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As doenças de Marcel Proust

Marcel Proust nasceu a 10 de julho de 1871, em Paris, e faleceu a 18 de novembro de 1922, na mesma cidade. É filho de Adrien Proust (1834-1903), médico e

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Festival Potiguarias Visuais integra performances artísticas e projeção mapeada em evento gratuito

Redação

A Zona Norte de Natal recebe,no próximo sábado, 25 de abril, a quinta sessão do Potiguarias Visuais – Acessando a ZN. O festival de artes integradas, que reúne artistas locais em uma programação gratuita voltada à produção contemporânea, acontece das 18h às 22h, na Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa. A noite conta com a condução da artista circense Aranha como Mestre de Cerimônia e traz apresentações do Grupo de Improvisação Livre da UFRN, do espetáculo Ylê Ayê: ginga e fogo ancestral, da performance CARNE-CONCRETO, dos artistas CADIDJA e Santelmo, além de Pretta Soul, que apresenta seu novo show Depois dos 30. Com foco na experimentação e no diálogo entre linguagens, o festival propõe uma noite de encontros entre performance, música, manifestações culturais, projeções artísticas e uma exposição coletiva de artes visuais. A programação conta ainda com uma roda de conversa com os artistas Consuelo Vea Coroca e Acerola, além das produtoras do projeto, Christalina e Renata Marques. Ao todo, o evento reúne mais de 20 artistas potiguares e 32 trabalhos visuais de criadores de Natal (RN), Parnamirim (RN), São Paulo (SP), Diadema (SP) e Fortaleza (CE), em uma proposta que articula arte, território e tecnologia. Como parte das ações do projeto, foi realizada na última semana uma atividade formativa com estudantes da Escola Municipal Iapissara Aguiar, conduzida pela multiartista Christalina, da Bruxaria Digital, em parceria com integrantes do GIL – Grupo de Improvisação Livre da UFRN. “A vivência buscou aproximar os estudantes da arte contemporânea potiguar e incentivá-los a participar do evento. A proposta foi criar um espaço de troca e despertar o interesse desses jovens para a produção artística que acontece no próprio território”, destaca Christalina, também curadora e idealizadora do festival.  O Potiguarias Visuais atua na democratização do acesso à arte contemporânea na periferia, promovendo visibilidade para produções que transitam entre performance, música, poesia, artes visuais e tecnologia. “Esta edição propõe uma reflexão sobre os modos de criação na contemporaneidade, tensionando questões como hiperprodutividade, esgotamento, autonomia artística e coletividade. A mediação do projeto também sugere leituras como A Sociedade do Cansaço, de Byung-Chul Han, e Não Vão Nos Matar Hoje, de Jota Mombaça, ampliando o debate para além da experiência no evento”, completa a artista. ServiçoO quê: Potiguarias Visuais – Acessando a ZNQuando: 25 de Abril de 2026Onde: Biblioteca Estadual Prof. Américo de Oliveira Costa (Zona Norte de Natal/RN)Quanto: Gratuito

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Mundo Zira vai até este próximo domingo no Museu da Rampa

Redação

A temporada da exposição interativa “Mundo Zira” em Natal se aproxima do fim. Em cartaz no Complexo Cultural Rampa até domingo (26), a mostra convida o público a aproveitar os últimos dias de visitação e conhecer uma experiência que conecta arte, literatura e tecnologia a partir da obra de Ziraldo. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados pelo Sympla ou na bilheteria do museu, conforme lotação do espaço. 42 mil pessoas já passaram pela exposição na capital potiguar, primeira cidade do Nordeste a receber o projeto. Desde a estreia, em novembro, foram realizadas 236 visitas educativas mediadas, que atenderam mais de 8 mil pessoas, sendo 7 mil estudantes de 30 municípios. Nos bastidores, a iniciativa mobiliza 73 profissionais (75% deles de Natal), entre curadoria, produção, educadores, técnicos, comunicadores, interatividade e equipes de apoio. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos no Sympla, pelo link https://www.sympla.com.br/evento/exposicao-mundo-zira/3169427, ou na bilheteria do Museu da Rampa, de acordo com a lotação do espaço.

