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Rui Lopes

O conto cinematográfico de Rui Lopes

Revelação do conto norte-rio-grandense, Rui Lopes estreou nas letras em 2021 com A noite veste lilás – 10 narrativas extremas, coletânea que obteve sucesso de crítica e de público. Antes,

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Estados Unidos: a pátria mundial do brega

“Por que você não vê o que está fazendo comigoQuando você não acredita em uma palavra que digo?Não podemos continuar juntos com mentes desconfiadas…”(Tradução literal de um trecho da música

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Filme potiguar Meu Amigo Satanás estreia no Festival do Rio

07/10/2025|

Dirigido por Aristeu Araújo e Carlos Segundo, “Meu Amigo Satanás” integra a seleção de uma das principais vitrines cinematográficas da América Latina O curta-metragem Meu Amigo Satanás, produzido pela produtora potiguar Casa da Praia Filmes em coprodução com Mariana Hardi e 3Luzes, foi selecionado para a Première Brasil de Curtas no Festival do Rio 2025, uma das mais prestigiadas vitrines do audiovisual brasileiro. A obra é uma adaptação do conto homônimo do escritor Pablo Capistrano e terá sua estreia mundial no evento que reúne os principais lançamentos do cinema contemporâneo. Confira os horários das sessões aqui. Filmado em Natal, Meu Amigo Satanás é dirigido pelo potiguar Aristeu Araújo, em co-direção com Carlos Segundo, e reforça a vitalidade da cena audiovisual potiguar. A produção reúne talentos locais, com destaque para as atuações de Quemuel Costa como o protagonista Jonas, Thasio Igor, Erhi Araújo e Theo Vaz, além da participação dos MCs Frizzy MC e Nanduzz. O filme conta a história de Jonas, que trabalha em uma rede de fast food. Ao lado de sua casa, o barulho de uma igreja evangélica perturba seu descanso. Certo dia, após sair do trabalho, ele encontra no lixo uma criatura. A obra é baseada num conto de Pablo Capistrano que integra o livro “Os Corvos Chegaram para Jantar”. À frente da direção está Aristeu Araújo, cineasta...

FliPipa 2025 lança programação e anuncia Paulo Betti, Mário Magalhães, Sidarta Ribeiro e Pedro Luís

07/10/2025|

O Festival Literário da Pipa (FliPipa) chega à nona edição mantendo a tradição de levar o melhor da literatura para a praia mais paradisíaca do litoral sul Potiguar. De 30 de outubro a 1º de novembro, a Praça do Pescador recebe debates, oficinas, palestras e ações educacionais e ambientais. O Flipipa 2025 vai abordar “Memória em Movimento”, passando pela presença do Romanceiro Ibérico em Tibau do Sul, visitando Biografias, Memórias, Ancestralidades e Literatura Indígena. A tradicional Tenda dos Autores receberá programação nos três turnos. Localizada na Praça do Pescador, a Tenda terá aulas espetáculos, mesas literárias e debates com programação gratuita durante todo o dia. O FliPipa mantém os espaços consagrados ao longo dos anos como as sessões de autógrafos, a Feira de Livros, os lançamentos na Cooperativa Cultural da UFRN, os Sebos, as Editoras e as ações do SESC. Para esta edição, Hotéis e Restaurantes da Pipa se somam ao projeto tornando-se Espaços Culturais com programação diária: Pipa Lagoa, Sun Bay, Bicho Preguiça, Calígula, Macoco Cozinha Artesanal e Athenas Creperia. NOMES ANUNCIADOS Na programação lançada nesta segunda-feira (6), na sede da Fundação Hélio Galvão, foram anunciados os nomes de reconhecimento nacional e internacional da edição: além do ator Paulo...

Rocas: um reduto de arte, cultura e cidadania

07/10/2025|

No mês de setembro, o bairro das Rocas aniversariou. Localizado na Zona Leste de Natal, as Rocas é um dos três bairros mais antigos da nossa cidade, tendo surgido depois da Cidade Alta e da Ribeira. Segundo Câmara Cascudo, o nome do bairro provém do Atol das Rocas. O crescimento das Rocas começou durante a Segunda Guerra Mundial e, com o tempo, o bairro se transformou em uma região rica em diversidade, inclusive em termos religiosos. Uma das suas primeiras igrejas foi a da Sagrada Família, construída em 1927. No ano de 1944 foi criado no bairro o Centro Espírita de Umbanda Redentor Aritã, por Mãe Inês, juntamente com o babalorixá João Cícero Herculano. Em 1962 o babalorixá José Clementino criou o terreiro umbandista Pai Joaquim de Angola. O bairro tornou-se uma referência na música, com a criação da primeira escola de samba, a Malandros do Samba, 1958, fundada por Aluízio Pereira, Toinho Costureiro, João Bem-Te-Vi e Manoel Farrapo. Seis anos depois, em 1966, o mestre Lucarino fundou a Balanço do Morro, da qual eu tive a honra de ser tema do samba-enredo em 2008. A celebração da data comemorativa ao aniversário do bairro foi instituída através de um decreto...

