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Joao Gomes

Os encantos de João Gomes

Eu acredito que a música pode curar. As pessoas encontram paz na música. Paul McCartney Arroz de leite, feijão verde, paçoca, frango e salada. Suco de caju. Tudo pronto para

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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Mês de maio terá 260 vagas para cursos gratuitos do Sesc RN

Redação

O Sesc RN oferecerá 260 vagas para as turmas dos cursos gratuitos de valorização social no mês de maio. Serão abertas 13 turmas, com temáticas voltadas ao período junino. Inscrições até esta sexta (17), nas Centrais de Relacionamento do Sesc ou pelo site sescrn.com.br. Os cursos ocorrerão nas unidades Sesc Cidade Alta, Zona Norte, Macaíba, Caicó, Mossoró, Nova Cruz e São Paulo do Potengi. As vagas disponíveis serão distribuídas nos cursos gratuitos de aromatizadores e sachês, amigurumi, decoração com balões, bolsas e acessórios com fuxico, bombons e trufas, customização de roupa junina, enfeites de cabeça para o São João, artigos religiosos com bijuterias, comidas típicas juninas, docinhos para festas, bordado, pães artesanais e salgados. Todas as turmas têm 20 horas e duram uma semana, a partir de 11, 18 e 25 de maio. O resultado das inscrições será divulgado no dia 24 de abril. Todos os cursos são regidos pelo edital de Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG), por isso o público-alvo são pessoas matriculadas ou egressas da Educação Básica e que possuem renda familiar per capita de até 2 salários-mínimos. Além disso, o projeto dá preferência a trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes. 

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Natal reverbera a obra de Sérgio Sampaio na 11ª Semana do Sampaio

Redação

Natal celebra a 11ª Semana do Sampaio, festival de artes integradas que reverencia e reverbera a obra do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio. Idealizado e realizado por Yrahn Barreto e Jamilly Mendonça, o evento reúne música, poesia, artes visuais e formação em uma programação diversa que reafirma a força musical e a influência de Sérgio Sampaio na capital potiguar. Sérgio Sampaio esteve em Natal em duas ocasiões e deixou um legado de fãs e admiradores. Se estivesse entre nós, completaria 79 anos em 2026. A Semana do Sampaio, já consolidada no calendário cultural da cidade, promove encontros e diálogos que aproximam o público da obra do artista e de sua influência na música brasileira. Nesta edição, em 13 de abril, já foi realizada a Aula Show “Yrahn Barreto canta Sérgio Sampaio” para os alunos do IFRN Canguaretama, em duas sessões – manhã e tarde. A atividade foi conduzida por Yrahn Barreto, mestre em Música pela UFRN, cantor, compositor, instrumentista e professor de música e idealizador do projeto. Durante a apresentação, o artista interpretou músicas de Sérgio Sampaio e conduziu o público por um percurso histórico e artístico, contextualizando a obra do compositor no cenário sociopolítico brasileiro. A programação segue com destaque para a Exposição “Lugar de Quadro é na Exposição”, que acontece de 15 a 21 de abril de 2026 na Galeria de Artes do Bardallos, no centro histórico de Natal. Com curadoria de Jamilly Mendonça, a mostra reúne obras dos artistas visuais Carlos Sérgio Borges e Cadu Araújo, convidando o público a refletir e a vivenciar a exposição em diálogo com a obra musical de Sérgio Sampaio. A abertura contará com o tradicional Encontro de Sampaiófilos, reunindo nomes como Dr. Alex Galeno, Dr. Cadu Araújo, Me. Yrahn Barreto e convidados especiais em uma mesa de reflexão e celebração da obra do compositor. O encerramento da Semana do Sampaio acontece no dia 21 de abril, 19h, com o Sarau Poético “Lugar de Poesia é na Calçada”. A noite se encerra no Bardallos com o show “Yrahn Barreto canta Sérgio Sampaio”, em que o cantor e compositor potiguar apresenta um repertório especial com destaque para as músicas do álbum “Cruel”, que completa 20 anos de lançamento e é o tema desta edição da Semana do Sampaio. Serviço: 11ª edição da Semana do Sampaio – Cruel 20 anos / Festival de artes integradas 15/04 | Abertura da Exposição Lugar de Poesia...

