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Anotações sobre alguns nomes da terra

No livro “Nomes da Terra”, Câmara Cascudo estuda, exaustivamente, a toponímia norte-rio-grandense. Trabalho criterioso, não deixa, contudo, de apresentar alguns pontos controvertidos. Por exemplo: o topônimo Mossoró, de origem indígena

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O Brasil que esqueceu o Quarup

A pororoca brasileira já teve muitas traduções. Entre as mais perfeitas, figura um Terra em Transe, o filme; um Tropicália, a canção; um Abaporu, o quadro de Tarsila. Nos anos

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O anódino transante

Ser maldito. Mas não há maldizer sem dizer, e de mim nada dizem, ou não mais que a média, logo o pior em sua totalidade. Sou o maldito de Taubaté,

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Mostra Macambira abre inscrições para filmes que irão compor sua quarta edição

Redação

Estão abertas as inscrições para a Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero, iniciativa que visa difundir e promover diálogos sobre a produção audiovisual dirigida por realizadoras (cis, trans, travestis) e pessoas gênero-dissidentes. A quarta edição da Mostra acontece de 26 a 28 de junho na Casa da Ribeira, em Natal. A programação conta com a Mostra Nacional e a  Mostra Potiguar, com filmes que estão sendo realizados na contemporaneidade por perspectivas que historicamente foram subalternizadas e invisibilizadas no campo do cinema. As inscrições para a nova edição da Mostra seguem abertas até 11 de maio no site http://www.mostramacambira.com.br. Estão aptos para a inscrição curtas e médias-metragens brasileiros com duração máxima de 25 minutos, finalizados a partir de janeiro de 2024. Os filmes devem ser, obrigatoriamente, dirigidos ou codirigidos por mulhereridades (cis, trans, travestis) e pessoas dissidentes de gênero (homens trans, pessoas transmasculinas, não binárias, gênero fluido, agênero), sendo necessário o preenchimento da identidade de gênero da direção no campo correspondente do formulário de inscrição. A seleção dos filmes será realizada pela equipe de Curadoria da Mostra Macambira segundo critérios definidos pela linha curatorial que contempla as mais diversas subjetividades de mulheridades e pessoas gênero-dissidentes, de modo a incorporar novas imagens ao campo do cinema. A 4ª edição da Mostra Macambira é produzida pela Salobra Filmes, Ebó Filmes e OXÊ Filmes. Este evento é realizado através do Edital de Fomento ao Audiovisual e Jogos Eletrônicos 10/2024, lançado pela Fundação José Augusto, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Sistema Nacional de Cultura, Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, Ministério da Cultura e Governo Federal. Sobre a Mostra Macambira A Macambira – Mostra de Cinema de Mulheridades e Dissidentes de Gênero é uma janela de exibição surgida no estado do Rio Grande do Norte (RN) em 2020. Tendo o marcador social de gênero como ponto de partida, o evento tem como objetivo difundir e debater, de maneira gratuita, obras audiovisuais brasileiras e potiguares dirigidas por mulheridades e pessoas gênero-dissidentes, buscando contribuir com a fissura de um regime representacional que contemple a diversidade de olhares, a partir de uma perspectiva interseccional. InformaçõesInscrições: De 27/04 a 11/05Regulamento e ficha de inscrição: http://www.mostramacambira.com.brRedes sociais: @mostramacambira

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Patrícia Leal celebra Dia da Dança com poesia, música e fragrância no show Águas

