Não existe nada melhor que ser livre!

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Quando fui convidada para escrever nesta coluna, estava numa segunda feira à noite, conversando com amigos e tomando uma cerveja estupidamente gelada, falando sobre a liberdade, tanto das relações, como da vida profissional e de como a sensação de ser livre era prazerosa, então, não poderia começar falando sobre outra coisa que não seja o meu ponto de vista sobre ser uma mulher livre e a escolha corajosa de ser a única responsável por minhas próprias escolhas e de que entender isso é uma decisão extremamente importante quando estamos vivendo e convivendo num mundo com convenções machistas e que claramente nos coloca em lugar de inferioridade desde os primórdios. Veja bem, é uma segunda feira e eu já estou exercendo a liberdade de escolher não ser convencional no primeiro dia da semana.

Optar pelo caminho da liberdade nos permite rever escolhas que nos favoreçam, sejam elas determinantes para a nossa carreira, para a nossa personalidade, estilo, amizades, relacionamentos e em diversas áreas da vida que reforçam que você não precisa se prender a nada.  A liberdade também nos faz abrir mão de estereótipos, apegar-se somente ao que realmente importa e usar o mundo de possibilidades a nosso favor. Reforçar nossos valores e princípios, e optar pela praticidade, e diante de tudo isto, estar sempre pronta pra mudar quando quiser, sem se cobrar, sem ter que se explicar e sem nunca deixar de colocar pra fora a essência do que você é.

Quando alguém me pergunta sobre o que a mulher pode ou sobre se ela pode, a resposta é sempre sim! Toda mulher pode ser livre? Pode e deve! Só que é importante entender que ser livre implica, também, em você mesmo escolher o seu próprio conceito de liberdade. E não tentar replicar o modelo de outras pessoas.  E lembrar também que não é porque somos livres que seremos desapegadas e sem responsabilidades, até porque todo mundo tem uma vida e coisas às quais precisa se apegar – ser livre não é necessariamente ser “largado de tudo”. É saber também que assim como a felicidade, liberdade é algo relativo.

E o que é ser livre afinal? Vou responder esta pergunta com o que eu acho que pra mim é relevante: é ser segura de si. É não se abalar com julgamentos. É ser uma boa companhia para mim mesmo, é cuidar do meu interior e exterior sem exigência e cobrança comparativa com outras pessoas, é estar sempre aberta para compartilhar experiências com pessoas ao meu redor. É respeitar meu tempo, meu corpo, meus limites. É mudar de ideia e saber que posso recomeçar ou reconhecer erros e acertos sempre que possível. É não ter medo de se permitir, é não aceitar nada menos do que mereço. É gostar de ser valorizada e saber valorizar o outro; é ser leve. Eu quero com a minha liberdade ser respeitada, ser alegre, agradável e ser aquela pessoa que todo mundo quer ter por perto.

Em muitos momentos da minha construção livre me senti oprimida porque percebia que muitas pessoas confundiam a liberdade com permissividade. E não é, e que como já disse Simone de Beauvoir: “Uma mulher livre é justamente o contrário de uma mulher fácil”. Então muitas vezes a gente precisa estar justificando esta escolha e ensinando mil vezes para quem não entende, ou faz que não entende. É cansativo!

Ser livre não tem receita pronta, é uma construção diária, é o que faz você brilhar, e sentir-se assim, de bem consigo mesma e com o mundo e com essa força ser capaz de despertar em muitas outras mulheres o desejo de ser também. Então, meu desejo maior é que sejamos todas responsáveis pelo encorajamento da liberdade alheia e que todas as vezes que alguém nos contar a sua história de mudança e transgredir as regras impostas a nós pelo patriarcado, nós brindemos a isso.

Enquanto escrevo toca uma música do Rappa que diz: “Não existe nada melhor que estar livre” e eu, que tenho uma história com esta música que representa pra mim um divisor de águas (depois conto esta história), canto alto e reafirmo: Não existe nada melhor do que ser livre!

Carla Nogueira

Carla Nogueira

Carla Nogueira, mais conhecida como Carlota, formada em gestão de pessoas, com MBA em gestão humanística de pessoas. É multicriativa e fundadora do Estúdio Carlota Coletivo Afetivo, criando oportunidades para gerar potência e oportunidades de fomentar a arte, a cultura e as pequenas marcas com grandes ideias. Notívaga, cervejeira e sarcástica, escreve sobre suas percepções diante dos fatos do dia a dia.

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