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Hailton Mangabeira e o Capitão Racine

O poeta e escritor Hailton Mangabeira lançará este mês o livro Capitão Racine, pela Editora Z, (do experiente jornalista Osair Vasconcelos, que também assinou a revisão do trabalho), uma importante

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Dois documentários de Natal são selecionados para o 5º FALA São Chico

Redação

Dois filmes produzidos em Natal (RN) são selecionados para a Mostra Competitiva de Curtas do 5º Festival Audiovisual Latino-Americano de São Francisco do Sul – FALA São Chico 2026.  “O Reduto”, de Julia Donati, apresenta o espaço de capoeira Reduto dos Angoleiros e seu criador. Já “A Voz dos Muros”, de Suelayne Cris, retrata artistas e suas vivências na cultura hip-hop. Realizado na ilha de São Francisco do Sul, no norte de Santa Catarina, terceiro território mais antigo do Brasil, o festival reafirma sua vocação como espaço de encontro e difusão do cinema documental latino-americano contemporâneo. Ao todo, 15 curtas-metragens documentais, incluindo temáticas infantojuvenil, integram a seleção oficial desta edição e serão exibidos no Teatro XV de Novembro, localizado no Centro Histórico da cidade. As produções selecionadas representam cinco países: Brasil, Colômbia, Cuba, Uruguai e França, esta última em coprodução internacional. No cenário nacional, os filmes contemplam realizadores de seis estados brasileiros e do Distrito Federal, ampliando o panorama de diferentes olhares e territórios do país. A curadoria deste ano também destaca a presença de quatro cineastas estreantes, reforçando o compromisso do FALA São Chico com a valorização de novas vozes, perspectivas e narrativas no audiovisual independente. Entre todos os filmes selecionados, oito são dirigidos por mulheres, cinco têm direção LGBTQIAPN+, quatro contam com direção de pessoas pretas ou pardas, um possui direção indígena e um é dirigido por Pessoa com Deficiência (PcD). A mostra reúne ainda uma produção universitária e nove documentários contemplados com o Selo Marias de Cinema. Dois dos filmes da seleção oficial terão sua estreia no festival. Santa Catarina, estado anfitrião do evento, será representado por quatro produções. Em sua quinta edição, o FALA São Chico consolida-se cada vez mais como uma vitrine para o cinema documental independente latino-americano, promovendo o intercâmbio cultural e ampliando o acesso do público a obras que refletem a diversidade de realidades, identidades e experiências do continente.  Confira os filmes selecionados de Natal (RN): -O Reduto, de Julia Donati | Brasil, Natal/RN | 15 min | 2026 | Documentário Sinopse: O filme apresenta o espaço de capoeira “Reduto dos Angoleiros” e seu criador, Vovô Capoeira, acompanhando, em tom íntimo e afetivo, o cotidiano do mestre e sua relação com a cultura popular, a educação e a capoeira angola. Indicação Livre. – A Voz dos Muros, de Suelayne Cris | Brasil, Natal/RN | 14 min | 2025 | Documentário Sinopse: Carcará, Erva Doce, Blue, Hugh e FB, artistas...

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Mary Land Brito avalia reunião com ministra Margareth Menezes

09/02/2023|

A Secretária Extraordinária da Cultura do RN, Mary Land Brito juntamente com os secretários e dirigentes Estaduais de Cultura, se reuniu esta semana em Brasília-DF, com a Ministra da Cultura, Margareth Menezes e sua equipe para apresentação do plano de trabalho do Ministério de Cultura (Minc) e a criação de um cronograma ações com as administrações estaduais. Na agenda, que integra a reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, realizada na segunda (6) e terça (7), foram debatidas questões importantes para a reconstrução do Ministério da Cultura e para a implementação das Leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2. Na segunda, o fórum debateu os temas que seriam apresentados na reunião com a ministra, além da formulação de uma carta contendo as demandas prioritárias elencadas pelos gestores estaduais de cultura. O documento contém questões como as datas das conferências nacional, estaduais e municipais de cultura que terão cronogramas com novas datas para as suas realizações. Também foram debatidas ações de internacionalização de cultura brasileira e a operacionalização prática das leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc 2 com os suportes necessários para suas execuções em períodos distintos. Diálogo com o Minc A Secretária Mary Land avalia que...

