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Projeto Ecopraça celebra 10 anos

Edição celebrativa traz a ideia da construção de uma “cidade sonho”, em que a resposta para um futuro melhor e mais sustentável está no olhar das crianças O Ecopraça é

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sinfônica beatles

Sinfonia Beatle aos ouvidos e corações

Eleanor Rigby é das canções mais orquestráveis dos Beatles. O original já apresenta um octeto de cordas providenciado por George Martin para este clássico de Paul McCartney. Mas na noite

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Festival Reggae Sua Alma celebra 12 anos fortalecendo a cena reggae potiguar

Redação

O tradicional Reggae Sua Alma chega à sua 12ª edição reafirmando uma trajetória construída pela amizade, pela música e pelo fortalecimento da cultura reggae em Natal. O evento acontece nesta quinta (11), a partir das 18h, no Figa Bar e Cultura, em Ponta Negra. Criado como uma celebração de aniversário entre amigos, o Reggae Sua Alma cresceu ao longo dos anos e se consolidou como um encontro cultural que reúne artistas, músicos e admiradores do reggae em um ambiente de convivência, troca de experiências e valorização da produção musical independente. Ao longo de sua história, o festival recebeu importantes nomes da cena reggae potiguar, entre eles Hallison Rasta, Luanda Luz, Chico Tácio e os Carcará, Raízes de Concreto, além de diversos artistas que contribuíram para fortalecer e manter viva a cultura reggae no Rio Grande do Norte. A programação desta edição terá início às 18h, com a banda NaturalMente, que recebe como convidado especial Bruninho Pernambucano. O encontro promete apresentar ao público um repertório que passeia pelos clássicos do reggae e por influências da música brasileira, celebrando a diversidade sonora que caracteriza o gênero. Às 21h, sobe ao palco Allan Negão, músico reconhecido por sua presença marcante e pela conexão que estabelece com o público através de interpretações carregadas de identidade, sensibilidade e energia. Realizado no Figa Bar e Cultura, espaço que vem se consolidando como importante ponto de encontro da cultura independente em Ponta Negra, o XII Reggae Sua Alma reforça seucompromisso com a valorização dos artistas locais e com a criação de espaços de convivência e expressão cultural. Mais do que uma festa, o evento representa a continuidade de uma história construída coletivamente ao longo de mais de uma década, mantendo viva a essência do reggae como manifestação artística, cultural e humana. Serviço XII Reggae Sua Alma – 12ª Edição 📅 Data: 11 de junho de 2026 🕕 Horário: A partir das 18h 📍 Local: Figa Bar e Cultura – Ponta Negra, Natal/RN 💰 Couvert artístico: R$ 10,00 Programação 🎶 18h – NaturalMente convida Bruninho Pernambucano 🎶 21h – Allan Negão

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Produtora potiguar abre inscrição para projetos de longa-metragem do Rio Grande do Norte

Redação

A Casa da Praia Filmes realizará a quarta edição do Casa da Praia Lab, projeto de formação e desenvolvimento audiovisual que, neste ano, adota o subtítulo “Esquina Criativa”. A iniciativa promoverá um laboratório presencial de desenvolvimento de roteiros de longa-metragem voltado exclusivamente para autores e autoras do Rio Grande do Norte, além de oficinas gratuitas de escrita técnica de roteiro em diferentes regiões do estado e uma mostra de filmes originados em edições anteriores do projeto. As inscrições para o laboratório estarão abertas entre os dias 8 de junho e 3 de julho deste ano via edital. Serão selecionados 15 projetos norte-rio-grandenses de longa-metragem em fase de desenvolvimento, com foco em roteiristas interessados em amadurecer suas obras e aprofundar processos criativos, narrativos e estéticos. Inscreva-se aqui. O laboratório acontecerá presencialmente em Natal, entre os dias 3 e 7 de agosto, reunindo tutorias, atividades formativas, palestras e um pitching final voltado ao desenvolvimento dos projetos selecionados. Além da formação, cada roteirista selecionado receberá uma bolsa de estudos no valor de R$ 1.500, totalizando R$ 22.500 investidos diretamente nos participantes do laboratório. A proposta busca fortalecer a profissionalização do trabalho criativo no audiovisual e ampliar as possibilidades de circulação e financiamento de projetos potiguares. Segundo o cineasta Pedro Fiuza, o Casa da Praia Lab surge da percepção da ausência histórica de projetos do Rio Grande do Norte em laboratórios criativos nacionais e internacionais. “A iniciativa busca ampliar a presença do estado no panorama do cinema brasileiro contemporâneo, oferecendo formação qualificada e criando condições para o desenvolvimento de novas narrativas sobre o território potiguar e nordestino”, enfatizou Pedro, fundador da Casa da Praia Filmes.  Ao longo dos 15 anos de atuação na indústria cinematográfica, a Casa da Praia Filmes consolidou um histórico de circulação nacional e internacional com obras como Sideral, exibido no Festival de Cannes e selecionado para a shortlist do Oscar 2023; Big Bang, premiado no Festival de Locarno; além de Fendas e Vai Melhorar. O Casa da Praia Lab – Esquina Criativa é realizado por meio do Edital Transformando Energia em Cultura 2025-2026, com patrocínio da Neoenergia Cosern e do Instituto Neoenergia, via Programa Cultural Câmara Cascudo. O projeto conta ainda com apoio do IFRN, da ITCART – Incubadora Tecnológica de Cultura e Arte e do Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França. SOBRE O CASA DA PRAIA LAB – ESQUINA CRIATIVA  O projeto propõe um espaço de experimentação artística e política, incentivando obras que enfrentem estereótipos e proponham novos imaginários sobre o Nordeste no século XXI. O LAB reafirma o compromisso das...

