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A evolução no tratamento da depressão

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Tem tributo a Belchior com Silvero Pereira nesta sexta

10/10/2022|

A comemoração anual de aniversário de Belchior, patrono do Belch Bar, está confirmada para esta sexta (14), a partir das 18h, na área externa do Effó Restaurante, localizado na Av. Amintas Barros, 3036, Lagoa Nova. A programação promete emocionar com a presença do ator e intérprete Silvero Pereira, que fará um panorama emocionante de algumas das músicas que ele mais se identifica na obra de um dos maiores cantores e compositores do Brasil. O show de abertura será com Laryssa Costa In Trio cantando versões de Belchior e o encerramento com discotecagem de Carlota Nogueira com o melhor da MPB. A realização é da empresária Ariane Cavalcanti, proprietária do Belch Bar. O artista Silvero Pereira, atualmente vive o personagem Zaquieu na novela Pantanal, é um grande fã da obra de Belchior. No show não faltarão “Na Hora do Almoço”, Pequeno mapa do tempo”, “Passeio”, “De Primeira Grandeza”, “A Palo Seco”, além de sucessos como “Sujeito de Sorte” e “Como o Diabo Gosta”, do emblemático disco “Alucinação”, músicas que o ator já canta no documentário “Belchior – Apenas um Coração Selvagem”, onde além de cantar, também declama canções com toda sua experiência de palco. Na programação vai ter feirinha criativa temática...

faces do reduto

10/10/2022|

A Galeria Sol da Meia Noite – importante espaço de arte de São Miguel do Gostoso, destinada à comunidade local e a turistas que visitam a cidade –  receberá a exposição fotográfica Faces do Reduto, uma narrativa visual produzida pelo olhar sensível de Mônica Mac Dowell. A inauguração será no dia 15 de outubro, às 19h. A exposição na Galeria Sol da Meia Noite é, além de tudo, simbólica, por trazer a mostra ao seu lugar de origem, dando a oportunidade para que a comunidade retratada nas obras possa visitar a exposição. O ensaio é composto pela seleção de múltiplas fotografias capturadas por Mônica, na ocasião das filmagens do seu premiado curta-metragem Rosa de Aroeira, que retrata as histórias de algumas mulheres criativas residentes na Comunidade do Reduto, em São Miguel do Gostoso. O acervo conta com fotografias impressas em tela, emolduradas em madeira e decoradas por cetins policromos, que abraçam delicadamente as fotografias e os desenhos tramados em linho branco, pelas mãos artesãs das labirinteiras. O ponto de vista das fotografias transcreve de forma inspiradora o dia a dia destas mulheres litorâneas e a paisagem agreste que as rodeia. As labirinteiras tecem e costuram as suas histórias, depositando na criação dos seus artesanatos um pouco do...

Curta Caicó anuncia os filmes vencedores de sua 5ª edição

10/10/2022|

Foram anunciados os vencedores da 5ª edição do Curta Caicó, que aconteceu em formato híbrido, com atividades online e presenciais. Realizado no interior do Rio Grande do Norte, o festival vem se consolidando como uma importante vitrine de exibição e fomento ao cinema nacional. A cerimônia de premiação do Curta Caicó 2022, foi realizada no Cineland, sala de cinema local. Além dos vencedores das mostras competitivas e paralelas o festival entregou honrarias especiais como: Prêmio da Crítica concedido pela ACCIRN – Associação de Críticos de Cinema do RN; Prêmio Tarrafa de Distribuição, para os vencedores da Mostra Nacional e Potiguar; Prêmio Místika no valor de R$ 5 mil em serviços para o vencedor da Mostra Potiguar; além do Júri Popular. O júri das mostras foi composto da seguinte forma: Nacional –  Barbara Cariry, Filippo Pitanga e Hermila Guedes; Nordeste – Clarissa Kuschnir, Marco Antonio Pereira e Vitor Búrigo; Seridó – Beatriz Vaccari, Jaime Guimarães e Ramon Batista; e Potiguar – Diego Benevides, Kennel Rogis e Larissa Brujin. Anualmente, o Curta Caicó concede o Prêmio Referência de Contribuição Artística a personalidades ou movimentos que contribuem para o desenvolvimento do cinema regional e nacional. Nesta edição, os homenageados são: Fernando Mineiro, pelo...