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Romaria: Márcio Benjamim lança novo romance de horror contemporâneo

Redação

Romaria: Um grupo de sobreviventes de um apocalipse zumbi procura ajudar uma cidade vizinha a enfrentar o mesmo mal. Esse é o mote do novo livro do escritor Márcio Benjamin, intitulado Romaria, e representa a continuação do poderoso romance Fome, do mesmo autor. O lançamento será nesta sexta-feira (24), a partir das 19h, no Mahalila Café & Livros. Algumas desgraças não têm fim. Com uma prosa visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói, em Romaria, uma alegoria de nosso tempo: entre fantasia e horror, Romaria mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror contemporâneo. O profeta estava certo,  o Sertão virou mar. De sangue. Serviço O QUÊ: LANÇAMENTO DO LIVRO ROMARIA ONDE: MAHALILA 19H QUANDO: 24 04 GRATUITO

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Grupos de assobio

Joselito Muller

Há gestos que, mesmo em contextos sociais, históricos e políticos distintos conseguem a façanha de preservar um mesmo significado. Assobiar, por exemplo, é um gesto historicamente relacionado à vagabundagem em várias culturas ao redor do mundo. Prática de rufiões, vadios, estelionatários, patifes e tocadores de realejo, o abominável ato de assobiar – muito apreciado por sujeitos como Calígula e Leon Trotski, o que, por si só, já acende um alerta – voltou à moda. E já não se trata daquele sujeito isolado, que, sem nada útil com o que se ocupar, fica na calçada segurando uma gaiola com um passarinho dentro e, para incentivar o bicho a cantar, assobia. No exemplo acima, ao menos havia uma finalidade. Diferentemente, no entanto, tem sido a prática que ganhou força nos últimos dias, consistente na reunião virtual, via aplicativo Whatsapp, por meio do qual vários sujeitos estão integrando “grupos de assobio”.   Vagabundos de todas as laias, até então solitários em seus respectivos ócios, agora estão se reunindo para assobiar e ouvir os assobios uns dos outros. Poucos analistas contemporâneos estão se dando conta do risco que isso representa à nossa sociedade, que reforça a necessidade de proibir o uso de internet no país. O ato de assobiar, herdado de pretéritos escroques, é inadvertidamente utilizado nos dias de hoje para, por exemplo, avisar comparsas, em meio a empreitadas ilícitas, que a polícia se aproxima. Além disso, o proletário iletrado, sem consciência de classe, utiliza tal habilidade para assediar desafortunadas damas que passem próximo aos canteiros de obra. Também é comum assobiar subitamente ao se aplicar uma dedada fortuita no caneco de outrem, a quem se pretenda ridicularizar. Nota-se, portanto, que nada que preste relaciona-se ao assobio. Também do ponto de vista musical, o cretino sibilar é imprestável, como atestam as canções do Scorpions e Guns n’ Roses. Tomei conhecimento da existência de tais grupos de Whastapp por intermédio de meu filho adolescente. Nessa fase da vida, é comum que muitos garotos se tornem suscetíveis à vagabundagem e devassidão, possivelmente influenciados pela prática cotidiana do onanismo, que finda por afrouxar-lhes o caráter.   Daí atraírem-se por práticas malsãs, tais como soltar pipa, empinar motos ou bicicletas, ouvir funk e manifestar-se por meio de sibilos insolentes. Daí a pertinência das autoridades ficarem alertas para os grupos de assobio no Whatsapp, nos quais os escroques ali reunidos têm potencial de macular, com sua influência nefasta, a consciência dos...

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Tudo é construído! Tudo é revogável!

