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Não existe nada melhor que ser livre!

Quando fui convidada para escrever nesta coluna, estava numa segunda feira à noite, conversando com amigos e tomando uma cerveja estupidamente gelada, falando sobre a liberdade, tanto das relações, como

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Escola de música da ufrn

No campus central, um templo das artes

Na condição de Reitor da UFRN, de 1987 a 1991, assisti a vários recitais de professores e alunos da Escola. de Música, em auditórios com instalações precárias e improvisadas. Ficava

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companhia

Em má Companhia

A Companhia das Letras é uma das maiores editoras do Brasil e, muito provavelmente, a mais admirada. A excelência editorial e a curadoria impecável do seu criador, o editor Luiz

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Será que dobrei a esquina errada?

De vez em sempre eu me pego questionando os caminhos em que minha vida está inserida e seguindo, porque nada aqui foi planejado, tudo foi acontecendo, nunca parei para direcionar

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Cantora lírica potiguar é semifinalista de concurso em Vitória/ES

31/08/2022|

A soprano Daliana Cavalcanti é uma das semifinalistas no 1° Concurso de Canto Natércia Lopes, na categoria de cantores de 30 a 39 anos. A primeira etapa do concurso ocorreu de forma remota e selecionou os cantores líricos semifinalistas, que irão participar de forma presencial na segunda etapa, que começa hoje, dia 31 de agosto. Entre estes, está a cantora lírica potiguar, que tentará uma vaga na final, que acontecerá no dia 2 de setembro. Concurso de Canto Natércia Lopes O 1° Concurso de Canto Natércia Lopes, uma realização da Cia. de Ópera do Espírito Santo e seu principal objetivo é fomentar o canto lírico no Brasil. Além de prêmios em dinheiro a diferentes categorias, o concurso oferecerá a oportunidade de um concerto com a Orquestra Sinfônica do Espírito Santo – no encerramento da Edição Comemorativa de dez anos do Festival de Música Erudita do Espírito Santo. O concurso, que acontecerá entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro de 2022, também homenageia Natércia Lopes, grande cantora lírica capixaba, que tanto tem contribuído para o desenvolvimento musical no Estado do Espírito Santo. Daliana Cavalcanti Daliana Medeiros Cavalcanti é natural de Currais Novos/RN e mora em Natal/RN desde os...

Duelo de titãs entre cervejas belgas

31/08/2022|

Saudações, cervejeiros! Voltaremos hoje à velha forma! Um texto argumentativo-opinativo, como foi até a coluna passada, quando me aventurei em minha primeira crônica cervejeira. Teve quem gostou e teve quem achou diferente… Então, retornemos! Vamos falar hoje de duas cervejas belgas de fácil acesso em qualquer supermercado brasileiro. São duas cervejas icônicas, uma delas alardeada por já ter sido eleita “a melhor cerveja do mundo” (algo que sequer faz sentido). De toda maneira, ambas as cervejas exprimem o que há de melhor na cultura cervejeira da escola belga, por isso que são mundialmente conhecidas. Ou melhor dizendo, são dois titãs cervejeiros que duelam no mesmo estilo de cerveja, daí ser possível o comparativo a ser traçado no decorrer do texto. Estamos falando da Duvel e da Delirium Tremens, os dois exemplares mais significativos do estilo em apreço, o Belgian Golden Strong Ale. São duas cervejas muito famosas e populares, e, por causa disso, merecem o devido destaque na coluna de hoje. Assim, no texto de hoje vamos conhecer um pouco do estilo a que pertencem, seus elementos sensoriais. E você? Conhece as duas? Já provou? De qual delas gosta mais? Duas cervejas de um mesmo estilo: Belgian Golden Strong Ale...

