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A Revolução de 1817 em Martins

A Revolução de 1817, deflagrada em Recife sob a égide do Liberalismo, visava instaurar uma República independente de Portugal. Chefiou-a no Rio Grande do Norte, André de Albuquerque Maranhão, o

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Woden Madruga: 70 anos de jornalismo

Por Thiago Gonzaga Um dos maiores nomes da crônica jornalística potiguar de todos os tempos, Woden Madruga completa nestes 2024, 70 anos de jornalismo.  Iniciou-se na profissão em 1954, no

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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Arraiá do Outro Par agita o bairro de Ponta Negra, neste sábado

16/06/2023|

O Arraiá do Outro Par integra o calendário junino do Rio Grande do Norte desde 2015, promovendo uma celebração musical que resgata a cultura dos arraiás e das festividades tradicionais de São João em Natal. Em 2023, o evento mergulha pela primeira vez em Ponta Negra apresentando a 9ª edição, de forma gratuita, e para todas as idades, como também, homenageia o Mestre Severino do Coco, um dos maiores artistas da cultura popular do estado. A edição contará com ações como distribuição de brindes do Praia Shopping, correio elegante ambulante, maquiagem infantil, pula-pula, quadrilha improvisada, barraca do beijo, e uma super programação musical composta por:Circuito Musical ; Guga Playboy ; Homenagem ao Mestre Severino ; Paredão baseB com o DJ Opa Bruno e o Trio os Amantes do Forró. E ainda, uma homenagem especial ao eterno Tio Paulinho. O Arraiá do Outro Par tem realização da BaseB Cultural com patrocínio da Prefeitura do Natal e Unimed Natal e apoio da vereadora Brisa Bracchi e AMPA (Associação dos Moradores dos Parques Residenciais Ponta Negra e Alagamar). ARRAIÁ DO OUTRO PAR 2023 – 9ª Edição Dia 17 de junho, sábado, a partir das 17h Local: Praça da Lagoa de Captação – Av. Praia de Muriú, Ponta Negra – Natal/RN ACESSO GRATUITO...

Fest Bossa & Jazz confirma edição 2023 nas praias da Pipa e de São Miguel do Gostoso

16/06/2023|

O Fest Bossa & Jazz, maior festival de jazz, blues, bossa nova e música instrumental do Nordeste, anuncia as datas de realização para 2023. A Juçara Figueiredo Produções definiu as datas de 10 a 13 de agosto, na Praia da Pipa, e de 17 a 20 de agosto, em São Miguel do Gostoso. O formato apresenta mudanças. O Festival será realizado em sequência em um só mês, com oito dias de evento, sendo quatro dias no litoral Sul e quatro no litoral Norte, nas praias potiguares mais badaladas do Rio Grande do Norte. Em breve, a organização do Fest Bossa & Jazz vai anunciar mais novidades, que não são poucas neste ano. Fest Bossa & Jazz – 14 anos Reconhecido e firmado no calendário potiguar, o Fest Bossa & Jazz, idealizado por Juçara Figueiredo Produções, surgiu em 2010 e já realizou 27 edições em quatro cidades do Rio Grande do Norte (Natal, Pipa, São do Miguel do Gostoso e Mossoró), totalizando mais de 300 atrações nacionais e internacionais do jazz, bossa e blues.  Uma mistura de ritmos que já reuniu um público estimado em mais de 500 mil pessoas ao longo das edições. Nesses 14 anos, passaram pelos palcos do Festival, artistas internacionais como J.J. Jackson, Willie Walker,...

picasso

15/06/2023|

O mundo celebrou, em abril passado, os 50 anos da morte física de um dos maiores artistas da história: Pablo Picasso.  Ele nasceu em 25 de outubro de 1881, em Málaga, na Espanha, e morreu em 08 de abril de 1973, em Mougins, na França.  Numa época em que a média de vida humana ficava de 25 a 30 anos, Picasso viveu 91 anos.  Seu nome de batismo era: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan, Nepomuceno, Maria, de los Remedios Cipriano de La Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso.  Seu pai era pintor e professor da Escola de Belas Artes de San Telmo. Pablo Picasso fez sua primeira exposição em Barcelona aos 9 anos de idade e, aos 19, foi morar em Paris, onde muito cresceram suas habilidades artísticas e suas amizades.  O suplemento Folhinha, do jornal Folha de S. Paulo, em matéria sob a orientação da jornalista Marcella Franco, publicou ótima matéria para os leitores infantis, alusiva a Pablo Picasso.  Quatro crianças na idade de 4 anos responderam perguntas sobre obras de Picasso.  Por exemplo, a obra “Tete de Femme au Chapeau” (1939).  O primeiro aluno:  “Vejo um chapéu”.  O 2º: vejo uma mulher, resposta igual ao 3º aluno. ...