Tatyanny Nascimento

Tomo a frase do título da obra de Alipio DeSouza Filho (cientista social, professor da UFRN, diretor do Instituto Humanitas) que fez dela mais do que um enunciado provocativo, mas uma chave de leitura do humano. Em seu Construcionismo Crítico, DeSouza Filho insiste que a realidade social, afetiva, moral e política não é natural, nem eterna: ela é produzida historicamente, sustentada por discursos, hábitos, instituições e relações de poder. E é justamente aí que a palavra ideologia ganha peso: ideologia é aquilo que trabalha para fazer o construído parecer natural, inevitável, intocável. Ela reveste de evidência o que é fabricação histórica. Dizer, então, que “Tudo é construído! Tudo é revogável!” não é brincar com o relativismo, mas é lembrar que também podem ser desfeitas as formas que nos domesticam, os sentidos que nos oprimem e as crenças que nos aprisionam. Ignacio Martín-Baró (padre jesuíta, psisicólogo social espanhol, criador da Teoria da Libertação) chamaria isso, em outra chave, de uma tarefa urgente: a desideologização, isto é, o gesto de arrancar das coisas a máscara da falsa naturalidade para devolver ao oprimido a lucidez sobre sua própria condição. Demorei muito para desconfiar do que me parecia natural. Durante anos, aceitei certas ideias como quem aceita a posição dos móveis numa casa antiga: sem perguntar quem os colocou ali, quando, e o porquê continuavam ocupando o centro da sala. Chamei de verdade aquilo que talvez fosse costume, de vocação aquilo que talvez fosse obediência. Chamei de personalidade aquilo que talvez tivesse sido apenas uma lenta adaptação ao medo, ao desejo de pertencimento, à expectativa dos outros. Acho que amadurecer é, em parte, isso: começar a estranhar as evidências. Talvez por isso, eu volte sempre aos antigos. Em Anaximandro, grego do século VI antes da era comum, há uma imagem que nunca me abandona: a do Ápeiron, o ilimitado, o indeterminado, aquilo que ainda não foi recortado em forma. Gosto de pensar que, para ele, a origem do mundo não era uma peça pronta, mas uma abertura. Antes do nome, havia um campo de possibilidades. Antes da ordem, uma espécie de respiração sem bordas. Essa visão me inquieta. Inquieta porque me deixa sem o abrigo das essências. Então, vem Aristóteles (filósofo grego do século IV antes da era comum) com sua paixão pela forma, pela definição, pelo contorno. E eu o compreendo também. Há dias em que tudo o que a gente quer é isso: que as coisas...

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Livro inédito de Moacy Cirne sobre a Bíblia e será lançado em Natal

Redação

Natal recebe, no próximo dia 30 de abril, o lançamento de uma obra inédita de um dos nomes mais importantes da cultura potiguar. O livro “A Bíblia: Travessia, Travessias”, de Moacy Cirne, será apresentado ao público em evento realizado no Temis Clube Bar, no bairro do Tirol. Publicado de forma póstuma, o livro reúne um trabalho desenvolvido ao longo de anos pelo autor, que realizou pesquisas entre 2005 e 2007 e, posteriormente, entre 2010 e 2014 — período em que aprofundou seus estudos em diferentes versões da Bíblia e em obras de teologia. A obra propõe uma leitura singular e provocadora, combinando elementos de ficção, reflexão e experimentação estética. Reconhecido por sua atuação na poesia de vanguarda e por sua contribuição teórica ao campo das histórias em quadrinhos, Moacy Cirne constrói, neste livro, uma abordagem que atravessa o sagrado com um olhar crítico e inventivo. O projeto editorial foi conduzido por Oreny Júnior, do Sebo Gajeiro Curió, a partir de um convite da família do autor. Segundo o editor, o livro representa uma oportunidade única de apresentar ao público um material inédito e relevante dentro da produção intelectual de Cirne. “É uma leitura muito própria de Moacy sobre a Bíblia, que mistura pesquisa e ficção. Ele traz a vanguarda para dentro do sagrado, com uma visão que também carrega o sertão e a vivência dele”, afirma Oreny. Natural de Jardim do Seridó e com trajetória consolidada entre Natal e o cenário acadêmico nacional, Moacy Cirne foi poeta, artista visual e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), além de um dos criadores do movimento poema/processo. Sua produção influenciou diferentes gerações de artistas e pesquisadores no Brasil.O lançamento de “A Bíblia: Travessia, Travessias” marca não apenas a chegada de um livro inédito ao público, mas também a continuidade do legado de um autor fundamental para a cultura potiguar e brasileira. SERVIÇO📖 Lançamento do livro A Bíblia: Travessia, Travessias📍 Temis Clube Bar – Av. Rodrigues Alves, 950, Tirol, Natal/RN⏰ 18h🎟️ Entrada gratuita