Feijoada-baile do bloco das Kengas é neste domingo

09/02/2023|

É com muita purpurina e animação que a tradicional feijoada-baile do bloco das Kengas acontece domingo (12) no Solar Bela Vista, com início às 12h. E vai ter samba com Ribeira Boêmia, show de Rodolfo Amaral, Orquestra do Papão, DJ La Promo e participações especiais de Jarita Night and Day, Divina Shakira e Hilary Hiton. Foi por amor ao carnaval que um grupo de amigos se reuniu e colocou o bloco das Kengas na rua pela primeira vez. Era 1983, o carnaval de Natal estava se fortalecendo e inúmeros blocos surgiam inspirados pelo sucesso da BandaGália. Quarenta anos depois, o bloco segue fazendo história, sendo um espaço de expressões artísticas e acolhimento para todas as pessoas. “Ser kenga no sentido folia é gostar da vida colorida com música e igualdade social, brilho e prazer de ser feliz”, assim define o carnavalesco Lula Belmont criador do bloco. Compra das camisetas a R$ 60 no Bardallos Comida e Arte (@bardallosnatal) Mais informações: 84 98826-3889 @kengas_natalrn CRÉDITO DA FOTO: Canindé Soares

Confira 3 prévias carnavalescas gratuitas para este FDS

08/02/2023|

CARNASINSP O CarnaSinsp, prévia carnavalesca do Bloco Cultural dos Servidores Públicos, há 6 anos abre as festividades carnavalescas do centro histórico de Natal. Será neste sábado, no Espaço Cultural Ruy Pereira. O bloco é gratuito. Tem distribuição de camisetas para servidores e tem a participação de cerca de 60 artistas entre músicos, jovens passistas, bailarinos, e atores da cidade. Para 2023 a Sétima edição do CarnaSinsp terá na programação show de abertura com a cantora Jaina Elne e presença do rei e da Rainha do Carnaval. A apresentação do Bloco pelas ruas do centro-histórico acontece com Orquestra de Frevo do Maestro Negão e com a participação de passistas de frevo, atores fantasiados de Kengas em homenagem a Lula Belmont, servidor público aposentado e um dos fundadores do Bloco As Kengas .O show de encerramento será com o festejado cantor de frevo Leão Neto. Programação 14h – Concentração no Bar do Zé Reeira 14h30 – Show de abertura com Jaina Elne 17h – Orquestra de Frevo do Negão – Cortejo pelas ruas do Centro Histórico 20h – Show de encerramento com Leão Neto EU AMO OLINDA, MAS MORRO PELO CARECA Após o sucesso do bloco de prévia “Eu Amo Olinda, Mas...

William Eloi

08/02/2023|

Histórias verdadeiras e inventadas e personagens reais e fictícios se fundem no quarto e mais novo livro do escritor William Eloi, “A Calçada”, obra que flerta com a autobiografia, apresentada de uma maneira nada convencional – em fragmentos e diluída em contos que se entrelaçam. O livro, publicação de estreia da Juriti Edições, nova editora do RN, será lançado sábado, 11, no Seburubu, a partir das 10h. Nele, William “retorna” à casa no bairro da Cidade da Esperança em que viveu boa parte do tempo de criança e toda a adolescência e se vê novamente na sua calçada rodeado de meninos (ele menino também) entre brincadeiras típicas da idade e dividindo as recentes descobertas musicais, literárias, cinematográficas, científicas e do despertar da puberdade. Reencontra a rua, a feira, o bairro, seus personagens e histórias. Ora como “protagonista”, ora como figurante, ou apenas no papel de narrador onisciente, William Eloi (Neno) apresenta uma galeria de personagens comuns – moradores e transeuntes – em situações cotidianas, banais; capta em suas miudezas e insignificâncias pequenos sinais do humano, do universal, e transforma o superficial no que há de mais profundo; o ordinário em sublime. Sua escrita é simples, direta, dinâmica e por vezes...

Um encontro inesperado

08/02/2023|

Gosto muito do clima festivo de final de ano, dos encontros que essa época nos proporciona e dessa coisa meio mágica que é pensar na possibilidade de um novo ano para fazermos novas coisas, deixarmos outras para trás e, sobretudo, acreditarmos que dias melhores virão. Sim, acreditar que dias melhores virão é um dos combustíveis para seguirmos em frente quando perdemos o emprego, rompemos uma amizade, não alcançamos um objetivo pelo qual lutamos muito, sofremos uma decepção amorosa, perdemos um ente querido… Se por um lado são inúmeros os motivos que nos causam angústias, incertezas, por outro, também são muitas as razões que nos fazem seguir acreditando na vida, nas pessoas, no amor, na amizade… E esse clima bom de final de ano acaba se estendendo um pouco até o mês de janeiro, em que muita gente está de férias e promove festas/encontros para reunir amigos e familiares. Aqui no Rio Grande do Norte, isso é muito comum nas casas de praia, onde famílias inteiras costumam veranear durante os meses de dezembro e janeiro. Deve ser maravilhoso passar um/dois meses na praia. Alguns grupos de amigos também costumam alugar casas de praia para promover esses encontros, e não precisa necessariamente...

