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Barracas de Tourinhos são reconhecidas como Patrimônio Cultural do RN dois anos após demolição

Redação

Reconhecimento oficial contrasta com abandono: Enquanto obras dos novos quiosques seguem paradas e famílias resistem sem apoio local, barracas de Seu Luiz e do Dadá recebem reconhecimento oficial e pescador é homenageado como Guardião da Pesca Artesanal Dois anos após a demolição das tradicionais barracas da Praia de Tourinhos, em São Miguel do Gostoso, a realidade das famílias afetadas segue marcada pela incerteza e pela ausência de soluções definitivas. Em contraste com esse cenário, o Estado do Rio Grande do Norte reconheceu oficialmente a importância das barracas de Seu Luiz Pescador e do Dadá como Patrimônio Cultural e Turístico do RN. A conquista se deu por meio de leis estaduais sancionadas em março de 2026, a partir de proposições da deputada estadual Divaneide Basílio, em articulação iniciada pela documentarista e produtora cultural Mônica Mac Dowell, no contexto ampliado do projeto Faces do Reduto. Mais do que estruturas físicas, as barracas representam um modo de vida ligado à pesca artesanal, à gastronomia local e ao turismo de base comunitária – elementos que ajudaram a consolidar Tourinhos como um dos destinos mais emblemáticos do litoral potiguar. Reconhecimento em meio ao abandono Em março de 2024, as barracas foram demolidas com a promessa de urbanização da orla e construção de novos quiosques no prazo de seis meses. Dois anos depois, as obras seguem sem conclusão. Sem alternativa, as famílias passaram a trabalhar em estruturas improvisadas para garantir a sobrevivência. Desde então, enfrentam condições precárias, sem acesso a indenização, crédito ou reassentamento digno. A destruição das barracas representou não apenas a perda de renda, mas a ruptura de um sistema cultural e econômico construído ao longo de décadas, baseado na pesca artesanal e na hospitalidade comunitária. “Não estamos falando apenas de barracas, mas de um sistema cultural vivo, que envolve pesca artesanal, gastronomia e turismo de base comunitária. Essas estruturas foram fundamentais para colocar Tourinhos no mapa do turismo e são reconhecidas por visitantes de várias partes do mundo. E a pesca artesanal só não desapareceu dali porque Seu Luiz continua resistindo, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações”, afirma Mônica Mac Dowell. Seu Luiz: memória viva e guardião da tradição Nesse contexto, Seu Luiz Pescador recebeu uma Moção de Aplauso da Assembleia Legislativa do RN como Guardião da Pesca Artesanal em Tourinhos, reforçando o reconhecimento de sua trajetória e da importância de seu saber ancestral. Nascido na própria Praia de Tourinhos, Seu Luiz é hoje o único pescador...

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Bárbaro Xavier

Ator potiguar Bárbaro Xavier conquista Cannes com dupla seleção inédita

Redação

O ator potiguar Bárbaro Xavier vive um dos momentos mais expressivos de sua trajetória artística. Após participações em três produções da TV Globo — Vale Tudo (2025), Três Graças (2026) e Guerreiros do Sol (2026) — e atualmente em cartaz nos cinemas com papel de destaque em Máfia de Pelúcia, o artista agora celebra um feito raro: a presença em duas produções selecionadas para o Festival de Cannes, o mais prestigiado evento do cinema mundial. As obras integram mostras distintas, reforçando não apenas a versatilidade do ator, mas também a potência do audiovisual brasileiro em diferentes linguagens e formatos. “Dark Corners 2: Safira’s Curse” (Cantos Escuros: A Maldição de Safira) No longa dirigido por Henrique Nuzzi, Bárbaro Xavier interpreta Hermes, cameraman e fiel escudeiro da protagonista Beatriz (vivida por Ananda Scaravelli). Gravado em Goiânia, o filme dá continuidade à saga Dark Corners: The Legacy of Pietra. A produção foi anunciada pela Variety como parte da seção Fantastic Cuts, dentro do VDF Showcase no Marché du Film, com exibição prevista para 18 de maio. Na narrativa, Hermes ocupa papel estratégico: como presença constante e observador direto dos acontecimentos, ele estabelece uma ponte entre o olhar documental e a atmosfera sobrenatural que atravessa o filme. Sua atuação contribui para tensionar elementos como tecnologia e ancestralidade, eixo central da obra. “Laser-Gato” Além do longa, Bárbaro Xavier também integra o elenco do curta Laser-Gato, dirigido por Lucas Acher, selecionado para a mostra La Cinef, dedicada a novos talentos do cinema mundial. A obra acompanha um adolescente em uma deriva noturna por São Paulo, em encontros que ressignificam sua percepção da cidade e de si mesmo. Entre 2.750 inscrições, Laser-Gato foi o único representante brasileiro selecionado para a categoria, um indicativo da força e da originalidade da nova geração de cineastas do país. Um marco de projeção internacional A dupla presença de Bárbaro Xavier em Cannes — em um longa de gênero com circulação internacional e em um curta autoral na principal mostra de novos talentos do festival — evidencia a amplitude de sua atuação e o alcance do cinema brasileiro contemporâneo. Com repercussão na imprensa nacional e internacional, incluindo veículos como a CNN Brasil, o ator potiguar consolida-se como um nome em ascensão no cenário audiovisual, transitando com consistência entre diferentes propostas estéticas e narrativas. Mais do que um reconhecimento individual, o feito também projeta o Rio Grande do Norte no mapa do cinema...