Abandono digital

07/10/2025|

O avanço da tecnologia e o uso precoce de telas por crianças e adolescentes têm despertado preocupações na área do Direito e da Saúde. Foi com esse olhar interdisciplinar que a médica pediatra e recém-formada em Direito pelo Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), Iracema Carvalho, e a professora Rosângela Mitchell, do curso de Direito, publicaram o artigo Abandono digital: danos neuropsicossociais e a responsabilização parental civil. O trabalho integra o livro Entre Genes, Hábitos e Cuidados: a Saúde no Século XXI, lançado pelo Instituto Medeiros de Educação Avançada (IMEA). O estudo propõe uma reflexão sobre o papel dos pais e responsáveis no acompanhamento da vida digital de crianças e adolescentes, destacando que a negligência nesse cuidado pode configurar o chamado “abandono digital”. A pesquisa analisa os impactos neuropsicossociais da exposição excessiva às telas e discute como o Direito brasileiro tem reconhecido a responsabilidade civil dos responsáveis diante de situações que comprometem o desenvolvimento saudável dos menores. Intersecção entre Direito e Medicina A parceria entre Iracema Carvalho e a professora Rosângela Mitchell ilustra a força da interdisciplinaridade acadêmica no UNI-RN. Com formação médica, Iracema uniu a experiência clínica ao olhar jurídico para compreender como a falta de mediação...

Outubro Rosa: UNI-RN e Grupo Reviver promovem mutirão de prevenção ao câncer

07/10/2025|

O Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN) vai sediar, no próximo dia 11 de outubro, uma grande mobilização voltada à saúde. A iniciativa faz parte da campanha Outubro Rosa e será realizada em parceria com o Grupo Reviver, conhecido por seu trabalho de prevenção e combate ao câncer de mama e de colo do útero. A programação terá início às 7h da manhã e promete oferecer serviços gratuitos à comunidade. Entre os atendimentos previstos estão consultas médicas nas áreas de ginecologia e mastologia; exames de ultrassonografia; realização de preventivo ginecológico; além de orientações com nutricionistas e acompanhamento psicológico. A estrutura contará com Unidade Móvel do Grupo Reviver, que leva assistência especializada a diferentes regiões do estado. A ação reforça a importância do diagnóstico precoce e da atenção integral à saúde feminina, pilares fundamentais para reduzir os índices de mortalidade por câncer. Para o UNI-RN, a parceria consolida o compromisso da instituição com a responsabilidade social e com a promoção da qualidade de vida.

regulamentação dos cassinos online no Brasil

06/10/2025|

O guia preparado pela Gambling, principal autoridade independente em jogos online no Brasil, permite que você aprenda a ler os termos e condições dos bônus de cassinos online no Brasil. Confira requisitos de aposta, restrições de jogos, validade do bônus, limite de aposta e licenciamento para evitar surpresas nos cassinos online legais do Brasil. Com a regulamentação dos cassinos online no Brasil através da Lei nº 14.790/2023, os jogadores brasileiros passaram a contar com mais segurança e transparência ao apostar em plataformas licenciadas. No entanto, mesmo em ambientes legais, é essencial entender os termos e condições dos bônus oferecidos para evitar frustrações e perdas inesperadas. Nesta matéria, a Gambling ensina cinco pontos fundamentais que você deve verificar antes de aceitar qualquer promoção em cassinos online no Brasil. 1. Requisitos de Apostas (Rollover) O requisito de aposta é, sem dúvida, o ponto mais importante a ser verificado. Ele determina quantas vezes o valor do bônus (ou dos ganhos obtidos com ele) deve ser apostado antes que você possa sacar o dinheiro. Por exemplo, se você recebe R$100 de bônus com um rollover de 30x, será necessário apostar R$3.000 antes de poder sacar qualquer valor. Além disso, alguns cassinos aplicam o rollover...

06/10/2025|

O Edital de Ocupação Artística 2026 do Banco do Nordeste será lançado no próximo dia 11. Poderão se inscrever MEI’s, produtores culturais, coletivos formalizados, ONGs e associações atuantes no setor cultural. E podem inscrever quantas propostas quiser, mas só serão aceitas até 2. Mais detalhes, clica AQUI. Ao todo serão R$ 6,2 milhões distribuídos. Inscrições a partir do dia 13 de outubro até 28 de novembro.

06/10/2025|

A obra “A lenda da Cobra Encantada”, da professora e escritora Rejane Souza tem mais um lançamento agendado. Será nesta quinta-feira (9) na sala B2 na Flicoop da UERN, às 10h30. Na ocasião, a autora falará sobre o livro, com mediação de Rosângela França. O livro é voltado ao público infantojuvenil e se ampara nos saberes populares e na rica cultura do município de Nísia Floresta.

