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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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Mês de maio terá 260 vagas para cursos gratuitos do Sesc RN

Redação

O Sesc RN oferecerá 260 vagas para as turmas dos cursos gratuitos de valorização social no mês de maio. Serão abertas 13 turmas, com temáticas voltadas ao período junino. Inscrições até esta sexta (17), nas Centrais de Relacionamento do Sesc ou pelo site sescrn.com.br. Os cursos ocorrerão nas unidades Sesc Cidade Alta, Zona Norte, Macaíba, Caicó, Mossoró, Nova Cruz e São Paulo do Potengi. As vagas disponíveis serão distribuídas nos cursos gratuitos de aromatizadores e sachês, amigurumi, decoração com balões, bolsas e acessórios com fuxico, bombons e trufas, customização de roupa junina, enfeites de cabeça para o São João, artigos religiosos com bijuterias, comidas típicas juninas, docinhos para festas, bordado, pães artesanais e salgados. Todas as turmas têm 20 horas e duram uma semana, a partir de 11, 18 e 25 de maio. O resultado das inscrições será divulgado no dia 24 de abril. Todos os cursos são regidos pelo edital de Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG), por isso o público-alvo são pessoas matriculadas ou egressas da Educação Básica e que possuem renda familiar per capita de até 2 salários-mínimos. Além disso, o projeto dá preferência a trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes. 

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Natal reverbera a obra de Sérgio Sampaio na 11ª Semana do Sampaio

Redação

Natal celebra a 11ª Semana do Sampaio, festival de artes integradas que reverencia e reverbera a obra do cantor e compositor capixaba Sérgio Sampaio. Idealizado e realizado por Yrahn Barreto e Jamilly Mendonça, o evento reúne música, poesia, artes visuais e formação em uma programação diversa que reafirma a força musical e a influência de Sérgio Sampaio na capital potiguar. Sérgio Sampaio esteve em Natal em duas ocasiões e deixou um legado de fãs e admiradores. Se estivesse entre nós, completaria 79 anos em 2026. A Semana do Sampaio, já consolidada no calendário cultural da cidade, promove encontros e diálogos que aproximam o público da obra do artista e de sua influência na música brasileira. Nesta edição, em 13 de abril, já foi realizada a Aula Show “Yrahn Barreto canta Sérgio Sampaio” para os alunos do IFRN Canguaretama, em duas sessões – manhã e tarde. A atividade foi conduzida por Yrahn Barreto, mestre em Música pela UFRN, cantor, compositor, instrumentista e professor de música e idealizador do projeto. Durante a apresentação, o artista interpretou músicas de Sérgio Sampaio e conduziu o público por um percurso histórico e artístico, contextualizando a obra do compositor no cenário sociopolítico brasileiro. A programação segue com destaque para a Exposição “Lugar de Quadro é na Exposição”, que acontece de 15 a 21 de abril de 2026 na Galeria de Artes do Bardallos, no centro histórico de Natal. Com curadoria de Jamilly Mendonça, a mostra reúne obras dos artistas visuais Carlos Sérgio Borges e Cadu Araújo, convidando o público a refletir e a vivenciar a exposição em diálogo com a obra musical de Sérgio Sampaio. A abertura contará com o tradicional Encontro de Sampaiófilos, reunindo nomes como Dr. Alex Galeno, Dr. Cadu Araújo, Me. Yrahn Barreto e convidados especiais em uma mesa de reflexão e celebração da obra do compositor. O encerramento da Semana do Sampaio acontece no dia 21 de abril, 19h, com o Sarau Poético “Lugar de Poesia é na Calçada”. A noite se encerra no Bardallos com o show “Yrahn Barreto canta Sérgio Sampaio”, em que o cantor e compositor potiguar apresenta um repertório especial com destaque para as músicas do álbum “Cruel”, que completa 20 anos de lançamento e é o tema desta edição da Semana do Sampaio. Serviço: 11ª edição da Semana do Sampaio – Cruel 20 anos / Festival de artes integradas 15/04 | Abertura da Exposição Lugar de Poesia...