Redação

Nesta quarta-feira (29), a artista, bailarina, cantora, poeta e perfumista Patrícia Leal realiza o Show ÁGUAS, celebrando o dia internacional da Dança no Mahalila Café e Livros, com um trabalho totalmente autoral a partir de seu EP Águas, mas também com músicas de seu Álbum anterior Continua…, além de canções inéditas. Acompanhada por grandes músicos, a formação conta com o saxofone de Anderson Pessoa, o piano de Eduardo Taufic e a percussão de Ramon Gabriel. Celebrando a Dança, o show é proposto com o melhor dos ritmos brasileiros com muito swing do samba, ijexá, côco, ciranda… deixando até nas letras o convite: “tira o sapato, vamos dançar onde for…” ÁGUAS é um trabalho que se iniciou no final da pandemia e reflete sobre as emoções, sentimentos vividos nesse período e na relação da autora com as águas internas, emocionais e com as águas externas, seja o Mar, sejam as cachoeiras, os rios. As coreocanções nascem da necessidade de reaproximação com o si, com a natureza, após um longo período de isolamento, da necessidade de compreender os próprios sentimentos e da compreensão que somos natureza. A artista realmente visitou locais de mar aberto em Natal, Pipa, São Miguel do Gostoso, como também cachoeiras em locais mais fechados e de floresta em Delfinópolis, Minas Gerais, que trouxeram o movimento necessário para as melodias, para a poesia e para as fragrâncias tão peculiares ao processo de criação da artista. Além do EP, a artista criou duas fragrâncias “Concha” e “Rainha”, que levam o nome de duas músicas do trabalho. A formação escolhida para o trabalho – sax, piano e percussão – permitiu um clima mais intimista, necessário para a performance das canções e contou com a colaboração de grandes artistas: Anderson Pessoa no saxofone, Eduardo Taufic no piano e Ramon Gabriel na percussão. O Show acontece em comemoração ao dia internacional da Dança e, por isso, convida também a Dançar com uma seleção de músicas que trazem muito samba, côco, ciranda, samba-jazz e uma pitada de blues. Show – Águas, de Patrícia Leal Quando: 29/04/26 Aonde: Mahalila Horário: 20h Contribuição artística

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Skarimbó lança “Dunares” e firma um novo momento de sua trajetória artística

Redação

Com sonoridade orgânica e construção visual integrada, o disco evidencia o amadurecimento do grupo após mais de dez anos de caminhada Depois de mais de uma década de trajetória, a banda Skarimbó chega a um novo momento com o lançamento de “Dunares”, disco que estreia hoje, 27 de abril, nas plataformas digitais. O trabalho firma um momento de consolidação artística do grupo e evidencia um estágio mais maduro de sua identidade musical, em que a força rítmica, a densidade poética e a organicidade da execução aparecem em equilíbrio raro. “Dunares” nasce como obra de percurso. Seu título não funciona apenas como referência paisagística ou geográfica, embora a presença das dunas, tão constitutiva da experiência de viver e se deslocar em Natal, seja decisiva para a imaginação do álbum. A imagem central aqui é a da travessia. A caminhada entre escassez e abundância, aridez e horizonte, esforço e chegada. É desse movimento, ao mesmo tempo físico e existencial, que o disco retira sua espinha dorsal. Nas palavras de Geraldo Gondim, cantor e compositor da banda, o álbum sintetiza uma reflexão antiga do Skarimbó sobre a condição humana e suas dualidades, entre altos e baixos da vida, escassez e abundância, chegadas e partidas, secura e mar. Parte importante das composições foi escrita num período em que o artista vivia em Tabatinga, território cercado por dunas, de onde veio não só a ambiência do disco, mas também a percepção mais nítida desse contraste entre dureza e promessa, entre o caminho difícil e o que se revela depois dele. Para o artista, lançar o disco também é celebrar a permanência e a reinvenção de um grupo que, ao longo de doze anos, vem sustentando sua chama criativa em meio aos desafios de produzir música autoral em Natal.  Essa dimensão simbólica encontra ressonância direta na arquitetura sonora do álbum. Segundo a produtora executiva Babi Baracho, “Dunares” representa uma virada de chave e marca uma consistente transição de amadurecimento musical e identidade do grupo. De um lado, o disco mantém o chão areado, o pulso telúrico e a energia percussiva fincada na terra e nas tradições. De outro, se abre para composições atravessadas por reflexão existencial, espiritualidade e densidade emocional. O resultado é uma obra que não se acomoda numa leitura única: ela pulsa entre o corpo e o pensamento, entre a celebração e a consciência, entre o rito coletivo e a elaboração íntima.  O processo de criação...