Sobre a antologia Literatura do RN, ANRL, Elma Luzia Mousinho, dicas de leitura e mais

06/10/2025|

O livro “Literatura do Rio Grande do Norte”, antologia organizada pelas escritoras Constância Lima Duarte e Diva Maria Cunha Pereira de Macêdo (3a. ed. Natal: Sebo Vermelho Edições, 2025), foi lançado com sucesso. Em artigo no Jornal de fato e no blog Papo Cultura, o escritor Thiago Gonzaga analisou a obra, dizendo da sua importância e apontando vários equívocos e omissões nela contidos. Trabalho de fôlego, como “Literatura do Rio Grande do Norte”, corre o risco de ter falhas. Mas, é preciso saná-las para que não se repitam em outros estudos que hão de surgir sobre o tema. Devo registrar que Thiago Gonzaga, em seu artigo, manteve-se no plano das ideias, sem qualquer motivação pessoal. Sou testemunha da consideração que ele tem para com as autoras de “Literatura do Rio Grande do Norte”. ANRL, ONTEM E HOJE Dia desses, dei-me à pachorra (!) de pesquisar a idade dos 25 escritores fundadores da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Verifiquei que, em boa parte, eles eram ainda jovens, com menos de 42 anos, em 1936, na data de fundação da entidade. Câmara Cascudo tinha 38 anos, Otto Guerra, o mais moço, apenas 21. Henrique Castriciano, primeiro presidente, era o mais velho, tinha 62...

Paris, Texas

06/10/2025|

Wim Wenders não filmou apenas a história de um homem perdido e sua família. Paris, Texas é uma crítica social disfarçada de travessia íntima. É sobre os desertos externos e internos que criamos quando confundimos liberdade com abandono, amor com posse, cuidado com ausência. Travis, o protagonista, é um homem que não deu conta: da esposa, do filho, de si mesmo. Nessa incapacidade está refletida uma masculinidade inteira, treinada para fugir diante da responsabilidade, mas legitimada a voltar como se o tempo tivesse a obrigação de perdoar. O irmão que o acolhe representa o que sobra da família, representa os que seguram, os que ficam, os que tapam os buracos. A cunhada, que cria o filho como se fosse dela, encarna a figura tantas vezes empurrada às mulheres: a do cuidado não escolhido, mas inevitável. E há Hunter, a criança. Seu olhar desconfiado traduz a infância roubada pela ausência paterna, compensada pelo esforço dos outros. A amizade que nasce entre pai e filho é bela, mas também triste: expõe o que poderia ter existido antes e não existiu. A cena do reencontro com a mãe reforça isso. O abraço entre ela e o menino é puro instinto: a afetividade feminina não precisou...

Prêmio Nísia Floresta de Literatura destaca negritude brasileira

06/10/2025|

O Centro de Documentação e Comunicação Popular – CECOP, o Museu Nísia Floresta e o Pontão de Cultura e Comunicação lançam oficialmente no próximo dia 07/10, terça-feira, a segunda edição do Prêmio Nacional Nísia Floresta de Literatura, que em 2025 tem como tema “Negritude Brasileira”.  O concurso celebra a memória e o legado da escritora potiguar Nísia Floresta, considerada a primeira feminista da América Latina; que também defendeu na vida e em suas obras os direitos das pessoas negras. A iniciativa ainda homenageia a força da literatura de cordel como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e é parte de uma campanha de valorização da cultura negra. O lançamento acontece de forma virtual, às 19h, nos canais do YouTube @cecoprn e @redepotiguardetv. A premiação é voltada a poetas e poetisas brasileiros, com idade igual ou superior a 18 anos, que apresentem obras inéditas em cordel. As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 07 de outubro a 07 novembro de 2025, exclusivamente pelo e-mail pr*****************@***il.com. Cada participante poderá inscrever um único trabalho, respeitando as normas estabelecidas no edital disponível no site www.premionisiafloresta.com.br. O Prêmio busca reconhecer e valorizar a produção cordelista contemporânea, incentivando a difusão da cultura popular e destacando a importância da herança afro-brasileira na construção da identidade nacional. Além da relevância artística, o concurso reforça o papel do...

Websérie “Luz&ntes”

02/10/2025|

A fotografia no audiovisual ainda é uma questão que levanta dúvidas para muitos espectadores. Afinal, qual é exatamente a função de um diretor de fotografia? Pensando nesse e em outros questionamentos, surge a websérie “Luz&ntes”, uma iniciativa inédita que coloca em evidência o trabalho de importantes nomes da fotografia audiovisual do Rio Grande do Norte. A série documental apresenta perfis de diretores e diretoras de fotografia potiguares, trazendo suas trajetórias pessoais e profissionais, os desafios enfrentados ao longo da carreira e a afirmação de suas identidades autorais, revelando as peculiaridades da fotografia no audiovisual potiguar. Nesta sexta feira, dia 03 de outubro de 2025, os primeiros episódios irão ao ar pela plataforma YouTube de Vlademir Alexandre, também do Coletivo DaFoto! e do programa Olhar Independente, sendo veiculado em rede nacional pelo canal Brasil às 6h da manhã desta sexta, (canal 5.1) na próxima segunda reprisado às 15:30h na TV aberta da TVU. No programa de estreia, após entrevista com o autor da websérie, serão exibidos os dois primeiros episódios. Ao longo dos próximos meses, os demais episódios irão ao ar, incluindo um especial em homenagem ao diretor de fotografia Carlos Tourinho, que faleceu antes da gravação de seu perfil. Episódios...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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