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Escritora potiguar Iara Maria Carvalho reflete sobre violência contra mulher em seu quarto livro

Redação

Em um mundo que discute cada vez mais os avanços dos direitos das mulheres, ao passo em que taxas de violência e ocorrências contra o universo feminino seguem em disparada, a escritora e poeta potiguar Iara Maria Carvalho joga nas estantes da literatura norte-rio-grandense mais um presente em sua trajetória de duas décadas na poesia. Sua nova produção, intitulada “Na Boca do Forno”, trata da mulher em contextos de dominação masculina ao mesmo tempo em que também celebra a possibilidade dessa mulher ser ela mesma. Os lançamentos ocorrerão em duas oportunidades: no dia 10 de abril, em Currais Novos, e no dia 16, em Natal. Com 50 poemas autorais, “Na Boca do Forno” é o quarto livro de poemas da poetisa, que já foi vencedora do Concurso de Poesia Zila Mamede e 3° lugar no Prêmio Nacional de Poesia Helena Kolody, além de menções honrosas em outras premiações, como o Prêmio Luís Carlos Guimarães e o Prêmio Nacional de Contos Newton Sampaio. Segundo Iara Carvalho, sua mais nova produção é um misto de reflexões acerca de temas urgentes na sociedade, como a condição da mulher em um contexto de aumento da violência e de taxas alarmantes de feminicídio, enquanto se tenta, ainda numa velocidade insuficiente, criar e agregar políticas públicas e discussões sobre essas temáticas. Nesse sentido, Iara Carvalho descortina as pequenas violências cotidianas as quais a mulher vem sendo sistematicamente submetida ao longo dos séculos, mas sem idealizá-la numa condição de superioridade moral, passividade de vítima ou superação heroica. Ainda segundo Iara Carvalho, seu quarto livro também se revela inovador no tocante à linguagem apresentada, tanto para o leitor, quanto para ela própria. “Esse novo livro é inovador em vários aspectos para mim enquanto escritora. Ele se diferencia das minhas outras obras principalmente no caráter nitidamente engajado, uma vez que trato do tema da violência estrutural contra as mulheres de modo singular e sistemático. Minha abordagem poética revela a atitude de uma mulher inconformada com as opressões sociais que tentam obrigá-la a reagir às violências operadas pelo patriarcado, com docilidade e subserviência”, comenta Iara Carvalho. Além disso, “Na Boca do Forno” chega num momento delicado da sociedade brasileira e mundial, em que casos de misoginia e temas correlatos têm ganhado novos contornos com casos de intensa violência contra mulheres de todos os predicados, sem distinção. “Através de uma linguagem inventiva e contemporânea, entendo que meu novo livro não se...

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Governo do RN instala Memorial Titina Medeiros na Casa de Cultura Popular de Acari

