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Emocionada, sim!

Tenho tido muito receio na hora de me comunicar. Hoje tudo que a gente fala tem um peso e eu venho sentindo isso há muito tempo. Acontece que sou geminiana

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Memorial Padre Tércio

Caicó ganhará novo espaço cultural

Caicó ganhará um novo espaço cultural esse ano. Será a instalação do Memorial Padre Tércio, na antiga residência do sacerdote, na praça Dom Delgado, próximo ao Colégio Diocesano Seridoense. A

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Daniel César

Incongruências de um artista abstrato

Em sua nova exposição, a partir de sábado, no Seburubu, o artista Daniel César evidencia a desarmonia como característica do abstracionismo. Harmonia e desarmonia coexistem, ou melhor, são intrínsecas na

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Cátedras acadêmicas

Localizadas no IEA da USP, várias cátedras universitárias têm seus titulares entre nomes que se destacam em suas atuações nas áreas para as quais se dedicam. A Cátedra Otávio Frias

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Ballet do Sesc RN com matrículas abertas para 2022

06/09/2022|

O Sesc RN abriu inscrições para turmas do Ballet 2022, nas unidades Cidade Alta e Zona Norte, em Natal. As turmas começam no dia 19, com duas aulas por semana e valores a partir de R$ 32 por mês para associados. O Ballet do Sesc tem mais de 30 anos de tradição e já formou inúmeros profissionais que atuam no segmento da dança no RN. As salas de aula são climatizadas e contam com estrutura exigida para a prática, com piso, linóleo, barras e espelhamento. Os valores variam de acordo com a categoria da credencial do aluno, entre R$ 32 para Trabalhadores do Comércio a R$ 84 para o Público em Geral. As turmas são de acordo com a faixa etária e experiência na dança, com avaliação dos professores em duas unidades do Sesc. No ato da matrícula, o inscrito terá uma aula nivelamento, que definirá o conhecimento prático e, consequentemente, a turma a ser inserido. A Zona Norte conta com categoria Baby (4 a 5 anos de idade), Pré-Ballet (6 e 7 anos), 1º Ano (8 a 17 anos de idade), 2º Ano (Praticantes com noção) e Ballet Adulto (Acima de 18 anos). Na unidade Cidade Alta, além do Baby,...

Alerta: há uma revolução feminista silenciosa

06/09/2022|

Recebo imeiu com a notícia de que cerca de 80% das mulheres preferem o Cialis. Aos desinformados, esse medicamento com nome de cidade indiana corrige disfunções eréteis dos homens. O surpreendente não foram os dados do estudo, mas o foco deste. Ora, até então as pesquisas concentravam-se nas opiniões masculinas. Esse é mais um indício de que neste novo milênio o céu de Ícaro ou de Prometeu vai ficar rosa. Cada vez mais me convenço de que o mundo caminha para uma dominação completa das mulheres. E não precisa aprofundar a questão. O argumento é simples. Basta olhar pra trás e ver que elas não pararam de “evoluir”, na contramão da involução masculina. Os espaços têm sido tomados aos poucos. Aliás, a bandeira levantada pela “igualdade entre os sexos” é uma estratégia de tomada de golpe. Joana D´arc não fritou em vão na fogueira. É só esperar, tomando sua cerveja e assistindo futebol passivamente. Estou convencido de que há uma revolução silenciosa por trás destas passeatas pacíficas feministas. Verdadeiras concentrações e reuniões clandestinas devem estar sendo tramadas em porões e esconderijos secretos por trás de salões de beleza e cosméticos. Desconfie, amigO leitor, quando sua digníssima marcar um chá da...

Dedé Santana estará em Natal para receber homenagem

05/09/2022|

A ação de extensão Circo, permanência e memória: homenagem a Dedé Santana, será celebrada nesta quinta às 18h. O eterno trapalhão, cômico, ator e diretor Dedé Santana, estará pessoalmente no auditório da Reitoria da UFRN para receber uma homenagem da reitoria, estudantes, comunidade acadêmica e dos artistas da cidade, entre eles, o palhaço potiguar Facilita. O evento, gratuito e aberto a todos, pretende valorizar a arte circense, prestando homenagem a um dos palhaços mais ativos do circo brasileiro, com mais de 80 anos dedicados à divulgação da arte circense através do cinema e da televisão. Haverá também o lançamento do livro “Os Trapalhões: uma leitura da comédia popular brasileira”, do professor do Departamento de Artes André Carrico. O evento é organizado pelo Núcleo de Arte e Cultura da UFRN (NAC), com apoio da Pró-Reitoria de Extensão e do DEART. A ação, por seu caráter extensionista, conta também com a participação dos discentes participantes do componente curricular Introdução à Palhaçaria, do curso de Licenciatura em Teatro. Livro Quanto ao livro do professor Carrico, publicado pela Editora da UFRN, problematiza a possibilidade de uma herança da comédia popular brasileira a partir da presença de elementos do Circo, Teatro de Revista e Humorismo Radiofônico...

