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Alex Nascimento

Alex Nascimento está de volta

Aproveitando a ocasião em que a Editora Escribas está reeditando duas obras do escritor Alex Nascimento, publicamos hoje em nossa coluna uma síntese de um ensaio que fizemos sobre o

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Irmãos Quay

Afinando terremotos com os Irmãos Quay

Os Irmãos Quay fazem um cinema fantástico como poucos hoje em dia. Eles começaram a produzir curtas-metragens de animação em 1979, na Inglaterra, país que adotaram e onde montaram o

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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rodolfo amaral

31/10/2022|

Nesta terça (1), véspera de feriado, o Bardallos Comida e Arte recebe o cantor Rodolfo Amaral estreando seu novo show, a partir das 21h. O repertório, em maioria de músicas brasileiras, foi pensando para um reencontro do intérprete com o pop e o ecletismo que marcam suas apresentações. Autores como Rita Lee, Raul Seixas, Arnaldo Antunes, Moraes Moreira, Luiz Melodia, além de homenagem à cantora Elza Soares estarão compondo o roteiro do espetáculo. O show conta com o acompanhamento de grandes músicos potiguares, além da participação especial do cantor Rafael Guimarães em duetos que prometem alta sonoridade e expressão. Com direção e produção artística de Lula Belmont, o show traz o clima de misticismo e magia do Halloween, enaltecendo sua tradição através de um roteiro musical cheio de surpresas… Novo show de Rodolfo Amara Quando: Terça-feira/Véspera de feriado  01/11 Hora: 21h Onde:  Bardallos Comida e Arte Mesas e Senhas: (84) 9 8826-3889

Bem-vindo de volta, Presidente

31/10/2022|

– Para Eliza, meus filhos, minha mãe e minhas tias Hoje é 31 de outubro de 2022, primeiro dia após o encerramento das eleições presidenciais do Brasil. Ainda não é hora de analisar o cenário político que a frente ampla liderada pelo mais uma vez presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrará. Não é tempo de fazermos as contas do saldo político da governabilidade. Agora é hora de comemorar. Por isso me atenho a um rápido amontoamento de impressões sobre as eleições. Ainda é muito, muito cedo, mas a sensação de que alguma normalidade foi restabelecida já pode ser sentida. Esta foi a eleição mais difícil e disputada de toda a nossa história. Nunca se viu um uso tão desavergonhado e criminoso da máquina pública quanto nesta campanha. Do aparelhamento da Polícia Rodoviária Federal ao Orçamento Secreto, que é o nome gourmet para o maior escândalo de corrupção de nossa história política. A maior pilhagem de riquezas já testemunhada desde o descobrimento do Brasil pelos portugueses. Depois de frustradas todas as tentativas de golpe por parte de Bolsonaro ao longo dos últimos quatro anos, a democracia venceu. Bolsonaro foi derrotado nas urnas, mas ainda é preciso desmantelar o fascismo pintado...

Aiyra lança videoclipe de canção que celebra luta de movimentos sociais

31/10/2022|

A cantora Aiyra lançou o videoclipe da música ”Por onde a gente for” no seu canal no Youtube. A canção faz parte de seu mais recente álbum, intitulado Leve, que está disponível nas plataformas digitais desde Março de 2022. Filmado nas ruas do centro de Natal, com direção de Rita Machado e patrocínio do SEBRAE/RN, o clipe celebra e reúne a energia de luta dos movimentos sociais, em especial do MST, MLB, LEVANTE e de agentes culturais atuantes na capital potiguar, que participam das filmagens ao lado da artista. Percussionista com extensa atividade no cenário musical de Natal, nos últimos anos o público vem conhecendo novas dimensões do fazer musical de Aiyra, onde a composição e o canto tornaram-se protagonistas de sua expressão nos palcos da cidade. Com arranjo dançante e melodias marcantes, ”Por onde a gente for” é uma canção com forte componente político e senso de revolta, que em sua letra convida as pessoas a questionar e não naturalizar símbolos e atitudes de opressão. (5) AIYRA POR ONDE A GENTE FOR (CLIPE) – YouTube Ao comentar sobre o conceito em torno do videoclipe, a diretora Rita Machado sintetiza bem o universo que compõe cada cena filmada: ”Essa música...

