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A poética e a sensibilidade emotiva de Mucah

Artista independente da capital potiguar traz influências de música indie e pop. Mucah começou suas atividades em 2018 e em 2021 lança seu primeiro single solo, Não Me Calo, que busca referências em indie pop, pop e música eletrônica, trazendo influência de bandas como The

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O arado é torto, mas corta rente

O que “Torto Arado” fez comigo foi pessoal. Extrapolou o puro deleite literário. Foi como um corte acidental no dedo – parece simples, mas machuca de uma maneira muito particular.

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De Cultura e Cultura Popular

No dia 5 de novembro, comemora-se no Brasil o Dia Nacional da Cultura. A celebração evoca a data do nascimento de Rui Barbosa, grande jurista, diplomata, político, escritor e orador

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Romaria: Márcio Benjamim lança novo romance de horror contemporâneo

Redação

Romaria: Um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi procura ajudar uma cidade vizinha a enfrentar o mesmo mal. Esse é o mote do novo livro do escritor Márcio Benjamin, intitulado Romaria, e representa a continuação do poderoso romance Fome, do mesmo autor. O lançamento será nesta sexta-feira (24), a partir das 19h, no Mahalila Café & Livros. Algumas desgraças não têm fim. Com uma prosa visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói, em Romaria, uma alegoria de nosso tempo: entre fantasia e horror, Romaria mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror contemporâneo. O profeta estava certo,  o Sertão virou mar. De sangue. Serviço O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO ROMARIA ONDE: MAHALILA 19H QUANDO: 24 04 GRATUITO

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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Boats 2020

05/04/2021|

O selo Nightbird Records apresenta em 2021 um projeto voltado para a memória musical do Rio Grande do Norte. Intitulado “Clássicos Potiguares”, será uma série de (re)lançamentos inéditos nas plataformas de streaming com álbuns, singles e EPs perdidos no cenário potiguar e na transição da mídia física para o digital, com o objetivo de valorizar e entender os caminhos da música produzida no estado através da disponibilização de obras de referência. O primeiro clássico potiguar a ser divulgado pelo projeto é o EP de estreia da banda pauferrense Boats. “Fazendo Óbvio Direto da Alma” foi lançado em 2013, gravado em um período curto e de forma crua, somando as influências do garage e do stoner rock ao formato original do grupo – que era duo – composto por Júlia Ferreira (voz e guitarra) e Rudrigo Lins (bateria). Abordando tópicos como veganismo (“V”), egocentrismo (“Retórica”), saúde mental e críticas sobre o modelo social, o EP é marcado pelos riffs sujos e batidas pulsantes. Ao todo são cinco faixas rápidas e pesadas, registradas em condições precárias, criando uma atmosfera densa e seca como o alto oeste norte-rio-grandense. “Fazendo Óbvio Direto da Alma” já está disponível para streaming. Em 2021, a Boats entra...

melhores-filmes-de-drama

05/04/2021|

Quando se trata de dramas, tudo ganha mais contornos. Isso porque um dos ganchos mais utilizados no cinema é a identificação — algo pensado já na escrita do roteiro. Se há o desejo de que o filme toque o público, é quase imprescindível que haja algum reconhecimento próprio no que se assiste. Não há, nesse sentido, imparcialidade. Todos temos histórias de vidas diferentes, particularidades intransferíveis… e tudo o que nos constrói acaba moldando essa assimilação. Ainda assim, para fazer a lista que expomos abaixo, procuramos não ir aos filmes mais óbvios. A ideia foi trazer indicações que possam acrescentar. Então, dentro do catálogo da Netflix, podem ser encontrados outros tão bons quanto ou até melhores (a depender de cada um de nós). Isso só é da observação individual de cada um. Portanto, nada, aqui, tem a pretensão de ser taxativo. Sem dúvidas, com isso acabamos deixando de fora filmes incríveis e que poderiam estar na lista como os demais. A questão é que listas não trazem verdades absolutas — assim como nada em relação a uma arte —, portanto sabemos o quanto vocês podem sugerir nos comentários e aumentar as indicações. De repente, dizendo-nos quais são os 10 melhores de...

geová-costa

05/04/2021|

O poeta, cantor e compositor grossense Geová Costa lançará nesta segunda-feira (05) o 1º Festival de Música Autoral da Região Costa Branca. O projeto é viabilizado pela Lei Aldir Blanc em nível estadual. As inscrições seguem até o dia 30 de abril e a final acontecerá no dia 22 de maio em uma live direto do canal do Festival. Os três primeiros colocados receberão premiação de R$ 3 mil; R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente. A chamada região Costa Branca abrange dezoito municípios potiguares: Angicos, Apodi, Areia Branca, Assu, Caiçara do Norte, Carnaubais, Galinhos, Grossos, Guamaré, Itajá, Lajes, Macau, Mossoró, Pendências, Porto do Mangue, São Bento do Norte, São Rafael e Tibau. As inscrições são feitas exclusivamente clicando neste link AQUI!    