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Mostra Macambira abre inscrições para filmes que irão compor sua quarta edição

Redação

Estão abertas as inscrições para a Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero, iniciativa que visa difundir e promover diálogos sobre a produção audiovisual dirigida por realizadoras (cis, trans, travestis) e pessoas gênero-dissidentes. A quarta edição da Mostra acontece de 26 a 28 de junho na Casa da Ribeira, em Natal. A programação conta com a Mostra Nacional e a  Mostra Potiguar, com filmes que estão sendo realizados na contemporaneidade por perspectivas que historicamente foram subalternizadas e invisibilizadas no campo do cinema. As inscrições para a nova edição da Mostra seguem abertas até 11 de maio no site http://www.mostramacambira.com.br. Estão aptos para a inscrição curtas e médias-metragens brasileiros com duração máxima de 25 minutos, finalizados a partir de janeiro de 2024. Os filmes devem ser, obrigatoriamente, dirigidos ou codirigidos por mulhereridades (cis, trans, travestis) e pessoas dissidentes de gênero (homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias, gênero fluido, agênero), sendo necessário o preenchimento da identidade de gênero da direção no campo correspondente do formulário de inscrição. A seleção dos filmes será realizada pela equipe de Curadoria da Mostra Macambira segundo critérios definidos pela linha curatorial que contempla as mais diversas subjetividades de mulheridades e pessoas gênero-dissidentes, de modo a incorporar novas imagens ao campo do cinema. A 4ª edição da Mostra Macambira é produzida pela Salobra Filmes, Ebó Filmes e OXÊ Filmes. Este evento é realizado através do Edital de Fomento ao Audiovisual e Jogos Eletrônicos 10/2024, lançado pela Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal. Sobre a Mostra Macambira A Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero é uma janela de exibição surgida no estado do Rio Grande do Norte (RN) em 2020. Tendo o marcador social de gênero como ponto de partida, o evento tem como objetivo difundir e debater, de maneira gratuita, obras audiovisuais brasileiras e potiguares dirigidas por mulheridades e pessoas gênero-dissidentes, buscando contribuir com a fissura de um regime representacional que contemple a diversidade de olhares, a partir de uma perspectiva interseccional. InformaçõesInscrições: De 27/04 a 11/05Regulamento e ficha de inscrição: http://www.mostramacambira.com.brRedes sociais: @mostramacambira

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Patrícia Leal celebra Dia da Dança com poesia, música e fragrância no show Águas