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Governo do RN lança quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB RN)

Redação

Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade; as inscrições poderão ser feitas até o dia 29, por meio da plataforma Mais Cultura RN. O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Cultura, e o Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, comunicam o lançamento do quarto bloco de editais da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Com foco na diversidade e pluralidade das ações, esta nova etapa reafirma o compromisso do Governo do Estado em descentralizar recursos, fortalecer a cena cultural potiguar e valorizar os artistas, fazedores de cultura e as diversas linguagens artísticas presentes em todas as regiões do Rio Grande do Norte. “O lançamento deste quarto bloco de editais é mais um passo fundamental na nossa missão de fortalecer a cultura potiguar. Queremos garantir que nossos fazedores de cultura tenham acesso a essas oportunidades, transformando o setor em um pilar de desenvolvimento econômico e social para o nosso estado”, destaca Mary Land Brito, titular da pasta da Cultura no Governo do RN. Com investimento de mais de R$ 2 milhões, este bloco irá contemplar 96 vagas no total, abrangendo quatro editais de Apoio à Diversidade: Cultura LGBTQIAPN+; Cultura Negra; Cultura Urbana e Periférica; e Mulheres na Cultura. As inscrições estão abertas de 9 a 29 de junho. “Este ano temos uma novidade que é o Edital de Mulheres na Cultura, uma demanda que surgiu das escutas públicas que realizamos antes da elaboração dos editais, o que nos permitiu aprimorar a distribuição dos recursos de forma mais eficiente e democrática. Lembramos também que todos os editais da PNAB RN possuem pontuação extra e cotas para grupos minorizados e elaboramos ainda cartilhas acessíveis para simplificar o entendimento das regras de cada edital”, enfatiza a coordenadora da PNAB RN, Bruna Medina. A Política Nacional Aldir Blanc tem como objetivo central estruturar o fomento à cultura de forma continuada, garantindo que o recurso chegue à ponta, incentivando a criação, a produção e a difusão de bens culturais. Este quarto bloco de editais se soma às ações anteriores já executadas, consolidando a implementação da política no território potiguar. O Governo do Estado convida artistas, coletivos, produtores e gestores culturais a acessarem o site oficial da Secretaria de Estado da Cultura (secult.rn.gov.br) para conferir os detalhes, critérios de elegibilidade e prazos de inscrição...

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BIBLIOBUNKER: Ilhas, labirintos: poemas escolhidos

Pablo Capistrano

Ilhas, Labirintos: poemas escolhidos Autor: Elí de Araujo Editora: Sol Negro Ano: 2022 Páginas: 125 O finado Harold Bloom, sujeito conhecido por algumas opiniões “polêmicas” e “canceláveis” (como a de que o Rei Lear de Shakespeare é literariamente superior à Cabana do pai Tomás de Harriet Beecher), afirmou certa vez que lia poesia como se estivesse fazendo uma oração. Isso, obviamente, não tem nada a ver com carolice pietista ou proselitismo religioso. Segundo Bloom, a boa poesia precisa ser decorada e introjetada na memória tal qual uma oração. Tenho certeza, amigo velho, que se o finado professor de Yale estivesse vivo (e soubesse ler português), certamente decoraria vorazmente muitas das poesias de Elí de Araujo, publicadas nesta coletânea, editada em 2022 pela Sol Negro. O volume traz uma amostra muito bem colhida das safras poéticas de Elí, desde o seu livro de 1982, Reminiscências do Tártaro até o Catábase de 2021. Uma coletânea essencial para os amantes da boa poesia que apresenta um registro fundamental de parte dos sete primeiros livros deste que, nascido e criado aqui pela Taba de Poty, sem nenhuma sombra de dúvida, é um dos melhores (senão o melhor) poeta de sua geração. Se você não acredita na opinião deste professor de província que vos fala, amigo velho, então peço que me conceda o benefício da dúvida e dê uma navegada pela costa acidentada dessas ilhas literárias, espalhadas por esse labirinto de alumbramentos poéticos. Tenho certeza que em algum momento você vai se achar obrigado a concordar comigo. Cada poema dessa coletânea é uma surpresa, um novo deleite, um desconcerto, um rasgão, uma fissura de liberdade criativa naquilo que o filósofo Martin Heidegger chama de “falatório” (essa espécie de rede de banalidades retóricas que a nossa linguagem ordinária constroi para nos aprisionar).   E por falar em oração, há, inclusive em seus poemas, inúmeras referências a textos bíblicos, como no “Salmo 23”, publicado em seu livro de 1991 (Deterioremus), uma perturbadora e inusitada interseção entre o “livro de Jó” (o mais desconcertante texto do cânone judaico) e os salmos atribuídos a David. Seguindo uma inversão irônica do lirismo mesopotâmico (com seus poemas de exaltação e louvor a divindades como Baal, Marduk, Yaweh ou Inanna), Elí brinca com o desespero de David, aproximando a sua súplica lamuriosa (sempre pendurada nas paredes das casas de alguns crentes mais devotos) da devastadora crueldade do deus que atormenta o pobre Jó:  “o Senhor é...

