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Honras aos médicos

O Conselho Regional de Medicina do RN prestou singular homenagem aos médicos que exercem a profissão e se mantêm inscritos no CRM, no mínimo, há 50 anos. Chamei de singular

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Beber cerveja “vencida” faz mal?

Salve, Salve! Na coluna de hoje vamos falar de uma pergunta diuturnamente recorrente, principalmente em grupos de WhatsApp de promoções de cervejas: “beber cerveja vencida faz mal?” A resposta, como

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Romaria: Márcio Benjamim lança novo romance de horror contemporâneo

Redação

Romaria: Um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi procura ajudar uma cidade vizinha a enfrentar o mesmo mal. Esse é o mote do novo livro do escritor Márcio Benjamin, intitulado Romaria, e representa a continuação do poderoso romance Fome, do mesmo autor. O lançamento será nesta sexta-feira (24), a partir das 19h, no Mahalila Café & Livros. Algumas desgraças não têm fim. Com uma prosa visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói, em Romaria, uma alegoria de nosso tempo: entre fantasia e horror, Romaria mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror contemporâneo. O profeta estava certo,  o Sertão virou mar. De sangue. Serviço O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO ROMARIA ONDE: MAHALILA 19H QUANDO: 24 04 GRATUITO

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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existe-terroir-cervejeiro

07/04/2021|

Olá, cervejeiros! Saudações! A palavra terroir, de origem francesa, ainda que tão indescritível em seu significado de tradução quanto outras palavras de diversos idiomas, como, por exemplo, hype em inglês (clique AQUI para saber mais), saudade em português ou gattara em italiano (traduzido de forma mambembe como “mulher idosa que alimenta gatos de rua para aplacar sua amargura e solidão”), é algo comumente associado ao mundo do vinho. Por mais rebuscada ou de tradução difícil e pouco intuitiva que seja, terroir é um termo emblemático que teve seu uso popularizado e bastante difundido até mesmo entre os neófitos no mundo do fermentado de uva. Na coluna de hoje, vamos ver se é possível transportar o conceito de terroir ao mundo das cervejas. Ou seja, vamos pensar nas possibilidades de adequar um termo tão próprio ao mundo da cerveja e de suas peculiaridades. E para você, terroir é algo exclusivo da cultura dos vinhos ou é possível se amoldar ao mundo das cervejas também? O que é terroir? Terroir é uma palavra, por si só, bastante emblemática. Sua impossibilidade de tradução direta já denota a complexidade que ela busca carregar na polissemia inerente ao seu charme francês. Só de se pronunciar...

mykaell bandeira

07/04/2021|

Nesta segunda-feira (12), o produtor cultural Mykaell Bandeira, da PARÊA Produções, realizará a oficina de “Produção Cultural e Elaboração de Projetos Culturais”, de forma remota, através da plataforma do Google Meet. A oficina irá abordar temas sobre as áreas de atuação na produção cultural, planejamento estratégico e estruturação, elaboração e gestão de projetos culturais. O público alvo da oficina é voltado para artistas, produtores e empreendedores da economia criativa que residem no interior do estado do Rio Grande do Norte. “Há grande carência daqueles/as que trabalham com arte e cultura, de lidar com a burocracia e a estruturação de projetos culturais. Pensando nisso decidi compartilhar esse conhecimento com os fazedores de cultura que residem no interior do estado, que é onde mais encontramos pessoas com dificuldade de elaborar e gerir projetos culturais”, destacou. Segundo o produtor é preciso cada vez mais democratizar o acesso de todos a editais e formas de financiamento. “E essa foi a forma que encontrei de ajudar a turma nesse período tão difícil que estamos vivendo”, comenta. As inscrições são gratuitas e poderão serem feitas através deste link AQUI Este projeto é uma realização da PARÊA Produções e conta com patrocínio da  Lei Aldir Blanc do...

