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Paralamas de volta a Natal

Um dos maiores nomes da história do rock brasileiro está de volta a Natal. No dia 14 de setembro (domingo), a partir das 19h, o Boulevard Hall recebe o show

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Na Tonga da Mironga do Kabuletê

Durante o período do regime militar, vários artistas brasileiros, para fugir da Censura, gravaram músicas cujas mensagens combatiam de forma velada o regime, usando expressões que fugiam à compreensão dos

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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Natalia Timerman

21/05/2025|

A escritora e médica psiquiatra Natalia Timerman lança, no próximo dia 25 de maio, a nova edição de “Desterros”, seu livro de estreia, agora publicado pela editora Todavia. O evento acontece às 18h, na Pinacoteca, como parte da programação da Ocupação Literária. “Desterros” nasceu da vivência de Timerman no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, onde atuou como psiquiatra. A obra literária reúne histórias de internos, agentes penitenciários, profissionais da saúde e da própria autora, que, diante do cenário, coincidem: “Tornei-me, também, parte do absurdo”. No livro, ganham destaque personagens como Donamingo, uma mulher angolana presa por tráfico e que descobre estar grávida já na prisão, e Gessé, que mantém uma ferida aberta para continuar internado. Sem cair no didatismo, Timerman tece uma narrativa sensível e contundente sobre os limites da medicina e da justiça – e sobre como a literatura é capaz de alcançar aquilo que nem o prontuário registra, nem o tribunal julga. Publicado originalmente em outra editora, Desterros ganha agora nova edição pelo Todavia, que também publicou seus romances Copo Vazio (2021) e As Pequenas Chances (2023), ambos elogiados pela crítica. Antes do lançamento, Natalia Timerman participa da mesa literária “O que a palavra não dá conta, mas...

21/05/2025|

A Câmara Municipal de Natal aprovou, na sessão ordinária desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 427/2024, que institui um sistema de monitoramento e avaliação das políticas de inclusão voltadas a alunos com deficiências e outras especificidades nas escolas da rede municipal. A proposta de autoria do vereador Kleber Fernandes (Republicanos) foi aprovada em primeira discussão e ainda passará por nova votação em plenário antes de seguir para sanção. Segundo Kleber, a iniciativa busca garantir que as ações de inclusão no ambiente escolar sejam efetivas e gerem resultados concretos no desenvolvimento dos alunos. “Essas políticas não podem se limitar apenas à presença de auxiliares ou ao aumento no número de funcionários. Precisamos de ações que realmente tragam resultados práticos para os estudantes”, defendeu o vereador durante a sessão. Outras matérias também foram aprovadas pelos parlamentares. O PL nº 372/2024, do vereador Preto Aquino (Podemos), regulamenta os serviços de troca de lâmpadas realizados direta ou indiretamente pelo poder público municipal. Já o vereador Tércio Tinoco (União) teve aprovado o Projeto de Lei nº 181/2024, que institui o dia 7 de junho como o Dia da Pessoa com Síndrome de Tourette no calendário oficial do município. A proposta busca dar visibilidade à...

iaperi araújo

21/05/2025|

Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece. E nasce o sol, e põe-se o sol, e volta ao seu lugar, de onde nasceu.                                         Eclesiastes, 1:4 1. O artista Iaperi Araújo (São Vicente, 21.07.1945) contribuiu para a tradição das imagéticas relacionadas à Via Crucis — conjunto de imagens-ícone contidas no Novo Testamento — que dizem de um profeta ou deus feito homem, tendo este sido responsável pelas ideias que constituem uma nova maneira de conceber as relações, dentro do que ficou reconhecido como práticas religiosas. Como sabemos, o dia de Pentecostes é considerado a fundação do Cristianismo, e a Igreja Católica sua instituição “oficial”. O artista logrou êxito ao plasmar tais discursos por meio de belas imagens, demonstrando domínio da arte de manusear o código pictórico. Um belo estandarte com cores bastante simbólicas abre o cortejo de estações: azul e ocre. Nada rivaliza, no Rio Grande do Norte, com essa obra deixada para a posteridade singular, diferente e extremamente intrigante. Refiro-me à constelação de significantes ou ao que foi tematizado, e foi bastante capaz com sua pronúncia estética, desde sempre reconhecido como o nosso mais importante naïf, tanto em quantidade como em qualidade. Ademais,...

