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Um tributo mais do que justo 2

Na quinta-feira passada, o Teatro Alberto Maranhão foi palco do Show Várias Vozes, Um Só Canto, um projeto que se realizou pela décima segunda vez, no dia em que Tico

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Enéas Athanázio

Enéas Athanázio (1935-2025)

Enéas Athanázio, que se encantou no dia 4 de abril passado, era não só um grande contista regionalista, mas também ativista cultural de mão cheia. Escreveu 62 livros – ensaios,

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anna karenina

Anna Karenina desde sempre e para sempre

Poucas obras atravessam os séculos com a força silenciosa e inevitável de Anna Karenina. Publicado entre 1875 e 1877, em uma Rússia à beira de rupturas sociais e existenciais, o

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SourPunk: Bixanu celebra um ano de “CandyPunk” e troca o doce pelo azedo em novo ep

Redação

Se o primeiro EP da Bixanu tinha gosto de doce, o segundo resolveu azedar. Neste sábado (26/09), exatamente um ano após o lançamento do aclamado “CandyPunk”, o quinteto lança o EP “SourPunk”.  Com cinco faixas que trocam o açúcar por sabores mais ácidos, a banda usa da sonoridade clássica do punk  para falar de tudo aquilo que atravessa a vida dos integrantes, desde o cansaço provocado pela rotina de trabalho às angústias diante do cenário político e social. O novo trabalho chega às plataformas de música acompanhado de uma proposta visual, onde todas as faixas ganharam vídeos produzidos a partir de um ensaio fotográfico realizado nos estúdios da produtora audiovisual Nobir, em Parnamirim. O material registra a banda em diferentes momentos da produção e amplia para o audiovisual a identidade criada para o EP. “SourPunk” parte de uma brincadeira com sabores, mas o azedo aqui está longe de ser apenas estética. As cinco faixas transformam experiências desagradáveis e incômodas em matéria-prima para as composições. O EP atravessa temas como o desgaste de uma rotina exaustiva de trabalho, o avanço do neofascismo e a insatisfação diante das escolhas de quem ocupa espaços de poder. São incômodos individuais que encontram questões coletivas e ajudam a construir uma sonoridade e uma narrativa mais ácidas do que as apresentadas pela banda em em seu trabalho de estréia.  A nova fase da Bixanu já havia dado as caras com “Charismatic Charade”, single lançado no primeiro semestre deste ano, que ganhou videoclipe e ainda levou a banda para uma mini tour por cidades como Macau, Mossoró, João Pessoa e Campina Grande. Agora, a faixa divide espaço com outras quatro músicas que completam o lado mais ácido da banda. Se o trabalho anterior do quinteto explorava um universo mais auto reflexivo, “SourPunk” amplia esse olhar para aquilo que existe do lado de fora também e para as coisas que, gostando ou não, acabam atravessando a vida de quem está por trás das músicas. Quatro dias, cinco faixas e uma imersão Distribuído pelo selo DoSol, o EP foi produzido e gravado no home studio Quarto Sem Cama, no início deste ano. A gravação aconteceu durante quatro dias de imersão, período em que os integrantes se reuniram para finalizar as faixas e construir coletivamente o novo trabalho. A exceção ficou por conta das baterias, gravadas no estúdio DoSol. A mixagem foi realizada pelo guitarrista Hugo Valentim, enquanto a masterização...

