50 anos da morte de Picasso

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O mundo celebrou, em abril passado, os 50 anos da morte física de um dos maiores artistas da história: Pablo Picasso.  Ele nasceu em 25 de outubro de 1881, em Málaga, na Espanha, e morreu em 08 de abril de 1973, em Mougins, na França.  Numa época em que a média de vida humana ficava de 25 a 30 anos, Picasso viveu 91 anos.  Seu nome de batismo era: Pablo Diego José Francisco de Paula Juan, Nepomuceno, Maria, de los Remedios Cipriano de La Santíssima Trinidad Ruiz y Picasso.  Seu pai era pintor e professor da Escola de Belas Artes de San Telmo.

Pablo Picasso fez sua primeira exposição em Barcelona aos 9 anos de idade e, aos 19, foi morar em Paris, onde muito cresceram suas habilidades artísticas e suas amizades.  O suplemento Folhinha, do jornal Folha de S. Paulo, em matéria sob a orientação da jornalista Marcella Franco, publicou ótima matéria para os leitores infantis, alusiva a Pablo Picasso.  Quatro crianças na idade de 4 anos responderam perguntas sobre obras de Picasso.  Por exemplo, a obra “Tete de Femme au Chapeau” (1939).  O primeiro aluno:  “Vejo um chapéu”.  O 2º: vejo uma mulher, resposta igual ao 3º aluno.  O 4º:  “Eu tou vendo um rei”.  À pergunta:  “Você gostou?”  Eis as respostas:  “O chapéu é bonito; Não gostei, ele tá com o nariz torto; Gostei, porque achei um pouquinho doido; Eu gostei dos olhos porque eles são bonitos.  Eles têm cores diferentes.”

Em 91 anos de vida e 78 de carreira, Picasso pintou mais de 13.000 quadros, fez mais de 100 mil desenhos e produziu mais de 300 esculturas.  Talvez nenhum outro artista o iguale em tão grandes números.  O mais importante é a criatividade da sua vastíssima obra distribuída ao redor do planeta.  Revolucionário, vanguardista, visionário, são elogios que definiram Picasso como um dos mestres de pintura mundial.  Inventor do cubismo e criador de um estilo inconfundível, sua obra e ampla biografia representam o que de melhor existe no mundo das artes plásticas.

Depois de uma passagem por Madrid e por Paris, Pablo Picasso voltou a Barcelona e logo integrou-se  à boemia local.  Passou, então a ser reconhecido e valorizado.  Em fevereiro de 1901, recebeu a trágica notícia do suicídio do seu grande amigo Casagemas, em Málaga.  Nesta fase, mergulhou em profunda depressão.  Passou a viver obsessivamente a fase azul da sua obra, quando passou a morar em Montmartre, Paris, e conheceu Fernande Olivier, modelo e sua primeira companheira, com quem conviveria por sete anos.  Saindo da depressão, ingressou no período rosa de sua obra, e conheceu os irmãos americanos Leo e Gertrude Stein que se transformaram em seus primeiros mecenas, em Paris.

Por volta de 1910, a estrela de Stavinsky começou a brilhar, quando compôs a peça Pássaro de Fogo, para a estreia dos Ballets Russes em Paris, que alcançou enorme sucesso. O convite para compor essa obra ele recebeu de Serguei Diaguilev (1872-1929), fundador do Balé Russo, homem culto e grande incentivador das artes e da cultura, não somente no seu país natal, a Rússia, mas também na Europa, e, em especial, em Paris. O famoso livro A Night at the Majestic (2006), do escritor inglês Richard Davenport-Hines, refere-se a jantar festivo realizado no luxuoso Hotel Majestic de Paris, em maio de 1922, que reuniu expoentes do Modernismo.  Na capa desse livro, constam as figuras exponenciais de Joyce, Marcel Proust, Igor Stravinsky, Serguei Diaguilev e Pablo Picasso.

Daladier Pessoa Cunha Lima

Daladier Pessoa Cunha Lima

Primeiro reitor eleito da UFRN. Exerceu o cargo de 1987 a 1991. Graduado em Medicina pela UFRN (1965), tem especialização em Medicina do Trabalho e Administração Universitária, com vivência em instituições universitárias no exterior. Ao se aposentar, abdicou da Medicina e optou pela Educação, tendo se dedicado à instalação da FARN, atual UNI-RN, no ano de 1999. É, ainda, membro da Academia de Medicina do RN e do Instituto Histórico e Geográfico do RN. É autor dos livros Noilde Ramalho – uma história de amor à educação e Retratos da Vida, além de outras publicações. E em abril/2017 foi eleito para a cadeira nº 3, da Academia Norte-rio-grandense de Letras.

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