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Escritora potiguar Iara Maria Carvalho reflete sobre violência contra mulher em seu quarto livro

Redação

Em um mundo que discute cada vez mais os avanços dos direitos das mulheres, ao passo em que taxas de violência e ocorrências contra o universo feminino seguem em disparada, a escritora e poeta potiguar Iara Maria Carvalho joga nas estantes da literatura norte-rio-grandense mais um presente em sua trajetória de duas décadas na poesia. Sua nova produção, intitulada “Na Boca do Forno”, trata da mulher em contextos de dominação masculina ao mesmo tempo em que também celebra a possibilidade dessa mulher ser ela mesma. Os lançamentos ocorrerão em duas oportunidades: no dia 10 de abril, em Currais Novos, e no dia 16, em Natal. Com 50 poemas autorais, “Na Boca do Forno” é o quarto livro de poemas da poetisa, que já foi vencedora do Concurso de Poesia Zila Mamede e 3° lugar no Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody, além de menções honrosas em outras premiações, como o Prêmio Luís Carlos Guimarães e o Prêmio Nacional de Contos Newton Sampaio. Segundo Iara Carvalho, sua mais nova produção é um misto de reflexões acerca de temas urgentes na sociedade, como a condição da mulher em um contexto de aumento da violência e de taxas alarmantes de feminicídio, enquanto se tenta, ainda numa velocidade insuficiente, criar e agregar políticas públicas e discussões sobre essas temáticas. Nesse sentido, Iara Carvalho descortina as pequenas violências cotidianas as quais a mulher vem sendo sistematicamente submetida ao longo dos séculos, mas sem idealizá-la numa condição de superioridade moral, passividade de vítima ou superação heroica. Ainda segundo Iara Carvalho, seu quarto livro também se revela inovador no tocante à linguagem apresentada, tanto para o leitor, quanto para ela própria. “Esse novo livro é inovador em vários aspectos para mim enquanto escritora. Ele se diferencia das minhas outras obras principalmente no caráter nitidamente engajado, uma vez que trato do tema da violência estrutural contra as mulheres de modo singular e sistemático. Minha abordagem poética revela a atitude de uma mulher inconformada com as opressões sociais que tentam obrigá-la a reagir às violências operadas pelo patriarcado, com docilidade e subserviência”, comenta Iara Carvalho. Além disso, “Na Boca do Forno” chega num momento delicado da sociedade brasileira e mundial, em que casos de misoginia e temas correlatos têm ganhado novos contornos com casos de intensa violência contra mulheres de todos os predicados, sem distinção. “Através de uma linguagem inventiva e contemporânea, entendo que meu novo livro não se...

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filmes-movimento-negro

27/04/2021|

Alguns filmes com representatividade negra caem no estigma de um personagem branco que é, lá no fundo, alguém capaz de ser libertador. A chave, assim, para o fim do segregacionismo está sempre nas atitudes bondosas de quem não faz parte do movimento de forma direta. Existem, entre estes, filmes premiados e muito queridos tanto por parte da crítica quanto por uma porcentagem do público em geral, como Green Book: O Guia (de Peter Farrelly, 2018), Histórias Cruzadas (de Tate Taylor, 2011), À Espera de um Milagre (de Frank Darabont, 1999) e até mesmo Estrelas Além do Tempo (de Theodore Melfi, 2016) A lista é grande e é revelador que, se buscarmos saber um pouco mais sobre os filmes citados, descobriremos que eles são dirigidos por pessoas brancas. Nada de errado em uma diretora ou diretor caucasiano falar sobre o tema e se aliar à luta, mas pode ser sintomático como os filmes mais abaixo — todos dirigidos por pessoas negras — conseguem ser muito mais potentes e aumentar com força o coro do movimento negro. Possibilitar essas vozes é, na prática, muito mais contundente do que ver o racismo como errado e criminoso — o que de fato é —, mas...