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Como Gugu Liberato usou o “De volta para minha terra” para me sequestrar e enviar para o sertão da Paraíba

Joselito Muller

Alguns especialistas dizem que, somente ao superar um trauma, é possível relatar, com alguma veracidade, os eventos que o causaram. Embora concorde com tal raciocínio, abordei por esses dias um assunto cujo resultado traumático me perseguiu por toda a vida, embora naturalmente perca gradualmente a força ao longo dos anos, ainda continua vivo em minha memória. No último dia 23 deste mês completou-se vinte anos que o falecido Gugu Liberato – que Deus o tenha – me levou na marra para o sertão paraibano, onde permaneci por mais de uma década sem qualquer contato com meus familiares. O lamentável ocorrido – que não chamarei de rapto, por temer eventuais represálias judiciais – se deu por ocasião das filmagens do quadro “De volta para a minha terra”, que era transmitido em seu programa dominical. Tal quadro televisivo influenciou fortemente o programa de combate à imigração ilegal dos Estados Unidos. Naquela época, eu tinha 12 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro. Havíamos chegado há poucos meses em São Paulo, para onde fui com meus pais e meus quinze irmãos esperançosos de conseguir melhores condições de vida. Saímos do interior do Pará, do distrito de Arumanduba, atualmente extinto, pois foi engolido pelo rio Amazonas. Após uma desconfortável viagem de sete dias, chegamos a São Paulo e, sem auxílio governamental – inexistente na época – tive que trabalhar para ajudar nas despesas de casa, e encontrei emprego na construção civil. Eu ainda não era alfabetizado, e aproveitava os momentos de descanso na obra para estudar sozinho a cartilha Caminho Suave, que tinha ganhado de uma vizinha que já havia frequentado o supletivo na rede estadual de ensino. Esse hábito suscitava piadinhas maldosas dos meus companheiros de trabalho, sobretudo do encarregado, de quem não sei o nome civil, pois era conhecido pela alcunha de Bira. Sujeito altamente pernóstico e invejoso, desconfio até hoje, sem recear estar cometendo alguma injustiça, que foi ele quem me denunciou para a produção do Gugu. Já estava há alguns meses em São Paulo, mas ainda não havia regularizado minha situação. Por ser oriundo da parte de cima do mapa do Brasil, fui apelidado de Paraíba, sendo vãs as tentativas de esclarecer que Norte e Nordeste são regiões distintas. “Da Bahia pra cima é tudo Paraíba”, dizia Bira com desdém. Certo dia, perto da hora do almoço, fui abordado por cinegrafistas e pelo apresentador Gugu que, entusiasmado, anunciava que me...

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Novo curta-metragem de Luiza Gurgel traz alerta sobre os impactos da ação humana na natureza

Redação

Todos os dias, ela assiste ao sol nascer e se pôr. Nesse intervalo, vê o cotidiano acontecer: as crianças brincando, o cachorro farejando, uma vendedora passando, um casal se conhecendo. Ela os vê, escuta, acolhe… mas eles não. Apesar de sua beleza e de se doar pelos outros diariamente, sua existência passa despercebida. Isso porque, para o homem, seu valor é resumido a números. E se fosse você a passar por isso? Com direção de Luiza Gurgel, o filme A Mesa propõe um olhar profundo sobre uma sociedade gananciosa que despreza o meio em que vive, através da perspectiva da personagem principal, que sente a agonia e o desespero de ver sua vida ser moldada para atender aos interesses alheios. Trazendo à tona a pauta do meio ambiente, a narrativa mostra a banalização do homem quanto à natureza, fazendo um alerta sobre fatores como a crise climática, o desmatamento e o ecocídio. De forma crítica, o curta-metragem aponta como o egoísmo humano tem colocado em risco o planeta e faz o público se questionar sobre sua própria responsabilidade diante da catástrofe ambiental que estamos vivendo. Cineasta e jornalista, Luiza Gurgel conta que teve a ideia para o roteiro enquanto assistia a uma reportagem na televisão sobre desmatamento. O incômodo com a hipocrisia do ser humano — que, mesmo dependente da natureza, não a preserva — foi o que fez a história do curta nascer. “Comecei a pensar o quanto nós, seres humanos, somos egoístas. Esse filme fala principalmente sobre hipocrisia; essa palavra sempre guiou, de certa forma, o entendimento da narrativa para mim. A ideia é que repensemos cada vez mais sobre o nosso lugar aqui: quem nós somos, para onde nós vamos e quais as consequências das nossas ações e das nossas atitudes”, destaca a diretora. Mas, se a ação humana é a principal responsável por degradar o meio ambiente, ela também tem o poder de mudar essa realidade. Por isso, o filme também tem o objetivo de sensibilizar as pessoas em prol da preservação da natureza e de seus recursos. As gravações do curta aconteceram em junho de 2025. As locações foram em Mossoró (RN), trazendo cenários carregados de identidade regional. Um dos principais pontos de filmagem foi a Praça do Rotary, que por dois dias tornou-se um verdadeiro set de gravação. O assistente de direção, Plínio Sá, conta que as filmagens ocorreram em meio à rotina habitual...

