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Terror é arte e você deveria assistir

Por Paula Pardillos Durante 2009 eu trabalhava em uma videolocadora, que foi um dos empregos mais interessantes que eu tive. O expediente todo estava falando sobre filmes, conversando com pessoas

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Ele (também) merece

Por Fernando Luiz Em 2007, a cantora Cláudia Leitte foi homenageada pela Câmara Municipal de Natal com o título de Cidadã Natalense. A proposição foi do vereador Enildo Alves. O

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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aHAYá de Rua realiza 9ª edição com programação gratuita e forte presença da cultura popular

Redação

O bairro de Potilândia, em Natal, volta a se transformar em território de encontro, cultura popular e celebração com a chegada da 9ª edição do aHAYá de Rua, que acontece nesta quarta-feira, 03 de junho, a partir das 16h, com acesso gratuito e programação que atravessa diferentes expressões da tradição junina nordestina. Consolidado como um dos festejos juninos comunitários mais simbólicos da capital potiguar, o projeto reafirma, em 2026, sua vocação de ocupar a rua como espaço democrático de convivência, pertencimento e celebração coletiva. Idealizado pela produtora cultural Haylene Dantas, nascida e criada na Potilândia, o aHAYá de Rua surge de uma relação profundamente afetiva com o território e com os festejos juninos vividos desde a infância. A memória de festas comunitárias como o antigo Arraiá da Esmeralda, referência importante na história do bairro, ajuda a sustentar a identidade do projeto, que ao longo dos anos se consolidou como um dos encontros mais aguardados do período junino na cidade. Nesta edição, o aHAYá presta homenagem às rezadeiras e benzedeiras, mulheres que preservam saberes populares ligados ao cuidado, à fé e à transmissão oral de conhecimentos que atravessam gerações. A escolha temática parte da compreensão de que os festejos juninos não se resumem ao entretenimento. São também espaços onde religiosidade popular, memória coletiva, celebração comunitária e vínculos sociais se manifestam de forma viva. A simbologia das mãos conduz a identidade conceitual da edição: mãos que benzem, acolhem, cozinham, decoram, dançam, organizam e sustentam a festa. Um gesto simbólico que aproxima a tradição das benzedeiras das muitas formas de cuidado presentes na própria cultura popular. A programação deste ano reforça esse compromisso e começa cedo, com um primeiro bloco especialmente dedicado às manifestações populares, pensado para aproximar famílias, crianças e público em geral da riqueza dos folguedos e brincadeiras tradicionais. A abertura dos portões acontece às 16h, seguida da Brincadeira de João Redondo, com o Grupo Caçuá do Teatro de João Redondo, às 16h15. Às 16h45, o público acompanha a apresentação do Boi de Reis Estrela D’Alva. Na sequência, às 17h15, acontece um dos momentos mais emblemáticos da programação: o Encontro dos Bois, reunindo o Boi Estrela D’Alva, o Boi Esmeralda — manifestação criada dentro do próprio aHAYá como homenagem à memória afetiva do território — e o grupo Folia de Rua Potiguar. Às 17h40, o cortejo segue pelas ruas da Potilândia, ampliando a experiência do festejo para além do palco e reafirmando a rua como espaço central da celebração. Fechando esse primeiro movimento da programação, por volta das 18h20, o público recebe Mestre...

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Entre memória e violência: o curta potiguar “Umbuzeiro” estreia e já recebe prêmio internacional