aqualung

05/04/2021|

Por Giancarlo Vieira Lançado em 19 de Março de 1971, Aqualung é o quarto álbum da banda inglesa e representa sua primeira obra prima e um dos maiores discos do Rock progressivo. Formado em meados dos anos 60, o Jethro Tull é facilmente confundido com o seu frontleader, o flautista, violonista e compositor Ian Anderson. Em uma época em que o Rock era sinônimo de deuses da guitarra como Clapton, Beck, Page e Hendrix, Anderson adotou um instrumento pouco comum no estilo: a flauta transversal. Isso fez do Jethro Tull uma banda alienígena na cena musical do período. A competente mistura de estilos formatada pelo flautista de longos cabelos, barba, casaco xadrez e olhos esbugalhados, que se equilibrava em uma das pernas como um duende alucinado, deixava todos embasbacados. A partir da entrada do guitarrista Martin Barre no ótimo “Stand Up” de 1969 e no heróico “Benefit” de 1970, Ian Anderson fixa a fórmula definidora do som do Tull. Em Aqualung, sai o baixista original Glen Cornick e assume Jeffrey Hammond. John Evan também é oficializado nos teclados. É nesse contexto de imensa criatividade e definição de ambições sonoras que Aqualung é composto, gravado e lançado. E o resultado é...

dácio-galvão

04/04/2021|

O atual secretário de Cultura de Natal, Dácio Galvão foi um dos dois convidados brasileiros a participar da jornada de estudos “O Nordeste brasileiro, espelho mágico do imaginário medieval português”, promovido pela Universidade Aix-Marselle, na França. Dácio é um estudioso do assunto, tema de sua tese de mestrado. Sua participação foi focada no romanceiro armorial a partir de três romances ibéricos clássicos: a Nau Catarineta, Minervina e Bela Infanta. Os três romances foram adaptados pelo violonista potiguar Antônio Madureira, antigo líder do grupo Quinteto Armorial, idealizado por Ariano Suassuna. “Minha participação tratou das influências etnográficas de Câmara Cascudo nas adaptações desses três romances nordestinos de origem ibérica no acervo musical do movimento armorial. Foi uma excelente oportunidade de disseminar um pouco das relações e manifestações culturais presentes no Nordeste”, contou Dácio. O evento ocorreu na última sexta-feira (2) no campus da Universidade de Aix-Marselha. O gestor e pesquisador potiguar participou por vídeoconferência. O convite foi enviado a Dácio Galvão pela diretora do Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, Adriana Coelho Florent. Além de Dácio, participou também o professor cearense Carlos Guerra Júnior com o tema “Repentista, trovador ou griot: o ritmo e a poesia vem da Idade Média e é...

sami-tarik-zarpar-por-luana-cavalcante

03/04/2021|

Após o sucesso do primeiro álbum “Executivo do Pandeiro”, Sami Tarik lançou campanha para financiamento coletivo do seu segundo CD, intitulado “Zarpar”. Samir é um artista potiguar com representatividade e vasto caminho produtivo em Natal e ainda com experiências em outros estados brasileiros e países da Europa. Arranjador, instrumentista, cantautor e realizador de projetos socioculturais, Sami Tarik exprime seu cântico poético e manifesta suas raízes. Para além seu trabalho como percussionista o leva para o reaproveitamento de materiais como cilindros de máquina de lavar, escadas metálicas, chaves e outros recursos sonoros. Ele nos propõe uma nova forma de enxergar e ouvir os elementos do cotidiano. Seu primeiro disco – Executivo do Pandeiro – com 10 faixas foi contemplado pela Lei Djalma Maranhão/RN em 2016 e obteve imenso reconhecimento de público e da crítica especializada. De lá para cá Sami desenvolveu dezenas de projetos, participou de coletivos e seguiu sua rica trajetória sempre compondo, compartilhando e promovendo intercâmbio com artistas por todos os lugares por onde passou. Zarpar Desde 2019 que Sami está residente em Lisboa reconectando sua ancestralidade que lhe concede o direito a dupla cidadania. Em Lisboa segue seu instinto, sua capacidade criadora e produtiva e dá inicio ao...