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Ribeira Boêmia homenageia Arlindo Cruz e Jorge Aragão no Ribeira Canta

Redação

O projeto Ribeira Canta está de volta e chega à sua quarta edição com um tributo a dois gigantes do samba brasileiro: Arlindo Cruz e Jorge Aragão. Desta vez, a homenagem será realizada no Bar 294, em Petrópolis, reunindo a Roda de Samba Ribeira Boêmia e convidados em uma celebração dedicada à obra de dois mestres que marcaram gerações com suas composições, interpretações e contribuições para a história do samba. Para abrilhantar a festa, estão confirmadas as participações especiais de Berthone Oliveira, Matheus Magalhães (Samba Preto no Branco) e Daniela Fernandes. O público pode esperar quatro horas de roda de samba, em um encontro pensado para cantar grandes clássicos do gênero do começo ao fim. Os ingressos estão à venda na Outgo e também no próprio Bar 294. Arlindo Cruz Arlindo Domingos da Cruz Filho, conhecido artisticamente como Arlindo Cruz, nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de setembro de 1958. Cantor, músico e compositor, é um dos nomes mais importantes do samba e do pagode no Brasil. Integrante do Fundo de Quintal, Arlindo permaneceu por mais de uma década no grupo antes de seguir carreira solo, consolidando também uma parceria marcante com Sombrinha. Suas composições foram gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Fundo de Quintal e Maria Rita. Entre seus sucessos estão “O Show Tem Que Continuar”, “Ainda É Tempo de Ser Feliz”, “O Que É o Amor”, “Bagaço de Laranja” e “Dor de Amor”. Em 2015, recebeu o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor músico de samba. Arlindo Cruz faleceu em 8 de agosto de 2025, deixando um legado definitivo para a música brasileira. Jorge Aragão Jorge Aragão da Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 1º de março de 1949, e é reconhecido como um dos maiores compositores e intérpretes da história do samba. Dono de uma obra marcada por lirismo, identidade popular e forte assinatura autoral, Jorge Aragão fez parte da formação inicial do Fundo de Quintal e construiu uma carreira solo sólida, tornando-se referência no gênero. Ao longo de sua trajetória, teve músicas gravadas por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho e Martinho da Vila, além de ter eternizado sucessos como “Coisinha do Pai”, “Lucidez”, “Eu e Você Sempre”, “Moleque Atrevido” e “Identidade”. Com décadas dedicadas ao samba, Jorge Aragão se mantém como um dos artistas mais respeitados da música brasileira. Ribeira Canta – Arlindo Cruz...

