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deus e o diabo

Meu encontro com Deus e o Diabo

Deus e o diabo entraram na minha vida numa noite do ano de 1984. Foram recebidos com aquele tipo de perplexidade que nunca deixa de render frutos, produzir resultados, estimular

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Romaria: Márcio Benjamim lança novo romance de horror contemporâneo

Redação

Romaria: Um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi procura ajudar uma cidade vizinha a enfrentar o mesmo mal. Esse é o mote do novo livro do escritor Márcio Benjamin, intitulado Romaria, e representa a continuação do poderoso romance Fome, do mesmo autor. O lançamento será nesta sexta-feira (24), a partir das 19h, no Mahalila Café & Livros. Algumas desgraças não têm fim. Com uma prosa visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói, em Romaria, uma alegoria de nosso tempo: entre fantasia e horror, Romaria mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror contemporâneo. O profeta estava certo,  o Sertão virou mar. De sangue. Serviço O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO ROMARIA ONDE: MAHALILA 19H QUANDO: 24 04 GRATUITO

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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cerveja-artesanal-elitização

24/03/2021|

Olá, cervejeiros! Falar sobre cultura e cerveja é sempre um desafio, ainda mais quando se propõe a ter uma opinião independente e desvinculada de qualquer amarra comercial. E isto, todos sabemos, sempre foi a marca indelével de todos os textos até o presente momento (e que eu espero continuar sendo). Um dos temas recorrentes, por mais que muita gente do “meio cervejeiro” não goste, são os preços praticados no mercado. Sempre existe aquele papo de custo-Brasil, dólar mais caro, inflação, insumos importados, e todo esse mimimi. O problema é que todas as vezes que se levanta esse escudo  argumentativo, quem o levanta, esquece de mencionar a “aura” de sacralidade envolta na cerveja artesanal, como se ela por si só ostentasse um privilégio inacessível aos demais mortais. Então, é justamente sobre este tema, que eu já pincelei brevemente noutras passagens, que eu gostaria de retomar no papo cultural de hoje. E para você, a cerveja artesanal está em um patamar de endeusamento elitista? O prestígio da cerveja artesanal Eu sempre acreditei, talvez ainda que de forma um tanto quanto ingênua, que a cerveja deveria ser sempre um veículo de democratização da cultura de uma forma mais ampla, que pudesse agregar elementos...

natal-daqui-a-50-anos

24/03/2021|

O quadrinista e artista visual potiguar Anderson Gomes lançou sua mais nova HQ, inspirada e adaptada do notório texto “futurista” do jornalista Manoel Dantas, “Natal daqui a 50 anos”. O ano era 1909 e Manoel Dantas palestrou no Palácio do Governo do Estado o referido texto. Ele imaginou a capital potiguar, que até aquele momento, era uma pequena e pacata cidade provinciana, como uma grande metrópole com progressos econômicos, estruturais e sociais até 1959. ANDERSON GOMES Anderson é formado em Educação Artística com habilitação em Desenho, pela UFRN, em 2003. Atualmente trabalha na Secretaria de Educação á Distância, na mesma universidade, como programador visual, ilustrando e diagramando materiais didáticos. Lançou, pela mesma editora Caravela Selo Cultural, o quadrinho Potiguaçu (2017), Nação Zamberacatu (2019) e o livro infantil Uma menina chamada Perereca (2020). O projeto foi contemplado pelo edital do Governo do Estado Aldir Blanc e vai ser lançado pela Editora Caravela Selo Cultural. Clique AQUI e confira a HQ Natal Daqui a 50 Anos    

Pelé é gravado em chapa-branca e afunda em si mesmo

24/03/2021|

Pelé tem participação em mais de 10 produções, seja para cinema ou televisão, além de dezenas de comerciais. Há, até mesmo, um filme com Sylvester Stallone, Michael Caine e Max von Sydow, dirigido pelo lendário John Huston e lançado em 1981: Fuga para a Vitória. Ele — o rei — era uma marca, como bem ressalta o documentário da Netflix, que carregou o nome do Brasil para fora e, ainda hoje, muitos associam o país à sua figura. É uma pena, portanto, que Pelé seja dirigido com uma aparente intenção de relativizar problemas e humanizar um personagem. Porque, na realidade, Edson Arantes do Nascimento, o homem, não é Pelé. Os diretores Ben Nicholas e David Tryhorn parecem querer aproximar ambos quando, no final das contas, eles são, na prática, opostos. Atenção! Esta crítica pode conter spoilers sobre o filme! Pelé e Edson O sentido de oposição, inclusive, até tenta dar as caras. Com a inserção de trechos da ditadura e a associação de Pelé ao ex-presidente Emílio Garrastazu Médici — o terceiro do regime ditatorial (e o mais sanguinário) —, o protagonista recebe alguma complexidade. Acontece que toda força mais complexa do doc nunca é aprofundada. Aliás, qualquer passo para o...