Redação

Exposição permanente concebida por João Marcelino, que acompanhou a carreira da atriz desde os anos 90, será inaugurada nesta sexta-feira (17).  O Rio Grande do Norte ganha um novo espaço dedicado à memória de uma de suas artistas mais marcantes. O Memorial Titina Medeiros – Território de Encantamentos será inaugurado em Acari (RN) nesta sexta-feira (17), a partir das 19h, e reúne objetos, figurinos, fotografias, vestígios, e todo o imaginário de uma trajetória que atravessou o teatro, a televisão, o cinema e a vida com intensidade rara. O Memorial ocupa uma sala exclusiva na Casa de Cultura Popular Palácio Titina Medeiros, localizada na Rua da Matriz, 210.  O Memorial Titina Medeiros é uma iniciativa que surge como resposta imediata do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Fundação José Augusto (FJA), à preservação da memória da atriz potiguar, que partiu precocemente em 11 de janeiro de 2026, deixando um legado imensurável. “Consideramos coerente reunir todo esse legado material no prédio da escola onde ela estudou, que tem um palco onde ela moldou seus primeiros passos na arte. Além disso, Titina estava presente no dia em que a governadora Fátima Bezerra anunciou que aquele local tão especial para sua trajetória seria o templo da cultura em Acari, cidade que representa seu berço de vida e de morte”, destaca o diretor da Fundação José Augusto, Gilson Matias.  A partir desse gesto, inicia-se um movimento contínuo de construção de memória, como quem assenta a primeira pedra de um espaço que seguirá sendo erguido no tempo. Instalado na Casa de Cultura Popular, agora denominada Palácio Titina Medeiros, a exposição leva assinatura de João Marcelino, experiente e talentoso cenógrafo e diretor teatral, recentemente reconhecido pela Funarte como mestre das artes cênicas do Brasil. O Memorial traduz a trajetória de Izabel Cristina, como Marcelino sempre chamou a atriz, que caminhou com ele a partir do espetáculo O Príncipe do Barro Branco, no início de sua trajetória profissional, em 1992.  A nova denominação da Casa de Cultura Popular e a instalação do Memorial no Palácio Titina Medeiros são resultados da sensibilidade da governadora Fátima Bezerra, que assinou o decreto no dia do sepultamento da atriz (12/01), mudando o nome da Casa para Palácio Titina Medeiros. Na inauguração, em outubro de 2025, o equipamento levava o nome do político Tomaz de Araújo, patrono do prédio que agora integra a rede...

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Tom-Petty-Full-Moon-Fever

30/05/2021|

Tom Petty foi um dos maiores rockers americanos das últimas décadas. Unindo uma pegada Stones com uma sonoridade beatle, ele foi um perfeccionista nato e autor de um impressionante compêndio de belas canções em mais de quarenta anos de carreira. Suas bandas Mudcrutch, The Heartbreakers e o supergrupo Traveling Wilburys marcaram o abrangente universo da “Americana Music”. Neste belo disco solo de 1989, sua voz anasalada de padrão dylanesco emoldura melodias de influência sixties, num sabor nostálgico de Folk e Country Rock. Produzido por Jeff Lynne da Electric Light Orchestra (ELO) e pelo guitarrista Mike Campbell, o álbum é repleto de lindas canções e de violões e guitarras cristalinas. A balada “Free Falling” é o cartão de visitas do disco. Esta música se tornaria um dos maiores êxitos da longa carreira do músico. A releitura inspirada de “I Feel A Whole Lot Better” do The Byrds, confundiu até Roger McGuinn, o mago das doze cordas do The Byrds. Outros destaques são a etérea “A Face In The Crowd”, o Rockão estradeiro de “Running Down A Dream”, a maliciosa e humorística “Yer So Bad” e o folk triste de “All Right For Now”. O eterno Beatle George Harrison empresta seus vocais...

anchella monte

28/05/2021|

O ‘Mulheres Lendo Mulheres’ realiza mais uma edição neste sábado (29) às 15h no canal do youtube do Mulherio das Letras Zila Mamede. Os livros discutidos serão ‘Carta à Rainha Louca’ e ‘Haicais Imperfeitos’, das autoras Maria Valéria Rezende e Anchella Monte, em papo mediado pela professora e poeta Carla Alves. Participam ainda desta edição Bia Crispim, Dalila Telles Veras, Kalina Paiva, Robélia Fernandes e Thaysa Fernandes O Mulheres Lendo Mulheres regional de Natal é um coletivo feminista literário oriundo do Mulherio das Letras; um movimento de mulheres que atuam na cadeia produtiva do livro e em demais linguagens artísticas que trabalham com a arte da palavra. O objetivo é criar espaços de visibilidade para essas mulheres, através de uma rede de apoio, com ações colaborativas, que existe desde 2017. Nesse contexto, o ‘Mulheres Lendo Mulheres’ é uma das muitas atividades desenvolvidas pelo Mulherio Zila, para esse fim. É o primeiro clube de leitura exclusivo do Mulherio das Letras e seus encontros ocorrem todo último sábado do mês para discussão de duas obras literárias escritas por mulheres. Esta realização conta com o apoio da Livraria Cooperativa Cultural UFRN, através do projeto de extensão ‘Rede de Leitores’, e da ADURN –...