paula erica

27/04/2021|

O mês de abril vai terminar um pouco diferente, trazendo toda a tônica da energia feminina embalada pelas palavras poéticas do cuidar em tempo de pandemia. O Programa RN Mais Saudável está lançando o Projeto Mulherio RN Mais Saudável. Apaixonante e encantador, o Mulherio traz como linhas de força a poesia, literatura, arte, cultura, feminismo, ciclos femininos, questões de gênero, feminicídio, sexualidade, família, práticas integrativas, educação popular e outros temas. Uma parceria com o Movimento Mulherio das Letras Nísia Floresta RN. Venha juntinho com a gente! Traga a sua alegria e o entusiasmo para celebrar o lançamento nesta sexta (30) às 17h30. A coordenação do evento está aberta para sugestões de temas, basta escrever para o e-mail: rn********@***il.com PROGRAMAÇÃO LIVE – Mulherio RN+Saudável: a poesia como caminho de cuidado em tempos de pandemia. Data: 30/04 Horário: 17h30 1º Momento: Mediadora: Frankleide Mota (02 minutos) 2º Momento: Abertura da Live: Teresa Freire (05 minutos) Lançamento e apresentação do Projeto Mulherio RN+Saudável. 3º Momento: Leitura Reflexiva: Mediadora Frankleide Mota (03 minutos) 4º Momento: A musicalidade na arte do cuidado – 10 minutos Convidada: Luanda Luz Mediadora: Frankleide Mota 5º Momento: A visão da poesia no caminho do cuidado – 10 minutos Convidada:...

goldfish - alexandre américo

27/04/2021|

“GOLDFISH live solo” é filme de dança contemporânea idealizado pelo bailarino potiguar Alexandre Américo. Com duração de 31 minutos, o longa é resultado de várias performances de dança de Alexandre. Gravado por uma câmera em perspectiva subjetiva que filma o bailarino em seu estado de solitude desde o ano de 2018, contém imagens de ensaios, de laboratório artístico, de transmissões ao vivo pela internet e de apresentações. Alexandre conta que GOLDFISH é uma peça de dança transformada em filme e começou a nascer durante uma Residência Artística em Natal, realizada com o grupo “Artistas Infamables” que, por sua vez, é formado por bailarinos da Argentina, Cuba e Espanha, no ano de 2018. Mas foi apenas em 2020, devido à pandemia de Covid-19 que o filme tomou forma. “É neste momento pandêmico que a obra ganhou seu real sentido, pois parece tocar uma esfera da realidade humana, uma questão fundamental e urgente de ser pensada: a falta de empatia para com o outro e o senso de individualismo. Estamos imersos em uma sociedade contemporânea destituída de profundidade e valores básicos à regência civilizatória”, comenta o artista. ESTREIA O lançamento do filme será dia 2 de maio às 16 horas nas próprias...

juriti

27/04/2021|

Estão abertas as inscrições para o 1º Festival Juriti de Música Potiguar que, em decorrência da pandemia da Covid-19, será realizado online, por meio do site www.juriti.art.br, com atividades também transmitidas pela plataforma do Youtube e pelo instagram da produtora do evento, a Juriti Produções (@juritiproducoes). As inscrições seguem até 13 de maio e são gratuitas. O principal objetivo do evento consiste em valorizar e premiar a arte musical potiguar, em tempo de tantas restrições, principalmente para o público trabalhador da cultura e das artes. Prêmio em dinheiro Ao todo serão R$ 8.600,00 em prêmios para as melhores músicas e melhores oficinas onlines e webnars. O evento irá receber inscrições de músicas de quaisquer compositores e intérpretes potiguares que comprovem residência no Rio Grande do Norte, com qualquer estilo musical e para acesso de todos. Inscrições O festival receberá três formas de inscrições por meio dos formulários eletrônicos disponíveis no site do Festival. Os artistas poderão inscrever músicas, até três por artista, que terão como vencedores os colocados do 1º ao 5º lugar, e ainda poderão inscrever propostas de oficinas e webnars para serem realizadas online na programação do evento. Oficinas e webnars Entre as inscrições de oficinas e webnars serão selecionados três propostas de cada,...