24/03/2021|

O OLVIDO E OUVIDO não dê olvido à cabeça. ao contrário, lembre-se não se esqueça e tire de letra: uma letra muda, faz uma diferença gritante! disso eu não duvido sou todo ouvido. (Carito)

Pedro Rhuas é mochileiro no clipe de “Livres”

23/03/2021|

As belezas naturais de Icapuí, cidade do Litoral Leste do Ceará, são o palco do clipe de “Livres”. Este é o novo trabalho autoral do cantor e escritor Pedro Rhuas, a produção estreou neste domingo (21) no Youtube. No vídeo, Pedro Rhuas — artista poticearense com dois livros publicados — é um mochileiro viajando pelas praias de Icapuí. Dirigido por Layron Sales (responsável por “Você não existe”, de Potyguara Bardo), o material foi produzido com apoio da Lei Aldir Blanc através de edital municipal. “Morei muitos anos longe de Icapuí e voltei durante a pandemia. Queria que o clipe, que é homenagem à liberdade, mostrasse as belezas da minha cidade ao mesmo tempo em que evocasse esperança nesses dias difíceis. ‘Livres’ é uma música que traz amor, positividade e leveza a quem escuta. Para mim, Icapuí é um paraíso que reflete essas qualidades”, conta Rhuas, que assina o roteiro. O videoclipe passeia por lugares conhecidos de Icapuí, como a Praia de Peroba, a passarela do mangue na Praia de Requenguela e a Praia de Redonda, trazendo, inclusive, uma cena onde o clipe de “Baila Conmigo”, de Selena Gomez, foi gravado. “Livres” compõe a trilha sonora do livro de estreia de Pedro Rhuas, “Enquanto...

cemitério-dos-ingleses

23/03/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. Existem frases que beiram à redundância, mas que explicam o fato tal como ele é. O Cemitério dos Ingleses, localizado na Redinha, em frente à gamboa Manibu, é um cemitério morto. Há décadas perdeu sua função: dar sepultura aos “marinheiros” aqui falecidos. O lugar poderia ser monumento tombado como patrimônio público por sua importância histórica. Mas, são poucos os que conhecem sua história e menos ainda os que sabem sua localização. Isso porque, hoje, nada resta da antiga necrópole. Alguns coqueiros continuam no lugar, como testemunhas vivas dos estrangeiros mortos, renegados pelos preceitos religiosos de outrora. Não há data precisa sobre a edificação do Cemitério dos Ingleses, mas Cascudo restringe a abstração entre os anos de 1867 e 1869. Até a construção...

Orquestra Sinfônica do RN inicia temporada 2021

23/03/2021|

É sabendo do seu importante papel perante a humanidade e na capacidade de auxílio para perpassar as dificuldades com mais leveza, que a Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte – OSRN inicia em março a temporada 2021 do Projeto Movimento Sinfônico. Para este mês, a OSRN traz a música Barroca como destaque. E para estudar e homenagear o estilo, a Orquestra promove videoaula, com o maestro Linus Lerner que convida o renomado Paulo Bosísio, no “Programa Formação”, dia 30 de março, às 19h. Gratuita e com vagas limitadas, os interessados podem se inscrever através do Sympla, a partir desta quarta-feira (24). Paulo Bosísio Violonista, concertista, camerista e pedagogo, Paulo Bosísio, ocupa cadeira vitalícia nº 8 da Academia Brasileira de Música e é um dos mais destacados nomes do cenário musical brasileiro. Carioca, nascido em 1950, Paulo estudou com Yolanda Peixoto e, posteriormente, como bolsista do Governo Alemão, com Berta Volmer e Max Rostal. Formou-se com grau máximo e distinção, obtendo o diploma de “Konzertexamen” – o título mais alto conferido a um instrumentista na Alemanha. Na qualidade de concertista, apresentou-se em turnê por diversas cidades da Europa; solou com todas as maiores orquestras brasileiras e realizou importantes turnês camerísticas...

Oficina de produção

23/03/2021|

O projeto “E agora, Produção?” surgiu da ideia da produtora Carol Queiroz (Caruru Produções) de compartilhar conhecimento e experiências sobre produção cultural. A primeira fase aconteceu em formato de podcast e a segunda no formato de  vídeos, sempre abordando temáticas relacionadas à produção de conteúdo online. A nova etapa do projeto acontecerá no mês de abril em formato de oficina: Carol convida novamente a cantora e compositora Dani Cruz para juntas ministrarem encontros abordando temas sobre produção de conteúdo, com participação da produtora cultural Nathália Santana e de Erika Zuza – Empresária e Diretora criativa da Papo de Mídias. Sobre a escolha dos nomes, Carol explica: “como trabalho com Dani no planejamento de mídias dela há uns anos, sempre recebemos algumas dúvidas sobre o trabalho que desenvolvemos. Pelo retorno positivo que tivemos depois do podcast, achamos interessante chegar ainda mais junto das pessoas interessadas e intensificar essa troca. De cara, pensei em trazer Nathalia e Erika por já conhecer o trabalho delas há tanto tempo e admirá-las demais, nada melhor que juntar pessoas que sabem muito e estão sempre interessadas e antenadas nas novidades, em um meio que muda a cada dia.” Ao todo, serão oito encontros de 60 minutos,...