TERRA ESTRANGEIRA: O rio da minha aldeia

15/06/2023|

Castelo de Paiva – Portugal, 18 de Julho de 2006 Sempre fui fanático por mapas. Uma das imagens mais recorrentes da minha primeira infância são os mapas que haviam em um imenso atlas branco que minha mãe ganhou após ter comprado todos os fascículos da Enciclopédia Barsa. Talvez, por ter nascido numa cidade litorânea, sempre foquei no horizonte. Sempre acreditei que, depois do horizonte, não poderia haver um abismo, um buraco, uma linha divisória onde se lê uma placa com os dizeres: “aqui termina o mundo”. Acabei meio que, por causa disso, passando um bom tempo da minha vida de criança olhando mapas de lugares estranhos e distantes. Foi assim que eu decorei o nome de muitas das capitais dos países que existiam nos anos 80 e quase todas as bandeiras nacionais daquele mundo de fins de guerra fria. Ali aprendi os nomes dos desertos, dos oceanos e das cadeias de montanhas. Lembro que tinha medo da Ásia. Não sei porque, mas eu tinha medo da Ásia. Era muito grande, com aquela vastidão desconcertante. Um bloco imenso de terra, distante demais da minha pequena aldeia litorânea. A África também me assustava, mas, talvez, devido algum impulso genético, também me deixava...

Sobre a Academia de Letras e o livro de Carlos Peixoto

14/06/2023|

Que vem a ser uma Academia de Letras? Instituição de natureza privada, sem fins lucrativos, destinada a fomentar a cultura, especialmente a literatura, zelando pelo idioma pátrio. Eis como a definem alguns autores. Certas “cláusulas pétreas” de sua “constituição”, conferem-lhe feição única, inconfundível. Por exemplo, compõem-se de, no máximo, 40 cadeiras – o que lhe dá caráter de clube fechado –, e obedece a determinados ritos, imprescindíveis. Sendo, como ficou visto, guardiã do idioma, deveria, logicamente, integrar-se apenas por escritores, artistas da palavra. Todavia, já nos seus primeiros tempos, a Academia Brasileira de Letras, cognominada academia-mãe, acolhia elementos alheios às letras, porém participantes do mundo cultural, como por exemplo, Santos Dumont, Oswaldo Cruz e o Barão do Rio Branco. Essas ilustres personalidades e outras, que vieram depois, passaram a ser chamadas de “expoentes”. No livro “Academia Brasileira de Letras – Histórias e revelações” (2003), Daniel Piza, após citar Machado de Assis, primeiro presidente, e dizer da sua importância, refere-se a outro dos fundadores – Joaquim Nabuco – considerando-o não menos influente que o bruxo de Cosme Velho. E acrescenta: “…foi o maior defensor da ideia de que a Academia, tal qual na França, não se limitasse a escritores e abrisse...

Novo bar de rock em Natal inaugura nesta quinta

14/06/2023|

A partir desta quinta-feira, dia 15 de junho, Natal ganhará uma nova opção de lazer: o Corvo Cafeteria & Pub, uma experiência musical intensa, onde as guitarras vão rugir, as batidas vão pulsar e os corações vão bater no ritmo frenético do rock. A proposta do Corvo é criar uma atmosfera que seja vibrante, autêntica e envolvente, onde os clientes possam experimentar o melhor do entretenimento e do serviço impecável. O cardápio especial foi cuidadosamente preparado por uma talentosa equipe de chefs e oferecerá uma seleção de pratos e bebidas que irão satisfazer tanto os paladares mais exigentes quanto a sede dos verdadeiros fãs de rock. Um soft-opening para convidados foi realizado nessa terça-feira (13) e já foi um sucesso. Pelo que já se deu para ver no dia de testes, a casa será um sucesso. O espaço ficou incrível, projetado com muito carinho e cuidado para ser um refúgio a todos que vivem e respiram o rock. O projeto foi idealizado por Ludmilla Botelho e Paulo Botelho, irmãos que resolveram inovar na capital potiguar. O Corvo Cafeteria & Pub está localizado na rua Ataulfo Alves, 1909, Candelária. O café funcionará de segunda a sábado, das 10h às 17h, e...

