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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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Mostra Sesc De Cinema

21/03/2023|

Uma das principais iniciativas de incentivo ao cinema independente no Brasil, a Mostra Sesc de Cinema – MSDC está com inscrições abertas para sua 6ª edição, no período de 20 de março e 20 de abril, de forma digital e gratuita. Podem ser inscritas obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2021, nas categorias curtas, médias e longas-metragens. A lista das produções selecionadas será divulgada em agosto e as exibições ocorrerão entre outubro e dezembro de 2023. “A edição passada da Mostra recebeu mais de 1600 obras e para este ano nossa expectativa é otimista, pois acreditamos que a nova onda criativa no meio cultural possa se refletir na Mostra Sesc”, destaca Janaina Cunha, diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc. Deste total, quase 100 obras foram originárias do Rio Grande de Norte, incluindo o curta premiado e de repercussão internacional “Sideral”, que representou o estado no Panorama Brasil da Mostra Sesc de Cinema 2022. Podem ser inscritos filmes de 23 estados e do Distrito Federal, que serão avaliados por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados. Além das seleções estaduais, 24 filmes comporão a mostra nacional e haverá uma curadoria especial para...

Projeto que propicia acessibilidade cultural para pessoas surdas está de volta

20/03/2023|

Lançado em 2015, “Narrativas do Silêncio” está de volta. Com foco voltado às comunidades integradas por pessoas surdas residentes em municípios da Região Metropolitana de Natal, o projeto ressurge após o período de pandemia com programação mais ampla e diversificada. Nesta quinta edição, que se estenderá entre abril e setembro, serão realizadas as tradicionais oficinas de fotografia e de teatro, e, pela primeira vez, uma de poesia. A programação completa inclui a apresentação da peça “O Pequeno Príncipe”, encenada pela Companhia “Fluctissonante”; a realização de uma exposição fotográfica; a montagem de um espetáculo teatral e de um sarau bilíngue. Responsável por ministrar a oficina de teatro, a Cia. Fluctissonante, baseada em Curitiba (PR), estará em Natal, a convite do projeto, pela segunda vez. O grupo é dedicado exclusivamente à pesquisa, produção e criação de espetáculos acessíveis a surdos e ouvintes, de maneira integrada. Já a exposição fotográfica, realizada desde a primeira edição e que inspirou o nome do projeto, reunirá imagens produzidas pelos participantes de oficinas ministradas em Natal e Parnamirim. Durante essas atividades serão trabalhadas técnicas relacionadas à chamada fotografia “still”, um gênero voltado para a área publicitária que foca em imagens de produtos, podendo estender-se ao segmento da...

paralamas mpb84

20/03/2023|

As atrações da segunda edição do maior festival de MPB do Rio Grande do Norte, o MPB 84, já estão confirmadas. Alceu Valença, Os Paralamas do Sucesso e Nando Cordel serão os grandes responsáveis pelos shows no dia 6 de maio, na Arena das Dunas. Além dos nomes nacionais, a noite terá também a apresentação do vencedor do concurso, escolhido na noite anterior, dia 5. As inscrições para participar e concorrer já estão abertas. CLIQUE AQUI. Os vencedores receberão premiações em dinheiro, além do troféu. As inscrições acontecem até o dia 17 de abril. Os ingressos para a grande noite de shows já estão à venda pela Outgooficial no https://outgo.com.br/mpb-84. O evento terá como setores a pista, frontstage, mesa ouro e mesa prata (Ingressos de mesa são equivalente a 4 entradas). Inspirado nos festivais da canção das décadas de 60/70, o Festival MPB 84 é uma iniciativa para valorizar a música autoral contemporânea produzida pelas bandas e por jovens e veteranos músicos do RN. O projeto é uma realização FF Entretenimento e tem produção cultural da Viva Entretenimento. O Festival MPB84 tem patrocínio via incentivo fiscal da Lei Djalma Maranhão pela Prefeitura de Natal e Arena das Dunas, e via lei...

mulher-ser-livre

20/03/2023|

Quando fui convidada para escrever nesta coluna, estava numa segunda feira à noite, conversando com amigos e tomando uma cerveja estupidamente gelada, falando sobre a liberdade, tanto das relações, como da vida profissional e de como a sensação de ser livre era prazerosa, então, não poderia começar falando sobre outra coisa que não seja o meu ponto de vista sobre ser uma mulher livre e a escolha corajosa de ser a única responsável por minhas próprias escolhas e de que entender isso é uma decisão extremamente importante quando estamos vivendo e convivendo num mundo com convenções machistas e que claramente nos coloca em lugar de inferioridade desde os primórdios. Veja bem, é uma segunda feira e eu já estou exercendo a liberdade de escolher não ser convencional no primeiro dia da semana. Optar pelo caminho da liberdade nos permite rever escolhas que nos favoreçam, sejam elas determinantes para a nossa carreira, para a nossa personalidade, estilo, amizades, relacionamentos e em diversas áreas da vida que reforçam que você não precisa se prender a nada.  A liberdade também nos faz abrir mão de estereótipos, apegar-se somente ao que realmente importa e usar o mundo de possibilidades a nosso favor. Reforçar nossos...

