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a doença dos parquinhos

A doença dos parquinhos

Uma praça é um transtorno. Por exemplo, sob a praça há corpos. Isso porque há corpos em todo lugar. Aos mais coradinhos, chamamos vivos. Para a maioria da gente, viver

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Como Gugu Liberato usou o “De volta para minha terra” para me sequestrar e enviar para o sertão da Paraíba

Joselito Muller

Alguns especialistas dizem que, somente ao superar um trauma, é possível relatar, com alguma veracidade, os eventos que o causaram. Embora concorde com tal raciocínio, abordei por esses dias um assunto cujo resultado traumático me perseguiu por toda a vida, embora naturalmente perca gradualmente a força ao longo dos anos, ainda continua vivo em minha memória. No último dia 23 deste mês completou-se vinte anos que o falecido Gugu Liberato – que Deus o tenha – me levou na marra para o sertão paraibano, onde permaneci por mais de uma década sem qualquer contato com meus familiares. O lamentável ocorrido – que não chamarei de rapto, por temer eventuais represálias judiciais – se deu por ocasião das filmagens do quadro “De volta para a minha terra”, que era transmitido em seu programa dominical. Tal quadro televisivo influenciou fortemente o programa de combate à imigração ilegal dos Estados Unidos. Naquela época, eu tinha 12 anos e trabalhava como ajudante de pedreiro. Havíamos chegado há poucos meses em São Paulo, para onde fui com meus pais e meus quinze irmãos esperançosos de conseguir melhores condições de vida. Saímos do interior do Pará, do distrito de Arumanduba, atualmente extinto, pois foi engolido pelo rio Amazonas. Após uma desconfortável viagem de sete dias, chegamos a São Paulo e, sem auxílio governamental – inexistente na época – tive que trabalhar para ajudar nas despesas de casa, e encontrei emprego na construção civil. Eu ainda não era alfabetizado, e aproveitava os momentos de descanso na obra para estudar sozinho a cartilha Caminho Suave, que tinha ganhado de uma vizinha que já havia frequentado o supletivo na rede estadual de ensino. Esse hábito suscitava piadinhas maldosas dos meus companheiros de trabalho, sobretudo do encarregado, de quem não sei o nome civil, pois era conhecido pela alcunha de Bira. Sujeito altamente pernóstico e invejoso, desconfio até hoje, sem recear estar cometendo alguma injustiça, que foi ele quem me denunciou para a produção do Gugu. Já estava há alguns meses em São Paulo, mas ainda não havia regularizado minha situação. Por ser oriundo da parte de cima do mapa do Brasil, fui apelidado de Paraíba, sendo vãs as tentativas de esclarecer que Norte e Nordeste são regiões distintas. “Da Bahia pra cima é tudo Paraíba”, dizia Bira com desdém. Certo dia, perto da hora do almoço, fui abordado por cinegrafistas e pelo apresentador Gugu que, entusiasmado, anunciava que me...

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Novo curta-metragem de Luiza Gurgel traz alerta sobre os impactos da ação humana na natureza