Tem espetáculos ao público infantil a semana toda e de graça

09/10/2022|

De 09 a 17 de outubro será realizado, no Teatro Alberto Maranhão, a 5ª edição do Festival de Teatro Infantil de Natal (FESTIN) com espetáculos regionais e nacionais de teatro, circo e música no formato presencial. Entre os grandes espetáculos estão: Os Saltimbancos (PE), Bolofofos Show Oficial (SP), A Feliz Cidade de Bisteca e Bochechinha (RN), Dani e Os Pequeninos Show (RN) e Estação dos Contos (RN). Os ingressos já estão à venda a preços populares online no OutGo ou físico na Livraria Nobel do Praia Shopping e Criamigos do Natal Shopping. Na Mostra de Teatro gratuita estão os espetáculos potiguares: Sal Menino Mar, O Casamento da Dona Baratinha, Menino Pássaro, A Coisa do Humano e Para Onde Voam os Pássaros. Parte dos ingressos serão para atender a Rede Municipal de Ensino e o restante serão sempre distribuídos uma hora antes de cada espetáculo. Fechando a programação do festival para os educadores, arte-educadores, artistas e público em geral será promovido o 1º Seminário Arte, Cultura e Educação, onde será abordado o papel da arte e cultura na formação educacional das crianças e adolescentes e os impactos da pandemia da Covid19 no setor. 5° FESTIN tem o patrocínio da Prefeitura do...

Estrelas Especiais

09/10/2022|

Cerca de 300 pessoas entre crianças e adultos sobem ao palco na próxima segunda-feira (10) para a estreia do espetáculo “Estrelas Especiais: O Circo Chegou”, mais uma etapa inserida no projeto “Arte que Inclui”. A ação deu acesso ao longo de 2022 a conteúdos formativos na área de economia criativa e arte à população com deficiência (PcD) e pessoas vulneráveis de Mossoró. Serão duas apresentações no Teatro Lauro Monte Filho, a primeira às 9h e a segunda às 15h. A entrada é gratuita, os ingressos devem ser retirados 30 minutos antes da apresentação na bilheteria do Teatro. Participam alunos da APAE, ADEFIM e das escolas estaduais Eliseu Viana, Francisco Antonio de Medeiros, João Paulo II e  Maria Estella Pinheiro. Realizado pela Sociedade Amigos da Pinacoteca, o espetáculo tem texto de Diógenes da Cunha Lima, com adaptação de Iaperi Araújo. A direção fica por conta dos mossoroenses Liana e Adriano Duarte. O projeto é viabilizado através da Emenda Parlamentar do Deputado Federal Beto Rosado, do Governo Federal, Ministério do Turismo, Secretaria Especial de Cultura. A montagem teatral é o resultado do trabalho de inserção de PCDs e jovens em situação vulnerável a capacitação profissional e educativa por meio de oficinas de...

Exu matou um pássaro ontem

09/10/2022|

O antigo ditado iorubá que diz “Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje” já circula há muito tempo entre nós, mas é verdade que seu uso pelo rapper Emicida fez com que se tornasse ainda mais popular, chegando a muitas pessoas que não tinham acesso a ele. É o que hoje convencionamos chamar de “furar a bolha”. A beleza dessa assertiva reside, entre outras coisas, em suas múltiplas possibilidades de entendimento e hoje trago uma leitura dela que muito me agrada: a de que as batalhas de hoje já começaram há muito tempo e que Exu está em cada uma dessas lutas desde muito antes até muito depois. O combate de agora não é de agora que se luta. O motivo para lembrar aqui este ditado iorubá é que temos visto um palco sangrento de lutas em que as eleições para presidente são o combate principal deste momento. Muito se fala em polarização, esquerda e direita, bem e mal, democracia e ditadura, liberdade e autoritarismo e outras tantas antíteses que andam movimentando o cenário de discussões nacionais. No entanto, é preciso dizer que essas lutas são travadas diariamente desde muito, muito tempo e, por isso,...