Interligando-o-Desprendimento-silvia-passos

07/04/2021|

A poeta Sílvia Passos acaba de publicar “Interligando o Desprendimento”, seu primeiro livro de poesia. Sílvia começou sua trajetória na poesia potiguar em 2018, se envolvendo na construção do Sarau ArteUni junto de outros estudantes do curso de psicologia do UNI-RN. Em meio a zines, pesquisas, feiras e pessoas encontradas no caminho, a poeta resolve interligar o desprendimento para costurar esses retalhos de início de carreira. É verdade que sua literatura é marcada por prosas poéticas e versos livres, entretanto, a poeta enxergou uma oportunidade de registrar o que vem acontecendo há muitos anos nas oficinas de poesia e de escrita criativa. O livro conta com uma série de colagens que expressam neologismos, aforismos e blackout poetry, resultando em usinas de experimentações linguísticas. A obra recebe os comentários do poeta Raul Pacheco como ponto de partida. Ainda, inventa seu próprio vocabulário com a presença de um “interfácio” escrito pelo professor Edrisi Fernandes, que não tem a intenção de começar nem de terminar o livro, mas de alinhar possíveis interpretações. Interligando o Desprendimento é um caldeirão de muitas referências sem sentido, onde o recorte é sinônimo de cola e aquilo que é oposto pode parecer igual. Custando 40 reais, para adquirir...

marilyn-monroe-arthur-miller

07/04/2021|

“Há pessoas tão vivas na vida que não parecem desaparecer quando morrem.” Quem escreveu esta frase foi Arthur Miller, o dramaturgo, autor de ‘A morte de um caixeiro viajante’, ‘As bruxas de Salem’ e outros clássicos do teatro ocidental. A sentença está na sua autobiografia, ‘Uma vida’, publicada no Brasil em 1989 pela Editora Guanabara. O livro é um tijolaço com mancha de texto de saturar qualquer leitor inveterado em suas 557 páginas de densas memórias, profundas impressões sobre eventos que vão desde a Grande Depressão dos anos 30 até as barbas da Guerra do Vietnã e da contracultura. Por esse mar de palavras escrito com a seriedade de quem se julgava uma plena testemunha do seu tempo – e muitas vezes protagonista de vários dos episódios que ficariam gravados na mente da humanidade – passa um cardume de celebridades, da era em que esta palavra gigantesca só era realmente aplicada a quem estava à altura dela. Você esbarra em gente como Elia Kazan, o cineasta que veio do teatro, e Julius Robert Oppenheimer, o físico que liderou o projeto Manhattan, laboratório da bomba atômica que instalou uma cortina de pavor na sala onde habita o gênero humano. E nem...

Redinha Velha: O Redinha Clube e a Festa do Caju (parte 7)

06/04/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. REDINHA CLUBE Em 1924, os limites da Redinha iam até a costa sul do Estado e ao cabo de São Roque. Por essa época foi edificado, todo de madeira, na proximidade do mar, o Redinha Clube, que viria a se tornar a sede única de diversão para veranistas durante décadas. Sua construção foi a única tolerada pelos moradores e veranistas naquela linha de frente para o mar. O desejo do vislumbre da paisagem à frente, dos paquetes deslizando pelo mar, sem construções ou concreto para atrapalhar a vista fazia-se, naquela época, o papel de plano diretor da Redinha, elaborado pelos próprios entusiastas da praia. Gil Soares opinou que, “talvez por se tratar de terreno de marinha, de vez em quando aparecia quem...

yrahn-barreto-foto-Gustavo-Silveira

06/04/2021|

A sexta edição da “Semana do Sampaio” chega pelo segundo ano de forma totalmente online devido a pandemia do coronavírus por meio da música, dança, artes e muito bate-papo para reverberar a obra de Sérgio Sampaio, cantor e compositor capixaba que completaria 74 anos em 13 de abril desse ano. A Semana do Sampaio já é uma veterana em formato online. Antes da pandemia, o projeto já realizava lives de parte da sua programação para que fãs do Brasil pudessem acompanhar a programação de artes integradas, realizada em Natal para homenagear Sérgio Sampaio. As transmissões da programação da Semana do Sampaio serão realizadas pelo Instagram dos artistas participantes e no canal do YouTube Yrahn Barreto, sempre às 20h, com a produção assinada por Jamilly Mendonça. Yrahn Barreto e Zeca Baleiro A abertura da 6ª Semana do Sampaio (10/04) vai contar com o projeto Live Conexão, do cantor e compositor Yrahn Barreto, convidando Zeca Baleiro, cantor, compositor e produtor do álbum póstumo de Sérgio Sampaio “Cruel”. Os sampaiófilos de carteirinha Yrahn e Zeca prometem bom bate papo sobre a obra de Sampaio com palhinhas de músicas do “velho bandido”. Na sequência, dia (11/04), uma verdadeira confraternização de sampaiófilos, que vão conversar,...