josé soares jr

30/08/2022|

Para a maioria das pessoas escrever um livro é algo difícil. É o sonho de todos os jornalistas, ou para os profissionais das áreas de letras e conhecimento geral. O jornalista brasiliense José Soares Júnior, lançou seu primeiro livro aos 30 anos. A obra se chama Nas Trincheiras da Cultura. O volume reúne 100 entrevistas com artistas, cientistas e pensadores brasileiros. As matérias foras realizadas durante um período de 5 anos no jornal Tribuna do Norte (RN). A primeira edição do livro, com mil exemplares, rendeu frutos. A obra pode ser encontrada em vários sebos do Brasil e Portugal. Em Brasília e São Paulo o preço pode chegar em até R$ 87 (www.estantevirtual.com.br). Na época do lançamento, em Natal, a obra foi vendida ao valor simbólico de R$ 20 reais. “O livro possui 270 páginas, recortando várias áreas do saber”, afirma o autor, hoje com 46 anos. Conceitual  Ávido leitor desde a infância, José Soares Júnior, chegou à conclusão de que as matérias culturais que ele fazia ainda jovem, precisavam de idéias conceituais para sobreviver ao tempo. Não podiam estar restritas aos dados factuais, aos sucessos do momento. Sua primeira entrevista foi com Adriana Calcanhotto. Em seguida apareceu à fina...

Música e ecologia movimentam o Parque de Natal neste sábado

30/08/2022|

Neste sábado (3), às 16h, o projeto Concertos Potiguares, que ocorre no Parque da Cidade, apresenta o Grupo Ginga, formado por Filipe Félix (bandolim), Armando Souza (cavaquinho), Bruno Barros (violão 7 cordas), Tiago Carvalho (pandeiro) e Lucas Bonfim (clarinete), uma excelente opção para quem procura boa música. A concepção da banda surgiu da necessidade em formar um grupo que procurasse exemplificar o mais próximo possível o repertório dos grandes regionais brasileiros, procurando difundi-los de forma marcante ao gênero do Choro. Com esse objetivo, executam, além dos clássicos, os compositores locais, procurando ser fiel à tradição de um bom Regional, inclusive com composições de componentes do próprio grupo. Tem na sua formação músicos com experiência, tendo participado de vários grupos, e formados pela Escola de Música da UFRN. A atuação do grupo é recente, porém com várias apresentações em projetos importantes como: Natal em Natal, Natal Fest Gourmet e shows em espaços como feiras de artesanato e barzinhos com a finalidade da difusão do gênero em nossa cidade. O projeto Concertos Potiguares acontece graças à renúncia fiscal da Prefeitura do Natal através da Lei Djalma Maranhão e do aporte financeiro do Hospital do Coração, além do apoio da Semurb e da...

Editoras de Natal promovem ações conjuntas para a FLIQ 2022

30/08/2022|

De quarta a domingo (31 de agosto a 04 de setembro), o Parque das Dunas será palco de mais uma edição da FLIQ, Feira de Livros e Quadrinhos de Natal, o maior evento literário do Rio Grande do Norte e que costuma ser dominado por grandes expositores que dispõem de mais recursos e estrutura. Nesse contexto, duas editoras de Natal resolveram unir forças para bater de frente com os grandes e disputar com eles a atenção dos frequentadores da feira. PROGRAMA RN LITERÁRIO O evento é o maior do estado no segmento literatura por um motivo: além de atrair um bom público espontâneo em função das atrações e oferta de bons títulos, ainda conta com um importante convênio com o Governo do Estado que garante aquisição de livros para escolas públicas: o programa RN Literário. Graças a ele, as escolas contam com R$ 500 mil para aquisição de obras e podem enriquecer os acervos das bibliotecas com novas publicações. Para o editor Carlos Fialho, da Escribas Editora, o RN Literário é “importantíssimo” para a rede produtiva do livro. Autores, editoras, gráficas e livrarias se beneficiam desta ação e a Secretaria Estadual de Educação ainda criou mais uma regra para proteger...

Do que são feitos os bons botecos?

30/08/2022|

Sinto falta dos bons butecos de antigamente. Butecos escritos com “u” mesmo, e sem pedir licença poética à língua portuguesa porque buteco que é buteco se impõe como instituição cultural sem desejar a alcunha. Pergunte ao Vinícius. Daquele, uma simples discussão a respeito da alma feminina virava poemúsica. E o poetinha sabia onde achar a melodia certa da amizade em um bom buteco: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. Sinto, sinto, sim, falta de um roteiro lírico e sentimental para as manhãs dominicais ou para um encontro com amigos em horário agendado com a hora da sombra. Um cantinho afetuoso onde o garçom traz o de sempre sem perguntar; uma mesa com o time completo ou no máximo um ou outro contundido pela ressaca do dia anterior; de onde brotem causos e causas, filosofias e teorias de “butiquin” que costumam salvar a vida do perigo da realidade crua, porque butecos são também palcos da alegria ilusória e necessária. Mas, o que é buteco? Não cabe descrição objetiva. É a mulher que você olha e se apaixona pelo simples jeito de caminhar. Você se casa, a paixão dura alguns anos até virar amor, companheirismo....