Redação

Recém-lançado, o curta-metragem Umbuzeiro desponta como uma das novas produções do cinema independente nordestino ao combinar atmosfera gótica, crítica social e forte dimensão psicológica. O filme, primeiro trabalho de Emílio Ribeiro como roteirista e diretor, já acumula seleções em festivais e um prêmio internacional poucos meses após sua conclusão. A narrativa acompanha uma senhora idosa que vive isolada em um antigo casarão, carregando um passado marcado pela violência. Entre memórias fragmentadas, silêncios e traumas que fragilizam sua saúde mental, a personagem divide a rotina com o filho, o professor Elias. A dor íntima da mãe inspira a escrita de um livro e sustenta os mistérios da trama, que lentamente expõe as feridas invisíveis da violência contra a mulher. Antes de se tornar filme, Umbuzeiro já havia sido reconhecido nacionalmente ao receber o prêmio de segundo melhor roteiro de curta-metragem do Brasil no Grande Prêmio de Roteiro do Festival de Sorocaba, em 2025. Finalizado em fevereiro de 2026, o curta iniciou rapidamente sua circulação em festivais. Umbuzeiro foi selecionado para o 5º Saria Film Festival, em Orlando, Flórida. É a quinta seleção do filme, a terceira em festival internacional. Entre as conquistas recentes está a seleção para o First-Time Filmmaker Sessions, promovido pelo Lift-Off Global Network, na Inglaterra. O evento rendeu ao filme seu primeiro prêmio internacional, o Audience Choice, reconhecimento concedido após ser o mais votado pelo público. O curta também integra a Seleção Oficial do 2º Curta Varginha, em Minas Gerais, e do Inland Independent Film Festival, em Araraquara (SP). A recepção inicial confirma o potencial de Umbuzeiro, obra que aproxima sensibilidade artística e reflexão social, evidenciando a força de um cinema nordestino comprometido com memória, estética e experiência humana. Assista ao trailer de Umbuzeiro: https://youtu.be/5b4DjGM4AnE Para mais informações, siga @misteriofilmesrn, no Instagram.

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Novo projeto musical traz poemúsica inspirada na pandemia

06/09/2023|

O enfrentamento do COVID-19 não se deu apenas pelos cuidados sanitários caseiros e individuais, pela vacina ou mesmo pelo combate à desinformação. A arte foi um ancoradouro fundamental para que as pessoas pudessem  resistir  e  se  refugiar de dores, de perdas materiais, humanas e das múltiplas solidões. O projeto “O Jardim Secreto de Stéhpan Dehmía” é um registro musical desse exercício. Durante aquele período de isolamento geral, pelo menos uma vez por mês, o professor Sandro Azevedo, retomou seu lado músico, então adormecido, e fez chegar ao seu círculo de amigos e amigas seus “presentinhos” – canções autorais e versões próprias de músicas do cancioneiro popular, como forma de atenuar os efeitos das solidões compulsórias. Nascia, ali, um heterônomo – o  jardineiro Stéhpan Dehmía – e a metáfora da distribuição de flores cultivadas em seu diverso jardim musical e entregues nas casas das pessoas que amava, na tentativa de atenuar os medos e inseguranças daqueles dias tenebrosos em que o convívio com a morte atravessava a rotina mais íntima de todos, sem as certezas de quando findaria. Encorajado pela boa aceitação da iniciativa, Sandro Azevedo conseguiu convencer Stéhpan Dehmía a entrar em estúdio para o registro de 10 dessas canções...

Os Chicos

06/09/2023|

Com grande sucesso de crítica e de público, o Te Encontro na Música realiza o último show desta temporada neste final de semana. No sábado, dia 09 de setembro, o evento fará um grande homenagem a Chico Buarque. Quem interpreta a obra do compositor são os músicos Rafael Barros, Thiago Landeira, Jubileu Filho, Mônica Michelle, Toni Gregório e Wesley Silva, que formam juntos o grupo Os Chicos. O show acontece no Alpendre, espaço de gastronomia e lazer do Natal Shopping, às 19h, e é uma realização do DoSol com patrocínio do empreendimento, através da Lei Djalma Maranhão e Prefeitura do Natal. A entrada é totalmente gratuita, sem necessidade de retirada de ingressos, mas sujeita à lotação. Nesta edição, o Te Encontro na Música celebrou nomes da MPB em shows mensais com a participação de intérpretes potiguares como Simona Talma, Ângela Castro, Dani Cruz, Sueldo Soares, Igor Fortunato e Luiz Gadelha. Ícones como Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e as damas do samba Alcione e Beth Carvalho foram festejados com 25 músicos em ação em cinco shows especiais. SERVIÇO – Te Encontro na Música 2023 O que: Show ‘Os Chicos’, homenagem à Chico Buarque Quando: Sábado, 9 de setembro, às 19h...