Macaíba, um recorte cultural (parte final)

27/10/2022|

Na terceira parte desta curta série sobre Macaíba, em celebração dos seus 145 anos, vamos de poesia à culinária, com textos postados em 2006 na edição 18 da Revista Preá. Matérias de autoria deste editor. Contos e prantos do poeta Se as dores da alma machucam lembranças ou atormentam os dias, também podem ser compreendidas como experiência de interiorização profunda e fértil; um estado afetivo propício aos seres que tenham a intenção de entender e modificar o mundo e a si mesmo. O poeta João Batista Xavier de Sousa, 65 anos, é quase cego. Enxerga com 20% da capacidade em um dos olhos. Começou a perder a visão por causa de uma decepção. Isso aos 52 anos. Desde então começou a escrever compulsivamente. Tem quatro livros publicados, sendo três de poesia e um mais teórico, sobre educação. É que o poeta assumiu a secretaria de Educação de Macaíba em três gestões, e por décadas trabalhou junto às escolas ou na área pedagógica. João Batista nasceu mesmo foi em Natal. Mas, com meses de vida foi morar em um pequeno povoado às margens do Rio Jundiaí, hoje distrito de Macaíba. Já aos 5 anos migrou para Mangabeira, também distrito do município....

Macaíba, um recorte cultural (parte 2)

27/10/2022|

Seguimos com a segunda parte da homenagem aos 145 anos de fundação da cidade de Macaíba, com os textos publicados na 18ª edição da Revista Preá, em 2006, elaborados por este editor que vos escreve – um recorte interessante da cidade que pulsa cultura nos redores do centro comercial e foi berço de ilustres da intelectualidade potiguar. História de Macaíba passa pelo Ferreiro Torto O Solar de Ferreiro Torto é o prédio histórico que mais representa o município de Macaíba. Pelas histórias que contam imagina-se até que esteja situado nos confins da cidade. O primeiro grande massacre holandês no Estado, por exemplo, foi lá. E foi travado em um terreno pantanoso. Mas o Ferreiro Torto está no centro de Macaíba, quase que às margens das águas escuras do rio Jundiaí. Foi erguido em 1614, quando o Capitão Francisco Rodrigues Coelho recebeu algumas terras que dariam origem ao segundo engenho da então Capitania do Rio Grande, chamado Engenho Potengi. O sítio hoje tem seis hectares. Do velho engenho sobrou mesmo a Casa Grande, ainda assim reconstruída. Há a intenção de realizar estudos arqueológicos para tentar resgatar a antiga senzala e capela do antigo engenho, ou mesmo alguns utensílios, como a moenda,...

macaíba

27/10/2022|

Hoje a cidade de Macaíba celebra 145 anos de fundação. E para homenagear o município, o Papo Cultura posta os textos publicados na 18ª edição da Revista Preá, em 2006, elaborados por este editor que vos escreve – um recorte interessante da cidade que pulsa cultura nos redores do centro comercial e foi berço de ilustres da intelectualidade potiguar. Macaíba, Ponto de Cultura do RN A primeira impressão quando se visita Macaíba é a de uma cidade que mais parece um grande centro comercial. Nas principais ruas e avenidas do município pequenos comércios se espalham. É raro ver residências. As ruas são estreitas e parecem implorar por um plano diretor que dê suporte ao inchaço cada vez maior da cidade. Mas Macaíba é também um município com boa representação cultural. E ela mora em suas comunidades e distritos vizinhos. É lá onde encontramos a autêntica cultura popular da cidade, que a 18 km da capital, já respira o ar de um progresso desordenado. Mesmo estando estes atores culturais distantes e longes de formar um pólo cultural coeso e organizado, eles conseguem mostrar seu trabalho com algum incentivo municipal. Os prédios e monumentos históricos de Macaíba estão bem preservados. Tombados pelo...