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Iuna-Falcao

Cantora maranhense Iuna Falcão apresenta turnê ‘UMAMI’ em Natal com participação da Soulrebel

Redação

A multiartista maranhense Iuna Falcão apresenta, no dia 25 de setembro, em Natal, a turnê de seu mais recente disco, UMAMI. A apresentação, com acesso gratuito, acontece às 19h, na Sede Cultural Dosol, em Potilândia. A passagem por Natal integra a circulação nacional de UMAMI, projeto que marca uma nova fase na trajetória artística de Iuna e aprofunda sua relação com diferentes matrizes da música brasileira. Natural de São Luís do Maranhão, a artista constrói sua identidade sonora a partir do universo percussivo maranhense e, desde que passou a viver na Bahia, incorporou novas referências ao seu trabalho, criando uma sonoridade que transita entre territórios da diáspora negra. No disco UMAMI, Iuna volta seu olhar para um dos pilares da cultura maranhense: o reggae e a tradição das radiolas. O resultado é uma produção marcada por graves intensos, texturas densas e ambiências sensoriais, em uma atmosfera que dialoga com a noite e com os afetos presentes na cultura popular de São Luís. Ao vivo, essas referências ganham novas camadas. O show mistura elementos do Maranhão e da Bahia com influências do jazz, da MPB, da música eletrônica e da black music, em um repertório diverso que apresenta músicas autorais e releituras de clássicos do reggae brasileiro de artistas como Célia Sampaio, Lazzo, Chico César e Djavan. A turnê já passou por cidades como Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, e chega a Natal, pela primeira vez, com a participação da banda natalense  Soulrebel, convidada especial da noite.  A circulação reforça a presença de Iuna Falcão em diferentes territórios e espaços importantes de fomento da música contemporânea autoral brasileira. A artista já passou por palcos como Casa de Francisca (SP), Rio2C (RJ), Bona Casa de Música (SP), Formemus (ES), Festival Se Rasgum (PA), Festival Frequências Preciosas (BA), Porto Musical (PE) e Festival da Virada de Salvador (BA). SERVIÇO Iuna Falcão — Turnê UMAMI em NatalConvidada especial: SoulrebelDia 25 de setembro, às, 19h, na Sede Cultural DosolRua Almira do Amaral, 1963, PotilândiaEntrada gratuita SOBRE IUNA FALCÃO Iuna Falcão é cantora e compositora nascida em São Luís do Maranhão, radicada em Salvador. De raízes afroindígenas, une reggae, jazz, MPB e elementos eletrônicos em uma sonoridade negra contemporânea. Com dois discos lançados, Transe (2023) e Umami (2025), conta com colaborações de artistas como Lazzo Matumbi, Xênia, Curumin, Anelis Assumpção e Jadsa. Passou por palcos como Rio2C (RJ), Casa de Francisca (SP), Se Rasgum...

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FLiQ 2026

14ª FLiQ: feira prepara três dias de literatura, cultura pop e atrações gratuitas no Parque das Dunas

Redação

A 14ª Feira de Livros e Quadrinhos de Natal (FLiQ) prepara uma programação com mais de 50 horas de atividades culturais gratuitas, de 25 a 27 de setembro, no Parque das Dunas. Durante três dias, o público poderá participar de atrações que vão da literatura e dos quadrinhos à música, teatro, cordel, contação de histórias, oficinas, games, cultura pop e cosplay. Consolidada como um dos principais eventos de incentivo à leitura, aos quadrinhos e à produção literária do Rio Grande do Norte, a FLiQ reúne escritores, quadrinistas, artistas, educadores, estudantes, leitores e famílias em uma programação que valoriza diferentes manifestações culturais e aproxima o público dos produtores e autores. A programação da FLiQ começa na sexta-feira (25), às 8h, com atividades abertas ao público ao longo de todo o dia. A abertura oficial acontece às 16h10, no Anfiteatro, com apresentação musical do coral de idosos do Sesc. Antes da cerimônia oficial, o público já poderá acompanhar, pela manhã, uma programação dedicada ao cordel, com apresentações, cantorias e recitais. À tarde, estão previstos ainda o lançamento do livro infantil “As Aventuras do Gato Bartô”, da escritora Rosalba Medeiros, e a apresentação da peça “A Cigarra e a Formiga”, do Grupo de Teatro e Dança da Escola Municipal Professora Adelina Fernandes. No Espaço Cultural, a sexta-feira será marcada pela contação de histórias. Literatura, teatro, cordel e cultura popular O sábado (26) terá uma programação diversificada desde o início da manhã. No Anfiteatro, o público poderá acompanhar o espetáculo teatral “Ouvindo, Contando, Cantando: Histórias de Geração em Geração”, com o Grupo de Contadores de Histórias Humanescentes, seguido por “Bonita: o Amor de Lampião”, do Grupo de Teatro Boca de Cena. Na sequência, haverá apresentação musical do projeto Sesc Cidadão e o espetáculo circense “Roubando Sorrisos”, com a trupe Os Ladrões de Sorrisos. A programação literária também ganha destaque no sábado com os lançamentos de “Atí e Nira – As Lições dos Animais,” do poeta cordelista Robson Renato, e “Siga o Poeta”, de Vital Cordel, além de uma apresentação conjunta dos dois cordelistas. No Espaço Cultural, o público poderá participar do bate-papo “A Herança da Cultura Hebraica no Seridó”, com os escritores e historiadores Janduhí Medeiros e Marcos Silva, e da mesa-redonda “Curiosidade e Imaginação: O livro como um portal de sentidos, perguntas e descobertas”, com as professoras e escritoras Ana Cláudia Trigueiro e Araceli Sobreira. As atividades continuam à tarde com a oficina...