Cultura cervejeira, autonomia e escolhas

06/09/2023|

Saudações, cervejeiros! Se há algo que engrandece o ser humano, de forma bastante ampla e sem contraindicações é o conhecimento. Tanto isso é verdade que existe o famoso ditado: o conhecimento liberta. Quando começamos a pensar na verdade contida no ditado mencionado, e como que isso pode ser aplicado e vivenciado na cultura cervejeira, é possível se chegar ao entendimento que o conhecimento traz a libertação pela escolha. Contudo, não é apenas a escolha pela escolha. Isto é, não é o mero ato de escolher sem saber justificar. Afinal de contas, o conhecimento (libertador) é sempre baseado em uma crença justificada (como verdadeira). Outrossim, é a escolha autonomamente colocada, dentre uma ampla gama de estilos que permite o florescimento da cultura cervejeira. Trocando isso em miúdos (afinal, esse será o andamento do texto de hoje), quanto mais se conhece e se aprofunda as degustações cervejeiras, mais se é possível ter uma decisão (ou escolha) autônoma diante do que é posto. A oferta do mercado cervejeiro vem se ampliando a cada dia, novas cervejarias surgem, trazendo novas cervejas e diversificando estilos. Esse movimento de expansão e diversificação é tão amplo que, às vezes, parece difícil até mesmo o que escolher. Nesse...

Toni

05/09/2023|

O público natalense terá oportunidade de ouvir em primeira mão o álbum “AYA”, do guitarrista e compositor Toni. A apresentação inédita será no Mahalila Café & Livros nesta quarta (6), véspera de feriado, às 20h. “AYA” é um álbum de música instrumental que envolve afrojazz, afrobeat e outros ritmos negros. “O álbum reflete minhas vivências no universo dos cânticos e chás. É fruto de pesquisas sobre as influências da cultura negra na música brasileira e mundial”, afirma Toni. Essas referências foram traduzidas em forma de canções autorais, trazendo ritmos, harmonias, textos e imagens que ornamentam e trazem à tona uma nova dimensão com seres encantados, fluidos, do imaginário dos sonhos. “AYA” é, portanto, não só um projeto musical, mas também estético, imagético. A partir das músicas foram desenvolvidos seres míticos e místicos que habitam AYA. Todo esse universo, concebido por Toni e realizado a partir das fotografias de Ian Rassari e da direção artística do designer Allan Marlon, pode ser desbravado no Instagram de Toni. O álbum, composto por sete faixas, estará disponível nas plataformas de streaming musical no dia 15 de setembro. Já sendo possível realizar o pré-save em https://linktr.ee/tonigregorio. Conheça Toni Toni é compositor, guitarrista, produtor musical e arranjador com...

Will Barros

05/09/2023|

Uma mescla de ritmos unidos na voz de uma carioca da baixada fluminense com raízes potiguares abrilhantará a noite desta sexta no Bardallos Comida e Arte. Will Barros é filha, neta e sobrinha de potiguares. Veio passar férias em Natal, em janeiro de 2023 e resolveu ficar por aqui. Sua influência musical começou bem cedo em casa: seu pai é músico e multi instrumentista. Desde sempre, Will sabia que queria cantar. Após anos desenvolvendo seu dom apenas na igreja, fez seu primeiro show no interior de São Paulo e nunca mais parou. Seu estilo sempre foi muito fluido e mescla MPB, Samba, Pop, e a sua grande paixão, o Jazz. Nos últimos anos, além de trabalhos como backing vocal, Will integrou o Projeto Sonar, banda carioca que mistura jazz e outras vibes sonoras e entrega um som de qualidade pelos bares e hotéis do Rio de Janeiro. Agora Will está aqui em Natal, e quer mostrar a que veio. Will Barros no Bardallos O show acontecerá na próxima sexta, dia 8, às 21hrs.  O valor do couvert é de R$10

