Últimas

Remédios, passagens e habeas corpus

No Brasil a cultura nunca recebeu a atenção devida por parte do poder público. E o artista popular, cujo trabalho muitas vezes não é tido como de importância cultural, ainda

Leia mais

O sopro e a forma

Por Francc Neto Este texto nasceu de uma inquietação antiga: não o sentido da vida, mas a própria natureza do que chamamos “vida”. Interrogamos o seu significado, buscamos o seu

Leia mais

Happy Birthday, Jerimum Jazz

Mais um ano praticamente se foi e a Jerimum Jazz completa seus 27 aninhos. E para celebrar a data, claro, terá música. Nessa quinta-feira (10) o no Auditório Onofre Lopes,

Leia mais

De Santana do Matos a Sevilha

Já em terras d’Espanha, logo após Badajoz, causam-me forte impressão os vastíssimos campos cultivados (trigais, parecem-me) sem que haja neles uma habitação, uma árvore, nada – só aquele mar imenso

Leia mais

SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

Leia mais
Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

Leia mais
FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

Leia mais

Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

Leia mais

PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

Leia mais
Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

Leia mais

BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

Leia mais

Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

Leia mais
  • All Posts
  • Agenda
  • Artes Cênicas
  • Artes Visuais
  • Audiovisual
  • Blog do Sérgio Vilar
  • Carnaval
  • Cerveja / Gastronomia
  • Cultura Pop
  • Curtinhas
  • Dança
  • Destaque-capa
  • Destaques
  • Editais e Oportunidades
  • Entrevistas
  • Folclore e Cultura Popular
  • Literatura
  • Memória do RN
  • Música
  • Notícias
  • Opinião, Artigos e Crônicas
  • Personagens do RN
  • Poesia
  • Revista Preá
  • Turismo

30/10/2025|

Neste sábado, será a última edição da temporada 2025 da roda Samba de Arruar no Largo Ruy Pereira, na Cidade Alta. A partir das 16h, Valéria Oliveira e o cantor e percussionista Kelliney Silva comandam a saideira com samba de raiz, partido alto, ijexá e pagode. Desde sua estreia no Alecrim, o Samba de Arruar vem consolidando seu papel como roda democrática, afetiva e plural. A cada edição mensal no Largo Ruy Pereira, o projeto aprofunda sua relação com o Centro da Cidade e com a comunidade, valorizando a produção local. A banda segue firme em sua formação original, com Jubileu Filho (violão 7 cordas), César Sampaio (cavaco e banjo), Deny Nascimento, Kelliney Silva, Mirelly Angélica e Ninho Brasil na percussão. A Saideira será mais um momento de celebração e resistência cultural, reunindo artistas da cidade em participações especiais e promovendo encontros que fazem do projeto um dos mais significativos da atual cena musical de Natal.

Câmara Municipal homenageia Rotary Club de Natal

30/10/2025|

Nesta quarta-feira (29), a Câmara Municipal de Natal abriu as portas para  sessão solene em homenagem ao Rotary Club de Natal, por proposição do vereador Robson Carvalho (União Brasil), e em reconhecimento aos 89 anos de história da instituição, fundada em 10 de março de 1936. O vereador Robson Carvalho destacou o significado da solenidade: “É uma honra muito grande estar homenageando o Rotary Club de Natal. São quase nove décadas de serviços humanitários e benfeitorias em prol da população natalense”. O Rotary Club de Natal é pioneiro no RN, tendo sido o primeiro dos  seis clubes  fundados em Natal.  A presidente do clube, Cândida Amália Aragão de Lima, agradeceu à Câmara Municipal de Natal pelo reconhecimento. “Esta Casa Legislativa enxergou a intensidade do nosso trabalho, enxergou a importância do nosso trabalho e reconheceu. Então este reconhecimento é muito importante para nós que estamos há 89 anos trabalhando nesse sentido. A palavra é gratidão”, disse.  Na solenidade, foram homenageados 19 associados e o Rotary Clube de Natal. “São profissionais de diversas ocupações: médicos, engenheiros, empresários, educadores,  unidos com o propósito de contribuir para uma sociedade mais justa por meio da cultura, da educação, da saúde e do desenvolvimento comunitário”, contou...