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Projeto promove interiorização do cinema potiguar nesta sexta

Redação

O Comitê de Cultura do Rio Grande do Norte realiza, em parceria com a produtora Mussambê Produções,o Círculo de Cultura – A Interiorização do Cinema Potiguar: um bate-papo com os atores Kaiony Venâncio, Matteus Cardoso e Thuyza Fagundes, que irão compartilhar experiências e trajetórias no cinema, teatro e audiovisual. A conversa terá mediação do ator Robson Medeiros. O projeto será realizado às 9h desta sexta, no Auditório da Semasph, no município de Janduís. “A atividade propõe um diálogo sobre quem faz, quem aparece e quem se reconhece nas imagens que produzimos, aproximando experiências do interior e pensando caminhos para que o cinema possa nascer, circular e se fortalecer também a partir de outras geografias”, conta Robson Medeiros. O encontro contará ainda com intervenções culturais da Banda de Pífanos Sopro da Ema, sob a regência do Maestro Wesklley Rondinelle, e do cordelista Valdécio Fernandes.

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PLURIBUS me enganou

Paula Pardillos

Em Pluribus (série da AppleTV, lançada em 2025), a paz mundial é alcançada quando um vírus une (quase) todas as pessoas em uma mente coletiva — isto é, a empatia completa é alcançada. Consequentemente, toda a sociedade se organiza em torno da sobrevivência do planeta e de cada ser vivo nele. A protagonista é Carol, uma clássica anti-heroína: alcoólica e anti-social. Durante toda a trama, ela permanece completamente resistente a cada mudança: não se pode economizar energia à noite, porque ela quer ver a cidade acesa. Não se pode comer pessoas após a morte, mesmo com consentimento delas, porque… ela acha chocante demais? O ser humano não pode se recusar a matar um animal, porque é… humanitário demais? Não sei. As razões de Carol são dadas como auto-evidentes, sem mais explicações. Minha experiência assistindo à série foi de ficar extremamente frustrada com a personagem de Carol, ao mesmo tempo que fiquei verdadeiramente empolgada com o quanto a narrativa estava escrachando o individualismo estadunidense. Que tempo vivemos! Os americanos (sic) admitindo os erros da ideologia que eles nos forçaram goela abaixo durante a colonização cultural. Suas instituições estão completamente falidas — e também os seus cidadãos, à mercê de corporações. A coletividade está ganhando espaço no entretenimento mainstream! Que momento! Mas… no último episódio ficou abundantemente claro, para mim, que o discurso da série era outro. Independentemente de Carol ser uma anti-heroína, a obra se filia à sua moral. Alguns acontecimentos, e a forma como são dirigidos (por exemplo, o momento em que uma personagem, que vive em uma vila rural isolada, faz a transição para a mente coletiva e todos afastam-se com o semblante apático), transmitem um senso real de estranhamento e medo do vírus. Como também a conclusão da temporada, quando o Oviedo (o personagem Paraguaio que também resiste à Mente Coletiva) junta-se à Carol. Nesse movimento fica implícito que a próxima temporada será sobre a luta dos dois — pintando a atitude de ambos como um teamwork heróico (um tropo amado em hollywood), quando eles saem do lugar do egoísmo (para uma noção de não-egoísmo da cultura estadunidense, claro) para salvar o mundo. Lembrou-me uma análise de Eu Sou a Lenda, do Slavoj Zizek¹. Foi nesse ensaio dele que fiquei sabendo que no livro original², em que se baseia o filme, o ponto de vista da narrativa é diametralmente oposto. Na história original (do livro, e da primeira adaptação, de 1964³)...