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Banda Jack Black celebra 21 anos com show especial na Black Sheep

Redação

A banda potiguar Jack Black sobe ao palco neste sábado (25), a partir das 22h, para comemorar 21 anos de trajetória com um show especial na Cervejaria Black Sheep. A apresentação promete uma imersão no universo do rock, reunindo grandes clássicos que marcaram gerações. Com um repertório extenso, show também terá participações especiais de músicos que já passaram pela formação do grupo, tornando a celebração ainda mais simbólica — um reencontro com diferentes fases dessa trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. Revisitando clássicos Formada em 2005, a Jack Black nasceu com a proposta de revisitar os grandes clássicos do rock’n’roll, sempre com identidade própria. Ao longo dos anos, consolidou seu espaço na cena musical do Rio Grande do Norte, destacando-se pela qualidade técnica, presença de palco e fidelidade à essência do gênero. Inspirada no espírito livre e intenso dos pioneiros do rock, a banda construiu uma sonoridade que passeia pelo blues, rock clássico, hard rock, soul e psicodelia — com forte influência dos anos 70 e interpretações marcadas por personalidade. O repertório é uma homenagem a grandes nomes da música mundial, como Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, The Beatles, Jimi Hendrix e Queen, entre outros ícones que ajudaram a moldar o rock’n’roll. Além dos clássicos, a banda também apresenta composições autorais, reforçando sua identidade artística e conexão com o público. Formação Atualmente, a banda é formada por músicos experientes da cena potiguar: Eduardo Azevedo (guitarra), Gil Oliveira (vocal), Wilton César (baixo) e Samir Santos (bateria). A sintonia entre os integrantes, construída ao longo dos anos, se traduz em apresentações marcadas por energia, técnica e forte interação com o público. Mais do que revisitar o passado, a Jack Black assume como missão manter o rock vivo e em movimento. A banda busca dialogar com diferentes gerações, atualizando a essência do gênero sem perder suas raízes — com mensagens que atravessam o tempo, como liberdade, atitude e expressão. O show de 21 anos promete ser mais do que uma apresentação: será um encontro entre história, música e público, celebrando a estrada percorrida e o espírito permanente do rock’n’roll. SERVIÇO: Jack Black – 21 anos Data: Sábado (25) Local: Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lamas, 1500, Candelária) 20h : Abertura: Alanny Dantas & projeto Velvet Acustic Ingressos no outgo: 20,00 individual, 35,00 casadinha e 65,00 ingresso + camisa da banda

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Curta-metragem filmado em Caicó e com Quitéria Kelly no elenco, é exibido em Portugal e EUA