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Pedro Pereira - Foto - Fábio Cortez

Pedro Pereira revisita 45 anos de criação em exposição na Pinacoteca do Estado

Redação

Mostra reúne obras produzidas entre 1981 e 2026 e marca o retorno do artista às exposições individuais após mais de uma década Quatro décadas e meia de dedicação à arte, à poesia e à experimentação estética ganham forma na exposição “Unir Verso às Cores”, que será aberta ao público no próximo sábado (13), às 10h, na Pinacoteca do Estado, em Natal. A mostra celebra os 45 anos de trajetória do artista visual e poeta Pedro Pereira, reunindo 46 trabalhos que atravessam diferentes períodos de sua produção e revelam a pluralidade de uma obra construída entre imagens, palavras e afetos. Com curadoria de Pablo Pinheiro e produção de Alda Pereira, a exposição apresenta pinturas, colagens, fotografias, intervenções artísticas e poemas criados entre 1981 e 2026. O conjunto permite ao visitante acompanhar a evolução estética e conceitual de um artista que fez da liberdade criativa sua principal marca. Mais do que uma retrospectiva, “Unir Verso às Cores” propõe um mergulho no universo de Pedro Pereira. As obras dialogam com temas como memória, identidade, cotidiano, natureza e imaginação, revelando uma produção que transita com naturalidade entre as artes visuais e a literatura. O próprio título da exposição traduz essa característica. Inspirado em um poema do artista, sintetiza a relação entre escrita e pintura que acompanha sua criação desde os primeiros trabalhos. “Pinto o que não sei escrever, escrevo o que não sei pintar. Pinto e escrevo o que me faz sonhar”, resume Pedro Pereira. A mostra também marca o reencontro do artista com o circuito das exposições individuais. Sua última experiência solo aconteceu em 2013, com “O Jardineiro das Cores”. Agora, retorna à Pinacoteca com uma seleção que reúne obras históricas e produções recentes, compondo um percurso que evidencia permanências, transformações e novas descobertas criativas. Uma trajetória construída entre arte e cultura Natural de Passa e Fica, no Agreste potiguar, Pedro Pereira desenvolveu uma trajetória singular no cenário cultural do Rio Grande do Norte. Ao longo dos anos, atuou como poeta, artista visual, produtor cultural e incentivador de iniciativas voltadas à democratização do acesso à arte. Nos anos 1980, integrou a chamada Geração Alternativa, movimento ligado à poesia marginal que contribuiu para renovar a cena cultural de Natal. Também participou da banda Cabeças Errantes, experiência que ampliou seu diálogo com outras linguagens artísticas e fortaleceu uma produção marcada pela experimentação. Seu primeiro livro, Lutar pela Paz, foi publicado em 1981. Poucos anos depois, criou...

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A trilha, a bifurcação, as pegadas erradas e as vozes certas