Redação

Nesta quarta-feira (29), a artista, bailarina, cantora, poeta e perfumista Patrícia Leal realiza o Show ÁGUAS, celebrando o dia internacional da Dança no Mahalila Café e Livros, com um trabalho totalmente autoral a partir de seu EP Águas, mas também com músicas de seu Álbum anterior Continua…, além de canções inéditas. Acompanhada por grandes músicos, a formação conta com o saxofone de Anderson Pessoa, o piano de Eduardo Taufic e a percussão de Ramon Gabriel. Celebrando a Dança, o show é proposto com o melhor dos ritmos brasileiros com muito swing do samba, ijexá, côco, ciranda… deixando até nas letras o convite: “tira o sapato, vamos dançar onde for…” ÁGUAS é um trabalho que se iniciou no final da pandemia e reflete sobre as emoções, sentimentos vividos nesse período e na relação da autora com as águas internas, emocionais e com as águas externas, seja o Mar, sejam as cachoeiras, os rios. As coreocanções nascem da necessidade de reaproximação com o si, com a natureza, após um longo período de isolamento, da necessidade de compreender os próprios sentimentos e da compreensão que somos natureza. A artista realmente visitou locais de mar aberto em Natal, Pipa, São Miguel do Gostoso, como também cachoeiras em locais mais fechados e de floresta em Delfinópolis, Minas Gerais, que trouxeram o movimento necessário para as melodias, para a poesia e para as fragrâncias tão peculiares ao processo de criação da artista. Além do EP, a artista criou duas fragrâncias “Concha” e “Rainha”, que levam o nome de duas músicas do trabalho. A formação escolhida para o trabalho – sax, piano e percussão – permitiu um clima mais intimista, necessário para a performance das canções e contou com a colaboração de grandes artistas: Anderson Pessoa no saxofone, Eduardo Taufic no piano e Ramon Gabriel na percussão. O Show acontece em comemoração ao dia internacional da Dança e, por isso, convida também a Dançar com uma seleção de músicas que trazem muito samba, côco, ciranda, samba-jazz e uma pitada de blues. Show – Águas, de Patrícia Leal Quando: 29/04/26 Aonde: Mahalila Horário: 20h Contribuição artística

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Skarimbó lança “Dunares” e firma um novo momento de sua trajetória artística

Redação

Com sonoridade orgânica e construção visual integrada, o disco evidencia o amadurecimento do grupo após mais de dez anos de caminhada Depois de mais de uma década de trajetória, a banda Skarimbó chega a um novo momento com o lançamento de “Dunares”, disco que estreia hoje, 27 de abril, nas plataformas digitais. O trabalho firma um momento de consolidação artística do grupo e evidencia um estágio mais maduro de sua identidade musical, em que a força rítmica, a densidade poética e a organicidade da execução aparecem em equilíbrio raro. “Dunares” nasce como obra de percurso. Seu título não funciona apenas como referência paisagística ou geográfica, embora a presença das dunas, tão constitutiva da experiência de viver e se deslocar em Natal, seja decisiva para a imaginação do álbum. A imagem central aqui é a da travessia. A caminhada entre escassez e abundância, aridez e horizonte, esforço e chegada. É desse movimento, ao mesmo tempo físico e existencial, que o disco retira sua espinha dorsal. Nas palavras de Geraldo Gondim, cantor e compositor da banda, o álbum sintetiza uma reflexão antiga do Skarimbó sobre a condição humana e suas dualidades, entre altos e baixos da vida, escassez e abundância, chegadas e partidas, secura e mar. Parte importante das composições foi escrita num período em que o artista vivia em Tabatinga, território cercado por dunas, de onde veio não só a ambiência do disco, mas também a percepção mais nítida desse contraste entre dureza e promessa, entre o caminho difícil e o que se revela depois dele. Para o artista, lançar o disco também é celebrar a permanência e a reinvenção de um grupo que, ao longo de doze anos, vem sustentando sua chama criativa em meio aos desafios de produzir música autoral em Natal.  Essa dimensão simbólica encontra ressonância direta na arquitetura sonora do álbum. Segundo a produtora executiva Babi Baracho, “Dunares” representa uma virada de chave e marca uma consistente transição de amadurecimento musical e identidade do grupo. De um lado, o disco mantém o chão areado, o pulso telúrico e a energia percussiva fincada na terra e nas tradições. De outro, se abre para composições atravessadas por reflexão existencial, espiritualidade e densidade emocional. O resultado é uma obra que não se acomoda numa leitura única: ela pulsa entre o corpo e o pensamento, entre a celebração e a consciência, entre o rito coletivo e a elaboração íntima.  O processo de criação...