Exposição “Matriarcas, a força da mulher potiguar” estreia neste sábado no Museu da Rampa

30/10/2025|

A artista visual seridoense Cecília Nóbrega convida o público para a abertura de sua próxima exposição individual e autoral, “Matriarcas, a força da mulher potiguar”, no próximo dia 01 de novembro, às 15h, no Museu da Rampa, localizado no bairro das Rocas, em Natal/RN. A entrada é gratuita. Com 10 anos de carreira e uma trajetória marcada pela investigação da identidade feminina, Cecília apresenta uma série inédita de pinturas que homenageiam a força, a resiliência e o protagonismo de grandes nomes de mulheres potiguares. A mostra destaca figuras históricas como Clara Camarão, Dona Militana, além de personagens anônimas cujas histórias foram transmitidas por gerações através da vivência da própria artista. A abertura contará com visita guiada da artista, proporcionando ao público uma imersão no processo criativo e nas histórias por trás de cada obra. O evento será embalado pela discotecagem da DJ Brisa, que preparou um set especial com referências potiguares, dialogando diretamente com o tema da exposição. “Matriarcas” é mais que uma exposição – é um ato de celebração e reparação histórica do papel da mulher potiguar na construção cultural e social do estado. Um convite para reconhecer o toda uma potência estética e simbólica que o povo potiguar...

Confira a programação das mesas literárias do 9º Flipipa que começa hoje e segue até sábado

30/10/2025|

O Festival Literário da Pipa (FliPipa) chega à 9ª edição mantendo a tradição de levar o melhor da literatura para a praia mais paradisíaca do litoral sul Potiguar. A festa literária tem início hoje (30) e segue até 1º de novembro. A Praça do Pescador receberá debates, oficinas, palestras e ações educacionais e ambientais. A nona edição do Flipipa vai abordar “Memória em Movimento”, passando pela presença do Romanceiro Ibérico em Tibau do Sul, visitando Biografias, Memórias, Ancestralidades e Literatura Indígena. A tradicional Tenda dos Autores receberá programação nos três turnos. Localizada na Praça do Pescador, a Tenda terá aulas espetáculos, mesas literárias e debates com programação gratuita durante todo o dia. O FliPipa mantém os espaços consagrados ao longo dos anos como as sessões de autógrafos, a Feira de Livros, os lançamentos na Cooperativa Cultural da UFRN, os Sebos, as Editoras e as ações do SESC. Para esta edição, Hotéis e Restaurantes da Pipa se somam ao projeto tornando-se Espaços Culturais com programação diária: Pipa Lagoa, Sun Bay, Bicho Preguiça, Calígula, Macoco Cozinha Artesanal e Athenas Creperia. 9º FESTIVAL LITERÁRIO DA PIPA – PROGRAMAÇÃO COMPLETA 30 out – QUINTA 9h mesa literária 1 A Moça Tentada e A ninhada...

Florêncio Caldas

30/10/2025|

Nesta quinta (30), o Mahalila Café e Livros recebe, dentro de sua programação de 11 anos de existência, o autor estreante e professor do IFRN Florêncio Caldas para lançar o seu livro de contos “Criaturas”. O evento ocorrerá das 19h às 22h e o acesso é gratuito. Será uma bonita festa cercada de leitores e amigos. A publicação reúne contos de terror escritos pelo professor protagonizados pelos mais emblemáticos monstros do imaginário cultural: os vampiros. SOBRE O LIVRO: Histórias de vampiros povoam o imaginário humano na literatura desde a primeira década do século XIX com “O vampiro”, do escritor inglês John William Polidori (1819). Criatura da escuridão, ser maléfico e infernal é, ao mesmo tempo, sedutor e fascinante. Assume a forma humana, mas os instintos animalescos e bestiais caracterizam sua índole. Talvez por essas marcas tenha um apelo popular tão intenso. Inseriu-se na literatura, no cinema e nas artes em geral de tal maneira que demonstra nunca ser esquecido. Como prova viva dessa persistência “assustadora”, eis o livro de estreia de Florêncio Caldas, “Criaturas”. São narrativas que marcam a reunião de histórias selecionadas pelo autor em seu primeiro volume impresso. O ineditismo desse “Criaturas” reúne uma síntese das ideias da...