Acadêmicos de Produção Cultural promovem exposição (M)EU ARTISTA

29/08/2022|

Os acadêmicos do 5° ano do Curso Superior Produção Cultural do Campus Natal – Cidade Alta do IFRN inauguram o espaço do Ateliê com a Exposição (M)EU ARTISTA .  Impulsionado pela disciplina de Produção em Artes Visuais, o evento ocorre nesta terça (30), na Rua das Donzelas, nº 151, Bairro Rocas, às 14 horas. O objetivo da exposição é despertar nos acadêmicos o potencial de criatividade, a manifestação dos sentimentos e a expressão espontânea, trabalhando na perspectiva da Art Brüt. Ao articular teoria e prática, a exposição mostra as criações – o artista interior –  dos produtores culturais livres da influência de estilos oficiais, vanguardas ou imposições do mercado de arte. As obras revelam os sentimentos que persistem após pandemia Covid-19 e, segundo a estudante Luna Beatriz, o seu autorretrato transfigura o sentimento que vivencia no momento: “aceleramento mental, angústia e irritabilidade estão presentes na minha vida e quis retratar em preto e branco o meu lado sombrio”. Exposição (M)EU ARTISTA Quando: 30 de agosto, às 14 horas Onde: Ateliê de Artes Visuais, Sala 10, Rua das Donzelas, nº 151, Bairro Rocas, Natal Produção cultural e curadoria: acadêmicos do 5º semestre do Curso Produção Cultural Curadoria Pedagógica: Mára Beatriz Pucci de Mattos e Rosane Felix Ferreira...

Debinha Ramos comemora “40 Anos de Samba” nesta sexta

29/08/2022|

O Sesc RN apresentará o show “Debinha Ramos: 40 Anos de Samba”, a partir das 19 horas, no dia 2 de setembro, no Memorial Câmara Cascudo. O acesso será mediante a doação de um quilo (1kg) de alimento não perecível, destinado ao Programa Mesa Brasil Sesc. Carlos Antônio Ramos da Silva, mais conhecido como Debinha Ramos, está entre os principais nomes da música potiguar, com apresentações locais e nacionais. Natural do bairro das Rocas, teve contato com os mestres das rodas de samba, como Lucarino, Antônio Melé, Ferrapo, entre outros nestes 40 anos de carreira. Seu nome sempre associado a enredos campeões e à escola de samba Balanço do Morro, também faz parte da história da Malandros do Morro e de grupos do cenário musical potiguar, como Gente de Casa, Sem Preconceito, Sapato Novo e Roda de Bambas. A turnê segue até o fim do ano e contará com mais quatro shows, contemplando todas as zonas da capital e um especial Rocas. Em “Debinha Ramos: 40 Anos de Samba”, edição Cidade Alta o artista contará com participação de convidados ao longo do show, como Batuque de um Povo, Marcos Souto, Miguel Carcará, Cláudio Zambe, Adilson Bispo e Zé Luiz do...

Ouçam o presidente

29/08/2022|

David Letterman, comediante e um dos mais importantes apresentadores de talkshows da TV americana, certa vez disse que seu pai lhe ensinara que é preciso sempre respeitar o cargo de presidente, não importa quem o esteja ocupando, mas que Barack Obama era o primeiro presidente a quem ele admirava também como pessoa. Compreendo bem o sentimento de Letterman por Obama quando penso em meus sentimentos pelos presidentes brasileiros. E acho importantíssimo que possamos ouvir o presidente do país sem esquecer que o cargo não é quem o ocupa. Por isso, além de escutar, é necessário também que saibamos avaliar e ponderar discursos e ações. Na última semana, o Jornal Nacional, transmitido pela Rede Globo, propôs uma sabatina com os candidatos que aparecem nas primeiras colocações na corrida pela presidência do Brasil. Obviamente, as entrevistas mais esperadas eram as de Jair Bolsonaro, Ciro Gomes e Luiz Inácio Lula da Silva. Os 40 minutos de duração de cada sabatina no telejornal mais importante e influente do país, mesmo diante de todas as controvérsias ao longo dos anos, têm nos permitido analisar posturas, ideias, discursos, comportamentos, níveis de preparação para o cargo, capacidade de comunicação das ideias e tantos outros elementos fundamentais nesse...