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06/04/2021|

O professor e escritor Roberto da Silva tem se afirmado, nos últimos anos, como um dos mais abalizados pesquisadores norte-rio-grandenses nas áreas da Biografia e dos Estudos Literários. Sua curiosidade intelectual é algo, realmente, impressionante. Em plena maturidade, já publicou vários livros, todos bem recebidos pela crítica e pelo público. Escritor criterioso, por vezes detalhista, jamais se contenta com uma visão geral do objeto de estudo; desce às minúcias no afã de conseguir o seu objetivo. Perfeccionista. Jean Mermoz Dentre as suas inclinações intelectuais nota-se, de modo especial, o apego a tudo que é da França. Roberto da Silva ama, como poucos, a pátria de Montaigne, de Saint-Exupéry e tantos outros ícones. E disto acaba de nos dar provas, mais uma vez, com o livro “Jean Mermoz”, biografia do célebre aviador francês, cujo nome está ligado por diversos laços à história da cidade do Natal. A edição, muito bem cuidada, leva o selo do Sebo Vermelho, com apoio da Embaixada da França no Brasil. Jean Mermoz (1901- 1936) tem o seu lugar no panteão imaginário dos heróis pioneiros da aviação. Entre outros feitos notáveis, realizou a  travessia do Atlântico Sul, sem escalas, de Saint-Louis do Senegal a Natal. Na flor...

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06/04/2021|

O curta-metragem potiguar Em Torno do Sol, após passar por 78 festivais (30 no exterior, 48 no Brasil) e ser agraciado com 12 prêmios, está finalmente chegando à internet. A estreia na rede mundial de computadores acontece nesta quarta-feira (07), 21h, no canal do combo cultural Mudernage no Youtube. Em Torno do Sol Em Torno do Sol é uma ficção científica em preto e branco, dirigida por Júlio Castro e Vlamir Cruz, realizada de forma independente e finalizada em 2017. Como resultado da ação de distribuição da Mudernage intitulada “Empreendendo na Qualificação”, desde aquele período o curta circula por festivais brasileiros e internacionais. Nessas andanças participou em festivais/mostras na China, Colômbia, Estados Unidos, Filipinas, Grécia, Holanda, Índia, Inglaterra, Martinica, México, Nigéria, Peru, Polônia, Portugal, Romênia, Rússia e Brasil. Sendo provavelmente o filme do RN mais “viajado” da história recente do audiovisual potiguar. “Ele foi exibido em 17 países. Locais tão distintos um do outro, que o pessoal mais chegado começou a chamar essa tour de a misteriosa viagem mágica” diz sorrindo Adriano Azambuja, protagonista e um dos autores da trilha sonora do filme. Scilla Gabel produtora da Mudernage comenta: “Em Torno do Sol já nos deu muitas alegrias. Mas, sempre...

06/04/2021|

GEOGRAFIA Geografia estranha explorei Não encontrei a gema que explodia em cores entre os teus seios pulsantes. Mergulhei mais uma vez, loucamente, como quem busca o colostro. Boca infantil saciada em tuas auréolas indecentes, incandescentes. (Lívio Oliveira)

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05/04/2021|

A organização do 4º Curta Caicó abriu convocatória de filmes para a sua quarta edição, que será realizada no segundo semestre de 2021. Os realizadores interessados podem inscrever curtas-metragens de qualquer região do país, com duração máxima de 20 minutos e data de finalização a partir de janeiro de 2019. O formulário para inscrição dos filmes está disponibilizado no website www.curtacaico.com.br, no período de 05 a 18 de abril de 2021. Curta Caicó Com mais de 1.600 filmes inscritos em três edições, o Curta Caicó vem se consolidando no cenário nacional como importante vitrine do audiovisual contemporâneo. “Ano passado, além da edição digital, realizamos pela primeira vez em nossa região duas sessões de cinema Drive-In com exibição dos filmes ‘Frei Damião: o Santo do Nordeste’ e ‘Bacurau’”, afirmou Raildon Lucena, diretor do festival. Em 2020, o festival se reinventou com a edição digital e várias inovações como o desenvolvimento de uma plataforma de streaming que contou com mais de 4.000 inscrições durante o período do evento. Utilizando estratégias de marketing digital para divulgação do evento, o Curta Caicó obteve mais de 87 mil visualizações na página eletrônica com alcance em 573 municípios e 39 países, segundo dados do Google Analythics. “Utilizamos toda...

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