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Os Chicos apresentam o espetáculo “Dona Maria”, uma homenagem a Maria Bethânia

Redação

O grupo Os Chicos apresenta o show Dona Maria, um espetáculo emocionante em homenagem à força, à poesia e à presença única de Maria Bethânia, uma das maiores vozes da música brasileira. Inspirado na intensidade artística e espiritual que atravessa gerações, o projeto convida o público a mergulhar em canções marcantes e interpretações carregadas de sentimento, conduzindo a plateia por uma experiência profunda, sensível e visceral. Com arranjos direção musical de Eduardo Taufic e Tiago Terras e atmosfera cênica envolvente assinada pelos artistas Rita Machado e Rafa Barros, o espetáculo ganha potência com a presença de uma banda formada por músicos de destaque: Eduardo Taufic, Bruno Cirino, Mônica Michelly, Stallone Terto, Kleber Moreira e Weslley Silva. O show conta ainda com as participações especiais de Nara Costa e Rouxinol, artistas que imprimem personalidade e excelência a cada acorde. Mais do que um concerto, Dona Maria propõe um encontro com a emoção, a palavra e a música em sua forma mais intensa. Uma homenagem pulsante, necessária e profundamente conectada com o público. SERVIÇO Show: Dona Maria – Os Chicos cantam Maria Bethânia  Data: 17/04/2026 Hora: 19h30 Local: Teatro Alberto Maranhão  Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/os-chicos—dona-maria—cantam-maria-bethania/3376722 Instagram: @oschicos

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REDINHA VELHA: Início da ocupação e boemia (parte 5)

27/03/2021|

Este texto integra uma ampla matéria jornalística sobre a história da praia e bairro da Redinha Velha, que será dividida em 10 partes. A reportagem foi premiada no edital Auxílio à Publicação de Livros, Revistas e Reportagens Culturais, na categoria Reportagens Culturais. Tem recursos da Lei Aldir Blanc, e patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte através da Fundação José Augusto, e Governo Federal através da Secretaria Especial da Cultura e do Ministério do Turismo. Se de franco agradecimento sobre a história antiga da Redinha se deve reverências a Cascudo, do início da ocupação propriamente dita da praia, nas primeiras décadas do século 20, há o relato do advogado e magistrado Gil Soares de Araújo, que chegou a ocupar cargos de Promotor Público das comarcas de Martins (1935-1942) e Ceará-Mirim (1942), e foi deputado estadual entre os anos de 1935 e 1937. Aposentou-se como Juiz de Direito do Rio de Janeiro. Em duas páginas inteiras do semanário O Poti, de 30 de outubro de 1988, o advogado conta detalhes da Redinha de ontem. Ele aponta a data de 22 de novembro de 1921 como de fundação “de fato” da Redinha como praia de veraneio, quando desembarcaram na...

“Eliano e Outros Silvas” narra vida e amores do Brasil profundo

26/03/2021|

Aportado pela Incubadora DoSol, o disco Eliano e Outros Silvas, segundo álbum do cantor e compositor Eliano foi gravado entre Pau dos Ferros e Natal e reúne canções novíssimas, compostas durante o isolamento social em 2020, e canções mais antigas que estavam aguardando o momento de serem lançadas ao mundo. São 12 faixas repletas de simplicidade poética.“Aguardei muito tempo por uma oportunidade como essa que chegou em boa hora. Prover cultura em tempos de pandemia além de contribuir para a comunidade no geral, ajuda a nos curar internamente”, fala Eliano. Silvas do Brasil O título faz referência aos milhares de Silvas espalhados pelo Brasil, descendentes de africanos escravizados que tiveram seus nomes apagados no processo de colonização e que foram substituídos por “Silva“. Mas ao longo dos anos, esse sobrenome foi ressignificado por grandes personalidades da música, política, ciência, filosofia, etc. “Sempre amamos a força das canções de Eliano. Desde 2017, já vínhamos tateando fazer algo com ele e chegou esse momento. Foi desafiador fazer o álbum remoto sem nos encontrarmos pessoalmente, mas o resultado mostrou que valeu muito a pena”, comenta Anderson Foca do DoSol. Produção O álbum foi produzido pelo próprio Eliano em parceria com Anderson Foca de maneira remota. Participaram também...