Escola de música da ufrn

17/03/2023|

Na condição de Reitor da UFRN, de 1987 a 1991, assisti a vários recitais de professores e alunos da Escola. de Música, em auditórios com instalações precárias e improvisadas. Ficava evidente que os mestres, de elevado padrão profissional, e os seus discípulos, mereciam um lugar bem melhor para exercerem suas tarefas e para mostrarem seus talentos artísticos.  Um fato marcante foi a visita à UFRN de um trio canadense, que usava um piano. A direção da Escola sugeriu de a apresentação se fazer no auditório da Reitoria e, para suprir a falta do piano, foi disposto um teclado. O piano existente estava inacessível no auditório, sempre em obras, da E. de Música. Após essa marcante decepção, o Reitor resolveu comprar um piano de meia cauda para o auditório da Reitoria, decisão logo cumprida, e tudo fazer para construir um novo prédio para a Escola de Música, projeto que, felizmente, foi alcançado com total êxito. Em novembro de 2022, a Escola de Música, criada pelo Reitor Onofre Lopes, celebrou seus 60 anos.  Sob a atual direção do Professor Zilmar Fernandes, a data foi festejada com apresentações musicais, homenagens e poucos discursos. A solenidade ocorreu no auditório Onofre Lopes, com capacidade para...

Secult e FJA participam de reunião sobre Lei Paulo Gustavo

17/03/2023|

A Secretária Extraordinária da Cultura (SECULT) e a Fundação José Augusto (FJA) participaram na última quarta-feira (15) de uma reunião online, coordenada pelo Ministério da Cultura, para debater a regulamentação e a implementação da Lei Paulo Gustavo. Cerca de 80 gestores públicos estaduais e municipais de todo o país foram informados sobre os próximos passos para a aplicação da lei emergencial que repassará recursos para a cadeia produtiva da cultura. O encontro foi realizado dentro dos prazos previstos pelo Minc para a formulação dos grupos de trabalho e a formulação dos modelos para aplicação da lei. Foram debatidos temas como a construção do marco regulatório (planos, fundos, conselhos e conferências de cultura estaduais e municipais), além dos planos de ações, despesas operacionais, contratação de convênios, definição de modelos de editais e o suporte do Minc a estados e municípios. Participaram também do encontro, representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Fórum Nacional dos Secretários de Cultura Estaduais e Fórum dos Secretários de Cultura Municipais e da Associação Brasileira dos Municípios (ABM). Debate online A Secretaria Extraordinária de Cultura do RN, a Fundação José Augusto e o Ministério da Cultura realizam no dia 21/03 às 18h30 na plataforma COTIC (não será...

TERRA ESTRANGEIRA: Perdendo a Final da Copa do Mundo

16/03/2023|

Lisboa – Portugal, 10 de Julho de 2006 O avião que nos trouxe até Lisboa atrasou. Isso fez com que eu e Uriel (meu filho de 10 anos) perdêssemos a final da Copa do Mundo. Não adiantou ter planejado tudo milimetricamente para assistirmos a partida em Lisboa. As contingências do tráfego aéreo fizeram com que descêssemos no aeroporto já no final da prorrogação. Foi a primeira vez que isso me aconteceu desde 1982, ano em que me lembro ter acompanhado a minha primeira Copa. Só não afirmo que perdemos totalmente o jogo porque soubemos, na fila do passaporte,  já no desembarque, da inacreditável expulsão de Zidane por causa de uma cabeçada idiota em Marco Materazzi. Um escândalo. Não apenas pelo fato de esta ser provavelmente a última partida em mundiais de um jogador genial como Zizou, mas também pelo fato de ele ter “usado a cabeça” do modo menos inteligente num jogo tão importante como esse. O fato é que a gente teve de acompanhar esse momento histórico do futebol no aeroporto, pelo rádio. Ninguém tinha ideia de algum lugar no qual se pudesse assistir um jogo pela tv e tomar uma cerveja e estávamos muito preocupados com os trâmites...

General Junkie lança novo álbum com clássicos da história da banda

15/03/2023|

O General Junkie lança nesta sexta (17), “Homem Grotesco”, o segundo álbum oficial de uma das maiores e melhores formações do rock potiguar em todos os tempos. A banda, que faz só aparições pontuais desde o começo dos anos 2000, resolveu se reunir para um show comemorativo dos 20 anos de lançamento do seu primeiro e único disco. Durante os ensaios para o show, gravaram takes ao vivo no Estúdio DoSol de faixas clássicas do repertório da banda como “Quem Matou Brigite?”, “O Diabo Quer Ser Sócio”, “Convulsão”, “Despacho”, entre outras. “Era uma vontade antiga gravar mais coisas com o General Junkie, o mais próximo possível do que fazemos nos shows. Fluiu muito bem todos os takes, parecia que a gente nem tinha parado de tocar aquelas canções”, comenta Gustavo Lamartine, guitarrista e vocalista da banda. O Selo DoSol, responsável pelos lançamentos da banda, também prepara o relançamento remasterizado “Jaz”, demo tape clássica do grupo que ainda está fora das plataformas digitais. “Esse trabalho com o General Junkie que a gente já faz há 20 anos é parte da manutenção do legado do grupo, para nós a maior banda de rock que o RN já teve. Quem esteve no show ao vivo no final do ano passado e ouvir...