Redação

Todos os dias, ela assiste ao sol nascer e se pôr. Nesse intervalo, vê o cotidiano acontecer: as crianças brincando, o cachorro farejando, uma vendedora passando, um casal se conhecendo. Ela os vê, escuta, acolhe… mas eles não. Apesar de sua beleza e de se doar pelos outros diariamente, sua existência passa despercebida. Isso porque, para o homem, seu valor é resumido a números. E se fosse você a passar por isso? Com direção de Luiza Gurgel, o filme A Mesa propõe um olhar profundo sobre uma sociedade gananciosa que despreza o meio em que vive, através da perspectiva da personagem principal, que sente a agonia e o desespero de ver sua vida ser moldada para atender aos interesses alheios. Trazendo à tona a pauta do meio ambiente, a narrativa mostra a banalização do homem quanto à natureza, fazendo um alerta sobre fatores como a crise climática, o desmatamento e o ecocídio. De forma crítica, o curta-metragem aponta como o egoísmo humano tem colocado em risco o planeta e faz o público se questionar sobre sua própria responsabilidade diante da catástrofe ambiental que estamos vivendo. Cineasta e jornalista, Luiza Gurgel conta que teve a ideia para o roteiro enquanto assistia a uma reportagem na televisão sobre desmatamento. O incômodo com a hipocrisia do ser humano — que, mesmo dependente da natureza, não a preserva — foi o que fez a história do curta nascer. “Comecei a pensar o quanto nós, seres humanos, somos egoístas. Esse filme fala principalmente sobre hipocrisia; essa palavra sempre guiou, de certa forma, o entendimento da narrativa para mim. A ideia é que repensemos cada vez mais sobre o nosso lugar aqui: quem nós somos, para onde nós vamos e quais as consequências das nossas ações e das nossas atitudes”, destaca a diretora. Mas, se a ação humana é a principal responsável por degradar o meio ambiente, ela também tem o poder de mudar essa realidade. Por isso, o filme também tem o objetivo de sensibilizar as pessoas em prol da preservação da natureza e de seus recursos. As gravações do curta aconteceram em junho de 2025. As locações foram em Mossoró (RN), trazendo cenários carregados de identidade regional. Um dos principais pontos de filmagem foi a Praça do Rotary, que por dois dias tornou-se um verdadeiro set de gravação. O assistente de direção, Plínio Sá, conta que as filmagens ocorreram em meio à rotina habitual...

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Banda Jack Black celebra 21 anos com show especial na Black Sheep

Redação

A banda potiguar Jack Black sobe ao palco neste sábado (25), a partir das 22h, para comemorar 21 anos de trajetória com um show especial na Cervejaria Black Sheep. A apresentação promete uma imersão no universo do rock, reunindo grandes clássicos que marcaram gerações. Com um repertório extenso, show também terá participações especiais de músicos que já passaram pela formação do grupo, tornando a celebração ainda mais simbólica — um reencontro com diferentes fases dessa trajetória construída ao longo de mais de duas décadas. Revisitando clássicos Formada em 2005, a Jack Black nasceu com a proposta de revisitar os grandes clássicos do rock’n’roll, sempre com identidade própria. Ao longo dos anos, consolidou seu espaço na cena musical do Rio Grande do Norte, destacando-se pela qualidade técnica, presença de palco e fidelidade à essência do gênero. Inspirada no espírito livre e intenso dos pioneiros do rock, a banda construiu uma sonoridade que passeia pelo blues, rock clássico, hard rock, soul e psicodelia — com forte influência dos anos 70 e interpretações marcadas por personalidade. O repertório é uma homenagem a grandes nomes da música mundial, como Led Zeppelin, Lynyrd Skynyrd, Deep Purple, Black Sabbath, Pink Floyd, The Beatles, Jimi Hendrix e Queen, entre outros ícones que ajudaram a moldar o rock’n’roll. Além dos clássicos, a banda também apresenta composições autorais, reforçando sua identidade artística e conexão com o público. Formação Atualmente, a banda é formada por músicos experientes da cena potiguar: Eduardo Azevedo (guitarra), Gil Oliveira (vocal), Wilton César (baixo) e Samir Santos (bateria). A sintonia entre os integrantes, construída ao longo dos anos, se traduz em apresentações marcadas por energia, técnica e forte interação com o público. Mais do que revisitar o passado, a Jack Black assume como missão manter o rock vivo e em movimento. A banda busca dialogar com diferentes gerações, atualizando a essência do gênero sem perder suas raízes — com mensagens que atravessam o tempo, como liberdade, atitude e expressão. O show de 21 anos promete ser mais do que uma apresentação: será um encontro entre história, música e público, celebrando a estrada percorrida e o espírito permanente do rock’n’roll. SERVIÇO: Jack Black – 21 anos Data: Sábado (25) Local: Cervejaria Black Sheep (Rua Carlos Lamas, 1500, Candelária) 20h : Abertura: Alanny Dantas & projeto Velvet Acustic Ingressos no outgo: 20,00 individual, 35,00 casadinha e 65,00 ingresso + camisa da banda

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Curta-metragem filmado em Caicó e com Quitéria Kelly no elenco, é exibido em Portugal e EUA