kengaço

13/06/2023|

Quem nunca ouviu falar em Virgulino, o Lampião? Esse foi o principal nome de um movimento ocorrido no sertão nordestino durante o fim do século XIX e início do século XX, denominado cangaço. Os cangaceiros, com seus chapéus de abas largas, roupas de couro enfeitadas, punhais e armas de fogo na cintura, atuaram em cidades de todo o Nordeste. E esse movimento inspirou o mais tradicional bloco carnavalesco da cidade, As Kengas, a realizar nas noites de quartas do mês de junho o KENGAÇO, festejo junino no espaço Bardallos Comida & Arte, com direito a performances de drags juninas, presença de madrinhas do bloco, quadrilha improvisada, fechação, sorteio de balaio babado e shows com as bunitas Edja Alves nas noites de 14 e 21 de junho, e com a madrinha do Bloco Laryssa Costa na quarta, 28. Os grupos de cangaceiros eram integrados, na maioria das vezes, por sertanejos jagunços e capangas. Já no Kengaço o público vai ser misturado, dos alternativos aos boêmios, jovens e veteranos. E a hostess Hillary Poderosa faz carão e faz o convite: “Podem vir pro Kengaço com ou sem par, bora curtir, beber, namorar, fazer amigos e dançar muito forró no Bardallos”. O acesso...

Praça das Mães: Documentário resgata história da cidade de Natal

12/06/2023|

Um dos lugares mais importantes do município de Natal, marco do limite da cidade colonial, ganha documentário para resgate da sua história. O mini documentário  “Redescobrindo a Praça das Mães” usa narrativas diversas sobre a história e a memória da praça localizada no centro histórico da capital potiguar. O vídeo, que é uma realização do Entre Nós Coletivo de Criação e Diana Fontes – Direção e Produção Cultural, está disponível no Youtube. A Praça das Mães está localizada na bifurcação entre as avenidas Câmara Cascudo e João Manoel, na subida do bairro da Ribeira para a Cidade Alta. Ela, que já foi o marco norte de delimitação da Natal Colonial, construída no século XVI, passa hoje despercebida pelos potiguares que observam apenas a falta de manutenção e cuidados com o espaço e com a obra do artista plástico potiguar Dorian Gray. A partir de entrevistas com especialistas e pessoas que têm uma ligação emotiva com o espaço, o documentário faz um resgate importante da memória desta Praça, uma vez que traz para o público informações sobre o período de construção, as suas modificações e todo o contexto social envolvido nestas transformações. Além do conteúdo histórico, didático, de importante valor para a...

Polo Gastronômico de Ponta Negra realiza Festival de 14 a 30 de junho

12/06/2023|

Um dos grandes pontos turísticos e culturais de Natal, Ponta Negra se consolida de vez como polo gastronômico e de lazer da cidade e realiza de 14 a 30 de junho o primeiro Festival Gastronômico de Ponta Negra, promovido pela Associação dos Proprietários dos Estabelecimentos Comerciais de Ponta Negra (APEC-PN). São vários bares e restaurantes participantes, prontos para encantar o paladar dos potiguares e oferecer uma experiência única. Participarão do evento: Fogo & Chama, Rapadura, Casa de Taipa, Makê Sushi, Gimioni, Adocee, O Fuxico, Cuore di Panna, Rachid’S, Don Matias, Piazzolla, Topway, Forneria 1121, Trapiá, Gustto, Curió, Mercatto, Berti´s e Chapelatto. Com pratos incríveis preparados pelos melhores chefs da região, os potiguares poderão experimentar sabores únicos com o clima praiano do bairro e a energia contagiante do evento para tornar o momento ainda mais especial. Cada casa terá um prato único no valor de R$ 39,90 e a Matersol oferecerá um desconto no mesmo valor em compras a partir de R$ 100,00. “O Festival Gastronômico de Ponta Negra vem para enaltecer a nossa variedade gastronômica e reconhecer os excelentes chefs que temos nos diversos estabelecimentos. O Polo de Ponta Negra é um verdadeiro reduto da boa gastronomia, temos aqui as...