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Moisés de Lima

Músico potiguar leva ao Figa Bar repertório que conecta blues, rock, gaita e ancestralidade afro-brasileira

Redação

A música autoral potiguar ganha mais uma noite de palco nesta sexta-feira (25), com a apresentação de “Black In”, projeto do músico, compositor e jornalista Moisés de Lima. O show acontece a partir das 20h, no Figa Bar e Cultura, na Vila de Ponta Negra, em Natal. A apresentação reúne músicas autorais, releituras instrumentais e composições que atravessam diferentes momentos da trajetória do artista. O blues e o rock aparecem como pontos de partida para uma sonoridade que incorpora referências afro-diaspóricas, elementos da cultura afro-brasileira e uma pesquisa pessoal sobre ancestralidade e identidade. Um dos diferenciais do trabalho é a presença da gaita diatônica, instrumento que ocupa lugar central na atual produção de Moisés. Conhecido por sua atuação como baixista, guitarrista e compositor em diferentes bandas da cena potiguar, o músico vem desenvolvendo na carreira solo uma linguagem própria para a gaita, aproximando o instrumento da tradição do blues e de outras matrizes musicais. O repertório de “Black In” inclui músicas do single “Afrika”, lançado em 2024, e do EP “Black In”, de 2025. Os dois trabalhos foram realizados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB Natal/RN) e lançados pelo selo Mudernage. A faixa “Black In” traz uma homenagem especial ao poeta negro Edgar Borges, conhecido como Blackout, nome ligado à contracultura potiguar e que marcou a trajetória de Moisés de Lima. O projeto também chega ao palco depois de um ano de reconhecimento para o artista. Em 2026, Moisés recebeu o Troféu Hangar de Melhor Compositor do Ano. O trabalho “Black In” também foi indicado nas categorias Melhor Canção e Melhor EP. Da cena alternativa ao trabalho solo A história musical de Moisés de Lima começou no final dos anos 1980, quando Natal vivia uma efervescente cena alternativa. Desde então, o artista participou de diferentes projetos e bandas, entre elas Florbela Espanca, GRM Blues Band, Bourbon 33 e Os Grogs. Ao longo dessa trajetória, também integrou Revolution 5 e The Anthologics, além de estabelecer parcerias com diversos músicos da cena potiguar e de outros estados. Paralelamente à música, Moisés construiu uma longa trajetória no jornalismo cultural, acompanhando de perto artistas, bandas e movimentos que ajudaram a formar a identidade musical do Rio Grande do Norte. Essa experiência se encontra agora em “Black In”, projeto em que música, memória e pesquisa caminham juntas. No show desta sexta, Moisés de Lima estará no palco com Thiago Andrade (guitarra), Paulo Fernandes...

