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astros sem lastros

“Astros” sem lastros

A cidade de Natal e o Rio Grande do Norte são ricos em talentos. Na música, por exemplo, temos inúmeros exemplos de artistas qualificados. Na minha opinião, em Natal falta

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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CuscuzHQ celebra 10 anos em edição especial no IMD

02/10/2025|

Nos dias 18 e 19 de outubro, o Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) recebe a 13ª edição do CuscuzHQ, evento anual dedicado aos quadrinhos. Com apoio do Metrópole Parque, esta edição será especial, em comemoração aos 10 anos de existência do projeto, e terá como tema o universo de J.R.R. Tolkien, autor de “O Senhor dos Anéis”. O artista homenageado será José Veríssimo, reconhecido por sua contribuição à cena cultural e artística.  Durante todo o fim de semana, o local será ocupado por stands, lojinhas e exposições e as atividades acontecerão nos períodos da manhã e da tarde. A programação contará com palestras, mesas-redondas, exposições de artes e miniaturas, oficinas, desfiles, jogos, apresentações culturais e muitas outras atrações. Entre os destaques estão o tradicional concurso de cospobres, karaokê, exposição de action figures, oficina de criação de dioramas, sorteio de brindes e o espaço onde diversos criadores da região terão a oportunidade de expor e divulgar seus trabalhos. O CuscuzHQ é um evento gratuito e voltado para o público em geral, mantendo o espírito de ser um encontro feito de fã para fã. Os interessados em participar podem se inscrever antecipadamente por meio do link https://abre.ai/nHjF. Quem realizar a inscrição online ainda garante...

Festival MPB84 2025 destaca a Música Regional em Concurso de Bandas; inscrições estão abertas

02/10/2025|

O Festival MPB84 anuncia sua 4ª edição com um diferencial marcante: em 2025, o Concurso de Bandas será totalmente dedicado à Música Regional, reunindo artistas e grupos que tenham como base os ritmos que traduzem a identidade cultural nordestina — forró, xote, xaxado, baião, arrasta-pé e outros estilos da nossa região. Serão selecionados 12 finalistas, que disputarão R$ 10 mil em prêmios e o troféu do festival. Além disso, a banda vencedora terá a oportunidade de abrir o palco do MPB84 no dia 07 de novembro, em um show especial que celebra a música potiguar e suas raízes. O concurso visa estimular novas composições e interpretações autorais, incentivando os criadores a resgatarem sua inspiração e criatividade. A proposta é fortalecer a cena musical potiguar e formar novas plateias para os artistas da região, ampliando o alcance da música produzida no RN. As inscrições são gratuitas e seguem até o dia 17 de outubro de 2025, pelo e-mail in*********************@***il.com. Podem participar autores e intérpretes nascidos ou residentes no Rio Grande do Norte, enviando letra, gravação em MP3, fotos e informações completas. O Festival MPB84 é uma realização da Viva Entretenimento, com patrocínio da Prefeitura do Natal, via Lei Djalma Maranhão, incentivado pela...

Potências Ixtranhas

02/10/2025|

O projeto “Potências Ixtranhas” estreia na capital potiguar com um ciclo de formações gratuitas para mergulhar nas práticas e debates do movimento Ballroom. A iniciativa é do coletivo Casixtranha e reúne nomes de referência na comunidade para oficinas e rodas de conversa voltadas à população LGBTQIAPN+, abordando temas como cuidados com o corpo em performance, empreendedorismo na moda dissidente e perspectivas de cura da AIDS. A programação ocorre em 4, 11 e 12 de outubro e 1º de novembro nos bairros Ponta Negra, Ribeira e Alecrim. Imperatriz Marxine Ixtranha, liderança da Casixtranha no RN e organizadora da capacitação, destaca que é essencial fundamentar o diálogo sobre as questões que circundam a cultura Ballroom. “Para além do que é popularmente conhecido — os salões de baile e as performances de voguing — precisamos entender que o movimento se fundamenta em outras estruturas, que são as reivindicações de espaços e a construção de outros imaginários para corpos marginalizados” De acordo com ela, Potências Ixtranhas cria um ambiente seguro para compartilhar práticas e debates políticos, identitários e comunitários da cultura de bailes preservando seu meio tradicional de transmissão: a oralidade. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através do formulário Google. O projeto...

HQ potiguar ressignifica Chapeuzinho Vermelho como personagem empoderada

01/10/2025|

Era uma vez. Um conto antigo. Uma fúria nova. Depois de guardar segredo por um bom tempo, o quadrinista Leander Moura finalmente revelou seu novo quadrinho. E quem o acompanha nos perfis no Instagram e/ou Facebook provavelmente já viu algumas “pistas” nos stories. E na GGCON (agosto de 2025), no palco literário, onde Leander fez a primeira divulgação pública do projeto. Pois bem, sem mais delongas. A nova HQ se chama ERA UMA VEZ e é uma livre adaptação do conto Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perralt (1697). A obra nasceu de uma ilustração inspirada nesta clássica personagem, criada por Leander Moura em 2023. “Naquele ano, havíamos acabado de lançar A Besta, pela Editora Escribas, e, por algum motivo não evidente, sentimos que era hora de mergulhar no universo sombrio dos contos de fadas. Ainda assim, resolvemos guardar a ideia para a ocasião certa”, relembra o artista. No fim de 2024, Cristal Moura e Leander Moura lançaram, de forma independente, Carpe Diem, um quadrinho de sci-fi horror. Logo após a publicação, Leander recorda: “Disse a mim mesmo: vou criar uma história apenas por diversão, sem pressa. Apenas para manter o hábito — um breve descanso.” Foi então que pediu à parceira e coautora, Cristal...