ALDIR_BLANC

27/04/2021|

A Fundação José Augusto (FJA) prorrogou até o dia 30 de setembro de 2021 a execução e prestação de contas dos projetos contemplados nos editais da Lei Aldir Blanc RN para todos os beneficiários que ainda não cumpriram as obrigações contratuais. Também está prorrogada para a mesma data (30/09) a entrega da contrapartida, na forma de produtos físicos, exigida para os projetos ligados aos editais Formação e Pesquisa – Troca de Saberes a Distância; Prêmio Cultura Popular de Tradição; Saberes, Sabores e Fazeres; Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais; e Chamada Pública para Credenciamento no Programa de Apoio Emergencial a Projetos Editoriais e Propostas de Aquisição de Livros. A portaria de prorrogação, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (27/04), considera como justificativa para a medida a cláusula contratual que trata da vigência dos contratos, firmando-a em seis meses e estabelecendo a possibilidade de prorrogação por mais seis meses e a prorrogação concedida aos estados para prestação de contas pelo Decreto Federal nº 10.683, de 20 de abril de 2021. Também foi considerada para execução da medida o expressivo número de beneficiários que solicitaram a prorrogação da vigência dos contratos, em razão do recrudescimento da...

fest bossa

26/04/2021|

O fim de semana foi especial para quem acompanhou os dois dias do Fest Bossa & Jazz – Home Sessions, que aconteceu no sábado e domingo direto de Mossoró para todos que estavam ligados no YouTube, nos canais da TCM e do Fest Bossa & Jazz, além do TCM HD (para assinantes). Mas se você não assistiu ou quer assistir novamente, basta acessar o canal do Fest Bossa & Jazz no YouTube. Os dois dias estão disponíveis e se inscrevam no canal para curtir os próximos eventos! Até a manhã desta segunda-feira (26), a programação teve mais de 3 mil visualizações e muitos elogios durante as apresentações. No primeiro dia, as apresentações da Terra do Sal Jazz Band; Gabriela Mendes & Banda; As Liras & Banda e a Home Sessions Coletânea de vídeos agradaram o público em cheio, recebendo muitos aplausos virtuais e ótimos comentários, como: “Viva! Viva!” e “Que Lindo”, publicou a professora Isaura Rosado, ex-presidente da Fundação José Augusto, nos dois dias de apresentações. No domingo, com as apresentações de Jean Lone & The Bluesthunders e convidado; Dayanne Nunes & Banda; Brazuka Jazz e, para finalizar, Home Sessions, o sucesso se repetiu. “Parabéns aos profissionais que participam desse grandioso...

Literatura-Potiguar-Em-Foco

26/04/2021|

O Sarau Quinta das Artes realiza nesta semana, de 27 a 30 de abril,  no seu canal no YouTube, uma série de lives abordando temas do universo da literatura brasileira potiguar. Os convidados são escritores, professores e pesquisadores da área e a mediação será da professora e produtora cultural Carla Alves. A programação contará com duas lives por noite, a partir das 19h, e após cada live será apresentado um momento musical com artistas potiguares. O projeto “Sarau Quinta das Artes – Literatura Potiguar Em Foco”  tem patrocínio da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do RN, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal e apoios de instituições privadas e públicas. LITERATURA POTIGUAR EM FOCO – PROGRAMAÇÃO Terça-feira, 27/04 19h: LIVE 01 – Zila Mamede em edição: perspectivas da EDUFRN Convidada: Penha Casado Alves – Mestre em Estudos da Linguagem (UFRN), doutora em Comunicação e Semiótica (PUC/SP) e Pós-doutora em Linguística Aplicada (UNICAMP). professora da UFRN, coordenadora nacional do ProfLetras e diretora da EDUFRN. Momento Musical: ‘Alento’, Valéria Oliveira 20h: LIVE 02 – Relembrando BlackOut. Convidado: Flávio Rezende – Escritor, jornalista, blogueiro, fotógrafo, produtor cultural, fundador de agremiações carnavalescas e da Casa do Bem. Ativista social/ecológico....

pretta-soul-poder-preto

26/04/2021|

O ano de 2021 marca os 30 anos de vida de Jéssica Mayara, conhecida artisticamente como a rapper Pretta Soul. Sua vida é dedicada a duas paixões: cantar rap e fazer tranças. Desde os 14 anos ela trabalha trançando cabelos, e o hip-hop e o contato com a arte chegou mais cedo. Ter um CD era um sonho, sonho que nesta sexta (30), seu aniversário, ela concretiza ao lançar nas plataformas digitais seu primeiro trabalho solo: PODER PRETO, produzido com recursos da Lei Aldir Blanc Natal. Pretta Soul reuniu um time de primeira na produção, gravação e participações especiais. Haverá uma tiragem limitadas de 200 cd´s no formato físico. O lançamento tem 10 composições autorais, foi todo gravado com banda, cuja formação tem os músicos: Jonathan Mysack (Guitarra), João Felipe Santiago (Baixo e Guitarra), Kleber Moreira (Percussão) e Laisla Cruz (Backing vocal). Amém Ore, Tiquinha Rodrigues e Chico Bethowen, fazem feat em ‘Raízes’, ‘Nordeste’ e ‘Por Amor’, respectivamente. A poética de Iyalê Oyá abre o CD em ‘Só Quero o Que é Meu’. A faixa título tem as participações da cantora Analuh Soares no backing e do experiente DJ Alf nos scratchs. A última música vem com o sugestivo título...