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Como Gugu Liberato usou o “De volta para minha terra” para me sequestrar e enviar para o sertão da Paraíba

Joselito Muller

Alguns especialistas dizem que, somente ao superar um trauma, é possível relatar, com alguma veracidade, os eventos que o causaram. Embora concorde com tal raciocínio, abordei por esses dias um assunto cujo resultado traumático me perseguiu por toda a vida, embora naturalmente perca gradualmente a força ao longo dos anos, ainda continua vivo em minha memória. No último dia 23 deste mês completou-se vinte anos que o falecido Gugu Liberato – que Deus o tenha – me levou na marra para o sertão paraibano, onde permaneci por mais de uma década sem qualquer contato com meus familiares. O lamentável ocorrido – que não chamarei de rapto, por temer eventuais represálias judiciais – se deu por ocasião das filmagens do quadro “De volta para a minha terra”, que era transmitido em seu programa dominical. Tal quadro televisivo influenciou fortemente o programa de combate à imigração ilegal dos Estados Unidos. Naquela época, eu tinha 12 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro. Havíamos chegado há poucos meses em São Paulo, para onde fui com meus pais e meus quinze irmãos esperançosos de conseguir melhores condições de vida. Saímos do interior do Pará, do distrito de Arumanduba, atualmente extinto, pois foi engolido pelo rio Amazonas. Após uma desconfortável viagem de sete dias, chegamos a São Paulo e, sem auxílio governamental – inexistente na época – tive que trabalhar para ajudar nas despesas de casa, e encontrei emprego na construção civil. Eu ainda não era alfabetizado, e aproveitava os momentos de descanso na obra para estudar sozinho a cartilha Caminho Suave, que tinha ganhado de uma vizinha que já havia frequentado o supletivo na rede estadual de ensino. Esse hábito suscitava piadinhas maldosas dos meus companheiros de trabalho, sobretudo do encarregado, de quem não sei o nome civil, pois era conhecido pela alcunha de Bira. Sujeito altamente pernóstico e invejoso, desconfio até hoje, sem recear estar cometendo alguma injustiça, que foi ele quem me denunciou para a produção do Gugu. Já estava há alguns meses em São Paulo, mas ainda não havia regularizado minha situação. Por ser oriundo da parte de cima do mapa do Brasil, fui apelidado de Paraíba, sendo vãs as tentativas de esclarecer que Norte e Nordeste são regiões distintas. “Da Bahia pra cima é tudo Paraíba”, dizia Bira com desdém. Certo dia, perto da hora do almoço, fui abordado por cinegrafistas e pelo apresentador Gugu que, entusiasmado, anunciava que me...

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Novo curta-metragem de Luiza Gurgel traz alerta sobre os impactos da ação humana na natureza

Redação

Todos os dias, ela assiste ao sol nascer e se pôr. Nesse intervalo, vê o cotidiano acontecer: as crianças brincando, o cachorro farejando, uma vendedora passando, um casal se conhecendo. Ela os vê, escuta, acolhe… mas eles não. Apesar de sua beleza e de se doar pelos outros diariamente, sua existência passa despercebida. Isso porque, para o homem, seu valor é resumido a números. E se fosse você a passar por isso? Com direção de Luiza Gurgel, o filme A Mesa propõe um olhar profundo sobre uma sociedade gananciosa que despreza o meio em que vive, através da perspectiva da personagem principal, que sente a agonia e o desespero de ver sua vida ser moldada para atender aos interesses alheios. Trazendo à tona a pauta do meio ambiente, a narrativa mostra a banalização do homem quanto à natureza, fazendo um alerta sobre fatores como a crise climática, o desmatamento e o ecocídio. De forma crítica, o curta-metragem aponta como o egoísmo humano tem colocado em risco o planeta e faz o público se questionar sobre sua própria responsabilidade diante da catástrofe ambiental que estamos vivendo. Cineasta e jornalista, Luiza Gurgel conta que teve a ideia para o roteiro enquanto assistia a uma reportagem na televisão sobre desmatamento. O incômodo com a hipocrisia do ser humano — que, mesmo dependente da natureza, não a preserva — foi o que fez a história do curta nascer. “Comecei a pensar o quanto nós, seres humanos, somos egoístas. Esse filme fala principalmente sobre hipocrisia; essa palavra sempre guiou, de certa forma, o entendimento da narrativa para mim. A ideia é que repensemos cada vez mais sobre o nosso lugar aqui: quem nós somos, para onde nós vamos e quais as consequências das nossas ações e das nossas atitudes”, destaca a diretora. Mas, se a ação humana é a principal responsável por degradar o meio ambiente, ela também tem o poder de mudar essa realidade. Por isso, o filme também tem o objetivo de sensibilizar as pessoas em prol da preservação da natureza e de seus recursos. As gravações do curta aconteceram em junho de 2025. As locações foram em Mossoró (RN), trazendo cenários carregados de identidade regional. Um dos principais pontos de filmagem foi a Praça do Rotary, que por dois dias tornou-se um verdadeiro set de gravação. O assistente de direção, Plínio Sá, conta que as filmagens ocorreram em meio à rotina habitual...