Gabrielle Dal Molin

28/05/2021|

“Carnaval no Abismo” é o segundo livro de poemas de Gabrielle Dal Molin. É um mergulho nas simbologias do cotidiano, resgatando, a partir de imagens extremamente elaboradas, o cheiro da terra molhada, a cor das folhas da árvore infante, a força e a magia de uma linhagem matriarcal que dita o tom com o qual a paisagem será vicejante. São poemas escritos para desintegrar o asfalto, o concreto, e para situar o abismo também como lugar de encontro. O livro sai pela editora Munganga Edições e possui 72 páginas. A arte da capa é assinada por Laíza Ferreira e orelha da professora doutora em sociologia Vera Ceccarello. O valor do livro é R$ 20 (com frete por impresso módico incluso). Disponível para envios. E quem mora em Natal, encontra no @Seburubu. Gabrielle Dal Molin Nasceu em 1987, em São Paulo. Viveu no interior deste estado até se mudar para o Rio Grande do Norte. É professora de História, mestre em Antropologia e doula. Seu primeiro livro de poesia, Seiva (Ed. Multifoco) foi publicado em 2017. Esta obra foi contemplada pela Lei Aldir Blanc/RN, através da Fundação José Augusto, do Governo do RN, da Secretaria Especial da Cultura, do Ministério do...

mulheres-cordelistas

28/05/2021|

Pouca gente ficou sabendo, mas a Associação Cultural Casa do Cordel, sediada em Natal, foi reconhecida como de Utilidade Pública pela Lei nº 10.974, sancionada pela governadora Fátima Bezerra em 27 de maio de 2021. E outra notícia ótima relacionada ao tema é a abertura de inscrições para o livro ‘Dicionário de Mulheres Cordelistas Contemporâneas do RN’. O projeto do livro objetiva registrar as biografias (com foto) das cordelistas potiguares, que será publicado com o Selo da Coleção Mossoroense. A Comissão Organizadora da obra é composta por Leidson Felix (Capitão Jack), Geralda Efigênia e Kydelmir Dantas. E para saber mais do processo, basta clicar AQUI para ter acesso ao regulamento e o link de inscrição. —- Imagem ilustrativa: Mulheres – Klévisson Viana

Redinha Velha: Carnaval de tradições e alegrias (parte 12)

28/05/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. A farra carnavalesca é uma manifestação espontânea e cultural do povo.   No Brasil, desde o século 19 alternando ciclos (Velhos Carnavais, Carnaval de Clube, Blocos de Elite, Escolas de Samba, Troças, Papangus, Índios, Corços…) esses festejos são os mais animados do mundo. O Rio Grande do Norte tem uma tradição carnavalesca estabelecida em praias diversas, onde se constata essa evidência, carregando traços distintos; características diferenciadoras: papangus, pinturas, índios, clubes ou o chamado carnaval de rua. Embora o carnaval hoje se resuma a espetáculos para turistas, projetados em padrões culturais de uma elite, a Redinha ainda se mantém como foco de resistência aos trios elétricos que invadiram os carnavais de Natal a partir da década de 80. Os blocos d’As Rapariga, do...

ainda

28/05/2021|

Poemeto da Burakera #15 sonhos quebrando além de mim mesmo arrastando torrentes de saudades buscando o voo de luas   caminho comigo e te ouço teus passos me seguem tua pele distante me queima e afaga   teus olhos de mistérios deslizam em mim e neles mergulho minhas todas saudades sonhos dias anseios flores esperas e tantos aindas…