Baobá do Poeta

20/05/2025|

Triste notícia. Um dos patrimônios afetivos da capital potiguar está doente. A árvore centenária situada na Rua São José, próximo ao cruzamento com a avenida Alexandrino de Alencar, no bairro Lagoa Seca, teve uma parte considerável de sua base despencada. Carinhosamente chamado de Baobá do Poeta, por ser mantida em um terreno de posse do poeta Diógenes da Cunha Lima, a árvore tem também a curiosa história que faz parte do imaginário natalense de que o escritor – e também piloto – Antoine Saint-Exupery, autor do clássico O Pequeno Príncipe, teria passado por Natal em 1939 e se encantado com o baobá. Diógenes fez um apelo no instagram e pediu ajuda para debelar esta “crise” ocorrida com a árvore. “Caiu uma parte da árvore e, por dentro, apesar daquela aparência de fortaleza, estava oca. Contratei um especialista, mas ele teve dificuldade. Apelei à Universidade e o reitor José Daniel Diniz prontamente atendeu e falou com um grupo de ambientalistas. Mas apelamos a quem puder ajudar. É uma árvore de origem africana que pouca gente sabe cuidar”. O Baobá do Poeta possui 19 metros de altura e um tronco com mais de 6 metros de diâmetro. A árvore pode viver mais...

poluição sonora

20/05/2025|

A Comissão de Planejamento Urbano, Meio Ambiente e Habitação da Câmara Municipal de Natal realizou reunião nesta terça-feira (20), para analisar proposições legislativas. Ao todo, dois projetos de lei foram designados para relatoria e sete foram discutidos pelos parlamentares. Entre os destaques, está o Projeto de Lei nº 110/2025, de autoria do vereador Tárcio de Eudiane (União), que trata da responsabilidade por infrações de poluição sonora em estabelecimentos comerciais. O texto também propõe normas para a fiscalização e apreensão de equipamentos de som. O vereador Irapoã Nóbrega (Republicanos), relator da matéria, ressaltou a importância da proposta. “Às vezes, a infração recai sobre o músico, e precisamos normatizar essa questão. Não adianta o empreendedor investir e ser multado, assim como o músico ser penalizado. Este projeto busca corrigir essas falhas na lei”, afirmou. Também foi aprovado o Projeto de Lei nº 531/2024, de autoria do vereador Kleber Fernandes (Republicanos), que prevê a obrigatoriedade da instalação de pontos de recarga para veículos elétricos nas rodovias sob responsabilidade do Município de Natal. A relatoria foi da vereadora Anne Lagartixa (Solidariedade), que destacou o impacto positivo da iniciativa. “É um projeto que contribui para a sustentabilidade e também para a economia da cidade”, declarou....

O homem e o filme feminista: quem escreve, quem assiste e quem ganha Oscar?

20/05/2025|

Dois filmes com protagonismo feminino, escritos e dirigidos por homens, foram os grandes ganhadores dos Oscar de 2024 e 2025. Gostaria de aproveitar a semelhança entre eles para demonstrar a visão masculina; em seguida traço uma comparação com dois filmes escritos e dirigidos por mulheres, com sucesso de público e menor sucesso na premiação. Acredito que a partir dessa comparação veremos como os dois primeiros filmes, mesmo com protagonismo feminino e um arco de emancipação, não buscam articular um discurso feminista, como acontece nos dois filmes seguintes. Apenas isso poderia ser suficiente para inferir a razão da performance de ambos ter sido distinta (embora eu tenha a impressão de que esse foi um aspecto pouco mencionado). Assim, procuro ir mais a fundo nas crenças de base em que os filmes se ancoram, a partir da representação dos personagens homens e mulheres. ANORA (2024) e POBRES CRIATURAS (2023). O que Anora e Pobres Criaturas têm em comum? Em Anora os personagens centrais são: Mikey Madison (Anora), Yura Borisov (Igor/Príncipe Encantado), Karren Karaguilan (Toros, o capanga chefe) e Vache Tovmasyan (Garnick, o segundo capanga). Na parte anterior do filme, o jovem-russo-mimado, Ivan. Em Pobres Criaturas os personagens centrais são: Emma Stone (Bella),...

welcome to natown

19/05/2025|

Um romance histórico tendo como pano de fundo Natal, entre os anos de 1943 e 1947. Este é o mote para o livro Welcome to Natown. A obra foi finalizada durante o período da pandemia e, desde 2020 o autor Gustavo Medeiros procura editora para a publicação. “Eu sabia que não seria uma tarefa fácil, mas também não pensei que fosse tão extenuante. “Tenho a certeza de que não é um livro de apelo popular e talvez a temática LGBT (sim, é um romance LGBT de época) esteja limitando sua publicação”, contou a este editor. Diante da dificuldade, Gustavo publicou a obra nas plataformas de autopublicação (Amazon, Uiclap e Clube dos Autores). De posse do ISBN para a versão física e digital, ele mesmo revisou, diagramou, ilustrou e elaborou a arte da capa. Sem apoio do marketing das editoras, faltou apenas a divulgação. E por isto o blog presta essa colaboração ao trabalho do autor. Sobre Welcome to Natown Durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos construíram sua maior base aérea fora do seu território nas imediações da cidade de Natal. Inesperadamente, uma cidade de cinquenta mil habitantes foi invadida por um contingente de cerca de dez mil novos...