01/10/2025|

No Dia Mundial da Música, celebrado hoje, o setor musical brasileiro tem motivos para comemorar. Segundo levantamento do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), o primeiro semestre de 2025 registrou crescimento tanto no número de apresentações ao vivo quanto na arrecadação de direitos autorais. De janeiro a junho, foram realizados 9.769 shows no país que pagaram direitos autorais, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2024. Esse movimento refletiu diretamente no segmento de shows e eventos, que arrecadou R$ 195 milhões no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 16% em comparação com o período anterior. 

Mãe Santíssima

01/10/2025|

No sertão, onde a poeira nunca se assenta, três destinos se cruzam sob o peso de uma profecia. Entre fé e violência, amor e honra, vida e morte, Mãe Santíssima mergulha nas contradições humanas e mostra como o passado pode assombrar o presente e moldar o futuro. O curta, inspirado no conto de Theo G. Alves, terá uma exibição especial em 10 de outubro, no Quilombo Boa Vista dos Negros, em Parelhas/RN, local onde foi gravado. Entre a fé cega, as perseguições e os silêncios, a narrativa leva o espectador a refletir sobre a força destrutiva dos preconceitos, a resistência e o poder de redenção presente na tradição cultural. Mãe Santíssima chega ao público como uma obra que une força narrativa, estética singular e um processo de criação coletivo. Concebido sob a filosofia do cinema processo — também chamado de cinema orgânico —, o filme valoriza o acaso, a colaboração e a participação ativa da comunidade local. O diretor geral Buca Dantas, cocriador do Cinema Processo, é reconhecido por essa abordagem inclusiva, que rompe com a rigidez do roteiro e integra moradores da região, não atores, tanto na atuação quanto na equipe técnica. Mesmo com essa organicidade, a produção alia rigor técnico e qualidade cinematográfica. A estética é marcada...

Prêmio Lelo Melodia reconhece e celebra trajetórias do Hip-Hop potiguar e nacional

01/10/2025|

A cena urbana ganha protagonismo na próxima quinta-feira, 02 de outubro, às 18h, na Pinacoteca Potiguar, com a realização de mais uma edição do Prêmio Lelo Melodia do Hip-Hop Potiguar. A cerimônia integra a programação do Festival Rap_Presenta Onze e será aberta ao público mediante a doação de 1kg de alimento. Criado em 2023 em homenagem ao rapper Lelo Melodia, integrante do grupo Agregados Família do Rap, assassinado em 2003, o prêmio nasceu durante a celebração dos 50 anos do Hip-Hop e desde então vem sendo uma das principais iniciativas de valorização da cultura urbana no estado. O prêmio reconhece e homenageia artistas, coletivos, organizações e agentes culturais que têm contribuído para o fortalecimento do Hip-Hop potiguar e brasileiro em suas múltiplas linguagens: rap, breaking, graffiti, funk, batalhas de rima, ações sociais e o conhecimento. Além de premiar talentos locais, a iniciativa também valoriza referências nacionais e regionais, promovendo intercâmbio e fortalecendo a economia criativa ligada ao movimento. Segundo o produtor e diretor artístico Marcelo Veni, “o Prêmio Lelo Melodia reconhece e valoriza as trajetórias de artistas, coletivos e agentes do Hip Hop, fortalecendo uma das manifestações culturais mais expressivas das periferias. Ao premiar talentos locais e de referência nacional,...

30/09/2025|

Uma audiência pública na Câmara Municipal de Natal discutiu a desapropriação por hasta pública de imóveis na Ribeira. Proposta pelo vereador Fúlvio Saulo, a iniciativa teve como objetivo fomentar o debate com a sociedade sobre o uso desse mecanismo na revitalização do Centro Histórico, com foco no bairro. O encontro reuniu representantes do poder público municipal, vereadores e membros da Associação de Moradores da Ribeira. A desapropriação por hasta pública é uma medida de interesse coletivo, que visa dar nova função social a imóveis abandonados. A audiência também buscou promover a discussão sobre a inclusão do procedimento no Plano Diretor de Natal. A proposta permite dar um destino aos prédios ociosos, fazendo com que eles gerem vida, movimento e desenvolvimento na cidade.