8º Seminário Integrado de Fisioterapia do UNI-RN

30/10/2025|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) promove, nos dias 7 e 8 de novembro, o 8º Seminário Integrado de Ortopedia, Reumatologia, Neurologia e Pediatria, reunindo estudantes e profissionais em dois dias de aprendizado e atualização científica. Organizado pelo 6º período do curso de Fisioterapia, o evento amplia seu escopo e reforça a integração entre diferentes áreas da saúde, com palestras, mesas-redondas, minicursos e debates sobre temas atuais da prática fisioterapêutica. As atividades acontecem no Auditório B do Terra IV e nas Clínicas Integradas do UNI-RN, com inscrições acessíveis e direito a certificado de horas complementares. Entre os destaques da programação estão discussões sobre hipnose terapêutica na neurorreabilitação, fisioterapia intensiva neonatal e integração entre esporte, nutrição e reabilitação, além dos minicursos “Manejo da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)”, ministrado por Thiago Ibiapina, e “O que há de novo sobre o conceito Bobath?”, com Adriana Jussara de Oliveira Brandão. Serviço:8º Seminário Integrado de Ortopedia, Reumatologia, Neurologia e PediatriaData: 7 e 8 de novembroLocal: Auditório B do Terra IV e Clínicas Integradas do UNI-RNInscrições: https://eventos.unirn.edu.br/sisuni/eventos/visualizar/1479?_gl=1ooc3tv_gcl_au*MTU3MDg5NzM1OC4xNzU4ODk4MzgzTaxa: R$ 5,00 (seminário) e R$ 10,00 (minicursos)Organização: Curso de Fisioterapia do UNI-RN

29/10/2025|

O Núcleo de Pesquisa em Linguagens, Literatura e Mídias do IFRN, em parceria com o Nuarte e a Livraria Nobel, celebra um ano de estudos da literatura de terror e suas interfaces com o NUEMETT – Núcleo de Estudos de Mulheres que Tocam o Terror. Para isso, realizará nesta sexta (31), às 19, na Livraria Nobel do Praia Shopping, uma Programação Especial de Halloween. Na abertura, uma roda de conversa sob mediação de Raquel Serrão, que discutirá “O horror como espelho social”. Farão parte as pesquisadoras do Núcleo e escritores potiguares convidados que produzem obras neste campo: Raquel Serrão, Conceição Guimarães, Eliane Souza, Adriele Cipriano, Laura de Freitas e Isabelle Cavalcante. Gilvânia Machado, poetrixta e contista, é uma das convidadas para este momento. Além dela, estarão presentes lançando obras: Kalina Paiva com o livro de contos “A Cruz da Cabocla: aparições, terror e mistério”; Leander Moura e Cristal Moura, com a HQ “Era uma vez”; e Florêncio Caldas, que estreia com “Criaturas”. Com muito pop rock, Hérik Lima embalará a noite de Halloween. 

Cineclube Natal realiza Mostra de Horror Cinematográfico Limiar na Biblioteca Câmara Cascudo

29/10/2025|

O Cineclube Natal realiza, na próxima sexta-feira (31), uma noite de imersão nas fronteiras entre o cotidiano e o fantástico com a Mostra de Horror Cinematográfico Limiar, a partir das 17h, na Biblioteca Câmara Cascudo. Retomando o sucesso das mostras de horror realizadas em 2023 e 2024, e para celebrar seus 20 anos, completados em maio de 2025, o Cineclube propõe uma verdadeira “virada cultural” na biblioteca, articulando palestra, exibição de filmes, exposição de artes visuais e experiências sonoras. O evento é gratuito e aberto ao público. “Nossa intervenção se apoia no conceito de liminaridade de Victor Turner, entendendo que, ao adentrar esse espaço, que pode ser o próprio bem cultural, a comemoração do Halloween ou a interação com os filmes, o indivíduo passa por um processo de ressignificação. Não apenas do horror enquanto forma de arte, mas também de si mesmo, atravessando uma experiência liminar em que as fronteiras da individualidade se dissolvem em prol de um sentimento de comunidade”, explica Hugo Braga, diretor da mostra e presidente  do Cineclube Natal.  Para incrementar a curadoria de filmes proposta pelo Cineclube, o público contará com uma palestra do realizador Davi Revoredo sobre leis de incentivo à cultura e o cinema de gênero, com instalação do artista...