Redação

O curta-metragem Ressonância, que tem Soia Lira como protagonista e Quitéria Kelly no elenco, foi filmado em Caicó e teve sua estreia em agosto de 2025 na 36ª edição do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo, tendo circulado por diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. De 22 a 25 de abril, o filme é um dos poucos brasileiros no 9º Porto Femme (Portugal) e no 42º Festival de Cinema Latino de Chicago (EUA); e terá ainda exibição no 3º Copaoba – Festival de Cinema de Serra da Raiz, que acontece no berço da Paraíba. Escrito e dirigido pela norte-rio-grandense Anna Zêpa, inspirado por um sonho de sua avó caicoense, o filme é uma ficção e traz como personagem principal Margarida (Soia Lira). Ela passa por um conflito com o seu entorno familiar, que insiste que ela deve parar de trabalhar. Isso não faz parte dos seus planos e a narrativa nos apresenta uma mulher forte, decidida e que busca seus movimentos de vida, dando exemplos para sua neta. O curta nos traz ainda aspectos da geografia urbana da região e alguns costumes culinários. Com duração de 20 minutos, a obra também apresenta a atriz Amora Maux em sua primeira participação no audiovisual potiguar no papel de Ana, neta de Margarida, com quem tem uma relação de admiração e espelhamento. Sinopse: O desejo de autonomia ainda ressoa em Margarida e a ideia de ficar presa em uma rotina cotidiana a deixa sufocada. Duração: 20’. Classificação: Livre. Realizado pela Rabo de Olho Filmes em parceria com o Sesc RN, o filme tem a produção local, em Caicó, da Referência Comunicação. A Rabo de Olho Filmes (https://www.instagram.com/rabodeolhofilmes/) é uma produtora fundada em Natal pelos realizadores Anna Zêpa e Carlos Segundo, carregando assim as experiências e histórico de produções dos dois artistas. Cronograma das Exibições 22/04/26 – 9º Porto Femme, no Batalha Centro de Cinema https://portofemme.com/batalha-centro-de-cinema-2026-4896 24 e 25/04/26 – 42º Festival de Cinema Latino de Chicago, Landmark’s Century Centre Cinemahttps://chicagolatinofilmfestival.org/  25/04/26 – 3º Copaoba – Festival de Cinema de Serra da Raiz, ao ar livre na Praça Iniguaçu https://www.instagram.com/copaobafestcine Festivais e Premiações Anteriores – 36º Festival Internacional de Curtas de São Paulo – Kinoforum  – 17º San Francisco Latino Film Festival  – 12ª Mostra de Cinema de Gostoso – Prêmio DOT de Finalização – 20º Comunicurtas – 3º Festival de Cinema de São Bernardo do Campo – 2º Curta...

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Bardallo’s celebra 21 anos de resistência e arte no Centro Histórico

Redação

O Bardallo’s Comida & Arte celebra 21 anos de resistência e arte em uma programação especial com exposição coletiva e muita música. A programação começa no dia 23 de abril e segue até o dia 25. Toda a programação é gratuita.  Localizado na rua Gonçalves Lêdo, na Cidade Alta, o espaço integra o perímetro cultural do Beco da Lama. O Bardallo’s foi criado pelo empreendedor e carnavalesco Lula Belmont com o objetivo de ser um reduto das artes. “A necessidade de criar o bar veio através do meu envolvimento com a arte e com a cultura. A ideia era ter um espaço que abraçasse a música, as artes plásticas, a literatura e outras expressões artísticas e chegar aos 21 anos de história é uma alegria muito grande, principalmente pela pluralidade da programação e do público que frequenta”, declara Lula Belmont. A festa intitulada “Badalar”, uma chamada para despertar os sentidos e inicia nesta quinta-feira (23) com uma Vernissage a partir das 19h reunindo o talento de 15 artistas do RN. Participam: Bia Rocha, Capivart, Cíntia de Andrade, Cristal Moura, Cristian Miranda, Damião Paz Pixoré, Erre, Fábio Eduardo, Olympia Bulhões, Paulo Nobrega, Pincelada Nômade, Régio Potiguar, Rita Machado, Vanessa Mendes e Vendaval. A noite encerra com discotecagem do DJ Samir com set que costuma transitar muito bem entre brasilidades. Na sexta-feira (24), a festa continua a partir das 20h com Mont Samba e Choro, trazendo a elegância e a força do samba, celebrando os clássicos com aquela interpretação visceral.  No sábado (25) é dia de celebrar a música potiguar com a banda DuSouto, que mistura ritmos eletrônicos como drum’n’bass e dub com influências brasileiras e nordestina. A noite conta ainda com discotecagem de DJ Samir, DJ Carlota e DJ Ilton.  Apoio Cultural: Fundação José Augusto, Prefeitura do Natal, Secretaria de Cultura do Rio Grande do Norte e Governo do Rio Grande do Norte. Mais informações através do perfil no Instagram: @bardallosnatal. BARDALLO’S 21 ANOS De 23 a 25 de abril  Acesso gratuito Bardallo’s Comida & Arte – R. Gonçalves Lêdo, 678 – Cidade Alta