Livro será lançado em reserva indígena neste sábado

09/10/2022|

Neste sábado (15), às 15h, no Sítio Arqueológico Gamboa do Jaguaribe, a escritora Eva Potiguara estará lançando a obra Aby Ayala Membyra Nenhe’gara, produzido pela UkA Editorial de São Paulo com prefácio de Eliane Potiguara e posfácio de Daniel Munduruku. O espaço é uma reserva indígena, localizada na Zona Norte de Natal. E a programação contará com a exibição do documentário “Não sou pardo, sou indígena”, de Ailton Krenak, uma roda de conversa, muito toré com indígenas convidados e comidas indígenas para degustação. O evento é apoiado pelo Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy (IFESP), pelo Mulherio das Letras Nísia Floresta, pelo Movimenta Mulheres RN, pela Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares (ALAMP), pela Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte (SPVA/RN) e pela União Brasileira dos Escritores (UBE/RN). EVENTO Lançamento do Livro Aby Ayala Membyra Nenhe’gara, de Eva Potiguara. ONDE: Sítio Histórico e Arqueológico Gamboa do Jaguaribe. Rua Portinho, S/N – Redinha, Natal – RN. QUANDO: 15 de outubro, às 15h.

Podcast entrevista representantes de batalhas de rimas e slams de Natal

07/10/2022|

O Passa a Visão Podcast nasce a partir da pesquisa realizada para o trabalho de conclusão de curso da estudante de produção cultural Jane Gomes, com a perspectiva de registrar e difundir a produção da poesia marginal desenvolvida por artistas da periferia de Natal, implementando um registro público e de acesso facilitado (via spotify e youtube) para ouvintes e videntes de todas as idades e gêneros. O podcast é apresentado também pela produtora cultural e poeta Jane Gomes, e teve o seu primeiro episódio lançado dia 05 de abril, já acumulando um número de mais de 1.500 players no youtube, spotify e instagram. Na primeira temporada, foi discutido em cinco episódios a produção cultural periférica com foco na poesia marginal produzida no bairro de Mãe Luíza. Durante esse percurso foram entrevistados artistas, rappers e poetas marginais de gerações diferentes que articulam a nova cena poética na comunidade e fora dela e utilizam de novas ferramentas tecnológicas para expandir o seu público. Na segunda temporada, foram entrevistados representantes de algumas das principais batalhas de rimas e slam da região metropolitana potiguar, buscando apresentar ao grande público ouvinte e vidente um panorama dessas produções, trazendo visibilidade e debatendo questões pertinentes à diversidade...

Workshop On-line “Teatro do Real” abre inscrições gratuitas em Natal

07/10/2022|

Próxima quinta (13), das 19h às 21h, o dramaturgo Henrique Fontes ministra o Workshop On-line “Teatro do Real – Criando uma peça teatral na prática” e as inscrições estão abertas em www.sympla.com/casadaribeira Henrique Fontes abordará os princípios dramatúrgicos que guiam a sua escrita teatral entre fatos reais, historiografia e ficção. Durante o workshop, os participantes farão exercícios práticos de escrita teatral a partir das suas realidades. Henrique Fontes Dramaturgo, diretor e ator, Henrique Fontes é natural de Manaus e radicado em Natal, onde vem construindo sua carreira desde 1989. Formado em Comunicação Social, com mestrado em Ciências Sociais, ambos pela UFRN, Henrique Fontes atuou em mais de 25 montagens teatrais, com passagem pelo Grupo Clowns de Shakespeare (8 anos); Grupo Carmin (desde 2007 até os dias atuais); Grupo Casa da Ribeira (desde 2008 até os dias atuais); Coletivo Atores à Deriva (8 anos), entre outros. Como dramaturgo tem 25 textos escritos e encenados, entre eles “Jacy“ e “A Invenção do Nordeste”, do seu atual grupo Carmin (ambos em parceria com Pablo Capistrano). Como diretor tem 15 trabalhos estreados, entre eles: “Pobres de Marré” (2021/2007); “Tempo Real Time” (2018); “Por Que Paris?” (2015); “Lamatown” (2014); “Os Perigos de Vitória” (2014); “Jacy”...

