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John Waters

O cinema bizarro de John Waters

Uma lagosta gigante violentando um travesti, tendo a cidade de Baltimore como cenário e os assassinatos da Família Mason como referência, dão o tom do que viria a ser a

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Tem poesia potiguar na bienal do RJ

Mais uma vez, o Rio Grande do Norte terá representante em uma Bienal. Pelo segundo ano, a jornalista Michelli Pessoa Marinho participa do evento. Desta vez, em uma antologia de

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Sina e a reinvenção do Nordeste

Fora do sentido mais estritamente geográfico, é evidente para todos que nele vivem que o Nordeste é uma ideia. O imaginário propagado, desde que o Brasil se tornou Brasil, do

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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Tem programação do Dia da Poesia nesta terça na Estação do Cordel

13/03/2023|

O dia 14 de Março é celebrado como o Dia Nacional da Poesia, em homenagem ao aniversário do poeta Castro Alves. Aqui em Natal as comemorações começaram no ano de 1978. Há 45 anos, os poetas J Medeiros e Eduardo Alexandre, O Dunga, iniciaram as comemorações,  a partir da Galeria do Povo, um movimento que unificou as diversas linguagens artísticas em 1977, possibilitando os artistas da cidade, exporem seus trabalhos. A partir desse período, Natal nunca mais deixou celebrar o dia da poesia. Além do movimento poético, as instituições culturais da cidade incorporaram durante muito tempo o Dia Nacional da Poesia nos seus eventos culturais. O Ponto de Memória Estação do Cordel, inaugurado justamente no dia 14 de março de 2017, celebra todos os anos o seu aniversário, nesse dia. Para o ano de 2023, o 14 de março terá uma programação recheada de música e poesia. PROGRAMAÇÃO DO DIA NACIONAL DA POESIA 9h às 10h – CAFÉ COM POESIA ü Palco Chico Traíra aberto para declamação, coordenação de Tonha Mota ü EXPOSIÇÃO NATAL POÉTICA   10h às 12h – RODA DE CONVERSAS: EDUCAÇÃO, POESIA E LUTA com Sheila Ouro, Ilo Fernandes, Rogério Marques e Nando Poeta   16h –...

Novenil Barros-por-magnus-nascimento

13/03/2023|

O Sesc RN realizará nesta quarta, a abertura da nova exposição da Galeria Sesc Cidade Alta, intitulada “Novenil Barros – 45 anos de arte”. Esta será a terceira exposição referente ao edital de 2022 e a visitação estará aberta ao público entre os dias 16 de março e 20 de abril, das 9h às 19h. A exposição celebra os 45 anos de carreira do artista plástico potiguar Novenil Barros, que apresentará uma seleção de suas obras mais representativas e significativas ao longo de sua trajetória. Novenil começou a desenhar e pintar aos nove anos de idade em Ceará Mirim, cidade onde nasceu, e desde 1978 trabalha profissionalmente na área das artes visuais, experimentando diversas técnicas e estilos, mesclando o clássico e o moderno. Entre suas principais influências estão os movimentos do modernismo, tropicalismo, construtivismo e geometria sagrada. O artista somatiza essas influencias e transfere no processo criador uma figuração que remete aos seus questionamentos sobre a relação entre o homem e a natureza. Um dos diferenciais da Galeria Sesc é a visita guiada por um mediador, que pode ser agendada para grupos e escolas, pelo telefone (84) 3133 0360 – ramal 250 ou por e-mail: ga*****@*********om.br. A Galeria Sesc se destaca...