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Casa Impacto: primeiro núcleo itinerante de design social do Brasil apresenta exposição em Ponta Negra

Redação

Natal ganha uma novidade imperdível: a Casa Impacto Natal, idealizada por Cris Ribeiro, Designer Social, Designer de Produto Artesanal, Administradora e Empreendedora Social. Idealizadora do Negócio de impacto social “Lugares de Charme” há mais de 15 anos, Cris é a única Designer Social em atividade no Rio Grande do Norte e uma das poucas no Brasil. Com 21 anos de experiência em comunidades potiguares e coletivos de mulheres, ela promove a valorização dos seres junto a sua essência e os saberes para gerar prosperidade com dignidade de forma sustentável.  O negócio já beneficiou mais de 600 artesãos em 17 municípios potiguares, por meio do design social, design afetivo, economia criativa, circular e do bem-estar. A Casa Impacto marca uma nova etapa na trajetória do Lugares de Charme: o primeiro núcleo itinerante de design social do país. Instalada em um contêiner marítimo repaginado artesanalmente e transformado em uma “vitrine viva”, a iniciativa percorre comunidades levando formação, criação e experiências culturais imersivas. Nesta estreia, em abril, no bairro de Ponta Negra (Avenida Praia de Ponta Negra, calçadão em frente ao Curió Restaurante), reúne mais de 130 pessoas, incluindo mulheres artesãs, artistas e estudantes. A Mostra Artística “Natal, Original é Ser” revela, por meio de expografia artesanal, design autoral e criatividade local, as histórias da origem da cidade de Natal, a “cidade dos encontros” – com objetos em crochê, trancado de palha de coqueiro, bordado, homenageiam a identidade Natalense original de ser.  A história da cidade é contada através do design que leva o visitante numa breve viagem a saber mais sobre a capital. A Cada Impacto Natal conta com o patrocínio da Prefeitura de Natal, através do Programa Djalma Maranhão, Funcart, Colégio CEI, UnimedNatal, Projeto Lugares de Chame. O apoio Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres – SEMUL; Restaurante Camarões; SESI/RN; SETUR; Tintas Suvinil; B3 Distribuições; Mercado da Agricultura Familiar; Predesign Premoldados e Brisanet.  Mais do que uma exposição, é um convite para uma experiência cultural memorável, celebrando a identidade Natalense como “cidade de encontros” e gerando impacto social positivo. Natalenses e turistas, venham visitar a Casa Impacto! Embarquem nessa viagem autêntica pela essência da capital potiguar, sintam a criatividade local e se conectem com histórias que inspiram pertencimento e originalidade. Afinal, Original é ser! programe sua visita e viva essa transformação cultural única! “Queremos que cada pessoa se sinta parte de um movimento de transformação, um espaço onde o...