Confira a lista de indicados ao Troféu Cultura 2022

07/10/2022|

O Troféu Cultura 2022 já tem data, local e indicados à premiação definidos. A festa da cultura potiguar será realizada, mais uma vez, no suntuoso palco do Teatro Riachuelo no próximo dia 5 de dezembro, a partir das 19h. O acesso é gratuito e as atrações estão sendo montadas. A atriz Tony Silva e o cantor e compositor Sueldo Soaress são presenças confirmadas. Os indicados estão listados aqui neste blog. Para conferir e votar no seu favorito, basta clicar AQUI. Este ano a produção decidiu por mudanças nas categorias para tornar mais dinâmica a cerimônia. Assim, as 13 categorias dos anos anteriores passaram a ser nove, englobando, em única categoria ator e atriz; cantor, cantora e banda; e espetáculo de dança e de teatro. Dessa forma, as categorias desta 17ª edição do evento ficaram assim: Artes Visuais, Audiovisual, Literatura, Produção Cultural, Melhor Show, Melhor Cantor/Cantora, Melhor Ator/Atriz. Melhor Espetáculo Cênico e, para fechar, Artista do Ano. Os vencedores serão agraciados com o Troféu Cultura, elaborado pelo artista visual Fábio DiOjuara. Mais uma vez o sistema de votação fica instalado neste blog. A votação começa nesta sexta-feira (7) e segue até as 23h59 do dia 1 de dezembro. Cada votante só...

Mais de 50 jovens seridoenses realizam intercâmbio cultural para montar exposição

06/10/2022|

No interior do Rio Grande do Norte, na cidade seridoense de Equador, está sendo realizado um movimento cultural peculiar. Trata-se do “Projeto criando cultura, doando educação patrimonial”. São mais de 50 jovens de diferentes escolas públicas e do Núcleo da Cidadania em intercâmbio cultural. Todos visitaram um museu no estado vizinho e estão indo às comunidades rurais conhecendo capelas históricas e ruínas de construções antigas, conversando com moradores, líderes comunitários e idosos e captando objetos de valor histórico com os quais farão uma exposição gratuita para apresentação à comunidade. Esse projeto, iniciado no mês de julho e com atividade até novembro deste ano, está sendo realizado pela 3 J Treinamentos e ministrado pelo idealizador da iniciativa, o professor João Batista, com patrocínio do edital de Economia Criativa do SEBRAE. Segundo João Batista, um dos fatos que mais chamou atenção dos jovens participantes do projeto foram os documentos doados com mais de um século de existência. “Quem diria que a geração das redes sociais se interessaria por fatos históricos? Além disso ainda estão disseminando valores de prevenção e preservação da nossa cultura”, comemora João Batista.

monarquias

06/10/2022|

Em crônica recente na Folha de S. Paulo, o escritor Marcelo Coelho se refere ao rei Farouk 1º, do Egito, deposto em 1952, que dizia: “No futuro, só existirão cinco reis, os quatro do baralho e a rainha da Inglaterra.”  Passadas cerca de sete décadas, a previsão do rei Farouk não se confirmou, pois, somente na Europa, ainda existem nove monarquias. Na Espanha atual, a monarquia retornou em 1975, criada num impulso do ditador Francisco Franco, que nomeou para a função o monarca Juan Carlos. Principalmente nos países mais representativos, como Reino Unido, Holanda, Suécia e Dinamarca, as monarquias têm somente o papel de representação, sem qualquer poder político. Não é à toa que a expressão “rainha da Inglaterra” é sinônimo de algo simbólico, alegórico. As monarquias, no geral, despertam simpatia e curiosidade nas pessoas, ao redor do mundo e ao longo do tempo.  No entanto, nenhuma se iguala à monarquia do Reino Unido, que é líder de um grupo de 56 países soberanos, chamado de Commonwealth, dos quais 15 são reinados. Desde o dia 8 de setembro de 2022, com a morte da Rainha Elizabeth II, assumiu o Trono do Reino Unido o Rei Charles III, filho da charmosa...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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