Show poético no Solar Bela Vista Cultura celebra as mulheres em março

13/03/2023|

No mês dedicado à mulher e à poesia, o Solar Bela Vista Cultura apresenta, nesta quinta (16), às 18h, show artístico especialmente criado para o evento, com apresentação de Isaque Galvão e intervenções poéticas. A programação é gratuita e a distribuição de ingressos online já está disponível. “Poetizando e cantando o feminino” é o nome da intervenção artística que une música e poesia sob direção de Diana Fontes. Além do cantor Isaque Galvão e banda, a apresentação tem participação dos atores e cantores Zeca Santos e Heli Medeiros, da atriz Carminha Medeiros e do acordeonista Lipe Guedes. “Estamos preparando um show que vai tocar as mulheres, com músicas que vão de Roberto Carlos a Noel Rosa, passando por canções autorais que celebram a mulher. Junto a isso, reunimos poesias de Auta de Souza, Diva Cunha, Marize Castro e outras referências femininas potiguares e brasileiras para essa apresentação única e especialmente criada para exaltar as mulheres”, conta Diana Fontes, diretora e produtora cultural. A noite conta ainda com participação do Cinese, grupo de dança da Escola de Extensão da UERN. Três intérpretes da companhia apresentam um trecho do espetáculo “Ciranda ao Luar”, proposta contemporânea que junta movimentos da dança moderna e...

Ser solteira em Natal, clichê ou sorte?

13/03/2023|

Eu sei que todo mundo anda super cansado e depois da pandemia todas as pessoas, tanto as quem têm relações seguras, quanto os solteiros, estão procurando lugares de alívio, de compreensão e de afeto genuíno pra voltar a acreditar no amor ou resignificá-lo. Muita coisa se perdeu nestes dias de isolamento e esta volta à vida real se tornou uma verdadeira maratona para se encontrar alguém para se relacionar amorosamente. Comecei a me questionar: está mais difícil encontrar o amor agora ou já acontecia e eu não tinha me dado conta? Conversando com amigos e amigas que estão solteiras neste momento, quase todos eles me falam sobre a preguiça dos jogos afetivos, que hoje é extremamente comum, e eu tenho que concordar. Não há nada mais cansativo do que o superficial interesse sem atitude. Passamos horas nas redes sociais entre foguinhos e corações, cantadas medíocres e troca de nudes picantes para que na vida real essas mesmas pessoas que nos instigam a fazer isso, passem por nós e nem tenham o cuidado de cumprimentar educadamente com um simples “oi”. Fico pensando como era bacana antigamente em que a gente paquerava por bilhetes nos bares, mandando músicas na rádio e depois...

Canal Nossas Travessias mostra potenciais turísticos e culturais de Parelhas neste domingo

10/03/2023|

A produtora cultural Nathalia Santana e o cineasta Carito Cavalcanti estreiam neste domingo um novo projeto para o canal de turismo, entretenimento e cultura NOSSAS TRAVESSIAS. Agora para tratar de viagens & afins: “nossas travessias que tanto nos atravessam”. O projeto especial “Nossas Travessias Seridó”, aprovado no Edital de Moda e Turismo do Sebrae RN, irá contemplar as cidades de Caicó, Parelhas e Currais Novos. EPISÓDIO PARELHAS Título: PARELHAS – AQUI TEM DE TUDO! Sinopse: Continuando nossa viagem pelo Seridó, nessa 6a travessia conhecemos mais a fundo a cidade de Parelhas (distante aproximadamente 259 km de Natal), município que faz parte do Geoparque Seridó, reconhecido pela Unesco como território de relevância mundial. Venha conhecer conosco Parelhas: a Festa do Padroeiro São Sebastião, a Comunidade Quilombola de Boa Vista dos Negros, o intrigante e fascinante Povoado da Cobra e o Parque dos Dinossauros, o icônico açude do Boqueirão, a Serra da Capelinha e sua vista estonteante, as inscrições rupestres do Sítio Mirador e o Povoado da Barra onde foi filmado Bacurau, a gastronomia da cidade com destaque para o delicioso peixe no Açude Boqueirão e… uma inusitada oficina de avião! E entenda porque colocamos como título do episódio: “Aqui tem de...