Tatyanny Nascimento

Perder-me em uma trilha, no meio de um grupo, não foi somente errar um caminho: foi ser devolvida, ainda que por instantes, à verdade mais antiga da existência humana: a de que viver é caminhar entre bifurcações sem garantias. E que angústias tem poder pedagógico. O que se passou em um retorno de passeio à cachoeira não foi apenas um desencontro geográfico: foi a aparição de uma cena reflexiva, o momento em que o grupo se desfaz como proteção simbólica, o cansaço dissolve a prudência, e eu me vejo entregue à tarefa de distinguir entre rastro e rumo, entre saída e destino, entre movimento e direção. Na ida, ainda havia uma espécie de pacto silencioso sustentando a travessia. O corpo, não tendo sofrido o peso do trajeto, permitia à mente exercer aquilo que a civilização exige de nós: pausa, espera, consideração pelo outro, capacidade de reter o impulso em favor do laço. Diante de cada bifurcação, quando se sabia o caminho, alguém esperava, olhava para trás, cuidava para que o restante acompanhasse. A trilha era, então, uma comunidade. Havia nela um tecido de atenção recíproca e o cansaço ainda não havia corroído a delicada camada ética que nos faz lembrar que ninguém caminha sozinho, mesmo quando cada um usa as próprias pernas. E ainda que estivessem presentes dois guias (altamente responsáveis), um estava na frente, outro atrás, mas ao meio haviam bifurcações. E o grupo não tinha o mesmo ritmo em um longo trajeto cheio de curvas. Mas a volta introduziu outra verdade, menos nobre e mais funda: quando o corpo se esgota, a consciência se estreita. Já havíamos tomado banho de cachoeira, estávamos cansados de toda a caminhada, e o desejo de chegar logo em casa passou a comandar os passos. Aquilo que antes era grupo se tornou fluxo. O que era convivência se tornou pressa. E justamente nesse ponto, uma bifurcação deixou de ser apenas uma escolha espacial para se converter num teste moral: quem vê o desvio e segue mesmo assim, sem pensar nos que podem ficar para trás, revela algo da condição humana quando a energia simbólica se rompe. Não se trata necessariamente de maldade: trata-se de um empobrecimento da presença. Cansados, diminuímos. Recolhemos nossas fronteiras, contraímos nossa generosidade, protegemos nosso próprio retorno como se toda alteridade fosse peso extra.   Foi nesse rasgo da trama coletiva que eu me perdi com minha mãe. E o...

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Edgar Morin e a arte de pensar um mundo complexo

Isabel Carvalho

Sexta-feira, 29 de maio de 2026. O mundo se despediu de um dos maiores pensadores do nosso tempo. Aos 104 anos, Edgar Morin deixou uma obra que atravessou fronteiras disciplinares, influenciou pesquisadores, professores, jornalistas, cientistas sociais e todos aqueles que se dedicam a compreender a complexidade da vida humana. Sua morte encerra uma trajetória intelectual extraordinária, mas também oferece uma oportunidade para revisitar suas ideias e refletir sobre sua atualidade. Em um mundo marcado pela velocidade da informação, pela polarização política, pelas transformações tecnológicas e pelas crises ambientais, o pensamento de Morin parece mais necessário do que nunca. Suas ideias continuam pulsantes para quem deseja compreender a sociedade contemporânea. Nascido em Paris, em 1921, Morin viveu acontecimentos importantes da história recente. Testemunhou guerras, crises econômicas, revoluções culturais, o surgimento da internet e as profundas mudanças que transformaram a vida humana ao longo do século XX e das primeiras décadas do século XXI. Ao contrário de alguns intelectuais que escolheram uma única área de atuação, Morin construiu uma obra que dialoga com diferentes campos do conhecimento. Filosofia, sociologia, antropologia, biologia, educação, comunicação e política aparecem constantemente em seus estudos. Essa característica não era um acaso. Para ele, os grandes problemas da humanidade não cabem dentro das fronteiras rígidas das disciplinas acadêmicas. Compreender a realidade exige conectar saberes e reconhecer que tudo está relacionado. Foi dessa percepção que surgiu sua principal contribuição: o pensamento complexo. Ao ouvir a palavra “complexidade”, muitas pessoas imaginam algo complicado ou difícil de entender. Morin utilizava o termo em outro sentido. A palavra complexidade deriva do latim complexus, que significa “aquilo que é tecido junto”. Em outras palavras, a realidade é formada por uma rede de relações, conexões e influências mútuas. Para Morin, um dos maiores problemas do pensamento moderno foi acreditar que seria possível compreender o mundo dividindo ele em partes cada vez menores. Embora essa abordagem tenha proporcionado avanços significativos para a ciência, também contribuiu para a fragmentação do conhecimento. Aprendemos a estudar a economia separada da cultura, a política distante das emoções, a tecnologia isolada da sociedade. O resultado é que muitas vezes compreendemos os detalhes, mas perdemos a visão do conjunto. O pensamento complexo propõe justamente o contrário: observar simultaneamente as partes e o todo. Entre suas muitas obras, trago O Método 3: O Conhecimento do Conhecimento, publicado originalmente em 1986 e posteriormente lançado em português pelas editoras Publicações Europa-América (1996) e Sulina...