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Banda Jack Black celebra 21 anos com show especial na Black Sheep

Redação

A banda potiguar Jack Black sobe ao palco neste sábado (25), a partir das 22h, para comemorar 21 anos de trajetória com um show especial na Cervejaria Black Sheep. A apresentação promete uma imersão no universo do rock, reunindo grandes clássicos que marcaram gerações. Com um repertório extenso, show também terá participações especiais de músicos que já passaram pela formação do grupo, tornando a celebração ainda mais simbólica — um reencontro com diferentes fases dessa trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. Revisitando clássicos Formada em 2005, a Jack Black nasceu com a proposta de revisitar os grandes clássicos do rock’n’roll, sempre com identidade própria. Ao longo dos anos, consolidou seu espaço na cena musical do Rio Grande do Norte, destacando-se pela qualidade técnica, presença de palco e fidelidade à essência do gênero. Inspirada no espírito livre e intenso dos pioneiros do rock, a banda construiu uma sonoridade que passeia pelo blues, rock clássico, hard rock, soul e psicodelia — com forte influência dos anos 70 e interpretações marcadas por personalidade. O repertório é uma homenagem a grandes nomes da música mundial, como Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, The Beatles, Jimi Hendrix e Queen, entre outros ícones que ajudaram a moldar o rock’n’roll. Além dos clássicos, a banda também apresenta composições autorais, reforçando sua identidade artística e conexão com o público. Formação Atualmente, a banda é formada por músicos experientes da cena potiguar: Eduardo Azevedo (guitarra), Gil Oliveira (vocal), Wilton César (baixo) e Samir Santos (bateria). A sintonia entre os integrantes, construída ao longo dos anos, se traduz em apresentações marcadas por energia, técnica e forte interação com o público. Mais do que revisitar o passado, a Jack Black assume como missão manter o rock vivo e em movimento. A banda busca dialogar com diferentes gerações, atualizando a essência do gênero sem perder suas raízes — com mensagens que atravessam o tempo, como liberdade, atitude e expressão. O show de 21 anos promete ser mais do que uma apresentação: será um encontro entre história, música e público, celebrando a estrada percorrida e o espírito permanente do rock’n’roll. SERVIÇO: Jack Black – 21 anos Data: Sábado (25) Local: Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lamas, 1500, Candelária) 20h : Abertura: Alanny Dantas & projeto Velvet Acustic Ingressos no outgo: 20,00 individual, 35,00 casadinha e 65,00 ingresso + camisa da banda

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lisboa

12/06/2020|

DO MISTÉRIO DAS CIDADES Como um rio, que nunca é o mesmo, pois suas águas passam e se renovam a cada instante, também uma cidade nunca é a mesma todo o tempo. Numa conferência enfeixada em livro sob o título “Imagens & Itinerários de Paris” (edição bilíngue), Américo de Oliveira Costa cita Paul Leautaud a respeito da “perpétua mudança das fisionomias de Paris, segundo a hora, o tempo, a estação”. Diz Leautaud, em tradução não literal: “Tal bairro deve ser visto pela manhã, na primavera. Tal outro ao meio dia em pleno verão. Tal outro ainda durante o langor do outono, por volta das cinco horas da tarde. Tal outro, enfim, à noite, no inverno, dentro da clara aridez do frio”. A propósito, vejamos o que diz José Saramago no fecho do seu livro “Viagem a Portugal”: “O fim de uma viagem é apenas o começo doutra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de...