Edja Alves

09/03/2023|

Os embalos de sábado à noite no Bardallos agora começam mais cedo. O projeto Finzinho de Tarde terá início sempre às 18h e começa em grande estilo com a cantora Edja Alves e o show Na Bossa e No Samba. O show O Show Na Bossa e No Samba é um apanhado de canções de grandes nomes da bossa nova, samba, soul e do samba funk brasileiro. Com canções de nomes como: Noel Rosa, Chico Buarque, Djavan, Cartola, Adoniran Barbosa, Jackson do pandeiro e de tantos outros grandes nomes da música brasileira. Edja Alves A natalense Edja Alves iniciou sua carreira artística em 1999. Escolheu como caminho na música a interpretação de artistas potiguares e grandes nomes da MPB. Aos 23 anos de carreira, Edja passou pelos palcos de importantes eventos do Estado, como o Projeto Seis e Meia, Festival Literário de Pipa, Pôr do sol do Potengi, Ribeira das Artes e Forraço. Neste último foi finalista com a canção “Vem meu nêgo”, na edição de 2009. Em 2019, a cantora realizou 8 edições do especial Edja canta Gal, em que reúne clássicos de compositores brasileiros já interpretados pela cantora Gal Costa. Foi também com esse projeto, que Edja foi...

Sugar Kane

09/03/2023|

Neste domingo (12), a Sede Cultural DoSol recebe a banda curitibana Sugar Kane tocando o álbum “Continuidade da Máquina”, que está fazendo 20 anos de lançado. O show também irá passear pela carreira da banda e conta com vários outros hits do grupo. O Sugar Kane é um dos principais nomes do hardcore melódico brasileiro, com 30 anos de carreira. Os ingressos são limitados a 60 lugares por sessão e estão à venda no www.outgo.com.br/dosol. A Sede Cultural Dosol fica na Rua Almira Melo do Amaral, 1963, no conjunto Potilândia em Lagoa Nova. Sugar Kane tocando “Continuidade da Máquina” Onde? Sede Cultural DoSol (Rua Almira Melo do Amaral, 1963, Potilândia) Quando? Domingo, 12/03 às 17h Ingressos? R$ 40,00 no www.outgo.com.br/dosol (apenas 60 lugares)

oscar 2023

09/03/2023|

Após o sucesso das edições de 2019 e 2020 e com o fim das restrições a encontros e reuniões presenciais, este ano a Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Norte (ACCiRN) retoma o projeto Oscar com Crítica, um evento para reunir os cinéfilos de Natal em torno da transmissão do Oscar. O evento acontece no próximo domingo (12), a partir das 19h, com um “esquenta” para a premiação, seguido da transmissão do tapete vermelho e da cerimônia do Oscar. A programação da festa começa com um quizz em que os participantes devem defender seus favoritos a levar as estatuetas de melhores do ano na maior premiação do cinema hollywoodiano. A ideia é que o público escolha seus vencedores a partir da habilidade dos participantes do jogo em defender seus filmes preferidos. Em seguida, a ACCiRN realiza a entrega de certificados para os Melhores do Ano 2022 e exibe dois curtas potiguares: Não Nos Deixeis, de Davi Revoredo, e Bucho de Peixe, de Johann Jean, que após e estreia em janeiro na prestigiada Mostra de Cinema de Tiradentes, agora tem sua primeira exibição na sua terra natal. Tudo isso bem acompanhado dos sanduíches veganos especialíssimos do Goodala e...

Projeto Ocupação Poética expõe poesia feita por mulheres

09/03/2023|

O resultado do projeto Ocupação Poética já está disponível nas redes sociais do Coletivo Mulherio Nísia Floresta. A ideia foi prestar tributo ao Dia Internacional da Mulher com poesias escritas por mulheres com temas afinados a sua condição na sociedade. Muitos com fatos denunciativos à violência do gênero. O projeto ficou sobre a coordenação da escritora e professora Kalina Paiva, que cuida da comunicação, arte e design do coletivo com a colaboração da jornalista e professora Josimey Costa. E organização das postagens foi realizada pela Coordenadora Regional do Mulherio Nísia Floresta, Rejane de Souza. Em Chamada Poética de três dias, foram realizadas 59 postagens com a participação de poetas do Rio Grande do Norte e diversas partes do Brasil. Durante as publicações, o Coletivo atendeu a dois convites para autorizar a impressão da Exposição para ser expostas no IFRN de Goiás e Paraíba. O recebimento das postagens encerrou, mas a Ocupação Poética permanece no Facebook e Instagram para apreciação da arte literária feminina. Para acessar: @mulherionisiafloresta . Facebook: Mulherio das Letras Nísia Floresta.