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Praia viva, cultura viva: Projeto Tatuí realiza ação socioambiental e cultural em Ponta Negra

Redação

Neste sábado (6), em alusão à Semana do Meio Ambiente, a Praia de Ponta Negra recebe a ação Praia Viva, Cultura Viva, evento que marca o lançamento oficial do Projeto Tatuí. A iniciativa une educação ambiental, cultura, memória afetiva e mobilização comunitária em defesa do litoral potiguar. Idealizado por Cintya Laranjeira, representante do Limpa Brasil no Rio Grande do Norte, o Projeto Tatuí nasceu das vivências e memórias de infância em Ponta Negra e busca fortalecer o sentimento de pertencimento e o cuidado coletivo com a praia, suas histórias e sua biodiversidade. A programação gratuita e aberta ao público reunirá moradores, voluntários, escolas, coletivos, artistas, trabalhadores da praia e instituições parceiras em atividades voltadas à valorização dos ecossistemas costeiros e da cultura local. Durante a manhã, as ações acontecem na Praia de Ponta Negra, com concentração no Letreiro de Natal, presença da Burrinha Pintadinha e do Jaraguá, abertura oficial do projeto, alongamento com o grupo Calistenia Livre, roda de conversa, mutirão de limpeza, ato pelos trabalhadores da praia, distribuição de mudas e o desafio Achei um Tatuí. À noite, a programação segue na Vila de Ponta Negra, na Tapiocaria da Vó, com apresentações culturais, lançamento do cordel Engorda pra Quem?, apresentação musical e exposição de fotografias de Flávio Resende. A programação se encerra com after cultural no Figa Bar e Cultura. O nome do projeto faz referência ao tatuí, pequeno crustáceo que habita a faixa de areia e funciona como indicador da saúde ambiental das praias. A proposta utiliza a educação ambiental e a cultura como caminhos para aproximar a população das questões que impactam o litoral e estimular o cuidado com o território. PROGRAMAÇÃO MANHÃ – PRAIA DE PONTA NEGRA NOITE – VILA DE PONTA NEGRA SERVIÇO Evento: Praia Viva, Cultura Viva – Lançamento do Projeto Tatuí Data: 6 de junho de 2026 Manhã: 7h30 às 11h30 – Letreiro de Natal, Praia de Ponta Negra Noite: 18h às 20h – Tapiocaria da Vó, Vila de Ponta Negra After cultural: 20h – Figa Bar e Cultura Entrada: Gratuita e aberta ao público PARCEIROS Associação Ponta Negra é da Gente; Associação dos Quiosqueiros da Praia de Ponta Negra; Associação Vila de Ponta Negra; Figa Bar e Cultura; Grupo Cultural Burrinha Pintadinha; P.Cultura Tapiocaria da Vó; MMarhéproducoescriativas; Rendeiras da Vila; Protagonistas da Paz; Casa Flor Ateliê Botânico; Calistenia Livre.

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Poeta Thiago Medeiros abre campanha coletiva para tratar depressão

28/08/2023|

O ator, escritor e produtor cultural Thiago Medeiros, um dos principais nomes de sua geração, iniciou uma campanha na internet em busca de ajuda. O artista, com quase 20 anos de carreira, vem lutando contra a depressão desde o ano passado, e agora, 10 meses depois do tratamento precisa de apoio financeiro. Para conseguir arrecadar recursos para manter seus compromissos financeiros e o tratamento com valor maior do que suas condições, Thiago Medeiros abriu um fundo de financiamento coletivo na plataforma Vakinha. No texto de apresentação ele estipula R$ 6 mil como meta de arrecadação. “Desde novembro/2022 venho tratando clínica e medicamentosamente a depressão e o problema com o álcool, este segundo recebi alta em junho, mês em que a depressão agravou e me levou a três tentativas de suicídio (sem sucesso, ainda bem), em menos de dez dias e uma internação no hospital psiquiátrico Severino Lopes. Após essa internação são inúmeras descobertas, necessidades e enfrentamentos diários que apareceram. Desde então, estou afastado do trabalho, sem receber salário, esperando o resultado da perícia do INSS, que costuma ser demorada e está sendo. Como é sabido, sou uma família solo, órfão de pai e mãe. A quem recorrer se não à...

Irmãos Quay

28/08/2023|

Os Irmãos Quay fazem um cinema fantástico como poucos hoje em dia. Eles começaram a produzir curtas-metragens de animação em 1979, na Inglaterra, país que adotaram e onde montaram o seu estúdio, o Atelier Koninck, junto com Keith Griffiths. Em sua segunda incursão pelos longas-metragens, os agora septuagenários Stephen e Timothy Quay se superaram e legaram ao mundo um excelente espetáculo visual surrealista, intercalado com cenas de animação em stop motion. O filme em questão é O Afinador de Terremotos (The piano tuner of earthquakes), uma coprodução entre Alemanha, Inglaterra e França, do ano de 2005, cujo produtor executivo foi Terry Gilliam, um fã confesso desses animadores e cineastas gêmeos. Em O Afinador de Terremotos, os Irmãos Quay utilizam uma estética vintage, com fotografia envelhecida em tons escuros (entre o preto, o azul e o ocre), para contar a história de Malvina van Stille (Amira Casar), uma cantora de ópera assassinada no dia do seu casamento pelo misterioso Dr. Emmanuel Droz (Gottfried John). O Dr. Droz traz Felisberto Fernandez (Cesar Sarachu), um prestigiado afinador de pianos, à Vila Azucena, lugar onde reside. Informa ao inocente rapaz que a sua missão é afinar sete instrumentos criados por ele, os automata. Quando...