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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raul-cruz-por-eduardo-alexandre

23/01/2021|

Localidade afamada por abrigar juventude “barra-pesada”, promotora de arranca-rabos sangrentos no Bar Bico do Carcará, Lagoa Seca foi berço de Edmilson Lucas da Silva, conhecido nas páginas policiais da cidade por Brinquedo do Cão. Menino ainda, Brinquedo já dava trabalho a Dona Hermelinda, a diretora da Escola Mascarenhas Homem. Suas traquinagens ficaram famosas no bairro: gostava de subir numa árvore que tinha ao lado da Igreja de São João e, com uma vara, acionava o sino, fazendo com que as beatas se arrumassem apressadas para atender aos chamamentos das badaladas. A garotada se divertia. Na esquina, a gargalhada era geral a cada devota que passava em direção ao pequeno templo. E por ali também, esquisito, trejeitos no andar e no falar, gesticulação performática, conversa convincente, olho no olho, Raul Cruz era rapazote referido pelas boas famílias como má companhia para os filhos. Era roqueiro. Até então, as pessoas dali só conheciam o forró do sanfoneiro Zé Minhoca, que vinha de Nova Descoberta para animar as tardes e noites dos bares da redondeza, sozinho ou acompanhado de meninotes tocando triângulo e zabumba. Raul gostava de roupas escuras, extravagantes, e sempre usava imensos óculos de lentes pretas, que lhe escondiam quase metade...

amem-ore

22/01/2021|

Amém Ore. Nome estranho, mesmo para poetas. E Amém como Deus do Egito, embora o poeta desacredite em tudo. Portanto, há uma crença na descrença. O Ore é uma sigla: orgulho, raiva e ego. Uma autocrítica. E Amém Ore não só fala, declama e vence por duas vezes o slam de poesia potiguar, mas também ouve, se ouve para declamar, protestar e se reconhecer. Poeta que domina o ritmo da poesia, marginal ou não, da música, de protesto ou não, Amém Ore foi o convidado do terceiro episódio de ‘Um Poeta em Cada Esquina’, projeto conduzido pela poeta Géssyka Santos, disponível em podcast no youtube e com o bônus de vídeos-poemas belíssimos, que vocês conferem ambos logo abaixo. As expressões da poética na voz, na escrita ou na música. O poder da poesia nessa tríada, seja para alívio da alma ou provocar o espírito, além de um EP intitulado IRA, com quatro faixas e indicado a quatro categorias do Prêmio Hangar, entre outros assuntos correlatos, foram temas dessa conversa descontraída com Géssyka. Oremos pela poesia! VÍDEO POEMA PODCAST “Um poeta em cada esquina” é um projeto de Gessyka Santos e Gonzaga Neto, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc Rio...

Começa hoje o Festival Literário de Gostoso On-Line

22/01/2021|

Bate-papos com escritores, saraus, palestras, entrevistas e um concurso literário que premiará autores, compõem a programação da primeira do Festival Literário de Gostoso On-Line, que acontecerá de 22 a 29 de janeiro, de maneira remota tendo como plataforma central o Instagram e transmissões ao vivo no Youtube e Facebook (facebook.com/amjusong). O Festival é uma realização da Juriti Produções (@juritiproducoes), tem “sede afetiva” na cidade de São Miguel do Gostoso, mas, sendo on-line, poderá ser acessado por qualquer pessoa do mundo por meio da internet, provocando uma reflexão sobre o tema “Os caminhos que podem ser escolhidos pelos autores e leitores e a literatura como uma ferramenta de preservação da memória e do patrimônio cultural”. O objetivo foi promover um espaço alternativo para a manutenção do diálogo, da interação e da promoção da literatura e da cultura potiguar, assim integrada ao audiovisual, possibilitando a aproximação mesmo em tempos de distanciamento social por ocasião da Covid-19. Programação A abertura acontece nesta sexta-feira, dia 22/01, à partir das 19h, com a música de Carlinhos Zens e Fernandinho Régis. Durante a semana ocorrerão outras atividades com os seguintes temas: A literatura de cordel Potiguar na atualidade, Livro: “Laíres e Fernando na Terra da Imaginação”,...