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26/03/2021|

Foi lançado nessa semana o Elefante Elegante, um programa de rádio que está sendo disponibilizado na internet com a finalidade de difundir a produção musical potiguar (ou ao menos parte dela). Inicialmente previsto para ser distribuído em 4 arquivos de difusão (podcasts), o conteúdo deverá ser liberado com regularidade, em periodicidade que ainda está sendo definida. Nessas primeiras décadas do século, com o incremento tecnológico que atingiu a indústria fonográfica, houve um aumento considerável no número e na qualidade dos estúdios de gravação, profissionais e amadores, tornando possível a criação das condições para aumentar o registro do vasto repertório produzido pelos potiguares. Desde então vêm sendo realizados diversos lançamentos, com constância que mostra a força e a diversidade desse cenário, englobando intérpretes, compositores, arranjadores, instrumentistas, músicos e mais uma vasta equipe técnica, que juntos são a fonte dessa rica cadeia produtiva que é a própria música. Visibilidade aos artistas Para contribuir com a divulgação dessa produção e dar a esses artistas a visibilidade de que carecem é que nasceu esse programa, idealizado pelo compositor e músico Esso Alencar, que assina o roteiro e a direção, além da apresentação, dividida com a locução de Jota Marciano. Ambos já trabalharam no rádio...

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26/03/2021|

Após algum tempo de sua participação no programa The Voice Kids, o cantor potiguar Gabriel Ciríaco entra em nova fase da sua carreira e lança nesta sexta-feira (26) o  seu primeiro single “Esperando em vão”. A música, composição própria e refrão escrito em parceria com Filipe Toca, possui roupagem reggae pop e conta a história real de um amor platônico do passado, que se foi deixando saudades. O single “Esperando em vão” será lançado pela Rapport Produções, produtora que gerencia a carreira de outros artistas de destaque, como Scalene, Potyguara Bardo e Filipe Toca. GABRIEL CIRÍACO Lançamento do single “Esperando em vão” Ouça: http://bit.ly/esperandoemvao Clipe: https://youtu.be/53uVVrRApYo Siga:@gabriel.ciriaco   FICHA TÉCNICA: Composição: Gabriel Ciríaco e Filipe Toca Arranjos: Juliano Valle Produção Musical: Juliano Valle Produção Executiva: André Maia Selo: Rapport Distribuição: Believe Fotos: Diego Marcel Arte: Vitoria de Santi Capa: Matheus Andrighi  

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26/03/2021|

Álbum de Juliana Linhares, ex-Pietá, traz parcerias da cantora e compositora potiguar com Chico César, canção inédita de Tom Zé e participações especiais de Zeca Baleiro, Letrux e Mestrinho Primeiro álbum solo de Juliana Linhares, “Nordeste Ficção” trás beleza e alegria irresistíveis, remetendo aos deliciosos LPs clássicos de Amelinha, Elba Ramalho, Cátia de França, Terezinha de Jesus e outros nomes da geração nordestina lançados na virada dos anos 1970 para os 1980. Lindo seria se também ecoasse a grandeza melódica e poética de compositores como Alceu Valença, Ednardo, Fagner, Belchior e Zé Ramalho. Seria ainda melhor se pudesse dialogar com os herdeiros deles nos anos 1990: Chico César, Zeca Baleiro, Rita Ribeiro, Lenine etc. O álbum abre espaço para questionamentos sobre os significados de ser nordestino hoje. Cantora, compositora e atriz nascida em Natal, Juliana foi viver no Rio de Janeiro em 2010. E essa mudança deu a ela um lugar de observação privilegiado a respeito dos clichês com que o resto do país enxerga o Nordeste. A reação a esses estereótipos – e também a compreensão deles – seria material para a criação das canções. E se o Nordeste é uma invenção, como cantou Belchior, a arte segue sendo...