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BIBLIOBUNKER: Discurso sobre o colonialismo

Pablo Capistrano

Discurso sobre o colonialismo Autor: Aimé Césaire Tradução: Cláudio Willer Editora: Veneta Ano: 2020 Páginas: 132 “A Europa é indefensável”. De fato… no que diz respeito aos holocaustos coloniais produzidos em larga escala por países europeus nos últimos 500 anos, essa afirmativa, contundente e taxativa, não parece exagerada. O ensaio: “Discurso sobre o colonialismo”; escrito pelo poeta martinicano, Aimé Césaire, e publicado pela primeira vez em Paris no ano de 1950, pela Éditions Réclame, deixa bem à mostra a arquitetura de pensamento que faz com que essa frase, repetida em memes, posts ou comentários, neste circo romano digital que atende pela alcunha de “rede social”, não seja apenas uma mera hipérbole. Ligado ao movimento surrealista de André Breton e ao partido comunista francês, Aimé Césaire foi um personagem central da luta política anti racista e anti colonial do século XX. Ao publicar, em 1935, na revista L´étudiant noir, um artigo intitulado Nègreries: conscience raciale et révolution sociale, Césaire foi responsável pela construção da noção de “negritude”, utilizada e popularizada posteriormente por Léopold Sédar Senghor (primeiro presidente do Senegal livre). Como se não bastasse isso, o poeta também foi uma figura fundamental na formação intelectual de Frantz Fanon que, seguindo seus passos, construiu uma das obras mais densas e contundentes sobre os efeitos do racismo e do colonialismo no mundo contemporâneo. Considerado por muitos críticos como o maior poeta em língua francesa do século XX, o autor desse ensaio clássico, teria produzido também, no julgamento de pessoas como o historiador C. L. R. James “o mais selvagem ataque contra a sociedade burguesa que eu já vi em versos”. De fato, amigo velho, esse ensaio fundamental da luta anticolonial é uma porrada. Especialmente porque, no contexto em que o livro foi publicado, logo após a hecatombe das duas grandes guerras mundiais e no esteio da debacle do nazi fascismo mundo afora, seu impacto e o mal estar que suas ideias causaram no mundo intelectual francófono, foi desconcertante. Esse mal estar já havia sido sentido dois anos antes da publicação do livro quando, em 1948,  Césaire, “por equívoco” fora convidado a escrever sobre a colonização, a união francesa e as províncias do ultramar na revista conservadora Chemis du Monde. Desde de 1945, eleito deputado do parlamento francês pela Martinica, Césaire já promovia a denúncia dos massacres perpetrados pela França em suas colônias, escandalizando as elites políticas parisienses que aguardavam, de sua parte, uma postura de reconhecimento...

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Encontro de Música Contemporânea de Natal começa na próxima semana