Sol do amanhecer

12/06/2020|

por Hudson Lima Quando anoitecer é apenas um intervalo entre o hoje e o amanhã, que sempre vem e torna se passado do próximo dia. Quando as dores de todos dias me fazem sentir quem sabe? Compor uma infindável canção para as montanhas alpinas ou se faça ouvir entre o quebrar das ondas no infinito desejado abrir as notas da sua vida como a música que se entrega com o carinho de todos agrados. Fazer uma composição que faça do esquecimento o alimento que sacia a alma, compor a festiva canção que alegria maior há de estar em espaços distribuindo seus acordes ao som do violino invisível. Até as montanhas do sol nascente arrefecer o frio da madrugada que se esvai

Projeto feminista promove live com sambistas neste sábado

12/06/2020|

A live do Samba Pras Moças será transmitida pelo instagram do projeto (@sambaprasmocasnatal) a partir das 14h deste sábado (13) e terá como convidadas as cantoras e compositoras Gerlane Gell/PE e Kika Ribeiro/DF. A potiguar, também cantora e compositora Andiara Freitas fará a apresentação da live, que abordará o tema “Carreira em tempos de isolamento”. Sobre o Samba Pras Moças O Samba Pras Moças é um projeto criado em 2016 por Andiara Freitas e estimula mulheres a atuarem no samba através de oficinas de música, produção de vídeos e ações online, como live e festivais. Nas oficinas são oferecidas aulas de canto, violão, percussão, cavaco, flauta e dança e são realizadas em grupos virtuais para qualquer interessada com acesso a internet.

saudade

11/06/2020|

Croniketa da Burakera #45, por Ruben G Nunes Clique AQUI para ver a continuidade das croniketas da Burakera! Campanhas de copo-y-pasión! Há momentos em que aquelas emoções antigas, d’amores-perdidos-e-achados… e de novo perdidos…, arquivadas nos cotovelos, entra em refluxo e vem de maré braba pra cima da gente. Daí, chefia, tome de ressacafetiva na prainha-do-coração de cada um. É dose. E dose dupla de uísque-lembruxas. Copo na mão, olho escorregando pelos infinitos cá de dentro, o cába sai caçando mais de hum-milhão de vagalumes por ai, só pra lembrar lembruxas e relembruxas do coração…  lembrar o sorrisolhar da mulhamada… o beijo-abraço daqueles tempos-sem-tempos… o “euseiquevouteamar” dito, desdito, e cantado por Vinicius e Maria Creuza, no embalo das recíprocas-chifranações. É tome de ciuminhos, suspirinhos, porrinhos e arrêgos, antigos-e-pós-antigos. Tudo se embaralha pra todo lado, mérmão. E haja zilhões de boleros ao luar e nocautes técnicos de arrependimentos. O tranco é forte. Em pleno delírio dos xamêgos-sem-volta você lembra do mantra dos amores mais-ou-menos felizes do nosso mago-cronista XicoSá: “todo segredo está na capacidade de safadezas”. Chupa essa, mano: o amor além da parceria romântica dos tic-tacs dos corações; também é, no jogo do avesso do avesso do avesso das gamações, um kit amoral de xifres-e-safadezas… (insisto: se tem xana no meio...

pedro_nava

11/06/2020|

Com uma escrita magistral, o médico e escritor Pedro Nava (1903-1984) é autor da melhor obra memorialística do país. Falta-me a leitura de dois dos seus livros nessa área, no total de seis. Na obra Chão de Ferro, estão as reminiscências do jovem Nava, quando aluno interno do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, no qual ficou de 1916 a 1920. Reporto-me ao ano de 1918 – Nava tinha 15 anos –, com enfoque principal para a gripe Espanhola, a pandemia de influenza que varreu o planeta e deixou um rastro com cerca de 50 milhões de vítimas. Quase 60 anos depois, o médico Pedro Nava faz um relato pungente das lembranças que ele guardou daqueles dias terríveis vividos ao lado de parentes, na casa dos quais morava em suas saídas de folga do internato. Nava refere-se a setembro como o mês em que a doença chegou ao Rio. Porém, ele só sentiu de perto a gravidade da situação em meados de outubro, numa segunda-feira, conforme suas palavras: “Voltando ao colégio, encontrei apenas onze alunos do nosso terceiro ano de quarenta e seis. Trinta e cinco colegas tinham caído gripados de sábado para o primeiro dia da semana subsequente.”...