Hazy_IPA

08/02/2023|

Saudações, Ipeiros de carteirinha! O texto de hoje é dedicado a todos vocês que ficam caçando o nome do lúpulo nos rótulos das cervejas. Brincadeiras à parte, vamos falar sim da queridinha de 9 em cada 10 cervejeiros artesanais: a Hazy IPA. Outrora denominada de NEIPA (ou de algumas outras variantes, como Juicy IPA, e similares), a Hazy IPA, doravante denominada assim após uma mudança no guia do BJCP de 2022, é o estilo dominante atualmente. Assim, seja na predileção dos consumidores ou na escolha comercial das cervejarias, um ponto inefável e indiscutível no mundo das cervejas artesanais é o da prevalência do estilo em apreço. Se há poucas unanimidades no mundo, possivelmente, essa é uma delas. Para além desse fato incontestável, o texto de hoje buscará falar de uma particularidade do estilo ao longo dos seus anos de se firmar como dominante. Foi comum que, na maioria dos casos, ela fosse colocada na forma de lata no mercado (para além dos chopes, nos bares e Brewpubs, obviamente), contudo, parece haver um movimento de envasar as cervejas em garrafas de vidro mais recente. É justamente sobre a perspectiva dessa mudança que falaremos um pouco mais no texto de hoje. O...

“Janes Joplin” é o novo single da nova banda natalense Luz Del Fuego

07/02/2023|

A banda Luz Del Fuego, recém-chegada no cenário musical de Natal, lançou recentemente o seu primeiro single, “Janes Joplin”, que você pode encontrar nas principais plataformas de streaming. A banda nasceu da inquietação artística de seus integrantes, e do não conformismo diante da situação política na qual se encontrava — e ainda se encontra — o País; e também da importância de haver uma mulher ocupando o seu lugar de fala, cantando suas indignações cotidianas. Os integrantes da banda são influenciados por sons que vão desde o rock progressivo, como Rush e Pink Floyd, à psicodelia da música brasileira, passando por Caetano Veloso, Rita Lee, Ave Sangria, Lula Côrtes, Alceu Valença, Belchior e Raul Seixas, entre tantos outros. O single tem a sua letra composta em homenagem à grande artista que foi Janes Joplin, por isso a faixa só poderia ter nascido homônima, como conta a vocalista, Lua Freitas. O lançamento também conta com dois parceiros: Maluz Maheros, artista visual que criou a arte de capa, e Rafael Weikath, que escreveu a letra. A banda promete manter-se ativa e novos lançamentos para breve! Formação: Lua Freitas – Vocal Josias Silveira – Baixo e Sinth Gleydson Muriel – Guitarra Müde –...

Veja 5 agitos carnavalescos para este sábado e domingo em Natal

07/02/2023|

PATUSCADA Esse ano tem carnava com apresentação da Beats, a Patuscada – festa tradicional entre os amantes da folia potiguar – realiza a sua edição de prévia carnavalesca, na Arena das Dunas, neste sábado, das 15h até 1h. Com programação gratuita, com arrecadação de alimentos e retirada de ingressos antecipada pelo site Outgo, a Patuscada de Carnaval promete muita animação para foliões de todos os ritmos, com as cores da diversidade e muito respeito às diferenças! A Patuscada é de todes! – Programação: DJ Isadora Aragão Frevo do Xico Banda Pretta Pagode do Coxa DJ DK Dinho Sales DJ Lucas D’medeiros Ingressos gratuitos: www.outgo.com.br/patuscada  – Próximos lotes: 06/02 e 10/02 *Na entrada será solicitada a contribuição de 2kg de alimento por pessoa NEM SE ACABA, NEM FICA POUCO As ruas do bairro Tirol vão ficar agitadas neste sábado com mais uma edição do bloco Nem Se Acaba, Nem Fica Pouco. A folia vai começar às 16h, com a concentração no Bar do Goiamum, na Av. Rodrigues Alves, entrando na rua Alberto Maranhão e depois na Av. Hermes da Fonseca até o Aeroclube do RN. A festa terá animação do cantor Tatau – ex-Araketu, Gege Bismark, Orquestra Clarin Triunfal, Sax in the House e Diogo Das...