Redação

O Programa de Pós-graduação em Música da UFRN realiza o 2º O Encomun- Encontro de Música Contemporânea de Natal entre os dias 22 e 25 de setembro, na Escola de Música da UFRN Com uma programação dedicada à produção, pesquisa e experimentação no campo da música, o ENCOMUN reúne artistas e pesquisadores em debates mediados por palestras, oficinas, recitais e atividades formativas. O evento conta com o apoio do CNPq a partir do projeto “Novas Metodologias na Criação e Registro de Obras para Música de Câmara”. Os pesquisadores-artistas Alexandre Lunsqui (Unesp), Bruno Ruviaro (USP), German Gras (UECE) e Victor Moretti (USP) estão entre os convidados do evento. Grupos Permanentes da EMUFRN como Gil, OPC e OCA também participarão do evento, além do duo Presgrave/Holanda, Duo Cesetti-Qi e Duo dialético, entre outros. A programação contempla temas que discutem a pesquisa em música contemporânea a partir de sua relação com a criação, a performance, processos colaborativos e novos usos de tecnologia. Serão quatro palestras: “Falando em ritmos: a criação musical e o comportamento rítmico sobre a fala”, com Heather De Jennings, “Convite à Escuta da Música Espectral”, com Alexandre Lunsqui; “Quando a prática se torna pesquisa: relatos de uma performer-pesquisadora”, com Luciane Cardassi, e uma abordagem dedicada à obra do compositor alemão Helmut Lachenmann, apresentada por German Gras. As atividades formativas ocupam um espaço importante no Encomun. A programação inclui a Oficina-Ensaio da Orquestra de Laptops, a Oficina de Edição de Partituras, a Oficina de Improvisação Livre, realizada pelo GIL – Grupo de Improvisação Livre, e a oficina “Ambissônics: colocando o ouvinte no centro da música”. As atividades ampliam o espaço para a experimentação e para o contato direto dos participantes com diferentes processos de criação musical. O encontro oferece também uma programação artística com recitais todos os dias, sempre às 19:00 horas e com entrada franca. Entre eles estão o Recital de Abertura no auditório Oriano de Almeida e os recitais “Música Popular e suas interfaces”, com a Orquestra de Câmara da EMUFRN, Bravo e convidados, além de “Piano Contemporâneo e GIL – trilha sonora” e “A música de câmara contemporânea”, todos no auditório Onofre Lopes. O professor da EMUFRN Uaná Barreto fará um recital-palestra apresentando seu projeto “Calendário do Som”, inspirado na música de Hermeto Paschoal na sexta-feira, dia 25 de setembro de 15:30 horas. Com atividades distribuídas entre espaços como os auditórios Oriano de Almeida e Onofre Lopes e salas da instituição, o Encomun...

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Comissão de Direitos Humanos aprova PL contra violência doméstica e de gênero

28/10/2025|

A Comissão de Direitos Humanos, da Cidadania, do Trabalho e das Minorias (CDHCTM), aprovou, na reunião realizada nesta terça-feira (28), o Projeto de Lei 131/2025, de autoria do vereador João Batista Torres (DC), o qual instrui a veiculação de mensagens de combate à violência doméstica e de gênero e contra a mulher em shows realizados na cidade de Natal. A matéria tem como objetivo conscientizar e sensibilizar o público presente nesses eventos sobre como se opor e coibir esse tipo de comportamento agressivo. De acordo com o autor do projeto, a aprovação da matéria é necessária no momento atual, de crescimento de denúncias de violência de gênero. “Hoje em dia a gente vê inúmeros relatos de agressões contra mulheres e de violência doméstica. Esse projeto de lei estabelece que, nos shows realizados na nossa capital, sejam passadas mensagens de acolhimento e de conscientização às mulheres, e também a quem está ali naquela festa, para que não cometam essas agressividades e denunciem”, apontou João Batista Torres. A agenda da reunião da CDHCTM contou ainda com a designação de 15 novos projetos de lei, e com a apreciação de relatório de mais oito. Entre esses últimos está o PL 388/2025, de autoria...

adolescência

28/10/2025|

Antes do sucesso absoluto da minissérie britânica Adolescência (2025), o cineasta baiano Aly Muritiba chegou aos cinemas com Ferrugem (2018). Em ambas histórias um garoto adolescente se vê responsável pela morte de uma garota adolescente por razões misóginas; e, como uma das repercussões, vem a tormenta dos pais do menino para lidar com isso. Assim como a técnica de plano sequência, em Adolescência, que impressiona o espectador (e funciona a favor da imersão na narrativa e da potencialização dos significados desejados pelo diretor); também em Ferrugem uma escolha técnica, a do roteiro, tem um impacto avassalador. Acompanhamos Tati como protagonista, até ela cometer suicídio, sendo substituída por outro protagonista. Assim, sentimos profundamente o seu desaparecimento, enquanto o mundo continua. Enquanto em Ferrugem o garoto adolescente não pretendia a morte da garota, e se arrepende a ponto de confessar sua culpa — em adolescência somos colocados de frente com um garoto que planejou e executou um assassinato. A motivação é uma realidade assustadora que estabeleceu-se de 2018 para cá: o crescimento desenfreado dos INCEL e da sua garra cruel, que esmaga a vida de jovens, tornando-os assassinos ou assassinadas; normalizando a ‘violência justificável’ por meio de um delírio misógino, que ressignifica acontecimentos comuns...