Em livro de estreia, autora potiguar questiona: quem será o próximo rei da  música popular brasileira?

05/09/2022|

O Sucessor do Rei’ é um presente para todos os súditos de Roberto Carlos e apaixonados pela música popular brasileira.  Quando o rei não estiver mais entre nós, quem tomará seu lugar? Com muito humor e reflexões sobre a música brasileira, Susana Barros apresenta fortes candidatos ao trono. A narrativa, que parte da noção de que a identidade coletiva surge na experiência do sentimento de pertencimento, revisita a historiografia brasileira para tentar entender o consumo musical no país e eleger o próximo rei da música popular brasileira. De acordo com a autora, a obra intenciona ser um galanteio ao que é produzido musicalmente em solo brasileiro: “São interjeições de assombro, levemente impressionadas com a capacidade criativa de um povo recentemente unido, mas detentor de uma forte identificação cultural”. Ao longo dos capítulos, Susana mostra alguns cenários e sugere candidatos ao trono. A obra, no entanto, é um exercício de ficção, apesar das sugestões serem baseadas em personalidades que estão entre nós: “Gosto de adiantar essa informação para que o leitor esteja preparado para se deparar com diversas ‘licenças’ ao longo do caminho. Não pretendo, com isso, desmerecer a própria trajetória do artista, pois os personagens que surgem ao longo da...

Encontro internacional de aquarelistas em Natal começa essa semana

05/09/2022|

A terceira edição do Encontro Internacional de Aquarelistas (EIAN) apresenta-se em forma híbrida, com atividades tanto presenciais quanto virtuais, entre os dia 8 e 10 de setembro. O III EIAN dará foco às oficinas práticas (workshops), ministradas por membros do Grupo Universitário de Aquarela e Pastel – GUAP/UFRN e pelos convidados nacionais e internacionais. Nesta última categoria, destaca-se o renomado e respeitado aquarelista e professor de pintura argentino Pito Campos que ministrará oficina em três sessões presenciais com transmissão ao vivo. Ainda externos ao GUAP, participarão do encontro os aquarelistas Angela Barbi (Espanha), Beto Candia (São Paulo) e Patrícia Vargas (Porto Alegre), com oficinas virtuais. Os artistas do GUAP a ministrar oficinas serão Ana Rique, Thalles Silva e Wandeberg Medeiros. Estas oficinas serão presenciais com transmissão ao vivo. As oficinas presenciais serão ministradas no Atelier do Núcleo de Arte e Cultura da UFRN – NAC/UFRN e salas do setor de aulas do DEART/CCHLA/UFRN. Horários e localização específicos devem ser consultados na programação disponível no Instagram do #guap_ufrn. Entre as atividades presenciais, a Exposição Presencial do III EIAN será realizada na galeria da Biblioteca Estadual Câmara Cascudo. A exposição será inaugurada por ocasião da abertura oficial do III EIAN, na noite...

Thiago Medeiros celebra 15 anos de trajetória com lançamento de novo livro

05/09/2022|

“Quanto Mar Cabe no Sal da Lágrima”, é o quarto livro de poemas de Thiago Medeiros, uma celebração aos 15 anos de dedicação à produção artística do poeta, ator e produtor potiguar. Lançado em janeiro de 2021, o livro ganhou edição especial com revisão do autor e terá, pela primeira vez, lançamento presencial nesta sexta (9), às 18h30 no Seburubu. O livro tem direção de arte de Rita Machado, capa de Creety, parceiros de longa data do poeta. A segunda edição de “Quanto Mar Cabe no Sal da Lágrima” é uma realização da Unilivreira, em parceria com o Selo Independente Insurgências Poéticas e Giro Selo Editorial. O livro foi construído durante a parte mais delicada da pandemia da Covid-19, momento em que o autor perdeu sua mãe. Os poemas apresentam um Thiago mais intimista, escrevendo sobre saudade e esperança, como o poema que encerra o livro “há uma pátria a ser libertada e é pelo amor que venceremos”. A segunda edição do livro, além de poemas inéditos, traz poemas escolhidos pelo autor dos títulos anteriores: “Ardência”, 2021; “Meio-Dia”, 2018 e “Para Eu Parar de Me Doer”, 2016. Na programação, além do lançamento do livro, estão previstas conversa com o editor...