Renata Marques lança seu primeiro livro de poemas multimídia

27/08/2022|

Dia 1º de setembro, as 19h, haverá duas ações de lançamento do livro “Entre a palavra e o impulso”.  As 09h da manhã, no stand de lançamentos dentro da programação da 11ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal – FLIQ. E as 19h, no Mahalila Café & Livros, com uma programação que contará ainda com sarau aberto e a apresentação do Experimento Dramatúrgico – Ato I, com a participação do poeta Daniel Valente e os músicos Artur Costa Pedro e Igor Traço. O projeto artístico “Entre a palavra e o impulso” busca construir um corpo-memória que traduzido em palavras e imagens nos revelam histórias e narrativas contemporâneas a partir da voz de uma mulher, filha, mãe, nordestina e urbana. Editado pela Anzóis Produtora, o livro,  já está disponível por 40 reais, no site (https://www.seloanzois.com.br/). Dividido em três atos, o livro multimídia reúne uma seleção de 56 poemas escritos nos últimos dez anos, 46 fotografias de Guesc e dá acesso via qrcode a um videoperformance exclusivo produzido por Rita Machado.  O trabalho colaborativo com essas artistas contribui para a experiência estética do livro, ao tempo em que  registra o processo de imersão da poeta na busca pela composição da obra....

Filme baseado em Grande Sertão Veredas dialoga entre MG e RN

26/08/2022|

A atriz mineira Juliana Iyafemi está na produção do curta-metragem “Reboco”. O curta dialoga entre Minas Gerais e o Rio Grande do Norte e é baseado em trechos da obra de Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas, e nos causos do Babalorixá Dailson Severino sobre o sagrado e seus atendimentos como médico do espírito e ainda em paisagens sonorosas baseada no cinema africano de Osmanne Semembe. A dramaturgia conta ainda com trilha sonora de Chico César, da potiguar Tiquinha Rodrigues e outros artistas. Reboco conta a história de quatro adultos que vivem “o amor” de formas similares e diferentes, em meio ao caos interno e externo de cada um. A história se passa na comunidade fictícia de Essu, no Rio Grande do Norte, na cidade de Adelina, que tem cerca de dois mil habitantes. Os personagens Ará, Inaê, Biu e Humberto têm aproximadamente 33 anos de idade sonham em construir um sertão melhor e nunca precisarem sair por muito tempo dali. “O sertão que vivem é diferente do que Guimarães Rosa descreveu, mas o que unem esses casais nessa obra é o amor reprimido e intrigante do personagem principal Riobaldo por Diadorim, e o momento existencial de vida que se encontram”,...

Cabocla de Jurema lança seu primeiro EP “AJÉ”

26/08/2022|

Gravado no Estúdio DoSol em abril de 2022, “Ajé” que significa “Feiticeira” em Yorubá, é o primeiro EP de Cabocla de Jurema, projeto da cantora Eva Rocha, lançado pelo Selo Dosol e conta com quatro faixas autorais. O EP “AJÉ” nasceu como resultado das residências artísticas do Dosol, que são encontros criativos entre artistas e produtores, e que ocasionou o encontro de Eva Rocha com o combo de produtores da FERVE, que é composto pelos produtores Anderson Foca, Gui Raiz e Daniel Jesi, que assinaram a produção musical desse trabalho. Eva Rocha é natural da cidade de Mossoró/RN e deu início no ano de 2020 seu primeiro projeto solo, com nome artístico de “Cabocla de Jurema”, onde canta suas raízes e de seu povo, se reinventando a cada dia trazendo à tona suas origens dentro da linha do rap, reggae e samba. Além de ser cantora, compositora e percussionista, Eva Rocha é ativista das causas culturais e sociais voltadas para as mulheres negras. O EP na integra você pode ouvir pela sua plataforma favorita clicando AQUI. FICHA TÉCNICA CABOCLA DE JUREMA – AJÉ (EP)   Composições: Eva Rocha, Carla Cecília e Camila Paula Vocal: Eva Rocha Produção musical: Ferve (Anderson...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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