Reservas de ingressos gratuitos para carnaval no Solar Bela Vista começam hoje

07/02/2023|

A partir deste mês, o Centro Histórico de Natal conta com mais um atrativo. É o Solar Bela Vista Cultura, que vai apresentar shows, espetáculos e ações artísticas gratuitas ao longo do ano. A programação no espaço, mantido pela FIERN por meio do SESI-RN, tem início dia 16 de fevereiro com um baile à fantasia. Já no dia 19, domingo de carnaval, é a vez do público infantil, com o bailinho de carnaval “Mamãe eu quero”. Os ingressos gratuitos começam a ser distribuídos hoje, dia 7, a partir das 12h, no Sympla. Para animar o primeiro baile à fantasia do Solar Bela Vista sobe ao palco a cantora Khrystal, com um show especialmente preparado para o período do reinado de Momo, intitulado “Baila Comigo”. Acompanhada de baixo, guitarra, bateria e trompete dobrado, a cantora apresentará um repertório de alto nível que vai de Rita Lee a Caetano Veloso, passando por músicas de Moraes Moreira, Alceu Valença e Luiz Gonzaga.  Em seguida, a SESI Big Band, comandada pelo Maestro Eugénio Graça, faz uma volta ao passado com marchinhas carnavalescas tradicionais e frevos. Para entrar no clima dos bailes de outrora, a festa terá ainda um concurso de fantasias, com direito a prêmio...

Secretária Mary Land Brito participa do Fórum Nacional de Cultura em Brasília

06/02/2023|

A Secretária Extraordinária da Cultura, Mary Land Brito iniciou sua agenda oficial à frente da pasta desde o início de fevereiro. Nesta segunda (6) e terça (7), a gestora participa da reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, que se realiza em Brasília-DF. Durante a realização do Fórum Nacional de Secretários de Cultura, Mary Land integra debates importantes para a gestão pública da área como os desafios da Políticas Públicas para 2023, a Conferência Nacional de Cultura, as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc, além de uma audiência com a Ministra da Cultura, Margareth Menezes. A gestão da Fundação José Augusto (FJA) se encontra neste momento em fase de transição administrativa com o escritor Crispiniano Neto na função de Diretor-Geral e Fábio Henrique Lima como Diretor-adjunto. A secretária realizou reuniões com a equipe de coordenadores do órgão para apresentar suas propostas e dinâmicas de trabalho na condução da política cultural para o Estado do RN. Mary Land Brito A secretária Mary Land Brito é Mestre em Multimeios pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. É professora, e ex- coordenadora do Curso de Produção Cultural do IFRN Campus Natal Cidade Alta, tendo como...

pelé

06/02/2023|

Desde meu tempo de menino, em Nova Cruz, sempre gostei de futebol. Lá, joguei muitas peladas, apesar das feridas nos dedos dos pés gerados por frequentes topadas. Assisti a muitos jogos no campo da cidade, principalmente os confrontos entre o São Sebastião e o União, os melhores times locais. No âmbito nacional, torcia pelo Vasco da Gama, e ouvia os seus jogos no rádio plugado em uma bateria de carro. Em 1958, já residindo em Natal, acompanhei alguns jogos da Copa do Mundo também pelo rádio, mas plugado na tomada da luz. Foi quando conheci Pelé, na voz vibrante do locutor a exaltar os feitos brilhantes do Rei, então com 16/17 anos. Nascia o futebol-arte, ou a arte no futebol. Dois anos mais velho do que o famoso mineiro de Três Corações, tudo fazia para seguir seus passos e passes, no rádio, na TV preta e branca ou colorida, nos palcos de onde ele encantava as plateias, ou seja, nos campos de futebol, a maior parte do tempo vestindo a camisa do Santos F. Clube, onde surgiu e prosperou seu destino de Rei. Em matéria da Folha, o repórter Naief Haddad relata uma visita de Pelé ao próprio Jornal, em...

Bloco-Submarino-Amarelo

06/02/2023|

O Submarino Amarelo, depois de dois anos nas profundezas do oceano  protegendo-se da pandemia da Covid-19, volta a animar as ruas de Natal  durante o CARNAVAL 2023. Programado um ensaio aberto em frente à confraria Letra & Música, bairro Petrópolis, na próxima quinta-feira (09), a partir das 18h, e confirmado presença no desfile oficial no sábado (18) de CARNAVAL, com concentração no mesmo lugar do ensaio a partir das 16h, seguindo em cortejo para o LARGO DO ATHENEU às 19h, onde estará esperando a Banda do Submarino Amarelo no palco oficial do Polo Petrópolis. Vencedor do Prêmio Dosinho 2018 como Revelação Do Carnaval Multicultural De Natal, ao som de clássicos dos Beatles, é diversão garantida para um público exigente de todas as idades. O repertório será todo transformado pela direção musical em ritmos comuns nos bailes de Carnaval como a Marchinha, o Frevo, o Axé, o Samba, etc. Para garantir a animação, o bloco conta com uma banda de frevo com 25 músicos sob o comando do maestro Gilberto Cabral e um grupo de  estrelas formado por Fernando Suassuna E Darlan Marley (bateria), Paulo De Oliveira (contrabaixo), Stallone Terto (guitarra), Eduardo Taufic (teclados), Ramon Gabriel (percussão), Fábio Isaac(saxofone), Isaque Ferreira...

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