Noites_Alienigenas

25/08/2023|

Neste mês, o cinema de rua Kurta na Kombi e o Coletivo Viramundo Potiguar se uniram para propor uma Mostra Cineclubista com a exibição do filme Noites Alienígenas seguida por roda de conversa, no dia 26 de Agosto, às 16h00, na comunidade do Passo da Pátria, com entrada gratuita. A atividade é direcionada para o público acima de 16 anos de idade. O Kurta na Kombi surgiu na cena audiovisual do Rio Grande do Norte no ano de 2019, idealizado pelos produtores culturais Marcelle Silva e Umara Luiz, e há 03 anos transforma ruas, praças, quadras e vias públicas em salas de cinema ao ar livre, tendo realizado 70 sessões (com exibição de mais de 200 curtas-metragens) em 16 cidades e 04 estados brasileiros, atendendo 8.500 pessoas. As exibições cinematográficas são gratuitas e com filmes para todas as idades. O Coletivo Viramundo Potiguar atua há mais de 08 anos na comunidade do Passo da Pátria, território periférico da capital potiguar, desenvolvendo gratuitamente oficinas de xadrez, break, desenho e violão junto às crianças e adolescentes. A sede do coletivo também funciona como espaço de encontro e apresentação de artistas, bandas e grupos ligados à cultura popular, movimento hip hop e à...

revelação

24/08/2023|

Os ingressos para a quarta edição do Pôr do Samba Natal já estão à venda online no Outgo https://outgo.com.br/pordosamba ou fisicamente na Sol Bijoux do Midway. A festa que acontecerá dia 21 de outubro no Aeroclube de Natal também oferece descontos exclusivos para clientes Unimed Natal e entrada social com 2Kg de alimentos entregues no dia do evento. Pra o dia, onde o pandeiro, tambor e cavaquinho se unem em um só coração, estão sendo preparadas surpresas especiais e uma experiência inesquecível. A programação contará com animação dos grupos Revelação e Entre Elas e da banda Molejo. A festa tem incentivo da Prefeitura do Natal, através da Lei Djalma Maranhão, Governo do RioGrande do Norte, através da Lei Câmara Cascudo e patrocínio da Unimed Natal, e é uma realização da Viva Promoções e Mestiço Produções. O projeto tem o objetivo de contar e cantar a história do samba, ritmo que é um patrimônio cultural. Para acompanhar tudo e ficar sabendo em primeira mão siga o perfil oficial no instagram: @pordosambanatal.

BIBLIOBUNKER: Imagens da África – da antiguidade ao século XIX

24/08/2023|

Imagens da África: da antiguidade ao século XIX Organização e Notas: Alberto da Costa e Silva Editora: Penguin/Companhia das Letras Ano: 2012 496 páginas   Para quem mora em Natal, no Rio Grande do Norte, esse território onde o continente faz a curva, uma realidade geográfica é incontornável: estamos mais próximos de Praia, capital de Cabo Verde, na África, do que de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Essa proximidade geográfica, mediada pelo maroceano, não impede, no entanto, que a nossa visão acerca do continente africano seja turvada pelas lentes dos colonizadores europeus. Uma parte muito significativa dos estereótipos sobre o continente mãe, ligados, no imaginário brasileiro, à violência, barbárie e miséria, foram construídos por relatos produzidos no correr dos últimos cinco séculos por militares, cientistas, missionários e jovens aventureiros europeus. Essa coletânea de textos, publicada pela parceria da Companhia das Letras com a editora britânica Penguin Books e organizada por Alberto da Costa e Silva, ninguém menos do que um dos maiores especialistas brasileiros na história do continente mãe, autor do clássico A enxada e a lança (um dos mais minuciosos estudos sobre a história africana publicados no Brasil) traz um panorama fascinante sobre como a imagem...