a máscara de teatro

11/06/2020|

Para se reinventar e buscar alternativas na tentativa de suprir a suspensão das atividades de entretenimento provocadas pela pandemia, a companhia A Máscara de Teatro tem buscado reencontrar-se com o seu público em um projeto diferente: o Leitura de Quinta. “Todas as quintas-feiras, nas redes sociais da Máscara, juntamos membros da companhia e convidados para lermos, textos que já apresentamos, contos que estudamos, ou mesmo propostas de convidados, amantes da leitura e do teatro que vêm dividir conosco o que eles têm de melhor, é uma grande confraternização”, explicou Jeyzon Leonardo, ator e coordenador do grupo de teatro. A atriz Luciana Duarte observa que manter uma companhia de teatro atuante e viva, naturalmente é difícil, e quando se leva em consideração o cenário de pandemia, a responsabilidade ganha uma dimensão ainda maior. “De uma hora para outra vimos nossos planos e metas se desfazerem, ficamos sem noção de como poderíamos nos aproximar do público, o medo nos rondou por alguns dias, mas vamos estamos buscando estratégias para resistir, esse projeto tornou-se a nossa insistência”, frisou a atriz. Leitura de Quinta O Projeto Leitura de Quinta tem a realização de A Máscara de Teatro, e estará nesta quinta (11/06), apresentando a...

Thiago Padoca com o Samba da Opinião

11/06/2020|

O Clube do Samba Potiguar promoverá uma série de lives para estreitar o intercâmbio com artistas de outros Estados. Será por meio de lives que o projeto está organizando entre membros do Clube com sambistas convidados e o primeiro será o paulista Thiago Padoca, que integra o projeto Samba da Opinião, em Ribeirão Preto. A live será hoje às 21h e será comandada pelo sambista potiguar Pedro Neto e será transmitida pelo Instagram dos dois artistas. “Esse intercâmbio é uma das diversas ações promovidas pelo projeto para dar visibilidade à obra de potiguares”, ressalta Andiara Freitas, coordenadora do Clube do Samba Potiguar. “A ideia é convidar um sambista de outro Estado, ou de mesmo de outro país, pra conversar porque todos levantamos a mesma bandeira artística e precisamos estar ainda mais perto do público neste período de isolamento social”. Siga os perfis no Instagram: – Thiago Pagoca/SP: @thiagoperespadoca – Pedro Neto/RN: @pedroneto.musica – Samba da Opinião/SP: @sambadaopinião – Clube do Samba Potiguar/RN: @clubedosambapotiguar Serviço Live: O samba autoral Quanto: Hoje, quinta-feira, 11/06, 21h Local: Instagram

Fuba

10/06/2020|

A produção cultural nordestina, o intercâmbio artístico entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba, e uma abordagem sobre a carreira do músico paraibano Fuba estão na pauta desta quinta-feira (11), a partir das 17h, da live “Diálogos Culturais”, promovida semanalmente pela Fundação José Augusto. A transmissão será realizada no perfil @culturarn do instagram. A ação integra o projeto #toemcasatonarede que incentiva as pessoas a ficarem em casa para o enfrentamento à pandemia da COVID 19. A mediação será do jornalista e coordenador do Livro e Leitura da FJA, Ailton Medeiros. Fuba Flávio Eduardo Maroja Ribeiro, o “Fuba”, participou de grupos musicais paraibanos, de inúmeros festivais de música regionais e nacionais. Realizou turnês por várias cidades brasileiras, se notabilizando na área publicitária pela composição de jingles musicais. Foi produtor do Projeto Seis e Meia com apresentação de artistas nacionais e locais. Gravou um LP e sete CDs. Trabalhou e compôs canções para grandes nomes nacionais como Lenine, Braulio Tavares Jarbas Mariz e Elba Ramalho. Se tornou bastante conhecido como compositor carnavalesco, sendo um dos fundadores e puxador oficial, além de compositor do hino, do bloco multicultural e de prévia carnavalesca Muriçocas do Miramar. Em 2005 foi eleito vereador...

arievaldo-vianna

10/06/2020|

E a coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais. Vinicius de Moraes “Por que as pessoas se vão”? Essa pergunta foi feita por um menino ao seu pai adotivo, referindo-se ao fato de ter sido abandonado pelos pais biológicos. O diálogo faz parte do filme “Ensinando a viver”, e a resposta do homem foi, no mínimo, inusitada: “Não sei”. Assisti apenas a última parte do filme e essa conversa me veio à mente quando recebi a notícia da morte do poeta cearense Arievaldo Vianna, no último sábado, 30 de maio, e, desde então, a pergunta daquele garoto não me sai da cabeça. Talvez o poeta Vinicius de Moraes tenha um consolo para os que ficam, cheios de lembranças e saudade: “A morte vem de longe […] / Chega impressentida / Nunca inesperada”. E foi Rubem Alves quem disse que “é a saudade torna encantadas as pessoas”. Vi a notícia no grupo de WhatsApp da UBE/RN (União Brasileira de Escritores), entidade literária à qual sou filiada e tem como presidente Tereza Custódio, cearense radicada em terras potiguares, romancista premiada, contista, cronista e cordelista, tal qual o seu conterrâneo Arievaldo, que deixa órfãos uma infinitude...