Jarbas Martins

05/09/2023|

Poeta, escritor, promotor de justiça e professor aposentado da UFRN, Jarbas Martins (1943) é membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras.  Autor de Contracanto, (Fundação José Augusto, 1979), reeditado em 1996 pela EDUFRN, 14 versus 14 (Editora Sebo Vermelho, 1994) e 44 Haicais (8 Editora, 2018). Mais recentemente, por iniciativa do escritor Manoel Onofre Jr, em parceria conosco, e apoio da família, Jarbas Martins publicou o livro Terceiro Canto (Offset Editora, 2023). No trabalho em foco, reunimos 50 poemas de Jarbas Martins, publicados na Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras, no período compreendido entre julho de 2005 e junho de 2023, todos inéditos em livro. A arte da capa, uma obra abstrata, foi cedida gentilmente pelo escritor e artista plástico Alfredo Neves. Nascido e criado na cidade de Angicos, interior do Rio Grande do Norte, Jarbas Martins tem um grande carinho pela sua terra natal. De uma entrevista que nos concedeu, destacamos a seguir alguns trechos sobre sua vida e obra literária. “Da minha cidade guardo lembranças intensas, vividas quando, em minha primeira infância, ainda morava lá. Minha casa, remodelada hoje, fica perto da Igreja, na praça Capitão J. da Penha. Procissões, novenas, agitações políticas, como a chegada à cidade do...

Festival Urbanocine

04/09/2023|

O Festival Urbanocine – projeto que utiliza o cinema como ferramenta social e de educação audiovisual, atuando através de exibições, projeção em espaços públicos e ações formativas por meio das quais se debate, desde 2013, questões sociais, geográficas e identitárias relacionadas às cidades – está com inscrições abertas para a Mostra de filmes Urbanocine 2023. A mostra de cinema é de caráter não-competitivo, voltada  à democratização do acesso a obras audiovisuais brasileiras e potiguares, previsto, em sua quarta edição, para o mês de novembro de 2023, contando com ações formativas e exibições presenciais na cidade de Natal (RN). Na edição 2023, o Urbanocine continua buscando fortalecer a pauta da acessibilidade, com destaque à luta das pessoas com deficiência visual, e reafirmando o comprometimento do projeto com a democratização do acesso ao cinema. Os filmes serão exibidos com recurso de audiodescrição. Desse modo, as obras que já possuem recursos de acessibilidade serão prioritárias para a curadoria, mas aqueles que não dispõem podem se inscrever, caso selecionados, serão acessibilizados pela equipe do Urbanocine. As inscrições podem ser realizadas até o dia 17 de setembro, através dos links:  Mostra Potiguar – Curtas-metragens de realizadores/as naturais ou domiciliados/as no Rio Grande do Norte, com duração de até 25...

Carlos Zens se apresenta no TAM com o show Primavera das Xananas nesta segunda

04/09/2023|

Na próxima segunda-feira (04), o cantor e compositor potiguar Carlos Zens se apresenta em duas sessões no Teatro Alberto Maranhão (TAM) com o show Primavera das Xananas. Após nove anos ausente dos palcos do teatro, o multiartista vai reviver canções que marcaram sua carreira, como “Arapuá no Cabelo”, “Fuxico de Feira”, “Calango da Praia”, “Araruna”, “Natal das Dunas Brancas”, “Rendeiras da Vila” e a icônica “Flor Xanana”. Zens promete ainda apresentar ao público potiguar as canções inéditas “Tu Gosta D’eu?”, “Minha Amada”, “Maria da Graça”, “Morena Caboclinha”, “Amanhã Serei mais Feliz”, “Não Pense Mais” e “Saudade de Tu eu Tô!” – esta última em parceria com a poetisa Ghislaine Araújo. O espetáculo também terá a participação do Coral Infantil do CEI, que levará ao palco mais de 40 crianças do 2° ao 5° ano do Ensino Fundamental do CEI Romualdo Galvão e Roberto Freire; o Coral Harmus; e ainda a dupla Fábio Cruz e Marília Bandeiras. A primeira sessão, às 15h, é exclusiva para o Projeto Escolas e oferece ingressos especiais no valor de 5 reais. Já  a segunda sessão, para o público geral, terá início às 19h, com ingressos a partir de 25 reais. Vendas na bilheteria do teatro...