23/03/2021|

DELATÓRIO Descrevo sentimentos que antes Eu não sabia existentes. Esqueço amigos de infância, Velo os inimigos de hoje. Revelo amores antigos, Publico segredos de polichinelo. Planto tempestades. Ponho-me, me exponho, me oponho. Atropelo o ritmo, Brigo com a métrica. Da rima, me intrigo. Nas palavras busco abrigo E me traio. A poesia é a delatora do poeta! (Junior Damasceno)

Pedro Silveira

23/03/2021|

“Nu e Cru” é o título do primeiro EP do artista potiguar Pedro Silveira que conta com a produção musical de Pedro Trigueiro (A Gaveta), produção vocal de Ellaine Ferracinni e produção executiva de Leonardo Galvão, produtor do Ribeira Boêmia. Pedro Silveira, com apenas 22 anos, é um jovem compositor e cantor que ama e respira música. Ele se afirma como “artista em tempo integral e aprendiz de médico nas horas vagas”, pois além de batalhar na vida cultural, Pedro também é acadêmico de Medicina. Embora os estudos preencham algumas horas da sua rotina, a arte já envolvia seus passos desde a infância e continua o acompanhando em tudo que faz. Arte x depressão Como artista potiguar independente, Pedro está iniciando sua carreira na música com o apoio daqueles que acreditam na sua mensagem. A música, na vida deste jovem artista, possui significado ainda mais especial, visto que foi um grande pilar de recuperação, quando foi acometido por depressão e achou na arte uma forma de aliviar sintomas. Nesse mundo de aparências, a arte pode ser mais um disfarce para atender as expectativas do outro ou pode genuinamente ser a forma de um ser humano expressar aquilo que ele é,...

editora escribas

22/03/2021|

A Escribas Editora, também conhecida como Jovens Escribas, acaba de inaugurar um canal no Youtube. Além de vídeos de arquivo com eventos realizados como a Ação Leitura, a ideia é criar novos conteúdos audiovisuais que possam promover a cultura e a literatura para um público cada vez mais abrangente. Entre as iniciativas já colocadas em prática está a realização de uma transmissão ao vivo semanal, toda terça, às 19h30, com autoras, autores e convidados que fazem parte da trajetória de 17 anos da editora potiguar. Nesta terça, 23 de março, os escritores Marcelo de Cristo, Pablo Capistrano e Carlos Fialho conversam sobre leituras, escrita e sobre seus novos livros que serão publicados pela editora no próximo mês graças à Lei Aldir Blanc e os editais da Fundação José Augusto / Governo do Estado (de Cristo e Fialho) e Funcarte / Prefeitura do Natal (Pablo). Esta será a segunda live realizada no canal. A primeira aconteceu na noite de 16 de março com os autores Daniel Minchoni e Patrício Júnior, os primeiros a serem publicados pela editora. Todos os vídeos estarão disponíveis logo após a transmissão. PRÉ VENDA ONLINE Desde o segundo semestre de 2020, ano em que a Escribas manteve...

ação sesc literatura rosa de pedra

22/03/2021|

Mesmo na pandemia, a programação cultural do Sesc RN tem seguido no formato virtual, onde o importante é oportunizar entretenimento de qualidade e fomentar o intercâmbio artístico local e nacional. Uma dessas iniciativas já tem data para acontecer. Estamos falando da Ação Sesc de Literatura Rosa de Pedra, que acontece de 25 a 31 de março, com programação totalmente virtual pelas plataformas digitais (Instagram e Youtube Sesc RN). A atividade cultural contempla oficinas de poesia e cordel; sarau com seis poetisas potiguares; debates e show com a banda potiguar Rosa de Pedra. Outro destaque será o lançamento virtual da Revista Palavra do Sesc Nacional. Nesta nova edição, a publicação com periodicidade anual, contempla vários tipos de literatura produzidos no país. São poemas, contos, depoimentos, tirinhas e charges, como a da potiguar, Luiza de Souza, que desde 2014 trabalha com ilustração. Ação Sesc Literatura  Anualmente desenvolve ações de incentivo à leitura como: debates, narração de histórias, apresentações artísticas, oficinas, dentre outras ações; que desempenham a missão de conectar os diversos públicos com o segmento literário. O Sesc RN desenvolve programações em consonância com as datas: Dia da Poesia (março), Dia do Livro Infantil (abril), Dia do Orgulho Nerd (maio) e Semana...

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