Osair Vasconcelos e Afonso Laurentino

28/10/2025|

por Osair Vasconcelos de ajudar a organizar cadeiras num auditório improvisado para receber Gonzaguinha no então vigoroso Circuito Universitário, discreta participação no movimento estudantil liderado por Sérgio Dieb até a minha colação de grau, participei e assisti a muitos atos importantes na vida da UFRN. vi também muitos atos solenes, como posse de reitores; e fundamentais ao conhecimento, como a palestra de Edgar Morin, uma das últimas interações de auditório entre intelectuais e estudantes, tão vivas até os anos 2010 deste século de IA. todavia, talvez nenhuma dessas experiências me tenha enchido tanto as veias de emoção quanto a entrega do título de Doutor Honoris Causa, na semana passada, a Afonso Laurentino. o currículo que o fez merecer a honraria é rico de muitas ideias e realizações a favor da disseminação do conhecimento no RN, desde os anos 50. mas, de forma particular, sou testemunha, inclusive como partícipe menor em algumas dessas ações e projetos, desse trabalho cujo adjetivo adequado é… gigantesco. acrescento a essa imensa obra a participação política de Afonso na luta contra a ditadura cruel e nojenta que afligiu o país por 21 anos. e registro a sua participação decisiva quando, junto a jovens jornalistas dos anos...

9ª edição do FliPipa começa quinta com o melhor da literatura na praia mais paradisíaca do RN

27/10/2025|

Programação gratuita vai reunir sebos, editoras, lançamentos de livros, oficinas, aulas espetáculos e cinema ambiental O Festival Literário da Pipa (FliPipa) chega à 9ª edição mantendo a tradição de levar o melhor da literatura para a praia mais paradisíaca do litoral sul Potiguar. De quinta (30 de outubro) a 1º de novembro, a Praça do Pescador recebe debates, oficinas, palestras e ações educacionais e ambientais. A nona edição do Flipipa vai abordar “Memória em Movimento”, passando pela presença do Romanceiro Ibérico em Tibau do Sul, visitando Biografias, Memórias, Ancestralidades e Literatura Indígena. A tradicional Tenda dos Autores receberá programação nos três turnos. Localizada na Praça do Pescador, a Tenda terá aulas espetáculos, mesas literárias e debates com programação gratuita durante todo o dia. O FliPipa mantém os espaços consagrados ao longo dos anos como as sessões de autógrafos, a Feira de Livros, os lançamentos na Cooperativa Cultural da UFRN, os Sebos, as Editoras e as ações do SESC. Para esta edição, Hotéis e Restaurantes da Pipa se somam ao projeto tornando-se Espaços Culturais com programação diária: Pipa Lagoa, Sun Bay, Bicho Preguiça, Calígula, Macoco Cozinha Artesanal e Athenas Creperia. Estão na edição 2025: Sidarta Ribeiro, Paulo Betti, Mário Magalhães, Tiganá...

27/10/2025|

A cantora e compositora Íris Lima lança, nesta segunda (27) o single “Ser Feliz”, em parceria com a consagrada artista Nara Costa. A canção celebra o verdadeiro sentido da felicidade nos gestos simples do cotidiano, e mistura elementos da música popular nordestina e da MPB. Na ocasião do lançamento, às 19h, haverá bate-papo musical na Escola de Música de Mãe Luíza, com jovens e alunos da comunidade que participam do projeto. Antes mesmo do lançamento, o single ganhou força com uma ação de marketing afetivo, onde Íris foi às ruas para conversar com as pessoas sobre o que é, para elas, ser feliz. A artista também promoveu a “Pegadinha do Bem”, surpreendendo o público com mensagens positivas e interpretações espontâneas da música, criando momentos de riso, emoção e identificação. A canção também terá videoclipe, a ser lançado no dia 30 de outubro, valorizando os cenários urbanos e turísticos de Natal, incluindo o Beco da Lama, Feira do Alecrim, Ponta Negra, Parque das Dunas e o Rio Potengi, mostrando trechos do dia a dia das artistas e a diversidade local.