Redação

O curta-metragem Ressonância, que tem Soia Lira como protagonista e Quitéria Kelly no elenco, foi filmado em Caicó e teve sua estreia em agosto de 2025 na 36ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, tendo circulado por diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. De 22 a 25 de abril, o filme é um dos poucos brasileiros no 9º Porto Femme (Portugal) e no 42º Festival de Cinema Latino de Chicago (EUA); e terá ainda exibição no 3º Copaoba – Festival de Cinema de Serra da Raiz, que acontece no berço da Paraíba. Escrito e dirigido pela norte-rio-grandense Anna Zêpa, inspirado por um sonho de sua avó caicoense, o filme é uma ficção e traz como personagem principal Margarida (Soia Lira). Ela passa por um conflito com o seu entorno familiar, que insiste que ela deve parar de trabalhar. Isso não faz parte dos seus planos e a narrativa nos apresenta uma mulher forte, decidida e que busca seus movimentos de vida, dando exemplos para sua neta. O curta nos traz ainda aspectos da geografia urbana da região e alguns costumes culinários. Com duração de 20 minutos, a obra também apresenta a atriz Amora Maux em sua primeira participação no audiovisual potiguar no papel de Ana, neta de Margarida, com quem tem uma relação de admiração e espelhamento. Sinopse: O desejo de autonomia ainda ressoa em Margarida e a ideia de ficar presa em uma rotina cotidiana a deixa sufocada. Duração: 20’. Classificação: Livre. Realizado pela Rabo de Olho Filmes em parceria com o Sesc RN, o filme tem a produção local, em Caicó, da Referência Comunicação. A Rabo de Olho Filmes (https://www.instagram.com/rabodeolhofilmes/) é uma produtora fundada em Natal pelos realizadores Anna Zêpa e Carlos Segundo, carregando assim as experiências e histórico de produções dos dois artistas. Cronograma das Exibições 22/04/26 – 9º Porto Femme, no Batalha Centro de Cinema https://portofemme.com/batalha-centro-de-cinema-2026-4896 24 e 25/04/26 – 42º Festival de Cinema Latino de Chicago, Landmark’s Century Centre Cinemahttps://chicagolatinofilmfestival.org/  25/04/26 – 3º Copaoba – Festival de Cinema de Serra da Raiz, ao ar livre na Praça Iniguaçu https://www.instagram.com/copaobafestcine Festivais e Premiações Anteriores – 36º Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Kinoforum  – 17º San Francisco Latino Film Festival  – 12ª Mostra de Cinema de Gostoso – Prêmio DOT de Finalização – 20º Comunicurtas – 3º Festival de Cinema de São Bernardo do Campo – 2º Curta...

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Bardallo’s celebra 21 anos de resistência e arte no Centro Histórico

Redação

O Bardallo’s Comida & Arte celebra 21 anos de resistência e arte em uma programação especial com exposição coletiva e muita música. A programação começa no dia 23 de abril e segue até o dia 25. Toda a programação é gratuita.  Localizado na rua Gonçalves Lêdo, na Cidade Alta, o espaço integra o perímetro cultural do Beco da Lama. O Bardallo’s foi criado pelo empreendedor e carnavalesco Lula Belmont com o objetivo de ser um reduto das artes. “A necessidade de criar o bar veio através do meu envolvimento com a arte e com a cultura. A ideia era ter um espaço que abraçasse a música, as artes plásticas, a literatura e outras expressões artísticas e chegar aos 21 anos de história é uma alegria muito grande, principalmente pela pluralidade da programação e do público que frequenta”, declara Lula Belmont. A festa intitulada “Badalar”, uma chamada para despertar os sentidos e inicia nesta quinta-feira (23) com uma Vernissage a partir das 19h reunindo o talento de 15 artistas do RN. Participam: Bia Rocha, Capivart, Cíntia de Andrade, Cristal Moura, Cristian Miranda, Damião Paz Pixoré, Erre, Fábio Eduardo, Olympia Bulhões, Paulo Nobrega, Pincelada Nômade, Régio Potiguar, Rita Machado, Vanessa Mendes e Vendaval. A noite encerra com discotecagem do DJ Samir com set que costuma transitar muito bem entre brasilidades. Na sexta-feira (24), a festa continua a partir das 20h com Mont Samba e Choro, trazendo a elegância e a força do samba, celebrando os clássicos com aquela interpretação visceral.  No sábado (25) é dia de celebrar a música potiguar com a banda DuSouto, que mistura ritmos eletrônicos como drum’n’bass e dub com influências brasileiras e nordestina. A noite conta ainda com discotecagem de DJ Samir, DJ Carlota e DJ Ilton.  Apoio Cultural: Fundação José Augusto, Prefeitura do Natal, Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte e Governo do Rio Grande do Norte. Mais informações através do perfil no Instagram: @bardallosnatal. BARDALLO’S 21 ANOS De 23 a 25 de abril  Acesso gratuito Bardallo’s Comida & Arte – R. Gonçalves Lêdo, 678 – Cidade Alta