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25/03/2021|

A Fundação José Augusto orienta aos contribuintes do Imposto de renda Pessoa Física, principalmente aos proponentes dos editais da Lei Aldir Blanc RN que tiveram rendimentos pagos pela FJA acima de R$ 1.903,99, a utilizarem a seguinte tabela progressiva: Até R$ 2.000,00 – Isentos Valor Bruto: 2.500,00; Imposto: 44,70; Valor Líquido – 2.455,30 Valor Bruto 3.000,00; Imposto: 95,20; Valor Líquido – 2.904,80 Valor Bruto: R$4.000,00; Imposto: R$ 263,87; Valor Líquido: R$3.736,13 Valor Bruto: R$.5.000,00, Imposto: R$505,64; Valor Líquido: R$.4.494,36 Valor Bruto: R$6.000,00; Imposto: R$780,64; Valor Líquido: R$ 5.219,36 Valor Bruto: R$7.000,00; Imposto: R$1.055,64; Valor Líquido: R$5.944,36 Valor Bruto: R$7.500,00; Imposto:R$1.193,14; Valor Liquido: R$.6.306,86 Valor Bruto: R$.8.000,00; Imposto: R$1.330,64; Valor Líquido: R$.6.669,36 Valor Bruto: R$ 10.000,00; Imposto: R$1.880,64; Valor Líquido: R$ 8.119,36 Valor Bruto: R$12.000,00; Imposto: R$2.430,63; Valor Líquido: R$9.569,36 Valor Bruto: R$15.000,00; Imposto: R$3.255,64; Valor Líquido: R$ 11.744,36 Valor Bruto: R$20.000,00; Imposto: R$.4.630,64; Valor Líquido: R$15.369,36 Valor Bruto: R$ 25.000,00; Imposto: R$ 6.005,64; Valor Líquido:R$18.994,36 Valor Bruto: R$ 30.000,00; Imposto: R$.7.380,64; Valor Líquido: R$22.619,36 Valor Bruto: R$ 40.000,00; Imposto: R$.10.130,64; Valor Líquido: R$ 29.869,36 Valor Bruto: R$ 50.000,00; Imposto R$ 12.880,64, Valor Líquido: R$ 37.119,36 Valor Bruto: R$ .80.000,00; Imposto: R$ 21.130,64; Valor Líquido: R$ 58.879,36 Fonte Pagadora: Fundação José...

Festival Casa Tomada prepara novidades para próxima edição

25/03/2021|

Após cinco dias de programação e cerca de 30 horas de atividades, o Festival Casa Tomada (8ª Edição da Mostra Casa Tomada) encerra sua programação com saldo positivo de fortalecer a produção independente do Rio Grande do Norte. Com o sucesso desta edição, os organizadores já preparam novidades para o segundo semestre. Sob o conceito “Dança Caseira”, o festival apresentou uma programação diversa contendo oficinas, residência artística, mostra de processos, bate-papos, performances, videoartes, videodanças, além de um pocket show musical. “A edição Dança Caseira foi a primeira edição do Festival Casa Tomada que contou com patrocínio direto. Todas as outras sete edições aconteceram de modo independente, com recursos do Coletivo CIDA, da Casa Tomada e dos artistas participantes. Para nós, ter sido contemplados na Lei Aldir Blanc e ter contado com nossos apoiadores, foi crucial para atingir um público mais expressivo, e principalmente com a qualidade de execução que obtivemos”, comenta René Loui, um dos organizadores do Festival. “Percebemos um grande avanço enquanto produção. A pequena mostra realmente se transformou em um grande festival. Impactamos diretamente as cinco regiões do Brasil e ainda outros países ao redor do mundo com nossas oficinas, residência artística, exibições e bate-papos. Isso demonstra que...