TERRA ESTRANGEIRA: Shakespeare durante a chuva

30/09/2025|

Londres – Inglaterra, 11 de Janeiro de 2018.   Hoje pela manhã subimos a The Shard Tower, um complexo enorme de 79 andares que fica bem perto da London Bridge, do lado sul do Tâmisa. O objetivo era ter uma visão mais ampla da cidade e aquela construção gigante, que aparece em meio a um complexo de prédios futuristas de vidro e metal que se espalham pela margem do rio como se tivessem sido encaixados no meio da cidade por alguma intervenção alienígena ou por um desses algoritmos digitais que aparecem nos episódios de Black Mirror, nos pareceu ser o melhor lugar para ver, de cima, a capital do antigo império britânico. O problema é que, quando a gente chegou lá em cima, a única imagem que a gente conseguia ver, ao tentar procurar qualquer coisa que se parecesse com um horizonte, era o famoso fog londrino. Um fenômeno particularmente interessante, especialmente para um potiguar acostumado às águas tropicais que caem sobre a Taba de Poty no tempo do São João. Aquela névoa me soava como uma espécie de neblina de pingos leves, tão leves, que acabava por cobrir a cidade como se um sudário de fumaça úmida, tivesse desabado sobre...

Jornalista lança o livro “Literatura & Gestão”

30/09/2025|

Nesta terça-feira (30), no 1° andar da Biblioteca Câmara Cascudo, situada na Rua Potengi, 535, em Petrópolis, a partir das 18h30, o jornalista e funcionário dos Correios Marco Antonio lançará seu livro Literatura & Gestão, por meio do qual defende a hipótese de que o texto literário pode ser um valioso instrumento didático-pedagógico para quem labuta no ambiente corporativo. Executivo dos Correios há quase três décadas, em que gerenciou as áreas de negócios, logística, comunicação corporativa e planejamento, Marco Antonio faz, em Literatura & Gestão, a análise de 14 textos clássicos da literatura, entre romances, contos, música e poemas, fazendo analogias entre os seus enredos e alguns dos seus personagens com o universo das organizações. Ele faz também abstrações de gênero literário, como o romance policial, e movimento artístico, como a Semana de Arte Moderna de 1922, cotejando com o dia a dia do mundo corporativo. A literatura, segundo Marco Antonio, “pode ser um notável recurso didático-pedagógico para estudantes de administração, gestores, aspirantes a gestores e empreendedores; uma lufada de ar puro e fresco nos estudos organizacionais, embora seja possível compreender que a inter-relação entre esses dois campos do conhecimento humano tem suas limitações, já que se tratam de domínios...

roadies

29/09/2025|

No meu livro Dias Cinzentos, Noites Douradas, lançado em 2021 pela editora Unilivreira, que descreve a cena cultural de Natal no final dos anos sessenta até meados dos anos setenta, eu falo um pouco sobre a função exercida pelos conhecidos “arrumadores”, ou seja, os empregados dos conjuntos musicais da época. Cada conjunto musical contava com um ou mais empregados que tinham a função de montar e desmontar os equipamentos e organizar a disposição dos instrumentos durante os ensaios e nos palcos dos clubes por ocasião das festas. Os arrumadores – eram chamados assim – com algumas exceções, sempre estavam trocando de conjunto em busca de uma melhor remuneração e entre eles havia os que se destacavam: uns pela competência, outros por serem engraçados e alguns até mesmo porque tinham seu quinhão de fama e se tornaram figuras populares, como Porróca (Os Bambinos),  Kutruko (Os Infernais), Guéri-Guéri (Os Vândalos) Osmar e Miguel (Impacto Cinco), Luís Galo (The Jetsons), Mala Véia (Os Brasas), Capota (arrumador de Os Zíngaros, que ficou famoso quando colocou um teclado novo para lavar e causou um enorme prejuízo a Tiãozinho, dono do conjunto) e Mundoca, que passou por vários conjuntos. O conjunto Apaches tinha dois arrumadores: Enxiridão...

Um recital de música clássica com alma popular nesta terça

29/09/2025|

Nesta terça-feira, às 20h, será apresentado o recital “Todo (o) Mundo enCantares”, pelo quarteto de câmara potiguar “Um Quarto de Caju”, no Auditório Oriano de Almeida (mais conhecido como Mini-auditório) da Escola de Música da UFRN. O recital leva o nome de “Todo (o) Mundo enCantares” porque “todo mundo” se refere a união de pessoas, mas se considerar a letra “o” em parênteses, o sentido muda para “o mundo inteiro”, que revela que as músicas são oriundas, não só de Natal, mas do Brasil e outros lugares do mundo. Já a palavra “enCantares” é um misto de “em Cantares”, pois haverão músicas com voz e os instrumentos também são compreendidos, desta forma, como vozes, de acordo com seus respectivos timbres e, ao mesmo tempo, faz alusão à palavra “encanto”, devido a beleza do repertório clássico que será apresentado. A proposta “Recital Todo (o) Mundo enCantares” consiste na divulgação da Música de Câmara, por meio de apresentação, em forma de concerto/recital, com o diferencial da formação instrumental do grupo, que inclui o pandeiro, que é mais comumente associado à música popular brasileira, e que deixará o repertório ainda mais atrativo para o público. A inclusão do pandeiro permite um toque inovador...

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Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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