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27/11/2020|

ALÉM DA FRONTEIRA A teimosia da poética Atenta Busca espaço Nas ranhuras do papel Onde tenta dizer O indizível Enlatado na garganta De mulheres invisíveis Cerceadas,emudecidas Mordiscando a dor. Versos desobedientes Transgridem Com rimas nuas Exorcizando o medo Exigem o estancar Do sangue Não o menstrual O arterial que pulsa Pela liberdade Dos anseios retalhados. Fingindo silêncio  A poesia não dorme Acorda corpos Ainda acesos Para ultrapassar cercas Resistir aos tropeços Ir além da fronteira (Diulinda Garcia)

Burburinho-Avarandado

26/11/2020|

A 4ª edição presencial do Burburinho Festival de Artes aconteceu em março deste ano, integrando diversos segmentos artísticos e foi um sucesso. Depois dela tanta coisa aconteceu: veio a pandemia, as luzes dos grandes palcos se apagaram e a cultura precisou se reinventar. As salas de casa, as varandas, as telas, transformaram-se em novos palcos e plateias para shows, espetáculos de artes cênicas, festivais e tantas outras iniciativas culturais, que encontraram no meio virtual uma forma de continuar pulsando. Pensando em tudo isso, o Burburinho Festival de Artes  realiza, de 3 a 5 de dezembro, uma edição especial em formato virtual intitulada de “Burburinho Avarandado”. O Festival sai do parque/da arena e pede licença para entrar em sua casa. Proporcionando também para sua equipe e artistas envolvidos, que foram diretamente afetados pela pandemia, um respiro, uma oportunidade de voltar ao trabalho, de movimentar economicamente uma cadeia produtiva consistente e fazer o que eles amam e acreditam. Programação A programação será formada por seis shows de cantoras potiguares – Dani Cruz, Aiyra, Clara Pinheiro, Ângela Castro, Ananda Krishna e Bex –  exaltando o trabalho autoral de artistas contemporâneas relevantes e que tem tanto a nos dizer e ensinar através de suas...

jose-bezerra-gomes

26/11/2020|

Ficcionista, poeta e ensaísta, José Bezerra Gomes (1911-1982) alcança os seus melhores momentos nesse que é o menos conhecido dos seus romances – “Por que não se casa, doutor?” (1). Sem dúvidas, trata-se de uma pequena obra-prima. O enredo, muito simples, tchecoviano, não tem lances dramáticos, não tem suspense, nada de artifícios para impressionar o leitor; limita-se apenas a narrar, como num diário íntimo, fatos cotidianos, corriqueiros. A ação romanesca transcorre em Belo Horizonte, por volta da terceira década do século XX. Flávio, principal protagonista e narrador, jovem recém-formado em Direito, não se anima a seguir a carreira jurídica, conforma-se com o emprego de amanuense em uma repartição pública. Tímido, sem espírito de iniciativa, anseia por um amor, que lhe dê sentido à vida, mas vive a perambular pelos prostíbulos da cidade, gastando o seu parco salário em rodadas de chope, quando não está na pensão barata, onde mora, obrigado a conviver com uns tipos vulgares, pequeno-burgueses sem horizontes, que ele descreve com muito senso crítico. “-Por que não se casa, doutor?” – costuma perguntar-lhe a dona da pensão, na esperança de lhe dar, em casamento, sua filha já um tanto “passada”. E por aí vai a narrativa, numa prosa...

Filipe-Toca-Credito-Diego-Marcel

26/11/2020|

O potiguar Filipe Toca participa hoje de mais uma fase no programa The Voice Brasil, as “Rodadas de Fogo”. Nesta etapa as vozes se apresentam ao vivo, em duplas ou em trio, e o técnico escolhe uma ou duas vozes para seguir na competição. Filipe levará mais uma vez a leveza da sua música para o palco, pelo Team Iza, e está muito feliz com a repercussão das suas últimas apresentações, que foram elogiadas por nomes como Vitor Kley, Pedro Calais (Lagum) e Ana Gabriela, e com o carinho que vem recebendo nas redes sociais. O cantor conta com a torcida e a vibração positiva do público potiguar para realizar mais uma grande apresentação. FOTO: Diego Marcel