adélia-danielli

10/06/2020|

O edital emergencial de apoio à literatura – quinto da série Arte como Respiro – divulga os selecionados. De 12.982 inscritos, foram escolhidos 200 trabalhos de autores de 24 estados do país, sendo 175 na categoria Escrita (prosa ou poesia) e 25 na categoria Poesia Falada. As obras inscritas passaram por várias fases de avaliação, que observaram adequação à temática do concurso e qualidade literária. Todos os textos tiveram uma ou mais leituras feitas por uma equipe do Itaú Cultural, sendo que os finalistas foram lidos, cada qual, doze vezes. A representação potiguar entre os 200 selecionados, nas duas categorias do Edital, são quatro mulheres poetas. Na categoria ‘Poesia Falada’, está a publicitária Luciana Melo de Lacerda. E na categoria ‘Escrita’, estão as poetas Adélia Danielli, Letícia Torres e Luma Virgínia. O edital foi voltado para escritores que tiveram sua rotina modificada neste momento de pandemia e necessidade de suspensão social. O tema foi “A Vida pós-Pandemia em Prosa e Poesia”. Assim, a provocação foi pensar como será o mundo quando a crise causada pela covid-19 estiver sob controle. Cada selecionado recebeu remuneração de R$ 2.500 brutos. Foram escolhidas até 150 obras na categoria Escrita e até 50 na categoria...

ribeira boêmia

10/06/2020|

São muitas as pessoas em situação de vulnerabilidade social ou mesmo atingidas economicamente pela pandemia do novo Coronavírus em nosso Estado, com destaque para os profissionais que vivem em função da música. São cantores, compositores, musicistas, operadores de som e luz, roadies, montadores, carregadores, pessoal de apoio e tantos outros que, desde a segunda quinzena do mês de março, viram suas vidas transformadas por tempo indeterminado. Para amenizar essas dificuldades que vêm sendo enfrentadas pelos profissionais da música, especialmente ligados ao samba, o Projeto Cultural Ribeira Boêmia promoverá o “SAMBA SOLIDÁRIO EM CASA”. Samba solidário O Ribeira Boêmia é um dos maiores projetos culturais de samba do Nordeste e um dos principais do estado do Rio Grande do Norte, tendo considerável notoriedade e contando com grande audiência em eventos presenciais. O “SAMBA SOLIDÁRIO EM CASA” será um evento totalmente solidário em formato digital, realizado em parceria com a PlanoB Marketing, com grande engajamento social e participação ativa da população, dado o seu cunho beneficente, com foco na arrecadação de donativos que se destinarão aos profissionais da música. Doações Poderão ser doados alimentos não perecíveis, materiais de limpeza e de higiene pessoal, produtos de biossegurança (álcool em gel), equipamentos de proteção...

michelle ferret Crédito Márcia Bezerra

09/06/2020|

Com lançamento previsto para agosto, o livro Febre da poeta Michelle Ferret está em fase de financiamento coletivo até o dia 08 de agosto Febre é um livro de poesia contemporâneo em que registra o delírio de um tempo, quando a febre é a contagem e também o delírio. A cada temperatura, um instante poético faz verso e cabe nela a existência, as alegrias, as dores e a contemplação dos sentidos em estarmos vivos, quentes e cheios de coragem, apesar de tudo. O livro tem 80 páginas e foi editado e diagramado pelo escritor Daniel Minchoni, com prefácio de Thiago Medeiros e orelha de Eveline Sin. Febre é o registro de poemas escritos entre 2010 até os dias de hoje e passeiam por assuntos existenciais, políticos, sociais e um tanto de esperança. Os capítulos se dividem em diferentes temperaturas até o termômetro estourar, numa alusão ao poema “Fevereiro”, de Matilde Campilho, quando ela diz: “Então, acho que o amor quando aparece é em tudo semelhante à forma física do mercúrio no mundo. Quando o vidro do termômetro se quebra, o elemento químico se espalha e então ele fica se dividindo pelos salões de todas as festas” (Joquei – Matilde Campilho)....

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