jenipabu

26/04/2021|

No livro “Nomes da Terra”, Câmara Cascudo estuda, exaustivamente, a toponímia norte-rio-grandense. Trabalho criterioso, não deixa, contudo, de apresentar alguns pontos controvertidos. Por exemplo: o topônimo Mossoró, de origem indígena (“cariris do grupo MONXORÓ ou MOUXORÓ, habitantes da região”), escreve-se com dois “s”, em nome da tradição; mas, o topônimo Assu, também de origem indígena, deve ser grafado com “ç”, segundo o mestre. Quanto a este nome: “A origem exata será “çôo-açu”, a caça grande, referindo-se aos animais de vulto.”Uaçu , açu”. O uso popular, comum e velho, é dizer-se o Açu, numa reminiscência inegável ao UAÇU da língua geral” (Ed. 1968, pág. 66). Celso da Silveira, assuense, estudioso da cultura regional, diverge de Cascudo. Numa plaquete intitulada “Assu ou Açu?”, ele prova por A mais B que a grafia certa é Assu, e não Açu. Afirma, com base em vasta pesquisa: os nomes próprios, sejam de pessoas, sejam de lugares, mantêm-se inalteráveis em sua grafia original, imunes às reformas ortográficas. E Assu, com dois “s”, é como se escreve o topônimo em antiquíssimos documentos. Logo… Açu ou Assu? Com quem estará a razão? Os argumentos expostos pelo escritor assuense impressionam bem. Parece-me que o seu entendimento “firmou jurisprudência”. Hoje...

vencedores-do-oscar-2021

26/04/2021|

A 93ª edição do Oscar foi a primeira da Era pandêmica. Mas sem muitas surpresas na noite deste domingo. Talvez uma espera quase homenagem pela premiação de melhor ator para Chadwick Boseman, pelo excelente filme “A Voz Suprema do Blues”, após sua morte. Mas era realmente difícil superar uma das grandes atuações do já genial Anthony Hopkins em “Meu Pai”. E esses dois e ainda “Nomadland”, o grande vencedor da noite com três das principais premiações (Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz) foram os três dos oito da lista de Melhor Filme que assisti. Vi ainda “Druk”, que concorreu em outras categorias. E pelas sinopses que já li de todos, pretendo ver “Minari”, “Os 7 de Chicago”, “O Som do Silêncio” e “Judas e o Messias Negro”. Não gostei de “Mank”. Me julguem! Nomadland é uma ode à solidão voluntária e ao mesmo tempo à necessidade de conexões. Um grito pela vida minimalista e contra o capital. E conta no elenco com a atriz vencedora da noite Frances McDormand entre nômades reais. E com o adendo de uma direção feminina, tão rara em noites de Oscar. Realmente deve ter merecido todas as loas. Vamos à lista! Melhor filme “Meu...

redinha-velha

24/04/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. O CÉU DA REDINHA Os verões da Redinha de outrora não parecem preto e branco como as lembranças do passado. Existe um colorido nas histórias de marear e nos saudosismos de antigos veranistas. A boemia, se ainda é presente nos bares e botecos da Redinha, parecia perfumada de inocência nos idos das décadas de 1940 e 1950. Por esse tempo, um grupo de estudantes adolescentes, apaixonados pela praia do índio Poti, construiu uma palhoça com jeito de galpão nos chãos da Redinha, onde se alojavam dez ou doze amigos. Era a solução para aqueles que, mesmo “enamorados” da praia, não tinham casa de veraneio. O batismo do lugar saiu da boca de um daqueles personagens que também emprestam à Redinha algumas peculiaridades:...

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