“Boneca Inflável” e o vazio de que estamos cheios

05/09/2022|

Por trás de um título ruim, esconde-se uma dessas obras-primas do cinema que muitas vezes nos passam despercebidas. “Boneca Inflável”, filme do diretor japonês Hirokazu Koreeda. Não é novo, mas parece ainda mais atual pela maneira como lida com alguns dos grandes temas da nossa vida em sociedade. Lançado em 2009, o filme traz uma premissa até questionável, aparentemente: uma boneca inflável, dessas vendidas em sexshops, ganha vida e começa a explorar o mundo que se apresenta para além do pequeno apartamento em que serve como derivativo sexual para Hideo (Itsuji Itao), um homem que desistiu dos relacionamentos amorosos com pessoas por achá-las “irritantes demais”. Nozomi, a boneca vivida pela atriz sul-coreana Bae Doona, passa a lidar com o mundo como alguém que acaba de descobri-lo, uma espécie de Eva longe da vigilância de seu Adão. O deslumbramento e a curiosidade de Nozomi remete às primeiras experiências de nossas vidas humanas com o mundo, mas das quais não nos damos conta porque carecemos ainda de um grau maior de consciência. As primeiras lembranças que temos do mundo vão se fazendo gradualmente a ponto de sentirmos que tudo esteve conosco desde sempre. Assim, a magia de tocar a primeira gota de...

Festival de Rap promove 11 shows gratuitos neste sábado e domingo

01/09/2022|

O Festival Rap_Presenta continua abrindo portas para os talentos da arte urbana do RN. A 6ª edição do Festival reunirá neste final de semana (sábado e domingo),no Espaço Cultural Jesiel Figueiredo (ao Lado do Ginásio Nélio Dias), 11 shows, duas batalhas e mais de 20 participações do segmento do hip-hop reunindo presencialmente arte graffiti e grupos de rap, Djs, MC´s, B.Boys e B.Girls. A representação da edição de 2022 tem jovens talentos  de comunidade periféricas,  participação de mulheres e artistas LGBTQIA+ fortalecendo através do hip-hop a luta contra o preconceito de raça, gênero e religião. Somando com a diversidade cultural e humana. A 6ª Edição tem o patrocínio do edital RE-CRIA FARM e parceria com a Prefeitura do Natal, através da Funcarte e Espaço Cultural Jesiel Figueiredo. Aprovado na  RE-FARM CRIA, chamada criada pelo Instituto Precisa Ser e FARM, que visa apoiar o desenvolvimento de projetos e ações de coletivos, organizações sem fins lucrativos e pessoas físicas em capitais do Brasil e territórios periféricos do Rio de Janeiro através do aporte de recursos financeiros para desenvolvimento ou manutenção de iniciativas. O edital selecionou 80 (oitenta) proponentes, sendo: 50 (cinquenta) residentes ou sediados no município do Rio de Janeiro; e 30...

A ancestralidade diante das pedras e do asfalto quente como as cores do livro

01/09/2022|

por Daniel Valente Sobre a autora do livro “entre a palavra e o impulso”, posso dizer que tenho me aproximado dela, numa relação de trabalho, amizade e confidências. E que ao ler mais, tanto de Renata Marques, quanto do seu livro, pude perceber em cenas cotidianas, a mulher que cuida do filho, elabora projetos, e que de vez em quando sente a necessidade de escrever um poema para deixar sangrar, o que não se percebe entre paredes, muros, grades e telas. Renata sangra sabendo que é da natureza da mulher sangras às vezes. A mulher que ao cuidar das coisas e da vida, mais da vida, que das coisas, corta seus dedos  na recusa de não manejar outra arma, que não seja a palavra ou o silêncio, agora contido em livro e materializado nas mãos do leitor. O livro “entre a palavra e o impulso” conta com uma seleção de 56 poemas escritos nos últimos dez anos e 46 fotografias que registram a imersão da poeta Renata Marques, rumo à descoberta da voz de um eu lírico–mulher, que ao tempo em que nos situa numa paisagem urbana, nos conduz a refletir a ancestralidade diante das pedras e do asfalto quente...