Camden Town

29/10/2025|

Londres – Inglaterra, 12 de Janeiro de 2018. Se você me perguntar, amigo velho, qual a primeira imagem referente à Londres que guardo na memória, certamente vou te falar sobre a capa do álbum Abbey Road, da coleção e dos LPs dos Beatles que a minha mãe possuía e que eu costumo ouvir desde que me entendo por gente. Obviamente também não iria poder esquecer de mencionar a viagem panorâmica de balão que Gene Wilder fez com Peter Ostrum no filme de 1971, “A Incrível Fábrica de Chocolates”, um clássico absoluto das sessões da tarde da minha infância e que fez a geração que nasceu nos anos de 1970 se apaixonar, no limite da diabetes, pelo texto de Roald Dahl. Apesar de presentes e recorrentes nos primeiros anos de minha existência, lá em nossa casa, no conjunto Mirassol, zona sul de Natal, essas imagens não tiveram o impacto iconoclasta do conjunto de reportagens fotográficas sobre o movimento Punk que vi em uma edição especial da revista Somtrês, que mamãe comprou em uma banca do supermercado Nordestão, lá pelo comecinho dos anos 80. Foi só ali que eu descobri o sentido de uma coisa chamada “contracultura” e que havia também uma “cena”...

Roda Potiguar de Forró

29/10/2025|

Nesta quarta (29), às 19h30, os amantes do forró têm encontro marcado no Teatro Riachuelo: é a 8ª edição da Roda Potiguar de Forró. Desta vez, o projeto encabeçado pela cantora e compositora Tanda Macêdo recebe entre os convidados Lucy Alves e Waldonys. Repetindo o sucesso das últimas edições, a Roda mantém o formato pista. A distribuição dos ingressos gratuitos será realizada no dia 27 de outubro, no Midway Mall. Criada em 2019, a Roda segue com o objetivo de contribuir para a preservação da música potiguar e manter viva a identidade da música nordestina, em especial o forró raiz. A multiartista paraibana Lucy Alves faz sua estreia no projeto. Conhecida por sua potência vocal, versatilidade e presença marcante, ela vem reforçar a força feminina no gênero. Mas ela não será a única mulher a dividir o palco com Tanda, a cantora Khrystal também está entre as convidadas. Quem também participa da Roda pela primeira vez é o cantor, compositor e educador pernambucano Silvério Pessoa. Completam o time o cantor e compositor cearense Waldonys, que a partir desta edição assume o papel de embaixador da Roda, e o seu filho Luciano Moreno, além do jovem acordeonista Matheus Gabriel, do percussionista...

28/10/2025|

Enfim, o Teatrinho será inaugurado, o velho Sandoval, agora Sesc Sandoval Wanderley. Faz mais de um ano deixei alguns apontamentos em meu canal no youtube sobre a parceria público-privada estabelecida entre Prefeitura e Sesc (CLIQUE AQUI). Como serão as pautas? E a viabilidade financeira do equipamento? E sobre a logística de transporte? Essas e outras questões estão no vídeo. E talvez ainda mereçam resposta. Passado esse tempo – um longuíssimo tempo desde o fechamento do equipamento – o Teatro do povo está de volta. Será inaugurado no próximo dia 7, às 18h. No email enviado à imprensa, apenas um convite em nome do prefeito Paulinho Freire e do presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes. Sem espetáculos, esquetes ou qualquer número artístico. Mas será reaberto. E que o teatrinho renasça com saúde!

arte depois do esgotamento

28/10/2025|

Por Francc Neto Vivemos um tempo em que o colapso se tornou matéria-prima. As imagens já não denunciam, elas desfilam. O horror perdeu a sua aspereza e passou a circular como mercadoria estética, pronta para consumo nas redes, nas feiras, nas bienais. O olhar contemporâneo já não se espanta: ele administra. O sofrimento é estetizado, a catástrofe ganha moldura, a ruína é curada com verniz conceitual. Vivemos, enfim, o cinismo das imagens — uma era em que a arte se tornou cúmplice de sua própria impotência.E talvez seja justamente nesse pacto que ela revele, paradoxalmente, o último vestígio de sua lucidez. A arte, que antes desejava abrir frestas no real, hoje parece integrar o sistema imunológico do capital. Tudo o que toca é convertido em discurso, em dado, em relevância calculada. A linguagem da denúncia virou protocolo; a estética da urgência, um estilo reconhecível. O sistema absorveu a revolta e a transformou em pauta. O artista, entre o desejo e a sobrevivência, encontra-se preso a essa engrenagem que promete visibilidade e lhe oferece apenas exposição. Expor-se tornou-se um modo de se esvaziar. O problema não está apenas nas instituições ou no mercado, mas na própria percepção. Byung-Chul Han já advertia:...

Veja mais

End of Content.

Blog do Sérgio Vilar

Podcast Papo Galado

Mais lidas da semana

Sergio Vilar
Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos fornecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.