” pelo crítico Claude Gingras (La Presse, Montreal), Durval Cesetti completou seu doutorado, mestrado e bacharelado pela McGill University (Canadá).

Apresentou-se como solista com orquestras como a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, a Orquestra Sinfônica de Goiânia e a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte, sob a regência dos maestros André Muniz, Linus Lerner, Elena Herrera (Cuba), Kirk Trevor (Inglaterra), Juan Paulo Gómez (Espanha) e Jean-Michaël Lavoie (Canadá).

Como camerista, colabora frequentemente com diversos músicos de renome internacional e tem publicado seus artigos em periódicos como The Musical Times e Latin American Music Review.

GUILHERME BERNSTEIN (maestro)

O carioca Guilherme Bernstein é professor de regência e prática de orquestra da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Tem atuado à frente de orquestras como Sinfônica Nacional, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestras Sinfônicas de Porto Alegre, Goiânia e Recife, Orq. Experimental de Repertório – SP, Orq. Rimsky-Korsakov de São Petersburgo, solistas da Filarmônica de Israel, entre várias outras, além da própria Orquestra da UNIRIO.

Foi Maestro Residente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal – RJ e por vários anos Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa, conjunto de ponta do projeto “Música nas Escolas de Barra Mansa” que ajudou a formar e onde sua atuação foi fundamental para elevar o grupo à posição de destaque que hoje desfruta na cena musical brasileira.

Composições suas como a Serenata para Cordas e o Concerto para Piano n.1, ambas publicadas pela Academia Brasileira de Música, têm sido apresentadas em várias cidades do Brasil, Europa e EUA e sua ópera de câmara O Caixeiro da Taverna já ganhou duas produções, ambas com excelente resposta popular. Foi ainda premiado pela trilha sonora do filme O Outro Lado da Rua e publicou o livro “Sobre Poética e Forma em Villa-Lobos – Primitivismo e Estrutura nos Choros Orquestrais”.

Sobre o autor

Sérgio Vilar

Jornalista com alma de boteco ao som de Belchior

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