luzidas

09/03/2023|

Com a equipe inteiramente composta por mulheres, o novo filme potiguar LUZIDAS traz a cena do movimento pela humanização do parto no estado pelo ponto de vista daquelas que o constroem: das parteiras tradicionais, das doulas, enfermeiras obstetras, parturientes e ativistas potiguares. Esta produção, que teve direção assinada por Jaya Pereira e Stephanie Bittencourt, reúne histórias e paisagens que vão desde a capital ao interior do estado, do sertão seridoense às serras de São Bento e lagos de Nísia Floresta. O panorama da assistência ao parto no Brasil nas últimas décadas – nos contam as diretoras – está associado a uma excessiva medicalização e postura intervencionista diante do nascimento, segundo dados do inquérito nacional da Fundação Oswaldo Cruz e outras pesquisas. Este nosso cenário, que já foi alvo de críticas da Organização Mundial da Saúde, foi a principal razão para a realização do LUZIDAS. “Queríamos contribuir com a discussão emergente, essencialmente política, mas sem perder de vista as sutilezas em torno do evento de parir/nascer, que é fisiológico, mas também cultural e atravessado por símbolos”, explica Stephanie Bittencourt, que é também pesquisadora no departamento de antropologia da UFRN. Assim, as personagens de LUZIDAS somam relatos, ideias e entrelaçam sentimentos, numa...

Dia Internacional da Mulher: feminicídio, direitos e luta

08/03/2023|

Não as matem, pelo amor de Deus!  Lima Barreto  Ao contrário do que muitos pensam, o Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data para festejar ou aquela ocasião em que as mulheres recebem flores, presentes (gestos que também têm sua importância e devem ser cultivados sempre, desde que acompanhados de atitudes respeitosas). É, sobretudo, um dia para lembrar a luta incessante da mulher por seus direitos, seja no mercado de trabalho, na academia, na política, na ciência, no esporte e em todas as áreas em que atua, muitas vezes fazendo o mesmo trabalho e ainda recebendo um salário inferior ao dos homens e/ou não sendo devidamente reconhecida em sua atuação profissional simplesmente por ser mulher. Isso para citar alguns exemplos da violência de gênero que sofremos diariamente. São inúmeros os exemplos de desrespeito à condição feminina e de lutas constantes por mais espaço, por lugares de fala e, principalmente, pela preservação de nossas vidas. Sim, é isso mesmo, caro leitor e cara leitora. Vivemos num país perigoso para as mulheres, que são violentadas e mortas a todo instante. A internet, por exemplo, tornou-se um espaço extremamente arriscado para as mulheres quando estas decidem confrontar o patriarcado e lutar...

a baleia

08/03/2023|

O que é necessário para que um ser humano se isole completamente de outros? Ou melhor, o que esse ser humano precisaria viver para querer algo assim? Imagine uma sequência de eventos terríveis, os piores que você possa imaginar. Imagine os sentimentos acarretados disso. Imaginou? Vamos filtrar alguns agora. Pensemos na dor de perder alguém que se ama, na culpa de ter abandonado a sua filha, na vergonha sobre como você lidou com tudo e no medo de morrer como um monstro. A mescla desses sentimentos em um filme poderia gerar o mais terrível enredo, carregado de um pessimismo cruel, em horas e horas de uma história feita para que o público se sinta mal, muito mal. É a fórmula da desesperança. É a fórmula certa para validar sentimentos ruins. A Baleia (2023) vai na contramão de tudo isso. Mesmo ao utilizar essa fórmula em uma narrativa opressora e desconfortável, o filme dirigido por Darren Aronofsky esbanja esperança. Por mais que não pareça no início, a história de Charlie (Brendan Fraser), um recluso professor de redação com obesidade severa, é uma luz de esperança em um mundo cruel e desolador. Charlie vive com a dor do luto pela morte de...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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