constança-cia-pao-doce

27/05/2021|

Provocados pelo Núcleo de Artes Cênicas do Itaú Cultural (SP), artistas nordestinos criaram cenas de até 15 minutos baseadas em questões contemporâneas, estimulados pela temática “Encruzilhada Nordeste(s): (contra)narrativas poéticas”, que questiona as construções estereotipadas ou colonizadas das identidades nordestinas. Mas afinal, o que é o teatro nordestino? Quem instantaneamente pensa na figura do cangaceiro, nas peripécias de João Grilo, nas fitinhas coloridas, no figurino de chita com algodãozinho, na sanfona acompanhada da zabumba e triângulo, no cenário de cactos, no chão rachado, na seca e na fome, está tendo uma visão limitada sobre o Nordeste e/ou a cena teatral nordestina. No entanto é esta a imagem que permeia o senso comum da grande maioria dos brasileiros. Para que o Nordeste se constituísse numa unidade imagética e discursiva, foi necessário que antes inúmeras práticas e discursos “nordestinizantes” surgissem de maneira dispersa, para serem reunidos num momento subsequente: obras literárias, filmes, peças, artes visuais, etc. Diante disso, a arte tem mostrado que a pluralidade e a polifonia do Teatro no Nordeste transcende conceitos engessados, o que faz com que artistas se sintam livres para trabalharem fora de um contexto de homogeneidade. Constança Foi pensando nisso que a Cia. Pão Doce de Teatro...

Napoleao-Bonaparte-e-o-Brasil

27/05/2021|

Napoleão Bonaparte, figura humana pública das mais conhecidas em todo o mundo, nasceu a 15 de agosto de 1769, na ilha de Córsega, França, e faleceu a 05 de maio de 1821, na ilha britânica de Santa Helena. Passaram-se duzentos anos sem que a história tenha um preciso julgamento do legado que ele deixou. Logo após a Revolução Francesa, Napoleão Bonaparte, já egresso da Academia Militar da França, comandou o exército do seu país na retomada de Toulon que estava sob o poder dos britânicos. Em seguida, ascendeu ao posto de general de brigada, e obteve grandes êxitos em renhidas batalhas na Itália, mas sofreu forte derrota em guerras navais no Egito, ao enfrentar a esquadra inglesa sob o comando de Lord Nelson, em 1799. Ao voltar do Egito, participou de um golpe de estado, ao lado de outros conspiradores, dos quais Napoleão tornou-se o primeiro Cônsul do regime que veio a se chamar Consulado. Esse governo militar permaneceu até dezembro de 1804. Por incrível que pareça, instalou-se logo depois da Revolução Francesa, que defendeu os ideais de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade, e que rejeitou o absolutismo monárquico no mundo. No período, entre várias reformas sociais e liberais,...

jovens solistas

27/05/2021|

Uma semana com programação diversa para a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte – OSRN. Entre live, homenagem, webnário e lançamento de concurso, a orquestra vem se reinventando em meio a pandemia, mantendo a arte e entregando conteúdo ao público através do projeto Movimento Sinfônico. Para este sábado, 29, no Programa Formação acontece o webnário “A história da Orquestra Sinfônica do RN”, com a palestra do violista, Miguel Kolodiuk, às 17h, ao vivo pelo YouTube. Para mergulhar nos aspectos históricos do tema proposto, o seminário virtual, mediado por Tatiane Fernandes, tem as participações especiais de Linus Lerner, Olga Aranha, Ticiano D’Amore, André Muniz, Luís Antônio Paiva, Sônia Santos e Paulo Albino. Concurso Jovens Solistas Aldo Parisot Já o Concurso Jovens Solistas Aldo Parisot, promovido pela OSRN, está com inscrições abertas através do site www.osrn.com.br até o dia 20 de junho. Com o intuito de estimular o estudo e aprimorar a formação musical de diversos instrumentistas brasileiros, visando oportunizar, encontrar e destacar jovens solistas nascidos no Rio Grande do Norte, o concurso acontece em duas etapas: Etapa Estadual (RN) e Etapa Nacional. Realizado integralmente de forma remota, a etapa seletiva conta com especialistas e votação popular nas etapas finais e...