Valeria-Oliveira

26/11/2020|

A gravação do 10º disco de Valéria Oliveira, “Sacrário”, entra em sua fase final de produção. O álbum tem sido esperado com ansiedade por parte do público de Valéria, que inclusive apoiou este trabalho por meio de campanha de Financiamento Coletivo. O repertório, que passeia pelo universo do samba costurado por outras canções, recebeu novas composições em parceria com Khrystal, Vinícius Lins e Simona Talma (que fará uma participação especial no CD), além das já apresentadas nos shows “Sacrário”. O novo álbum traz também releituras de sambas de artistas que são referências como Leci Brandão e Délcio Carvalho, letrista que bordou com sua poesia diversas melodias de Dona Ivone Lara. Sacrário “Sacrário” tem produção musical e arranjos de Valéria Oliveira e Jubileu Filho, que apresentaram ao público potiguar grande parte das canções nascidas ao longo de 2019; Jubileu também assina a direção musical do álbum. O disco conta ainda com a participação luxuosa do maestro Rildo Hora que, mais uma vez, traz grandes e belas contribuições para o trabalho de Valéria registradas em cinco arranjos. As gravações de base estão sendo feitas no estúdio Beju Produções e as gravações de voz, mixagem e masterização, no Megafone estúdios. Entre os músicos,...

26/11/2020|

PASSIONAL A poesia se derrama, padecida, encharcando os chãos rachados pelas ideias desoladas de solidão. A fala emudece perante o lirismo dos versos recitados, em rimas, tímidas de um amor não falado. Meu espírito anseia por pairar nas montanhas transfiguradas de vontades, desejos e paixão para abarcar os próprios ecos no silêncio que espanta os monstros que agoniam, e matam, os sonhos. Vagueio pelas lembranças distantes, derramadas em cascatas flutuantes, que despencam no mar de saudades legitimando o amuleto cristalino – e marcado com a cruz sagrada – de ser para sempre tua. (Flávia Arruda)  

funcarte

25/11/2020|

Artistas e produtores de Natal, articulados em grupos, coletivos, MEIs e outras instituições de natureza artístico e/ou cultural, solicitou por meio de carta pública à Fundação Capitania das Artes e à Secretaria de Cultura de Natal, a explicação e tomada de providências em relação aos seguintes pontos: 1 – Pagamento imediato dos recursos destinados aos projetos culturais selecionados nos editais municipais da Lei Aldir Blanc; 2 – Prorrogação do prazo de execução e prestação de contas dos projetos contemplados, visto que o pagamento dos recursos ainda não foi feito até a presente data (17 de novembro de 2020) e mesmo que os pagamentos fossem efetuados ainda na última quinzena de novembro, não há tempo viável para que os recursos públicos sejam empregados da forma como devem ser, uma vez que os projetos selecionados terão pouco mais de 30 dias para criação, divulgação e realização dos mesmos. Dada a natureza de alguns desses projetos contemplados, o prazo menor que 60 dias, estipulado em edital, tornam inviável a garantia de qualidade das realizações; (adendo do editor: este item ainda está em voga, mesmo com a data de hoje, 25 de novembro) 3 – Desenvolvimento e divulgação, por parte da FUNCARTE, de cartilha...

Barney-Wine

25/11/2020|

Com o intento de apresentar mais um estilo não muito conhecido do grande público, e que também não possui tanto apelo nem entre os iniciados do meio cervejeiro, na coluna de hoje vamos abordar o estilo de origem inglesa denominado Barley Wine. Etimologicamente, o termo remete ao vinho (Wine), podendo ser traduzido de maneira livre como “vinho de cevada”. Por mais que historicamente tenha sua relevância, não creio que seja o mais adequado, já que, nem toda Barley Wine, necessariamente, lembra um “vinho”, ainda que esse termo comporte muitas acepções em sua variabilidade intrínseca. English Barley Wine Como já mencionado, a origem desse estilo é inglesa, e ele acaba se parecendo com outros estilos que possuem uma alta carga maltada, como, por exemplo, a old ale e a wee heavy. Todavia, existem traços distintivos marcantes entre eles, e no geral, as Barley Wine sejam as mais conhecidas (dos 3 estilos mencionados). Com o desenvolvimento cervejeiro do estilo, acabou-se criando uma variação das Barley Wine, denominada de American Barley Wine, sendo o estilo inicialmente concebido posteriormente chamado de English Barley Wine. A diferenciação básica entre esses dois ramos seria os tipos de lúpulos utilizados para a criação de cada uma, sendo...