Cia. Teatral lançará clipe para discutir sexualidade

22/01/2021|

O que é ser homem e o que é ser mulher? O que é o essencial de cada gênero? Homem, mulher, gay, hétero, transgêneros, assexuais, será que essa divisões são suficientes para explicar o comportamento humano? A Cia. Teatral Flor do Sol se propõe a levantar essas e outras questões pertinentes à sexualidade humana no clipe “O Que é Sexualidade Para Você?”, que será lançado no dia 27 de janeiro, no canal da Com ArTe Produções, no YouTube. O projeto trata de um desdobramento e aprofundamento de uma pesquisa que vem sendo desenvolvida pela companhia, que se iniciou a partir da montagem de uma esquete teatral chamada “Sexualidade: Precisamos Falar Sobre Isso” e que agora ganha uma nova linguagem artística audiovisual. O clipe artístico e underground foi produzido em 2020, durante a pandemia, como forma de manter o grupo ativo artisticamente e ao mesmo tempo mergulhar nesta temática relevante. Discussões e tabus Com o intuito de dialogar e debater sobre este assunto com o público, buscando impactar as pessoas e levar esta discussão para dentro de suas casas e rodas de amigos, após o lançamento o elenco mediará um bate-papo com a psicóloga e sexóloga Cristina Hahn, que também faz...

padre tercio

22/01/2021|

Uma iniciativa do Coletivo de Artes Casa de Pedra com consentimento do próprio homenageado, está sendo iniciada a organização do Arquivo Pessoal de monsenhor Ausônio Tércio de Araújo. O projeto foi aprovado em edital da Lei Aldir Blanc da Fundação José Augusto e será coordenado pela arquivista Shara Rachel e pelo artista plástico Custódio Jacinto. “O desafio profissional de organização de um Arquivo Pessoal pode ser transformado em diversas frentes de pesquisa sobre a vida do produtor do acervo, muitas vezes convergindo em histórias da sociedade da qual ele faz parte”, destaca Shara. Ela ressalta ainda a relevância da documentação na constituição de um Memorial que se apresentará como guardião e disseminador dos resultados da organização e do acervo que o constitui. Como o acervo de padre Tércio conta com extensa biblioteca, bibliotecários também se integrarão ao projeto, e a agência Referência contribuirá com produção de conteúdos audiovisuais e desenvolvimento de plataformas digitais para o arquivo. Segundo Goretti Silva, que auxiliou o sacerdote por muitos anos, o projeto, antes de ser inscrito no edital, chegou a ser aprovado pelo próprio padre Tércio que apontou objetos e documentos que achava relevantes. Organização do arquivo O passo a passo da organização do...

22/01/2021|

LUA NO MAR Vi lua no mar Quem disse que lua é coisa de céu? Só sei que lua é coisa de mar Enche de cor a água salgada Que molha o cabelo da menina Se transforma em espelho d’água Para ela se olhar Lua não é coisa de céu Lua é coisa de mar (Patrícia Almeida)

festival bolide1050

21/01/2021|

Palestras, oficinas e uma exposição virtual compõem a programação da primeira edição do Festival Bólide1050, que acontecerá durante uma semana (30 de janeiro a 06 de fevereiro) de maneira remota através das plataformas digitais do youtube e zoom. As inscrições podem ser feitas através do formulário online nas redes sociais do Bólide1050. As vagas são limitadas e serão preenchidas por ordem de inscrição. “A programação do festival é um convite para que estudantes, artistas, professores e a comunidade de forma geral se aproximem da arte contemporânea e ampliem conhecimento sobre as diferentes práticas possíveis nesse campo”, informam as coordenadoras do Festival Sofia Bauchwitz e Sanzia Pinheiro. Festival Bólide1050 Todas as atividades serão ministradas por artistas, acadêmicos e profissionais envolvidos em diversos campos da arte contemporânea como forma de ampliar a noção que se tem do mundo da arte. O Festival pretende apresentar questões que orientam as diferentes práticas em torno a esse mundo: Qual é o estado da arte hoje? Quais questões estão sendo trabalhadas pelos artistas e legitimadas pelas instituições de arte? Quais pesquisas em arte e processos criativos estão sendo defendidos pelos artistas? Que Panoramas para o futuro estão sendo imaginados? A formação de jovens criadores e de público...