Dani Cruz lança parcerias com LuAna Do SER e Khrystal

02/04/2021|

O “Compor: imersão criativa” surgiu em 2019 com a ideia principal de construção coletiva. O resultado dessa imersão foi o primeiro EP da cantora potiguar Dani Cruz, “Afoita”, em parceria com os músicos Eduardo Taufic, Mônica Michelly e Silvinha Calixto. Diante de um novo contexto de isolamento social, Dani Cruz está lançando o  projeto “Compor: imersões digitais”, com novos encontros, agora majoritariamente virtuais, para a criação de novas obras colaborativas, não se atendo apenas à música, mas abrangendo o olhar para outras linguagens artísticas. Após o sucesso do lançamento do EP “Suporte a Sorte” com tradução em Libras – em parceria com Brígida Paiva (cantora e intérprete de Libras) – Dani traz para o seu público novas parcerias: uma collab com a artista visual LuAna Do SER, que transformou em ilustração as músicas “Suporte a Sorte”, “Sonho do Entardecer” e “Peles Noites”. Dani fala sobre a participação da artista no seu trabalho: “A parceria com Luana não é de hoje. Ela sempre colaborou em diversos momentos da minha carreira com seus vários talentos, desde o início. Então essa foi mais uma oportunidade de construirmos juntas, unindo nossas artes. Estamos em casa uma com a outra, as ilustrações partiram de um...

redinha-velha-by-adriano-abreu

02/04/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. FIM DA GUERRA, FIM DO ENCANTO A Redinha se confunde tanto com a história do Natal que, com o fim da Segunda Guerra, após os soldados americanos chacoalharem nossa província de cadeiras nas calçadas e deixarem uma áurea de eterna nostalgia na cidade, a praia da Redinha iniciou seu processo de decaída. Se a Natal de 55 mil habitantes (Censo de 1940), ainda atordoada pelo abandono dos oficiais yankees, que trouxeram um pouco do mundo Hollywood para a cidade, vivia um clima de final de festa, a Redinha assistia seus veranistas rumarem para o sul, às praias de Ponta Negra e Pirangi. Até aquela data, a Redinha pareceu acompanhar, em ritmo similar, o avanço da cidade. Mas, a partir dali, começaria um...

mestre-severino-do-coco-by-rodrigo-sena

02/04/2021|

Nesta semana as produtoras ABOCA e ORI Audiovisual lançaram o filme documentário “Mestre Severino do Coco”, com direção de Rodrigo Sena, que trata sobre a vida e obra do Mestre Severino, brincante, um dos maiores artistas da cultura popular potiguar ainda vivo, que mantém suas atividades através do grupo que leva seu nome, “Coco de Roda Mestre Severino”. Mestre da vida, Severino Bernardo Santiago tem um sorriso farto e uma forma simples de reinventar o mundo. Para Mestre Severino o quintal de sua casa sempre foi o lugar de invencionices. A intimidade que o Mestre possui com o coco e o tambor vem de suas ancestralidades. Assista! Mestre Severino do Coco Com nome de batismo Severino Bernardo Santiago, o Mestre Severino nasceu em Vera Cruz/RN, no dia 2 de junho de 1936, viveu em vários municípios potiguares e depois foi morar na Vila de Ponta Negra, em Natal. Atualmente, aos 83 anos de idade, o mestre mora no distrito de Alcaçuz, município de Nísia Floresta/RN. Quando criança, acompanhava seu pai, Luiz Bernardo Santiago, nas brincadeiras de Zambê, Chegança, Bambelô e Boi de Reis, vivia no meio rural e por meio da aproximação desse universo de manifestações populares, aprendeu e dedicou...

priscilla vilela

02/04/2021|

O 2º Laboratório de Narrativas LGBTQIAP+ é um laboratório de desenvolvimento de personagens e narrativas com temáticas LGBTQIAP+ escritas especificamente para o cinema. As inscrições seguem abertas até o dia 06/04 e podem ser feitas por meio do link: http://bit.ly/lablgbt. A segunda edição do laboratório, viabilizada pela Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal, oferecerá 30 vagas gratuitas. Serão cinco encontros realizados nos dias 14/04, 15/04, 16/04, 19/04 e 20/04, das 18h30 às 21h via ZOOM. Como facilitadores da ação estão três integrantes do Coletivo e Produtora Caboré Audiovisual. O roteirista, diretor, produtor audiovisual e idealizador do laboratório, André Santos, a atriz, roteirista e diretora, Priscilla Vilela e a roteirista, diretora, e diretora de fotografia, Vitória Real. O objetivo é que ao final do processo as/os participantes saiam com uma personagem desenvolvida e com uma proposta de argumento para um roteiro cinematográfico que traga o protagonismo LGBTQIAP+. Mais histórias LGBTQIAP+’s contadas por quem faz parte desse universo e que de fato tragam representatividade. Os/as três participantes que mais se destacarem ao longo dos encontros com o desenvolvimento da personagem e do argumento receberão...

02/04/2021|

IMATURO No início, era a insegurança, Fez-se o tempo uma respiração, Do medo terno, surgiu a esperança, Toda frase virou solidão. Quando algo parecer inofensivo, É aí que tudo acontece, Nada é como parece, É um nó progressivo… Acredite, grite, mova o pé, É verdade, fatalidade e fé. Não existe porto seguro, Ainda és imaturo. (Vinicius de Santana)

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