MARIA DOLORES WANDERLEY

04/09/2023|

Internada numa UTI, após um grave infarto no miocárdio, Doralice entrega a seu médico, um velho amigo, não só a responsabilidade pela sua saúde, como os seus diários, dois grossos cadernos escritos ao longo de meses de internação. Os dois se conheceram nos tempos de faculdade e viveram um grande amor no passado, mas a falta de maturidade na época os impediu de selar a relação. Agora, eles se encontram no hospital, ela na maca, em estado crítico, e ele como seu homeopata e depositário de suas histórias de vida. Esse é o fio condutor de “A história de Doralice”, o novo romance de Maria Dolores Wanderley. A ficção em prosa poética tem selo da Editora Circuito e será lançado no dia 9 de setembro de 2023, no Araçá Café Bistrô, em Natal (RN), cidade de origem da autora, a partir das 18h. “A história de Doralice” é o terceiro romance da geóloga Maria Dolores Wanderley, ex-professora do programa de pós-graduação em Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Paralelamente à sua carreira no campo das ciências naturais, Dolores construiu sua trajetória também na área de literatura. Entre 2001 e 2016, ela publicou seis livros de poesia. Em...

John Waters

04/09/2023|

Uma lagosta gigante violentando um travesti, tendo a cidade de Baltimore como cenário e os assassinatos da Família Mason como referência, dão o tom do que viria a ser a marca registrada do cinema desse pacato cidadão estadunidense: John Waters. Waters começou a fazer filmes ainda adolescente, com câmeras de 8 e 16MM, influenciado pelos cineastas Gordon Lewis, Fassbinder, Fellini e Bergman. Embora as estéticas kitsch, camp e trash imperassem nesses primeiros curtas-metragens, desde que o ator Harris Glenn Milstead, mais conhecido como o travesti Divine, estrelou suas produções, em 1966, os freaks passaram a ser os personagens centrais de todos os seus filmes; porém, os desajustados de Waters são peculiares. Eles não estão nem aí para a rejeição da sociedade e nem querem ser “readmitidos”, pelo contrário, estão dispostos a mostrar a todo mundo que dentro de nós se esconde algo doentio, bizarro, animalesco. Em alguns filmes, Waters puniu os freaks de forma severa, como em Multiple Maniacs. Nele, acompanhamos Divine em um ataque de fúria raivosa pela cidade, para em seguida ser cercada por jovens militares que, sadicamente, lhe desferem tiros mortais, salvando a sociedade daquela “aberração”. No entanto, ao final de filmes como Pink Flamingos e Clube...

Samba do Abacho

01/09/2023|

Com a sua já tradicional roda, o Samba do Abacho aporta novamente este sábado (2) no Bar do Thomas, em Mirassol, e promete sacudir os amantes da boa música. Com um repertório voltado para os clássicos do samba, passeando por Noel Rosa, Cartola, Chico Buarque e Paulinho da Viola, entre outros tantos, a roda do Samba do Abacho é uma agradável opção de lazer para a família natalense neste final de semana. Formada por amantes e entusiastas do samba, sem ousadas pretensões, o grupo contagia e desperta saudosismo. Samba do Abacho *Onde:* Bar do Thomas (Mirassol) *Hora:* a partir das 17h *Couvert:* R$ 10,00

Zilene Costa

31/08/2023|

A jornalista Zilene Costa lança nesta sexta-feira (1º de setembro) o romance “De violetas e colibris”, pela Editora Primeiro Lugar. O livro marca a estreia da jornalista no ramo da literatura. O lançamento tem apoio do UNI-RN, instituição de ensino superior, da qual a autora é assessora de comunicação. O lançamento ocorre às 18h, na Reitoria da instituição. De violetas e colibris é uma obra literária com um toque intimista e pessoal. “É um livro que trata sobre a luta interna contra os sentimentos e as emoções que nos adoecem. Uma constatação que o nosso maior inimigo, muitas vezes, é o nosso próprio pensamento”, ressaltou a autora. Zilene Costa conta que escrever é um sonho antigo. “Aos 13 anos, disse à minha mãe que seria escritora. E ela me respondeu: estude”, lembra. A paixão pela literatura só aumentou com o tempo, sendo o clássico “O Amante”, da escritora francesa Marguerite Duras, um dos seus livros favoritos. O livro tem prefácio da professora e escritora Lúcia Eneida (UFRN) e a orelha assinada pelo médico e escritor Daladier Pessoa Cunha Lima (ex-reitor da UFRN e reitor do UNI-RN).  

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