Vem aí o podcast Papo Galado!

15/03/2023|

Sim, o Papo Cultura ingressará no universo do podcast nas próximas semanas. A ideia do Papo Galado é convidar pessoas singulares na história do Estado, seja nas esferas cultural, política ou social. Mas, como o nome do programa sugere, a conversa terá sempre uma pitada de humor, escracho e tiração de onda. Para isso, o homem, o mito, a lenda Joselito Muller, dividirá a bancada com este humilde jornalista. Criador de conteúdo, vinhetas, colagens digitais e motion graphics, o designer Paulo Lima, mais conhecido no submundo de Pium como Borracha, se junta ao time para editar os vídeos, os cortes e jogar tudo no canal do youtube Papo Cultura TV. O programa será semanal, gravado no Estúdio Show Time. O primeiro convidado já está na mira e será divulgado em breve. De certo, dará o tom do que virá pela frente. “Claro, teremos agentes da cena cultural, mas também queremos convidados, digamos, mais inusitados. E queremos fazer as perguntas que todos gostariam de saber, sem filtros, sem partidarismos. Ainda estamos discutindo outros quadros dentro do programa, para além da entrevista, que durará cerca de uma hora. Então, galadinhos e galadinhas, esperem um programa interessante e divertido para os primeiros dias...

Tempus regit actum: bebendo cervejas com a devida calma

15/03/2023|

Saudações, cervejeiros que bebem com calma! O texto de hoje é para vocês. O tempo rege o ato. Essa é a tradução mais próxima do brocardo (ditado) latino utilizado pelo “juridiquês” (tempus regit actum) atual para expressar a conformidade do tempo com as ações humanas (no processo). Tudo que fazemos na vida é regido pela sucessão de momentos que costumamos chamar de tempo. Existem mil e uma teorias filosóficas e científicas que tentam explicar o que é o tempo e como se dá o seu transcurso. Hoje, falaremos de algo ligeiramente diferente. Não falaremos sobre o quê (é o tempo), e sim, brevemente, para não tomar-lhes muito tempo, do porquê (que devemos dar tempo ao degustar uma cerveja), principalmente, se for uma cerveja artesanal. Isto é, bebendo cervejas com a devida calma necessária. Assim, calmamente, pegue uma cerveja e deguste lentamente o texto! Dar tempo ao tempo e deixar a cerveja “aparecer” Antes que uma legião ensandecida de antípodas obtusos invada os comentários e comece a dizer que eu estou querendo ditar regras sobre como beber sua cerveja, antecipo, não se trata disso. Você pode beber sua cerveja na velocidade da luz, pode beber ela estupidamente gelada e tão rapidamente...

MPB84

14/03/2023|

Já estão abertas as inscrições para a segunda edição do Festival MPB84. Quer ser um dos finalistas do festival? Será um dia inteiro com atrações regionais, movimentando cada vez mais a cultura do nosso RN. Os vencedores receberão premiações em dinheiro, além do troféu. O grande campeão irá fazer o show de abertura do dia 06 de maio, dividindo palco com grandes nomes da MPB nacional. Para realização da inscrição, os participantes devem acessar este link AQUI para acessar o regulamento do festival. As inscrições acontecem até o dia 17 de abril. O projeto tem patrocínio via incentivo fiscal da Lei Djalma Maranhão pela Prefeitura de Natal e Arena das Dunas, e via lei Câmara Cascudo com o Governo do RN e Sadio Condimentos. É uma realização FF Entretenimento e tem produção cultural da Viva Entretenimento. Mais informações: @festivalmpb84 e whatsapp da Viva: 84 9601-9329.

acadêmico emérito

14/03/2023|

A Academia Norte-rio-grandense de Letras criou, recentemente, por maioria de votos, a figura do “acadêmico emérito”. Discordando de tal decisão, como membro da entidade, proferi voto nos seguintes termos. O título de acadêmico não comporta apenas a condição de sócio de uma agremiação literária, mas, também, é como que uma comenda, um diploma honorífico. Não se pode nem se deve cassar a honraria pelo simples fato de o agraciado estar inválido. Por outro lado, tal descarte constituiria tremendo constrangimento, tremenda humilhação para os familiares, amigos e admiradores do acadêmico inválido, senão para ele próprio se ainda lhe restar discernimento. Além disto, uma indagação se impõe: Qual o objetivo da pretensa medida, ou seja, a de excluir do quadro de membros efetivos aqueles já incapacitados pela idade ou por outros motivos? Alega-se que a mesma visa à dinamização das lides acadêmicas, no sentido de uma maior participação societária. Ora, se assim é, antes de mais nada, teríamos de excluir os acadêmicos omissos, aqueles que, em pleno vigor físico e mental, nunca comparecem às reuniões da Academia e nem sequer tomam conhecimento do que nesta casa acontece. Por fim, vale ressaltar o que reza sobre o assunto o Regimento Interno da Academia...

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