Exposição “Fértil” explora a reprodução como performance e estratégia de resistência

19/05/2025|

A exposição Fértil, da artista visual, pesquisadora e professora Mariana do Vale, reúne trabalhos desenvolvidos a partir de procedimentos relacionados à reprodução assistida. A mostra aproxima a reprodução da performance como estratégia político-artística de resistência e afirmação de identidades dissidentes. A exposição é atravessada por experiências da maternidade lésbica e pelo universo da reprodução assistida. Investiga temas como identidade, feminismo, fracasso, amamentação, loucura e medicalização — fazendo da arte um território fértil para tensionar normas heteronormativas e celebrar outras formas possíveis de existir e criar. As obras apresentadas surgem da pesquisa de doutoramento da artista e incluem criações individuais e coletivas, desenvolvidas no contexto do Laboratório Criativo Fértil. O laboratório investigou a reprodução como linguagem e ação, contando com colaborações de Aldenor Prateiro, AnaLu Medeiros, Ana Paola Ottoni, Elisa Elsie, Evelyn Freitas, Lee Santos, Nikarla Silva e Priscilla Fontenele. A exposição articula diferentes técnicas e suportes — videoperformance, instalação, serigrafia, gravura, cianotipia e fotografia — compondo um campo expandido de experimentação visual e conceitual. Fértil propõe uma experiência imersiva e sensorial, que atravessa o corpo, a tecnologia, os afetos, o feminismo e o ativismo. Segundo a curadora Ana Paola Ottoni, “o corpo feminino é aqui investigado não como suporte passivo,...

Casa da Ribeira recebe grupo Komboio Potiguar com o musical “Aqui é meu lugar” no FDS

19/05/2025|

Dias 24 e 25 de maio , o grupo Komboio Potiguar apresenta o musical “Aqui é o Meu Lugar” , com na Casa da Ribeira , às 19h . Com trilha sonora original da dupla potiguar Khrystal e Sérgio Groove, e direção musical assinada por Dudu Galvão e Sérgio Groove, o espetáculo é uma celebração afetiva das quatro zonas da capital potiguar, despertando reflexões sobre pertencimento e identidade. A trama acompanha seis personagens, sendo quatro membros de uma irmandade guiada por “Sol e sua Noiva”. Eles olham para além dos cartões-postais da cidade, como o Morro do Careca e o Forte dos Reis Magos, revelando outras camadas de Natal e de sua gente. Zeca Santos, idealizador do projeto, artista e produtor cultural, define o musical como uma declaração de amor à cidade e à cultura potiguar: “Voltar a circular com “Aqui é o Meu Lugar” é motivo de muita gratidão. Esse musical é uma expressão de afeto profundo por Natal, feito por artistas genuinamente potiguares. É uma obra autoral que traz uma percepção mais ampla e sensível da cidade, especialmente aqueles que são invisibilizados, mas que, na verdade, são os verdadeiros guardiões afetivos de Natal. Eles percebem a cidade com uma delicadeza e profundidade que muitas vezes nos...

carlota estranha

19/05/2025|

Dia desses me chamaram de estranha.  De novo. Já perdi as contas. Estranha porque estou em lugares diferentes, porque uso roupas que não obedecem à paleta da estação, porque meu corpo não faz cosplay de blogueira fitness e meu cabelo tem personalidade própria — igual aos meus óculos, que não foi comprado na seção “influencers usam”. Estranha porque não quis um marido, dois filhos e um labrador chamado Chico. Porque não achei romântico o suficiente aceitar uma vida que não me cabe, só pra agradar o algoritmo da sociedade. Mas o melhor de tudo é que ser estranha não é um rebranding de meia-idade. Eu sou assim desde sempre. Enquanto as meninas da escola usavam laço no cabelo, eu já ostentava corte máquina 2. E não era rebeldia: era liberdade. Era estar mais próxima dos meninos porque eles pareciam ser mais livres — não eram forçados a sentar com as pernas fechadas, nem tinham que ser delicados ou sonhar com um casamento de véu e grinalda. E sim, sempre teve um preço. Alto. Fui — e sou — muitas vezes olhada com desconfiança. Como se minha liberdade fosse uma ameaça, minha ousadia fosse arrogância e minhas escolhas fossem burrice. Já...

Juliana Linhares

19/05/2025|

Após quatro anos de sucesso, a turnê Nordeste Ficção, da cantora potiguar Juliana Linhares, chega às últimas apresentações, e, em Natal, a despedida será em grande estilo, nesta quinta-feira (22) , no Teatro Riachuelo. O show contará com participações mais do que especiais para a artista: Khrystal, compositora de “Balanceiro”, canção mais ouvida da sua trajetória; Rafael Barbosa,  irmão e parceiro de temas importantes do álbum;  e Petrúcio Amorim, que nos presenteou com o hino “Tareco e Mariola”, música que acompanha Juliana desde sempre. Para esta apresentação, a cantora promete a banda completíssima e um repertório que trará, além de todas as canções do álbum Nordeste Ficção, músicas como “Galope Razante” (Zé Ramalho) e “Menti Pra Você (Karina Bhur), além de outras surpresas. “Acho que nesses quatro anos de turnê eu nunca parei de sonhar com um grande show em Natal, em um palco de teatro, completo, com toda a minha equipe. Eu, que também sou atriz, queria muito esse encontro num espaço de cena, ainda mais na minha terra, que nunca deixo de cantar e contar. Esse show circulou palcos importantes do Brasil e da Europa e agora não há nada como poder voltar pra casa e dividir as alegrias da estrada com...

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