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25/11/2020|

A Caminhada Histórica do Natal está marcada para o dia 19 de dezembro de 2020 e vai realizar o Concurso de Fotografia com o tema “Rasgatando Nossa História”, a fim de premiar os autores de fotografias que retratem e valorizem o centro histórico da cidade do Natal. Assim como nos anos anteriores, serão selecionadas diversas imagens para uma exposição fotográfica, mas apenas os 3 primeiros lugares, escolhidos por uma comissão profissional, receberão premiações em dinheiro. As inscrições estão abertas até hoje, dia 25 de novembro (caso a Caminhada seja presencial, esse prazo será prorrogado). Para 2020, em função desta nova realidade social que limita os eventos com grandes públicos, os organizadores resolveram aperfeiçoar o concurso, mantendo o mesmo objetivo de incentivar a arte da fotografia e divulgar os pontos turísticos da capital potiguar. Dessa forma, as inscrições foram ampliadas a qualquer pessoa interessada em resgatar a nossa história, não precisando estar presente no evento. Categorias Para isso, as duas categorias desse ano são: fotografias atuais e fotografias históricas. As fotografias atuais precisam ter sido realizadas no segundo semestre de 2020, devendo ser comprovado através dos metadados dos arquivos enviados. As fotografias históricas, por sua vez, devem ter sido realizadas anteriormente...

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25/11/2020|

A Minissérie em dança ‘Plano de Abandono’ é pensada a partir da ideia de desenvolver uma série de dança que invente outras narrativas, novas versões de nossas vidas, a partir de reflexões sobre nosso dia a dia em quarentena, por meio do encontro virtual. A primeira temporada da minissérie contou com o patrocínio do Itaú Cultural e já a segunda temporada, que conta com o apoio do SEBRAE/RN, os intérpretes-criaturas sentiram a necessidade de continuar em movimento, respirando e criando nesse ambiente tão infamiliarmente conhecido, a casa. Esta minissérie é criada por Mainá Santana (@mainassantos) e René Loui (@rene_loui), com colaboração de Arthur Moura (@arthurusmoura) e Willy Helm (@willyreltimy). ‘Plano de Abandono’ é voltada ao público diverso, pixelada por instabilidades de humor frente ao estranhamento do mundo como ele se apresenta. Os quatros capítulos da segunda temporada serão lançados dia 29 de novembro de 2020, às 20h, no YouTube do projeto, com bate papo virtual após a exibição. A minissérie fica em cartaz das 20h do dia 29 de novembro às 20h do dia 02 de dezembro de 2020. SERVIÇO O quê: Minissérie de dança PLANO DE ABANDONO – Segunda Temporada. Quando: Lançamento dia 29/11/2020, às 20h, bate papo com...

duda da boneca

25/11/2020|

A máscara é um dos ícones, se não for o maior, mais representativo do ano. A pandemia colocou esse instrumento da saúde como objeto de uso comum e necessário. A máscara também será a estrela da exposição “As Caras e Os Caretas”, do artista Duda da Boneca, que será aberta no dia 5 de dezembro, no Centro Cultural Casa de Taipa, do Sagi, bem no centro da ameaça de uma segunda onda do vírus que ronda o Rio Grande do Norte. As máscaras de Duda da Boneca, porém, diferente das que a população do mundo ostenta hoje em dia, são lúdicas e com forte sotaque nordestino. Feitas de papel marché e a técnica da papietagem (colagem de papel sobre papel), com cores e elementos de nossa terra, esses objetos de arte remetem ao imaginário do povo do interior, do sertanejo e da cultura popular. Trazem signos e significados do Nordeste profundo, com seus demônios, exus, papangús, folias populares de carnaval e queixadas, elementos bem presentes em parte delas. Duda da Boneca Mas, não é por menos. O artista é um dos maiores incentivadores da arte do povo no litoral sul. Ele criou o Centro Cultural Barra de Cunhaú que, por...

25/11/2020|

ÚLTIMO VOO Na imensidão do oceano Asas do pássaro saudade Em seu último voo Rasante   Beija com ternura A lágrima arredia Teimosa pétala de lírio Balida no toque Do clarim   Geme − silêncio.   Ao mar Solitário (Re)torna Poeira Outra vez, estrela. (Jania Souza)

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