Monólogo comemora o centenário de dramaturga potiguar

23/08/2023|

Nos dias 25 e 26 de agosto de 2023, o Grupo de Teatro Boca de Cena comemora os 100 anos do nascimento da dramaturga potiguar Lourdes Ramalho com a realização de três apresentações do monólogo “Fiel Espelho Meu”. A encenação será realizada na Casa da Ribeira através do projeto FIEL ESPELHO MEU – Comemoração ao Centenário de Lourdes Ramalho, aprovado no Edital de Economia Criativa 2023 do SEBRAE RN. Com uma sessão exclusiva para estudantes no dia 25 de agosto, às 15h30, seguida de bate-papo formativo sobre o monólogo e a montagem do Grupo de Teatro Boca de Cena, o projeto visa receber alunos do Curso de Licenciatura em Teatro e do Mestrado em Artes Cênicas da UFRN, do Curso Tecnólogo de Produção Cultural e da Pós-graduação em Ensino de Teatro do IFRN, além de estudantes de áreas afins ou que tenham interesse em teatro potiguar. Escrito em 1980 por Lourdes Ramalho, o espetáculo FIEL ESPELHO MEU nos convida a acompanhar os primeiros instantes da viuvez de Verônica, uma mulher submissa às convenções, à moral e aos valores sociais de sua época, até encontrar na morte do marido uma oportunidade de subverter o sofrimento e alçar voos para a liberdade,...

plutão já foi planeta

23/08/2023|

Com uma década de carreira, a banda Plutão Já Foi Planeta apresenta seu homônimo terceiro álbum de estúdio. Recheado de novidades, o disco crava de vez a identidade musical do grupo que reúne na atual formação Cyz Mendes, Sapulha Campos (guitarra) e Gustavo Arruda (guitarra). O material de inéditas foi lançado pela Algohits, e tem como marca uma energia mais vibrante e rock’n’roll. Além do rock, o novo lançamento de estúdio trás referências diretas e indiretas da música brasileira, o que se refletirá tanto nas novas composições como nas apresentações. Após disponibilizar “Uma Canção Só Sua“, primeiro single do novo disco do Plutão Já Foi Planeta, foi revelado de uma só vez um single duplo contendo “Em Todo Canto” e “Tremeu Minha Solidão“, o material lançado na sexta-feira (28/07) foi destaque nas principais playlists editoriais das plataformas de streaming.  “Em Todo Canto”, inclusive, ganhou um videoclipe produzido pela própria banda com imagens captadas durante a Tour Nordeste 2023 que aconteceu no mês de junho passando por 7 cidades de 5 estados da região e homenageia os fãs (assista). Para revelar trechos das músicas ainda não apresentadas oficialmente para os fãs, eles decidiram criar um game online feito de desafios que...

Dois lançamentos musicais para você conferir

22/08/2023|

FELIPE WANDER Felipe Wander é cantor, compositor e instrumentista nascido no sertão da Bahia, na cidade de Senhor do Bonfim. O artista chegou em Natal há três anos e desde então vem lançando uma série de músicas, sempre gravadas em seu estúdio/laboratório, o Tapete de Pavão, que fica no bairro do Satélite. A cada lançamento Wander apresenta novas parcerias que moldam coletivamente o seu som, baseado na mistura entre artistas potiguares e de outras cidades da região Nordeste. Dessa vez a conexão RN/BA deu a tônica do projeto. Nesta sexta-feira (25) chega nas plataformas o compacto digital A Terra Dos Mistérios, que reúne as músicas ”Cigarro Barato” e ”Todo mundo tem tem alguma coisa a dizer”. As duas faixas são resultado da parceria de Wander com os músicos Rafael Jackson, Xandinho Bass e Iago Guimarães, que colaboram na construção dos arranjos e na produção musical deste novo trabalho. O encontro  resulta numa viagem musical bem elaborada e ao mesmo tempo fluida, com timbres marcantes e muita sensibilidade do início ao fim de cada canção. O compacto inicia com ”Cigarro Barato”, composição de Wander e Tony Lopes, um agitado e soturno funk-rock que lembra o universo musical de Frank Zappa, numa...

Lisbeth Lima

22/08/2023|

Neste sábado (26), às 15h, o Clube Elas por Elas – Mulherio das Letras Nísia Floresta RN – em parceria com a Editora Nobel do Praia Shopping, Cooperativa Cultural e Sebo Terceira Margem do Livro – vai explorar a literatura da poeta Lisbeth Lima e discutir a obra “Brevidade”. O livro é o quinto de poemas de Lisbeth Lima. Trata, dentre outros temas, sobre nostalgia, evolução, aprendizados, sobre a passagem do tempo, que modifica quem somos e quem nos tornamos.. Desse tempo que vai além do relógio… não somente o que marca, mas o que deixa marcas. Ela é também autora de Dormência (2002), Felice (2004), Romã (2008) e Vasto (2010). A poeta tem no ato de escrever a leveza proposta por Calvino e já foi objeto de estudo do TCC de Viviane Silva de Souza para obtenção do Título de Licenciatura em Letras pela UEPB em 2022. REVELAÇÃO A fotografia e a poesia têm seus segredos. É no quarto escuro do meu coração que revelo os meus poemas (…) Lisbeth Lima SOBRE LISBETH LIMA Graduada em Comunicação Social (UFPB -1986) com Especialização em Língua e Literatura Francesa (1987), e Mestrado em Biblioteconomia (1999). Mais tarde, efetivou a Especialização em...