9ª Mostra de Cinema de Gostoso anuncia selecionados

26/10/2022|

A Mostra de Cinema de Gostoso vai mais uma vez agitar São Miguel do Gostoso no litoral potiguar. Repleta de atividades e vivências, o evento conta com ampla participação da comunidade local e recebeu este ano um número recorde de filmes, totalizando 927 inscrições entre curtas e longas-metragens de todas as regiões do país. O evento é uma realização da Heco Produções e do CDHEC – Coletivo de Direitos Humanos, Ecologia, Cultura e Cidadania e da Guajirú Produções, direção geral e curadoria de Eugenio Puppo e Matheus Sundfeld. As sessões da Mostra Competitiva e Sessões Especiais da 9ª Mostra de Cinema de Gostoso serão realizadas na sala ao ar livre montada na praia do Maceió, trazendo a experiência única das exibições na praia. Com cadeiras espreguiçadeiras, tela de 12m x 6,5m, projeção com resolução 2K e som 7.1, a sala ao ar livre propicia uma experiência imersiva como a de uma sala de cinema de alta tecnologia. Os filmes da Mostra Competitiva concorrem ao Troféu Cascudo, em homenagem ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo, concedido pelo voto popular ao melhor curta e longa-metragem. Também será concedido o Troféu da Crítica, a partir da votação de jornalistas e críticos de...

Show do cantor José Augusto marca inauguração do Espaço Mariola em Pium

26/10/2022|

Show com o cantor José Augusto, no próximo dia 5 de novembro, vai marcar a inauguração do Espaço Mariola, na Grande Natal. A noite vai contar também com a participação dos artistas Vicente Nery e a banda Circuito Musical. O Mariola fica localizado em Pium/RN, no mesmo local do antigo e tradicional “Forró do Pote”, casa de forró que recebeu grandes artistas como Flávio José, Rita de Cássia, Cavalo de Pau, Mastruz com Leite, Dorgival Dantas entre outros. Ingressos AQUI. A casa de eventos Mariola nasceu com o propósito de oferecer entretenimento, shows de artistas renomados nacionalmente e também estará disponível para eventos privados e corporativos. A expectativa para o show de inauguração é reunir mais de 1.500 convidados, e promete uma experiência incrível, com serviços de excelência em todos os ambientes que o local oferece. O Espaço Mariola conta com superestrutura, com capacidade para 3 mil pessoas. Dispõe de cinco bares, praça de alimentação, banheiros bem equipados com acessibilidade, saídas de emergência, grande área coberta com palco, jardim, camarins, grande estacionamento e muito mais, que garantem o conforto e uma excelente experiência para os seus clientes. Sobre José Augusto Depois de alguns anos longe dos palcos de Natal, a...

E o descanso chegou para Romildo Soares

26/10/2022|

Romildo Soares nasceu em Alexandria para aprontar das suas em Natal. Artista underground, compositor dos melhores dessa terra escrota, cuja base terrestre é feita de duna, onde tudo afunda. Poeta, compositor e porraloca. É meio o retrato do artista potiguar: talentoso, polêmico e abandonado. Conhecido só no meio. Respeitado entre outros artistas que reconheciam a poesia nas suas letras. Aos 61 anos, foi encontrado morto, ontem (25), por volta das 21h, sentado em frente à loja C&A, no Centro Histórico de Natal, berço e cova do legado de Romildo. Segurava um pote de cuscuz. Seu corpo será velado na Pinacoteca, a partir das 13h. O sepultamento está agendado para o fim da tarde, no Cemitério do Alecrim. Quando iniciei minha trajetória no jornalismo cultural, o nome Romildo era o mais lembrado. Entrevistava artistas que sempre o citavam como parceiros em composições. Até que o encontrei em uma mesa de bar no Bar de Nazaré, em 2004. Ele me presenteou com um CD com suas músicas interpretadas por outros compositores. Tinha uma na voz de Diana Cravo que era linda, não lembro o nome. Pouco tempo depois vi um show seu, no Bardallos Comida e Arte. E resenhei toda a atmosfera...