premio-musica-potiguar

25/03/2021|

A produção do Prêmio Potiguar de Música fechou parceria com a Rádio Universitária FM 88.9 para divulgar as 10 canções finalistas no período de votação popular. O professor de música e curador do evento, Armando Souza ressalta que “a parceria é um importante ato de valorização da cultural potiguar, principalmente da Rádio Universitária que, em seus 20 anos de existência, tem demonstrado compromisso com a cultura do Rio Grande do Norte”. O Professor lembra ainda que as inscrições estarão abertas até o dia 05/04/2021, pelo site www.oficinalivredemusica.com.br. O Prêmio Potiguar de Música vai premiar os melhores, com 7 mil reais + Troféus + Medalhas + Certificados de participação, conforme o regulamento disponível no site da Oficina Livre de Música. O festival PRÊMIO POTIGUAR DE MÚSICA tem o patrocínio da Lei Aldir Blanc Rio Grande do Norte, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial de Cultural, Ministério do Turismo e Governo Federal. INFORMAÇÕES co*****@**********************om.br whatsap 9984-7685 9859-0024

Camilo Lemos

25/03/2021|

A Prefeitura do Natal, através dos incentivos da Lei Djalma Maranhão e da Secretaria de Cultura (Secult/Funcarte), promove a economia criativa da cidade brindando programação cultural de qualidade e produzida por artistas potiguares. Neste fim de semana, o público terá como opções shows, espetáculos infantis e até vídeo aulas de música clássica, tudo no formato online. CONFIRA: DOMINGO TEM SOM DA MATA VIRTUAL O projeto Som da Mata apresenta o “Trio Braúna” formado por Filipe Félix (violino e bandolim), Camilo Lemos (violão de 7 cordas) e Jailton Medeiros (percussão). O show resgata as músicas de compositores nordestinos de música instrumental do choro. A apresentação acontece domingo (28), às 16h30, através do https://www.youtube.com/somdamata BOSQUE ENCENA PARA A CRIANÇADA A criançada já tem programação para a manhã de domingo. O projeto Bosque Encena recebe o grupo “Teart de Teatro” com o espetáculo “O Reizinho Mandão”. O texto de Ruth Rocha conta a história de um Rei autoritário que reprimiu o povo utilizando o medo como um instrumento. A peça aborda a liberdade de expressão, a consciência crítica, o sentido de justiça e a capacidade de reflexão, tudo isso tratado de forma lúdica para encantar o público de todas as idades. O espetáculo...

Heróis ou mártires?

25/03/2021|

Em conversa com um amigo, disse-lhe que as equipes de saúde de UTI deviam merecer atenções iguais às que são atribuídas aos tripulantes de aeronaves. E expliquei que os riscos do excesso da fadiga humana para a segurança de voo são os mesmos para os cuidados médicos aos pacientes graves. Sabe-se que o ser humano, em especial a mente humana, precisam alternar períodos corretos de trabalho e de repouso, a fim de manter um estado de alerta capaz de garantir ações rápidas e efetivas, no momento certo. Porém, na “prática a teoria é outra”, ou seja, existem muitos fatores que interferem para a não adoção de medidas tais como essas, para as equipes de saúde. São medidas fáceis de defender e difíceis de aplicar, até mesmo em tempos normais, quanto mais em tempos tão adversos como os que vivemos nos dias atuais. Na vigência dessa terrível pandemia, talvez a pior de todas as pestes que já acometeram os seres humanos, estou sempre a pensar na angústia dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid 19. Em texto recente na Folha de S. Paulo, o médico e professor Carlos Magno Fortaleza, da Unesp, escreveu: “Desconsolados, assustados, cansados,...

25/03/2021|

LASCÍVIA A língua vibra, Morde-se entre os lábios A lembrar teu corpo Tua boca, teus olhos, Tua voz.   Busca  achar-te Entre  estrelas, No céu da boca Lambe, Teu nome… Luz.   É lívido, embora  ainda, O leve  gosto  de tua  língua A misturar-se ao doce, Ao fel, O que era nós.   Na língua saliva o desejo, Lascívia, Língua solta a te beijar. Lampejo Lembrança de nós dois, Entre os lençóis a se amar. (Paula Belmino)

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