Rita Benneditto

27/05/2021|

O projeto “Diálogos Culturais” da Fundação José Augusto (FJA) apresenta nesta quinta-feira (27) às 11h pelo perfil @culturarn no Instagram uma live que terá a presença da cantora maranhense Rita Benneditto, artista reconhecida nacionalmente, e do cantor e babalorixá potiguar Cláudio Oliveira com apresentação dos coordenadores da lei Aldir Blanc RN Ronaldo Costa e Adler Barros. A conversa terá como tema a importância da Lei Aldir Blanc no trabalho musical brasileiro além de abordar questões sobre a identidade e diversidade cultural no universo das produções artísticas. Cláudio Oliveira Cláudio Oliveira foi um dos contemplados na Lei Aldir Blanc RN no edital Fomento à Cultura, através do festival “Musicalizando Coco Jurema e Afoxé”. Através dessa ação o potiguar convidou Rita Benneditto a participar presencialmente da gravação para o projeto que se inicia nesta quinta. Vocalista da banda Nêgo Zambi e intérprete da escola de samba Batuque Ancestral, Cláudio é babalorixá do grupo Ilê Axé Olurum Malé. Rita Benneditto Rita nasceu em São Benedito do Rio Preto, Maranhão. A origem pautou a escolha do novo nome artístico. Projetada como Rita Ribeiro, a artista decidiu adotar em 2012 o nome de Rita Benneditto para homenagear sua cidade natal e seu pai, Fausto Benedito...

ivanildo e the funtus

26/05/2021|

Os Festivais da Canção, realizados no eixo Rio-São Paulo especialmente entre 1965 e 1972, em pleno período do Regime Militar e transmitidos pela TV via vídeo tapes para diversas regiões do Brasil, mostraram uma participação maciça do público que torcia apaixonadamente por suas canções favoritas. Esses festivais devido à grande popularidade e aos brilhantes compositores e intérpretes que surgiam na época influenciaram que aqui em Natal também fossem organizados eventos no mesmo estilo e igualmente com enorme presença e participação do público. Os nossos festivais eram realizados no Palácio dos Esportes, no Ginásio do SESC, no Teatro Alberto Maranhão e até no Forte dos Reis Magos. Por aqui, havia forte participação de jovens poetas, alguns deles atrelados às nossas primeiras bandas de rock que representavam a opção de mudança no tradicionalismo da MPB, com guitarras e influência tropicalista. É nesse contexto de efervescência cultural, mesmo com a censura tentando limitar as coisas, que vamos destacar uma das figuras de maior relevância no cenário vanguardista da nossa capital… Imagine-se numa roda de amigos, um papo agradável que vara a madrugada e transcende gerações. Dela fazem parte um poeta, um professor, um cantor, um menino, um médico, um compositor, um avô, um...

o apanhador

26/05/2021|

Olá culturalistas de plantão, o texto de hoje é para quem gosta de textos interseccionais: cerveja, literatura e música! Será uma viagem abrangente, que vai misturar uma cerveja, um livro e até mesmo um fato pesaroso sobre um dos maiores músicos de todos os tempos: John Lennon. Sendo beatlemaníaco ou não, se você gosta de cultura, o texto de hoje foi feito para você. Vamos falar de uma cerveja extremamente complexa, aromática e diferente, pertencente a um estilo não muito explorado no mercado nacional, a Rye IPA, ou uma IPA com centeio. A escolhida é a cerveja O Apanhador, da cervejaria gaúcha 4 Árvores. O nome da cerveja é uma clara alusão a um dos clássicos da literatura americana nomeado “O Apanhador no Campo de Centeio”, ou, no original The Catcher in the Rye, de J. D. Salinger. A conexão entre o nome da cerveja e do livro em questão é patente. Ademais, os dois fatos se conectam diretamente com um dos momentos mais tristes da história da música, o assassinato de John Lennon, o líder (fato contestável) dos Beatles, um dos maiores, se não, o maior grupo musical de todos os tempos (fato inconteste). O livro em apreço se...

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Blog do Sérgio Vilar

Das infâncias de Carito e Paul McCartney

Com certeza o Macca soube do lançamento de Carito, “O tênis da foto da capa e outras histórias”, agendado para esta quinta no Seburubu, repleto de reminiscências de sua infância, e resolveu lançar um novo disco, mesmo aos 83 aninhos,

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