patrícia almeida

12/06/2023|

Mais de 18,5 milhões de mulheres sofreram violência no Brasil em 2022. As vítimas relataram ter sofrido, em média, quatro agressões no ano, mas o número mais que dobra entre as divorciadas, chegando à média de nove vezes. Entre elas, a psicopedagoga Patrícia Almeida, autora do livro que ensina mulheres a se libertarem de violência psicológica. “Mulheres correm perigo! Gaslighting: o que você tem de saber sobre esse tipo de manipulação psicológica na relação afetiva” (Praia, 2023, R$ 20) está à venda no link da editora no Hotmart https://pay.hotmart.com/T83023281A?bid=1685033835772). Os números são da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e que revela o crescimento da tragédia em curso. Entre as formas de violência citadas, as mais frequentes foram as ofensas verbais (23,1%), perseguição (13,5%), ameaças de violências físicas (12,4%), ofensas sexuais (9%), espancamento ou tentativa de estrangulamento (5,4%), ameaça com faca ou arma de fogo (5,1%), lesão provocada por algum objeto que foi atirado nelas (4,2%) e esfaqueamento ou tiro (1,6%). Para se reencontrar, resistir e recomeçar, Patrícia Almeida adotou procedimentos que agora compilou em seu livro e que podem ajudar mulheres que sofrem esse tipo de situação. Ela...

Collabs cervejeiras: colaboração – do mero marketing ao valor agregado

09/06/2023|

Saudações, cervejeiros colaboradores! Vamos falar de um tema hoje que está cada vez mais em voga no mundo da cerveja artesanal. A produção de cervejas colaborativas. De modo geral, eu acredito que o intercâmbio de ideias e de métodos de produção é benéfico para a cultura cervejeira, como um todo. Ela serve como um elo, integrando diferentes pensamentos e diferentes formas de aplicar a criatividade de cervejeiros ao redor do mundo. Atualmente, as fronteiras para a colaboração cervejeira acabam sendo rompidas internacionalmente. Contudo, o próprio conceito de “colaboração” é algo bastante fugaz, ou, minimamente elástico, no contexto do mundo do trabalho. Não é difícil notar tal fato, quando temos a troca gradual, e quase que “sem querer” (mas querendo), do termo “empregado” para o termo “colaborador”, no mundo corporativo. Tal pequena nuance ideológica, de viés linguístico, prontamente denota como o termo “colaboração” pode servir para quase tudo que não há uma definição muito estreita. Na cultura cervejeira, a toada é mais ou menos a mesma. Claro que uma definição muito rígida do que é uma “collab cervejeira” não serve de grande valia para definir, unicamente, se uma cerveja é boa ou não. Todavia, a frouxidão na definição pode dar azo...

O Latim nosso de cada dia

01/06/2023|

É fascinante ver o quanto o Latim é presente em nosso cotidiano, no nosso português. Não é exagero dizer que falamos uma variedade do idioma dos romanos. Lembremos um pouco. Com a expansão do império romano, soldados, marinheiros, artífices, agricultores, escravos, todos falantes de uma variante coloquial da língua latina, o chamado latim vulgar, “misturaram” essa forma própria de se expressar com as línguas já faladas na península ibérica; em especial, à parte oeste da região, que era chamada de Lusitânia pelos romanos. Bom, desse intercâmbio linguístico, adveio (< ad venire = vir, chegar) o nosso português. Pois bem. Em um simples passeio – envolto em meus pensamentos – rememoro e comprovo isso. Ao sair com meu cão (< canis, is), pego uma via (<via, ae = rua, caminho) perto do meu domicílio (< domicilium, i). Assim que viro a esquina, vejo um ambulante (< ambulans, ambulantis, particípio presente do verbo ambulare = caminhar) quase clamando (< clamare, clamando = gritar, exclamar) por fregueses. Continuo deambulando. Espero o ônibus (<omnibus = para todos) passar e atravesso a faixa de pedestres (< pedester, pedestris = que anda a pé, que se faz a pé). No canteiro, nos desviamos do bueiro –...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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