Festival Gastronômico de Caicó 2025 reúne grandes nomes da cozinha nordestina

27/10/2025|

Caicó vai se transformar, mais uma vez, na capital da gastronomia potiguar. Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, a Praça Monsenhor Walfredo Gurgel, no entorno da Catedral de Sant’Ana, será palco da 3ª edição do Festival Gastronômico de Caicó. O evento promete dois dias de experiências únicas, valorizando os sabores e talentos da culinária nordestina, a partir das 17h, com entrada gratuita. A programação completa da edição 2025, pode ser conferida no instagram @festivalgastronomicodecaico O Festival celebra Caicó como a terra da carne de sol e do queijo, exaltando os ingredientes que são símbolos da identidade seridoense e que estarão presentes em diversas criações apresentadas nas oficinas gratuitas da Cozinha Show. O espaço receberá a partir desta sexta-feira (31), dez grandes nomes da gastronomia nordestina que vão compartilhar técnicas, receitas e histórias, com degustações abertas ao público. As oficinas também terão um olhar especial para o Movimento Feito Potiguar, iniciativa que valoriza a produção e o empreendedorismo local. Os chefs convidados irão criar pratos que destacam marcas e ingredientes potiguares, reforçando o compromisso do evento com a economia criativa e a sustentabilidade regional. “O festival vai além dos pratos apresentados.  É uma experiência social, onde o público...

choro do caçuá

27/10/2025|

O chorinho surgiu no Rio de Janeiro na segunda metade do século dezenove, sendo, portanto, um gênero musical autenticamente brasileiro. No início do século vinte, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazaré foram considerados os primeiros compositores conhecidos de chorinhos. Com o surgimento do rádio, a partir de 1920, o chorinho popularizou-se, tornando-se aos poucos nacionalmente conhecido, graças também ao aparecimento das primeiras gravadoras.    O compositor e músico Zequinha de Abreu, que tocava clarinete, requinta e flauta, foi um dos maiores compositores de choros. Ele foi o autor de Tico-Tico no Fubá, chorinho que se tornou conhecido mundialmente através de Carmen Miranda e que depois tornou-se um clássico da música brasileira com a gravação da norte-rio-grandense natural da cidade de Macaíba, Ademilde Fonseca, considerada “A Rainha do Chorinho”. A macaibense também se notabilizou pela gravação de Brasileirinho, da autoria de Waldir Azevedo. Ernesto Nazareth, Pixinguinha e Jacob do Bandolim, entre outros, são considerados grandes compositores de chorinho, esse gênero musical que influenciou diversas gerações e que continua vivo até hoje. Em Natal existe um movimento que mantém viva a tradição do chorinho em terras potiguares. Trata-se do Choro do Caçuá, um projeto que teve início em 2017, através da iniciativa de Carlos Zens e outros...

24/10/2025|

A Secult Natal e a Funcarte promovem, nesta terça (28), uma oficina gratuita voltada para ensinar o público a se cadastrar e utilizar o site do Mapa Cultural de Natal. O evento acontece das 9h às 13h, na sede da Funcarte, localizada na Avenida Câmara Cascudo, 434 – Cidade Alta, em Natal. A ação tem como objetivo orientar artistas, produtores, agentes culturais e a população em geral para o cadastro na plataforma, que é uma ferramenta essencial na gestão e na democratização das políticas culturais do município. As inscrições para o evento são gratuitas e feitas presencialmente, bastando ao interessado comparecer à sede da Funcarte e informar que deseja participar da oficina. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo número (84) 92001-9072, que também funciona como WhatsApp.

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