coffee

26/10/2022|

Saudações, cervejeiros que gostam de um bom cafezinho! O texto de hoje é para vocês! Hoje vamos falar de um tema que me chamou atenção após o lançamento da série Coffee Rocks, da cervejaria Croma. Não tenho a intenção de fazer um review das cervejas do pack nem nada parecido, contudo, algo muito comentando nas redes sociais se tornou o principal tópico de debate hoje. Como o próprio nome da série mencionada já alude, tratam-se de cervejas que possuem como principal adjunto o café. É esse coadjuvante que será lançado ao estrelato no texto de hoje. A minha principal preocupação no texto é trazer a desmistificação sensorial comum que é feita entre o aroma e o sabor de torra com as notas trazidas pelo café. Para melhor destrinchar esses elementos é de grande valia se ter algum conhecimento adicional sobre cafés especiais (ou artesanais, como queiram ser chamados). No entanto, na ausência de tal conhecimento prévio, tentarei ser o mais didático possível, ao explanar um pouco mais sobre o tema. Afinal, confundir as notas sensoriais é algo que leva ao desentendimento, e o pior, conduz a críticas infundadas a uma cerveja ou a uma série cervejeira, como foi o caso...

Carlos Fialho é o entrevistado do Antologia Virtual do RN nesta quarta

25/10/2022|

A Antologia Virtual do RN é um projeto inovador, pensado para reunir em um site, de forma prática e criteriosa, uma seleção de obras onde o visitante poderá assistir a vídeos-resenhas apresentados pelo jornalista e escritor Vicente Serejo, conhecido pela sua vasta coleção particular de obras literárias potiguares. Nesta primeira etapa, serão produzidos 70 vídeos, com títulos de obras que se destacam pelo aspecto transformador no nosso cenário cultural e da nossa história. Todos os vídeos-resenhas serão traduzidos em LIBRAS. Para divulgação prévia do projeto, está sendo desenvolvida uma série de lives, na qual Serejo entrevista nomes que também se projetam na literatura do RN, em bate-papo descontraído, sendo um convidado por mês. Em outubro será a vez do escritor e editor Carlos Fialho, nesta quarta (26), a partir das 19h30 pelo Instagram @antologiavirtualrn. Fialho fez Jornalismo, Publicidade & Propaganda e cursou pós-graduação no Rio de Janeiro. Estudou nos Estados Unidos e na Espanha, trabalhou com Publicidade e Marketing Político a serviço de várias agências. Em 2004, fundou com amigos a Editora Jovens Escribas, que já publicou dezenas de livros desde então. Chegou a planejar o fim da editora – hoje apenas ‘Escribas’, mas parece que já está mudando de ideia. O projeto conta com...

Teotihuacan

25/10/2022|

Minha primeira impressão da Cidade do México nada tem a ver com a aparência urbana, mas, sim com a das pessoas que aqui vivem. É que estas, logo percebo pelos seus traços fisionômicos, descendem de índios, em grande maioria – com certeza, aqueles bravos índios que Hernán Cortés não conseguiu dizimar, totalmente, quando veio a essas terras, novembro de 1519, a mando de Sua Majestade Carlos V, de Espanha, para conquistá-las e integrá-las aos domínios do seu rei. É por isto, talvez, que não há, em toda a Cidade do México, nem um monumento a Cortés, mas Cuauhtémoc, o último imperador asteca, ali está, em bronze, magnífico, no meio do Paseo de la Reforma, principal avenida, por onde eu agora vou caminhando, enquanto imagino estas anotações. Teotihuacan Excursão a Teotihuacan, a cidade sagrada dos toltecas, milagrosamente preservada, a cerca de 50 kms da Cidade do México. No caminho, o guia, falante que só, vai entremeando anedotas picantes às informações de praxe. Com cara de Pedro Armendariz (quem se lembra do astro de tantos melodramas?), só lhe falta um sombrero, para compor a imagem do mexicano típico. Extrovertido, bem-humorado, soltando, de vez em quando, gargalhadas estrondosas, trata-nos como velhos amigos. As...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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