Imperatriz Leopoldina, o exemplo mor de Pedro II

01/09/2022|

Maria Antonieta, rainha da França guilhotinada em 1789, pela Revolução Francesa, era tia-avó da arquiduquesa Leopoldina, que veio da Europa para casar com Dom Pedro, depois da transferência da corte portuguesa para o Brasil. O avô da arquiduquesa, o imperador da Áustria Leopoldo II, era irmão da desditosa rainha. Assim, a família real brasileira tinha parcial descendência dos Habsburgos, uma linhagem dinástica que por muito tempo dominou várias monarquias na Europa. Leopoldina cada vez mais é olhada não somente como genitora de Dom Pedro II, mas também por sua influência decisiva no processo da Independência, porquanto instigou o príncipe D. Pedro para esse feito heroico, e assinou a declaração de separação do Brasil do domínio português, na condição de Princesa Regente Interina. Leopoldina (1797-1826) nasceu em Viena, filha de Francisco I, imperador da Áustria, e de Maria Teresa. Assinale-se que Francisco nada fez para tentar salvar a vida da tia Maria Antonieta, quando a rainha da França estava sendo julgada pela Revolução Francesa. Poucos anos depois (1810), foi obrigado a dar a mão da filha mais velha, Maria Luisa, ao auto-coroado imperador da França, Napoleão Bonaparte. Maria Luisa retornou a Viena após a derrota de Napoleão, trazendo um filho desse...

Estátua centenária da Praça Pedro Velho é restaurada

31/08/2022|

Uma ação integrada das secretarias de Cultura (Secult-Funcarte) e Serviços Urbanos (Semsur) concluiu a fixação da centenária estátua da Praça Pedro Velho, em Petrópolis, que tinha sido alvo de tentativa de furto e vandalismo. A obra de restauro ficou a cargo do escultor e artista plástico Eri Medeiros. O processo de restauração do projeto de Corbiniano Vilaça foi conduzido pela Secult com a contratação do especialista em restauros históricos. Hoje, após ajustes finais, a estátua foi fixada e entregue ao seu local original. “Foi um processo muito delicado por ser uma obra centenária e com muitas características particulares. A restauração manteve toda a originalidade da obra”, comenta o secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão. A estátua da Praça Pedro Velho é uma figura feminina que representa a Pátria e tem 113 anos de história. A Secretaria de Cultura de Natal aguarda a conclusão da análise do projeto por parte do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para iniciar a restauração Monumento à Independência, na Praça 7 de Setembro, no Centro Histórico.

A arte de Alexandre Alves

31/08/2022|

Poeta, músico, pesquisador, crítico literário, professor de literatura na UERN. Alexandre Alves, tem toda uma carreira dedicada às Letras. É doutor em literatura comparada pela UFRN, publicou diversos livros, artigos e ensaios sobre nossos autores. Recentemente deu mais uma contribuição para os leitores e interessados na literatura produzida aqui no Estado. No livro “Poesia Moderna no RN: Primeiro tempo 1925-1930″ (Queima-Bucha, 2022), o crítico traz para conhecimento do público importantes nomes da nossa poesia, que de certa forma deram uma contribuição ao movimento modernista; Câmara Cascudo e Jorge Fernandes, afora outros, como Palmyra Wanderley, João Lins Caldas, Othoniel Menezes e Francisco Amorim. Um livro interessantíssimo e muito apropriado nos 100 anos do Modernismo brasileiro. O trabalho foi dividido em 6 capítulos, onde o estudioso se debruça sobre os poemas dos autores citados, com uma boa contextualização. Um trabalho bem fundamentado que merece ser lido. Ano passado, Alexandre Alves publicou “Poesia Marginal da Esquina Atlântica” (Sol Negro Edições). Estudo sobre esse gênero, existente no RN, nas décadas de 1970 e 1980. Polivalente, em 2020, o autor publicou um livro de poemas, “Ossos da Urbe” (Sol Negro Edições), vencedor do Premio de Poesia Othoniel Menezes- 2019. Abaixo destacamos um dos poemas: limbo...

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O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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