Exposição virtual seleciona artistas visuais femininas

21/01/2021|

O projeto Galeria Mulheres d’Arte é uma exposição virtual através da plataforma Instagram. O objetivo é unir a produção de mulheres das artes visuais do estado do Rio Grande do Norte, através de um mapeamento, para formular um livro virtual, a ser lançado dia 14/02/2021. Serão selecionadas 3 mulheres inscritas no formulário. As artistas participarão de atividades e ganharão premiação remunerada. Durante a programação será abordado temas sobre a produção da arte visual feminina no estado do RN, mercado de trabalho, representatividade no ramo, carreira e formação, arte e consumo, arte e gênero. Sobre premiação e seleção: – 1a selecionada – participará de uma live no perfil da galeria no dia 7/02, terá sua arte exposta no livro virtual e ganhará premiação de R$300,00. – 2a selecionada – fará uma gravação de uma oficina, que será postada no perfil do @galeriamulheresdarte no dia 10/02, terá sua arte exposta no livro virtual e ganhará premiação de R$300,00. – 3a selecionada – participará da live de lançamento do livro no dia 14/02, terá sua arte exposta no livro virtual e ganhará premiação de R$300,00. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até dia 30/01/2021. Para acessar o formulário, clique AQUI. Apoio:...

homero-homem

21/01/2021|

Natal padece de esquecimento. A cidade construída de costas para o Rio dá as costas também para seus valores culturais. Este 2021 marca o centenário do escritor mais lido do Rio Grande do Norte: Homero Homem, o “nosso Homero”, como cita o imortal escritor e crítico Manoel Onofre Jr. Para não passar em branco a data, nosso blog posta três poemas e uma carta de Homero enviada ao próprio Onofre, com alguns dizeres do nosso colunista. Segue abaixo: Por Manoel Onofre Jr. Durante alguns anos tive a satisfação de manter correspondência epistolar com o mestre Homero, que costumava, de vez em quando, enviar-me também folhetos e recortes de jornais, com matérias de interesse literário. Meses antes de morrer, já padecendo do câncer que o levou, mandou-me uma espécie de pôster estampando dois poemas de sua autoria, publicados no jornal “O Estado de São Paulo”, e um outro, que ele datilografou, juntamente com o seguinte bilhete manuscrito: Leblon – Dez. – 89 “Querido amigo Manoel Onofre Junior, não veja neste pôster (ilegível) nenhuma notícia fúnebre. Pelo contrário, retorno ao trabalho com a mesma disposição de antes. Rezo para que nosso livro saia em março e fique pronto um pouco antes.  Diga...

história do rn

21/01/2021|

O grupo de pesquisa Os espaços na Modernidade (UFRN), com apoio da TVU e do IFRN campus Zona Leste, está realizando uma série de 10 documentários de curta duração intitulada “Episódios da história do Rio Grande do Norte”. Já foram lançados os episódios 1 e 2. História e historiador O primeiro, com o título “Afirmações e perguntas sobre a História”, apresenta alguns fundamentos do trabalho do historiador, como o uso dos documentos, a maneira como ele lida com as vozes do passado, o papel da observação e da imaginação na construção da História. A linguagem do documentário é incisiva, ágil, indagadora. Capitania do Rio Grande O segundo, trata do início dos primeiros tempos da colonização, focalizando, em linhas gerais, a presença antiga dos Potiguara, a chegada dos europeus, a passagem de “terra dos Potiguara” para “Capitania do Rio Grande”, e os processos relacionados a essa passagem: a expansão europeia, a produção orientada para os mercados mundiais, a interiorização da ocupação, com a fome de terras que a caracterizou, e a violência fundadora que está na base da história do Rio Grande do Norte. Trata-se de material que pode auxiliar o trabalho dos professores e ao mesmo tempo pode interessar ao...

21/01/2021|

DORALICE, A MULTÍPLICE… A música não é porque não estão tocando… O artista também não porque não estão pintando… — É Doralice, a inúmera, saindo das chamas do fogo, cavalgando nas ondas do mar… A noiva não é porque não estão bordando… O recém-nascido também não porque não estão chorando… — É Doralice, a multiplicada, vestida na minha sombra. (José Bezerra Gomes)

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