Henrique Brito

22/08/2023|

Expoente da música popular brasileira, o compositor e violonista Henrique Brito está, completamente, esquecido. É preciso resgatá-lo desse injusto ostracismo. Para que se avalie sua importância, basta dizer que foi um dos componentes do famoso Bando de Tangarás, ao lado de Noel Rosa, Almirante, João de Barro e Alvinho. Era o melhor instrumentista do grupo. Henrique Brito nasceu em Natal, no dia 15 de julho de 1908. Ainda menino, deixou sua cidade para ir morar no Rio de Janeiro, usufruindo de uma bolsa de estudos que lhe arranjara o governador Antônio de Souza. Já então, Brito destacava-se pelo talento invulgar. Sua inclinação pelas artes, ao que tudo indica, era um dom de família. Seu irmão Abner de Brito veio a tornar-se poeta de renome, autor de um soneto – “O Enterro do Pecado” – que fez grande sucesso na província literária. Outro irmão, Pedro Brito, era músico e compositor. No Rio, Henrique Brito enturmou-se no meio musical, passando a atuar, como violonista, sempre que lhe surgia oportunidade. Aluno do Colégio Batista, ganhou dos colegas o apelido de Violão, depois que o viram solando num violão de uma corda só. Foi lá que conheceu Carlos Alberto Braga, o Braguinha, de quem...

Curta potiguar é selecionado para exibição em Festival argentino

21/08/2023|

Lia Ficou Sozinha em Casa, dirigido por Paula Pardillos, é um curta-metragem que expõe a melancolia em um universo essencialmente lúdico, nesse suspense dramático protagonizado por uma criança. Financiado pelo edital SESC Poti-Cultural 2021 e produzido por Sihan Felix, Lia Ficou Sozinha em Casa começou a entrar no circuito de festivais. Esteve presente na 6ª Mostra Mulher no Cinema (BA) e na Mostra na Ponta, na Vila de Ponta Negra, iniciativa da Cinemateca de Pipa e do espaço Casa Vermelha. O filme começa a demonstrar força também fora do país, estando selecionado para a SEMANA ¡VIVA EL CINE!, que acontecerá de 11 a 15 de setembro no Teatro del Viejo Concejo, no município de San Isidro, Província de Buenos Aires, Argentina. Lia Ficou Sozinha em Casa teve, em seu set de filmagem, uma equipe técnica 100% composta por mulheres, das chefes de departamento às assistentes. Esteve no staff nomes conhecidos da cena potiguar, como o da diretora de arte Ana Paola Ottoni. No elenco, Bella Ferret, a atriz mirim que interpretou com dedicação a personagem-título, teve ao seu lado a experiência de Múcia Teixeira, esta que trabalhou com Pardillos no premiado curta Distorção (2019), além de ser conhecida por outras...

Hellraisers: bebuns arruaceiros

21/08/2023|

Elevados à categoria de “astros”, entre as décadas de 1960 e 1970, o quarteto britânico composto pelos atores Richard Burton, Richard Harris, Oliver Reed e Peter O´Toole, além de excelentes shakespearianos, tinham outra característica bem peculiar: eram bebuns arruaceiros de primeira. Burton, Harris, Reed e O´Toole tinham rivais do outro lado do Atlântico, como Marlon Brando, Dennis Hopper, Warren Beatty e Jack Nicholson, mas esse quarteto estadunidense não conseguiu ser mais visceral, louco e sincero nas bebedeiras do que os “filhos da Rainha” – só para nortear a situação, Burton bebeu tanto a ponto de sua coluna vertebral ter ficado revestida com álcool cristalizado (durante as filmagens de Os homens violentos do Klan, ele passou a beber, em média, três garrafas de vodka por dia), e Reed morreu de parada cardíaca enquanto bebia num bar. O escritor Robert Sellers, autor das biografias de Reed e O´Toole, sabia da existência de passagens memoráveis nas vidas deles, e dos outros dois bebuns, que mereciam ser não apenas lidas, como também visualizadas. Logo, fazer uma versão em quadrinhos do seu livro Hellraisers: The Life and Inebriated Times of Burton, Harris, O’Toole and Reed (2008) era uma opção mais do que acertada. A editora londrina Self Made Hero apostou...

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Blog do Sérgio Vilar

Fotografia potiguar no mundo

O poeta, artista visual e fotógrafo potiguar Jean Sartief expõe em um dos mais prestigiados salões de fotografia de rua de Portugal, o Mira Mobile Prize. A mostra é fruto de uma premiação – 21º Prêmio Mira Mobile – que

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Red Dog Pub reabrirá ainda em 2026

Um dos poucos e mais legais pubs de Natal, o Red Dog Pub não ficou pelo caminho do modismo, como tantos espaços que abrem, “bombam” e, pouco depois, passado o período da modinha tipicamente natalense, fecham. O pub fechou no

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